domingo, 21 de agosto de 2011

O LADO VIDA DA CRUZ - IRMÃ JESSIE PENN-LEWIS.



O Dr. Mabie escreveu em um de seus livros: "Na ressurreição reconciliadora são sempre tomadas juntas. Elas são partes inseparáveis de uma real, partes gêmeas de um fato".Isso é a própria verdade, mas na experiência e no ensinamento, o perigo encontra-se em não dar às "partes gêmeas" equilíbrio. Isso afeta os resultados da vida, pois você não pode ter o "positivo" vida-poder sem a “negativa” morte- aplicação. Se você super-enfatiza o “positivo”, a vida da ressurreição, então você não tem “negativo” suficiente, da morte-aplicação, para tratar com a vida do velho Adão, que está no caminho da nova criação, e tem que ser tratada pela morte dando lugar ao Cristo-Vida. Por isso, os dois devem receber igual ênfase e correr juntos na vida cristã. Morte e vida, Calvário e ressurreição: “artes gêmeas de um fato”. É pela falta de ver-se isso que há tantos cristãos unilaterais. Ou eles são tão “negativos”,por habitar muito no lado “morte”,que não tem atividade de vida, ou eles estão tão ansiosos por evitar o “negativos” que habitam muito sobre o lado “positivo” da vida, e na experiência estão sobre o perigo de chamar o lado velho da natureza de vida de ressurreição. Temos a necessidade do equilíbrio para obter uma real participação da vida de Deus. Mas é tão humano ir aos extremos! É somente, quando conhecemos o perigo e confiamos em Deus para nos guardar, que podemos ser mantidos espiritualmente sóbrios e equilibrados na verdade.
Agora vamos para Romanos 6 ver nos versículos 10 e 11 como eles dão não somente o que podemos chamar de “lado-morte” da Cruz, mas a chave para o “lado-vida” de nossa união com Cristo em Sua ressurreição. Quando a ter morrido, de ma vez morreu para o pecado; quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nessas três palavras, em Cristo Jesus, temos a chave para a vida de união com o Senhor ressurreta. Morremos com Cristo na cruz para que possamos “viver para Deus”, completamente em outra esfera, “em Cristo Jesus”. Lemos no verso 13: Oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Agora, o que significa estar em “ Cristo Jesus” no lado de ressurreição da cruz? Vamos para Romanos 7.4: Vós morrestes relativamente à lei, por meio do Corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos. Numa nota de rodapé da Bíblia de Schofield, a palavra “unida” é indicada em lugar de “por meio”. A morte é o lado “negativo” da verdade; ser unido ao Senhor ressurreto é o lado “positivo”. Partes gêmeas de um fato. Por isso, não há dispensar de Sua Vida ressurreta à parte Dele mesmo. Além do mais, a “união” é uma união de espírito. Aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele. 1 Coríntios 6.17, não uma alma. Por isso, o lado “negativo” da morte com Cristo significa, de modo prático, uma fuga, ou rompimento ou corte daquilo que impede a união de seu espírito ao Cristo ressurreto. O resultado experimental da cruz é realmente um liberar do espírito. Ele estava aprisionado, por assim dizer, sob o poder da alma e da carne. O espírito estava tão envolvido na vida de natureza que não poderia estar plenamente unido a Cristo, que é Espírito despertador. Mas como é feito o “cortar fora”? Como o Espírito de Deus aplica a cruz da qual o espírito é libertado para estar unido a Cristo? Encontramos a resposta em Hebreus4. 12: Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito. Aqui temos a divisão de algo que é imaterial e intangível. A Palavra, por essa razão, é uma arma espiritual, agindo como uma espada na esfera espiritual, na verdade, “dividindo” coisas imateriais. A parte que faz isso é a Palavra da Cruz, dividindo a alma do espírito, primeiro por dar ao crente as distinções entre os dois, e segundo, separando os quando o crente rende-se às operações da Palavra da Cruz, falando da morte com Cristo. O versículo diz que a Palavra discerne e revela os pensamentos, pois todas as coisas estão descobertas e patentes aos Olhos Daquele a quem temos de prestar contas. Note que é o próprio Senhor usando a espada para cortar fora a velha vida. Somente Ele sabe como manejar a “Espada do Espírito”, que cortará como uma faca, e, assim, o espírito é separado ou desemaranhado do enlace da alma. Isso é psicológica e experimentalmente verdadeiro. No livro do Dr. Andrew Murray, “Espírito de Cristo”, ele dá, no apêndice, uma explanação muito clara da divisão da lama e do espírito que precisa ser feita no crente. Ele explica como o homem caiu do domínio do espírito sobre todo o seu ser para a alma, e, depois, como a alma mergulhou na carne, até que finalmente Deus disse do homem: ele se tornou carne. Gênesis6. 3. O espírito do homem, diz o Dr. Murray, dentro de nós, é capaz de conhecer a Deus. A alma é o assento da autoconsciência, e o corpo o assento da consciência sensorial. Um entendimento da psicologia da Bíblia é necessário para qualquer apreensão da vida plena de vitória por meio do trabalho ungido de nosso Senhor Jesus Cristo. Há mais a ser tratado dentro de nós do que o que chamamos de pecado, e é mais do que pecado o que impede nosso pleno conhecimento de Deus. Para conhecer, na experiência real, o lado da vida da cruz, temos de conhecer não apenas a morte para o pecado, mas a Palavra da Cruz separando a alam do espírito, e, deste modo, o espírito é liberado para estar unido ao Senhor ressurreto. A alma não são destruídos nem o é a individualidade do crente. Não nos tornamos autômatos, mas a alma, a personalidade, deve ser avivada a partir do espírito, em vez de estar sob o domínio baixo da vida da natureza. Quando o espírito é, desse modo, um espírito com o Senhor ressurreto, é via espírito, dentro da mente, que experimentamos o guiar do Espírito e o íntimo conhecimento do Cristo pessoal. É por meio de nosso espírito unido a Ele pelo Espírito Santo que o conhecemos pessoalmente, pois o propósito todo da verdade é que o conheçamos tão bem como o poder de sua ressurreição. Agora, voltemos a Colossenses2. 6-7 para a mais luz sobre o significado das palavras “em Cristo Jesus”. Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor assim ande Nele. Quando nós recebemos Cristo, por um simples ato de fé, fomos colocados dentro Dele pela operação do Espírito de Deus. Cristo está em nós, e nosso espírito está unido a Ele como o Ressurreto, mas também devemos habitar “Nele” como uma esfera na qual andamos dia a dia. Assim como começamos, devemos continuar simplesmente confiando Nele, contando com Ele e habitando Nele. O lado vida da cruz significa estar vivo para Deus “em Cristo Jesus”. Nele radicados, continua o apóstolo. Você não pode estar enraizado em um lugar hoje, e em outro amanhã. Isso mostra claramente a necessidade de nosso entendimento da cruz como a posição básica da qual não devemos nunca sair. É na sua morte que devemos estar enraizados. Não podemos continuar numa vida na qual tomamos no passado, a cruz ou avançamos para qualquer alvo deixando a cruz para trás. Fazer isso é como uma árvore rejeitando a própria raiz na terra. Temos de nos considerar “mortos de fato para o pecado” e viver para Deus, mas isso é “em Cristo Jesus”. “Nele temos de estar enraizados, e Nele ter nosso fundamento, onde estamos continuamente edificados. Temos de estar continuamente firmando nossas raízes profundamente em Sua morte. Vamos ler João 3.16 e ver como o estar “em Cristo Jesus” começou no estágio inicial de nossa nova vida. Lemos: Deus amou ao mundo de tal maneira, para que todo aquele que Nele crer tenha vida. Por que os tradutores da Bíblia usaram a palavra “Nele” em vez de “para dentro”, eu não sei. Não cremos meramente “em” Cristo, mas cremos “para dentro” Dele. Newsberrv diz que a palavra “para dentro”, no original, tem em si a idéia de movimento, e isso é muito sugestivo. Quando você crê “para dentro” de Cristo, você é tomado pela co-ação do Espírito Santo, e o Calvário é o lugar onde isso é feito. Somos colocados “dentro” Dele em Sua morte, e depois “dentro” Dele em sua vida, no lado da ressurreição da cruz, “radicados Nele”. Por isso, “persevere firmemente em sua fé”. Quando você recebeu Cristo Jesus, o Senhor, você creu para dentro Dele, agora permaneça Nele, tenha sua fundação Nele, tenha sua vida espiritual edificada Nele. Agora, vamos para Colossenses2. 9-11: Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Quando habitamos Nele, temos a “plenitude” do Espírito. Você morreu com Ele; agora, unido em espírito a Ele, habite Nele e você estará num oceano de vida. Nele habita toda a plenitude da divindade na forma humana, e Nele você tem sua plenitude, pois Ele é a cabeça de todo principado e potestade. Se alguém está em Cristo, é nova criação: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5.17. Pois, em Cristo Jesus, nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. Gálatas 6.15. “Em Cristo Jesus”, nada é feito para depender de qualquer coisa externa. “Em Cristo Jesus”, nada tem proveito, nada serve qualquer uso, nada é de valor algum, a não ser uma nova criação. Agora vamos para Efésios2.4-6: Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nosso delitos, nos deu vida juntamente com Cristo e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Em Cristo, está nossa raiz e nosso fundamento, dos quais não devemos nos mover, e aqui vemos o resultado daquela posição de morte. Unidos a Ele em espírito, estamos assentados com Ele em espírito “nos céus”. “Crucificados com Ele” somos chamados para partilhar de Sua Vida, porque morrestes e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus. Colossenses3. 3. Poder de ressurreição é poder de exaltação. Unir-se ao Ressurreto pode exaltar seu espírito e mantê-lo “acima de tudo” em Cristo; por mais profundamente que o espírito possa ter estado sob a escravidão da carne, ou mesclado com a vida de natureza da alma, estamos “assentados com Ele nos Céus” pela união com Ele que, em Sua ascensão, “assentou”. Unidos a Ele, Ele nos sustenta quando habitamos e descansamos Nele.