quarta-feira, 23 de março de 2011

A IDENTIDADE DA BESTA - REV KENNETH L GENTRY JR.


Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?...
Se alguém tem ouvidos, ouça. (Ap. 13:4b, 9).
Leitores que gostam de ler as últimas páginas de um livro para descobrir
a conclusão da história ficarão desapontados com minha abordagem. Aqui
mesmo, nesse capítulo introdutório, identificarei a Besta. Faço isso para que
você possa ter sua identidade em mente, à medida que considera a evidência
apresentada. Para aqueles que esperam que a Besta apareça no cenário da
história em algum momento, haverá também uma surpresa. O material de
Apocalipse é muito claro: A Besta já fez sua aparição no passado.
Todos os estudantes do Apocalipse são familiares com o “número da
Besta” (Ap. 13:18a), que é “o número do seu nome” (Ap. 13:17b). Esse número
terrível é “666”. Nesse número está contida a identidade específica da Besta,
uma identidade confirmada por várias linhas de evidências adicionais dentro do
Apocalipse.
Princípios de Interpretação
Embora trate especificamente com o número da Besta num capítulo
separado, há vários princípios para a interpretação desse número que devemos
guardar em mente para governar nosso pensamento. Como é evidente a partir
da história da interpretação do número 666, certamente precisamos de algo
para confinar nosso pensamento à esfera do razoável! Os princípios de limitação
necessários e derivados dos textos são: O nome-número 666 deve ser “de homem” (Ap. 13:18b). Isso exclui
qualquer interpretação que envolveria seres demoníacos, idéias
filosóficas, movimentos políticos ou qualquer outra coisa que não um ser
humano individual.
Esse homem deve ser alguém com uma natureza má, idólatra e
blasfema. Isso é requerido à luz do seu caráter e atividades diabólicas
delineadas em Apocalipse 13, particularmente nos versículos 4-7.
Ele deve ser algo que possua “grande autoridade” (Ap. 13:2,7). Isso
certamente demanda que ele seja uma figura política; particularmente
nisso, sobre sua cabeça existem dez diademas. Esses três primeiros
princípios são amplamente sustentados entre os comentaristas
evangélicos do Apocalipse. Os dois restantes são grandemente
negligenciados ou são quase certamente a causa dos erros radicais na
identificação da Besta e sua missão. Os dois serão simplesmente listados
e declarados nessa conjuntura. Deixaremos para estabelecer os mesmos
nos capítulos seguintes. O nome-número deve falar de alguém contemporâneo de João. O
motivo é a expectativa temporária de João. Os eventos de Apocalipse
devem ocorrer “em breve”; João insiste que “o tempo está próximo” (Ap.
1:1, 3, 19; 22:6ss). Esse princípio sozinho já eliminaria 99,9% das
sugestões de comentaristas.
O nome deve ser de alguém relevante para os cristãos do primeiro
século nas sete igrejas às quais João escreveu (Ap. 1:4, 11). Ele esperava
que eles prestassem atenção ao que ele escreveu (Ap. 1:3) e calculassem o
número da Besta (Ap. 13:18). Como eles poderiam ter feito isso, se a
Besta fosse alguma figura sombria bem distante da situação deles?
O estabelecimento dos Princípios 4 e 5 é essencial para o entendimento
correto da identidade da Besta. Consequentemente, trataremos com eles
extensivamente no capítulo 2.
A Importância dos Princípios de Limitação
Uma ilustração dos resultados fúteis obtidos ao se ignorar qualquer ou
todos esses fatores óbvios de limitação é encontrada numa obra
dispensacionalista da década de 1970. Nesta obra lemos uma tentativa vã de
explicar o número 666: “Em todos os tempos Satanás tem tido um ou mais
candidatos a Anticristo esperando nos bastidores, para que o Arrebatamento
não chegue repentinamente e o encontre despreparado. Esse é o porquê tantos
líderes mundiais malévolos tiveram nomes cujas letras somadas davam 666,
quando combinadas de certas formas (dependendo da fórmula usada para o
666, em determinados momentos haveria centenas de milhares de homens no
mundo cujos nomes dariam 666. É desse grande conjunto de candidatos que
Satanás temtradicionalmente escolhido seu ‘homem domomento’)”.
Contrário a um erudito competente como Leon Morris, duvidamos que
“as possibilidades sejam quase intermináveis”. Os fatores limitadores derivados
do texto de Apocalipse restringem grandemente a esfera de possibilidades.
ImagemDupla
Antes de apontarmos de fato àquele indicado pelo número de João, um
problema reconhecido amplamente com a imagem da Besta deve ser
mencionado. A maioria dos comentaristas concorda que a imagem da Besta no
Apocalipse oscila entre o genérico e o específico. Isto é, algumas vezes a Besta
parece descrever um reino, algumas vezes um líder individual e particular desse
reino. Todavia, deveria ser entendido que o número 666 é aplicado a um rei
particular individual nesse reino (Ap. 13:18).
Em alguns lugares a Besta tem sete cabeças, que são sete reis
considerados coletivamente. Em Apocalipse 13:1 João declara que ele viu
“emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças”. Apocalipse
17:9 declara especificamente que as sete cabeças representam “sete reis”. Esses
setes reis se levantam numa sucessão cronológica; alguns já morreram, um está
reinando agora, e outro ainda virá (Ap. 17:10-11). Assim, a Besta é
genericamente descrita como um reino.
Mas no mesmo contexto a Besta é descrita como um indivíduo. João urge
que seus leitores “calculem o número da besta, pois é número de homem” (Ap.
13:18). Em Apocalipse 17:11 o anjo intérprete diz a João e aos seus leitores que
“a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete”. Essa
característica, quão frustrante possa ser, é reconhecida por muitos
comentaristas de várias escolas de interpretação.
Introduzindo a Besta
Com essas considerações introdutórias diante de nós, eu declararei agora
o que creio ser a Besta, tanto com respeito à sua identidade genérica como
específica. Estabelecerei a identidade genérica de uma forma um pouco mais
detalhada nessa conjuntura. Então, após apenas brevemente identificar sua
identidade específica, desenvolverei as provas da sua identidade específica e
individual nos capítulos seguintes.
Sua Identidade Genérica
A identidade genérica da Besta é o antigo Império Romano do primeiro
século, sob o qual Cristo foi crucificado e durante o qual João escreveu o livro de
Apocalipse. De acordo com Apocalipse 17:9, as sete cabeças da Besta
representam “sete montes”. As sete cabeças, então, parecem especificar
claramente uma característica geográfica proeminente. Talvez nenhum ponto
seja mais óbvio em Apocalipse do que esse: É Roma que é aqui simbolizada
pelos sete montes (colinas). Afinal de contas, Roma é a única cidade na história
que foi distinta e reconhecida por suas sete colinas. As famosas sete colinas de
Roma são a Palatino, Aventino, Celio, Esquilino, Viminale, Quirinale e
Campidoglio.
Os escritores Romanos Suetônio e Plutarco fazem referência ao festival
do primeiro século em Roma chamado Septimontium, isto é, a festa da cidade.
Essa idéia composta de genérico/específico não é sem precedentse na Escritura. Por exemplo, o
“homem” é genérico, enquanto “Adão” é o representante específico do homem. A Igreja é genérica (a
Corpo de Cristo), enquanto Cristo é específico. Aqui temos a Besta representada como o genérico (reino)
em alguns lugares, enquanto recebendo expressão específica no governo desse reino em outros lugares. Os arqueologistas descobriram a Moeda de Vespasiano
(imperador de 69-79 d.C.) que trazia a deusa Roma como uma mulher
assentada sobre sete colinas. As famosas sete colinas de Roma são mencionadas
repetidamente por escritores pagãos antigos tais como Ovid, Claudian, Statius,
Pliny, Virgil, Horácio, Propertius, Martial e Cícero.6 As sete colinas são
mencionadas por escritores cristãos tais como Tertuliano e Jerônimo, bem
como em vários dos Oráculos Sibilinos.
Esse fato – que Roma era universalmente reconhecida como a cidade
sobre sete colinas – é amplamente reconhecido por comentaristas evangélicos
como tendo uma influência sobre a nossa passagem. A referência está quase fora
de qualquer dúvida: Roma é aludida nessa visão da Besta com sete cabeças. Pela
datação de todos, Apocalipse foi escrito em algum tempo durante o período do
Império Romano.
Além do mais, tanto a história secular como eclesiástica registra que a
primeira perseguição imperial ao Cristianismo foi iniciada na cidade das sete
colinas, Roma, pelo imperador Nero César em 64 d.C.8 O próprio João nos diz
que ele escreveu o Apocalipse para as sete igrejas históricas da Ásia Menor (Ap.
1:4,11). Essas igrejas existiram numa época de grande tribulação (Ap. 1:9; 2:10;
3:10). Ademais, João exortou essas igrejas a ler, ouvir e prestar atenção ao livro
(Ap. 1:3; 2:7; 2:11, 17, 29; 3:6, 13, 22; 22:7). O tema de Apocalipse era crítico e
relevante para essas igrejas, pois João fala rigorosamente da ocorrência
iminente dos eventos de Apocalipse (1:1, 3, 19; 3:10; 22:6ss.).
A questão da relevância da referência em Apocalipse 17 à audiência
original deveria ser uma preocupação suprema para o intérprete moderno. À luz
das circunstâncias delineadas acima, é de alguma forma provável que quando
João mencionou “os setes montes”, ele estava falando do Império Romano?
Coloque-se no cenário do primeiro século: Você pensaria que João poderia estar
falando de eventos que ocorreriam inumeráveis séculos após o colapso do
império, que estava presentemente engajado em sua perseguição? Você
suspeitaria que ele não estava realmente relatando uma mensagem sobre a
Roma Imperial? Impossível! João exortou o povo a ler, ouvir e prestar atenção
ao livro. Ele estava falando do então existente Império Romano, que tinha como
seu quartel general a cidade das sete colinas de Roma.
Sua Identidade Específica
Mas quem é a Besta considerada individualmente? A Besta do Apocalipse
em sua encarnação pessoal não é ninguém outro senão Lucius Domitius
Ahenobarbus, melhor conhecido por seu nome adotivo: Nero César. Ele e
somente ele se encaixa à descrição, como a expressão específica ou pessoal da
Besta. Esse homem vil cumpre todos os requerimentos dos princípios derivados
do próprio texto de Apocalipse.

Excluindo Júlio César, provavelmente nenhum outro nome de imperador
Romano seja tão conhecido para o cristão de hoje como o de Nero. Todavia, sua
grande função no Apocalipse é quase desconhecida entre os cristãos
contemporâneos. Talvez uma breve história da tumultuosa vida de Nero servirá
bem em preparar o leitor para as provas da nossa identificação, que serão dadas
no capítulo 2-7.
O Nascimento de Nero e sua Infância
O pai de Nero foi um Enaeus Domitius Ahenobarbus, um homem mau
procedente de uma família Romana famosa, porém cruel. A família inteira era
“notória por instabilidade, traição e licenciosidade”. O pai de Nero é descrito
como “odioso em todo modo de vida”. A famosa, conivente e desafortunada
mãe de Nero, Agripina, era irmã do Imperador Gaius (conhecido também como
“Calígula”) e sobrinha do imperador Cláudio.
Nero nasceu em 15 de Dezembro de 37 d.C., apenas nove meses após a
morte do Imperador Tibério, sob quem Cristo foi crucificado. Ele nasceu com
um cabelo vermelho brilhante, como era comum à sua linhagem (o nome
“Ahenobarbus” significa “barba vermelha”). Quando nasceu, os pés de Nero
saíram primeiro; entre um povo supersticioso e pagão isso era considerado
como um mau presságio. Esse presságio não passou despercebido pelos
historiadores Romanos dos seus dias.14 Muitos astrólogos “imediatamente
fizeram muitas predições terríveis a partir do seu horóscopo”.15 No dia do seu
nascimento, até mesmo o pai de Nero predisse que essa prole poderia apenas
ser abominável e desastrosa para o público”.
O caráter cruel de Nero se evidenciou bem cedo. Aos doze anos de idade e
tendo sido adotado pelo imperador Cláudio César, Nero começou a acusar seu
irmão Britannicus de ter sido “trocado”, para colocá-lo em desfavor diante do
imperador. Ao mesmo tempo, ele serviu até mesmo como uma testemunha
pública num julgamento contra sua tia Lépida, para arruiná-la.
Agripina, mãe de Nero, conspirou e tramou para assegurar a Nero uma
alta posição na Roma imperial. Após a morte da esposa do imperador Cláudio,
ela começou a agir. Arrumou o casamento de Nero com a filha de Cláudio, lutou
para conseguir mudar a lei Romana a fim de casar com Cláudio (seu tio),
estimulou a adoção de Nero pelo imperador (49 d.C.), fez manobras para
conseguir para Nero certos títulos honoráveis para assegurar sua sucessão ao
império, e causou o exílio e morte de quaisquer apoiadores do irmão de Nero,
Britannicus. Quando se tornou evidente que Cláudio não desejava deixar Chamaremos Nero por seu nome adotivo familiar, embora este não tenha sido lhe dado até que tivesse
doze anos de idade.

Britannicus fora do seu testamento, como solicitado por Agripina, ela
envenenou Cláudio.
Os Anos do Nero Adulto
Com a morte do Imperador Cláudio, Nero, que estava então com apenas
dezessete anos de idade, teve sua entrada ao Palácio para assumir o império
cuidadosamente planejado para um tempo específico. Essa escolha do tempo foi
devido a certos maus presságios sobre o dia. Ele começou a reinar em 13 de
Outubro de 54 d.C.
Os cinco primeiros anos do seu reino foram caracterizados por um
consideravelmente bom governo e prudência. Isso não foi devido à sua própria
sabedoria e caráter, mas por ele ser guiado pelos sábios tutores Sêneca e Burrus.
Essa era, conhecida como quinquennium Neronis, provavelmente nos ajuda a
entender a atitude favorável de Paulo para com o governo daqueles dias em
Romanos 13:1.20 Esses tutores tentaram tirar a má influência da mãe de Nero
sobre ele. Ela então começou a tentar manobrar seu irmão Britannicus para a
posição do verdadeiro herdeiro de Cláudio. Nero respondeu o envenenando.
Sêneca e Burrus reconheceram a tendência má na natureza de Nero e
tentaram deixar que ela tivesse expressão através de prazeres privados baixos,
esperando impedi-lo de causar dano público. Suetônio observa que: “Embora
inicialmente seus atos de imoralidade, luxúria, extravagância, avareza e
crueldade fossem graduais e secretos... mesmo então sua natureza era tal que
ninguém duvidava que elas fossem defeitos de seu caráter e não devido ao seu
tempo de vida”. Mas Nero desceu ainda mais profundamente numa conduta
degradante: “Ele castrou o jovem Sporus e realmente tentou fazer dele uma
mulher para ele; e casou-se com ele com todas as cerimônias usuais... e tratou-o
como sua esposa”. Suetônio continua: “Ele até inventou um tipo de jogo, no
qual, coberto com a pele de algum animal selvagem, ele era solto de uma gaiola
e atacava as partes privadas de homens e mulheres, que estavam amarrados em
postes”.
Nero conspirou até mesmo o assassinato da sua própria mãe, a despeito
do fato dela ter sido a responsável por trazê-lo ao poder. Não muito após
Burrus morrer. Mais tarde, Nero ordenou que Sêneca cometesse suicídio, o que
ele o fez.
Nero se divorciou de sua primeira esposa Octavia para casar com sua
amante, Poppaea. Octavia foi banida para uma ilha mediante ordem de Poppaea
e em pouco tempo foi decapitada (62 d.C). Três anos depois, Poppaea, embora
grávida e doente, foi morta a pontapés por Nero.
Por projetos de construções enormes e que glorificavam a si mesmo e
uma vida dissipadora, Nero exauriu os tesouros imperiais herdados de Cláudio.
Por isso, ele começou a acusar os nobres Romanos falsamente de vários crimes,
para confinar suas propriedades. Tácito registra que “Nero, tendo assassinado
tão ilustres homens, finalmente desejou exterminar a própria virtude com a
morte de Thrasea Paetus e Barea Soranus”. Suetônio escreve que “ele não
mostrou nem discriminação nem moderação ao assassinar quem quer que
quisesse, sob qualquer pretexto”.
Em 19 de Julho de 64 d.C. aconteceu o grande incêndio de Roma, que
destruiu a maior parte da cidade. Embora ele não estivesse em Roma naqueles
dias, a suspeita caiu sobre Nero de ter causado o incêndio. Muitos estavam
convencidos que, visto que ele deplorava a feiúra de Roma, ele pretendia
destruí-la para dar espaço aos seus próprios projetos de construção. Para tirar
a atenção de si, ele falsamente acusou os cristãos de terem iniciado o incêndio
e puniu-os por se “entregarem a uma nova e maligna superstição”.
Nero era um amante de música, teatro e circo, imaginando em vão que
era um dos maiores músicos, atores e aurigas do mundo. Suetônio registra
que “enquanto ele estava cantando, ninguém era permitido deixar o teatro,
mesmo pelas razões mais urgentes. Assim, é dito que algumas mulheres deram à
luz ali, enquanto muitos que estavam exaustos de ouvir e aplaudir... fingiam
morrer e eram carregados para fora, como se para o funeral”. Ele então
abandonou virtualmente o governo direto de Roma por dois anos, para visitar a
Grécia (67-68 d.C.), a fim de aparecer nos festivais musicais deles.
A Morte de Nero
Desgostosos com sua ausência de Roma, seus excessos na vida e com
enormes abusos políticos, uma revolta contra Nero começou na Gália. Mas ela
foi rapidamente sufocada. Logo após isso, a revolta irrompeu novamente sob o
comando de Galba na Espanha, em 68 d.C. Indeciso quanto ao que fazer em
tais circunstâncias prementes, Nero hesitou em agir contra Galba. Quando a
revolta tinha reunido força ele falou de suicídio, mas era muito covarde e
novamente hesitou.
À medida que considerou suas circunstâncias terríveis e a aproximação
de morte certa, registra-se que ele lamentou: “Que artista o mundo está
perdendo!”. Finalmente, quando soube que o Senado votou a favor da morte
dele por meios cruéis e vergonhosos, assegurou o auxílio do seu secretário
Epafrodito para correr a espada por sua garganta. Seu suicídio ocorreu com a
idade de 31 anos, em 9 de Junho de 68 d.C. Com sua morte, a linha de Júlio
César foi cortada, e pela primeira vez um imperador de Roma foi indicado de
fora de Roma.
Conclusão
A visão a ser apresentada nesta obra é que o Imperador Nero César é a
Besta do Apocalipse especificamente considerada e que Roma é a Besta
genericamente considerada. Como mostramos em nossa breve análise de sua
vida, Nero foi uma pessoa horrível na história de Roma. O historiador da igreja
Philip Schaff fala dele como “um demônio em forma humana”. Como será
mostrado nas páginas seguintes, ele era a própria pessoa que João tinha em
mente quando escreveu sobre a Besta cujo número é 666.
A visão que tenho apresentado aqui e que será defendida é contrária ao
que a maioria dos cristãos crê hoje. Quase certamente você foi instruído numa
visão radicalmente diferente em algum momento da sua jornada cristão. Você
pode até mesmo ser tentado a zombar da própria sugestão nesse ponto. Todavia,
eu desafio você a ser paciente comigo, à medida que examino a evidência sobre
esse assunto no livro de Apocalipse. Estou convencido que você achará a
evidência muito persuasiva.
À medida que começarmos nossa jornada interpretativa nesse assunto,
podemos guardar em mente a exortação de Paulo, quando escreveu: “Seja Deus
verdadeiro, e mentiroso, todo homem” (Rm. 3:4). Que possamos, com os fiéis
bereanos de outrora, “examinar as Escrituras todos os dias para ver se as coisas
[são], de fato, assim” (Atos 17:11).

O RESUMO DO JULGAMENTO DE ISRAEL - REV KENNETH L. GENTRY JR.


João se volta aos julgamentos adicionais na terra por meio das três aflições
após mencionar os remidos/selados de Israel em 14.1-5, (14.6-21) e as sete
taças (caps. 15 e 16). Entretanto, as profecias são feitas em hipérbole
dramática, elas recorrem a eventos históricos. Por exemplo, considere a
colheita das uvas da ira: “Elas foram pisadas no lagar, fora da cidade, e correu
sangue do lagar, chegando ao nível dos freios dos cavalos, numa distância de
cerca de trezentos quilômetros” (14.20).
Por razões constrangedoras “a cidade” aqui parece ser Jerusalém: 1)
João define “a cidade” anteriormente como Jerusalém (11.8); 2) a “colheita”
está na “terra/nação” (gr. hê gê; 14.15-19); 3) esse julgamento recai no lugar
onde Jesus foi crucificado: “fora da cidade” (Jo. 19.20; v. Hb. 13.11-13); e 4) o
Filho do homem “na nuvem” (Ap. 14.14,15) ensaia o tema do Apocalipse
referente a Israel (1.7). A distância do fluxo de sangue é de 1.600 estádios (300
km) que é aproximadamente o comprimento da terra (nação) quando era uma
província romana: O Itenerarum de Antonius de Piacenza registra o
comprimento da Palestina como 1.664 estádios. Esta profecia se refere ao
“dilúvio” de sangue em Israel durante a guerra dos judeus. Permita-me
documentar isto.
Em Wars Josefo escreve: “o mar era sangrento por um longo trecho”
(3.9.3); “então era possível ver que o lado todo coberto de sangue, e cheio de
corpos mortos” (3.10.9); “todo o país pelo qual eles tinham fugido estava
cheio de matança, e o Jordão não pôde ser atravessado, por causa dos corpos
mortos que estavam nele” (4.7.6); “o sangue percorreu todas as partes baixas
da cidade, e também a cidade superior” (4.1.0); “o exterior do templo, todo,
transbordava de sangue” (4.5.1); “o sangue de todo o tipo de carcaça morta
permanecia nos lagos nos tribunais santos” (5.1.3); e “pela cidade toda corria
sangue, a tal ponto que realmente o fogo de muitas das casas era extinto com
o sangue dos ocupantes” (6.8.5).
A divisão “da grande cidade” em três partes (16.19; v. 11.8) parece se
referir à disputa interna em Jerusalém. Conforme lutavam contra os romanos,
os judeus se fragmentaram em três acampamentos de guerra:
E agora havia três facções traiçoeiras na cidade, e se separaram. Eleazar e seu
grupo, que mantiveram as primícias sagradas, vieram contra João em seu
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2
sofrimento. Aqueles que estavam com João saquearam a população, e saíram com
ardor contra Simão. Assim Simão teve seu suprimento de provisões da cidade, em
oposição aos revoltados (Wars 5.1.4; v. 5.1.1).
Essa situação causou sérios problemas para a defesa da cidade, pois
levou a população a destruir até seu próprio suprimento de alimento (Wars
4.1.4).
João está apresentando o processo dramático de aliança contra Israel
por seu adultério. O castigo na lei de Deus para adultério é a morte (Lv.
20.10), que pela lei bíblica é por apedrejamento. Assim, testemunhamos
enormes pedras de granizo caindo sobre Jerusalém em Apocalipse 16.21:
“Caíram sobre os homens, vindas do céu, enormes pedras de granizo, de cerca
de trinta e cinco quilos cada (gr. talantiaia, talento; NVI); eles blasfemaram
contra Deus por causa do granizo, pois a praga fora terrível”. Josefo registra o
cumprimento histórico e o ataque dos romanos a Jerusalém por catapultas:
As pedras que foram lançadas pesavam 34,272 kg [gr. talantiaia], e atingiam até
402,34 m de distância. O impacto provocado por elas de modo algum poderia ser
suportado, não somente por aqueles que primeiramente estavam em seu caminho,
mas também pelos que estavam mais longe. Quanto aos judeus, inicialmente eles
esperavam a vinda da pedra, que era de cor branca (Wars 5.6.3).
Mas tenho de prosseguir.1

O CORAÇÃO, O CENTRO DA VIDA ESPÍRITUAL - PASTOR GLENIO FONSECA PARANGUÁ.



Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23.

“A primeira coisa que deve ser entendida é que a vida cristã começa e termina no coração”, afirma Steve Gallagher. E ele tem toda razão. O coração é o centro nervoso da vida espiritual.

A mente é o centro do conhecimento racional. O coração é o centro do conhecimento relacional. A mente trabalha com as ideias humanas, enquanto o coração labora com os ideais subjetivos da realidade íntima para o desenvolvimento da verdadeira intimidade interpessoal.

O cristianismo começa com a troca do coração. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ezequiel 36:26. A primeira realidade espiritual da fé cristã é a cirurgia que promove a troca do coração. Nós nascemos com um coração de pedra, isto é, um coração feito do barro: o coração de Adão.

Então o Senhor origina uma permuta de coração. Retira o de pedra, o coração de Adão, e nos dá um de carne, o coração de Eva. Aqui temos uma metáfora. Adão foi feito da terra e é pedra, enquanto Cristo foi gerado da mulher, que foi extraída da costela ou da carne e dos ossos.

O coração de pedra é a natureza adâmica em sua dureza. O coração de carne é a vida de Cristo, o descendente da mulher, em sua humanidade divina. Adão é o homem caído e cheio de si mesmo, orgulhoso, duro; todavia Cristo é a humanidade em sua dimensão original e divina.

A mente é o quartel-general do conhecimento racional. Os sentidos são as portas de entrada do saber. O coração, do ponto de vista bíblico, é a sede da vida incorpórea e do entendimento espiritual. O profeta mostra esta ordem: Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Isaías 43:10.

Para se saber com a mente é preciso ver, com os olhos, ouvir, com os ouvidos ou sentir, com os outros sentidos. Estas são as janelas da alma. O saber precede o crer e o crer pressupõe a troca do coração, para poder entender. Jesus esclareceu assim esta ordem dos fatos que leva à realidade espiritual, denominada de novo nascimento ou, a troca de coração. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados. Mateus 13:15.

Segundo a Bíblia, há dois tipos de humanidade: a natural e a espiritual. Ora, se o homem natural pudesse entender as coisas do Espírito de Deus, ele poderia se salvar a si mesmo. O perdido se acharia e, o pecador se santificaria por conta própria. O doente se curaria por si mesmo e o seu orgulho seria ainda mais insuportável.

A ordem de Jesus aos seus discípulos foi: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. O evangelho é o poder de Deus capaz de promover a permuta do coração de pedra pelo coração de carne ou, a substituição da vida natural de Adão pela vida espiritual de Cristo.

Sem esta substituição não há a nova vida espiritual. Mas, tudo começa com a pregação do evangelho. A Palavra de Deus confere a morte do pecador com Cristo e gera a sua vivificação pelo poder da ressurreição em Cristo, mediante o saber da verdade e a revelação do Espírito Santo.

Sabendo a verdade, podemos receber a Verdade que é Cristo Jesus. Recebendo a Cristo, ganhamos um coração de carne. Através deste coração podemos crer nele, nos arrepender e entender a verdadeira realidade espiritual. É com o coração que se crê. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Romanos 10:10.

Jesus é o autor e o consumador da fé e o novo coração é a sua sede. O velho Adão é incrédulo por natureza e só por um milagre ele pode vir a crer. Este milagre chama-se: dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós espírito novo. É algo Divino e sobrenatural.

O homem velho tem capacidade de aprender muito sobre Deus. O conhecimento racional pode tornar Adão num religioso exemplar. A raça adâmica tem um lado escuro e um lado brilhante, mas ambos estão contaminados pelo orgulho do pecado, por isso, até a religião de Adão, por melhor que seja, encontra-se contaminada de egoísmo e infestada de vanglória. Nada de Adão é aproveitável aos olhos de Deus, pois mesmo as coisas excelentes estão infectadas pela arrogância.

É do velho coração adâmico, perverso e corrupto, que procedem todos os pecados de uma pessoa. A sua manufatura é sem terceirização ou importação da matéria prima. A tentação pode vir do exterior como um produto importado, mas a fabricação é sempre individual, interna e intimista. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Marcos 7:21-22.

O evangelho, antes de tudo, tem que promover a substituição do velho coração de pedra pelo novo coração de carne; a vida do homem natural pela vida do Homem espiritual. Só depois desta permuta, a nova criatura, capacitada e dirigida pelo Espírito Santo, pode cultivar este novo terreno como um Jardim florido de Deus. Há uma nova lavoura sendo incrementada para um novo campo.

A proposta metafórica do profeta chorão é no sentido de Deus converter a alma do seu povo, como se fosse um Pomar abundante ou um Jardim das suas delícias eternas. Hão de vir e exultar na altura de Sião, radiantes de alegria por causa dos bens do SENHOR, do cereal, do vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. Jeremias 31:12.

Então, o que devemos cultivar neste Jardim? Sobre tudo o que se deve cultivar, cultive o seu olhar no novo coração, porque dele procedem as fontes da vida. Não são os seus atos virtuosos, nem a sua conduta externa, muito menos o seu conhecimento teológico que contam diante de Deus, mas as suas atitudes internas de confiança, isto é, a fé que lhe foi dada pela graça do Pai.

Vamos examinar ligeiramente alguns itens que fazem parte deste coração transplantado, de acordo com a visão simbólica do profeta Jeremias.

Primeiro. O novo coração exulta nas alturas de Sião. Este lugar superior aqui não se trata, propriamente, de um monte na terra de Canaã, mas de um estado de elevação do espírito, diante do trono soberano de Abba. Antes de tudo, o novo coração adora a Trindade Divina com exultação. O pico mais alto do coração substituído é o topo da intimidade com Deus em adoração.

Quem vive no cume do monte não fica atolado no vale. Quem adora não murmura. A linguagem elevada dos adoradores em Sião é bem diferente do jargão rasteiro dos concupiscentes em Canaã, que significa terras baixas. O coração trocado louva. A boca suja é o resultado de um coração lamacento. O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração. Lucas 6:45.

Segundo. Sem adoração exultante e agradecimento profundo, com certeza não há um novo coração pulsando no íntimo daquele que se diz ser um cristão. A alegria é um dos estágios da alma em gratidão penhorada, por causa dos bens do Senhor. Não é possível ser salvo e não ser realmente grato. As agulhadas e murmurações são frutos da ingratidão.

Adão é aquele que transfere a sua culpa para a sua mulher. Cristo é aquele que assume a culpa da humanidade. Adão é um crítico murmurador e acusador, por natureza. Cristo é a essência da adoração e a plenitude da gratidão. Aquele que manifesta a vida de Cristo expressa o seu bom perfume em ações de graças. O seu hálito é perfumado e a sua conversa sara as feridas dos outros.

Terceiro. Os cinco bens da fazenda revelam as riquezas da graça. O cereal, o vinho, o azeite são produtos vegetais, enquanto os cordeiros e os bezerros são animais, mas todos apontam para o suprimento das necessidades humanas e para os elementos no culto oferecido pelo povo de Deus. O número cinco tipifica a graça plena que sempre nos mantém num estado de contentamento, tanto no cotidiano, como diante do altar em adoração.

Quarto. A alma dos regenerados em Cristo Jesus é como um Jardim regado. Tudo viceja e floresce. Não há folhas murchas, flores sem viço ou frutos mirrados. Mesmo na estiagem mais acirrada, sempre há irrigação aspergida pelo Espírito Santo. O novo coração é terreno fértil para o plantio das sementes de cima e o Jardineiro celestial se deleita em cultivar o seu Jardim florido. A vida cristã autentica é um banquete constante de festa eterna.

É maravilhoso conviver na assembleia dos salvos, mas é triste coexistir com os descendentes de Adão. Enquanto os primeiros louvam, os últimos, frequentemente, lamentam. A linguagem dos santos edifica. A toada dos religiosos assola e solapa.

Nunca vi um tipo adâmico cantando no coral dos redimidos. Mas, quero ressaltar: não confunda os cantores do coro nas igrejas, com os cantores que cantam quando o couro é açoitado nos lombos. Não confunda um membro de um sistema religioso, com um redimido pela graça em Cristo, que vive para o louvor da sua glória.

Quinto. O coração da nova criatura em Cristo não se desfalece em face das grandes e profundas tribulações deste mundo, nem vive refém de uma memória entristecida. Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18.

A vida cristã é uma vida de celebração e de festa permanente. O novo coração cultiva a alegria, mesmo em meio às maiores ressacas da confiança e no meio das maiores e mais terríveis tormentas. Estar em alguma tristeza faz parte desta vida. Viver em tristeza e desgosto, murmurando ou criticando, é uma acusação contra a suficiência de Cristo. A falta de festejo cotidiano denuncia o nosso descontentamento em fase de uma tão grande salvação.

O coração é o centro da vida espiritual. Um coração contente reflete a presença do Rei dos reis no interior de nossa vida; mas um coração desgostoso, crítico, murmurador, maledicente, ingrato e sem atitude de adoração nos acusa de falta de vida espiritual autêntica. Se nós não somos irradiantes de alegria diante desta tão grande salvação, então temos que avaliar a nossa experiência de salvação. Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação. Isaías 12:3.

MORTE E VIDA QUE IMPACTAM! MARIO ROCHA FILHO.



Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. Fl 3:8

Você quer que sua vida faça diferença? Como? Quais são os seus planos? Qual é a diferença que você espera fazer na vida das outras pessoas? Qual é o legado que você quer deixar para os seus descendentes? Como você gostaria de ser lembrado pelas gerações futuras?

Quase a totalidade dos seres humanos vive com o único objetivo de encontrar a felicidade, como se a felicidade fosse possível de ser encontrada. Como se em um dia qualquer, nós pudéssemos ter mudada a nossa condição de infelizes para: “felizes para sempre.” E que isso dependesse do acontecimento de algo pontual que estivesse sob o nosso domínio ou sob nosso alcance.

Pensamos também, que enquanto isso não acontece, temos que lutar e passar por dissabores e circunstâncias desfavoráveis e contrárias aos nossos planos e, que isso faz parte da “batalha”, e que tem o objetivo de valorizar a vitória final – para nossa própria glória - é claro.

Estamos cansados de ouvir pessoas fazendo planos utilizando apenas os recursos materiais que o mundo oferece. Talvez você esteja planejando uma vida tranquila, sem sobressaltos, sem dificuldades, sem doenças, com um plano de aposentadoria formidável, com uma morte tranquila, de preferência, sem pensar no inferno.

Milhares de pessoas morreram por causa do terremoto e do tsunami que devastou uma região do Japão, recentemente. Que tragédia! Podemos avaliar que dentre essas milhares de pessoas, havia: salvos e não salvos. A grande maioria de não salvos.

Diante de tal situação, poderíamos nos perguntar: Que tipo de impacto essa tragédia causou para esses que enfrentaram a morte? Podemos buscar a resposta nas palavras de Paulo quando ele afirma: segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Fl 1:20-21.

Se, na vida dos salvos, o viver é Cristo e o morrer é lucro, a morte vem como ganho e não como perda, e, observando o versículo 8 do capitulo 3 da Carta aos Filipenses, que diz: Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, aprendemos que o Apostolo considerou o conhecer a Cristo, a coisa mais importante de sua vida – que se sobrepõe a qualquer outra.

Conhecer a Cristo deve ser o alvo de todo cristão, não para angariar conhecimento espiritual e sim para exercer uma busca “curiosa”, por amor a Cristo como diz Paulo e, em conhecer Aquele que deu sua vida em favor do homem por amor. Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. 2 Co 5:14.

Ora, se a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste Jo 17:3, qual é a perda para aquele que sabe, crê e entende que Jesus Cristo é o seu único e suficiente Salvador? Nenhuma. Pelo contrário. Esse ganhou a certeza da vida eterna e prossegue na santificação, no conhecimento da verdade.

Então amados! Se o viver é Cristo e o morrer é lucro, por que Cristo não faz parte dos seus planos? Por que a morte lhe parece algo tão terrível? A morte física, para o cristão, deveria ser aceita naturalmente pelo cristão, pois é a passagem da vida na carne, para a vida eterna junto do Pai. Ou será que a eternidade com Deus não é uma certeza em sua vida?

Talvez naquele tsunami tenham morrido pessoas que dedicaram suas vidas à pregação do evangelho; a levar o nome de Cristo para ser conhecido pelos perdidos; a servir a Deus, considerando tudo como perda por causa de Cristo. Contudo, também e com toda certeza, morreram pessoas – a grande maioria, que dedicaram suas vidas a si próprias, a “terem uma vida boa” segundo os padrões do mundo e, com toda certeza, sem pensarem na morte. Todos morreram igualmente, mas, pra quem foi a maior tragédia?

Em relação a esse assunto, o próprio Jesus, certa feita, proferiu uma parábola, dizendo:

O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus. Lc 12:16b-21.

Será que você pode chegar ao céu e dizer para Deus: Olha Senhor, a minha casa! Olha o meu carro! Olha Senhor, o meu bom emprego! E o meu dinheiro?

Ao usar o tempo para conhecer a Cristo e permanecer Nele a vida Dele se manifestará e então a sua vida impactará outras vidas, não pelo seu procedimento ou comportamento (obras), isso é consequência, mas pelo amor Dele manifesto por meio de você. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se amardes uns aos outros. Jo 13:35. O amor de Deus se manifesta em nossas vidas de forma concreta não de forma utópica ou romântica. Quem tiver bens do mundo e, vendo seu irmão necessitado, cerrar-lhe o seu coração, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. 1 Jo 3:17-18.

Não desperdice a sua vida. Não seja louco. A sua alegria e a sua felicidade não estão nas coisas e sim em uma pessoa – Cristo Jesus. A maior prova do amor de Deus por nós está no que ele fez em nosso favor, a saber: Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Rm 8:31-32.

Quando fazemos planos por nossa própria conta, eles estão fadados a não dar certo e não impactar a vida de ninguém. O salmista temeroso e humilde clamou ao Senhor o discernimento para ver os caminhos de Deus. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome. Sl 86:11. Tiago também nos alerta para a falibilidade dos projetos humanos fora da vontade de Deus. E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Tg 4:13-15.

Nós somos tão arrogantes que achamos que nossos planos são melhores do que os de Deus. Podemos confiar que o nosso Criador sabe exatamente como usar nossas vidas para a Sua própria glória. Pois eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro. Jr 29:11.

Ele tem promessas para aqueles que o amarem e o servirem de todo o coração. Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o SENHOR, vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite. Dt 11:13-14.

O impacto de nossas vidas sobre outras pessoas só acontecerá se permanecermos em Cristo. Nossa vida será frutífera. Dará frutos para Deus. Eu sou a videira verdadeira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; sem mim nada podeis fazer. Jo 15:5.

Nossa oração é: Conscientes disso, oramos constantemente por vocês, para que o nosso Deus os faça dignos da vocação e, com poder, cumpra todo bom propósito e toda obra que procede da fé. Assim o nome de nosso Senhor Jesus será glorificado em vocês, e vocês nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2 Ts 1:11-12.