sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A importância da pregação expositiva para o crescimento sadio da igreja.



Referência: Neemias 8.1-18
INTRODUÇÃO
1. O crescimento da igreja é um dos temas mais discutidos na atualidade
Todo pastor anseia ver sua igreja crescer. A igreja deve crescer, precisa crescer. Se ela não cresce é porque está enferma.
Rick Warren diz: Pergunta errada: o que devo fazer para a minha igreja crescer. Pergunta certa: o que está impedindo a minha igreja de crescer.
2. Há dois extremos perigosos quanto ao crescimento da igreja
a) Numerolatria – É a idolatração dos números. É crescimento como um fim em si mesmo. É o crescimento a qualquer preço. Hoje vemos muita adesão e pouca conversão. Muita ajuntamento e pouco quebrantamento. A pregação da fé sem o arrependimento e da salvação sem conversão.
b) Numerofobia – É o medo dos números. É desculpa infundada da qualidade sem quantidade. A qualidade gera quantidade. A igreja é um organismo vivo. Quando ela prega a Palavra com integridade e vive em santidade Deus dá o crescimento. Não há colheita sem semeadura.
3. A sedução do pragmatismo na busca do crescimento da igreja
O Movimento de Crescimento de Igreja começou em 1930 com Donald McGavran, quando deixou a sede das Missões na Índia e passou 17 anos plantando igrejas e fazendo uma pergunta: Por que algumas igrejas crescem e outras não?
Ele começou um Instituto de Crescimento de Igreja em Oregon com um aluno boliviano. Depois foi para o Seminário de Fuller na Califórnia. Foi o missionário que mais influenciou a igreja no século XX.
Davi Eby diz que o que espanta é que nas teses e dissertações dos estudantes do MCI não há quase nenhuma ênfase na pregação como instrumento para conduzir a igreja ao crescimento. Ao contrário, seguem as técnicas do pragmatismo: se funciona, use.
O Pragmatismo não está preocupado com a verdade, mas com o que funciona. Não pergunta o que é certo, mas o que dá certo.
4. O testemunho irrefutável dos fatos
Tom Rainer fez uma exaustiva pesquisa entre 576 igrejas batistas do Sul nos Estados Unidos e chegou a uma conclusão contrária ao MCI. A pesquisa identificou que o maior fator para o crescimento saudável da igreja foi a pregação expositiva.
5. Os grandes perigos que atentam contra o crescimento da igreja
a) Liberalismo teológico – Onde ele chega, mata a igreja. Ele começa nas cátegras, desce aos púlpitos e daí mata as igrejas. Há muitas igrejas mortas na Europa e América do Norte. Exemplo: minha experiência no Seminário de Princeton.
b) Sincretismo religioso – Nossa cultura mística: pajelança, idolatria, kardecismo, cultos afros. Hoje muitas igrejas mudaram o rótulo, mas mantém o povo preso ao mesmo misticismo: sal grosso, copo dágua em cima da televisão.
c) Ortodoxia morta – E. M. Bounds disse que homens mortos, tiram de si sermões mortos e sermões mortos, matam. Lutero dizia que sermão sem unção endurece o coração. Antonio Vieira diz que devemos pregar aos ouvidos e aos olhos. Precisamos ser boca de Deus.
d) Superficialidade no Púlpito – Muitos pastores são preguiçosos, não estudam, não alimentam o povo com a Palavra.
6. Vejamos um modelo bíblico de pregação expositiva para o crescimento saudável:
Neemias 8 é um grande modelo da pregação expositiva que produz o verdadeiro crescimento espiritual.
Martin Lloyd-Jones disse que a pregação é a tarefa mais importante do mundo. A maior necessidade da igreja e a maior necessidade do mundo.
Calvino entendia que o púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
I. O AJUNTAMENTO PARA OUVIR A PALAVRA DE DEUS – v. 1-2
1. É espontâneo – v. 1
Deus moveu o coração do povo para reunir-se para buscar a Palavra de Deus. Eles não se reuniram ao redor de qualquer outro interesse. Hoje o povo busca resultados, coisas, benefícios pessoais e não a Palavra de Deus. Querem as bênçãos de Deus, mas não Deus. Têm fome de prosperidade e sucesso, mas não têm fome da Palavra.
2. É coletivo – v. 2,3
Todo o povo: homens e mulheres reuniram-se para bsucar a Palavra de Deus. Ninguém ficou de fora. Pobres e ricos, agricultores e nobres, homens e mulheres. Eles tinham um alvo em comum, buscar a Palavra de Deus. Precisamos ter vontade de nos reunir não apenas para ouvirmos cantores famosos ou pregadores conhecidos, mas reunirmo-nos para ouvirmos a Palavra de Deus. O centro do culto é a pregação da Palavra de Deus.
3. É pontual – v. 3
O povo todo estava presente desde o nascer do sol. Eles se preparam para aquele grande dia. Havia expectativa no coração deles para ouvir a lei de Deus. A Palavra precisa ser prioridade para sermos pontuais.
James Hunter diz que uma pessoa que se atrasa sistematicamente para um compromisso transmite várias mensagens: 1) O tempo dela é mais importante do que o dos outros; 2) As outras pessoas que ela vai encontrar não são muitos importantes para ela; 3) Ela não tem o cuidado de cumprir compromissos.
4. É harmonioso – v. 1
“Todo o povo se ajuntou como um só homem” (v.1). Não havia apenas ajuntamento, mas comunhão. Não apenas estavam pertos, mas eram unidos de alma. A união deles não era em torno de encontros sociais, mas em todo da Palavra de Deus.
5. É proposital – v. 1
“e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel” (v. 1). O propósito do povo era ouvir a Palavra de Deus. Eles tinham sede da Palavra. Eles tinham pressa de ouvir a Palavra. Não era qualquer novidade que os atraía, mas a Palavra de Deus.
II. A SUPREMACIA DA PALAVRA DE DEUS
1. O pregador precisa estar comprometido com as Escrituras – v. 2,4,5
Esdras era um homem comprometido com a Palavra (Esdras 7:10). Eles não buscam alguém para lhes contar bonitas experiências, mas eles procuram um fiel expositor das Escrituras.
A maior necessidade da igreja é de homens que conheçam, vivam e preguem a Palavra de Deus com fidelidade. A pregação é a maior necessidade da igreja e do mundo. A pregação é a tarefa mais importante que existe no mundo.
O impacto causado pela leitura da Palavra de Deus por Esdras é comparado ao impacto da Bíblia na época da Reforma do século XVI.
Precisamos nos tornar o povo “do livro”, “da Palavra”. Não há reavimamento sem a restauração da autoridade da Palavra.
Exemplo: Milagres X Palavra – Atos 2.
2. O pregador precisa estar comprometido com o Deus das Escrituras
a) Piedade – A vida do pregador é a vida da sua mensagem. Só prevalece em público, quem prevele em oração na intimidade. David Larsen disse que é mais importante ensinar um pregador a orar do que a pregar. Sem oração não há pregação de poder.
b) Fome de Deus – oração e jejum – o pregador é um homem em fogo. Se ele não arder no púlpito o povo não poder. Moody disse que deveríamos acender uma fogueira no púlpito. O pregador precisa ter mais fome de Deus do que de livros.
c) Fome da Palavra – O pregador precisa ser um estudioso. Quem não gosta de ler, certamente não deve ter o chamado para o ministério. Paulo fala que precisamos nos afadigar na Palavra.
d) Paixão – O pregador é um homem diz como Paulo (At 20:24). É como John Bunyan que prefere a prisão ao silêncio. O pregador e o ator Magready. David Hume e George Whitefield.
3. O povo precisa estar sedento das Escrituras – v. 1,3
A Bíblia é o anseio do povo. Eles se reúnem como um só homem (v. 1), com os ouvidos atentos (v. 3), reverentes (v. 6), chorando (v. 9) e alegrando (v. 12) e prontos a obedecer (v. 17).
Eles querem não farelo, mas trigo. Eles querem pão do céu. Eles querem a verdade de Deus. Eles buscaram pão onde havia pão.
Muitos buscam a Casa do Pão e não encontram pão. São como Noemi e sua família que saíram de Belém e foram para Moabe, porque não havia pão na Casa do Pão. Quando as pessoas deixam a Casa do Pão encontram a morte. Há muita propaganda enganosa nas igrejas: prometem pão, mas só há fornos frios, prateleiras vazias e algum farelo de pão.
4. Atitudes do povo em relação às Escrituras
a) Ouvidos atentos (v.3) – O povo permaneceu desde a alva até ao meio-dia, sem sair do lugar (v. 7), com os ouvidos atentos. Não havia dispersão, distração, enfado. Eles estavam atentos não ao pregador, mas ao livro da lei. Não havia esnobismo nem tietagem, mas fome da Palavra.
b) Mente desperta (v. 2,,3,8) – A explicação era lógica, para que todos entendessem. O reavimento não foi um apelo às emoções, mas um apelo ao entendimento. A superstição irracional era a marca do paganismo. Oséias 4:6: “O povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento”.
c) Reverência (v.5) – “Esdras abriu o livro à vista de todo o povo, porque estava acima dele; abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé”. Essa era uma atitude de reverência e respeito à Palavra de Deus. Esse púlpito elevado não era para revelar a infalibidade do pregador, mas a supremacia da Palavra.
d) Adoração (v.6) – Esdras ora, o povo responde com um sonoro amém, levanta as mãos e se prostra para adorar. Onde há oração e exposição da Palavra, o povo exalta a Deus e o adora.
III. A PRIMAZIA DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Ler o texto das Escrituras – v. 2,3,5
A leitura do texto é a parte mais importante do sermão. O texto é a fonte da mensagem e a autoridade do mensageiro. O sermão só é sermão se ele se propõe a explicar o texto.
2. Explicar o texto das Escrituras – v. 7,8
O Cristianismo é a religião do entendimento. Ele não nos rouba o cérebro. O sincretismo religioso anula a razão.
Pregar é explicar o texto. A mensagem é baseada na exegese, ou seja, tirar do texto, o que está no texto. Não podemos impor ao texto, nossas idéias. Isso é eixegese.
Calvino dizia que pregação é a explicação do texto. O púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja.
Lutero dizia que existe a Palavra de Deus escrita, a Palavra encarnada e a Palavra pregada.
Muitos hoje dizem: “Eu já tenho o sermão, só falta o texto”. Isso não é pregação. Deus não tem nenhum compromisso com a Palavra do pregador, e sim com a sua Palavra. É a Palavra de Deus que não volta vazia e não a Palavra do pregador.
3. Aplicar o texto das Escrituras – v. 9-12
O sermão é uma ponte entre dois mundos: o texto e o ouvinte. Precisamos ler o texto e ler o povo. Não pregamos diante da congregação, mas à congregação. Onde começa a aplicação, começa o sermão.
Há um grande perigo da chamada heresia da aplicação. Se não interpretamos o texto corretamente, vamos aplicá-lo distorcidamente. Vamos prometer o que Deus não está prometendo e corrigir quando Deus não está corrigindo. Exemplo: o mel de Sansão.
A exposição e a aplicação da Palavra de Deus produziu na vida do povo vários resultados gloriosos.
IV. OS EFEITOS DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS
1. Atinge o Intelecto – v. 8
A pregação é diriga à mente. O culto deve ser racional. Devemos apelar ao entendimento (v. 2, 3,,8,12). John Stott disse que crer é também pensar. Nada empolga tanto como estudar teologia. O conhecimento da verdade encha a nossa cabeça de luz. O povo que conhece a Deus é forte e ativo (Dn 11:32).
2. Atinge a Emoção – v. 9-12
a) Choro pelo pecado (v. 9) – A Palavra de Deus produz quebrantamento, arrependimento, choro pelo pecado. O verdadeiro conhecimento nos leva às lágrimas. Quanto mais perto de Deus você está, mais tem consciência de que é pecador, mais chora pelo pecado. O emocionalismo é inútil, mas a emoção produzida pelo entendimento é parte do Critianismo. É impossível compreender a verdade sem ser tocado por ela.
b) A alegria da restauração (v. 10) – As festas deviam ser celebradas com alegria (Dt 16:11,14)). A Alegria tem três aspectos importantes: 1) Uma origem divina – “A alegria do Senhor”. Essa não é uma alegria circunstancial, momentânea, sentimental. É a alegria de Deus, indizível e cheia de glória. 2) Um conteúdo bendito – Deus não é apenas a origem, mas o conteúdo dessa alegria. O povo regozija-se não apenas por causa de Deus, mas em Deus: sua graça, seu amor, seus dons. É na presença de Deus que há plenitude de alegria. 3) Um efeito glorioso – “A alegria do Senhor é a nossa força”. Quem conhece esta alegria não olha para trás como a mulher de Ló. Quem bebe da fonte das delícias de Deus não vive cavando cisternas rotas. Quem bebe das delícias de Deus não sente saudades do Egito. Essa alegria é a nossa força. Foi essa alegria que Paulo e Silas sentiram na prisão. Essa é a alegria que os mártires sentiram na hora da morte.
3. Atinge a vontade – v. 11-12
a) Obediência a Deus (v. 12) – O povo obedeceu a voz de Deus e deixou o choro e começou a regozijar-se.
b) Solidariedade ao próximo (v. 12) – O povo começou não apenas a alegrar-se em Deus, mas a manifestar seu amor ao próximo, enviando porções àqueles que nada tinham. Não podemos separar a dimensão vertical da horizontal no culto.
V. A OBSERVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS – v. 13-18
1. A liderança toma a iniciativa de observar a Palavra de Deus – v. 13-15
Esdras no dia seguinte organiza um estudo bíblico mais profundo para a liderança (8:13). Um grande reavivamento está acontecendo como resultado da observância e obediência à Palavra de Deus. Essa mudança é iniciada pelos líderes do povo.
Havia práticas que haviam caído no esquecimento. Eles voltaram à Palavra e começaram a perceber que precisavam ser regidos pela Palavra. A Escritura deve guiar a igreja sempre!
A primeira tentação do diabo não foi sobre sexo ou dinheiro, mas suscitar dúvidas acerca da Palavra de Deus.
2. Os liderados obedecem a orientação da Palavra de Deus – v. 16-18
Toda a liderança e todo o povo se mobiliza para acertar a vida de acordo com a Palavra. Havia uma unanimidade em buscar a Palavra e em obedecê-la.
Esse reavivamento espiritual foi tão extraordinário que desde Josué, ou seja, há 1.000 anos que a Festa dos Tabernáculos nunca tinha sido realizado com tanta fidelidade ao ensino das Escrituras. Essa festa lembrava a colheita (Ex 34:22) e a peregrinação no deserto (Lv 23:43). Em ambas as situações o povo era totalmente dependentes de Deus.
Se queremos restauração para a igreja, precisamos buscar não as novidades, mas voltarmo-nos para as Escrituras.
3. A alegria de Deus sempre vem sobre o povo quando este obedece a Palavra de Deus – v. 10,17b
“A alegria do Senhor é a vossa força” (v.10) e “…e houve mui grande alegria” (v.17b). O mundo está atrás da alegria, mas ela é resultado da obediência à Palavra de Deus. O pecado entristece, adoece, cansa. Mas, a obediência à Palavra de Deus traz uma alegria indizível e cheia de glória.
Um povo alegre é um povo forte. A alegria do Senhor é a nossa força. Quando você está alegre, a força de Deus o entusiasma!
CONCLUSÃO
Resultados gloriosos são colhidos quando o povo se volta para a Palavra de Deus:
a) Confissão de Pecado – NO capítulo 9 vemos uma das mais profundas orações da Bíblia onde Neemias confessa o seu pecado e o pecado do seu povo. Sempre que a Palavra é exposta há choro pelo pecado e abandono do pecado.
b) Aliança com Deus e reavimento – No capítulo 10, os líderes e o povo fazem uma aliança com Deus de quem deixariam seus pecados e andariam com Deus. E então, houve um grande reavivamento espiritual que levantou a nação.

Reverendo Hernades Dias Lopes.

Como encontrar descanso para a sua alma.



Referência: Mateus 11.28-30
INTRODUÇÃO
1) Mateus capítulo 11 revela-nos quatro retratos distintos de Cristo:
1. Jesus, o juiz que repreende – v. 21 – Jesus tinha realizado grandes milagres em Corazin e Betsaida, mas o povo reagiu com indiferença à mensagem e às obras de Cristo. Jesus, então, os repreende com palavras severas de juízo e condenação. Ilustração: Um juiz na India estava indo para a coorte quando viu uma criança brincando sobre os trilhos de um trem que se aproxima. Ele correu e salvou o menino da morte iminente. Mas seguiu para a coorte e condenou um assassino à morte. Num pequeno espaço de tempo este calheiro foi tanto salvador como juiz.
2. Jesus, o Filho que se alegra – v. 25 – Jesus mostra aqui a inescrutável sabedoria de Deus que oculta as verdades do evangelho aos sábios e entendidos deste mundo e as revela aos pequeninos. No Reino de Deus quem não se fizer como uma criança jamais poderá entrar no céu.
3. Jesus, o Deus feito carne que revela o Pai – v. 27 – Jesus mostra aqui, que ele é Deus. Ele é o criador do universo, o Rei imortal, que veio para nos revelar quem é Deus.
4. Jesus, o Deus redentor que oferece descanso para a nossa alma – v. 28-30 – Essas palavras tem trazido calma, cura e salvação para milhões de pessoas aflitas ao longo dos séculos. Aqui nós temos a oferta do Evangelho:
I. O CONVITE DE JESUS – V. 28 
Ninguém no universo tem autoridade e competência para fazer esse convite.
Observe que você não está sendo convidado para analisar uma denominação, uma igreja, uma doutrina, mas você está sendo convidado para um encontro e uma experiência com Cristo.
Os fariseus diziam: Façam! Mas a verdadeira salvação é encontrada somente em uma Pessoa. Na Pessoa de Jesus Cristo.
1. Encontro com Cristo – “Vinde a mim”
Esse convite é dirigido a todos indistintamente. Esse convite é aberto a todos os que estão cansados e sobrecarregados com o peso do pecado ou o peso do legalismo.
Esse convite não é discutir sobre Cristo, mas para um encontro com Cristo. Não é religião. Não é moralidade. Não é rito religioso. Não é caridade. Não é misticismo. Não é legalismo. Não é fuga da realidade. É um encontro com aquele que é a vida, a paz, a alegria, a salvação.
Vir a Cristo significa confiar nele. Entregar-se a ele.
2. Experiência com Cristo – “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”.
Há milhares e milhares de pessoas que são controladas pelo pecado. Vivem sob a opressão do medo, do vício, do pecado.
2.1. A escravidão do pecado – “Todos vós que estais cansados”. O pecado cansa. O pecado é um fardo. O pecado destrói as pessoas. O pecado é um fardo esmagador. Muitas pessoas não aguentam mais conviver com seus vícios. São escravas. São cativas. Estão carregando um peso cruel sobre as costas.
2.2. O peso do pecado – “… e oprimidos”. O Peregrino ao ver a cruz, seu fardo caiu de suas costas e ele ficou livre. Quando vamos a Jesus encontramos descanso para a nossa alma. Jesus oferece não apenas descanso espiritual, mas descanso físico, mental e emocional. “Deixo-vos a paz e a minha vos deu”.
II. A EXIGÊNCIA DE JESUS – V. 29 
Relembre que Jesus foi um carpinteiro em Nazaré. Certamente ele fez muitas cangas para colocar debaixo do mesmo jugo os animais de trabalho. Ao usar essa metáfora, Jesus está nos falando sobre duas coisas. Esta obrigação é para:
1. Aceitar um relacionamento com Cristo – v. 29 – “Tomai sobre vós o meu jugo”.
Há muitas pessoas que buscam se deleitar nos benefícios do evangelho, mas sem compromisso de um estreito relacionamento com Cristo. Eles desejam conhecer a paz, o perdão, o poder e propósitos em suas vidas, mas não querem compromisso com Jesus.
Eles não entendem que não há cristianismo sem compromisso com Jesus. Aquele que se une com o Senhor torna-se um só espírito com ele.
Tomar o jugo de Cristo é uma profunda experiência. A escravidão de Cristo nos liberta. O jugo de Cristo é o sinal da libertade. Quanto mais escravo de Cristo você é, mais livre você se sente.
Quando você toma o jugo de Cristo você conhece a paz com Deus e a paz de Deus.
Tomar o jugo de Cristo é tornar-se discípulo. É submeter-se a Cristo.
2. Assumir uma responsabilidade com Cristo – v. “Tomai sobre vós o meu jugo”.
O jugo fala também do serviço sob o senhorio de Cristo. Assim como dois bois trabalham debaixo do mesmo jugo, o Senhor Jesus deseja que estejamos ligados a ele no serviço do Reino de Deus. Veja Marcos 16:20.
Neste apelo evangelístico de Jesus há não somente um convite dirigido ao coração e uma obrigação dirigida à vontade, mas também uma educação dirigida à mente.
III. O DESAFIO DE JESUS AO APRENDIZADO – V. 29-30 
Vir a Jesus e tomar sobre nós o jugo é algo que acontece quando cremos. Mas o aprendizado é um processo. Quanto mais nós aprendemos de Cristo, mais nós desfrutamos da sua paz.
1. Nós devemos aprender de Cristo – v. 29
Este não é um aprendizado meramente acadêmico, mas um aprendizado de uma experiência pessoal com Cristo e seu amor. Devemos buscar a intimidade com Jesus, como João buscou. Devemos auscultar o pulsar do coração de Jesus.
Devemos aprender sobre a mansidão de Cristo. Mansidão não é fraqueza, mas poder sob controle.
Devemos aprender sobre a humildade de Cristo. A palavra “humilde” significa baixo como o chão. Isto significa curvar-se até chegar aos pés de alguém. Ser humildade é fazer como Maria que se assentava aos pés de Jesus.
2. Nós devemos descansar em Cristo – v. 29
Quanto mais nós aprendemos de Cristo, mais nós descansamos nele. Quanto mais nós temos intimidade com Cristo, mais nós encontramos descanso para as nossas almas.
Paulo diz isso de outra forma: “Agora já não sou eu mais quem vive, mas Cristo é quem vive em mim”.
Devemos lançar não apenas a nossa ansiedade sobre ele, mas toda a nossa vida, a nossa alma. Cristo é o nosso descanso. Ele é a nossa paz. Ele é a nossa cidade refúgio.
A palavra fé é colocar toda a sua alma, seu peso, seu fardo, sua vida sobre Cristo. Ilustração: Quando John Paton, o missionário que viveu nas Novas Hébridas, estava traduzindo a Bíblia para a língua nativa ele estava tentando encontrar uma palavra própria para descrever fé. Um dia, depois de um tempo de trabalho árduo, chegou em sua casa cansado e jogou todo o seu peso sobre a cadeira. Instantaneamente ele gritou: Achei a palavra para descrever fé.
CONCLUSÃO 
Conversão.
Serviço.
Discipulado.

Reverendo Hernades Dias Lopes.

Perdão, a cura para os relacionamentos feridos.



O perdão é o melhor remédio para a saúde emocional. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente, a alforria do coração, a cura das emoções. Perdoar é lembrar sem sentir dor. Perdoar é zerar a conta e não cobrar mais a dívida. O perdão é ato de misericórdia e manifestação da graça. O perdão é absolutamente necessário. E isso, por várias razões:
1. O perdão é necessário porque temos queixa uns dos outros. Nós não somos perfeitos, não viemos de uma família perfeita, não temos um casamento perfeito, não temos filhos perfeitos nem frequentamos uma igreja perfeita. Consequentemente, nós temos queixas uns dos outros. Na verdade, nós decepcionamos as pessoas e as pessoas nos decepcionam. Nossas fraquezas transpiram em nossas palavras e atitudes. Sem o exercício do perdão ficamos entupidos de mágoas e a mágoa gera raiz de amargura no coração. Não somente isso, a amargura perturba a pessoa que a alimenta e contamina as pessoas ao redor.
2. O perdão é necessário porque fomos perdoados por Deus. Quem é receptáculo do perdão precisa transformar-se em canal do perdão. Aqueles que retêm o perdão ao próximo fecham-se para receber o perdão de Deus. Não existe uma pessoa salva que não tenha sido perdoada. Na verdade, no céu só entrarão os perdoados. Logo, é impossível ser um cristão sem exercitar o perdão. Devemos perdoar assim como fomos perdoados. Como Deus nos perdoou devemos nós também perdoar uns aos outros. Quando compreendemos a enormidade do perdão recebido por Deus, não temos mais motivos para sonegar perdão ao próximo. Nossa dívida com Deus era impagável e Deus no-la perdoou completamente. Não fomos perdoados por mérito, mas por graça. Perdão não é reinvindicação de direito, mas o clamor solícito da misericórdia.
3. O perdão é necessário porque por meio dele restauramos relacionamentos feridos. A Bíblia não oculta o perigo devastador da mágoa dentro da família e da igreja. Exemplos como Caim e Abel, José e seus irmãos, Absalão e Amnon retratam essa amarga realidade. Há pessoas feridas dentro do lar e também na assembleia dos santos. Há pessoas doentes e perturbadas emocionalmente porque um dia foram injustiçadas por palavras impiedosas e atitudes truculentas. Há pessoas prisioneiras de traumas e abusos sofridos na infância. Há indivíduos que não conseguem avançar vitoriosamente rumo ao futuro porque nunca se desvencilharam das amarras do passado. O perdão destampa esse poço infecto. Espreme o pus da ferida. Cirurgia os abcessos da alma. Promove uma assepsia da mente e proclama a libertação das grossas correntes do ressentimento. O perdão constrói pontes no lugar que a mágoa cavou abismos. O perdão passa o óleo terapêutico da cura, onde o ódio abriu feridas. O perdão promove reconciliação onde a indiferença quebrou relacionamentos. O perdão expressa o triunfo da graça, onde o ódio mostrou a carranca do desprezo.
4. O perdão é necessário para experimentarmos plena felicidade.Uma pessoa que nutre mágoa no coração não é feliz. O ressentimento é autofagia, é autodestruição. Guardar mágoa é a mesma coisa que o indivíduo beber um copo de veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Nenhum calmante químico pode aquietar uma alma desassossegada pela mágoa. Nenhum prazer deste mundo pode aliviar a dor de um coração ferido pelo ódio. A mágoa produz muitas doenças. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Mas, o perdão traz cura completa para o corpo e felicidade plena para a alma.

Reverendo Hernades Dias Lopes.