sábado, 14 de maio de 2011

1 - INTRODUÇÃO - FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO - ROMEU BORNELLI.



“Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios,...” 1Tm 3.14-16; 4.1

Vamos orar:

Ó Pai, que alegria para o nosso coração nos reunirmos como Igreja do Deus vivo. Que privilégio para nós podermos nos acercar de Ti mesmo, tendo o Senhor como nosso foco, centro e fim. Obrigado porque podemos nos assentar aos seus pés. Obrigado porque podemos ser ensinados do Senhor, pastoreados do Senhor, cuidados do Senhor. Pedimos ao Senhor que nos supra abundantemente com a Tua pessoa, através da Tua palavra nessa noite. Oferecemos os nossos corações para ouvir-te, oferecemos o nosso espírito, a nossa mente, para que o Senhor abra a nossa compreensão espiritual. E o Senhor nos propicie um maior conhecimento espiritual de Cristo. Nós te pedimos. Cubra-nos com o Teu precioso sangue, e fale aos nossos corações, cumprindo o Teu propósito para esta noite. Nós esperamos tudo de Ti. Em nome de Jesus, amém.

Irmãos, o Senhor tem depositado no meu coração o desejo de compartilhar com vocês algo relacionado aos alicerces da visão, aos alicerces do Evangelho, aos fundamentos do Evangelho. Nós iremos gastar várias reuniões nesse assunto e teremos inicialmente quatro mensagens. Nelas não poderei fazer mais do que abrir um panorama. Gostaria que os irmãos prestassem muita atenção a esse panorama, porque depois, quando retornarmos, poderemos tomá-lo por outros ângulos, por outras facetas, para poder aí, quem sabe, dissecar um pouco mais das verdades envolvidas nessa coluna central. Nós vamos usar esses quatro períodos que teremos, inclusive hoje, para partilhar com os irmãos sobre o eixo central da nossa confissão. Qual é a nossa confissão como cristãos?

Meu coração tem ficado muito alarmado com a necessidade do povo de Deus, do povo cristão, do povo que se chama pelo nome do Senhor, ter alicerces sólidos no que concerne a essa visão central, a esse eixo central do propósito de Deus, daquilo que está no coração de Deus, nos seus tratos com o homem, especialmente, com a sua Igreja. Nós podemos nos perder de muitas maneiras sem esse eixo. Como acontece no corpo humano, há uma coluna vertebral no propósito de Deus, na visão desse propósito, na nossa confissão conseqüentemente. E essa coluna vertebral precisa estar clara para nós. São elementos essenciais e fundamentais demais para podermos estar oscilando, para podermos estar jogando de um lado para o outro. São verdades pelas quais nós vivemos e devemos morrer. São verdades que formam o cerne da nossa confissão.

Durante todos os períodos da história da igreja, absolutamente todos, o Senhor sempre levantou homens, os chamados apolojetas que se ocuparam então com um encargo e uma unção especial da parte de Deus e do Espírito Santo para levantarem verdades que estavam sendo ou obscurecidas, ou negligenciadas, ou até mesmo contrariadas no meio do povo de Deus, para prejuízo do Seu testemunho. Porque nós nunca podemos ter um testemunho adequado sem uma visão adequada dos propósitos de Deus, do plano de Deus. Nós não podemos ter um corpo; não podemos ter sustentação e nem mesmo podemos ter os acessórios nesse corpo - a carne, os músculos, os tendões, os órgãos, os tecidos - se nós não tivermos um esqueleto. Então, nós iremos gastar toda uma série de mensagens a respeito do esqueleto, da coluna vertebral no que concerne à visão e conseqüentemente no que concerne à confissão.

Pedro, já velhinho, escrevendo a irmãos, filhos de Deus que estavam na dispersão da perseguição que o império romano deflagrou sobre a igreja nos primeiros séculos, principalmente no primeiro, diz que nós devemos santificar a Cristo como Senhor em nossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que nos pedir qual a razão da esperança que há em nós (1Pe 3.15). E quão importante é isso irmãos! Quantas vezes nos envergonhamos de nossa fé? Muitas vezes nos sentimos como ratinhos acuados diante daqueles ignorantes disfarçados que tentam usar as suas filosofias e suas idéias mirabolantes contra o Evangelho. Paulo diz a Timóteo que o obreiro deve manejar bem a palavra da verdade, manejar como uma espada. Nós então nos sentimos tantas vezes despreparados para estarmos lidando com esses inimigos, sejam eles filosóficos, sejam eles idealistas, sejam eles sociais, sejam eles políticos, sejam eles culturais. A palavra de Deus como espada é hábil e útil. Paulo diz em 2 Timóteo 3:16 que toda palavra inspirada por Deus é útil para o ensino, para correção, para educação na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, ou adulto, e preparado, perfeitamente habilitado para toda boa obra. Irmãos, quando nós vemos o que Paulo diz aqui, já que ele era agora um velho homem de Deus escrevendo para um jovem homem de Deus, observamos o quanto esse velho Paulo se preocupava com o jovem Timóteo. Lembra o que ele disse para Timóteo? Não se envergonhe do testemunho do nosso Senhor; seja um obreiro que maneja bem a palavra da verdade, ou corta um caminho reto com a palavra da verdade. Porque é necessário que um homem de Deus não viva a contender, mas que ele seja apto para ensinar, que ele seja apto para convencer os que se contradizem.

Irmão! Qual é a tua posição nos teus níveis de relacionamento? Você é uma pessoa apta para ensinar? Nem que seja na tua esfera familiar, você é uma mulher apta para ensinar os seus filhos? Você é uma pessoa capaz de ensinar no seu relacionamento de trabalho? Você é capaz de ensinar, quem sabe, na sua escola? Você é capaz de dar um testemunho de Deus usando a sua espada afiada? Ou você é despreparada, ou despreparado? Pai, você é capaz de ensinar, pastorear a sua esposa e os seus filhos? Irmão, ou irmã, você é capaz de ajudar na vida da Igreja, nesse sentido? Quão envergonhado muitas vezes nós ficamos quando nos vemos desarmados, despreparados, tentando combater uma idéia montada com outra idéia montada. Idéia contra idéia, ao invés de usarmos a poderosa palavra de Deus, palavra viva e eficaz. Como Paulo se preocupou com isso em relação a Timóteo nessa carta tão maravilhosa! Essa epístola precisa ser lida por nós, precisa ser estudada. Paulo diz a Timóteo que Deus não nos deu um espírito de covardia (2 Tm 1:7), mas Ele nos deu um espírito de poder, de amor ou de moderação, ou de domínio próprio, sabendo usar a palavra certa no tempo certo. Isso é moderação; domínio próprio. Deus nos deu um espírito de poder, de amor e moderação. Não te envergonhes do testemunho do Senhor, maneja bem a palavra da verdade; quantas exortações mais (2 Tm 4:2 ); prega a palavra, quer seja oportuno quer não; exorta, insta, repreende, com toda a longanimidade e com doutrina (1 Tm 4:7); exercita-te pessoalmente na piedade, torna-te um padrão para os fiéis, na palavra em primeiro lugar, depois no conhecimento, na fé, na pureza.

Então quão envergonhados muitas vezes nós ficamos, quando lemos estas epístolas, especialmente os seis capítulos da primeira epístola. Nos vemos ali como ratinhos acuados no canto da parede enquanto pessoas ignorantes tem se levantado para propagar tantas mentiras. É necessário que o Senhor, nesses dias em que vivemos, novamente levante apologetas, pessoas que sustentam o Seu testemunho. O apóstolo Paulo disse a Timóteo que a Igreja é a casa de Deus, coluna e baluarte. A coluna significa sustento e o baluarte é uma bandeira que vai à frente de um exército proclamando uma ofensiva, a posse de um território. A Igreja não só sustenta, isso é coluna, mas ela também é baluarte, ela proclama. Coluna sustenta, e baluarte proclama a verdade. Irmão você já pensou sobre você mesmo assim? Você pensa que é um simples praticante do cristianismo? É assim que você se vê? Você pensa que você abraçou um conjunto de doutrinas que tem feito muito bem para a sua alma, para as suas emoções, quem sabe até para o seu intelecto? Ou você vê que como filho de Deus você é um porta-voz da verdade? Você é portador da verdade. Não de uma verdade, não de um pedaço da verdade, mas da verdade. O Senhor Jesus disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Maneja bem a palavra da verdade. A Igreja é Coluna e Baluarte da Verdade. Irmãos, quem temos sido na nossa vida cristã e no nosso testemunho cristão? Ratinhos acuados? Ou porta-vozes da verdade, coluna e baluarte?

O encargo então do meu coração é colocar para os irmãos a coluna vertebral da verdade, o que Paulo chamou de piedade. Ele diz: grande é o mistério da piedade. Mas ele não diz apenas isso. Ele mostra qual é o mistério e qual é o foco e o centro desse mistério. Quando ele diz em 1 Timóteo 3:16: “Aquele que foi ressuscitado na carne, justificado em Espírito, pregado aos gentios...” ele está falando de Cristo. Ele está dizendo que a verdade foi totalmente manifestada em Cristo. Mas nós podemos agora olhar para essa manifestação da verdade, que é Cristo e podemos ver então algumas facetas centrais dessa verdade. O que Cristo, que é a verdade, fala sobre essa verdade? Quais as facetas essenciais dessa verdade? Nós vamos ver que em Cristo - que é a verdade - nós conhecemos a verdade sobre Deus. Em Cristo - que é a verdade - nós conhecemos a verdade sobre a encarnação. Em Cristo - que é a verdade - nós conhecemos a verdade sobre a justificação pela fé. Em Cristo - que é a verdade - nós conhecemos outras verdades. Nós vamos abordar aqui oito pontos, oito ossos dessa coluna vertebral. Cada um deles deve ser um ponto em que nós possamos checar nosso espírito, nossa alma, nossa mente, tudo o que há em nós; se tudo o que há em nós tem sido regido por esse eixo central.

Irmão! Pense nessa nota que eu coloquei como introdução. Pense nisso! Vá para casa hoje pensando sobre você. Quem é você como filho de Deus? Você se vê assim como Paulo falou, usando a figura da Igreja como um todo, é claro? Porque nós não vivemos vidas individuais. A revelação de Cristo está no Seu Corpo, sempre no Corpo. Mas nós somos membros individuais desse Corpo que é a Igreja. Então algo do depósito da verdade está em nós e deve ser evidenciado em nós, é claro, senão Paulo não iria dizer para Timóteo: Maneja a palavra da verdade, prega a palavra, seja apto para ensinar, poderoso para convencer os que se contradizem. Por que é que Paulo era assim tão ousado espiritualmente? Porque ele compreendia muito bem que o Evangelho não é mais uma doutrina, um adendo filosófico. Paulo viu o que é o Evangelho. Paulo viu que o Evangelho é uma espada que corta as pernas de todas as filosofias e faz com que elas se prostrem por terra, porque essa espada anuncia Cristo, o Filho de Deus. Então irmão; pense sobre você e ore ao Senhor porque esse é um assunto de oração, assim como de arrependimento. Ore e peça ao Senhor que não permita que você seja um ratinho acuado, nem na sua família, nem no meio da sua vizinhança, nem no seu trabalho, diante dos seus empregados, diante do seu patrão. Mas que você se veja como aquilo que você é, porque a palavra de Deus te declara assim, um porta-voz da verdade, uma pessoa que conhece Aquele que é o caminho a verdade e a vida. Nós somos membros desse Corpo, Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte do Evangelho. Que essa palavra de Paulo a Timóteo soe e retine no seu ouvido interior. Não te envergonhes do Evangelho.

Irmãos, as pessoas estão morrendo sem Deus. A igreja precisa ser edificada com o poder da verdade. E nós? Que tipo de resposta temos dado à graça do Senhor. Será que temos tornado essa graça vã?

“Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E apareceu a Cefas e, depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem. Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo” (1Co 15.1-10).

Veja que Paulo diz que a graça do Senhor que lhe foi dada não se tornou vã. Significa que ele podia tornar vã a graça de Deus. Eu e você também podemos tornar vã a graça de Deus. Isto depende da resposta que nós damos a ela. Depende do nosso arrependimento diante da verdade, depende de como nós lidamos quando vemos a nós mesmos na nossa atual estatura espiritual. Nós podemos tornar a graça leviana, a graça vã. A graça é eficaz, mas ela não trabalha em nós como uma mão manejando uma marionete. Isso não é a graça de Deus em hipótese alguma. Esse é um ensino extrapolado do hiper calvinismo. Isso não é doutrina bíblica reformada. Isso é um ultra calvinismo. É até mesmo herético porque contraria a palavra de Deus. O Senhor não maneja marionetes, mas Ele estimula a ação em nossas vidas porque tudo começa com Ele. Deus é a única fonte, o único autor. Tudo provém Dele. Mas mesmo a graça cooperando conosco de tal forma, nós ainda podemos resistir a ela. Então Paulo diz: Eu não tornei vã a graça de Deus. Antes, eu trabalhei, trabalhei mais do que todos os apóstolos. Trabalhei, viajei, preguei, cooperei na edificação das igrejas. Mas para não acharmos que Paulo estava se gloriando nele mesmo, ele termina o mesmo versículo falando assim: “Porém não eu, mas a graça de Deus comigo”. Ele não fala a graça de Deus em mim. Ele fala a graça de Deus comigo. Esse comigo, fala de cooperação. Paulo tinha certeza de que é Deus quem faz tudo, Ele é a única fonte de toda ação, de toda a visão, de tudo, mas ele também sabia que essa graça pode ser tornada vã por nós, se não respondermos a ela. Então ele fala: “trabalhei mais do que todos eles, não eu, mas a graça de Deus comigo”. Que coisa importante irmão. Eu creio que antes de entrar no assunto que eu quero partilhar essa noite e nas outras reuniões queria que você visse isto. Quem é você? Você é um cooperador da graça? Ou você tem tornado leviana a graça? Quantas vezes Deus têm te falado sobre os mesmos aspectos da verdade? Quantas vezes ele tem te pedido a mesma rendição no mesmo assunto? Quantas vezes Ele tem tocado você no uníssono? A nossa vida muitas vezes não é um testemunho genuíno do Senhor e não atrai outras vidas porque somos um piano que só toca o dó. Nós não tocamos uma música porque temos resistido ao falar de Deus aqui, ali e lá; resistido às notas que Ele tem tocado em nós. E você sabe muito bem quais as notas que Ele tem tocado em você, as notas que ele tocado na sua vida familiar, na sua vida no trabalho, na sua vida na Igreja. Você sabe, porque a palavra diz que todos nós temos unção que vem do Santo e todos temos conhecimento. Essa unção que Dele recebemos permanece em nós e nos guia em toda a verdade; é o que João diz na sua epístola. A graça do ensino da unção.

Agora, qual é a nossa resposta a essas notas? Então irmão, em primeiro lugar, nós precisamos nos encaixar nesse texto de 1Tm 3.14-16. Nós não somos um povo qualquer; não somos mais uma escola filosófica nesse mundo tão cansado de tanta filosofia. Nós somos casa do Deus vivo. Nós somos coluna e baluarte da verdade. O que você acha disso? Esse é você e eu. Então, qual é a nossa resposta a isso? Quando você está em uma rodinha de amigos, você é capaz de dar um testemunho digno; você é capaz de pregar a verdade, de colocar a visão do Senhor? Você é capaz de pelo menos, buscar uma hora, um momento, um tempo com o Senhor para fazer isso? Tem sensibilidade espiritual? Ou você se omite, se acua, se ausenta? Irmão, nesse aspecto o papel da Igreja é totalmente ofensivo. Paulo fala em 2Co 6 que a Igreja tem armas defensivas e ofensivas, lembra? Nós, como servos de Deus, temos armas defensivas, e temos armas ofensivas. Claro que tudo ao seu tempo e à sua hora. Mas são armas que precisam ser manejadas. Então, primeiro busque diante do Senhor seu enquadramento nesse texto. Quem é você diante desse chamamento de Deus? Você é um membro desse Corpo. Você foi chamado pelo Senhor! Não foi chamado por quem está ao seu lado, pelo pregador, pelo fulano, sicrano, pelo livro que você leu. Você foi chamado por Cristo, o Senhor. Então Pedro diz em 1Pe 3.15: “Santificai a Cristo como Senhor nos vossos corações”. Ele é o único Senhor. Nós não temos outros senhores. Só um Senhor. Então Pedro diz: “Separai. Colocai à parte só Cristo como Senhor nos vossos corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que há em vós. Fazendo, todavia com mansidão e temor”. Ele não está dizendo que você vai ser um arrogante tolo, mas que você vai fazer isso com ousadia, com mansidão e com temor. Que maravilha, o equilíbrio cristão! Não devemos ser pessoas inconvenientes, mas responsáveis. Responsáveis e não acuadas. Irmão, você precisa estar convicto desta verdade. Você faz parte dessa coluna. Individualmente falando você é uma coluna e um baluarte. O Senhor te separou para isso. Então, que o Senhor nos ajude pela sua graça a sondarmos esse eixo central para que o nosso coração possa ser ajudado.

Irmãos, nós só iremos dar algumas pinceladas nessas quatro reuniões. Por enquanto não dá para fazer mais do que isto. Mas você vai poder levar oito aspectos para casa depois dessas quatro reuniões para que você esteja checando, estudando, suando, batalhando. Sabe qual é o segredo para você ser uma coluna e baluarte da verdade, olhando o aspecto doutrinário da palavra de Deus? O segredo é: estude, estude, estude. Ninguém conhece por acaso. Gaste tempo com a palavra de Deus. Medite nela. Ore, estude. Ore, estude. Isso é um lado. Outro lado é o desenvolvimento dessa vida interior com o Senhor. A vida de comunhão, a vida de permanecer Nele, de habitar Nele, de morar Nele no cultivo dessa vida interior para que nós sejamos equilibrados nesses dois braços. Mas não pense que isso vai vir na sua vida caindo do céu de uma hora para outra. Você nunca será um verdadeiro sustento, um verdadeiro baluarte se você não aprender a suar em cima da palavra de Deus; lendo e orando, lendo e orando. Paulo aconselhou Timóteo a fazer isso. Paulo mesmo fazia isso. Esse velho homem de Deus, tão amado – já preso - quando escreve sua última carta (2Tm), diz para Timóteo vir ter com ele depressa porque o inverno estava chegando e ele estava preso naquela masmorra fria de Roma, aguardando o juízo, onde seria decapitado durante o império de Nero. E como as coisas se inverteram a partir daí, não é? Nero era um grande homem naquela época, e Paulo, como ele mesmo diz, era o lixo do mundo, escória de todos; esse homem, porta-voz da verdade. Mas hoje, dois mil anos depois, nós colocamos nos nossos filhos o nome de Paulo e nos nossos cachorros o nome de Nero. Então, quando foi martirizado durante esse império romano Paulo escreveu em 2Tm 4; ele disse para Timóteo: “Vem ter comigo depressa”. Porque o inverno se aproxima Paulo lembra de duas coisas: “Traga-me os pergaminhos, e a minha capa que eu deixei em Trôade”. A capa e os pergaminhos. Irmãos! Essa era a possessão final desse homem de Deus. Uma capa, e uns livros. Como esses últimos escritos de Paulo nos envergonham. O que esse homem de Deus possuía no final da sua vida? Um monte de livros e uma capa eram do que ele estava sentindo falta lá na prisão antes dele partir para o Senhor.

Então, que desafio nós temos! Hoje nós temos tido uma profissão de fé superficial. Vidas medíocres; tantas vezes irresponsáveis à graça do Senhor. Não é verdade? Porque o Senhor tem em nós, pela sua bondade, o Seu testemunho, Ele colocou em nós o Seu nome. E por amor do Seu nome Ele tem lidado com as nossas vidas com longanimidade, porque Ele vai produzir o Seu testemunho na vida da Igreja. Na verdade Ele já tem feito isso, mas nós precisamos ser desafiados porque o nosso testemunho é medíocre diante do que a Igreja testemunhou nos séculos passados. Não estou me referindo aos irmãos especificamente, mas à Igreja em geral na face da Terra. Então nós só podemos nos dobrar diante do Senhor e pedir que na Sua misericórdia, que largamente já tem sido derramada sobre nós, Ele desperte corações que respondam. Essa deve ser a nossa oração. Não é: Senhor tenha misericórdia, como se Ele não tivesse misericórdia, mas é: Senhor, na Sua misericórdia, desperte os nossos corações, ganha os nossos corações, levanta os nossos corações para Ti; tira-nos da apatia, da mesmice, da mediocridade, da superficialidade. Irmãos, o Senhor tem de alguma forma movido as águas na vida da Igreja com relação a estes assuntos. O Senhor tem me dado a oportunidade de estar com muitos irmãos em muitos lugares, e eu tenho visto isso. O Senhor tem despertado no seu povo um desespero por Ele. Os irmãos não imaginam até que ponto esse desespero chega. O desespero de uma terra seca. Pessoas que foram feitas filhos de Deus, mas tem recebido tão pouco alimento, tão pouco alimento público, tão pouca pregação da palavra genuína, tão pouca visão do Senhor, que elas estão clamando em desespero pelo Senhor. E elas não querem ouvir fulano daqui, sicrano de lá, beltrano dali. É desespero por Cristo mesmo, desespero pelo genuíno, desespero pelo sagrado, desespero pelo Senhor. Graças a Deus, nós cremos que esse é um preparo para que o Senhor possa realmente, nesses dias que antecedem a sua vinda, levantar um povo sólido, um povo que tem conteúdo, um povo que ama o Senhor, um povo que é sustento e que é baluarte, que é coluna e baluarte. Esse é o nosso desafio nos dias em que vivemos.

Ensino, pregação e doutrinamento nós temos tido muito, mas eu creio que precisamos pedir ao Senhor que, na Sua e pela Sua misericórdia, nós tenhamos uma resposta adequada. Então deixe que esse contexto localize você como filho de Deus. Você não é alguém a mais, você não é um membro a mais, você não é simplesmente um recém convertido, nada disso. Ou você não é simplesmente um velho convertido; quem sabe você pensa assim: “Vamos deixar para os mais novos; nós já somos veteranos de guerra”. Não há isso na casa de Deus. Nós somos membros de um Corpo, a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. Esse é um dos textos mais fortes de todo o Novo Testamento. A Igreja é a Casa de Deus, é a Igreja do Deus vivo, coluna para sustento, e baluarte para proclamação da verdade. Agora veja que Paulo, no versículo 15 de 1Tm 3 fala da verdade. No versículo 16 ele fala da piedade; “grande é o mistério da piedade”. E depois, no cap 4 verso 1, ele diz: “o espírito afirma expressamente que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé”. Então podemos ver três coisas aqui que na verdade são uma só. A verdade, a piedade e a fé. Por isso iremos procurar passar nessas reuniões, esse eixo central; oito aspectos que são o fundamento da nossa confissão, o fundamento da nossa fé, ou o fundamento da verdade, o fundamento da piedade. Todas estas verdades tem relação com o próprio Cristo. Todavia, não podemos deixar a coisa assim tão global. Precisamos dissecar isso. Iremos ver quais são as verdades essenciais da nossa confissão; aquilo que nós não abrimos mão em hipótese alguma; aquilo baseado no qual se outras pessoas não tem a mesma confissão - preste atenção - elas não podem ser chamadas irmãos. Não seja universalista em nome do amor porque isso é ecumenismo, e ecumenismo é você colocar todos os gatos no mesmo balaio; a briga é feia. A Bíblia não nos ensina a fazer isso. Devemos viver a unidade em torno da verdade. O que o catolicismo romano faz é colocar a unidade acima da verdade. Então vamos ser um, e nesse um vale tudo. Então surgem as celebrações ecumênicas, não é? Podemos observar em formaturas de oitava série, segundo grau e até de universidades: um sacerdote católico, um representante do budismo, um representante do judaísmo, um rabino, um pastor protestante, todas as religiões na celebração ecumênica. Isso não é unidade. Isso é uma perversão. A igreja é coluna e baluarte da verdade.

Irmão, nós, por natureza, somos a própria mentira em pessoa. Quando falo isto, não é para que você se orgulhe de você, porque nós, por natureza, somos trevas. É por causa de Cristo. Em Cristo fomos feitos luz no Senhor (Efésios 5:8). Andai como filhos da luz. Então nós erguemos a nossa cabeça e por outro lado dobramos o nosso joelho porque nós reconhecemos que é em Cristo, não é em mim. “Não é porque eu sou mais espertinho ou tive um ensino de berço muito adequado”. É GRAÇA. Só graça. Ele nos pôs em Cristo, nós que éramos trevas. Então nós temos o joelho dobrado e ao mesmo tempo a cabeça erguida. Nós fomos feitos luz no Senhor, e somos colunas e baluartes da verdade. Uma verdade inegociável, uma verdade completa. Não sobrou para ninguém. Não sobrou para o budismo, não sobrou para a filosofia, não sobrou para os islâmicos, não sobrou para ninguém. A Igreja é a coluna e o baluarte da verdade. E nesse corpo estão incluídos você e eu. Portanto, isso enche o nosso peito de prazer e de satisfação. Não é assim com você? Comigo é assim! Que privilégio irmão, que graça podermos abrir a nossa boca como porta-vozes! Então, todos nós participamos desse privilégio.

Então, quero que você veja essas três palavrinhas: Verdade (1Tm 3.15), piedade (1Tm 3.16), e fé (1Tm 4.1). Na Bíblia, a palavra fé é usada em dois sentidos. Ela tanto pode ser usada como ato de crer; crer no Senhor Jesus. Isso é um ato do crer; é fé. Como a fé, é também usada na Bíblia no sentido de um depósito. E o sentido que Paulo usa aqui em 1Tm é este segundo; o do depósito e não do ato de crer. Quando Paulo diz que alguns apostatarão da fé, - apostatar, significa literalmente abandonar, se afastar – ele está falando de pessoas que professavam essa fé. Só Deus sabe em que níveis professavam. Alguns têm problema com esse texto dizendo assim: “então alguém que se converteu verdadeiramente pode apostatar da fé?”. Eu creio que sim, por muitos motivos: por não andarem em temor do Senhor; por não andarem em dependência do Senhor; por se incharem no seu próprio conhecimento, sem reter a cabeça que é Cristo, e se desencaminharem, mesmo sendo filhos de Deus. Mas isso não vem ao caso aqui. O que importa que apostatar é abandonar, tenha tido uma verdadeira realidade ou não. Mas o que importa é que o Espírito afirma que muitos apostatarão. E aí ele mostra o motivo: seguir espíritos enganadores. Olhem a palavra “enganadores”. É obvio que essa expressão está confrontando com a verdade dos versículos anteriores. Paulo mostra que a fé é um depósito que a Igreja possui. Ninguém conhece esse assunto de fé a não ser a Igreja. Ninguém conhece esse assunto da piedade a não ser a Igreja. Ninguém conhece esse assunto da verdade a não ser a Igreja. Não tem verdade em nenhuma religião ou filosofia a não ser na Igreja, porque a Igreja é como candelabro; lembra da visão de Ezequiel? Aquele candelabro era mantido por tubos que o alimentavam com óleo. O Espírito Santo depositou na Igreja. Paulo chama nesses escritos a Timóteo de o bom depósito. Guarda o bom depósito mediante o Espírito que habita em nós. Então o Espírito Santo depositou algo na Igreja. Esse é um depósito sublime, um depósito divino, esse é um depósito sagrado e santo, e é o que a Bíblia chama de a verdade, ou a piedade. Então irmão, eu sei que estou gastando muito tempo nisso, mas eu tenho que gastar, porque se você não ver isso, você não viu nada. Você precisa ver isso, para que você tenha joelho dobrado e cabeça erguida ao mesmo tempo. Joelhos dobrados de adoração e agradecimento, porque é por causa do Senhor, só por Ele e só Nele. E cabeça erguida, porque você foi objeto dessa revelação. Você faz parte dessa casa do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. Pense sobre isso.

Iremos agora tomar o restinho do tempo que nos resta. Que coisa é o tempo, não é? Ainda bem que na Nova Jerusalém não tem tempo. A gente fala, fala, fala e não consegue sair do começo. Vamos comentar aqui um pouquinho mais. Observe que em 1Tm 4.1 o Espírito Santo diz: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios...”. A razão da apostasia é essa: obedecer a espíritos enganadores. Então há um depósito da verdade que precisa ser conhecido. Não é ecumênico como nós falamos. É a verdade. Qual é esse depósito? Paulo era claro quanto a este assunto . A maioria dos textos que nós vamos examinar durante esses dias estão nas epístolas de Paulo. João era claro, Pedro era claro. Barnabé era claro, Timóteo era claro, e muitos mais homens de Deus por toda a história da Igreja foram claros. Centenas de homens e até mesmo mulheres de Deus eram claras a respeito desse depósito da verdade. E o Senhor sempre levantou esses apologetas para proclamarem, além de sustentarem esse depósito. Então esta é a primeira coisa importante para vermos nesse texto. Mas, a apostasia significa simplesmente abandono. Nada mais do que abandono no sentido literal dessa palavra.

Vamos observar agora com bastante atenção o versículo 3 de Judas. Queria que você fosse para casa com isso martelando no seu ouvido. Peça ao Senhor que faça isso com você. Martelando no seu ouvido tudo o que nós falamos aqui por quase uma hora. Quem é você? O que em Cristo você foi tornado? Coluna e baluarte, casa do Deus vivo, porta-voz desse grande mistério! Se você for examinar essa palavra mistério, e quem sabe nós poderemos examinar isso em uma outra oportunidade, você vai ver a beleza dessa palavrinha. O mistério que estivera guardado dos séculos e das gerações, guardado em silêncio nos tempos eternos, agora foi dado a conhecer. A palavra de Deus é poderosa, maravilhosa e eficaz. Ela é eficaz porque é uma palavra que proveio do silêncio. Do silêncio eterno de Deus. Nesse silêncio eterno de Deus havia uma palavra, um Verbo, Cristo. E um dia essa Palavra foi encarnada, revelada. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Então agora os apóstolos quando pregam o Evangelho eles falam assim: o Verbo de Deus se fez carne. Aquele mistério que estava oculto nos séculos e das gerações agora foi revelado aos santos, apóstolos e profetas, no espírito. Você vê a beleza disso irmão? Uma palavra que veio lá do silêncio eterno. Deus um dia falou. Deus tinha falado de muitas maneiras parciais, fragmentárias, temporárias, transitórias, aos pais pelos profetas, aqui e ali, um pouquinho aqui, um pouquinho ali, mas nesses últimos dias nos falou no Filho. Nos falou completamente, nos falou de forma final. O Verbo foi rasgado na Cruz do Calvário. E o Senhor então rasgou totalmente esse Verbo a nós. Nós temos pouco conhecido esse Verbo de Deus. Por isso Paulo centraliza o mistério nesse Verbo. Evidentemente grande é o mistério; aquele que foi manifestado na carne. Qual é o mistério? O Verbo se fez carne. Ele foi justificado em Espírito, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.

Esse é o mistério; o cerne do mistério. E nós então somos os porta-vozes. Irmãos, não há nada que possa mudar vidas a não ser a pregação do mistério. Tolice se ocupar com outras coisas. Você pode melhorar a psique de uma pessoa. Faz uma reforma aqui, uma reforma ali, ensina algumas boas maneiras, dá um pouco mais de educação; você pode reformar a lanternagem, mas nada pode mudar o homem a não ser a pregação do Evangelho. É por isso que pregar o Evangelho é a coisa mais sublime que um homem ou uma mulher podem fazer sobre a face da terra, porque é a única coisa que pode produzir filhos regenerados para Deus. O resto faz só retoque de lataria, mas ainda vai para o inferno do mesmo jeito, com lataria nova. Só o Evangelho produz filhos e filhas de Deus, quando Ele é proclamado. Irmãos! Sabe porque às vezes somos tão defeituosos na proclamação do Evangelho? Porque o Evangelho às vezes para nós é como um ratinho e não como um leão. Um leão não precisa ser defendido. Ele precisa ser solto. Basta você abrir a porta da jaula e ele toma conta de si mesmo. A Palavra de Deus precisa ser proclamada. E ela cuida de si mesma. Ela tem poder para convencer, poder para repreender, poder para regenerar, poder para edificar, poder para transformar, poder para libertar, poder para salvar. Basta que ela seja solta. E nós, como igrejas de Deus, nós somos como baluartes, colunas. Que benção! Foi isso que o Senhor te tornou, pela graça de Deus em Cristo. Amém.




Vamos então ler o texto de Judas: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos. 4 Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo” (Jd 3,4).




A intenção de Judas ao escrever uma epístola era fazer um tratado sobre a fé. Era quem sabe fazer o que eu vou procurar fazer durante as reuniões, colocando ali o eixo central da nossa confissão de fé. Ele chamou isso de escrevermos acerca da nossa comum salvação. Salvação é uma palavra muito grande na Bíblia. Salvação fala de regeneração, de justificação, de santificação, de glorificação; salvação é tudo isso. Então Judas queria escrever sobre a nossa comum salvação. É muito assunto. Paulo escreveu sobre isso em Romanos. Gastou 16 capítulos. Falou tudo sobre a nossa salvação. Então Judas queria escrever um tratado sobre a salvação, mais ou menos como Romanos. Mas olhe que interessante. Ele fala que se sentiu constrangido. É como se o Espírito Santo pegando Judas falasse assim: Judas! Não é isso que eu quero que você faça. Você vai escrever uma “pequena epístola” de vinte e cinco versículos. Vão ser as suas únicas palavras na Bíblia. Vinte e cinco versículos, mas vinte e cinco versículos arrasadores. É como uma pílula para se dormir uma semana. Então Judas escreve vinte e cinco versículos arrasadores. Ele diz: “Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes(baluarte) diligentemente, pela fé”. Ele não escreve um tratado, mas uma exortação. Veja o peso irmão. Se você acha que a epístola aos Romanos com seus dezesseis capítulos é pesada, não dê peso diferente para Judas, porque Judas ia, quem sabe, escrever um tratado de dezesseis capítulos, mas o Espírito Santo o pegou e falou: você vai falar vinte e cinco versículos que tem o mesmo texto, a mesma potência, o mesmo valor.

Olhe então qual é a exortação de Judas que tem esse peso. Você vai ver que seis vezes, ele usa nessa epístola a palavra guardar. É a palavra chave da epístola de Judas. A idéia é guardar o evangelho; guardar o amor de Deus; Deus vai nos guardar de tropeço; guardar-nos na fé. As palavras – usadas por Paulo - piedade, verdade, depósito, bom depósito são intercambiáveis. Judas também está falando de algo santo e sublime que foi depositado na Igreja. Estava no próprio coração de Deus. Era um mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, mas agora, é um mistério rasgado, um mistério revelado; Cristo. E há facetas específicas dentro desse mistério. Um depósito que de uma vez por todas foi entregue aos santos. Que maravilha irmão! Eu e você estamos incluídos nisso! A Igreja não é um ramo de filosofia. A Igreja é a verdade porque ela tem Cristo. Ela proclama a verdade. Ela é a expressão da verdade. Vejamos agora o versículo 4 de Judas: “Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação...”. Veja que idéia interessante. Veja o que fulano está falando, mas olha aqui o rabino, olhe aqui o budista, olhe aqui o Dalai Lama – certos indivíduos se introduziram com dissimulação - no tempo deles trazendo elementos gnósticos, elementos do judaísmo; “... os quais, desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo”. Que texto de peso! Judas está falando sobre esse depósito, essa fé, que tem que ser conhecida é claro. Conhecida, sustentada e proclamada pela Igreja. Então esse é o nosso desafio como Igreja. Que todos nós estejamos diante do Senhor nesses dias em que passaremos juntos, para que o Senhor possa literalmente rasgar diante dos nossos olhos, dos olhos do nosso espírito e do nosso coração, esse mistério que é Cristo.

Então vamos ver quais são os ossos dessa coluna vertebral, qual que é o eixo central dessa nossa confissão. Quais são essas verdades essenciais que são inegociáveis, verdades que ninguém que não as confesse, pode ser chamado de irmão, ou de filho de Deus, porque elas são a essência, o fundamento. Então que o Senhor nos ajude a ter a nossa própria vida checada, estruturada, estabelecida e ousada, responsável diante de tão grande testemunho que foi confiado a nós. Irmão! Você faz parte disso. Não se omita. Este é um santo privilégio. Considere isso diante do Senhor. Amém!?

Vamos orar:

Ó Pai, ajude-nos Senhor a darmos a Ti uma resposta muito mais plena, do que os nossos corações, a tudo aquilo que o Senhor já tem tocado em nós. Essas notas que o Senhor tem tangido no nosso espírito, no nosso coração, na nossa consciência. Ó Senhor. O Senhor já nos tem dado plenamente da sua graça e da tua misericórdia, e nós queremos e pedimos a Ti que despertes em nós essa resposta mais completa Senhor, para que não tornemos leviana ou vã, a graça de Deus. Possamos desenvolver a nossa salvação, com temor e tremor. Não nos deixe encastelados no nosso egocentrismo, Senhor. Não nos deixe escondidos atrás de disfarces e justificativas, mas pela tua misericórdia, despe-nos diante de teus próprios olhos para que nós vejamos o quanto carecemos de ser revestidos de Ti. Muito obrigado por termos o privilégio de sermos a casa do Senhor, a igreja do Deus vivo, a coluna e o baluarte da verdade. Desafia o nosso coração Senhor, nós te pedimos. Desafia-nos. Encha-nos com esse santo privilégio de termos sido feitos filhos de Deus, um povo Teu. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém.


Romeu Bornelli


Fonte: Texto "adaptado" do estudo (em áudio) “Fundamentos da nossa confissão”, ministrado pelo irmão Romeu Bornelli.

O SEGREDO DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL - OS MILAGRES DE CRISTO 2 - CRISTIAN CHEN.







Jo 2:11 – Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Cana da Galiléia; manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Jo 21:1 – Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos junto do mar de Tiberíades; e foi assim que ele se manifestou:

A palavra manifestar-se no grego significa revelar-se novamente. No capítulo 2 temos o 1º milagre do Senhor Jesus que está registrado no evangelho de João. E naquele capítulo o Senhor revela a Sua glória. O último milagre do Senhor Jesus registrado no evangelho de João está registrado no capítulo 21 e neste milagre o Senhor revelou-se a si mesmo.

Então, no total nós temos registrado no evangelho de João oito milagres do nosso Senhor. Você se lembra que no ano passado nós compartilhamos a respeito de quatro deles e neste ano pela graça do Senhor nós estaremos compartilhando os demais. Talvez depois de um ano inteiro, vocês não se lembrem do que compartilhei no ano passado. Mas também sei que muitos de vocês estão aqui pela primeira vez. Para que então possamos dar uma continuidade às mensagens vamos gastar esta primeira para revisar aquelas quatro mensagens.

Como nós sabemos o Senhor Jesus realizou muitos milagres, muito mais do que oito. Mas o evangelho de João registra apenas oito. E no grego a palavra ali é de fato, sinal. Não é apenas um milagre, mas na realidade é um milagre com uma lição. E estes milagres devem nos mostrar algo. Então, pela graça do Senhor o Espírito Santo selecionou oito entre tantos milagres para ficarem registrados no evangelho de João. Para que possamos compreendê-los nós temos que entender qual foi o contexto.

Vocês se lembram daquelas duas chaves que abrem todo o evangelho de João? Para que você possa compreender todo o evangelho de João a palavra de Deus nos dá duas chaves. Na realidade, estas duas chaves estão nestas duas palavras gregas, neste evangelho. Na realidade é a mesma palavra, mas que parece duas vezes apenas. A palavra é: seio. No capítulo 1 o Filho que estava no seio do Pai e no capítulo 13 João estava no peito, no seio do Senhor. Não venha reclamar comigo se você não encontrar estas palavras nesta tradução da NBI, no grego ela aparece nestes dois capítulos citados. No capítulo 1:18 o nosso Senhor Jesus está no seio do Pai. Era assim que Cristo habitava em Seu Pai. E no capítulo 13:23 e 25 o apóstolo João que representava aqui a igreja estava aconchegado no peito do Senhor. Era assim que João permanecia em Cristo. Então, se você observar todo o evangelho de João, por um lado é uma grande revelação e nos diz que Jesus Cristo é o Filho de Deus que sempre esteve no seio do Seu Pai.

Nós sabemos que o evangelho de João foi o último dos quatro evangelhos a ser escrito. Vocês se lembram, quando Jesus chamou João para ser seu discípulo ele estava ali consertando as redes. Então, após aquele momento ele seguiu o Senhor e a ele foi confiado um ministério muito importante. Então, em toda a bíblia você vai encontrar não só o ministério de Paulo, de Pedro, mas também você encontra o ministério de João. Todos são ministérios maravilhosos. Quando Pedro foi chamado pelo nosso Senhor Jesus ele estava lançando as redes. Então nós sabemos e vemos mais tarde que o ministério de Pedro era lançar as redes. No dia de pentecostes ele lançou a sua rede e pescou três mil peixes, uma outra rede que lançou: cinco mil peixes. Porque o Senhor Jesus havia lhe dito: eu te farei pescador de homens. Então quando Pedro foi chamado ele estava lançando as redes e isto se tornou a característica do seu ministério. A mesma coisa se aplica ao apóstolo João. Ele estava ali consertando as redes quando ele foi chamado. E quando ele escreveu o evangelho de João, e isto foi quase no final do primeiro século, de alguma forma é como que aquela rede do evangelho tivesse partido.

De fato nós sabemos que o Senhor Jesus é o nosso salvador e Ele é o Rei. Como é que nós sabemos? Por meio do evangelho de Mateus. E o senhor Jesus Cristo como o Filho do Homem. Como é que nós sabemos disso? É por meio do evangelho de Lucas. E o nosso Senhor Jesus é aquele Servo fiel de Deus. Como é que nós sabemos? Por meio do evangelho de Marcos. Quase depois de um século, ou seja, cerca de 60 a 70 anos após a ascensão de Cristo de alguma forma, aquela rede do evangelho havia se partido. Então agora, João pode consertar as redes ainda que ele tivesse quase 100 anos de idade. Graças a Deus a sua memória não lhe faltou. Ele se lembrava de tudo desde aquele seu primeiro encontro com o seu mestre. Ele se lembrou que aquele primeiro encontro aconteceu cerca de quatro horas da tarde e se lembrou que aquele lugar era Betânia dalém do Jordão. Nos outros três evangelhos nunca é mencionado Betânia dalém do Jordão. Então João procurou consertar as redes, e não apenas isso, quando ele escreveu esse evangelho ele nos disse: Jesus não é apenas o Filho de Homem o nosso salvador, não é apenas o Servo de Deus o nosso salvador, não apenas também o Rei dos Reis que é o nosso salvador, Ele também é o Filho de Deus. E observa como ele descreve o Filho de Deus. Aquele que estava no seio do Seu Pai. O trono então é o centro da autoridade neste universo. É por isso que o nosso universo pode ser mantido. É por isso que o nosso universo não entra em colapso e nem se desintegra. É porque o trono de Deus é o centro dessa autoridade e ali você encontra o nosso Deus, o Pai do nosso senhor Jesus Cristo, mas ao mesmo tempo, o nosso Senhor Jesus sempre esteve no seio do Seu Pai. Então, por meio desse quadro tão maravilhoso, João não só nos diz de maneira tão objetiva que Jesus é o Filho de Deus, mas também nos descreve aquela comunhão tão maravilhosa que Jesus tinha com Seu Pai. No princípio Deus criou os céus e a terra. Mas muito antes disso, aquela história maravilhosa de amor e aquela história maravilhosa da união entre o pai celestial e Seu Filho unigênito. É apenas João que, por meio da revelação, consegue penetrar naquele ambiente tão maravilhoso. Então agora ele quer nos apresentar este Filho de Deus. Não apenas Ele é o Filho de Deus, mas também Ele é capaz de dizer: meu pai e Eu somos um. Você sabe quantas vezes no evangelho de João a palavra grega Pai, aparece? 120 vezes. E quantas vezes Jesus dizendo Eu? 120 vezes. O meu Pai e Eu. Como é que você consegue descrever isso? Porque o Seu Pai habita Nele e Ele também habita no Seu Pai. Essa é uma união maravilhosa: O Filho que está no seio do Seu Pai. Essa é uma grande revelação. Vocês conseguem ver isso? Não é apenas Deus ou apenas o Filho de Deus. Sim essa é uma teologia correta e precisa, mas é muito mais profundo do que isso. E João quer nos descrever essa maravilhosa história de união que existia desde o princípio. No princípio era a palavra e a palavra estava com Deus e a palavra era Deus. Então o verbo se fez carne. Como é que nós podemos compreender isso? Porque o Filho de Deus estava no seio de Deus. Então, se você puder me dizer sobre o que é este evangelho? É muito claro. Por meio deste evangelho Cristo nos foi apresentado como o Filho de Deus. Não apenas Filho de Deus, mas Ele está no seio do Seu Pai. É por isso que Ele nos declara o Senhor em grandes detalhes. Quando você vê o nosso Senhor, você vê o Pai. Então isso tudo é o evangelho de João.

Mas ainda é muito mais do que isso. Esse evangelho não é apenas teologia. Ele não apenas nos dá uma impressão correta de tudo a respeito de Deus. Porque esse evangelho é muito diferente dos outros três evangelhos. Esse evangelho foi descrito como sendo o evangelho espiritual algo muito mais profundo, totalmente espiritual. Se você fala de revelação nós estamos querendo dizer de algo objetivo. Mas ainda mais do que isso, não apenas revelação, não apenas aquilo que você vê, mas algo que agora você pode experimentar. Então, neste evangelho tudo aquilo que é objetivo pode ser tornado em subjetivo. Não apenas o filho está no seio do Seu Pai, mas também nós descobrimos que João está no seio do seu mestre e ali ele representa toda a igreja. Então irmãos, quando João estava no seio do seu mestre isso procura nos dizer exatamente como João permanecia, habitava em Cristo. O Senhor disse: eu sou a videira verdadeira e Ele prosseguiu dizendo que nós temos que permanecer Nele e Ele também permanecerá em nós. Em outras ocasiões Ele falou como Ele mesmo habitava em Seu Pai e com Seu pai habitava Nele. Então irmãos e irmãs, vocês vêem isso? Jesus não era apenas a videira verdadeira, mas nós somos os ramos, nós estamos no Seu seio. É por isso que quando você conclui todo este evangelho, por um lado ele mostra o Filho no seio do Seu Pai, mas por outro lado nos mostra João no seio do seu mestre. Então, se você se aprofundar em todo este livro você vai descobrir que João sempre procura nos apresentar algo que por um lado é objetivo mas também por outro lado é subjetivo.

Então, neste evangelho há pelo menos três palavras muito importantes. Na realidade são mais do que três, mas estas três palavras permeiam todo este evangelho. Quando você observa como estas palavras estão ali distribuídas, aí nós chegamos a uma conclusão muito interessante. Em primeiro lugar quais são estas três palavras importantes? A primeira é Vida e depois Luz e depois Amor (em inglês as três começam com a letra maiúscula L). Na verdade, estas três palavras aparecem em todo lugar no evangelho mas é muito interessante que nos primeiros 7 capítulos a palavra Vida é muito predominante. E do capítulo 8 ao 12 a palavra Luz sobressai. E quando você lê do capítulo 13 até o capítulo 21 a palavra Amor é muito proeminente.

Nos primeiros 7 capítulos, no princípio, a bíblia diz: a Vida estava Nele. No capítulo 7 diz que do interior daqueles que cressem fluiriam rios de água viva. Então, estes primeiros 7 capítulos começam e terminam com Vida. Então, quando ele chega na última sessão no capítulo 8 o Senhor Jesus disse: Eu sou a Luz do mundo, começa com Luz e quando chega no capítulo 12 o Senhor nos fala dos Filhos da Luz. No início e no final: Luz. Quando chegamos ao capítulo 13 então, ali é dito que o Senhor Jesus amava os seus e Ele os amou até o fim. Observe que esta sessão também inicia com amor. E no último capítulo o Senhor Jesus pergunta a Pedro: amas-me mais do que a esses? Três vezes. Então observe que esta sessão inicia e conclui com Amor. Irmãos, vocês percebem? Se você ler todo o evangelho de João: Vida, Luz e Amor.

Na realidade, você sabe que João teve uma grande revelação. Toda vez que nós falamos de revelação sempre lembramos de Paulo e não há dúvida a respeito disso. Realmente a revelação que Paulo recebeu foi realmente grandiosa. Mas se você conhecer o ministério de João você vai descobrir que a revelação que ele recebeu de nenhuma maneira é inferior àquela que Paulo recebeu. Porque ao longo de toda a sua vida ele de fato, recebeu três grandes revelações: Deus é Espírito, Deus é Luz e Deus é Amor. Irmãos e irmãs estas descobertas são muito maiores do que aquelas de Einsten ou Newton. Ninguém sabia quem era Deus. Quando você fala dos atributos de Deus, os teólogos utilizam muitas palavras para poder descrever a Deus. João teve condição de resumir tudo em três sentenças: Deus é Espírito, Deus é Luz e Deus é Amor.

A palavra é algo um pouco abstrato mas graças a Deus a palavra ou verbo se fez carne e quando o verbo se fez carne, agora se torna algo muito prático, muito concreto é como se você pudesse sentir. Então, quando o verbo se fez carne simplesmente significa que o amor se fez carne. Antes disso todos conheciam a palavra amor, mas não sabiam como definir amor. Porque nesta terra você só pode encontrar um segmento do arco, você nunca encontra um círculo inteiro. Por exemplo, na terra você só consegue contemplar a metade do arco íris. De fato, você só vai encontrar o arco-íris como uma circunferência completa em apocalipse ao redor do trono de Deus. Ninguém teve condição de definir o que era o amor, sempre permanecera um mistério. É como se fosse algo tão abstrato. Mas graças a Deus, quando o verbo se fez carne, o Amor se fez carne especialmente naquele momento quando João se encontrava à sombra da cruz. Ele foi a única testemunha entre os 12 discípulos. Ele viu todos os detalhes daquela cena. Observe que aquela cena da cruz o impressionou tão profundamente de forma que ele nunca, nunca se esqueceu. Agora você tem esse quadro aqui, mas você não tem a palavra!! Você precisa das palavras para descrever aquele quadro! Você pode imaginar que João tentou duramente encontrar as palavras para descrever aquela cena! E agora quando ele estava se tornando velho, idoso, mas aquele quadro nunca envelheceu. Finalmente ele descobre! Há uma palavra que consegue descrever aquilo que aconteceu no calvário, então ele diz: Deus é Amor! Não apenas uma vez mas duas vezes. Irmãos e irmãs ele era um homem idoso, ele está envelhecendo já estava com quase 100 anos de idade. Você pode imaginar que um homem tão idoso possa nos dar uma revelação tão maravilhosa? Hoje você não pode imaginar que um homem idoso vai te fornecer alguma coisa nova. Isso não é verdadeiro irmãos. João disse, e na idade que João disse e na realidade foi o Espírito Santo que falou: Deus é Amor. Você pode imaginar ele já estava com quase 100 anos de idade. Um outro grande homem no antigo testamento, Daniel, ele já tinha quase 90 anos e ele pode então nos mencionar aqueles 70 x 7. E aquilo então representava o grande programa de Deus. Se olhasse adiante dele não apenas 7 anos mas 70 x 7 anos. Nenhum homem idoso gosta de olhar para frente porque quantos anos ele tem diante de si? Mas quando Daniel olhou adiante de si, 7 anos ou talvez mais 10 anos, talvez depois deste tempo Daniel já estivesse jazendo em algum lugar, mas ele estava olhando para muito além. Talvez depois de 7 anos não houvesse mais Daniel, mas depois de 69 x 7 anos não apenas um ungido, mas também o próprio ungido já havia sido retirado. Se você olhar com mais detalhes na profecia. Para aquele programa de Deus isto significa Cristo e Ele crucificado. Então irmãos, observem que há outro homem idoso na bíblia e graças ao Senhor por meio da sua fidelidade nós podemos então conhecer o propósito eterno de Deus.

Quando nós retornamos ao evangelho de João nós podemos perceber que ali está a visão de João e ele tenta compartilha-la conosco. Então, quando ele fala a respeito do Filho que estava no seio do Pai, inicialmente ele menciona que Deus é Espírito e então que Deus é Luz e então que Deus é Amor. Irmãos e irmãs vocês vêem isso?

Nos primeiros 7 capítulos a palavra dominante é Vida e Deus é Espírito. É por isso que nós temos que caminhar, andar em Espírito como o apóstolo Paulo nos dizia. Quando você ouve dizer que Deus é Espírito é como se fosse algo muito abstrato mas é exatamente aquele Filho que estava no seio do pai quem declara isto. Então quando o verbo se fez carne e Ele mesmo pode dizer: Eu sou a Vida. Ele desafiou aqueles eruditos, aqueles rabinos. Ele disse: buscai as escrituras e julgais ter nelas a vida eterna, mas vocês não querem vir a mim para terem vida (Jo 5:39-40). Eu sou a fonte da Vida. Então quando Deus está no trono tudo é como se estivesse muito distante muito abstrato. Não só no princípio era o verbo e o verbo se fez carne. Mas mais do que isso, a palavra que vos tenho dito são Espírito e são Vida. Então irmãos e irmãs graças a Deus esse evangelho maravilhoso serve para nos declarar aquela graça maravilhosa. Esses são os primeiros 7 capítulos.

Então quando chegamos na sessão central João procura nos dizer que Deus é Luz. Então desde o capítulo 8 até o 12, então de novo, esta Luz é muito abstrata e Deus habita naquela Luz que é inatingível, é basicamente impossível alcançar aquela Luz. Mas quando Jesus esteve sobre a terra Ele disse: Eu sou a Luz do mundo, todo aquele que me segue não mais andará em trevas, mas receberá a Luz da Vida (Jo 8:12). Vocês vêem isso? Então, essa Luz está conectada com a Vida. Vocês percebem isso? Tudo se torna tão concreto por causa de Jesus Cristo. Mas pelo fato de Deus ser Luz e pelo fato de nós seguirmos o nosso mestre não mais permaneceremos em trevas, mas receberemos a Luz da Vida. Não a luz mecânica ou elétrica como essa, mas a Luz de Cristo habita em você e em mim. Mas esta Luz vai produzir a Vida. De forma que nós vamos poder andar nessa Luz. Graças ao Senhor, a unção já está em você e em mim. Se nos seguirmos o ensinamento dessa unção nós estaremos permanecendo em Cristo. Então permanecer em Cristo não é apenas um slogan, permanecer em Cristo é uma realidade. Se você chegar à sessão central do evangelho de João, Deus não é apenas Luz mas nós temos que andar nessa Luz. Exatamente como João mencionou nas suas epístolas: se você vê algo você também tem que andar de acordo com aquilo que você vê. A razão pela qual você vê é porque aquela visão te conduzirá a um caminho. Quando você prossegue naquele caminho não é apenas algo objetivo, mas é algo subjetivo. Isto deve realmente ser a realidade da sua vida. A nossa vida diária tem que ser de andar no Espírito porque Deus é Espírito então nós temos que andar na Luz, Deus é Luz. Vocês vêem isso? Esse é o caminhar cristão, essa é a vida cristã. Nós não temos condições de viver uma vida cristã a não ser que nós tenhamos a vida de Cristo pra viver. Então me diga o que é a vida cristã? Se você ler o evangelho de João a vida cristã é derivada de uma revelação maravilhosa. A razão pela qual você caminha dessa maneira é porque Deus é Luz é por isso que você anda na Luz. A razão pela qual você anda no Espírito é porque Deus é Espírito. Então Deus busca aqueles adoradores verdadeiros, aqueles que O adoram em Espírito e em verdade. Esse é o adorador verdadeiro. No grego há duas palavras diferentes para verdadeiro: a palavra verdadeiro que é o (oposto) antônimo de falso. Aqui não é nesse sentido, mas sim aquela que é antônimo daquilo que não é realidade. Quando o Senhor Jesus disse que Ele é a videira verdadeira não significava com isso que as outras videiras eram falsas. Mas simplesmente estava dizendo que Ele é a realidade. Isto é, que todas as demais videiras foram criadas segundo aquela videira verdadeira. E agora nós compreendemos: por um lado nós vemos algo, mas por outro lado o Espírito Santo vai nos colocar num caminho. Então agora nós andamos no espírito. E nós podemos agora adora-Lo como aqueles verdadeiros adoradores. Quando o Senhor falou com a mulher samaritana, aqueles samaritanos também adoravam a deus mas eles adoravam o falso deus. Então aquilo era uma adoração falsa. Mas mesmo no AT aquela adoração não era uma adoração verdadeira. Não no sentido de que ela era falsa. É por isso que Jesus disse o tempo virá quando depois do Senhor Jesus ter morrido por nós na cruz, então após o pentecostes quando o Espírito Santo desceu, então o Espírito Santo revivifica o nosso espírito e então nós podemos adorar a Deus em Espírito. Então esta adoração é em realidade ela é verdadeira. É dessa maneira que o Senhor disse que Deus busca os verdadeiros adoradores. Quando nós andamos em Espírito, o que nós estamos fazendo? Estamos adorando a Deus em Espírito e em verdade. Então esse é o nosso andar, o nosso caminhar cristão.

Deus não é apenas Espírito, Deus não é apenas Luz, mas Deus é Amor. É por isso que nós também devemos andar em amor. É exatamente como Paulo menciona no capítulo 5 de efésios: a razão pela qual nós caminhamos em amor é porque nós temos uma base, um fundamento maravilhoso: é que Deus é Amor. Como nós podemos saber que Deus é Amor? Quando O Senhor Jesus morreu por nós na cruz, o amor se fez carne, se tornou tão real. Quando somos tocados por aquele amor que nunca termina, que nunca vai nos deixar partir, o que podemos fazer? Podemos dizer como Pedro, sabemos que somos cheios de falhas sabemos que nunca teremos condições de amar o Senhor. E Pedro disse: Tu sabes que eu te amo. Anteriormente quando Pedro dizia alguma coisa ele sempre começava a frase com eu. Depois de ter aprendido aquela lição tão amarga, ele conhecia agora a sua própria natureza, não há qualquer fidelidade em mim, não há amor, nada , mas graças a Deus, quando Jesus morreu na cruz Paulo estava lá é por isso que ele disse eu estou crucificado com Cristo, Pedro também estava lá. Mas graças a Deus, depois da ressurreição do nosso Senhor, Paulo disse: mas eu também ressuscitei com Ele, a mesma coisa com Pedro. Então após a ressurreição não mais Pedro, mas Cristo que vive em Pedro. Por causa dessa vida maravilhosa ele pôde dizer pela graça Senhor: Tu sabes que eu te amo eu não ouso dizer EU mais. Eu tenho que dizer algo assim, mas eu caí terrivelmente. Sem Cristo nós não podemos fazer nada. Sem Cristo nós não podemos produzir qualquer fruto, nenhum fruto de amor, nenhum fruto de humildade, nada. Então irmãos, lembrem-se porque o amor de Cristo foi derramado em nossos corações, quando nós somos tocados pelo seu amor, nós não podemos fazer qualquer outra coisa senão nos oferecermos como um sacrifício vivo. Aí então nós temos este caminho do amor. Nós podemos caminhar em amor.

O que é a vida cristã? A vida cristã é o andar cristão. Como nós podemos compreender o caminhar cristão? O apóstolo João explica para você e para mim qual é o caminho cristão: é da vida para a Luz e para o amor. É por isso que desde o princípio o Senhor Jesus já disse para os seus discípulos: sigam-me. E no último capítulo o Senhor Jesus disse: sigam-me. A mesma palavra. De acordo com Campbell Morgan no grego significa vem juntamente comigo. Você não tem qualquer caminho, mas eu tenho um caminho, vem junto comigo. Irmãos e irmãs do capitulo 1 ao 21 há um caminho. Na primeira sessão o caminho da Vida, depois o caminho da Luz e depois finalmente o caminho do Amor. Vocês vêem isso? Há um caminho, é por isso que desde o início até o final Ele diz segue-me. E é assim que nós seguimos nosso Senhor Jesus. Há um caminho, mas na realidade não é só um caminho, mas um caminho de crescimento de um estágio a outro estágio. Do estágio da Vida ao estágio da Luz. Quando você está cheio de vida, significa estar cheio de Luz então você pode caminhar na Luz, você vê isso? Por meio da palavra da Deus, na bíblia, então, aquela Luz começa então a brilhar e a brilhar e então você sabe agora como prosseguir.

E esse é o segundo estágio, a Vida é uma coisa um tanto abstrata, mas quando a Vida realmente está madura, quando você chega ao estágio do amor, essa palavra no grego é ágape. Aquele Amor nada tem a ver com a nossa emoção. De fato aquela palavra tem algo a ver com a nossa vontade. Ama os teus inimigos! Você nunca se apaixona pelos seus inimigos, porque o mandamento do nosso Senhor é ama aos teus inimigos. Lembre-se, nós não temos Amor. Nós nunca tentamos amar, mas quando você obedece ao Senhor, quando você diz sim ao Senhor agora você ama ao seu inimigo, Você vê? Isso não toca a sua emoção. Para os jovens: você não precisa ensinar para eles o que é amor. Quando eles dizem me apaixonei significa que eles não puderam nem resistir, tem algo a ver com as emoções, as emoções tomam conta de tudo. Mas o Amor cristão mencionado nos evangelhos é um amor com princípio, é um amor com ação. Lembre-se quando a vida realmente cresce e ela realmente produz fruto, isso é amor.

Aí você vê o nosso crescimento cristão, o caminho do crescimento que veio do caminho da Vida, passando pelo caminho da Luz e o caminho do Amor. É assim que nós crescemos em direção à maturidade. É por isso que Jesus disse: fruto, muito fruto e mais fruto. É assim que João também nos escreve: na igreja você tem as criancinhas, tem os jovens e tem os pais. Se você ler a bíblia cuidadosamente, a vida cristã não é estática, essa é uma vida que cresce e cresce em direção à maturidade. Na historia da igreja muitas pessoas querem crescer. Como nós podemos crescer à maturidade? Há muitas sugestões, mas irmãos, se vocês realmente querem viver uma vida assim: andem no Espírito, andem na Luz e andem em amor. Até o ponto que você vai descobrir que não tem condição. Você está desejando fazer, seguir o Senhor realmente é o seu desejo, mas depois de tentar tanto você vai descobrir que falha terrivelmente. Então, quando nós compreendemos que este é o caminho do crescimento nós queremos fazer alguma coisa. É por isso que alguns irmãos na historia da igreja falam dos exercícios espirituais. Você tem que fazer algo! Você vai ter que se enclausurar num alto de uma torre. Muitas pessoas querem crescer em Cristo e então muitos concebem métodos para que possamos crescer dessa maneira. Mas qual é o segredo para que possamos ter um crescimento espiritual? Neste contexto nós temos então esses oito milagres de Cristo, é por isso que eles nos são relatados, não é apenas um estudo bíblico. Em todo este conjunto você vai descobrir qual é o segredo do crescimento espiritual. Os milagres de Cristo são as obras de Cristo. Quando nós vivemos a vida cristã, não é que nós que trabalhamos, mas sempre Cristo é quem trabalha. É por isso que temos oito milagres.

O que é milagre na bíblia? Você tem que buscar essa definição na própria bíblia. No AT quando eles viam aqueles milagres que Moises realizou há algo comum ali. Este foi o dedo de Deus (Ex 8:19). Então irmãos e irmãs, como nós podemos viver uma vida cristã? Como nós podemos crescer em Cristo? Do estágio da Vida para o estágio da Luz para o estágio do Amor. Da infância para a adolescência até a vida adulta. Isso só pode acontecer quando Deus virar o Seu dedo. Foi por isso que intencionalmente o Espírito Santo selecionou estes 8 milagres. Apenas quando Cristo opera em você e em mim, não mais eu, mas Cristo que vive em mim. Se você permitir que essa vida viva por meio de você, lembrem-se irmãos e irmãs cada dia Cristo vai mover o seu dedo. Nós cremos em milagres hoje. Mas cada um desses milagres é porque Cristo moveu o seu dedo em nossas vidas. Quando alguém é miraculosamente curado isto é um milagre, mas quando o cristão ouve a voz do seu mestre e ele volta a outra face, quando ele anda uma outra milha lembre-se isto é um milagre. Nós damos graças a Deus, muitas pessoas são curadas de maneira maravilhosa, mas muitas vezes nós vivemos numa condição muito amarga, nós somos amargos contra todos. Mas agora quando alguém faz algo contra você, você está desejoso de dar a outra face? O seu inimigo nunca espera que você dê a outra face. Se você não der a outra face você não vai estar ofendendo o seu inimigo mas você vai estar ofendendo outra pessoa porque foi o nosso mestre que disse para darmos a outra face. Então vocês vêem irmãos? Quando você der a outra face um milagre acontecerá na sua vida. É assim que nós vivemos a nossa vida cristã, é assim que nós crescemos juntos. Foi assim que aquelas águas de Mara se tornaram doces. Somente aquele madeiro que está entre a cruz e a nossa vida, quando aquele madeiro opera aí então ele produz doçura. Então nós não mais teremos a doença dos egípcios. Você sabe qual é a doença deste mundo? É a amargura pra todo lado. É por isso que você vê o pessoal amaldiçoando pra todo lado. Quando você liga a televisão tem maldição, quando você anda na rua tem maldição. Por quê? Porque há amargura em todo lugar. Essa é a doença dos egípcios, mas há uma coisa maravilhosa nós podemos ser libertos da doença dos egípcios. Sempre doçura. Vocês se lembram da historia daquele reavivamento no país de Gales. Havia aqueles mineiros trabalhando lá no profundo, todo lugar estava completamente em trevas. Então, o temperamento deles sempre era muito quente, eles amaldiçoavam o tempo todo. E quando amaldiçoavam, aí então, o burrinho começava a andar. E aquele burrinho ficou acostumado com aquelas maldiçoes. Mas após o reavivamento, pense nisso, um milagre aconteceu naquelas vidas. Muitas vezes nós falamos a respeito de um reavivamento mundial Você vai pensar em quantas pessoas serão salvas. Quando você considera o número de pessoas que foram salvas no reavivamento do país de Gales, alguns dizem que foi o mesmo número de almas que foram salvas durante todo o ministério de John Wesley. Este é um milagre maravilhoso, grandioso. Mas após aqueles mineiros serem salvos eles não maldiziam mais. Eles foram libertados da doença dos egípcios. E agora, quando eles precisavam fazer com que os burrinhos andassem, eles não amaldiçoavam mais, eles falavam: por favor! Olhe só! Por favor! O burrinho não estava entendendo mais nada. Isso é reavivamento! Isto é milagre! Nós queremos reavivamento em todo lugar, mas você se esquece que é o Senhor Jesus que opera o milagre a cada dia na sua vida, na minha vida quando nós permitimos que Cristo viva por meio de nós. Nós realmente continuamos a orar por um reavivamento nesta terra e o reavivamento virá. Você se lembra daquela oração maravilhosa de E. Hopkins. Ele disse: Senhor curva a tua igreja, dobra. Irmãos nós precisamos que o espírito Santo venha nos quebrar, venha nos dobrar. O nosso pescoço sempre é muito duro. Nós precisamos ser quebrantados, dobrados. Como? Uma pessoa tão orgulhosa como eu sou, como posso aprender a lição da humildade? Graças a Deus, quando Jesus Cristo move o Seu dedo, um milagre vai acontecer. E o marido vai observar: um milagre aconteceu nesta casa. Quando a sua esposa volta a outra face, anda a outra milha, isto é um milagre! Então o milagre ou reavivamento começa em cada família. Agora você entende é por isso que nós falamos de milagres.

Nós sabemos então que há oito milagres. No ano passado mencionamos que estes 8 milagres têm uma estrutura especial. 1, 2, 3, 4, até chegar em 8. Você observa, então, que há uma simetria central nestes 8 milagres. Essa simetria central também é conhecida por simetria especular. Vamos supor que você coloque um espelho na parte central do nosso irmão, vocês estão vendo? Tem um olho aqui e vai ter um olho do lado de lá. É como um espelho, você vê? Tem um ouvido aqui e outro lá, uma mão aqui e outra lá, tem um pé aqui e outro lá. Se você estudar os 8 milagres de Cristo é assim. É por isso que o ser humano é a obra prima de Deus. Então, essa simetria é chamada de simetria especular. Deixe-me utilizar uma frase apenas para lhes explicar o que é simetria especular. Vamos supor que você escreva uma frase horizontalmente. Ouça cuidadosamente:

Isaque ama Rebeca da mesma forma que Rebeca ama Isaque. Você observa esta frase? Você vai ter Isaque no princípio e no final, amor, amor, Rebeca e Rebeca. Essa é uma simetria central, especular. Quando você lê toda a sentença você pode ler da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda. Então essa simetria especular, a mesma coisa se aplica aos 8 milagres. Porque o 1º milagre corresponde ao último milagre. Você descobre quando estuda estes dois milagres que é muito interessante.

No primeiro milagre não há mais vinho e no último não há mais peixe. Você vê? No início não há vinho, depois há abundância de vinho. Também no outro, no início não havia peixe mas depois 153 peixes. Você vê? Desta forma nós temos o primeiro grupo, o 1º e o último. Estou repetindo isto para refrescar a sua memória.

Agora chegamos ao 2º milagre. Vocês se lembram como o filho daquele homem nobre estava para morrer. E como o pai daquele menino viajou desde Cafarnaum até chegar em Caná da Galiléia. De 200 metros abaixo do nível do mar até chegar ao nível do mar. Ele então teve que subir, subir e subir. Mas por causa do seu filho o pai estava disposto a fazer qualquer coisa. Finalmente ele se encontra com Jesus e então ele ora: ele pede que o Senhor Jesus desça para curar o seu filho. E o penúltimo milagre, na realidade o 7º milagre é o milagre de Lázaro vocês se lembram? Quando aquela notícia chegou aos ouvidos do nosso Senhor: aquele a quem amas está doente. Quando Marta e Maria enviaram aquela mensagem, elas tinham a certeza de que aquilo era suficiente não precisavam dizer mais nada. Se você conhece nosso mestre, ele definitivamente virá imediatamente. A gente nem precisa dizer: Senhor venha rapidamente, não precisa. Mas que tristeza, que desapontamento! E o Senhor intencionalmente permanece ali por mais alguns dias. De forma que quando Ele chega em Betânia, Lázaro já estava no túmulo. Marta reclamou e até mesmo Maria reclamou. Se o Senhor tivesse chegado mais cedo o meu irmão não teria morrido. Então nestes dois milagres você descobre que há lago desesperador acontecendo. Vocês percebem? O meu filho está para morrer e aquele a quem Tu amas está doente. Em ambos os casos eles oraram, mas é muito interessante. Neste conjunto de 2 milagres agora você descobre que, por um lado o Senhor Jesus respondeu aquela oração, mas por outro lado Ele não respondeu aquela oração. É um paradoxo maravilhoso! Isso é parte da vida cristã. É assim que nós aprendemos a lição da oração. A lição da oração é tão simples. Qualquer cristão, até aquele que foi recém salvo pode fazer isso. Mas esta lição é profunda o suficiente. Ainda que você tenha sido salvo por muitos anos, nós ainda estamos aprendendo esta lição. Porque por detrás de cada oração nós esperamos que um milagre aconteça, mas o Senhor Jesus espera que um outro milagre diferente daquele aconteça. Você ora para o Senhor para que a doença seja curada e o senhor vai ouvir a sua oração, mas o Senhor vai te ensinar uma lição, Ele tem em mente um outro milagre. Ele quer mover o Seu dedo para que nós sejamos transformados de glória em glória. Algumas vezes quando nós oramos queremos que Deus mude alguma coisa, que mude o nosso ambiente, isso é um milagre, mas nós nunca saberemos se de fato é aquele momento é o momento que Ele quer me mudar. Nós oramos, oramos e oramos e ainda permanecemos os mesmos. Nós vemos tantas maravilhas e milagres em nossas vidas, mas há um milagre na mente de Cristo: que nós sejamos transformados à Sua imagem. Então por esta razão, nós temos muito que aprender. Este é o 2º par de milagres.

Então nós chegamos ao 3º par de milagres. Nós encontramos aquele paralítico e aquele que era um cego de nascença. Há uma outra simetria, há uma outra correspondência aqui e nós não entraremos em detalhes desta vez. E finalmente nos vemos aquela multiplicação dos peixes e o Senhor caminhando sobre o mar e este é o outro par. Então estes são os 8 milagres.

Mas há algo muito interessante. Se você iniciar do 1º par, for para o 2º par, for para o 3º par e for até o último par você vai observar que há um avanço, um progresso aí. Somente quando nós entrarmos nos detalhes que vocês vão perceber este progresso.

Então vamos rever rapidamente o 1º par. Este é sempre o fundamento da vida cristã. Nós já mencionamos, aos olhos de Deus de acordo como Isaías nós não somos nada, nós somos menos do que nada. Ou seja, antes de sermos salvos nós éramos iguaizinhos ao mar morto, isto é, 400 metros abaixo do nível do mar. Mas graças ao Senhor por uma salvação tão maravilhosa, a cruz sem dúvida é um sinal de soma , ela sempre adiciona algo a nós. Então, de fato, antes de crer no Senhor Jesus nós éramos exatamente como o mar Morto, mas a cruz sempre nos eleva. Aí não será mais 400 negativos, mas a cruz nos eleva a tal ponto e este ponto é zero. Todo cristão começa com zero. Nós estávamos abaixo de zero, mas pela graça de Deus, aquilo que sou é por causa da graça de Deus. Então, lembre-se, nós éramos menos do que nada, mas finalmente por causa da sua salvação maravilhosa nós nos tornamos nada então nós começamos com zero. Você vê isso? Somente quando chegamos a zero aí Cristo começa a Sua obra. Somente quando somos reduzidos a zero Cristo vai mover o Seu dedo aí um milagre vai acontecer. Esta é uma coisa maravilhosa. Quando você compara um recém nascido humano com um bezerrinho, de acordo com a ciência, o QI de um recém nascido é zero, mas o do bezerrinho não. No 1º dia do seu nascimento o bezerrinho já consegue ficar em pé e consegue mamar. Se você vir um recém nascido ficando em pé de repente você vai desmaiar na hora. Nós começamos do zero. Vamos comparar agora como tubarão, quando o tubarãozinho nasce ele está cheio de dentes. Imagine um recém nascido abrindo a boca e cheio de dentes! Não! nós começamos do zero. Você vê isso? E pelo fato de nós começarmos do zero Cristo pode usar a Sua pena e a Sua tinta para escrever nesta página em branco que somos nós. E daí pra frente nós crescemos. Então, lembre-se o 1º milagre é zero e o último milagre é zero. De zero a zero. Este é o princípio da vida cristã. A vida cristã é aquele vida de não eu, mas Cristo. Lembre-se na última vez nós falamos do nº 153 na base binária. È muito interessante e é claro que eu fiz isso para poder encorajar os jovens. Todos os jovens conhecem o computador muito bem e o computador é tão estúpido e tão burro que só sabe 1 e 0 (zero). Quando está ligado ali, significa 1 e quando está desligado significa 0 (zero). Na linguagem do computador ele só conhece 0 (zero) e 1, nada mais. Se você tentar converter o nº 153 para base binária. O nosso sistema que usamos é decimal porque temos 10 dedos. Mas agora quando nós falarmos do sistema binário porque diante de Deus só há 2 homens: ou Adão ou Cristo. Então esta matemática celestial é muito interessante. Então como é que você pode converter o nº 153 do sistema decimal para o sistema binário? vai ser 10011001. Acho que vocês se lembram disso. Qual é a mensagem por detrás disso? 1 significa ligado, e ligado significa Cristo e o desligado significa eu (0). Ligado Cristo desligado sou eu. Não eu, mas Cristo: esta é a mensagem. De zero a 153. De nada até a abundância. Esta é uma história maravilhosa. Então nós começamos em zero e chegamos em zero. Então o bebezinho começa de zero, de nada. Aquela é uma vida de dependência. Sem os seus pais aquele bebezinho não consegue viver. Que significa isso? Isso representa a árvore da Vida que significa uma vida de dependência, uma vida que sempre depende da Vida de Cristo. E aquela árvore do conhecimento do bem e do mal exatamente como dos animais que assim que nascem tem um QI muito alto. Ele sabe viver por si só. Mas o Senhor Jesus disse: sem mim nada podeis fazer. Então, lembre-se, esta é uma vida de dependência. Mas este é o nosso fundamento. E como nós podemos prosseguir nesta vida?

Qual é o segredo para que o bebê viva? Como você sabe que o bebê está com fome? Quando ele começa a chorar. E quando faz isso ele está dizendo: eu me rendo, não foi da minha vontade que vim para este mundo eu não sei como lidar com este mundo. Eu não tenho qualquer saída, não tenho esperança. Eu preciso de ajuda! Então a mamãe ouve aquele choro e então a comida será suprida. É assim que o bebê cresce. Se o bebê nunca chorar é muito perigoso. É por isso que os doutores observam se o bebê não chora no princípio ele vai virar o bebê de cabeça para baixo e vai dar uma palmada nele e ele vai começar a chorar. Aí o médico fica aliviado. Ah! Este bebê vai crescer e vai ter um futuro maravilhoso. Sabe como nós podemos viver hoje? Nós começamos de zero. A única coisa que podemos fazer é chorar, ou seja, orar é o nosso choro. É assim que começamos a nossa vida cristã. E é assim que nós chegamos a este 2º par de milagres. Por um lado o nosso Senhor responde a nossa oração. O filho daquele homem nobre foi curado. Por outro lado, o Senhor não respondeu a sua oração. Porque de acordo com a oração dele: por favor desça até Cafarnaum, eu não tenho qualquer dúvida quanto ao Seu poder, mas de acordo com a minha própria sabedoria talvez seja muito melhor se você descer até Cafarnaum e quando você impuser a mão sobre o meu filho ele será curado. Mas irmãos, para a nossa surpresa o nosso Senhor não desceu com ele. Neste aspecto o Senhor não respondeu a sua oração. Mas apenas uma palavra, graças Senhor, por meio daquela palavra viva, o caminho entre Cafarnaum e Caná se tornou um caminho de fé. O que é fé? Deus disse e eu creio. Isso é fé. Essa foi uma experiência maravilhosa. Antes daquele milagre acontecer, não há dúvida, de fato, Cristo moveu o Seu dedo e é por isso que o filho daquele homem foi curado. Mas, ao mesmo tempo Cristo estava movendo o Seu dedo na vida daquele homem. A sua oração foi negada. Agora aquele homem está sendo transformado, agora ele sabe o que é fé. Então irmãos e irmãs lembrem-se: é muito mais fácil para o nosso ambiente mudar, é muito mais fácil que a nossa doença seja curada, mas a parte mais difícil é nós não permanecermos os mesmos. Exatamente como Jonas. Na sua história, aquele navio ouviu o Senhor, aquele peixe ouviu o Senhor, as plantas ouviram o Senhor, tudo ouviu o Senhor menos Jonas! Quando o Senhor falou: vai para leste Jonas foi para oeste. e ele era tão duro nem mesmo o peixe conseguiu suportar Jonas. Depois de 3 dias o peixe disse: chega! Vou ter que vomitar este cara! Nós somos exatamente como Jonas. Lembre-se quando nós falamos do milagre de Jonas. O fato dele ter ficado 3 dias e 3 noites no ventre daquele peixe, isto é um milagre, sem dúvida. Mas depois o próprio Jonas se torna um milagre. Porque aqueles ninivitas adoravam o deus peixe. Então quando eles viram alguém que saiu do ventre do peixe, utilizando a linguagem do NT, a operação da cruz na vida de Jonas e agora ele se torna o milagre. Jonas foi maravilhosamente transformado. Os milagres estão sempre em pares. A sua doença foi curada, mas você foi transformado. Vocês obteve um novo emprego, mas ao mesmo tempo nós somos transformados. Então estes 8 milagres formam estes 4 pares de zero até zero. Nós aprendemos os milagres da oração. Por meio da nossa oração muitos milagres acontecem, mas também ao mesmo tempo nós estamos sendo transformados. E aí este é o caminho que nós crescemos. Creio que após esta revisão poderemos prosseguir para o próximo par nas outras manhãs. Temos ainda 3 sessões.

VENDO CRISTO NA ESPIRITUALIDADE - STEPHEN KAUNG



Segunda Coríntios é muito diferente de primeira Coríntios. Em primeira Coríntios encontramos problemas e problemas, mas em segunda Coríntios encontramos glória após glória. Em 1 Coríntios vemos carnalidade - salvos, mas vivendo segundo a carne. Em 2 Coríntios vemos espiritualidade - salvos e vivendo no espírito. Em I Coríntios vemos condições lamentáveis da igreja Coríntia. Em 2 Coríntios vemos a vida gloriosa de Paulo, um servo do Senhor. O que realmente faz a diferença de primeira e segunda Coríntios é a obra da cruz nas vidas. Se permitirmos que a cruz opere em nossas vidas, então ficaremos libertos da carnalidade e seremos trazidos para a espiritualidade.
Segunda Coríntios nos mostra CRISTO em espiritualidade. Em outras palavras, espiritualidade é CRISTO. Se não é CRISTO, não é espiritual. Se é você ou eu, então está destinado a ser carnal; mas se é CRISTO em você ou CRISTO em mim, então é espiritual. É tão simples quanto isso.
No que diz a experiência histórica provavelmente Paulo escreveu a segunda carta aos coríntios em algum lugar na Macedônia por volta de 57 d.C. no livro de Atos, capítulo 20:1-5, você pode encontrar a ocasião ou base para esta carta. É durante esse período que Paulo escreveu esta segunda carta aos coríntios e isto foi seguido de três meses de estada em Corinto.
Ele escreveu essa carta depois de ouvir boas notícias de Corinto. Você se lembra de que quando ele escreveu a primeira carta, ele a escreveu em lágrimas. Agora, através de Tito, boas notícias foram trazidas a ele que muitos na igreja em Corinto tinham se arrependido e por causa disso ele escreveu essa carta como carta de encorajamento.

No primeiro capítulo ele disse: "Bendito seja o DEUS e PAI de nosso SENHOR JESUS CRISTO, o Pai de misericórdias e DEUS de toda a consolação." Em algumas versões a palavra confortar é usada ao invés de consolar, mas realmente no original, significa "confortar, reforçar, encorajar". É a palavra de complemento com o nome dado ao ESPÍRITO SANTO. O ESPÍRITO SANTO é "Parakletos", e esta é "Paraklesis". Então aqui você encontra esta palavra: "Confortar, encorajar, consolar, fortalecer, vindo junto e ajudar". Este é o tipo de carta que Segunda Coríntios realmente é.

Paulo escreveu esta carta para encorajar aqueles que tinham se arrependido -- para fortalecê-los, para ir junto com eles, para ajudá-los na maturidade e espiritualidade. Portanto, no começo dessa carta ele mencionou: "Se estamos atribulados é para vosso conforto e salvação". Então no final da carta ele concluiu com: "Quanto ao mais, irmãos, regozijem-se, sejam perfeitos (sejam maduros, cresçam); sejam encorajados (fortalecidos), sede do mesmo parecer, estejam em paz; e o DEUS de amor de paz estará convosco." (2 Coríntios 13:11).

Então essa é uma carta de encorajamento. Embora saibamos dessa carta e da base que apesar de a maioria do povo em Corinto ter-se arrependido, ainda havia alguns que continuavam no pecado e recusaram-se a se arrepender. Havia ainda alguns que se opunham ao ministério do apóstolo Paulo. Na mesma carta ele menciona que por causa disto ele escreve essas coisas estando ausente, para que estando presente ele não precise usar de severidade segundo a autoridade que o SENHOR deu a ele para edificar e não para derribar (veja 2 Co 10). Então ele escreveu esta carta também àqueles que recusaram se arrepender opunham-se a autoridade dada à Paulo. Ele escreveu esta carta para prepará-los. É uma espada de dois gumes. Por um lado é para encorajamento para aqueles que se arrependeram, e por outro lado, é para aviso daqueles que se recusaram a arrepender-se.

Esta carta do apóstolo Paulo é uma que nos dá uma visão muito íntima do apóstolo como pessoa. De todos os seus escritos, há duas cartas que, num sentido, expõem, descobre, revela o homem, Paulo, como pessoa. Uma delas é Filipenses. Lá ele abre o seu coração aos crentes filipenses, que o amavam muito, há um amor mútuo entre Paulo e esses crentes, e ele tinha um diálogo de coração a coração com eles.

A outra carta é Segunda Coríntios. Não há outra carta exceto a carta aos Filipenses que revela Paulo como pessoa, como homem. Ele se expõe, como era, sem qualquer máscara artificial sutil. Ele nos deixa vê-lo como ele é. Esta é a razão de 2 Coríntios ser tão preciosa. Lá você descobre que todos os diferentes sentimentos de Paulo estão sendo revelados. As vezes ele está irritado; às vezes em angústia; às vezes com temor; às vezes hesitante; às vezes ousado; às vezes cheio de amor, todo o tipo de sentimento é revelado nessa carta. Através dessa carta podemos ver Paulo, esse homem, mas gradualmente descobrimos que Paulo retrocede e CRISTO toma a frente. Vemos CRISTO em Paulo.

Nessa carta ele menciona que a sentença de morte está sobre ele. Ele abandona toda a esperança até de viver, e ainda diz que nossa esperança está naquele que ressuscitou CRISTO dos mortos.

Nessa carta você descobre que Paulo mudou de idéia. Ele estava pensando em ir à Corinto para pagá-los uma dupla visita, mas quando ele estava em Trôade ele mudou de idéia. Ao invés de ir para Corinto, foi para a Macedônia e as pessoas o acusaram de ser alguém que vacila. Sim, ele mudou mas ele disse: "O CRISTO que eu prego é sempre sim e sempre amém. Ele nunca muda". O apóstolo Paulo nos revela que ele tem sempre o morrer de JESUS nele, mas a vida de JESUS é também manifestada nele.

Nessa carta Paulo menciona quanto ele sofreu, e ainda por motivo de todos esses sofrimentos, que consolação, que encorajamento, que ministério foi produzido. Então de um modo geral você encontra uma coisa, que quando Paulo se expôs abrindo-se para nós -- toda a sua fraqueza, toda a sua inconstância, todas as suas falhas, por assim dizer, aos olhos do povo, todas as suas dores e sofrimentos, nós não vemos Paulo -- vemos CRISTO. Isto é espiritualidade.

Essa segunda carta aos coríntios pode-se grosseiramente dividí-la em três partes:



MINISTÉRIO ESPIRITUAL

Capítulos:
1 a 7 (Ministério Espiritual)
8 e 9 (Dom Espiritual)
10 a 13 (Homem Espiritual)


Paulo disse: "Tendo este ministério..." (4:1). Agora, é claro, nós todos não temos o tipo de ministério que Paulo teve. DEUS deu a Paulo um ministério especial, o ministério de um apóstolo. Nem todos são apóstolos; não nos foi dado este ministério especial. Embora, quando Paulo fala sobre ministério, ainda que ele esteja falando sobre o seu ministério, os princípios que ele revela se aplicam à todos os ministérios. Todos os crentes têm um ministério; se o preenchemos ou não, esta é uma questão.

Mesmo assim, todo o crente tem um ministério, porque somos todos sacerdotes para DEUS. Nosso ministério é chamado de ministério do corpo. Somos membros do corpo e todo membro tem um ministério em relação ao corpo e em relação ao cabeça. Cada um tem que ministrar ao outro no corpo para edificação do corpo e a glorificação do cabeça.

Queridos irmãos e irmãs, lembrem-se que vocês têm um ministério para preencher como membros do corpo de CRISTO. Vocês não só estão aqui, sentados passivamente, recebendo todo o tempo, mas vocês estão no corpo recebendo e também dando. Vocês devem receber o que o SENHOR tem através de outros irmãos e irmãs que ministram para vocês, e ao mesmo tempo devem ministrar aos seus irmãos e irmãs. Então em princípio, o ministério no qual estamos todos engajados deve ser um ministério espiritual. Se o que ministramos a outra pessoa somos nós mesmos; isso não é ministério espiritual, mas, se ministramos CRISTO às outras pessoas, então isto é ministério espiritual. Se ministramos a nós mesmos para as pessoas este é um ministério de morte; mas se ministramos CRISTO para as pessoas este é um ministério de vida. É muito importante que entendamos o que o ministério espiritual é realmente, então quando ministramos, isto será espiritual e não carnal.

Em 1 Coríntios os membros do corpo lá ministravam, mas quanto mais eles ministravam pior o corpo se tornava. Isto é porque eles não estavam ministrando CRISTO ao corpo; eles ministravam eles mesmos. Eles exibiam a si mesmos ao invés de exibirem CRISTO. Precisamos entender o que o ministério espiritual é, porque estamos todos envolvidos com ele. Não tema. Na parábola que nosso SENHOR JESUS mencionou havia um servo que temia se ele estava ministrando espiritual ou carnalmente, então ele enterrou o seu talento. Ele pensou que era melhor porque fazendo assim ele não cometeria nenhum erro. Quando o SENHOR voltou, Ele lhe disse que ele era um servo mau e negligente. Mesmo se ele se sentia incapaz de fazer alguma coisa, ele podiam pelo menos dar ao banco para pegar o lucro. Irmãos e irmãs, não tente esconder o que o SENHOR te deu enterrando-o. Use-o para o SENHOR, e no processo você aprenderá o que é espiritual e o que é carnal.



UM MINISTÉRIO DE ENCORAJAMENTO


O que é ministério espiritual? Ministério espiritual é um ministério de encorajamento. Já mencionamos que encorajamento significa: "Consolo, fortalecimento, indo em companhia para ajudar". O ESPÍRITO SANTO é o Consolador, o Fortalecedor, O Parakletos, aquEle que vai em companhia e ajuda, e nosso ministério, se é espiritual, deve ter a mesma natureza e a mesma qualidade. Embora, a fim de ter tal ministério de encorajamento, ele não vem só por conhecimento; tem que vir para experiência pessoal. Em outras palavras, você não pode consolar outra pessoa, você não pode fortalecer uma pessoa, você não pode encorajar uma pessoa se tudo que você tem são palavras. Talvez sejam palavras, mas não é a palavra poderosa.

As vezes somos como os três amigos de Jó. Eles vieram visitar com boa intenção. Eles queriam ajudar, você sabe, mas quanto mais eles tentavam ajudar pior ficava, porque eles não tinham tal experiência. Todas as suas palavras vieram de seus estudos. Todas as suas palavras vieram de tradição. A medida que você lê o livro de Jó você descobre que o que eles disseram estava certo, mas infelizmente essas palavras não se aplicam. As vezes você talvez fale as palavras certas mas para a pessoa errada, e portanto ela não é confortada ou encorajada.

Irmãos e irmãs, aqui nos é contado os sofrimentos que o apóstolo Paulo passou. Ele disse: "A sentença de morte está sobre mim. Desisti de toda a esperança." É um caso desiludido. Mas quando ele estava nesse tipo de situação o SENHOR tirou e ele experimentou o poder da ressurreição do SENHOR JESUS e tendo tal experiência, ele pode consolar aqueles que estão desesperançados e desamparados. Ele pôde dizer aos crentes coríntios que eles estão desesperando e ainda não desesperançados. Ainda há esperança. DEUS é um DEUS de todo o consolo e um Pai de toda compaixão.

Queridos irmãos e irmãs, quando tentamos ministrar uns aos outros é somente fora de nossos próprios estudos, ou fora de tradição, ou fora de nossa mente? Talvez tenhamos a melhor das intenções, mas isto não será de nenhum proveito. Se DEUS nos usar para encorajar nossos irmãos e irmãs, freqüentemente é fora de nossa experiência pessoal. Provavelmente você terá de ir através de muitas no sentido de ajudar os outros, e lembre, DEUS nunca nos permite ir para alguma coisa apenas para nós mesmos. Seja o que for que tenhamos passado na vida, e aprendido CRISTO, é para o Corpo. É para o ministério que temos algo para oferecer, que temos algo para dar à igreja.


MINISTÉRIO DE AMOR


Ministério espiritual é um ministério de amor. Paulo disse em SEGUNDA CORÍNTIOS 2:4 "Porque no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida".
Quando Paulo escreveu a primeira carta, ela parecia ser uma carta muito áspera, muito dura, mas ele disse: Eu escrevi isto sob muita tribulação e aperto no coração. Oh, eu estava agonizando em lágrimas; escrevi isto com lágrimas. Não é que eu queira colocá-los em aflição mas porque os amo demais. Isto é, por motivo de amor.
Irmãos e irmãs, não estamos aqui apenas tentando agradar a todos. É fácil tentar agradar cada um, mas as vezes é difícil machucar alguém em amor. Paulo sabia que sua carta iria feri-los muito profundamente, mas porque ele os amava muito ele não podia permitir não falar a verdade em amor. De certo modo, você verá que isto custou muito mais à Paulo do que aos crentes coríntios. Se nosso ministério não custa nada ele é nada. E nosso ministério deve vir do nosso amor. Mas não amor humano. O amor humano tentará agradar a todos, e em agradar outros você se agrada também. O amor divino, amor ágape, ama tanto que você é capaz de até ferir; mas é claro, você se fere primeiro. É um ministério de amor. Oh, que DEUS nos encha com seu amor para que amemos uns aos outros tanto que sejamos capazes de falar a verdade em amor. Não é tentar ferir a todos, mas as vezes, se é necessário tem que ser feito. Talvez fira mais a você do que àquele que será ferido.


MINISTÉRIO DO PERFUME DE CRISTO


Ministério espiritual é um ministério de perfume de CRISTO. Paulo disse em 2 Coríntios 2:14,15... "Graças, porém, ao DEUS que em CRISTO sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós, manifesta em todo o lugar a fragrância do Seu conhecimento. Porque nós somos para com DEUS o bom perfume de CRISTO; tanto nos que são salvos, quanto nos que se perdem".

Perfume é a coisa mais mística. É aparentemente intangível. Você não pode vê-lo, você não pode ouvi-lo, mas está aqui, e você o cheira. Você sabe que está aqui. Freqüentemente, o odor ou perfume vai mais longe que a visão ou o som. Você talvez ainda não tenha ouvido nada. Você talvez ainda não tenha visto nada, mas você já o cheirou. E às vezes você descobre que isto tem o efeito mais duradouro sobre você também. O som pode vir e ir, a visão você pode ver e então se perde, mas o odor você carrega com você por algum tempo. Em Jeremias 48:11 o profeta fala sobre Moabe: "Despreocupado esteve Moabe desde a sua mocidade, e tem repousado nas fezes do seu vinho; não foi mudado de vaso para vaso, nem foi para o cativeiro; por isso conservou o seu sabor, e o seu aroma não se alterou".

Quando você faz vinho, você tem que derramá-lo de vasilha em vasilha então todos os seus sedimentos irão afundar e o vinho estará claro e puro. Mas Moabe nunca foi esvaziado; ele nunca foi tratado. Ele tinha uma ocasião cômoda. Ele estava sempre sentado sobre suas borras (fezes). O resultado é que seu sabor nunca mudou; seu aroma nunca mudou; ele tinha o mesmo cheiro. Qual é o cheiro? A arrogância de Moabe -- Moabe é orgulhoso, arrogante.

Queridos irmãos e irmãs, esta é a descrição do homem natural. Esta é a descrição do cristão carnal. O cristão carnal é àquele que não foi tratado. Ele permanece o mesmo. Embora ele seja salvo, ainda não foi esvaziado de vasilha para vasilha; não foi purificado. E porque a cruz nunca operou em sua vida, o resultado é que seu sabor permanece o mesmo. Seu aroma não mudou. Você ainda pode sentir o cheiro original. Mas graças à DEUS, Paulo disse, por onde quer que vamos carregamos o perfume de CRISTO. Paulo foi esvaziado de vasilha em vasilha. Todo o sabor e aroma original se foram e agora está o perfume de CRISTO. Aqueles que são salvos, isto é vida, àqueles que estão perecendo isto é morte. Um ministério espiritual não requer palavras para dizer, ou mesmo proezas para se fazer. Um ministério espiritual é a própria presença dessa pessoa que faz a obra e fala a palavra. Temos que ter um aroma especial. Onde quer que vamos as pessoas sentirão o perfume de CRISTO que vem do conhecimento experimental de CRISTO. Quanto mais você conhece CRISTO mais perfumado você é, isto é um ministério.


UM MINISTÉRIO DO ESPÍRITO


Um ministério espiritual é um ministério do ESPÍRITO. No capítulo 3, Paulo diz: "Estamos escrevendo a epístola de CRISTO". Os crentes coríntios, a igreja de Corinto, é uma carta, e ela tem que ser uma carta de CRISTO. Em outras palavras, a igreja coríntia é para ser lida e quando as pessoas lerem-na elas devem ler CRISTO. Elas tem que ver CRISTO porque a igreja coríntia deve ser uma carta de CRISTO. Paulo é o escrivão e a tinta que ele usa é o ESPÍRITO SANTO, e a carta que ele escreve é CRISTO. Pelo poder do ESPÍRITO SANTO ele está escrevendo CRISTO, alfabetizando por alfabeto, letra por letra sobre os corações dos crentes coríntios. E isto é o que estamos para ser - estamos para ser carta de CRISTO.

Isto é o que o ministério espiritual é. Estamos escrevendo sobre corações humanos, não em pedras. Não estamos apenas escrevendo sobre as mentes das pessoas; estamos escrevendo sobre os seus corações. Como escrevermos? Que tinta usamos? É o poder do ESPÍRITO SANTO, e é CRISTO que escrevemos sobre os corações humanos. Não pregamos a nós mesmos; pregamos JESUS CRISTO, O SENHOR. Este é nosso ministério.
Portanto, nos primeiros quatro capítulos Paulo nos mostra o que é ministério espiritual. É um ministério de encorajamento, um ministério de amor, um ministério do perfume de CRISTO, e isto é ministério do ESPÍRITO.



O MINISTRO

Nos capítulos 4 e 5 ele nos mostra que tipo de ministro ele é. Os primeiros quatro capítulos nos mostram o ministério, mas os capítulos 4 e 5 nos mostram o ministro. Ele disse: "Tendo este ministério...". Agora o que fazemos? Que tipo de pessoas deveríamos ser? Isto é importante porque o nosso ministério tem muito a ver com o ministro. Se somos a pessoa errada, não teremos o ministério certo. Mesmo que o SENHOR talvez nos use, nós edificaremos, mas derrubaremos tudo o que edificamos e ainda mais. Então o ministro é muito importante -- o tipo de vaso que somos.


VASO PURO

"Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de DEUS; antes, nos recomendamos à consciência de todo o homem na presença de DEUS, pela manifestação da verdade." (2 Coríntios 4:1-2)
Quando tentamos ministrar, lembra, estamos encomendando-nos a toda a consciência do homem diante de DEUS. Não somos apenas ministros com palavras, não somos apenas ministros com ações, não estamos apenas tentando servir irmãos e irmãs com dons que DEUS nos deu, mas é mais que isso. Quando você ministra você está verdadeiramente encomendando-se à consciência de seus irmãos e irmãs. Se na consciência de seus irmãos e irmãs há uma acusação, ou algum motivo para eles duvidarem então seu ministério é embaraçado; seu ministério é quebrado. Precisamos encomendar-nos - o vaso tem que ser puro. Se há alguma impureza lá, algo escondido, que o ESPÍRITO DE DEUS esquadrinhe nossos corações para que Ele nos purifique, para que não haja nenhum motivo oculto em nós, para que todo nosso motivo seja somente voltado para Ele. Precisamos nos encomendar à consciência de todos nossos irmãos e irmãs, e para isso precisamos do sangue do SENHOR JESUS.



VASO QUEBRADO


O vaso precisa ser um vaso quebrado. Você não pode se manter intacto. Se você tenta manter-se intacto, isto é, sua vida da alma intacta, o brilho do tesouro nesse vaso ficará escondido. Somos vasos, vasos terrenos, mas temos um tesouro em nós e o poder do brilho é de DEUS e não de nós. Mas para que a luz de DEUS saia esses vasos devem ser quebrados, e então a vida oculta de CRISTO pode ser manifestada. Esta é a razão porque Paulo disse: "Em tudo somos atribulados, mas não fatigados". Talvez sejamos atribulados, mas não vencidos, vendo nenhum êxito aparente, mas nosso caminho não inteiramente encarcerado. Freqüentemente somos trazidos para nossa perplexidade mas não para nosso final de vida. "Perseguidos porém não desamparados; abatidos porém não destruídos; levando sempre no corpo o morrer de JESUS para que também a Sua vida se manifeste em nossa carne". Este é um vaso quebrado, e somente em tal vaso CRISTO pode ser ministrado. De outra maneira tudo o que você ministra é você mesmo. As pessoas tocarão sua habilidade ou sua personalidade dinâmica, mas as pessoas não podem tocar CRISTO.


VASO CONSTRANGIDO


Um ministro é um vaso constrangido. No capítulo 5 ele disse: "estou constrangido com o amor de CRISTO, sabendo que um morreu por todos, logo todos morreram, então todos que vivemos não vivemos mais por nós mesmos; mas para Ele que morreu e viveu por nós". Irmãos e irmãs, precisamos ser constrangidos pelo amor de CRISTO; não por motivo de obrigação mas por motivo de amor. Quando o amor de CRISTO nos constrange, então estamos aptos para ser àquele vaso apropriado para o uso do MESTRE.


O MINISTRADO


No capítulo 6 e 7 você encontra o ministrado. Nos primeiros quatro capítulo vemos o ministério, no capítulo 4 e 5 o ministro, e 6 e 7 o ministrado -- aqueles que estão sendo ministrados. Agora aqueles que estão sendo ministrados têm sua responsabilidade também.

"Também vos exortamos a que não recebais em vão a graça de DEUS." (2 Coríntios 6:1)

A graça de DEUS foi ministrada à você, CRISTO foi ministrado à você, não receba a graça de DEUS em vão. Em outras palavras, não deixe a graça de DEUS cair de você, mas deixe-a operar em sua vida, então você também pode ser gracioso.
"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos". (2 Coríntios 6:14)
Seja separado; não esteja em jugo desigual com o mundo. Saia do mundo e seja separado. E DEUS disse: "Então vocês serão meus filhos e filhas".
"Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza, tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de DEUS". (2 Coríntios 7:1)
Purifiquemos não somente nosso corpo -- nossa carne, mas até nosso espírito aperfeiçoando em santidade no temor de DEUS. Isto é ministério espiritual.



A DÁDIVA ESPIRITUAL

Nos capítulos 8 e 9 encontramos a dádiva espiritual e dar é um ministério. Não pense em dádiva o que é físico ou material não é espiritual. Na verdade, freqüentemente você descobre que o teste da espiritualidade está em dar. Precisamos dar espiritualmente, porque dar é espiritual. Para uma pessoa carnal é um ganho, mas para uma pessoa espiritual é uma dádiva. O dar freqüentemente revela que tipo de pessoa somos. Hoje separamos o dar do então chamado ministério espiritual como se não fosse espiritual. Embora, de acordo com a Palavra DEUS, o dar é tão espiritual como qualquer outro ministério porque é de acordo com a dádiva de DEUS. DEUS dá e Ele dá em tal maneira. CRISTO dá. "Ele sendo rico..." Quem é tão rico quanto CRISTO? E ainda por nossa causa se tornou pobre para que sejamos enriquecidos nEle. Isso é dar.
Dar é copiado do dar de DEUS; dar está no espírito do dar de CRISTO. Esta é a razão porque é chamado "graça" na Escritura nos capítulos 9. Porque isto graça? Porque isto é graça? Porque é graça de DEUS que nos capacita a dar. Tudo o que temos vem dEle. É a Sua graça que nos constrange a dar.
Dar é também chamado benção porque na medida que somos abençoados por DEUS nós o exaltamos dando. Não pense que dar é lei. Hoje as pessoas pensam em dar como lei. Quem pode guardar a lei? Mas dar é graça. Paulo disse: Olhem para os macedônios. Por causa da abundante graça de DEUS sobre eles, independente de sua profunda pobreza, eles deram abundantemente além de sua condição. Eles não somente deram coisas materiais, mas deram-se a si mesmos a DEUS primeiro e a nós apóstolos para que tenham uma parte na graça e comunhão em que estamos comprometidos em ajudar os pobres em Jerusalém. Isto é graça.

Irmãos e irmãs, demos graciosamente, dar como Ele dá. Damos de maneira espiritual e não de uma maneira legalista, como se não pudéssemos sair disso, estamos presos. Vamos dar porque DEUS tem sido gracioso para conosco. DEUS nos abençoou muito. Temos que exaltá-lO; devemos mostrar graça para Ele para que Ele seja glorificado. Dar até que CRISTO seja glorificado. Isto é dádiva espiritual.


O HOMEM ESPIRITUAL


Então nos capítulos 10 a 13 é o homem espiritual. Não é somente um ministério espiritual, uma dádiva que é espiritual, mas o homem é espiritual. Paulo diz, um homem espiritual é um homem em CRISTO. Conheço um homem em CRISTO. Há catorze anos atrás ele foi arrebatado ao terceiro céu, se ele estava no corpo ou fora do corpo eu não sei; ele foi levado ao Paraíso e ouviu coisas inefáveis, e por este homem eu me glorio, mas por mim mesmo não tenho nada que me gloriar exceto minha fraqueza.
Queridos irmãos e irmãs, quem é um homem espiritual? Um homem espiritual é um homem em CRISTO. DEUS nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em CRISTO. Se você habita em CRISTO então você descobrirá que todas as bênçãos espirituais são suas, não em você mas em CRISTO. DEUS nos colocou todos em CRISTO mas precisamos habitar nEle. Posicionalmente, por Sua graça, estamos todos em CRISTO e devemos ser homens e mulheres espirituais. Mas condicionalmente, devemos habitar ou não habitar nEle. Se habitarmos nEle fazemos nossa morada nEle, então produziremos frutos para glória de DEUS.
Paulo disse: Eu não sei se o homem estava no corpo ou fora do corpo. Você pensa que ele não estava falando a verdade. É claro que ele estava falando a verdade. Ele conhece um homem em CRISTO, mas quando esse homem experimentou o terceiro céu e o paraíso ele não sabia se ele estava no corpo ou fora do corpo. Ele está tentando nos dizer: Desse homem em CRISTO tenho muito que me gloriar, mas de mim mesmo não há nada que se gloriar exceto minha fraqueza.
Um homem espiritual é um homem que não fala de si mesmo. Um homem espiritual é um homem que não é nem consciente de si mesmo. Um homem espiritual esquece de si mesmo e tudo de que ele é consciente é de CRISTO.
Nesses poucos capítulos já um número de coisas referentes ao homem espiritual. Ele é um homem poderoso segundo DEUS. Ele não é um homem lutando na carne mas ele é um cujo braço de batalha é poderoso diante de DEUS - Divinamente poderoso.

Ele é um homem de oração. Não é um homem de argumento. Ele é um homem de oração porque é poderoso segundo DEUS, para derrubar todas as fortalezas do inimigo, todos os pensamentos da imaginação da mente levando-os ao cativeiro, e trazendo-os para a obediência de CRISTO.
Um homem espiritual é um homem com autoridade; não autoridade natural de posição, mas autoridade espiritual do amor.
Um homem espiritual é um homem com o zelo santo de DEUS. Ele diz: "Porque zelo por vós com zelo de DEUS; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é CRISTO." (2 Coríntios 11:2). Assim como o SENHOR disse: "O zelo da Tua casa me consumiu".
Um homem espiritual é um homem que sofre por causa de CRISTO. Paulo mencionou quanto ele sofreu - fisicamente, mentalmente e espiritualmente. Todos os cuidados de todas as igrejas está sobre o seu coração. Ele disse: "Quem tropeça e eu não me inflame?".
Um homem espiritual é um homem com visões e revelações. O SENHOR mostrou-lhe Seu propósito.
Um homem espiritual é um homem que conhece a suficiente graça de DEUS. Ele sabe o que DEUS disse: "Minha graça te é suficiente". Tal é um homem espiritual. Simplificando: Um homem espiritual é um homem em CRISTO; um homem espiritual é CRISTO nesse homem.
Segunda Coríntios nos revela CRISTO em espiritualidade. O que é essa espiritualidade? Devemos fazer esta pergunta; devemos ser espirituais. Nosso ministério deve ser espiritual então ele realmente irá edificar o corpo de CRISTO. Nosso dar deve ser espiritual para que CRISTO seja manifestado. Mas o que é espiritualidade? Espiritualidade é uma pessoa - CRISTO. CRISTO em você é espiritualidade. Que o SENHOR nos ajude.


Extraído do Livro - Vendo Cristo no Novo Testamento – volume 2

http://exaltandoosenhor-estudo.blogspot.com/2009/07/vendo-cristo-na-espiritualidade.html