segunda-feira, 23 de abril de 2012

CRISTIANISMO DENOREX. PARECE MAS NÃO É!

Ora, havia certo homem, chamado Simão, que ali praticava a arte mágica, iludindo o povo de Samaria, insinuando ser ele grande vulto; ao qual todos davam ouvidos, do menor ao maior, dizendo: Este é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. Atos 8:9-10 Se fosse possível, na linha do tempo, aproximar momentos históricos distantes entre si, quantas atividades e realizações que hoje para nós não passam de banalidades, em outras épocas causariam espanto e admiração? Quantas coisas que hoje são comuns poderiam, em tempos passados, serem consideradas impossíveis e admitidas tão somente como milagres realizados por um ser divino ou, por alguém muito próximo da divindade? Quanta perplexidade causaria no século primeiro uma simples lâmpada elétrica ou até mesmo um isqueiro, que hoje é comprado em qualquer botequim de esquina, cuspindo fogo e sustentando sua chama, sem que tenha nada visível para consumir e alimentá-lo? Tais coisas poderiam lembrar a sarça ardente da visão de Moisés, que mantinha o fogo sem se consumir. Voltando um pouco mais no tempo, quanto assombro causaria Salomão aos seus visitantes se, em seu palácio, existisse um forno de microondas capaz de aquecer, cozinhar e até assar os alimentos, sem que para isto fosse necessário o fogo? Divinizado seria Salomão, com certeza. Milagre, diriam todos! Como cidadãos do século vinte e um, comparando-nos com os povos que viviam no século primeiro, constatamos que certas coisas que para eles causavam espanto, sendo admitidas apenas pela imaginação ou como ações de Deus, hoje fazem parte do nosso cotidiano. Após séculos, o que para eles eram fenômenos inexplicáveis, para nós, não passam de banalidades que qualquer criança razoavelmente instruída saberá explicar a sua lógica e o seu mecanismo de funcionamento! O que pode explicar todas essas diferenças? A resposta esta na árvore do conhecimento do bem e do mal, no conhecimento e no saber humano. Aquilo que não se podia explicar e nem realizar, tendo em vista a falta de conhecimento, hoje, a partir do conhecimento acumulado pela ciência é perfeitamente possível controlar e manipular. Nada de errado com o conhecimento ou com o saber, se isto é fruto da vida de Cristo, Em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. Colossenses 2:3. O problema é quando o conhecimento e o saber resultam da busca humana por ser Deus. Envolto em boas intenções, o homem esconde o desejo real que está por detrás de sua busca, ou seja, servir como via para usurpar o lugar de Deus. O gênero humano caído segue a trilha de morte proposta pela serpente no Éden, de usurpar o lugar de Deus, através do conhecimento. Porque Deus sabe que no dia em dele comerdes se abrirão os vossos olhos e, como Deus, sereis CONHECEDORES do bem e do mal. Gênesis 3:5. O incrível é perceber que muitos daqueles que deveriam ser testemunhas de Deus aos homens, avisando-os do perigo que se encontra nesta trilha, e das implicações que estão por detrás desta atitude, hoje, conscientemente ou inconscientemente, são na verdade, agentes da serpente, perpetuadores da tentação que diz: “Seja como Deus! usurpe seu lugar! Para tanto, basta saber”. Para muitos cristãos, atualmente, tem sido ensinado que a vida cristã, ou a vida eterna, é uma questão de conhecimento e não de revelação. Os “mestres” que ensinam tais coisas são aqueles que fecham o reino de Deus a qualquer pessoa sem um título de pós ou posses. Os candidatos têm que saber pelo menos um pouco de quadrado semiótico, pois, sem o MBI da religião, jamais poderão ser plenos. Insinuam com isto, que a causa de suas vidas fracassadas está no fato de não saberem o bem e nem o mal, o certo e o errado, e não na sua incredulidade na palavra de Deus. Isto não é novo, já nos tempos de Jesus este pensamento vigorava. Os religiosos eruditos costumavam rejeitar as pessoas menos instruídas, chamando-as de plebe maldita. Por isso, quando o cego de nascença expôs aquilo que tinha vivido, coisas que ele não conseguia explicar, mas podia testemunhar dizendo: “Eu era cego agora vejo”, o injuriaram. Diante do testemunho do cego, o saber só serviu para uma coisa: inchar ainda mais os sábios religiosos do sinédrio. A resposta deles é cheia de soberba e desprezo, diante do testemunho da vida. Tu és nascido todo em pecado e nos ensina a nós? E o expulsaram. João 9:34. Como é difícil para a religião crer na resposta simples, que tem como chão a Rocha que é a palavra de Deus! Parece que tudo tem que ter uma explicação, que no fundo, servirá para o controle do homem sobre o processo e seu comercio, além de promover a exaltação humana e, ao mesmo tempo, negar Deus. Isto é a evidência de um espírito humanista, que quer fazer do homem o centro, que pretende fazer do homem um deus. Diante de uma explicação simples como: “Eu era torto agora sou reto”, sustentada simplesmente na graça de Deus e na fé, ou seja, pelo milagre da vida de Deus atuando em alguém - algo que não tem explicação e que só pode ser recebido por fé - a religião humanista manifesta desprezo. A religião expulsa os que ousam dizer: “a minha vida mudou porque eu fui alvo da bondade e da graça divina”. É mal visto, todo aquele que atribui a Deus e somente a Deus, o milagre de uma vida que dá testemunho de Deus, pelo simples fato que está implícito neste testemunho: “só a Deus glória”. Para o ser humano caído, que não experimentou a obra do novo nascimento, é inadmissível o fato de não ter glória nenhuma em si mesmo. Olhar para alguém que não merecia e nem sabia como obter o favor divino, e vê-lo testemunhando de Deus como um milagre irrefutável é algo que o homem natural repudia. Pois, para admitir tal coisa teria que abrir mão de si mesmo e reconhecer a verdade de Deus que diz: Não há um justo, nenhum sequer. Não há ninguém que entenda; não a ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nenhum só. Romanos 3:10-12. Mais uma vez quero reiterar que o problema não está no saber, e sim em fazer do saber um meio para a plenitude: “Cristo é tudo em todos”. A Bíblia nos ensina que: Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. E recebestes esta plenitude Nele. Colossenses 2:9-10. Quando agimos assim, tentamos fazer do conhecimento um meio capaz de proporcionar ao homem, o poder de determinar os rumos da vida e, assim, negando a Cristo. Esta mentalidade leva em conta que um ladrão pode deixar de roubar, pelo simples fato de ter feito um curso no qual aprendeu os malefícios do ato de roubar e sobre os danos que isso causa à sua reputação. O problema não é de conhecimento e nem a falta dele, mas sim, a cobiça e a avareza, próprias do velho homem, que só a cruz põe fim. Neste espírito, e inspirado pelo Espírito, Paulo também nos deixou escrito na carta aos gálatas que o saber religioso das práticas corretas, representado pela circuncisão, e nem a ausência desta, representado pela incircuncisão, tem valor algum. O importante é a experiência de fé de estar unido a Cristo e, as implicações deste fato, que culmina no novo ser, como está escrito: Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum, mais sim o ser uma nova criatura. Gálatas 6:15. Esta fala vem em decorrência do enunciado exposto por Paulo no versículo anterior, o qual, expressa qual deve ser a relação do crente, por fé, com toda esta estrutura mundana que quer fazer do homem um ser independente e autossuficiente, tendo como alimento principal em sua dieta anticristo: os frutos da árvore do conhecimento do bem e do mal, quando escreve: Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo esta crucificado para mim e eu, para o mundo. Gálatas 6:14. Quanta diferença entre aquilo que só Deus poderia fazer, e que hoje qualquer criança pode? Como a simples passagem do tempo, pode transformar um milagre em banalidade? Hoje, para o mundo como sistema, e para homem degradado pelo pecado e governado pelo egoísmo e que não se contenta com nada menos que o trono de Deus, para este homem, Deus foi infantilizado. Para ele, Deus não passa de um menino diante de suas pretensões soberbas. Hoje, sem nos darmos conta, é assim que muitos agem na vida cristã. Buscando um conhecimento para imitar a obra de Deus em suas vidas, tendo como origem a capacidade e a sabedoria humana, como fizeram Janes e Jambres diante de Moisés, ou como pensou poder fazer Simão, diante de Pedro e João. Agindo assim, não só promovem a farsa como também impedem as pessoas de experimentarem o milagre do dom de Deus sendo, inexplicavelmente, manifestado em suas vidas pela ação sobrenatural de Deus. O homem pode imitar a prática Cristã, mas, vida de Cristo, só Cristo pode manifestar. E isto só acontece de modo sobrenatural quando, pela fé, eu entendo que de fato, estou morto, e levo isto em todo tempo e em todo lugar, de modo que não viva mais eu, mas Cristo viva em mim. Levando sempre e por todo lugar o morrer do Senhor Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos. 2 Coríntios 4:10. Que Deus nos livre de confiar na carne, posto que: Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Gálatas 6:12. Que isto esteja longe de nós, e que nossa glória esteja na cruz de Cristo. Autor: Pastor Alexandre Chaves; Pastor da Primeira Igreja Batista em Londrina PR.

VIVER PARA A GLÓRIA DE DEUS!

Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31 “Um dos maiores empecilhos à paz interior, que o crente encontra em sua carreira cristã, é o hábito bastante comum de dividirmos nossa vida em duas áreas, a sagrada e a secular. Se aceitamos que essas áreas existem à parte uma da outra, e que são moral e espiritualmente incompatíveis, e se, a despeito disso, somos obrigados, pelas necessidades da própria existência, a cruzarmos e entrecruzarmos constantemente uma área com a outra, nossa unidade interior tende a se desfazer, e passamos a ter uma vida dividida, em lugar de uma vida unificada.” A. W. Tozer. Todos nós nascemos pecadores, mortos espiritualmente de modo que passamos a viver sob o jugo das hostes espirituais da maldade, e, portanto, separados de Deus - mortos para Ele. Até aí, pelo fato de sermos escravos e consequentemente dominados pelo pecado, somente temos uma opção de vida: vida no pecado. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas. Efésios 2:4-10. Assim, é a ação direta, misericordiosa, graciosa e contundente do Pai em nós, que meio de Cristo Jesus, nos dá uma nova vida – vida no espírito, e o que estava morto passa a viver. “Viver para Deus.” VIVER PARA DEUS? Você, nascido de novo, vive para Deus? Vive para agradar ao Pai? Tudo o que você faz, é para a glória de Deus? Jesus, falando aos judeus lhes disse: E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. João 8:29. Paulo, preocupado com a experiência dos irmãos que viviam em Éfeso, os escreveu assim: Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza. Efésios 4:17-19. Todavia, podemos agir aparentemente de forma correta, parecendo que estamos buscando a presença do Senhor, mas, interiormente, em nossos corações, temos intenções incorretas e então podemos cometer um grave erro, qual seja: achar que estamos vivendo a vida espiritual, na intimidade com Cristo, quando, na verdade, esse comportamento pode ser estritamente religioso. Em Isaías 29:13 o Senhor dá o diagnóstico desse comportamento: Diz o Senhor: Este povo se aproxima de mim com sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim. O seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em coisa aprendida por rotina. Em resumo, podemos estar convencidos em nossa alma que estamos agradando a Deus, orando, lendo a Bíblia, entoando louvores, ou indo à igreja, quando na realidade, essas atitudes estariam sendo manifestadas na carne. Como vimos acima, o nascido de novo, pela fé em Cristo, possui comunhão com Deus que é a vida espiritual, mas ainda encontrando-se no mundo, em um corpo carnal, continua portador da natureza terrena, suscetível a todos os tipos de ataques mundanos. Ou seja, como descendentes de Adão vivemos sujeitos às limitações da carne e às fraquezas e males herdados pela natureza humana, como afirma Tozer. Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Tito 2:11-14. O processo de purificação, que também chamamos de santificação, que é o mesmo onde Paulo usa a expressão “educando-nos”, inclui o despojar-se do velho homem que se corrompe e o revestir-se do novo homem, com todo um aprendizado de Cristo, com quebras de paradigmas, renovação da mente no espírito e mudanças radicais de comportamentos advindos da parte de Deus, conforme está escrito: Mas não foi assim que aprendestes a Cristo, se é que, de fato, o tendes ouvido e nele fostes instruídos, segundo é a verdade em Jesus, no sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:20-24. Despojar-se do velho homem e revestir-se do novo homem é o processo de validação e reconhecimento da importância da obra redentora e santificadora realizada na Cruz em nosso favor antes da fundação do mundo pelo Cordeiro Santo de Deus. Pois todos vos sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Gálatas 3:26-27. Como? Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 2 Coríntios 4:10-11. Levar uma vida para a glória de Deus consiste em um caminhar em direção à integridade, ou seja, sermos inteiros e não divididos, significa viver na terra na presença de Deus Pai no Espírito. Romanos 8:13: Pois se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Não há distinção entre: falar de negócios e pregar o evangelho. Você pode trabalhar pregando ou pregar trabalhando. Tudo é para a glória de Deus. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz. Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências. Romanos 13:12b-14. Toda essência da vida cristã esta nas intenções do nosso coração e é ali que estão os olhos do nosso Pai celestial. 2 Crônicas 16:9a: Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele, e Ele anseia pela conquista do nosso coração. Mateus 6:21: Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. O cristão é chamado para viver de maneira estupendamente à contramão do mundo. Deus propõe o comportamento, e providencia o recurso, que é a presença do Espírito em nós manifestando a vida do Filho. Revista-se do Filho, permaneça Nele e dareis fruto! João 15:5: Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; sem mim nada podeis fazer. Se permanecermos em Cristo e nos revestirmos Dele, Ele nos “empoderará” para viver como filhos da luz, o que está proposto no restante do texto de Efésios 4:25-32: Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo. Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Nele, em Cristo, podemos não mentir mais, mas falar a verdade, não falarmos coisas que fazem mal ao outro, mas o que edifica o necessitado, transmitindo graça. A presença de Cristo na vida do novo nascido o desprende das coisas terrenas, porque o Senhor Jesus Cristo, que é o governo, pensa nas coisas celestiais e nós que estamos no corpo, Igreja, nos movemos segundo o cabeça! Atos 17:28a: Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Viver para a glória de Deus é viver totalmente em Cristo e completamente envolvidos com os interesses do reino celestial. As boas obras vão aparecer porque são consequência do propósito de Deus para o Seu povo. Efésios 2:10: Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas. Deus queria desde a libertação do povo do Egito por meio de Moisés, que este povo o representasse diante dos outros povos. Deuteronômio 4:5-6: Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumpri-os, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente. Viver para a glória de Deus é viver pela fé! Somente em Deus podemos confiar cegamente! Se Ele diz: faça! Façamos por amor a Ele, ao seu Filho, ao Espírito Santo e aos seus interesses. Em Tiago 2:14-17: Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Viver para glória de Deus é viver amando o próximo. João13:35 diz: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. Amém. Irmão Mario Rocha Filho.

O LUCRO DE UM INVESTIMENTO NÃO LUCRATIVO!

No mundo financeiro só se sobrevive se de alguma forma houver lucro. Nenhuma operação econômica, de verdade, pode ter êxito se não tiver no balanço um resultado positivo. A ausência de lucro significa falência empresarial. Nada pode ser de fato mais desastroso para quaisquer que forem os negócios comerciais, do que a falta de alguma lucratividade. Parece que está bem claro, não? Esse mundo é dominado pelo poder do dinheiro, que se evidencia, basicamente, no quanto deu de lucro para poder gastá-lo. No final das contas, esse é o poder que paga as contas. Se no meu negócio não houver vantagem e não sobrar nem um centavo de superávit, como eu vou suprir as minhas necessidades e superar meus débitos? Esse é outro lado perverso do dinheiro. Leva-me ao endividamento para adquirir aquilo que desejo, e, muitas vezes não preciso, a fim de mostrar aos outros aquilo que eu não sou, de fato; mas preciso ser aceito. A dívida é a ilusão de ter algo que não sou proprietário; no máximo, sou um mero mordomo de uma posse que não me pertence. Aliás, diga-se de passagem, nunca conheci um proprietário permanente de qualquer bem na terra. Pelas leis do mercado econômico, ninguém consegue levar nada do que adquiriu aqui na terra, para o outro lado dessa vida. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. 1 Timóteo 6:7. Todavia, mais adiante, vamos ver que é possível uma transferência daqui para o céu, pelas leis da graça. O dinheiro é um poder e não se trata apenas de uma potência impessoal. Jesus, em seu discurso na montanha, o denominou de Mamon, nome de um deus pagão posto em oposição ao Senhor da Criação. Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. Mateus 6:24. Riqueza aqui é a versão do termo Mamon, no grego. Portanto, para Jesus, esta entidade não é tão somente um ídolo vazio, oco, mas um ser com identidade de senhor. Na verdade, ele está sendo apresentado como o déspota que domina as raias da cobiça, que governa os sentimentos da inveja sob a ambição da posse. O dinheiro é um deusinho minúsculo com ambições maiúsculas fomentando as fogueiras “santas” da insaciabilidade egoísta. Dinheiro não é uma realidade neutra, nem um santinho do pau oco, embora, muitas vezes, seja um conteúdo demoníaco a encher o vazio de um “cara de pau” que pensa que sua vida vale pela soma do dinheiro que tenha conseguido armazenar em sua conta bancária. Ainda que vivamos neste mundo em que o dinheiro é fundamental para o exercício das relações comerciais e sociais, uma vez que é o meio pelo qual exercemos os negócios, permitindo a troca que mantém o nosso sustento, todavia, ele precisa de cuidados especiais em relação ao seu uso. Não se engane; dinheiro não é uma mera coisa. Não é neutro. Não é alguma coisa despersonalizada, pois há um “espirito” de ganância e avareza por trás. O que estamos afirmando aqui é o que Jesus disse. O dinheiro pode ser um senhor em nossas vidas. Neste caso, nós não podemos servir a Deus. Aquele que, por alguma razão não razoável, venha a ser escravo do dinheiro, não pode ser um servo de Cristo. Não é possível haver dois senhores opostos e oponentes governando a mesma pessoa, ao mesmo tempo. Com certeza, também é inconcebível para qualquer um, que o Senhor da graça faça o menor acordo que seja com o senhor do mérito. O Deus gracioso nunca combinará com o deus ganancioso. Deus sendo, de fato, o Senhor de uma pessoa, Ele jamais irá compactuar com as intenções do senhor dinheiro na vida desta pessoa. Quando o dinheiro for o “Senhor “ do sujeito, Deus não será o servo. Os dois não convivem como Senhores ao mesmo tempo, numa mesma vida. Como Deus, o Criador, sendo, quem Ele é, o Senhor absoluto do universo, neste caso, não poderá ser um servo de ninguém, e, deste modo, Ele não será coisa alguma na vida de alguém em que o dinheiro for o seu senhor. Quando o dinheiro for o senhor da minha vida, Deus não será o servo do dinheiro a serviço do meu poder de compra, barganha, status ou de qualquer das minhas ambições que buscam a minha identidade através da posse. Por essa razão, a questão do dinheiro em nossas vidas é um assunto vital para a saúde espiritual de cada um. Se não soubermos mexer com equilíbrio com este poder que se esconde nas entranhas do dinheiro, seremos dominados por ele. Sendo assim, nos tornamos seus servos e Deus ficará de fora de nossas vidas, ainda que possamos afirmar que estamos com Ele e que somos seus filhos. O apóstolo Paulo mostra claramente que o amor ao dinheiro é a causa primaria de todas as encrencas de nossa existência. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. 1 Timóteo 6:10. (Veja o que ele disse: o amor “do” ou “ao” dinheiro). Muitos que se diziam crentes quando eram pobres, assim que se tornaram mais bem aquinhoados, descartaram a confiança em Deus e passaram a acreditar no dinheiro. Eles não negam a existência de Deus, simplesmente Deus fica apenas como um coadjuvante. O desvio da fé não acontece somente quando a pessoa se ausenta do convívio da igreja e passa a viver de suas relações seculares. Muitos dos que permanecem no seio da congregação, também já se desviaram da fé e são mundanos, pois têm como deus o seu ventre e só se preocupam com as coisas do aqui e agora. Paulo via essa turma astuta como sendo os inimigos da cruz de Cristo e, assim, os descrevia: O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Filipenses 3:19. Todo aquele que só investe em coisas perecíveis é alguém que desconhece a graça. O investimento mais lucrativo que existe neste mundo é aquele que tem rendimentos eternos. Uma aplicação cujo prazo de validade termina na sepultura é muito limitado. É neste contexto que Jesus nos assessora: Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. Mateus 6:19-21. Este é um assunto muito instigante, em que alguns picaretas tentam levar vantagem. Como podemos transferir dividendos da terra para o céu? O comércio da fé tem sido bem explorado pelos negociantes expertos da religião exploradora. Não podemos negar este fato, mas, também, não podemos ocultar a importância desta aplicação, quando investimos nas atividades sérias que estão envolvidas na luta pelo resgate das vidas prisioneiras do pecado e escravas da religião. É aqui neste ponto que precisamos de luz, no sentido de fazermos uma operação de crédito bem feita. As doações na obra de Deus não são obrigatórias, nem Deus precisa de dinheiro. A contribuição tem, em primeiro lugar, um fator terapêutico, quando nos liberta, de um modo prático, de sermos possuídos pela tirania da posse. Depois, nos torna praticantes da arte do amor e do “jogo” positivo de lançar bênçãos sobre os outros mais carentes. A produtividade, por excelência, e a ética relacional de valor eterno da vida cristã podem ser assim descritas: Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. Atos 20:35. A questão da verdadeira felicidade, para Jesus, está relacionada com a doação. De acordo com a Sua escala de valores, felizes são aqueles que ajuntam para distribuir e não aqueles que armazenam para reter. Há uma fonte de alegria na possibilidade de doar. Quem doa sempre um pouco mais do que tem conseguido ajuntar é mais contente do que aquele vive na expectativa de ter mais, e se sobrar alguma coisa, dar as quireras. Os miseráveis vivem sempre indispostos, críticos, azedos e murmurantes na fila da ginástica de um pseudo exercício de generosidade. As vezes que contribuem é de má vontade. Abrem suas carteiras com o seus corações fechados e pegam o trocado como se fosse o máximo de liberalidade, mas suas faces acabam denunciando o espirito de usura que consome o íntimo de pão duríssimo desse pão durismo. Segundo a leitura bíblica mais precisa, as pessoas podem ser divididas, do ponto de vista espiritual, em dois grupos distintos. As que são filhas do Diabo e as que são filhas de Deus. Mas, como eu posso saber se alguém é filho de Deus ou não? Todos nós nascemos com uma natureza perversa e precisamos nascer de novo. Por isso a cruz tem que fazer um divisor de águas. O velho homem tem que ser crucificado com Cristo e a vida de Adão deve ser substituída pela vida de Cristo ressuscitado. O amor do Pai precisa se manifestar no modo de ser da nova criatura. Uma das principais características de que uma pessoa nasceu de novo é o amor. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. 1 João 3:14. A marca distintiva de um filho de Deus é a demonstração concreta do amor do seu Pai em seu modo de agir. E uma das evidências deste amor é o investimento nas pessoas que Deus ama incondicionalmente. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? 1 João 3:17. Creio que o maior investimento que se pode fazer em favor das pessoas que Deus ama é aplicar coerentemente os recursos deste mundo no processo adequado de libertar os prisioneiros do maligno e torná-los amigos de Deus por excelência. Veja como Jesus foi categórico neste assunto crucial: E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos. Lucas 16:9. O ministério de Jesus aqui na terra pode ser resumido de modo sumário nesses termos: Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. João 15:15. Fazer amigos para o Reino de Deus é o maior investimento que um filho de Deus pode fazer aqui na terra. Aplicar na salvação eterna de alguém é salvar essa aplicação. Todos os recursos que nós aplicamos para a conquista da salvação dos perdidos e a libertação dos oprimidos, tem retorno certo, além do que, é transferido diretamente para o banco celestial, onde a traça não corrói, nem a ferrugem consome. Esse investimento financeiro pode não ter nenhum lucro aqui na terra, mas promove um patrimônio eterno no céu. Então, examine onde você está investindo. Autor: Pastor Glenio Fonseca Paranaguá; Pastor da Primenira Igreja Batista em Londrina PR.