domingo, 27 de março de 2011

O QUE SEGUINIFICA DISPENSACIONALISMO? - FONTE: WIKIPÉDIA (ESCATOLOGIA CRISTÃ).


Diferenças escatológicas

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O dispensacionalismo é uma doutrina teológica e escatológica cristã que afirma que a segunda vinda de Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento e um período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o estabelecimento do reino de Deus na Terra.

A palavra "dispensação" deriva-se de um termo latino que significa "administração" ou "gerência", e se refere ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo.

Índice [esconder]
1 Doutrina
2 Dispensações
3 Dispensacionalismo na Ficção
4 Ligações externas


[editar] DoutrinaInicialmente elaborada por John Nelson Darby a partir das visões da adolescente Margaret McDonald, o dispensacionalismo é um sistema teológico que apresenta duas distinções básicas: (1) Uma interpretação consistentemente literal das Escrituras, em particular da profecia bíblica, vista em várias séries de "dispensações" de Deus na história ea (2) A distinção entre Israel e a Igreja no programa de Deus.

A teologia dispensacionalista acredita que há dois povos distintos de Deus: Israel e a Igreja. Os dispensacionalistas acreditam que a salvação foi sempre pela fé (Em Deus no Velho Testamento; especificamente em Deus o Filho no Novo Testamento). Os dispensacionalistas afirmam que a Igreja não substituiu Israel no programa de Deus e que as promessas do Velho Testamento a Israel não foram transferidas para a Igreja. Eles crêem que as promessas que Deus fez a Israel no Velho Testamento serão cumpridas no período de 1000 anos de que fala Apocalipse 20. Eles crêem que da mesma forma que Deus concentra sua atenção na igreja nesta era, Ele novamente, no futuro, concentrará Sua atenção em Israel (Romanos 9-11).

Usando como base este sistema, os dispensacionalistas entendem que a Bíblia seja organizada em sete dispensações: Inocência (Gênesis 1:1- 3-7), Consciência (Gênesis 3:8- 8:22), Governo Humano (Gênesis 9:1 – 11:32), Promessa (Gênesis 12:1 – Êxodo 19:25), Lei (Êxodo 20:1 – Atos 2:4), Graça (Atos 2:4 – Apocalipse 20:3) e o Reino Milenar (Apocalipse 20:4 – 20:6). Mais uma vez, estas dispensações não são caminhos para a salvação, mas maneiras pelas quais Deus interage com o homem. O Dispensacionalismo, como um sistema, resulta em uma interpretação pré-milenar da Segunda Vinda de Cristo, e geralmente uma interpretação pré-tribulacional do Arrebatamento

[editar] DispensaçõesOs dispensacionalistas acreditam que há uma série de dispensações cronológicamente sucessivas, mas variam nas ordens desses eventos.

Ordem dos capítulos
Esquemas Gênesis 1-3 Gênesis 3-8 Gênesis 9-11 Gênesis 12
a Êxodo 19 Êxodo 20 a
Atos 1 Atos 2 a
Apocalipse 20 Apocalipse 20:4-6 Apocalipse 20-22
7 ou 8 esquema de
dispensação Inocência
ou Edênico Consciência
ou Antediluviano Governo Civil Patriarcal
ou Promessa Mosaico
ou Lei Graça
ou Igreja Reino Milenal Estado Eterno
ou Final
4 esquema de
dispensação Patriarcal Mosaico Eclesial Sionista
3 esquema de
dispensação
(minimalista) Lei Graça Reino

Das sete dispensações, cinco já foram concluídas: inocência consciência, governo humano, patriarcal e lei, e estamos vivendo a dispensação da graça que dará lugar a milenial. O que é necessário percebermos é que Deus tendo dividido a história da humanidade em dispensações deu para cada uma delas um propósito ou missão e todas elas deveriam ter um inicio e um fim, portanto esta era atual, ou este período de tempo chamado graça em que vivemos terá um fim, o que marcará este fim? Dois grandes eventos marcarão o fim, o arrebatamento da igreja e a volta visível de Jesus para inaugurar o milênio.

A teologia do concerto (ou teologia pactual) é uma alternativa calvinsta às interpretações dispensacinalistas.

O Mormonismo crê em um modelo diferente de Dispensações. Dispensação, segundo o Mormonismo é o espaço de tempo no qual há pelo menos um servo de Deus autorizado, que possui o Santo Sacerdócio e a missão de levar o evangelho ao habitantes da Terra. Existiram 8 dispensações ao longo da história, cada uma encabeçada por um profeta - Adão, o primeiro homem; Enoque, que liderou a cidade de Sião; Noé, que preservou a humanidade no Dilúvio; Abraão, que preservou o Monoteísmo na Antiguidade; Moisés, que instituiu a Lei (lei Mosaica); Jesus Cristo (Dispensação do Meridiano dos Tempos); e mais duas dispensações nas Américas, uma entre o povo Nefita e outra entre os Jareditas. Depois de Cristo veio a Grande Apostasia (ou Apostasia Universal), encerrada no Século XIX, com Joseph Smith, inicando a Dispensação da Plenitude dos Tempos, ou os Últimos Dias, que precedem a Segunda Vinda e o Milênio.

[editar] Dispensacionalismo na FicçãoO dispensacionalismo é o fundamento teológico da série de ficção Deixados Para Trás, que vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares de livros e foi transposta para várias línguas e outras mídias, inclusive três filmes.

Das sete dispensações, cinco já foram concluídas: inocência consciência, governo humano, patriarcal e lei, e estamos vivendo a dispensação da graça que dará lugar a milenial. O que é necessário percebermos é que Deus tendo dividido a história da humanidade em dispensações deu para cada uma delas um propósito ou missão e todas elas deveriam ter um inicio e um fim, portanto esta era atual, ou este período de tempo chamado graça em que vivemos terá um fim, o que marcará este fim? Dois grandes eventos marcarão o fim, o arrebatamento da igreja e a volta visível de Jesus para inaugurar o milênio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dispensacionalismo

PÓS-MILENISMO: UMA ESCATOLOGIA VITORIOSA (PARTE 1,2 E 3) - URIESOU T. BRITO.



A questão de qual visão milenarista você sustenta decorre da interpretação de Apocalipse 20.


E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.


Quer você seja um pré-milenista, amilenista ou pós-milenista, Apocalipse 20 é uma passagem muito significante a ser considerada. A posição que abraçamos aqui em nossa igreja é a posição de escatologia pós-milenista. Com isso quero dizer que a Bíblia apresenta o evangelho como vitorioso na história redentiva. Todas as posições diferentes concordam que nos Novos Céus e na Nova Terra seremos vitoriosos por toda a eternidade, mas a questão que o pós-milenismo responde é: Seremos vitoriosos sobre a terra, aqui e agora? O evangelho é poderoso o suficiente para levar as nações a abraçar o Messias como Senhor? A escatologia pós-milenista diz SIM! À luz de Apocalipse 20, o que estamos dizendo é que a segunda vinda de Cristo ocorrerá “pós- ou após” os “mil anos”.

Este estudo servirá como uma introdução. Não trata-se de uma análise minuciosa. Listarei alguns recursos caso queiram examinar este assunto em profundidade.

Qual é o propósito deste estudo: O propósito deste estudo é entender o que o pós-milenismo ensina, como ele afeta a nossa visão de vida, nossa visão da educação dos nossos filhos e a nossa visão de adoração.

Eis aqui uma definição incorreta de pós-milenismo:


Costumava haver um grupo chamado ‘pós-milenistas’. Eles acreditavam que os cristãos exterminariam o mal no mundo, aboliriam governadores ímpios e converteriam o mundo por meio de um evangelismo cada vez mais crescente até que trouxessem o Reino de Deus sobre a terra por meio dos seus próprios esforços. Então, após 1000 anos da igreja institucional reinando sobre a terra com paz, equidade e justiça, Cristo retornaria e o tempo iria acabar. Essas pessoas rejeitam grande parte da Escritura como sendo literal e creem na bondade inerente do homem. A Primeira Guerra Mundial desanimou grandemente esse grupo e a Segunda Guerra praticamente eliminou tal ponto de vista. Nenhum estudioso que se preze olha para as condições do mundo e o declínio acelerado da influência cristã hoje e é um pós-milenista. The Late Great Planet Earth, Hal Lindsey.


Sem dúvida, após 30 anos predizendo que Jesus iria voltar e ter errado muitas e muitas vezes, sabemos que Hal Lindsey não é um estudioso que se preze.

Começaremos com três declarações sobre o que não é pós-milenismo e então nos aprofundaremos nos dados históricos.

a) O pós-milenismo não acredita que o todo o mal no mundo será exterminado. Sempre haverá mal neste presente mundo até que Cristo volte novamente em sua segunda vinda.

b) O pós-milenismo não acredita que traremos o Reino de Deus sobre a terra por meio dos nossos próprios esforços, bem como não acreditamos na bondade inerente do homem. O pós-milenista que conheço acredita na depravação total do homem. Cremos que qualquer vitória que ocorra neste mundo vem das mãos de Deus.

c) O pós-milenismo não rejeita a leitura literal da Bíblia. Cremos que cada livro contém seu próprio gênero. Se um livro é apocalíptico, examinaremos o mesmo à luz do seu apocalipticismo. Se um livro é poético, examinaremos este poeticamente e assim por diante.

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(Parte 2)




O que é pós-milenismo?

Uma definição útil de pós-milenismo foi oferecida pelo Dr. Kenneth Gentry. Escreve ele:

Pós-milenismo é a visão que Cristo retornará à terra após o Evangelho abençoado pelo Espírito ter alcançado sucesso extraordinário em trazer o mundo à adoção do cristianismo. [1]

Gostaria de focar a escatologia ao longo história da Igreja. No próximo domingo, olharemos para o caso bíblico em favor do pós-milenismo e concluiremos nosso estudo respondendo objeções ao pós-milenismo e oferecendo implicações práticas dessa posição.

A Escatologia da Igreja Primitiva

A igreja primitiva não tinha um entendimento robusto da doutrina escatológica. De fato, quando você lê pais da igreja primitiva como Clemente de Roma ou Barnabás de Alexandria, temos a impressão que as questões milenaristas não estavam em suas mentes. Uma coisa que temos certeza da Igreja Primitiva Apostólica é que eles acreditavam que “Cristo retornaria visivelmente em glória e que os mortos seriam ressuscitados para o julgamento”. [2]

Por outro lado, não havia nenhum consenso geral sobre a questão de quando Cristo voltaria novamente. Seria antes ou depois do milênio? A igreja primitiva não tinha uma teologia sistemática informando-os o que S. Paulo acreditava sobre escatologia. Contudo, um pai patrístico que deixou sua posição milenarista clara foi Papias. [3] Em alguns dos fragmentos de seus escritos, podemos alcançar a conclusão certa que Papias sustentava uma forma de pré-milenismo. [4] Isso é o que chamaríamos hoje de pré-milenismo histórico ou pós-tribulacionismo. Em outras palavras, Papias acreditava que a segunda vinda de Cristo ocorreria no final da Tribulação de sete anos. Eusébio – que com frequência é mencionado como o Pai da História da Igreja – escreveu em seu livro História Eclesiástica no quarto século que a versão de milenarismo de Papias era “bizarra”. (História Eclesiástica, 3.39.11) [5]

O que dizer sobre os apologistas do segundo e terceiro século? O que eles pensavam sobre o milênio? Muitos deles lidaram com as questões do milênio, mas J.N.D. Kelly resume o entendimento deles sobre o milênio da seguinte maneira: “(essas doutrinas)… eram todas sustentadas de uma maneira ingênua e irrefletida com pouca ou nenhuma tentativa de desenvolver suas implicações ou resolver problemas que elas levantavam”. [6]

Em essência, o que você tem é uma igreja primitiva em amadurecimento, aprendendo e crescendo em seu entendimento do milênio. Você encontrará, contudo, uma explicação mais madura da questão do milênio nos Pais Nicenos e Pós-Nicenos. Por exemplo, em Atanásio você começa a encontrar uma nota de otimismo no futuro do mundo. Em seu livro Sobre a Encarnação temos uma ideia de sua fé na vitória do evangelho de Cristo:

Desde o Advento do Salvador em nosso meio, não somente a idolatria não mais cresce, mas está cada vez menor e gradualmente cessando de existir… enquanto a idolatria e tudo o mais que se opõe à fé em Cristo está diariamente minguando, enfraquecendo e diminuindo, veja, o ensino do Salvador está crescendo em todo lugar!

Assim também, agora que a epifania divina da Palavra de Deus ocorreu, as trevas dos ídolos não mais prevalecem, e todas as partes do mundo em todas as direções são iluminadas pelo Seu ensino. [7]

Há em Atanásio um vislumbre do que mais tarde seria chamado de pós-milenismo. Atanásio acreditava que Cristo retornaria novamente somente após um longo período de tempo sobre a terra de grande paz e prosperidade, e onde a influência do evangelho fosse conhecida em todas as nações. Essa é a razão do falecido David Chilton ter chamado Atanásio de “o santo padroeiro do pós-milenismo”. [8]

Agora uma nota final sobre Santo Agostinho. É impossível discutir escatologia sem falar sobre Agostinho. Todo o mundo quer reivindicar Agostinho como um defensor de sua posição. O que Agostinho acreditava exatamente sobre o milênio? A posição de Agostinho sobre o futuro do mundo tem sua expressão mais clara em sua obra clássica A Cidade de Deus. Um dos temas centrais desse livro é o relacionamento entre a cidade de Deus e a cidade do homem ou a cidade secular. [9] Papias foi um dos primeiros a expressar uma visão pré-milenista dos finais dos tempos. Agostinho em certo momento adotou uma posição similar, mas posteriormente em sua vida ele a rejeitou fortemente. Ele adotou um entendimento mais simbólico de Apocalipse 20. Seu entendimento continuou a ter grande influência nos séculos posteriores.

Para resumir a posição da igreja primitiva sobre escatologia, podemos concluir com segurança que não existia nenhuma posição universalmente sustentada.

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(Parte 3)




O que dizer sobre a escatologia medieval? Não há muito o que dizer sobre a escatologia medieval, exceto que uma forma de escatologia agostiniana foi prevalecente. Essencialmente, a Igreja Católica Romana institucional estava intimamente ligada ao reino de Deus. Podemos chamar isso de Eclesiocracia. A Igreja era o centro de toda a sociedade. A Igreja e o Reino eram um. A Igreja não estava no centro do reino, mas era o reino. Ela tinha pouca preocupação sobre “interagir com a sociedade e a cultura”.[10] Tratava-se basicamente do que chamaríamos hoje de amilenismo. Ele ensina que o reino de Deus é um reino espiritual, não interessado em transformar a cultura e a civilização.

A Reforma

Em 31 de outubro de 1517, Lutero pregou noventa e cinco teses no portão da Igreja de Wittenberg. Isso marcou o princípio de uma nova era na História da Igreja. Em termos muito gerais, a Reforma reformou os abusos da Igreja e uma vez tendo percebido que não haveria nenhuma mudança, os Reformadores tomaram um caminho próprio. Naqueles dias a Igreja perseguia aqueles que discordavam dela. As coisas mudaram um pouco nos últimos 400 anos.

Além disso, a Reforma promoveu um entendimento melhor da doutrina da salvação. Tanto Calvino como Lutero acreditavam fortemente que a salvação era em primeiríssimo lugar a obra de Deus em nossas vidas; Deus salva e ele somente (Sola Deo Gloria).

Mas na área da escatologia, os Reformadores gastaram pouco tempo desenvolvendo suas visões milenaristas. Na extensão em que lidaram com escatologia, os Reformadores estavam em concordância geral com Agostinho. Todos eles concordavam que o pré-milenismo é uma posição incorreta. Mas eles não desenvolveram muito suas visões escatológicas. O que dizer sobre Lutero e Calvino? Eles estavam em concordância em toda questão escatológica? Embora não tenham escrito livros sobre escatologia, eles tinham suas opiniões. Lutero, por exemplo, era muito pessimista sobre o futuro da igreja. Ele acreditava nisso em grande parte por causa da corrupção da Igreja Católica. Lutero não acreditava que o cristão tem um dever de dominar todas as coisas. Calvino, por outro lado, diferia de Lutero. De acordo com Keith Mathison, “Calvino nos encoraja a ter um zelo pelo progresso diário, mas nos adverte que a realização plena e final do reino de Cristo aguarda a segunda vinda”. [11] Calvino certamente estabeleceu o precedente para o que chamamos hoje de pós-milenismo.

Sabemos isso porque os seus seguidores foram os Puritanos. Os Puritanos começaram a desenvolver o que significa ter uma escatologia otimista: uma visão esperançosa da história sob a influência cristã. Assim, o que temos no princípio do século XVIII até o fundação do Seminário de Princeton é uma posição prevalecentemente pós-milenista entre os estudiosos reformados e não reformados.

Escatologia Moderna

Agora no século XXI muita coisa mudou. Como todos sabemos, a teologia da “Série Deixados para Trás”, que é uma teologia de pré-milenismo pré-tribulacional, é a escatologia mais proeminente em nossos dias.

Para terminar, eis algumas razões pelas quais o pós-milenismo declinou no século XX: [12]

a) No século XX houve um crescimento rápido da teologia liberal. Isso minou os pressupostos sobrenaturais. Ora, no pós-milenismo há uma forte dependência do poder sobrenatural de Deus para produzir uma sociedade piedosa. Com o surgimento da teologia liberal, houve um declínio do pensamento pós-milenista.

b) Em segundo lugar, o evangelho social se difundiu. Em vez de trazer o evangelho aos pecadores, as pessoas tratavam o evangelho como equivalente ao sistema previdenciário. Nos púlpitos havia pouca ênfase na verdade bíblica e no evangelho. Isso levou a um declínio do pensamento pós-milenista.

c) Finalmente, o pós-milenismo declinou como resultado das crescentes tendências pessimistas na pregação evangélica. Um antigo pregador disse: “Se o navio está afundando, qual o propósito de polir o casco?”. Essa mentalidade tornou-se parte do mundo evangélico e naturalmente o pensamento pós-milenista declinou.

Esta é uma breve análise da escatologia ao longo da história da igreja. No próximo artigo olharemos para os argumentos bíblicos em favor do pós-milenismo e veremos que quando permitirmos que a Bíblia interprete nosso futuro, e não os noticiários dos jornais, o pós-milenismo se tornará uma vez mais a visão escatológica prevalente da igreja e os cristãos serão encorajados pelas promessas de Deus que o evangelho prevalecerá no tempo e na história. Amém.