quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A FAZENDA: O SANTO E O PROFANO NA ROÇA.

Assistindo o telejornal na hora do almoço, ao mudar de canal, notei uma cena na Rede Record que me deixou um tanto pasmado! No programa “Hoje em Dia” Regis Danese cantando sua música (Como Zaqueu) com um coral nada santo – a Trupe do reality show “A Fazenda”. Foi muito engraçado ver aqueles artistas usando toda a sua capacidade de hipocrisia pra cantar frases com – “me ensina a ter santidade”. Não sei o porquê daquilo – se era pra agradar o bispo – já que emissora é dele – ou se era pra fazer tipo de boa gente. Alguém pode até conjecturar que isso é uma benção e que Deus está sendo louvado. Entretanto, a verdade é que isso é horrível e serve mais de profanação do sagrado que de louvor ao Deus vivo. Aqueles mesmos artistas são protagonistas de: Revistas Pornográficas, de Filmes Eróticos e de cenas nada ortodoxas em nossa sociedade. Eles não estavam cantando por acreditarem naquilo, mas por acharem a música bonita e nada mais. Como sei? Porque Jesus ensinou como julgar esse tipo de situação: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). O que quero externar aqui é que no Brasil está ocorrendo uma atividade sinistra, onde o santo e profano estão perdendo a referência e se misturando de maneira intrínseca no consciente coletivo das pessoas. “Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação...” (Mt 24.15) Todos sabem que o brasileiro, inclusive na cosmovisão de outros países, é conhecido pelo seu jeitinho – Ou seja, é conhecido pela sua pouca moralidade. O que observamos é hediondo, pois se o senso de moralidade for pervertido não restará muita coisa pra se fazer nesse país. Até na parada GAY músicas do gospel estão sendo cantadas, boates tocam hits do gospel e o inferno e o céu andam de mãos dadas em nossa sociedade. A Igreja é desafiada e os profetas se calam diante desse show de horrores promovidos por lobos transvertidos de ovelhas. Também o que se pode esperar de uma nação onde os políticos são corruptos com altivez? O que se pode esperar de uma igreja em que os clérigos roubam e quando são acusados dizem que estão sendo perseguidos por causa do evangelho? O que se pode esperar do Brasil onde se tem uma comunidade evangélica sem sabor e sem mudança de vida? Acredito que se os servos de Deus, que servem a Deus de verdade, não orarem com fervor por esta nação brasileira, a casa de Davi nunca será estabelecida. Se os profetas de Deus se omitirem nesse momento delicado, o Brasil entrará em uma rota de aniquilamento espiritual que não terá como ser revertida. Por isso, oremos! Autor: Pr João Flávio Martinez. É fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões.

A RECEITA DA PROSPERIDADE.

A vida pode ser comparada a uma caminhada de maratona, por isso, o segredo do sucesso é a constância de propósito. Não é possível alcançar a fita de chegada se não houver uma determinação persistente em atingir o objetivo. Todo êxito se apoia na tenacidade. Há um provérbio antigo que sustenta: não é batendo com uma esponja que conseguiremos pregar um prego na parede. Todo sucesso, neste mundo, exige uma dose suficiente de esforço, para chegar ao seu auge, mas necessita de uma dose dobrada de perseverança. As grandes obras são executadas não tanto pela força, mas, principalmente pela perseverança. A prosperidade espiritual começa pela firmeza na meditação da Palavra. Antes de partirmos para os projetos de fé, precisamos conhecer os princípios de Deus que controlam os mecanismos do sucesso. Deus tem suas próprias regras que estabelecem as causas do progresso e promovem o incentivo de todo desenvolvimento. Sem os equipamentos da confiança profunda nos propósitos divinos, fica muito complicado a plena prosperidade. Nos tempos de crise, mais do que nunca, é imperioso o aprofundamento na meditação da Palavra, a fim de atingir às vertentes que suprem todas as nossas reais necessidades. Só quem cava fundo pode alcançar os lençóis abundantes. Se você comer de pé fará má digestão. Sente-se. Se você pensar correndo, fará má reflexão. Sente-se. Quanto mais meditamos na Palavra de Deus, mais condições temos de sentar na cadeira do êxito completo. Quanto maior for a pressão do horário e as exigências do mercado, procure ter mais tempo na presença de Deus, em comunhão com sua Palavra. Aqueles que conhecem os detalhes da intimidade serão aquinhoados com as confissões especiais. O segredo do Senhor é para os que o temem; ele lhes fará saber a sua aliança. Salmo 25:14. Uma vez consciente da importância da meditação na Palavra de Deus, precisamos saber controlar a nossa própria palavra. Pouca gente sabe, de fato, o valor da linguagem no contexto emocional. Muitas vezes o nosso fracasso é conseqüência fatal de nosso discurso capenga. Uma língua descontrolada e pessimista leva com assiduidade o seu dono a situações de aperto. Não é preciso nenhum empurrão quando escorregamos no lodo da saliva. A censura e as reclamações são negócios que podem ser mantidos com muito pouco capital. As lamúrias e murmurações freqüentemente conduzem ao desânimo. Muitos desastres vieram no bafo das palavras derrotistas e da lengalenga vitimada. Nada é tão aberto para o engano como a boca. A falta de um palavreado apropriado constitui numa receita sutil para a frustração. Os tropeços mais sérios com relação ao sucesso, sempre acontecem em razão deste dialeto deformado da choradeira. Por este motivo o Senhor mostrou a Josué a indispensabilidade de falar segundo o jargão dos céus: Não se aparte da tua boca o livro desta lei. O idioma da Bíblia cria um estilo de resultados favoráveis, pois as palavras são o conteúdo da mente. Quando conversamos na língua do reino de Deus com o sotaque celestial somos impregnados de uma atitude confiante e movidos por uma esperança indestrutível. A certeza da esperança é mais que vida. É saúde, força, poder, vigor, atividade, energia, coragem, beleza. Quem fala com a esperança das Escrituras, fala com a certeza da realização. Se a meditação contínua da Palavra de Deus e a expressão consolidada desta linguagem são de importância vital para o sucesso, não podemos, entretanto, olvidar o significado persistente da transpiração. A ampla competência somada ao desempenho responsável resultam sempre em celebração vitoriosa. Alguém já assinalou que o dicionário é o único lugar onde você encontrará sucesso antes de trabalho. Uma vida próspera é uma vida de realizações marcantes, e estas não surgem sem as evidências da capacidade, constância, dedicação e trabalho árduo. E o trabalho deve ser um prazer e não um castigo; um desafio e não uma obrigação; uma bênção e não um aborrecimento. Prosperidade sem trabalho é uma alternativa passageira. Aqueles que foram bafejados por algum incidente da sorte, se não trabalharem com sabedoria, servirão de exemplo aos efeitos da negligência. Se queremos gozar uma vida progressista temos que assumir uma postura executiva. Como ensinava Sócrates: Não é ocioso somente quem não faz nada, mas também quem poderia ser mais bem aproveitado. Na verdade, há muita gente que não progride porque usa desordenadamente o seu tempo. Sub-utilização da agenda é prejuízo irreparável. Desperdiçar tempo é esbanjar oportunidades. Em vez de permitir que um bando de tarefas arruaceiras me cerquem e me pisoteiem até à morte, eu as organizo em um único arquivo e as realizo uma de cada vez, ensinava Don Mallough. Não é bom tentar matar o seu tempo, pois certamente ele porá a última pá de terra em cima de suas expectativas. Por outro lado, há uma grande necessidade de encarar os perigos da prosperidade. As pessoas que alcançaram os graus mais elevados de uma vida bem sucedida, correm muito mais risco de serem escravizadas pelos sentimentos de soberba orgulhosa, do que aquelas que ainda lutam com suas deficiências de organização. Há menos pessoas que sobrevivem ao teste da prosperidade do que às pressões da pobreza. Por isso, é conveniente buscar a vida venturosa sob os auspícios da humildade cristã. Nunca use os privilégios da situação afortunada para propagar a excelência de sua personalidade espiritual. Não faça do êxito uma farda de distinção, nem censure os outros em razão de seus fiascos. Se há um terreno em que a prosperidade é sempre lucrativa é no âmbito do amor, pois a sua abundância em nós, se constitui na melhor expressão de servir aos menos favorecidos, com as riquezas de nossa prosperidade. Com toda certeza, podemos asseverar que só é próspero quem se preocupa com a prosperidade completa dos outros, uma vez que o amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3João 2. Somente as almas prósperas investem profundamente na prosperidade dos outros, se alegrando quando estes alcançam o maior degrau nesta escalada. Guardai as palavras desta aliança, e cumpri-as para que prospereis em tudo quanto fizerdes. Deuteronômio 29:9. Autor: Pr Glenio Fonseca Paranaguá. www.assbetel.com.br

ORAÇÃO DE UM PROFETA MENOS.

Esta oração é pronunciada por um homem chamado a ser testemunha ante as nações, e foram estas as palavras que disse ao seu Senhor no dia em que foi ordenado. Depois de os anciãos e ministros terem orado e pousado sobre ele as suas mãos, retirou-se para estar a sós com o seu Salvador, no silêncio, mais além do que os seus irmãos bem intencionados o podiam levar. E disse: Senhor, escutei a tua voz e tive medo. Chamaste-me a uma tarefa solene numa hora grave e perigosa. Em breve abalarás todas as nações, a terra e também o céu, para que fique só aquilo que é inabalável. Senhor, nosso Senhor, aprouve-Te honrar-me chamando-me a ser teu servo. Só aceita esta honra aquele que é chamado a ser teu servo, visto ter de ministrar junto àqueles que são obstinados de coração e duros de ouvido. Eles Te rejeitaram, a Ti, que és o Amo, e não posso esperar que me recebam a mim, que sou o servo. Meu Deus, não vou perder tempo a deplorar a minha fraqueza ou a minha incapacidade para o trabalho. A responsabilidade é tua, não minha, pois disseste: “Conheci-te, ordenei- te, santifiquei-te”, e também: “Irás a todos aqueles a quem Eu te enviar, e falarás tudo aquilo que Eu te ordenar”. Quem sou eu para argumentar contigo ou para pôr em dúvida a tua escolha soberana? A decisão não é minha, mas sim tua. Assim seja, Senhor; cumpra-se a tua vontade e não a minha. Bem sei, Deus dos profetas e dos apóstolos, que, enquanto eu Te honrar, Tu me honrarás a mim. Ajuda-me, portanto, a fazer este voto solene de Te honrar em toda a minha vida e trabalho futuros, quer ganhando quer perdendo, na vida ou na morte, e a manter intacto esse voto enquanto eu viver. É tempo, ó Deus, de agires, pois o inimigo entrou nos teus pastos e as ovelhas são dilaceradas e dispersas. Abundam também falsos pastores que negam o perigo e se riem das ameaças que rodeiam o teu rebanho. As ovelhas são enganadas por estes mercenários e seguem-nos com fidelidade, enquanto o lobo se acerca para matar e destruir. Imploro-Te que me dês olhos bem abertos para descobrir a presença do inimigo; que me dês compreensão para distinguir entre o falso e o verdadeiro amigo. Dá-me visão para ver e coragem para declarar fielmente o que vejo. Torna a minha voz tão parecida com a tua que até as ovelhas doentes a reconheçam e Te sigam. Senhor Jesus, aproximo-me de Ti em busca de preparação espiritual. Pousa a tua mão sobre mim. Unge-me com o óleo do profeta do Novo Testamento. Impede que eu me transforme num religioso e perca assim a minha vocação profética. Salva-me da maldimais deve ser capaz de dizer: A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho Salmos 119: 105 Autor: A.W.Pink www.assbetel.com.br

A DOR ADORMECIDA.

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Marcos 11:25. Já vimos, em outra ocasião, que ninguém, no jogo desta vida, vive sem cotoveladas. Nestes estudos sobre a anistia, já constatamos também que é impossível um convívio normal isento de feridas e contusões. Todos nós, em algum momento de nossa existência, acabamos trombando com alguém ou recebendo alguma trombada que machuca e deixa sequelas graves. Tanto o que bate como o que apanha, de alguma maneira, termina sofrendo certas dores em razão dos esbarrões. As relações, daí para frente, não ficam à vontade. Há sempre uma ponta de desconforto por detrás dos bastidores e uma dor importuna, que pode até ficar adormecida nas entranhas, mas continua irritando os tecidos emocionais. A história da humanidade é uma crônica escrita com as dores agudas da alma, que evoluem lentamente até se tornarem em dores crônicas e difíceis de serem curadas. As pessoas que foram contundidas e não receberam o tratamento gracioso da cruz de Cristo, costumam ficar amarguradas no íntimo, embora a maioria se apresente muito bem na fotografia. Parece que neste texto de Marcos, Jesus está mexendo exatamente nessas feridas crônicas, aparentemente camufladas com a arte do faz de conta. Tudo parece muito bem, contudo a inflamação se dissemina sorrateiramente por baixo dos panos. O contexto deste assunto em pauta começou com a maldição de uma figueira mentirosa. Jesus se aproxima de uma planta em busca de frutos. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Marcos 11:13. Diante desta improdutividade da figueira, Jesus nos surpreende amaldiçoando-a. Este episódio é, no mínimo, muito curioso. Se não era a época certa da frutificação, por que Jesus acabou por condenar aquela planta à morte? Que radicalismo é este, Senhor? Parece um grande absurdo ou total incoerência da parte do Criador do universo. Não há, na verdade, nenhum exagero por aqui. Jesus não foi cruel com a planta. A árvore apenas estava fingindo. No Oriente Médio, a figueira quando tem folhas, necessariamente tem frutos. Se aquela planta tinha folhagem e não tinha frutos é porque havia alguma anomalia entre os seus galhos. Neste caso, a figueira era apenas uma grande farsa no pomar. Ela estava realmente demonstrando algo falso com a sua aparência. Esta figueira infrutífera era uma representação patente do povo de Israel que estava vivendo uma grande mentira sistemática. Ele se identificava como sendo o povo de Deus, mas não dava os frutos divinos em seu modo de vida. Como pode um filho do Deus perdoador não perdoar as pessoas que o magoa, assim como o seu Pai, que sempre perdoa? Quando os discípulos viram que a figueira que Jesus amaldiçoara, havia secado desde a raiz, ficaram perplexos. Então, Jesus inicia um ensino da fé que move montanhas e da oração pela fé, que deve ser tratada concomitantemente com o perdão pessoal, em consequência das raízes da amargura que permanecem no íntimo, ainda que, como uma dor adormecida. Jesus foi enfático: quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa conta alguém, perdoai. O imperativo aqui implica numa categórica ordem aos seus filhos que estiverem orando, bem como, numa subvenção graciosa, garantida pela soberania divina. Deus Pai não daria esta ordem aos seus filhos, sem antes prover generosamente todas as condições necessárias para o perdão. Uma vez feitos filhos de Deus, pela graça, também fomos habilitados pela vida de Cristo para perdoar aos nossos ofensores, como o Pai nos tem perdoado. A questão agora fica assim definida: quem é filho de Deus já foi perdoado por Deus e se tornou, mediante o novo nascimento, num perdoador por natureza. Como filhos de Abba, todos estamos habilitados a perdoar assim como ele nos tem perdoado. Por isso o imperativo: perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Esta ordem é somente para os filhos do Pai celestial. Os pais só devem requerer obediência de seus filhos. Deus não ordenaria aos filhos do Maligno que perdoassem. Este mandamento é apenas para os seus filhos legítimos, que estão capacitados a perdoar com o perdão que Ele mesmo lhes tem doado gratuitamente. (Porém, perdoar não significa convivência forçosa com o ofensor). Ora, se sou filho de Deus, e vivo neste mundo de trombadas, estou sujeito às contusões diárias, mas, também, estou equipado, pela vida de Cristo, que habita em meu ser, a perdoar aos meus agressores, assim como Ele me perdoou; embora, o perdão não me coaja a coexistir com eles. Muitos discípulos de Cristo ainda vivem sob a custódia de alguns sentimentos doloridos do seu passado. Eles já foram perdoados total e cabalmente pela graça, mas continuam cultivando emoções dolorosas nos canteiros subterrâneos de suas almas ressentidas. Creio até que sejam salvos, mas ainda vivem melindrosos e malacafentos, cultuando os seus melindres e bochechando a raiz de amargura como se fosse um xarope para curar a sua dor de cotovelo. O perdão é a única alternativa para a saúde emocional dos salvos. Não existe outra opção para os filhos de Deus, senão perdoar. Foi numa encruzilhada dessas que os discípulos de Jesus quiseram saber até quantas vezes seria admissível perdoar alguém. A cultura rabínica sugeria que até três vezes seria aceitável. Além disso, era falta de vergonha ou “o sangue seria de barata”. Pedro, em seus exageros clássicos, oferece uma cifra elevada de sete vezes. Porém, Jesus nos espanta com um número estratosférico retirado dos anais históricos. O Senhor Jesus nos assegura que devemos perdoar 70 x 7 = 490 vezes. Este produto foi retirado da proposta de um humanista inveterado de nome Lameque, descendente de Caim, depois de ele haver ferido e matado pessoas por agressões insignificantes. (Gênesis 4:23-24) O número sete, apresentado por Pedro, era a cobertura de perdão oferecida por Deus a Caim quando matou o seu irmão Abel. Mas Lameque não aceitou esta proteção e requereu um alvará de soltura bem mais abrangente. Ele queria que o seu pecado fosse perdoado por 490 gerações. Este número é, pois, a resposta de Jesus ao requerimento de Lameque. O que Jesus estava propondo era uma disposição inflexível e permanente em perdoar. A questão aqui não é de álgebra ou aritmética. Jesus não estava dando aula de matemática, mas de saúde psíquica e libertação espiritual. Se você e eu não perdoarmos aos nossos ofensores realmente, nós nos tornaremos prisioneiros perpétuos de um ódio camuflado. A prisão de segurança máxima, impossível de se empreender uma fuga, é aquela construída com as grades invisíveis do ódio. Como dizia o Cardeal parisiense do século XVII, François Fenelon, "quem tem mil amigos, nem sempre os encontra; quem tem um inimigo, encontra-o em toda parte". Este inimigo, com certeza, vive escondido debaixo dos nossos próprios trajes. Para onde você for o inimigo vai junto, mas sem passagem, nem passaporte. Se você for ao restaurante, ele vai com você e come junto, mas só você paga a conta e ele ainda regurgita em seu prato. A dor adormecida no íntimo é uma dor sufocante e atormentadora. Como disse Brennan Manning, citando o seu amigo Robert Rohr, "quem não aprende a transformar a dor, acaba passando adiante", ou seja, a dor e a vergonha que não são tratadas acabam sendo repassadas para a geração seguinte. Isto é: se não perdoarmos de fato, o feto já vem sofrendo em seu íntimo com a nossa amargura adormecida. A questão básica é como tratá-la. Para mim, só há um remédio à vista: a cruz de Cristo Jesus. Para podermos perdoar de verdade precisamos morrer juntamente com Cristo na cruz e recebermos a vida da ressurreição como a única capaz de perdoar completamente. E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Marcos 11:25. Esta é uma ordem de Pai para filho. Como já disse anteriormente, Abba não requer obediência dos filhos do Diabo. Se você não for um filho de Deus, você nada tem a ver com este mandamento. Mas, se for um dos seus filhos tem tudo a ver, e não tem opção: ou perdoa ou perdoa. Este perdão não é quando a outra pessoa tem alguma coisa contra você. Neste caso, o procedimento é o seguinte: Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Mateus 5:23-24. Quando o seu irmão estiver embirrado com você, por alguma coisa que você tenha feito, a alternativa é buscar a reconciliação com ele. Se, contudo, ele não quiser se reconciliar com você, então o entregue ao Senhor e espere o tempo da graça em sua própria vida. Porém, se é você que está magoado com a pessoa que o ofendeu, a ordem do Pai é: perdoa. Neste caso, o perdão envolve a cifra de 490 vezes ao dia, pela mesma falta. Se você e eu não perdoarmos de verdade, por mais grave que seja a ofensa, fica claro que não somos filhos de Deus. Além disso, vamos apodrecendo vagarosamente em nossas entranhas emocionais, nesta vida, aguardando o tempo em que arderemos no tártaro, na vida futura. Isto não é ameaça tola, nem argumento para constranger os covardes. É apenas a constatação dos fatos bíblicos. Quem não perdoa de fato é escravo dos piores sentimentos, o ódio; e vítima do mais severo dos déspotas, o seu próprio ego ferido. Enquanto o perdoador vive de férias no palácio do amor incondicional, o amargurado vegeta na masmorra da murmuração, sorvendo o fel do seu próprio ressentimento e envenenando quem se aproximar do seu quintal de espinhos. Filho querido de Abba, observe! E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Marcos 11:25. Autor: Pr Glenio Fonseca Paranaguá. www.palavradacruz.com.br