sábado, 31 de março de 2012

O ESCRAVO DE SUA PRÓPRIA CARNE.

Nós ainda somos "de carne", e portanto nosso corpo físico se deteriora e morre. O micróbio da morte habita em nós. Por causa da maldição do pecado, começamos a morrer logo que nascemos. Para os cristãos, entretanto, há mais para esta vida terrena do que a morte: "Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça" (Rm 8.10). Em outras palavras, o corpo do homem está sujeito à morte (já está morrendo) por causa do pecado, mas o espírito do crente está vivo em Cristo. A vida eterna é a nossa possessão presente. Embora o corpo esteja morrendo, o espírito já está dotado de incorruptibilidade. Aqui a palavra "corpo" se refere claramente ao corpo físico (não o princípio da carne), e a expressão "morte" fala da morte física. (Ver a discussão no Apêndice 1 sobre como Paulo frequentemente usa "carne" e "corpo" para se referir à tendência pecaminosa nos cristãos). Perceba que os versos 10 e 11 usam a palavra "corpo" (soma) em vez de "carne" (sarx) — palavra que Paulo usou nos nove primeiros versículos. Dessa maneira, ao contrastar "corpo" com "espírito", ele não deixa dúvidas quanto ao seu significado. No versículo 10, o "espírito" é vida, refere-se ao espírito humano, à parte espiritual do nosso ser. O corpo pode estar morrendo por causa do pecado, mas o espírito do crente está totalmente vivo e progredindo por "causa da justiça" — porque somos justificados e portanto já "passamos da morte para a vida" (Jo 5.24). Aqui Paulo está simplesmente dizendo o que também disse aos Coríntios: "Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia" (2Co 4.16). De fato o Espírito que habita em nós também promete "vida para nosso corpo mortal" numa ressurreição futura com o corpo glorificado (Rm 8.11). O que Paulo quer dizer é que o corpo, sem o Espírito de Deus, não tem futuro. Está sujeito à morte. Portanto, não temos obrigação em relação ao lado mortal do nosso ser: "Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis" (Rm 8.12, 13). Aqui Paulo usa a palavra sarx ("carne") no sentido de "princípio pecaminoso" — e a compara com "os feitos do corpo". Se você vive de acordo com a carne — se vive em resposta aos impulsos pecaminosos — você "deve morrer". Paulo está mais uma vez traçando os pontos de distinção, tão clara-mente quanto possível, entre os cristãos e não-cristãos. De forma nenhuma ele está alertando os crentes quanto ao perigo de perda da salvação se viverem segundo a carne. Ele já mostrou que o verdadeiro cristão não vive e nem pode viver segundo o princípio do pecado (vs. 4-9). Além disso, Paulo iniciou o capítulo 8 com a afirmação "Agora, pois, j á nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (8.1). Ele terminará o capítulo com a promessa de que nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (vs. 38,39). Um alerta sobre a possibilidade de queda contradiria o propósito da sua carta. Paulo simplesmente estava reiterando o que disse por diversas vezes em suas epístolas no Novo Testamento — que aqueles que têm vida e coração totalmente carnais não são verdadeiros cristãos. Eles já estão mortos espiritualmente (v. 6) e, a não ser que se arrependam, estão condenados à morte eterna. Enquanto isso, a vida deles na terra é um tipo de servidão horrorosa ao pecado. São escravos da sua própria carne, constrangidos a suprir seus desejos sensuais. Autor: John MacArthur http://www.ocalvinista.com/

O EVANGELHO É SEGUNDO DEUS!

O evangelho, nosso evangelho, está além do esforço e alcance do pensamento humano. Quando os homens tiverem se esforçado ao máximo em concepções originais, ainda assim, não terão assimilado o verdadeiro evangelho. Se é uma coisa tão comum como os críticos querem que acreditemos, por que então isso não surgiu nas mentes dos egípcios ou chineses? Grandes intelectos freqüentemente correm no mesmo sulco; porque, outras mentes grandes não correram nos mesmos sulcos que Moisés, ou Isaías, ou Paulo? Eu creio ser justo dizer que, se é algo tão comum na sua forma de ensino, poderia ter surgido entre os persas ou hindus; ou, certa­mente, poderíamos ter achado algo semelhante entre os grandes mestres da Grécia. Acaso algum desses conseguiu descobrir a doutrina da livre e soberana graça? Eles teriam cogitado sobre a encarnação e o sacrifício do Filho de Deus? Não, mesmo com o auxílio do nosso inspirado Livro, nenhum muçulmano, pelo meu conhecimento, tem ensinado um sistema da graça na qual Deus é glorificado quanto a Sua justiça, Seu amor, e Sua soberania. Essa religião tem proclamado um certo tipo de predestinação que ela transformou num fatalismo cego; mas mesmo com isso para os ajudar, e a vinculação com a divindade como uma luz poderosa para os guiar, nunca conse­guiram elaborar um plano de salvação tão justo para Deus, e tão pacificador para uma consciência perturbada, como o método de redenção baseado na substituição vicária do nosso Senhor Jesus Cristo. Vou dar-lhes outra prova, que para mim é conclusiva, que nosso evangelho não é "segundo os homens". E isto: o evangelho é imutável, e nada que o homem pode produzir pode ser assim chamado. Se um homem faz um evangelho - e ele gosta de fazer isso tanto como uma criança gosta de construir brinquedos - o que ele faz? Ele se encanta com o brinquedo por alguns momentos, logo após arranca os pedaços do brinquedo, e o forma de outra maneira. Faz isso continuamente. As religiões do "pensamento moderno" são tão mutáveis como a névoa das montanhas. Veja com que freqüência a ciência alterou suas próprias bases! A ciência é notoriamente conhecida por ser muito científica na sua destruição de todo conhecimento científico que antes existiu. As vezes tenho me saciado, em momentos de lazer, lendo história natural antiga, e nada pode ser mais cômico. No entanto, isso não é de maneira alguma uma ciência enigmática. Dentro de vinte anos, provavelmente alguns de nós achem grande divertimento nos ensinos sérios da ciência da hora atual, semelhante ao que achamos agora nos sistemas do século passado. Pode acontecer que, em pouco tempo, a doutrina da evolução se torne numa galhofa para colegiais. O mesmo é verdade sobre a moderna devoção que dobra seus joelhos em cega idolatria da falsamente chamada ciência. Agora declaramos, de todo coração, que o evangelho que pregamos quarenta anos atrás continuaremos a pregar por mais quarenta, se ainda estivermos vivos. Ainda mais, afirmamos que o evangelho ensinado por nosso Senhor e os Seus apóstolos, é o único evangelho que existe na face da terra. Os eclesiásticos alteraram o evangelho, e se ele não viesse de Deus, teria sido sufocado pela falsidade há muito tempo; mas, visto que o Senhor é o autor do evangelho, ele perdura para sempre. Todo ser humano é lunático; desse modo ele muda com cada fase da lua, porém a Palavra do Senhor não é "segundo os homens" pois ela é a mesma ontem, hoje, e para sempre. Reiteramos, não pode ser "segundo os homens" porque ela se opõe ao orgulho humano. Outros sistemas envaidecem os homens, mas este fala a verdade. Ouça os sonhadores de hoje procla­mando a dignidade da natureza humana! Quão sublime é o homem! No entanto, mostre-me uma sílaba sequer na qual a Palavra de Deus se envolve na exaltação do homem. Ao contrário, coloca-o no próprio pó e revela a sua condenação. Onde está a jactância? é excluída: a porta fecha-se na sua cara. A auto-glorificação da natureza humana é alheia às Escrituras, cujo principal objetivo é a glória de Deus. Deus é tudo no evangelho que eu prego, e creio que Ele é supremo no ministério de você também. Existe um evangelho na qual a obra e a glória são divididas entre Deus e o homem, e a salvação não é inteiramente pela graça; porém, em nosso evangelho "a salvação provém do Senhor". O homem jamais poderia inventar um evangelho que o humilhasse deveras, e que atribuísse toda a glória, honra, e louvor ao Senhor Deus. Jamais planejaria tal evangelho. Isso me parece ser claro, além de toda questão; portanto, nosso evangelho não é "segundo os homens". Outra coisa, não é "segundo os homens" porque ele não dá nenhum abrigo ao pecado. Ouvi falar de um inglês que se professou muçulmano porque ficou encantado com a poligamia que o profeta árabe permite aos seus seguidores. Sem dúvida a perspectiva de ter quatro esposas ganharia convertidos que não se sentiriam atraí­dos por considerações espirituais. Se alguém pregar um evangelho que faz concessões à natu­reza humana, e trata do pecado como se fosse um engano em vez de grande ofensa contra Deus, encontrará ouvintes ávidos. Se você providenciar absolvição a um pequeno custo, e aliviar a consciência com um pouco de auto-renúncia, não seria de admirar se sua religião entrasse em moda. Mas o nosso evangelho declara que o salário do pecado é a morte, e que só podemos ter vida eterna como dom de Deus; e esse dom sempre traz tristeza pelo pecado, ódio a ele e o apartar-se dele. O nosso evangelho nos ensina que o homem precisa nascer de novo, e que sem o novo nascimento ele estará perdido para sempre, ao passo que, com ele, obterá salvação eterna. O nosso evangelho não oferece desculpa ou cobertura para o pecado, porém o condena completamente. Não apresenta perdão, exceto através da expiação, e não oferece segurança nenhuma para o homem que abriga qualquer pecado dentro de si. Cristo morreu pelo pecado, e nós precisamos morrer para o pecado, ou morreremos eternamente. Se formos pregar o evangelho com fidelidade, então devemos também pregar a Lei. Não se pode pregar plenamente a salvação mediante o Senhor Jesus Cristo, sem colocar o Sinai como pano de fundo e o Calvário na frente. Os homens precisam sentir a malignidade do pecado, antes que possam apreciar o grande sacrifício que é o ápice e o cerne do nosso evangelho. Isso não é agradável para esta ou qualquer outra época; por conseguinte, eu tenho certeza que não foi inventado por homem algum. Sabemos que o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é "segundo os homens" porque o nosso evangelho é tão apropriado para os pobres e iletrados. Os pobres, de acordo com sistema dos homens, são ignorados. O parlamento tem cercado todas as áreas livres, de maneira que um homem pobre não pode manter sequer uma ave. Não duvido que, se fosse viável e eficaz, logo teríamos notícia de uma concorrência para distribuir títulos de posse das estrelas entre certos senhores de renome. É evidente que há propriedades excelentes nas regiões celestiais que ainda não se encontram registradas nos cartórios da terra. Bem, seria mais fácil noticiar o sol, a lua, e as estrelas do que o evangelho do Senhor Jesus. Este é o terreno do homem pobre. "Aos pobres é pregado o evangelho". No entanto, não são poucos os que desprezam um evangelho que os pobres podem ouvir e compreender; e podemos ter certeza que o evangelho simples não veio deles, pois a sua inclinação não pende para essa direção. Eles querem algo obscuro, ou, como eles dizem, "reflexivo". Acaso não ouvimos este tipo de comentário: "Nós somos intelectuais, e precisamos de um ministério culto. Esses pregadores evangelistas, servem muito bem para assembléias populares, mas nós sempre fomos seletos, e requeremos aquela pregação que está em dia com os tempos atuais"? Sim, sim, e a escolha deles será alguém que não vai pregar o evangelho, a não ser de uma maneira nebulosa; pois se ele realmente proclamar o evangelho de Jesus, os pobres com certeza se farão presentes, e espantarão os grã-finos. Irmãos, nosso evangelho não tem nada com alto e baixo, rico ou pobre, negro e branco, culto ou inculto. Se faz alguma diferença, ele prefere os pobres e oprimidos. O grande Fundador diz: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos". Louvamos a Deus que escolheu as coisas simples, e as desprezadas. Eu ouço que o ministério de um homem tem sido elogiado - embora sua congregação esteja diminuindo gradualmente -pois tal homem tem feito um grande trabalho entre os jovens intelectuais. Confesso que não creio na existência de tais jovens intelectuais; tenho visto que aqueles que se enganam com coisas assim, geralmente podem ser conside­rados mais presunçosos do que intelectuais. Os homens jovens são todos muito bons, como também as jovens mulheres, e mesmo as mulheres idosas; mas eu fui enviado para pregar o evangelho a toda criatura, e não posso limitar-me aos jovens intelectuais. Eu certifico-lhes que o evangelho que tenho pregado não é "segundo os homens", pois desconhece a seleção e exclusividade, porém, valorizo a alma do var­redor ou do lixeiro tanto como a do primeiro ministro ou a da sua majestade, a rainha. Finalmente, temos certeza que o evangelho pregado por nós não é "segundo os homens" porque eles não o levam em consideração. Ele é combatido até hoje. Se existe algo amargamente odiado, é o puro evangelho da graça de Deus, especialmente se for mencionada a detestável palavra "soberania". Atreva-se a dizer: "Ele terá misericórdia de quem tiver misericórdia, e Ele terá compaixão de quem tiver compaixão," e os críticos furiosos vão lhe revidar sem se pouparem. O religioso moderno não só odeia a doutrina da graça soberana, mas ele ruge e se enfurece só em ouvi-la mencionada. Na verdade, ele preferiria ouvir alguém blasfe­mar a ouvi-lo pregar a eleição pelo Pai, expiação pelo Filho, e regeneração pelo Espírito Santo. Se quiser ver um homem transtornado até que o satânico predomine, deixe que alguns dos neófitos eclesiásticos ouçam você pregar um sermão sobre a livre graça. Um evangelho "segundo os homens" será bem vindo pelos homens; porém, precisa de uma operação divina no coração e na mente para tornar um homem disposto a receber, no fundo de sua alma, este indigesto evangelho da graça de Deus. Meus queridos irmãos, não tentem fazer o evangelho aceitável às mentes carnais. Não escondam a ofensa da cruz ou vocês a tornarão sem efeito. Os ângulos e os cantos do evangelho são sua força, privá-lo destes é tirar o seu poder. Disfarçá-lo não é aumentar sua força, e sim, levá-lo à morte. Ora, mesmo entre as seitas, vocês já devem ter notado que seus pontos distintivos são os braços de seu poder, e quando esses pontos são praticamente omitidos a seita perde seu poder. Aprendam, então, que se tirarem Cristo do cristianismo, o cristianismo estará morto. Se removerem a graça do evangelho, o evangelho deixa de existir. Se as pessoas não gostam da doutrina da graça, dê-lhes isso intensamente. Mesmo quando os opositores reclamam sobre um certo tipo de arma, um poder militar sábio proverá muito mais dessa espécie de artilharia. Um grande general, aproximando-se de seu rei tropeçou em sua própria espada. "Eu vejo", disse o rei, "sua espada está lhe atrapalhando". O guerreiro respondeu: "Os inimigos de sua majestade freqüentemente sentem o mesmo". O fato de nosso evangelho ofender os inimigos do Rei não nos entristece. Queridos amigos, se realmente não recebemos nosso evangelho de homens mas de Deus, então continuemos recebendo a verdade através do divinamente designado canal da fé . Porventura têm certeza que um dia realmente entenderão a Palavra de Deus? Para a maioria de nós o entendimento é como um estreito portão de entrada para a "cidade da Alma Humana", e as grandes coisas de Deus não podem ser dimi­nuídas para poderem passar por aquela entrada. A porta não é bastante larga. Todavia, nossa cidade tem um grande portão chamado fé, através do qual até o infinito e o eterno podem ser admitidos. Pare com este esforço inútil de trazer à mente, pela razão, aquilo que tão facilmente pode habitar em você pelo Espírito Santo através da fé. Nós que falamos contra o racionalismo somos inclinados a ser demasiadamente racionais; e não há nada tão irracional quanto esperar receber as coisas de Deus através da razão. Creiamos nelas através do testemunho divino, e quando elas nos provarem ou mesmo parecerem ofender nossa sensibilidade humana, ainda assim que as recebamos por serem divinas. Não devemos opinar sobre o que deve ser a verdade de Deus; temos que aceitá-la como Deus a revela. A seguir, que cada um de nós aguarde oposição se ele receber a verdade do Senhor, e especialmente oposição de uma pessoa que é próxima e querida por ele - a saber - ele mesmo. Há um velho homem que ainda vive, e que não é um amante da verdade, mas, pelo contrário, ele é um parceiro da falsidade. Ouvi um policial dizer que quando esteve em Trafalgar Square, e uns sujeitos desprezíveis o agrediam, assim como a outro policial, ele sentia um osso do velho homem mexendo dentro dele. Ah, sentimos esse osso muito freqüentemente! A natureza carnal se opõe à verdade, pois ela não está reconciliada com Deus, e nem, na verdade, poderia estar. Oremos ao Senhor para vencer nosso orgulho, para que a verdade nos domine, apesar de nosso coração mau. Quanto à oposição do mundo exterior, não devemos estar alarmados com os fatos, pois fomos ensinados a aguardá-los. Agora as oposições não nos preocupam. O capitão de um navio não se importa se um borrifo d’água cair sobre ele. Lembre-se, se você não recebeu a verdade senão pelo poder do Espírito de Deus, não pode esperar que os outros a recebam. Eles não crerão em seus relatos a não ser que o braço do Senhor lhes seja revelado. Mas depois, se a fé for operada pelo Espírito Santo, não precisamos temer que os homens possam destruí-la. Aqueles que tentarem mudar a nossa crença bem podem ter dúvidas quanto ao seu sucesso nessa proeza! Se a fé for operada divinamente em nossas almas, podemos vencer todos os sofismas, elogios, tentações e ameaças. Seremos divinamente obstinados; aqueles que tentarem nos perverter terão de desistir. Possivelmente eles nos chamem de fanáticos, ou intolerantes, ou mesmo idiotas; mas isso significa pouco se nossos nomes esti­verem escritos no céu. Em conclusão podemos deduzir do nosso texto que se estas coisas nos vierem da parte de Deus, podemos descansar completamente nelas. Se elas vieram de homens, provavelmente nos falharão em meio a uma crise. Você alguma vez confiou em homens sem ter se arrependido antes mesmo que o sol se pusesse? Alguma vez você se apoiou num braço de carne sem descobrir que os melhores dos homens são apenas homens no melhor dos casos? Mas se estas coisas vem de Deus elas são eternas e totalmente suficientes. Podemos viver e morrer confiando no evangelho eterno. Vamos viver mais e mais com Deus, e com Ele somente. Se temos recebido luz dEle há mais bênçãos a serem alcançadas. Vamos àquele Mestre para aprendermos mais das coisas profundas de Deus. Creiamos corajosamente no sucesso do evangelho que temos recebido. Cremos nele, creiamos por ele. Não nos desesperaremos embora a Igreja visível, como um todo, possa apostatar. Quando os invasores cercaram Roma, e toda a região ficou à mercê deles, um terreno estava à venda, e um romano o comprou por um valor justo. O inimigo estava lá, mas ele seria desalojado. Talvez o inimigo destruísse o Estado romano. Deixe-o tentar! Tenha você a mesma firmeza. O Deus de Jacó é o seu refúgio, e ninguém pode resistir Seu eterno poder e deidade. O evangelho eterno é nossa bandeira, e com Jeová para sustentá-lo, nosso padrão nunca baixará. No poder do Espírito Santo a verdade é inven­cível. Venham, hostes do inferno e exército do inimigo! Que a sutileza, a destreza, o raciona­lismo e o sacerdócio façam o pior que puderem! A Palavra do Senhor dura para sempre -aquela mesma Palavra a qual pelo evangelho é pregada entre os homens. O Evangelho é segundo Deus! - C. H. Spurgeon Postado por Josemar Bessa/ / www.charleshaddonspurgeon.com /SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

domingo, 18 de março de 2012

O CORPO E SEUS MEMBROS.

O corpo não é feito de um só membro, mas de muitos. Se o pé disser: “Porque não sou mão, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. E se o ouvido disser: “Porque não sou olho, não pertenço ao corpo”, nem por isso deixa de fazer parte do corpo. Se todo o corpo fosse olho, onde estaria a audição? Se todo o corpo fosse ouvido, onde estaria o olfato? De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo. (1 Coríntios 12.14-20) O plano de Deus é que deveria existir uma dependência mútua entre os crentes; contudo a Bíblia ensina isso primariamente em relação ao ministério público, e não à fé do indivíduo. Diz-se frequentemente, de uma forma ou de outra, que um cristão que está desvinculado de uma comunidade está fadado ao fracasso, mas esse ensino é mais autobiográfico do que bíblico, e é manipulador ao invés de encorajador. Ele é difundido por pessoas fracas ou por líderes que preferem ameaçar pessoas em vez de aprimorar seus próprios ministérios. Ao enfatizarem fé e adoração coletivas, ainda que sua intenção seja supostamente de fortalecer a igreja e seus membros, na verdade seu erro tem sido um fator importante para se perpetuar nos crentes a falta de vigor e compromisso. O problema é que a sua doutrina equivale a uma negação da plenitude e suficiência de Cristo. Jesus Cristo é suficiente para sustentar e nutrir cada crente em particular totalmente à parte de qualquer outro crente. Há somente um Pai e um mediador entre Deus e o homem, Jesus Cristo. A igreja não é nossa mãe e nosso sacerdote. Antes, cada cristão é um sacerdote divinamente ordenado para a sua posição com plenos direitos de aproximar-se do trono dos céus e receber e administrar tudo o que Deus tem a oferecer por meio de Jesus Cristo. O cristão pode receber tudo de Cristo por meio da fé e pelo contato direto com Deus, sem a assistência da igreja e muito menos a sua permissão. Qualquer doutrina diferente disso é um ataque à suficiência e mediação de Cristo e deve ser considerada heresia. O foco aqui é o princípio, e não que uma fé isolada é sempre preferível ou que a pessoa deveria deliberadamente buscar esse tipo de fé. E quando a preocupação tem a ver com o princípio, devemos insistir que a doutrina popular que faz da comunidade uma questão de necessidade é uma doutrina que não vem da revelação de Deus, mas da incredulidade e de suposições pessimistas sobre o potencial de um indivíduo perante Cristo. Quando se assume que comunidade é algo necessário para o florescimento ou mesmo para a sobrevivência da fé do indivíduo, encorajar a fé coletiva se torna a mesma coisa que encorajar a fraqueza pessoal. Isso é também um desserviço à comunidade, porque em vez de se reunir por amor, um bando de covardes se reúne agora por necessidade de se deixar arrastar pelos outros. Jeremias era extremamente solitário, e Paulo teve às vezes de encarar as maiores provações sozinho, mas Jesus Cristo estava com eles e era suficiente para eles. Você diz: “Mas eu não sou Jeremias ou Paulo”. Certo, e enquanto continuar pensando dessa forma você nunca será qualquer coisa parecida com eles. Você não é Jeremias ou Paulo, mas confia no mesmo Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre, e assim não existe nenhuma diferença. Logo, jamais devemos sacrificar a suficiência de Cristo para preservar a importância da comunhão na igreja. E se você não pode passar o dia sem depender de outro homem para sustentá-lo, ao menos não infecte os outros com a sua incredulidade e fraqueza. Assim também, pregadores que negam a suficiência de Cristo para o indivíduo a fim de preservar a importância da comunidade deveriam ser repelidos. A igreja é de fato plano de Deus, mas não para o propósito de sobrevivência espiritual do indivíduo. Jesus Cristo é suficiente ― mais que suficiente ― para cada pessoa à parte da comunidade. Isso é inegociável. Quando se trata do contexto público, como em uma reunião de igreja ou tarefas cotidianas da comunidade, o plano de Deus é de fato a dependência mútua, e nenhuma pessoa pode representar todo o corpo ou realizar todas as suas funções. Antes, cada pessoa é posta em seu próprio lugar de acordo com a vontade de Deus. Como escreve Paulo, “De fato, Deus dispôs cada um dos membros no corpo, segundo a sua vontade”. Não se espera que façamos todos as mesmas coisas ou foquemos igualmente as mesmas coisas. Eventualmente um evangelista poderia enfatizar tanto a primazia do evangelismo que leva todas as outras pessoas se sentirem culpadas por não fazerem tanto quanto ele. Mas ele não está alimentando nenhum órfão. Então aquele que não faz nada mais que alimentar órfãos aparece e faz o evangelista parecer um hipócrita de coração frio. Deus nos colocou em nossas próprias posições, e não devemos definir o corpo como um todo por nenhuma função pela qual estamos obcecados: “Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, há muitos membros, mas um só corpo”. É aqui que a distinção entre a fé do indivíduo e o ministério público se torna essencial. Como indivíduo, posso realizar em uma pequena escala quase qualquer função no corpo de Cristo, ainda que esse não seja o meu ministério principal. Isto é, posso não ter sido chamado a liderar um projeto nacional para alimentar os famintos, mas eu seria negligente se um pedinte morresse de fome na soleira de minha porta. No entanto, só porque devo alimentar o pedinte na soleira de minha porta, isso não significa que eu deveria liderar um esforço nacional de combate à fome. Em vez disso, talvez Deus tenha me chamado para combater essa confusão ridícula sobre fé pessoal e fé coletiva. Em outras palavras, cada pessoa deveria ser uma crente completa, mas nenhuma pessoa precisa ser uma igreja inteira. Você pode não pensar em seu dedo mindinho a todo o momento, mas se alguma vez você já o torceu, subitamente percebeu que depende dele o tempo todo. Agora ele dói quando você se levanta, quando se vira, quando caminha. O que acontece se um papel fino corta o seu dedo? Ele dói quando você faz quase qualquer coisa ― dói quando você escreve, quando você dirige, quando você cozinha, quando você lança uma bola ― de modo que “quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele” (v. 26). Da mesma forma, a pessoa que lida com processos burocráticos na igreja, ou talvez faz a contabilidade, recebe pouca atenção; mas imagine o caos se ela for subitamente removida, ou se ela é incompetente ou desonesta. Para enfatizar uma vez mais o ponto anterior, se você prega na igreja e alguém outro limpa o chão, isso não significa que essa pessoa também limpa o seu chão quando você vai para casa. E se você limpa o seu próprio chão em casa, isso não significa que você deve limpá-lo na igreja, a menos que esse seja o seu emprego. Novamente, Cristo é suficiente para todo crente, para que todo crente pudesse ser completo, mas cada crente não desempenha todas as funções na igreja, de forma que há uma dependência mútua na igreja. Uma teologia da igreja que em qualquer grau compromete a suficiência total de Cristo ou o potencial e a responsabilidade do indivíduo é uma doutrina falsa. Ora, uma pessoa pode crescer em proficiência, e um dom pode crescer em poder através da oração, do estudo e do uso regular, mas a capacidade parecerá nativa para ela, e não artificial ou forçada. Uma pessoa que não pode desempenhar, digamos, deveres administrativos pode muito bem receber a capacidade após a conversão, mas isso se tornará natural para ela dali em diante. Um olho é um olho porque Deus o fez um olho. Assim também, para um olho ser um olho, basta apenas ele ser ele mesmo. Ele não tem de ser algo que ele não é nem deveria ser invejoso ou fingir ser outro membro no corpo. É assim que ele funcionará de acordo com o seu verdadeiro propósito e potencial. Autor: Vicent Cheung. www.monergismo.com.br www.vicentcheung.com.br

O TRINFO DA CRUZ.

Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. Colossenses 2:14-15. O triunfo da cruz reside não em nossa força, mas em nossa fraqueza. É importante ressaltar que a maior fraqueza consiste na confiança infundada em nossa pretensa força. O apóstolo Paulo nos diz que, quando somos fortes, ai é que somos fracos. Não há perigo mais avassalador do que viver estribado nesta ilusão de que somos fortes. Aqueles que confiam em seus próprios recursos são os que naufragam, pois “a soberba precede a ruína”. A altivez é a antessala da queda. Na verdade, somos fracos, com coração fraco, mente deturpada e entendimento em trevas. Muitas vezes, combatemos nos outros aquilo que praticamos. A nossa tendência é censurar nos outros aquilo que abrigamos no coração. Sempre que tentamos ostentar uma fachada de piedade, estamos, na verdade, escondendo nossa mediocridade. Muitas vezes proferimos palavras bonitas e carregadas de devoção, mas na verdade tudo isso pode ser uma capa do farisaísmo. Aos olhos de Deus, nossa pretensa força é fraqueza consumada, e nossas justiças são como trapos de imundícia. Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam. Isaías 64:6. Uma pessoa que já teve uma visão real do Senhor Jesus Cristo e Sua obra consumada na cruz sabe quem realmente é. Deus sabe que nem em você nem em mim habita bem algum e não podemos ser consertados nem melhorados. Se pudéssemos ser melhorados, Deus certamente iria fazê-lo. Mas Deus já viu que não temos conserto, não podemos ser melhorados. Hoje todo esquema da religião é consertar e melhorar as pessoas. Tem muita gente tomando um remédio que não atinge o verdadeiro cerne da doença. Religião é este remédio. Mas a religião cura superficialmente e não trata definitivamente com a doença. A religião cura os sintomas e não a doença. A doença é o pecado e os sintomas desta doença são câncer, AIDS, paralisia e tantas outras. Todos os sintomas são curados pela religião, mas a doença do homem não tem cura. Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável; todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua maldade? Naum 3:19. Se não tem cura, tem que morrer. E foi exatamente isso que Cristo fez na cruz. Você e eu acabamos naquela cruz. Deus fez isso em Cristo. Isso é um fato e tudo o que precisamos fazer é crer neste fato. A partir do momento que a palavra da cruz tiver falado ao seu coração através do Espírito Santo você irá apenas crer. É quando cremos em nossa morte e ressurreição com Cristo, que experimentamos o fato de que o nosso pecado foi crucificado e morto. Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Romanos 6:6-7. Você não pode crucificar a si mesmo e você não precisa fazê-lo porque a dois mil anos atrás Deus fez isso por você em Seu Filho Jesus Cristo. O nosso velho homem não vai ser crucificado, mas ele já foi crucificado quando Jesus Cristo foi crucificado. E a maravilha disso tudo é que quando Jesus foi crucificado nós fomos atraídos nele, com a finalidade de morrermos juntamente com Ele. Então, como uma pessoa é liberta do pecado? Simplesmente não vencendo o pecado, mas morrendo para ele. Quando você crê neste fato você experimenta o poder libertador de Deus porque a Bíblia é quem diz, e quando a Bíblia fala, significa que é o próprio Deus quem esta falando. Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o SENHOR é quem fala. Isaías 1:2a. A pergunta que irei fazer agora é bastante oportuna: você está morto? Quando você crê neste fato como dizem as Escrituras, você irá descobrir que o pecado não tem mais domínio sobre você. Por quê? Porque você morreu para o seu antigo senhor. Vamos ler Romanos 6:14: Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça. Quando nossos olhos são abertos para crermos na verdade da cruz, consequentemente o que se segue é uma vida de provação e perseguição. Quantos de nós já tivemos experiências que do ponto de vista humano era derrota total? No entanto, aquela aparente derrota, Deus a transformou em vitória! Irmãos, essa é a maneira de Deus agir. E nunca nos esqueçamos que o triunfo de nosso Senhor Jesus foi na cruz. O nosso Pai celestial é poderoso na fraqueza, glorioso na humilhação, vivo e vivificador na morte. Somente o nosso Deus é grande o suficiente para ganhar perdendo. Alguém já disse que: “Deus é amoroso o suficiente para amar o que não pode ser amado. Somente Deus é eterno o suficiente para ser tragado pelo tempo e pela morte e ainda sobreviver para contar como foi”. Este é o triunfo da cruz! Leiamos Apocalipse 1:18: e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno. Nós só seremos vitoriosos a partir da cruz, porque fora de Cristo e Sua cruz não haverá triunfo de um maravilhoso domingo de ressurreição. Mas o que nos traz espanto em nossos dias é ver aqueles que mesmo conhecendo a verdade, adotam um modelo doentio de espiritualidade. Estamos vendo hoje o florescimento do humanismo exacerbado, onde tudo gira em torno do homem. O homem é o centro e a medida de todas as coisas. Até mesmo a Igreja do Senhor precisa adequar-se às pesquisas de mercado. A verdade está perdendo o seu valor fundamental para esta geração humanista. Hoje as pessoas estão buscando não a verdade, mas o que funciona. Estamos vendo que os cultos mais frequentados são aqueles que supervalorizam a experiência, ainda que não aferida pela verdade revelada de Deus. Isto é recusar-se a ouvir a Palavra do Senhor. Este povo maligno, que se recusa a ouvir as minhas palavras, que caminha segundo a dureza do seu coração e anda após outros deuses para os servir e adorar, será tal como este cinto, que para nada presta. Jeremias 13:10. Essa espiritualidade encenada e teatral traz fogo estranho diante do Senhor. Um cristianismo que anula a cruz não pode ser o verdadeiro. Muito pelo contrário, deixa as pessoas cada vez mais vazias. Todas as nossas experiências precisam ser avaliadas a partir da verdade do Evangelho de Cristo e sua cruz. A fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. Efésios 1:12-13. O problema de muitos é que estão tão familiarizados com esta verdade e não a tomam como uma realidade espiritual para suas vidas. Algo muito perigoso é alguém assentar-se entre os santos de Deus, a qual Jesus se revela tão poderosamente, e não ser modificado! Quão fatal é não enxergar a fealdade do pecado e a contaminação do coração! Quando uma pessoa não tem prazer em se reunir como igreja, corpo de Cristo, provavelmente ela esteja vivendo em pecado ou então se considera melhor que os outros.Digo isto porque todo aquele que nasceu do alto, almeja ser mais parecido com o Senhor, por isso essa pessoa tem prazer na comunhão. Tem prazer em se reunir. Sabem por que muitos não têm satisfação em se reunir? Porque quando a presença de Jesus é manifesta em Sua Palavra, as coisas escondidas são reveladas. É por isso que “os perversos não prevalecerão na congregação dos justos”. Por outro lado, o povo de Deus abandona a escuridão e se torna livro aberto para ser lido por todos os homens. 2 Coríntios 3:2-3. Vós sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. É impossível alguém que morreu e ressuscitou com Cristo não manifestar a Sua vida. Se nós como igreja do Senhor não manifestamos a Sua vida, as nossas vidas deixam de ter significado. Cristo triunfou sobre o nosso pecado na cruz, mas agora, pelo caminho da cruz, Ele quer triunfar sobre nós. Em outras palavras, na cruz Jesus venceu o nosso pecado, mas agora Ele quer nos vencer. Ele já te venceu? É somente quando Ele nos vence que seremos os seus verdadeiros servos, porque fomos vencidos. A cruz é triunfante, mas ela precisa trinfar sobre cada um de nós. Pela Palavra de Deus vemos Cristo levando todos os nossos pecados; pecados da pior espécie, da maneira como Ele os viu e avaliou. Deus colocou todos os nossos pecados sobre o nosso bendito Substituto, e tratando com Jesus ali na cruz. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21. Bendito seja o Deus de toda graça, porque não é só a remissão dos pecados que nos anuncia por meio da morte expiatória de Cristo. A nova criatura tem o privilégio de considerar-se a si mesmo morto para o pecado. Aqui está o segredo precioso de uma vida santa: estamos mortos para o pecado; vivos para Deus. Irmãos, o reino do pecado terminou, porque Jesus triunfou sobre eles na cruz. O que o pecado tem que ver com um homem morto? Absolutamente nada! É por isso que a razão se escandaliza com a cruz, mas a fé a abraça com alegria. O grande historiador Mark Shaw se referindo à morte de Jesus disse: “Onde Deus estava? Enquanto as testemunhas da crucificação viam a Jesus com arrogância, olhando para os céus à espera de um livramento, elas não viram sinal algum de Deus e presumiram que Ele estava ausente. A presença de Deus era despercebida, foi menosprezada e ignorada, porque Deus escolheu estar presente onde ninguém esperava encontrá-lo: no sofrimento, na vergonha, na humilhação, na fraqueza e na loucura da cruz de Jesus Cristo”. Infelizmente a mensagem cruz escandaliza muita gente nos dias de hoje, porque é loucura. Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. 1 Coríntios 1:18. Eis aqui o segredo do triunfo: a cruz de Cristo. Se Cristo triunfou na cruz, certamente o nosso triunfo é na fraqueza. É quando não podemos, que Ele pode tudo em nós. Não estou pregando nenhuma perfeição, mas uma vida de dependência absoluta do Senhor, porque toda a nossa suficiência vem dele. Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus. 2 Coríntios 3:5. Amém. Autor: Pastor Claudio Morandi.

CRISTO A AUTORIDADE DO CORPO.

Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Mateus 28:18. Diante desse texto da Palavra de Deus está muito claro para nós que toda a autoridade da igreja está em Cristo e é o próprio Cristo. A Bíblia nos diz enfaticamente que Cristo é a Cabeça. Um dia Deus fará todas as coisas do universo serem encabeçadas em Cristo. Hoje o universo ainda não está sob o encabeçamento de Cristo, e tudo está em confusão. Mas um dia Deus colocará todas as coisas sob o encabeçamento de Cristo. Deus ordenou que Cristo exercesse o encabeçamento de todas as coisas, mas hoje esse encabeçamento deve ser exercido primeiramente na igreja, e, então, por meio da igreja, será exercido sobre todas as coisas. A igreja é o meio para Deus ampliar Cristo, e essa ampliação prosseguirá até encher todo o universo. A igreja é a plenitude daquele que a tudo enche. Vamos ler Efésios 1:22-23 E pôs todas as coisas debaixo dos pés, e para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas. Se o encabeçamento de Cristo não se realizar na igreja, não poderá realizar-se no universo. Que significa Cristo ser a Cabeça da igreja e a igreja ser o Corpo de Cristo? Significa que toda autoridade está em Cristo. Toda autoridade está Nele porque toda vida está Nele. Todo o Corpo é consumado Nele; Ele é o manancial de vida do Corpo. O Corpo não tem vida em si mesmo. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. 1 João 5:11. Não possuímos a vida como vida; somente possuindo o Filho é que temos vida. Um cristão recebe sua vida do Senhor. Contudo, essa vida jamais pode ser separada do Senhor. Um cristão não se relaciona apenas com a vida. Por estar relacionado com essa vida, a nova criatura está relacionada com o Filho de Deus. Essa vida nos torna membros do Corpo de Cristo. Esse relacionamento de vida descarta a possibilidade de estarmos separados da Cabeça, porque nossa vida provém da Cabeça. O fluir de vida em nós depende continuamente do relacionamento com o Filho. Assim que surge uma obstrução na comunhão com Ele, a vida em nós é bloqueada. Ele é a Cabeça do Corpo, e a vida pode fluir livremente para nós apenas quando Ele tem o controle total. A força da nossa existência vem de Cristo. É por isso que não podemos fazer nada de maneira independente. Somente o Senhor é a nossa Cabeça, e somente Ele tem a autoridade para dirigir o mover dos membros do Corpo. Nesta era de ilegalidade e corrupção, uma palavra sobre a necessidade de submeter-se à autoridade não é bem recebida; mas se queremos entender a vida do Corpo e entrar nela, devemos conhecer a autoridade da Cabeça. Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. João 15:5. As nossas mãos não podem fazer coisa alguma sem a direção da cabeça. A cabeça deve comandar para que os membros se mexam. Cristo é a vida e também a autoridade no Corpo. Cada movimento dos membros deve estar sob a direção da Cabeça. O fato de Cristo ser a Cabeça significa que Ele tem autoridade no Corpo. Nós não somos a Cabeça, não temos autoridade. A única coisa que devemos fazer é submeter-nos à autoridade do Senhor. Precisamos perceber que se vamos ser membros do Corpo não podemos ser a Cabeça. Não podemos dar ordens, fazer escolhas ou mesmo ter desejos. A Bíblia diz que devemos seguir o Senhor. Que significa seguir o Senhor? Significa ir atrás de, ir ao encalço de, perseguir. O Senhor é quem decide que caminho tomar. Não temos nenhuma base para escolha própria. A única tarefa do Corpo para com a Cabeça é obediência e submissão sem nenhuma opinião, idéia ou proposta. Ou então esse texto da Palavra de Deus perde todo sentido para nós: 2 Coríntios 5:14-15 Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. No Corpo de Cristo, não vale a idéia ou proposta de ninguém individualmente; tudo isso tem de ser jogado fora. Devemos submeter-nos apenas à autoridade da Cabeça. Devemos ouvir apenas o Seu comando e fazer o que Ele diz. Aceitar Cristo como Cabeça implica repudiar todas as outras cabeças. Somente Cristo é a Cabeça do Corpo; ninguém mais pode sê-lo. Você não pode ser a cabeça, e nenhum membro na igreja o pode, porque só pode haver uma cabeça no Corpo; não pode haver duas. Somente Cristo é a Cabeça. Portanto, todos têm de obedecer a Cristo. Hoje em dia vemos muitos métodos e ordenanças humanos abundando na igreja. Que erro grave! Planos e decisões humanos são contra o encabeçamento de Cristo. Se Cristo é minha Cabeça, eu não ousaria agradar a mim mesmo ou aos outros; devo procurar agradar somente a Ele. Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. Atos 2:36. Note que Deus não O fez Salvador, mas Senhor. Paulo primeiramente viu Cristo como Senhor, e então como Salvador. Quando ele foi detido na estrada para Damasco, sua primeira pergunta foi: “Quem és tu, Senhor?” Somente Cristo é Cabeça na igreja; não há outra. Se desejamos viver o Corpo de Cristo, temos de nos submeter à autoridade do Senhor Jesus. Uma vez que alguém percebe que é membro no Corpo, certamente terá um sentimento de submissão, porque a submissão é uma lei no Corpo. Porque está escrito: Pela minha vida, diz o Senhor, todo joelho se dobrará diante de mim, e toda língua confessará a Deus. Romanos 14:11. Como Cristo é a Cabeça do Corpo, temos de reter a Cabeça. Reter a Cabeça é reconhecer que somente Cristo é a Cabeça; é estar totalmente sob Sua autoridade. Somente podemos estar unidos aos irmãos quando retemos a Cabeça. Os membros do Corpo são encaixados e capacitados a viver a vida do Corpo retendo a Cabeça. O relacionamento com a Cabeça determina o relacionamento com os outros membros. Todas as questões a respeito do relacionamento com os irmãos só podem ser resolvidas quando nos colocamos sob a autoridade absoluta do Senhor. Se não reconhecermos o encabeçamento de Cristo no Corpo, jamais teremos comunhão perfeita com os outros membros, porque é o relacionamento normal com Ele que nos leva a nos relacionar com os outros. Podemos ser diferentes exteriormente, mas o Cristo que está em nós é o mesmo. É por isso que podemos ter comunhão uns com os outros e ser um. Gálatas 3:28 Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. Quando Paulo esta dizendo todos, esses todos se referem aqueles que tiveram uma experiência individual com Cristo em sua morte e ressurreição juntamente com Ele. Quando cremos neste fato glorioso da Palavra de Deus, então somos introduzidos no Corpo de Cristo a vida da igreja e a partir daí estamos debaixo do Seu governo. Se Cristo é Senhor, então devemos ser governados pela Cabeça. O governo pertence a Ele. Jamais nos esqueçamos disso: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9:6. Por isso é fundamental que retenhamos a Cabeça, recebendo todo o direcionamento Dele e fazendo tudo como se fosse para Ele, não precisamos preocupar-nos com as conseqüências. Quando retemos a Cabeça, não podemos ter várias interpretações da Escritura. As diferenças surgem quando alguém não retém a Cabeça, porque Cristo não pode dizer uma coisa para uma pessoa e outra coisa para outra. Se surgirem diferenças, não devemos tentar resolvê-las pela discussão; antes, devemos apenas reconhecer Cristo como a Cabeça. Na igreja, todos devemos reter a Cabeça, quer seja uma questão de entendimento da verdade, de negócios ou qualquer outra questão. Cristo é a única autoridade no Corpo. O papel de todos os membros é reter a Cabeça e reconhecê-Lo como a autoridade única e suprema em todas as coisas. Se deixarmos a cruz eliminar a nossa vida natural, não encontraremos dificuldade no relacionamento com os demais membros do Corpo, porque a vida de Cristo se manifestará. Trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. 2 Coríntios 4:10. Amém. DEUS TE ABENÇOE - GRAÇA E PAZ. Autor: Pastor Claudio Morandi.