sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A TI CLAMO - C.H.SPURGEON.



“A ti clamo, ó Senhor; rocha minha, não emudeças para comigo; não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova”, Sal.28:1

Um clamor é uma expressão natural de sofrimento e uma real semelhança dum estado de espírito que obtemos quando todos os outros modos de se ser ouvido falharam. Mas este clamor deve ser solidário e exclusivo ao Senhor, pois clamar perante um homem é a mais pura perda de tempo e um gastar inútil de nosso fôlego. Assim que pudermos considerar a nossa espontaneidade e prontidão para ouvir ao Senhor e nos apercebermos da Sua habilidade em nos ajudar prontamente, veremos uma boa razão para direccionar todas as súplicas ao Deus de toda a nossa salvação apenas. Será em vão clamar às rochas inócuas até no dia do juízo, mas nossa Rocha Eterna ouvirá sempre e continuamente nossos clamores.
“Não estejas em silêncio para comigo”. Muitos conformados e formalistas contentar-se-ão sempre com meras orações sem respostas, mas suplicantes genuínos nunca se sentirão satisfeitos com tal coisa. Eles nunca se sentirão satisfeitos nem com as próprias respostas à oração, pois irão sempre mais distante ainda, pois recebem reais feitos dos céus, ou então não acharão seu descanso. E as respostas que eles anseiam vir a receber logo ali, fazem-nos temer que Deus se silencie por um simples momento. A voz de Deus é frequentemente terrível, de tal modo que abala as rochas num deserto. Mas o Seu silêncio é igualmente cheio de terror para um suplicante sério. Quando Deus parece estar a fechar os Seus ouvidos, nunca podemos fechar nossas bocas, mas antes devemos clamar ainda mais. Assim que o tom de nossa voz se identificar com a ansiedade real de se ser ouvido, Ele nunca nos negará uma resposta sequer. Que caso medonho seremos nós se nosso Senhor nunca mais nos ouvir! “Não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova”. Se estamos privados do Deus que ouve as orações, deveríamos estar num estado de desconsolo tal que nem a cova nos calasse, pois cairíamos mais fundo que o inferno. Temos de obter respostas para as nossas orações. O nosso caso é um dos que não podem esperar; certamente que Deus nos trará a paz de espírito a nossas mentes agitadas, pois Ele nunca descobrirá em Seu coração razão para que Seus próprios filhos se atormentem.

Retirei este precioso estudo do blog do irmão Josemar Bessa, na qual logo abaixo está o endereço do blog do irmão.
Deus continue lhe abençõando irmão Josemar Bessa.

http://josemarspurgeon.blogspot.com/2006/05/ti-clamo.html