domingo, 28 de agosto de 2011

EU ME ARREPENDO DE SER BOM - PR ALEXANDRE CHAVES.



Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no espírito, e nos gloriamos em cristo Jesus, e não confiamos na carne. Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais. Filipenses 3.3-4
Recentemente, ao ver entrevista concedida por um poeta e compositor brasileiro, fiquei admirado com um de seus versos que dizia mais ou menos o seguinte: “deus me livre de mim, e da ruindade de gente boa, da bondade de gente ruim, deus me livra de mim”.
A profundidade de tal poesia despertou minha atenção, especialmente no que se refere à sua relação com a verdade do evangelho.
Isto porque, ela revela inicialmente uma necessidade primordial: a de nos livrar de nós mesmos.
Porém sabemos que este é um problema que só evangelho de Jesus cristo pode resolver.
As palavras do poeta apontam também, para as dificuldades que encontramos quando tentamos diagnosticar o caráter das pessoas, levando em consideração apenas a aparência das mesmas.
É tanta ruindade sendo feita por gente que se diz boa, ou que vende a imagem de bom, ou que tem um compromisso histórico com a bondade!
Tantos pastores ladrões, padres pedófilos, crentes desonestos! E também tantas aparentes ações bondosas, feitas por pessoas de índole DUVIDOSA, que nos deixam tontos e confusos.
Alem do que, o clamor por livramento do poeta, diante de deus, aponta para a farsa de uma gente que é boa, essencialmente boa, ao mesmo tempo em que revela o engodo de uma ação bondosa essencialmente bondosa, porém realizada por gente ruim, essencialmente ruim.
Algo que encontra amparo na palavra de deus que diz: como está escrito: não há justo, nem um sequer, todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. Romanos 3.10e12.
É difícil para nós admitirmos que deus possa dar uma revelação desta a alguém que julgamos estar fora do alvo de sua revelação, se bem que este assunto merece por si só, outra revelação – ao passo que nós, que nos julgamos íntimos de deus, ainda usamos o tipo de recurso que Paulo chama de “... boa aparência na carne...” gálatas 6.12, para testemunharmos de deus ou identificarmos o testemunho de alguém.
Isto é bem próprio de uma religião babilônica, judaizante e humanista.
Precisamos entender que nós não somos judeus, nós somos cristãos, e que: nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres , derrama-se o vinho, o os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam. Mateus 9.17
Tal procedimento tem origem babilônico e satânica, pois cogita das coisas dos homens e não das de deus.
Neste contexto, a graça e uma ofensa, pois ela tira toda a condição do homem, ou melhor, do velho homem, de se vangloriar, tendo em vista que o evangelho da graça expõe sua realidade de maldade, ao passo que a cruz decreta o seu fim.
Assim que, diante da verdade só existe uma maneira de deus agir em relação ao homem – com a verdade, graça, misericórdia e amor.
Mas como diz Paulo brado: “ a graça é tão difícil de definir quanto difícil de acreditar.
É por certo um monstruoso escândalo à religião e à moral, porque sustenta, basicamente, que deus não acolhe as pessoas pela consistência de seu desempenho religioso, ético, social ou profissional, mas unicamente pela sua graça, seu próprio cavalheirismo, graciosidade e inclinação em perdoar.
Segundo a visão de mundo do novo testamento, é apenas devido a esta postura graciosa de deus que gente sem nenhum mérito, como nós mesmos e o vil ladrão crucificado ao lado de Jesus, pode ser acolhido no reino sem nenhum tramite adicional.
A boa nova da graça explica que deus não escolhe pessoas por seu desempenho admirável, porque do contrário não teria ninguém para escolher.
Admirável é deus; talvez alguém discorde, talvez você discorde; mas, com base em que?
Amados, vamos pensar juntos, o que você teria em você mesmo para recompensar o favor de deus em cristo?
Pense bem.
Como você poderia atribuir um preço para recompensar algo que é imensurável em seu valor?
Além do que, isto seria uma tentativa de fazer de deus um negociante e, por extensão, fazer do sacrifício de cristo uma mercadoria barata.
O pensamento, doutrina ou maneira de agir, que faz de deus um negociante, nega a excelência da revelação de deus trazida em cristo Jesus, o qual nos veio revelar deus como pai. “...pai nosso que estás nos céu...” Lucas 11.2.
E ,um pai, não quer negociar com seus filhos, antes, quer fazer de seus filhos herdeiros.
É por isso que a bíblia vai nos ensinar que, em cristo Jesus, nós fomos feitos filhos de deus. E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros de deus e co-herdeiros de cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Romanos 8.17
o grande problema é que não somos acostumados com o amor, com o amor de deus, ou melhor, com um deus que é amor.
Aquele que não ama não conhece a deus, pois deus é amor. 1 joão 4.8.
Não conseguimos perceber que a grande mensagem da cruz é deus dizendo: eu te amo de uma maneira inexplicável. Eu te amo. Porque deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16.
é por este motivo que corremos o risco de abraçarmos o evangelho da percepção ótica, e não evangelho da fé. Além do que, temos dificuldades em perceber quando abraçamos o evangelho da circuncisão e tudo o que nele está implicado – aquilo que Paulo vai chamar de outro evangelho; é por isto que o apóstolo começa a perícope dizendo: quanto ao mais irmãos, alegrai-vos no senhor. A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas. Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos da falsa circuncisão! Filipenses 3.1-2.
Mas, quantas vezes nos aproximamos de deus, sustentados pela nossa boa conduta moral e religiosa?
E, quantas vezes fugimos pela nossa boa conduta moral e religiosa?
E quantas vezes fugimos de sua presença tendo em vista os nossos pecados?
Quando assim agimos, ainda que inconscientemente, estamos afirmando duas coisas; a primeira delas diz que temos algo a oferecer a deus, e não é o cordeiro santo imolado, logo “... se a justiça provém da lei, segue-se que cristo morreu em vão. Gálatas 2.21. a segunda diz que o sacrifício de Jesus cristo é insuficiente para “...nos perdoamos os pecados, e nos purificar de toda a justiça. 1 joão 1.9.
Isto significa negar o sacrifício de cristo e a graça de deus; é manter o homem como agente de sua própria justificação, santificação e redenção e não cristo, mas a bíblia sagrada nos ensina que, mas vós sois dele, em cristo Jesus, o qual se tornou, da parte de deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. 1 coríntios 1.30.
Quando olhamos para o texto de filipenses 3.4à11: ainda que também podia confiar na carne; se alguém outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja; segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por cristo. E, n verdade, tenho também por perda todas as [coisas], pela excelência do conhecimento de cristo Jesus, meu senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a cristo e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a quem vem pela fé em cristo, [a saber], a justiça que vem de deus, pela fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. O que vemos? Vemos um Paulo arrependido de sua bondade, Paulo não está arrependido por ter se prostituído, roubado ou adulterado. Ele se arrepende de sua conduta religiosa impecável, de todas as suas orações diligentes, porém vazias, feitas de si para si mesmo, dos seus jejuns e de seus dízimos, que têm o poder de convencÊ-lo de que ele não é como os demais homens.
Ele se arrepende da sua obediência a um deus que não é pai, de todo o seu zelo religioso contra hereges que afirmam que deus é amor e age por graça.
Arrepende de ser justo, porém uma justiça que não vem da fé, de ser irrepreensível, de ser bom sem cristo; porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para deus. Gálatas 2.20 já estou crucificado com cristo; e vivo, não mais eu, mas cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do filho de deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2.19-20.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Porque somos feitura sua, criados em cristo Jesus para as boas obras, as quais deus preparou para que andássemos nelas. Efésios 2.8à10.
Pai eu me arrependo, me perdoa.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A NECESSIDADE DA REGENERAÇÃO - CHARLES HADDSON SPURGEON.







Sermão pregado na noite do Domingo, 29 de novembro de 1874
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres.
E republicado em 3 de Dezembro de 1908

“Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo.” João 3:7

Não precisamos nos espantar com a existência de alguns mistérios em nossa santa fé, pois existem mistérios em todos os lugares. Na natureza há milhares de coisas que não podemos compreender. Em nossos próprios corpos há mistérios inexplicáveis. Se refletirmos apenas por um instante, há mistérios até mesmo em questões tão comuns, como a de um alimento que é gradualmente digerido e absorvido por nosso organismo até ser transformado em carne. Quão impossível seria para nós fazê-lo através de qualquer processo químico ou pelo uso de aparelhos mecânicos, vemos que há mistério em cada ser humano – uma câmara secreta em que os olhos humanos não conseguem contemplar. Há mistérios em torno de nós neste exato momento. Se formos para fora deste edifício, assim como Nicodemos (João 3:8) podemos observar que o vento sopra. Nós sabemos que o vento sopra, pois podemos ouvi-lo; mas não sabemos de onde ele vem ou para onde vai. Portanto, há mistérios na Natureza, há mistérios em nossos próprios corpos, e há mistérios em torno de nós, mesmo nas coisas mais simples, logo não é estranho haver mistérios no Reino de Deus!





No entanto, Cristo, usando a metáfora do vento, nos mostra que o mistério é um fato e que o mesmo pode ser aplicado na prática, pois, embora nós não entendemos tudo sobre o vento, sabemos quando ele sopra. E embora não possamos compreendê-lo, podemos fazer uso dele. O vento tem sido empregado de diversas maneiras na atividade humana, e não é necessário compreendê-lo, a fim de utilizá-lo. Um homem pode ser um admirável marinheiro e ainda não saber nada sobre a origem do vento. Mas se ele apenas souber como içar, ou navergar, ou recolher sua vela, ele se sairá muito bem. Assim é com os mistérios do Reino de Deus, embora não possamos entendê-los, o uso prático dos mesmos é uma questão de tal simplicidade que devemos sair bem ao aprendermos o que são eles.




Não vou tentar explicar o mistério do novo nascimento – isso vai além da minha capacidade. Eu só posso explicar seus resultados. Mas há um ponto sobre o qual quero fixar sua atenção, que é este: se você nunca foi salvo, você deve experimentar este novo nascimento. "Dever é para o rei", dizemos, e foi o Rei dos reis que disse "Você deve nacer de novo". Esta é uma Verdade de Deus que não pode ser posta de lado! "Você deve nascer de novo". Se você quer entrar no Reino de Deus, ou apenas ver este Reino - se você nunca se reconciliou com Deus, a quem você tanto ofendeu - "Você deve nascer de novo."




Mas o que é nascer de novo? Eu já disse que eu não posso explicar como o Espírito de Deus opera sobre os não-regenerados, tornando-os em novas criaturas em Cristo Jesus. Eu sei que Ele geralmente opera por meio da Palavra – através da proclamação da Verdade do Evangelho. Podemos afirmar que Ele trabalha na mente humana de acordo com as leis da mente, primeiramente iluminando o entendimento. Ele então controla o juízo, influencia a vontade e muda os afetos. Mas, acima de tudo, podemos descrever que há um poder maravilhoso que Ele exerce e que deve permanecer entre os mistérios insondáveis, mesmo que nunca possamos compreender. Esse mesmo poder produz um efeito maravilhoso que transforma o homem em um novo homem, como se ele tivesse voltado à sua insignificância nata e nascido de novo em uma esfera superior! Uma nova natureza é criada dentro dele, embora a velha natureza não seja totalmente erradicada. Ela acabará sendo destruída, mas ela não é destruída inicialmente. Então, uma nova natureza nasce dentro deste novo homem, uma natureza que odeia o que a velha natureza amava, e ama o que a velha natureza odiava - uma nova natureza semelhante (cosanguínea) à Natureza de Deus! Veja essa maravilhosa frase encontrada na segunda epístola de Pedro: “para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina” (II Pedro 1:4). Em sua primeira epístola, Pedro escreve: “vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.” (I Pedro 1:23). Essa semente viva é plantada dentro de nossos corações, então ela começa a crescer, “primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga” (Marcos 4:28). O novo nascimento é a implantação dessa semente da vida dentro da alma – é a criação de uma vida nova, Divina e imortal dentro de nós. Nós devemos ter essa vida ou, então, não poderemos ver ou entrar no Reino de Deus.




Minha mensagem é a necessidade imperativa de regeneração, e gostaria em primeiro lugar mostrar a vocês que o novo nascimento é uma grande necessidade. E, em segundo lugar, pergunto: todos nós já tivemos essa experiência?




I. Primeiramente, então, quero mostrar a vocês que o novo nascimento é uma grande necessidade.

Que é uma necessidade isso é certo, porque foi o próprio Jesus que disse: "Você precisa nascer de novo", e Jesus não se engana. A menos que estejamos pronto para rejeitá-lo completamente, nós devemos crer que Ele é o Mestre Infalível enviado de Deus. Ele disse: "Você precisa nascer de novo", se você nunca foi salvo, deve considerar que você precisa deste novo nascimento. Jesus tinha um espírito gentil e amoroso. Ele nunca impôs fardos pesados sobre os ombros dos homens que eles não fossem capazes de suportar. Ele era tão gentil que as criancinhas se reuniram em volta dEle, e Jesus tomando-as em seus braços as abençoou. Estou certo que se ele pudesse ter dito: "Você pode entrar no Reino dos Céus sem experimentar o novo nascimento," Ele teria dito isso. Contudo, Ele disse: "Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida!" (Mateus 7:14), e Jesus falava a Verdade de Deus. Lemos também em outras passagens que felizmente os portões da misericórdia foram abertos, ao dizer: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba" (João 7:37). E Seu último convite do Evangelho é este, “e quem quiser, beba de graça da água da vida” (Apocalipse 22:17). As palavras destes textos se tornam mais solenes, pois elas saíram dos lábios dAquele que não exclui nenhuma alma da eterna felicidade, a menos que a Verdade de Deus exigisse que Ele o fizesse. É o mais amável, gentil e amoroso Cristo que disse: "Você precisa nascer de novo", e assim fecha-se e tranca-se o portão do Céu contra a admissão do não-regenerado!




A necessidade de regeneração é universal, pois Cristo dirigiu essa mensagem a um homem que pertencia a uma classe de pessoas que poderiam ser isentas do novo nascimento se fosse possível. Nicodemos era um homem que sinceramente desejava conhecer a Verdade e saber a respeito do caminho da salvação. Ele foi a Cristo, não como um traidor que articulava acusá-lO em Seu discurso, mas ele foi até Cristo com um profundo desejo de aprender o que o Mestre enviado de Deus tinha para lhe dizer. Nicodemos não poderia entrar no Reino de Deus até que ele nascesse de novo, nem o maior estudioso da Palavra, nem o mais fervoroso pesquisador da Verdade de Deus! É algo excelente ter um coração honesto e uma mente sincera, mas mesmo assim Cristo diz a tais pessoas: "Você precisa nascer de novo." Agrada-me conhecer pessoas de mentes sinceras, mesmo que sejam contrárias ao Evangelho, pois frequentemente tenho percebido que a honestidade dessas pessoas os obrigam a ceder às reivindicações do Evangelho, quando elas são confrontadas. Vários dos primeiros seguidores de Cristo eram simples, pescadores, singelos à sua maneira, mas mesmo assim eles precisavam ser nascidos de novo – não importa quão boa uma pessoa pode ser, ou como ela seriamente busca conhecer a Verdade de Deus, ela não pode escapar da necessidade que se aplica a toda a raça humana! "Você precisa nascer de novo".




Além disso, Nicodemos era um homem sábio, conhecia as Escrituras. Para ser um rabino era necessário uma educação completa nas Escrituras do Antigo Testamento e, sem dúvida, Nicodemos era igual ao resto do Sinédrio à qual ele pertencia. Mas o estudo das Escrituras, por mais admirável que seja, não salvará a alma humana sem o novo nascimento. Não se trata meramente da leitura a respeito de Cristo, mas ter Cristo formado em nós, a esperança da Glória, que realmente irá nos salvar. Foi o Espírito de Deus que escreveu as Palavras deste livro abençoado, e é este mesmo Espírito que deve escrever essas Verdades em nosso coração, ou então essas mesmas Verdades, o que diz respeito a salvação, não terá nenhum valor para nós. Nenhum conhecimento que você possa adquirir, até um doutorado em teologia – nenhuma habilidade em transmitir conhecimentos aos outros, mesmo que você seja um mestre em Israel – serão capazes de fazê-lo entrar no Céu sem ser nascido de novo!




Além de Nicodemos ser um homem sábio, ele era um homem naturalmente bom, Nicodemos era um homem muito religioso. Ele foi "Um homem entre os fariseus, um dos principais entre os judeus." (João 3:1). Os fariseus era integrantes de uma seita religiosa – eles cumpriam a Lei ao pé da letra e todas as minúcias dos rituais eram cuidadosamente atendidos por eles. Eles eram grandes seguidores do jejum, da caridade, e das repetições das orações. Eles pertenciam ao alto clero, e mesmo assim Cristo disse para o fariseu mais consciente: "Você precisa nascer de novo." O fariseu era conhecido por dar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e coam as moscas de seu vinho que ele bebe, ou ele pode abster-se dele por completo – mas tudo isso de nada lhe valeu ao menos que ele nasça de novo! A regeneração é uma necessidade universal para toda raça humana. Esta mensagem serve tanto para uma congregação de reis e príncipes, membros reais e bispos, como para uma congregação de vendedores de verduras, bêbados, prostitutas e presidiários. A todos os nascido de mulher, não existe uma única exceção para esta necessidade: "Você precisa nascer de novo."




Essa necessidade é evidente se consultarmos a autoridade das Escrituras. Considere o que as Escrituras dizem a respeito do que o homem é por natureza. A Palavra de Deus nunca nos lisonjeia. Ela nos diz que “não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só”(Romanos 3:10-12). “Toda cabeça está enferma e todo coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres" (Isaías 1:5,6). “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto" (Jeremias 17:9). Agora, se esta for a sua arruinada condição, “você precisa nascer de novo", se você quiser entrar no Reino de Deus. Remendá-lo, fazer uma correção na sua vida, reformá-lo, nada disso será proveitoso – você precisa ser nova criatura, nada menos que isso será suficiente para você.




“Nem todas as formas exteriores na terra,
Nem ritos que Deus nos deu,
Nem a vontade do homem, nem sangue, nem o nascimento,
Pode elevar uma alma para o céu.
A vontade soberana de Deus somente
Cria-nos herdeiros da Graça
Nascidos à imagem de Seu Filho,
Uma nova raça peculiar.”




Lembre-se também daquilo que o próprio Evangelho exige dos homens. Os homens podem ouvir o Evangelho, pois eles têm ouvidos, mas eles não podem compreendê-lo até que o Espírito de Deus abra suas mentes e corações para recebê-lo. Até o dia em que acontecer isso aos homens, assim como foi nos dias de Cristo que, embora eles terem ouvidos, não ouvem, e embora nós falamos, eles não percebem, pois como pode o homem carnal entender as coisas espirituais? O coração não-regenerado não consegue compreender o Evangelho, assim como um cavalo não pode compreender a astronomia – isso é totalmente além da compreensão do homem carnal! Quando usamos uma simples metáfora, o homem não-regenerado a toma como literalmente, assim como Nicodemos fez quando o Senhor lhe disse: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (João 3:3), e ele tolamente perguntou: “Como ele pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e nascer de novo?” Quando Cristo falou à mulher, junto ao poço de Sicar, sobre a água da vida, ela disse a Ele: “Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água” (João 4:15). E, hoje, quando Cristo diz a respeito do pão da comunhão, “Tomai e comei, isto é o meu corpo” (Marcos 14:22), a mente carnal diz que o pão é transformado em carne, não tendo o discernimento espiritual para ser capaz de compreender até mesmo a mais simples metáfora que o Senhor Jesus Cristo teve o prazer de usar! As coisas espirituais devem ser discernidas espiritualmente e, portanto, a mente carnal não pode discerni-las!




A Graça perceptível no coração do Evangelho está totalmente acima do alcance do homem. O Evangelho diz: “Arrependei-vos”. O homem não regenerado ama seus pecados e não vai se arrepender deles. Ele só carrega em seu peito e, até que sua natureza seja alterada, ele nunca vai olhar para eles com horror e tristeza. O Evangelho diz: “Acredite, jogue fora toda confiança em seus próprios méritos e creiam em Jesus”. Mas a mente carnal é orgulhosa e ela diz: “Por que eu deveria crer e ser salvo pelas obras de outra pessoa? Eu quero fazer alguma coisa por mim mesmo para que eu possa ter algum crédito por isso, seja por boa inteção, ou boas orações, ou boas obras de algum tipo.” Arrependimento e fé são desagradáveis para os não regenerados – eles preferem repetir mil orações formais do que uma lágrima solitária de verdadeiro arrependimento! Eles trabalhariam em seu caminho para o céu, mesmo que se eles tivessem de passar pelo inferno para chegar lá, ao invés de receber a salvação simplesmente por nada, como um dom de Deus por meio de Jesus Cristo. Irmãos e irmãs, devemos ser nascidos de novo, porque a Verdade do Evangelho não pode ser compreendida e os comandos do Evangelho não podem ser obedecidas, exceto onde o Espírito de Deus trabalha na regeneração do coração!




Quanto aos privilégios do Evangelho, como a comunhão com Cristo, o que o homem não- regenerado estaria interessado sobre isso? Acesso a Deus, a aceitação do Amado, adoção na família de Deus – ele não sabe nada sobre essas coisas e não quer saber sobre elas. Dar-lhe a prosperidade em seus negócios e a felicidade em sua casa, e ele estará perfeitamente satisfeito sem os tesouros do Pacto da Graça e sem a salvação do no Senhor Jesus Cristo. Você pode chamá-lo para o banquete do Evangelho, mas ele não virá, pois ele não vê motivo para ir. Você pode convidá-lo, e você tem o dever de fazer isso, mas ele irá dizer: “Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me ”, ou “eu devo ir ter com a minha esposa, somos recém-casados, por isso peço a ti que me desculpe.”(Lucas 16:19-20) Ele prefere não fazer nada, ao invés de ir para o banquete cujo amor eterno se transborda, porque até que ele seja regenerado, não poderá apreciar os privilégios que o Evangelho apresenta a ele.




E, irmãos e irmãs, “vocês precisam nascer de novo”, porque é impossível para vocês entrarem no Céu sendo não-regenerados. Na Terra você não pode ter paz com Deus sem o novo nascimento. Deus nunca irá se reconciliar com a carne. A carne é algo sujo, que deve ser repudiada. A velha natureza deve ser morta e enterrada. A ordenança do batismo de crentes destina-se a nos ensinar sobre a grande Verdade de Deus. O despojar da imundície da carne não é feito através da circuncisão, mas através da Nova Aliança na qual a carne é enterrada completamente! Deve ser considerado que a carne seja morta e enterrada com Cristo e, então ser imediatamente colocada de lado de uma vez por todas. Ó, que o Espírito Santo trabalhe isso com cada um de nós! “A carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus” (I Coríntios 15:50). E o que, em nossa mente natural, é chamado de carne não pode herdar o Reino de Deus. É preciso morrer e ser totalmente repudiada como algo corrupto! Nós só podemos entrar no Céu através da posse da vida celeste em virtude de termos sidos feitos novas criaturas em Cristo Jesus. Vocês, queridos amigos, sabem experimentalmente o que isso significa?




Ainda tenho que fazer a seguinte observação: essa necessidade não é para ser ignorada. Querido ouvinte, você pode fazer o que bem desejar, e acredito que você realmente irá buscar a salvação de sua alma, mas enquanto você tem feito o seu melhor e dado o seu máximo, mesmo assim você precisa nascer de novo! Mesmo que você se dedique diligentemente no estudo das Escrituras, ainda assim você precisa nascer de novo. Você já percebeu a importância que Cristo colocou na questão de examinar as Escrituras? Leia corretamente, o texto diz: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; E não quereis vir a mim para terdes a vida” (João 5:39,40). Muitos leitores da Bíblia se contentam com suas leituras bíblicas, mas eles nunca vão a Cristo! Assim, examinar a Bíblia apenas não é suficiente para a salvação, “Você precisa nascer de novo”. Se você se tornar, a partir deste momento, tornar habitual a devoção particular e constante o atendimento às ordenanças públicas de Cristo, esta declaração ainda persiste: “Você precisa nascer de novo”. Para você ser salvo, você deve ter um novo coração e um espírito reto e estes você não pode obter por si mesmo. Uma árvore pode ter um novo ramo, mas não pode mudar a sua natureza. “Você precisa nascer de novo, nascer do alto”, assim nos diz o nosso Salvador. Há uma obra que precisa ser feita em você, uma obra da qual é impossível para você, uma obra que somente Deus, O Espírito Santo, Ele mesmo, pode executar, ou então você não poderá ver a face de Deus.




Sim, e além de todas as coisa que você pode fazer, os ministros podem fazer o possível por você, mas eles não podem te levar para o céu, nem fazê-lo filho de Deus – você deve nascer de novo. Agradeço a Deus por todo avivamento que produz resultados genuínos, mas apenas porque me alegro em avivamentos verdadeiros, eu tremo quando penso nos muitos supostos convertidos que só são convertidos na vaidade e em outras ilusões – e não na fé verdadeira em Jesus Cristo. Eu vos desafio, através do Deus vivo, que todos vocês, não confiem por mera empolgação ou por entusiasmo como um solo de salvação! Vocês devem ser feitos novas criaturas em Cristo Jesus – sua natureza deve ser alterada – a inclinação atual e o conteúdo de sua vida devem ser alterados, não por argumentos humanos e convicções, mas pelo poder do Espírito Santo, ou então no Reino de Deus você não poderá entrar! Todos os pais de orações, pregadores e ministros de orações, e avivalistas do mundo não podem salvar uma única alma! É preciso nascer de novo, e quanto a nascer de novo, eles não podem efetuar o milagre – que Deus possa abençoar o ensino deles, mas o Espírito Santo deve receber toda a glória por isso – pois somente Ele efetua esta maravilhosa mudança!




Permitam-me também dizer-vos que não há nada no mundo que substitui o lugar do ser nascido de novo:




“Poderia seu zelo não conhecer descanso

Poderiam suas lágrimas fluir”




E este texto ainda permaneceria verdadeiro: “Você precisa nascer de novo.” Na frente dos portões do Céu, para cada um de vocês a pergunta é formulada: “Você pode mostra as provas e as evidências do novo nascimento?” Em caso afirmativo, você poderá entrar. Mas se não, você não poderá, de modo algum, entrar no Reino dos Céus. Esta necessidade é urgente para todos vocês. Sinto-me como se pudesse me colocar diante de vocês e chorar, ao dizer: “Você deve nascer de novo.” Eu já lhe disse repetidas vezes sobre o julgamento que está por vir, mas isso não te afeta. Eu tenho pregado a ti sobre a vida, morte e ressurreição de Cristo; mas isso não te comove. Em pouco tempo você estará em seu leito de morte e ninguém será capaz de ajudá-lo nessa altura, a menos que você tenha nascido de novo! Em pouco tempo você estará na eternidade e, a menos que você seja nascido de novo, você será conduzido da eterna Presença de Deus para as densas trevas, onde haverá choro, gemidos e ranger de dentes! Ó senhores, “vocês precisam nascer de novo” ou vocês serão condenados! “Vocês precisam nascer de novo” ou vocês nunca poderão ficar entre as multidões vestidas de branco que entoarão hinos de louvores a Jesus! Pelo amor que temos por vocês, declaramos que vocês devem nascer de novo! Lágrimas de uma mãe, as orações de um pai, as súplicas de um ministro, todos parecem clamar a Deus: “Senhor, nossos filhos, nossos ouvintes precisam nascer de novo. Ó, faça esse grande milagre pelo Seu amor e misericórdia!” Eu posso estar fadigando vocês se continuar batendo na mesma tecla, mas eu quero destacar esta Verdade de Deus em vossas almas. Não importa muito se você lembra o que eu digo ou o que qualquer outro pregador diz, pois podemos errar, mas a nossa mensagem, é a verdade infalível de Deus – escreva em letras maiúsculas – VOCÊ DEVE NASCER DE NOVO!




II. Agora, em segundo lugar, gostaria rapidamente responder a seguinte questão: VOCÊ JÁ EXPERIMENTOU ESTE NOVO NASCIMENTO? Talvez alguém diga: “Bem, eu nasci de novo através do batismo. Disseram-me que no meu batismo, eu fui feito 'um membro do corpo de Cristo, um filho de Deus e um herdeiro do Reino dos Céus'.” Sim, lhe foi dito isso, mas vou fazer-lhe uma pergunta, você realmente adquiriu tudo isso através de um batismo? Eu fui aspergido quando era criança, mas eu sei que não me tornei um membro de Cristo, um filho de Deus e um herdeiro do Reino dos Céus! Sei que nada dessas coisas se apoderou em mim, pois logo que pude, voltei para o pecado e continuei nele. Eu não era nascido de novo,
estou certo disso, até que quando tinha 15 anos de idade o Senhor trouxe a salvação para minha alma através da obra regeneradora do Espírito Santo e assim passei a confiar em Jesus como meu Salvador. Vocês dizem que seu livro de oração ensina que nascemos de novo no batismo, mas volto a perguntar-lhe: “Você nasceu?” Você já viveu como alguém que nasceu de novo? Você já amou as coisas divinas? Você realmente foi um filho de Deus? Você realmente odiava o pecado e colocou sua confiança em Cristo? Se já, não negarei os fatos. Mas quando vejo milhares de pessoas que disseram ter sido nascidas de novo pelo batismo, e são tão ruins como os bêbados, os caluniadores, adúlteros e até assassinos que não foram aspergidos, eu realmente não posso colocar qualquer confiança no tal "batismo" como esse! O fato é, a regeneração batismal é uma mentira, uma invenção perversa do papado, sem a menor garantia na Palavra de Deus! Não se tem notícia de alguém que nasceu de novo pelo batismo, isso é impossível! Regeneração, nas Escrituras, é sempre colocada lado a lado com fé, como qualquer um pode perceber ao ler as Escritura, buscando conhecer a Verdade de Deus que é revelada. Não há nada nos chamados sacramentos em que uma alma pode descansar para a salvação. Se você tiver sido batizado e até mesmo ter sido imerso, que é o único e verdadeiro batismo, a menos que o Espírito de Deus te regenerou: “Você precisa nascer de novo, nascido do alto”.




Alguém pergunta: “Como vou saber se sou nascido de novo?” Bem, uma das primeiras evidências de regeneração é a fé em Jesus Cristo, onde quer que haja uma sincera confiança em Jesus Cristo, o novo nascimento deve ter sido experimentado. Esta crença foi descrita por Cristo como “a obra de Deus.” Quando ele foi questionado: “Que faremos para executarmos a obras de Deus?” (João 6:28), Ele respondeu: “A obra de Deus é está: que creias naquele que ele enviou” (João 6:29). Para Nicodemos, Jesus disse: “Quem crê nEle não será condenado.” (João 3:18). Para os judeus que procuravam matá-lo, Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê nAquele que me enviou, tem a vida eterna.” (João 5:24). Então essa fé é a evidência da posse da nova vida que durará para sempre – esta vida que é transmitida na regeneração.




Outra evidência do novo nascimento é o arrependimento. Tristeza pelo pecado é um dos claros sinais da nova natureza. O recém-nascido cristão odeia os pecados que ele antes amava, e continua a odiá-los. E quanto mais ele vive, mais ele lamenta por aqueles que ele cometeu. Seu ódio ao pecado cresce com seu crescimento na graça divina, e o pecado é tão odioso para um homem quando ele é mais santificado plenamente. Quanto mais nos aproximamos do Céu, mais envergonhado seremos por termos sidos culpados diante de Deus.




Oração sincera é outra evidência de certeza da regeneração. O que foi dito a Ananias sobre Saulo de Tarso, como uma prova de que ele era “um vaso escolhido” para o Senhor? “eis que ele está orando” (Atos 9:11). Não foi em um encontro de oração que ele estava orando, mas orava sozinho – e o homem que tem o hábito de comunhão com Deus em oração secreta é um homem vivo, pois a oração é a respiração vital da alma. Um dos sinais que uma criança recém-nascida está viva é o choro – quando um homem, em sua própria alma, chora diante de Deus, você sabe que ele é uma criança viva do Deus vivo.




Você também sabe se nasceu de novo, perguntando a si mesmo a seguinte questão: Você sente uma nova vida dentro de você a qual nunca teve antes? “Bem”, alguém diz, “Eu nunca experimentei qualquer mudança que eu saiba. Eu sempre fui bom.” Então receio em te informar que você possui uma opinião errada de si mesmo, e você nunca foi “bom”. “Bem”, diz o homem hipócrita, “eu realmente acho que não há qualquer mudança, como você tem nos falado”. Ah, mas a questão não é o que você acha – o que diz o texto: “Você precisa nascer de novo.” “Mas”, outros dizem, “nós tivemos pais piedosos. Tivemos um excelente exemplo diante de nós. Fomos levados, quando éramos crianças, para ouvir a Palavra de Deus e temos servido regularmente nos ministérios durante os nossos dias”. Tudo isso não altera o fato, “Você precisa nascer de novo”, ou então todos estes privilégios irão apenas aumentar sua responsabilidade! Jesus ainda lhe diz: “Se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus.” (Mateus 18:3). “Arrependam-se e cada um de vocês seja batizado” (Atos 2:38), foi a resposta do apóstolo Pedro a quem lhe perguntou o que eles deviam fazer para serem salvos. O arrependimento é necessário em cada caso – deve haver essa mudança radical que te fará detestar o que você uma vez amou e amar o que uma vez detestava. Não me atrevo a diminuir um ponto ou um til da absoluta necessidade deste caso, pois terei que responder no dia do julgamento de Deus tudo aquilo que estou a lhe dizer. Se eu te lisonjear em alguma vã esperança a qual não há nenhuma base sólida, no último round você poderia me dizer: “Você nos enganou na crença de que éramos salvos quando não estávamos!” Eu não faria isso e, portanto, eu digo a você: “Você precisa nascer de novo.”




Você, então, sente esta nova vida dentro de você? Você deseja algo que nunca teve? Você espera o que você nunca teve antes? Você teme o que você nunca teve antes? Na verdade, você já entrou em um novo mundo onde as coisas velhas já passaram e todas as coisas se fizeram novas? Você se sente como aquela mulher que disse: “Ou o mundo está totalmente mudado, ou então sou eu”? E é este o resultado da mudança que ocorreu em você – agora você ama a Deus, agora você procurar agradar a Ele, as coisas espirituais são agora realidades para vocês, agora o sangue de Jesus é sua única confiança – só agora você deseja ser santo, como Deus é santo? Se há uma nova vida em você, por mais fraca que seja, embora seja apenas como a vida de uma criança recém-nascida, você é nascido de novo e pode se alegrar neste abençoado feito!




“Ah”, alguém diz, “Temo que este tipo de pregação seja muito desencorajadora para muitas pessoas.” Bem, como isso irá desencorajá-los? “Isso irá desanimá-los de tentarem se salvar.” Mas é isso que eu quero fazer! Gostaria não somente desencorajá-los a tentar essa tarefa impossível, mas para colocá-los em desespero a respeito disso! Quando um homem se desespera totalmente ao perceber que não é capaz de salvar a si mesmo, é então que ele clama a Deus para salvá-lo – então acredito que não há oportunidade melhor do que desencorajar um homem que busca fazer qualquer coisa para salvar a si mesmo!




“Bem”, diz outro, “mas isso é capaz fazer os pecadores olharem para dentro.” É? Eu já disse uma palavra sobre os pecadores olhar para dentro? Eu não disse que você mesmo pode fazer nascer de novo, mas eu disse que “você precisa nascer de novo” pela operação eficaz do Espírito Santo. Certamente que isso não faz com que pecadores olhem para dentro! Isso os faz parecerem superiores a Alguém que é infinitamente maior que eles mesmos. O fato é, caros amigos, que a pregação da necessidade do novo nascimento deve ser mantida porque é verdade. É na Palavra de Deus e, como tudo que está escrito, está escrito para um propósito definido e não deve ser colocado em segundo plano, ou não deve ser assim tratado.




Acredito que onde quer que haja o trabalho da
Graça na alma, a pregação da necessidade do novo nascimento aprofunda esse trabalho. Eu sei que muitos professam vir a Cristo e espero que eles realmente cheguem até Ele, embora eles nunca tenham sentido o que alguns de nós experimentamos quando estávamos sob a convicção de pecado. Bem, se eles forem até Cristo, está tudo certo e fico feliz. Mas eu ainda sou um crente da moda-antiga do tipo de conversão e eu não acho que há muitos novos nascimentos sem dores, ou que muitas almas vêm para Cristo sem alarmes de consciência e muita tristeza no coração por causa do pecado. Quando me converti, pecadores costumavam ir dessa maneira a Cristo. Pela fé eles olharam para Ele, Aquele quem transpassaram por causa de seus pecados e lamentaram por Ele como alguém que está em amargura pelo seu primogênito. Acho que raramente tenho visto uma autêntica conversão que não tenha sido baseada, em alguma medida, na aversão ao pecado, ódio ao ego e completo desprezo de qualquer outra salvação, exceto pela Soberana Graça de Deus. Lembrem-se, irmãos e irmãs, que “o que é nascido da carne é carne” (João 3:6) e nada mais, e - “Toda carne é como a erva, e toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor.” (I Pedro 1:24). É apenas “a Palavra do Senhor” e a obra do Senhor, que permanece para sempre (ver I Pedro 1:25)! Por isso peço que se houver qualquer obra em você que seja a obra de Deus e, não minha obra ou a obra de qualquer homem íntegro, mas sim a verdadeira obra de Deus o Espírito Santo.




Se eu estivesse em um estado de ansiedade sobre a minha alma e ouvisse um sermão como este, eu me sentiria assim: “Ó, como sou dependente do Espírito de Deus!” Seria obrigado a suspirar, no profundo de minha alma, esta oração: “Ó Senhor, salva-me!” Acredito que isso me levaria, desesperadamente fazer qualquer coisa para me salvar, lançar-me nos braços do Salvador que poderia me dar o Espírito pelo qual eu poderia nascer de novo. E lembre-se que no momento que um pecador fizer isso, ele nascerá de novo. Assim que ele se lançar sobre Cristo, ele passará da morte para a vida e o milagre da regeneração será trabalhado nele!




Acredito, queridos amigos, que quando nós solenemente pregamos a necessidade de regeneração, isso tem um bom efeito de derrubar tudo o que for falso nos homens e toda falsidade que vem da humanidade. Você pode criar cogumelos sem qualquer impureza que pretender, mas a Rosa de Sáron precisa de um solo diferente que este! Você pode facilmente criar homens e mulheres que se dizem cristãos e que serão muito sérios durante um ou dois meses, e depois voltarão para o mundo novamente. É o Espírito Santo sozinho quem cria a vida que é eterna! No caso daqueles que são meros professos, uma pequena reprovação os fazem irem embora pois eles ficam ofendidos, mas estes não são verdadeiros possuidores da Graça Divina. O que é plantado pelo nosso Pai celestial nunca será arrancado, mas perdurará todos os testes que podem ser aplicados a ele. Sei que quando fui ver o ministro para fazer uma profissão de minha fé em Cristo, eu esperava que ele me testasse e me sondasse; pois eu queria que ele me revelasse se eu era um hipócrita ou vivia no auto-engano – e eu acho que cada genuíno convertido se sente desse mesmo jeito que eu e sentia. Pois nós não queremos nenhum trabalho superficial. Nós não queremos que o trabalho seja desleixado, queremos que seja feito cuidadosamente, de modo que ele irá durar por toda a eternidade! Eu não quero ter nenhuma paz exceto a paz verdadeira através do precioso sangue de Jesus. Clamar, “Paz, paz” onde não há paz, é algo terrível que com certeza terminará em desespero avassalador, ou então em presunção fatal o que é ainda pior.




Estou certo de que a pregação da necessidade de regeneração é uma das maneiras mais eficazes para prejudicar a causa de Satanás, pois nada mais valerá para a conversão de um grande pecador, um líder do exército do diabo. John Bunyan disse certa vez uma coisa muito estranha. Ele disse que tinha grandes esperanças a respeito da geração seguinte a sua, porque os jovens em seu tempo eram tão maus. Ele pensou que se eles fossem salvos – e ele esperava que muitos deles fossem – tão grandes pecadores que eles eram, os fariam grandes santos. Ele próprio sabia que ele tinha sido um grande pecador e o que a Graça de Deus tinha feito nele – e isso lhe deu esperança pelos outros. Foi uma forma estranha de colocá-lo, mas ele estava certo. E se o Senhor pegar algum grande pecador daqui e transformar ele ou ela em um(a) santo(a), que grande transformação aconteceria em seus lares! Talvez isso afetaria uma paróquia inteira! Eu conheci alguns líderes do pecado, cuja conversão realmente teve uma influência maravilhosa sobre toda a região onde moravam – os que era beberrões e zombadores entre eles disseram um ao outro: “Você ouviu falar o que aconteceu com o velho Tom?” “Não, o que aconteceu com ele?” “Ele diz que se converteu! Eu o encontrei outro dia e disse-lhe: 'Quais são as novidades?' E ele disse para mim, 'A melhor novidade que eu já ouvi é que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o maior.' Eu não consigo entender o que aconteceu com ele!” Então, todo mundo dirá: “Há algo nessa religião que se apossou dele”.




Lembro-me bem, no meu primeiro pastorado, o momento em que o maior bêbado de Waterbeach entrou para a Igreja. Sua conversão lotou o lugar de uma só vez! As pessoas diziam: “Bem, se o ministério desse jovem homem tem sido uma bênção para um velho pecador como este, há algo nesse ministério, você pode confiar nisso!” E elas vieram de curiosidade para ouvir a Palavra de Deus. Os melhores guardas-florestal são aqueles que eram caçadores furtivos e os melhores pregadores para grandes pecadores são aqueles que também já foram como estes grandes pecadores! Esses pregadores conhecem os meandros do coração de um pecador e eles podem falar por experiência própria em vez de teoria. Quando um homem já esteve no fogo e ainda possui o seu cheiro, ele é aquele a avisar aos outros para não se meter com o fogo e por meio de tais pecadores, salvos pela graça, Deus sacode o reino de Satanás e transporta pecadores para o Reino do Seu Filho amado! Conversões como estas, assim como todas as genuínas conversões, só podem ser obras do Espírito Santo.




Peço a todos vocês que amem o Espírito Santo, pensar nEle sempre com a mais profunda reverência. Cristãos, homens e mulheres, que foram vivificados pelo Seu poder, invoquem Seu poder para repousarem sobre vocês sempre que forem para obra de Deus, pois sem Ele nada podem fazer! Orem no Espírito Santo, preguem no Espírito Santo e não acreditem na conversão de uma única alma à parte do Espírito de Deus! Ide e pregai, “Crê no Senhor Jesus Cristo, e será salvo”, plena e livremente, mas lembre-se que sua pregação não pode, por si só, levantar uma alma de seu estado caído. Este será o vosso conforto, que o Espírito de Deus irá trabalhar com você e através de você, se confiar nEle e depender interamente dEle! Digo-vos, pecadores, todos vocês sem exceção, que, se vocês se achegarem a Jesus Cristo e simplesmente confiar Nele, vocês terão a salvação, e a assegurarão de uma vez! Mas a minha confiança em qualquer resultado da minha proclamação do Evangelho não é baseada em minha esperança de que você estará tão bem dispostos a vir, ou sobre a minha confiança de que a minha maneira de colocar a Verdade de Deus vai levar você a vir a Cristo. Não! Não tenho uma sombra de confiança, seja em cima de você ou sobre mim! Mas eu tenho essa confiança, que se eu fielmente pregar Jesus Cristo e este crucificado, Ele irá chamar os pecadores para si mesmo e acredito que Ele irá salvar alguns fora desta congregação, embora eu não saiba quem eles possam ser. Você é como um monte de limalhas de aço e cinzas diante de mim – não é meu dever separá-lo. Meu dever é confiar no magnetismo de um ímã que poderá fazê-lo! Você que aceitar a Cristo como seu Salvador irá recebê-lO – você que não O aceitar perecerá em seus pecados!




Mas se você aceitar a Cristo, é porque o Espírito de Deus levou a fazê-lo e lhe deu o novo nascimento, que te permite a fazer isso! Se você rejeitá-lO, em sua própria cabeça esteja o seu sangue para sempre. Este é um assunto solene. Espero que o que eu disse te fará pensar, antes de ir para sua cama, você se livrará da idéia de que esta é uma questão irrelevante para ser atendida sempre que quiser e brincar com isso sempre quando quiser – mas que, ao invéz disso, cada um irá dizer: “Ó Deus, eu vejo que só Você pode me salvar! Você pode me esmagar, ou você pode me salvar. Não tenho nenhuma reclamação sobre Ti. Se Você me destruir, Tú serás Justo, no entanto, salva-me, Senhor, pelo amor de Seu Filho amado! "Amém.




ORE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO USE ESTE SERMÃO

PARA TRAZER MUITOS PARA UM CONHECIMENTO SALVADOR DE JESUS CRISTO.


FONTE:

Traduzido de http://www.spurgeongems.org/vols52-54/chs3121.pdf




Todo direito de tradução protegido por lei internacional de domínio público

Sermão nº 3121—Volume 54 do The Tabernacle MetropolitanPulpit,

Original em inglês: The Necessity of Regeneration


domingo, 21 de agosto de 2011

O LADO VIDA DA CRUZ - IRMÃ JESSIE PENN-LEWIS.



O Dr. Mabie escreveu em um de seus livros: "Na ressurreição reconciliadora são sempre tomadas juntas. Elas são partes inseparáveis de uma real, partes gêmeas de um fato".Isso é a própria verdade, mas na experiência e no ensinamento, o perigo encontra-se em não dar às "partes gêmeas" equilíbrio. Isso afeta os resultados da vida, pois você não pode ter o "positivo" vida-poder sem a “negativa” morte- aplicação. Se você super-enfatiza o “positivo”, a vida da ressurreição, então você não tem “negativo” suficiente, da morte-aplicação, para tratar com a vida do velho Adão, que está no caminho da nova criação, e tem que ser tratada pela morte dando lugar ao Cristo-Vida. Por isso, os dois devem receber igual ênfase e correr juntos na vida cristã. Morte e vida, Calvário e ressurreição: “artes gêmeas de um fato”. É pela falta de ver-se isso que há tantos cristãos unilaterais. Ou eles são tão “negativos”,por habitar muito no lado “morte”,que não tem atividade de vida, ou eles estão tão ansiosos por evitar o “negativos” que habitam muito sobre o lado “positivo” da vida, e na experiência estão sobre o perigo de chamar o lado velho da natureza de vida de ressurreição. Temos a necessidade do equilíbrio para obter uma real participação da vida de Deus. Mas é tão humano ir aos extremos! É somente, quando conhecemos o perigo e confiamos em Deus para nos guardar, que podemos ser mantidos espiritualmente sóbrios e equilibrados na verdade.
Agora vamos para Romanos 6 ver nos versículos 10 e 11 como eles dão não somente o que podemos chamar de “lado-morte” da Cruz, mas a chave para o “lado-vida” de nossa união com Cristo em Sua ressurreição. Quando a ter morrido, de ma vez morreu para o pecado; quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Nessas três palavras, em Cristo Jesus, temos a chave para a vida de união com o Senhor ressurreta. Morremos com Cristo na cruz para que possamos “viver para Deus”, completamente em outra esfera, “em Cristo Jesus”. Lemos no verso 13: Oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Agora, o que significa estar em “ Cristo Jesus” no lado de ressurreição da cruz? Vamos para Romanos 7.4: Vós morrestes relativamente à lei, por meio do Corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos. Numa nota de rodapé da Bíblia de Schofield, a palavra “unida” é indicada em lugar de “por meio”. A morte é o lado “negativo” da verdade; ser unido ao Senhor ressurreto é o lado “positivo”. Partes gêmeas de um fato. Por isso, não há dispensar de Sua Vida ressurreta à parte Dele mesmo. Além do mais, a “união” é uma união de espírito. Aquele que se une ao Senhor é um espírito com Ele. 1 Coríntios 6.17, não uma alma. Por isso, o lado “negativo” da morte com Cristo significa, de modo prático, uma fuga, ou rompimento ou corte daquilo que impede a união de seu espírito ao Cristo ressurreto. O resultado experimental da cruz é realmente um liberar do espírito. Ele estava aprisionado, por assim dizer, sob o poder da alma e da carne. O espírito estava tão envolvido na vida de natureza que não poderia estar plenamente unido a Cristo, que é Espírito despertador. Mas como é feito o “cortar fora”? Como o Espírito de Deus aplica a cruz da qual o espírito é libertado para estar unido a Cristo? Encontramos a resposta em Hebreus4. 12: Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito. Aqui temos a divisão de algo que é imaterial e intangível. A Palavra, por essa razão, é uma arma espiritual, agindo como uma espada na esfera espiritual, na verdade, “dividindo” coisas imateriais. A parte que faz isso é a Palavra da Cruz, dividindo a alma do espírito, primeiro por dar ao crente as distinções entre os dois, e segundo, separando os quando o crente rende-se às operações da Palavra da Cruz, falando da morte com Cristo. O versículo diz que a Palavra discerne e revela os pensamentos, pois todas as coisas estão descobertas e patentes aos Olhos Daquele a quem temos de prestar contas. Note que é o próprio Senhor usando a espada para cortar fora a velha vida. Somente Ele sabe como manejar a “Espada do Espírito”, que cortará como uma faca, e, assim, o espírito é separado ou desemaranhado do enlace da alma. Isso é psicológica e experimentalmente verdadeiro. No livro do Dr. Andrew Murray, “Espírito de Cristo”, ele dá, no apêndice, uma explanação muito clara da divisão da lama e do espírito que precisa ser feita no crente. Ele explica como o homem caiu do domínio do espírito sobre todo o seu ser para a alma, e, depois, como a alma mergulhou na carne, até que finalmente Deus disse do homem: ele se tornou carne. Gênesis6. 3. O espírito do homem, diz o Dr. Murray, dentro de nós, é capaz de conhecer a Deus. A alma é o assento da autoconsciência, e o corpo o assento da consciência sensorial. Um entendimento da psicologia da Bíblia é necessário para qualquer apreensão da vida plena de vitória por meio do trabalho ungido de nosso Senhor Jesus Cristo. Há mais a ser tratado dentro de nós do que o que chamamos de pecado, e é mais do que pecado o que impede nosso pleno conhecimento de Deus. Para conhecer, na experiência real, o lado da vida da cruz, temos de conhecer não apenas a morte para o pecado, mas a Palavra da Cruz separando a alam do espírito, e, deste modo, o espírito é liberado para estar unido ao Senhor ressurreto. A alma não são destruídos nem o é a individualidade do crente. Não nos tornamos autômatos, mas a alma, a personalidade, deve ser avivada a partir do espírito, em vez de estar sob o domínio baixo da vida da natureza. Quando o espírito é, desse modo, um espírito com o Senhor ressurreto, é via espírito, dentro da mente, que experimentamos o guiar do Espírito e o íntimo conhecimento do Cristo pessoal. É por meio de nosso espírito unido a Ele pelo Espírito Santo que o conhecemos pessoalmente, pois o propósito todo da verdade é que o conheçamos tão bem como o poder de sua ressurreição. Agora, voltemos a Colossenses2. 6-7 para a mais luz sobre o significado das palavras “em Cristo Jesus”. Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor assim ande Nele. Quando nós recebemos Cristo, por um simples ato de fé, fomos colocados dentro Dele pela operação do Espírito de Deus. Cristo está em nós, e nosso espírito está unido a Ele como o Ressurreto, mas também devemos habitar “Nele” como uma esfera na qual andamos dia a dia. Assim como começamos, devemos continuar simplesmente confiando Nele, contando com Ele e habitando Nele. O lado vida da cruz significa estar vivo para Deus “em Cristo Jesus”. Nele radicados, continua o apóstolo. Você não pode estar enraizado em um lugar hoje, e em outro amanhã. Isso mostra claramente a necessidade de nosso entendimento da cruz como a posição básica da qual não devemos nunca sair. É na sua morte que devemos estar enraizados. Não podemos continuar numa vida na qual tomamos no passado, a cruz ou avançamos para qualquer alvo deixando a cruz para trás. Fazer isso é como uma árvore rejeitando a própria raiz na terra. Temos de nos considerar “mortos de fato para o pecado” e viver para Deus, mas isso é “em Cristo Jesus”. “Nele temos de estar enraizados, e Nele ter nosso fundamento, onde estamos continuamente edificados. Temos de estar continuamente firmando nossas raízes profundamente em Sua morte. Vamos ler João 3.16 e ver como o estar “em Cristo Jesus” começou no estágio inicial de nossa nova vida. Lemos: Deus amou ao mundo de tal maneira, para que todo aquele que Nele crer tenha vida. Por que os tradutores da Bíblia usaram a palavra “Nele” em vez de “para dentro”, eu não sei. Não cremos meramente “em” Cristo, mas cremos “para dentro” Dele. Newsberrv diz que a palavra “para dentro”, no original, tem em si a idéia de movimento, e isso é muito sugestivo. Quando você crê “para dentro” de Cristo, você é tomado pela co-ação do Espírito Santo, e o Calvário é o lugar onde isso é feito. Somos colocados “dentro” Dele em Sua morte, e depois “dentro” Dele em sua vida, no lado da ressurreição da cruz, “radicados Nele”. Por isso, “persevere firmemente em sua fé”. Quando você recebeu Cristo Jesus, o Senhor, você creu para dentro Dele, agora permaneça Nele, tenha sua fundação Nele, tenha sua vida espiritual edificada Nele. Agora, vamos para Colossenses2. 9-11: Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Quando habitamos Nele, temos a “plenitude” do Espírito. Você morreu com Ele; agora, unido em espírito a Ele, habite Nele e você estará num oceano de vida. Nele habita toda a plenitude da divindade na forma humana, e Nele você tem sua plenitude, pois Ele é a cabeça de todo principado e potestade. Se alguém está em Cristo, é nova criação: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5.17. Pois, em Cristo Jesus, nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. Gálatas 6.15. “Em Cristo Jesus”, nada é feito para depender de qualquer coisa externa. “Em Cristo Jesus”, nada tem proveito, nada serve qualquer uso, nada é de valor algum, a não ser uma nova criação. Agora vamos para Efésios2.4-6: Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nosso delitos, nos deu vida juntamente com Cristo e juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Em Cristo, está nossa raiz e nosso fundamento, dos quais não devemos nos mover, e aqui vemos o resultado daquela posição de morte. Unidos a Ele em espírito, estamos assentados com Ele em espírito “nos céus”. “Crucificados com Ele” somos chamados para partilhar de Sua Vida, porque morrestes e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo em Deus. Colossenses3. 3. Poder de ressurreição é poder de exaltação. Unir-se ao Ressurreto pode exaltar seu espírito e mantê-lo “acima de tudo” em Cristo; por mais profundamente que o espírito possa ter estado sob a escravidão da carne, ou mesclado com a vida de natureza da alma, estamos “assentados com Ele nos Céus” pela união com Ele que, em Sua ascensão, “assentou”. Unidos a Ele, Ele nos sustenta quando habitamos e descansamos Nele.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O LEILÃO - DEVERN FROMKE.



Alguns anos atrás em visita
a Inglaterra, tomei
conhecimento da seguinte
história. Ela me
impressionou tanto que passei a verificar
sua veracidade. Recentemente
descobri que os fatos aconteceram da
seguinte maneira: Nos idos tempos
da Segunda Grande Guerra, uns dos
homens mais ricos do Reino Unido
e seu filho nutriam uma paixão para
colecionar obras de arte. Os dois viajavam
ao redor do mundo, agregando
à coleção somente os mais finos tesouros.
Aquele pai viúvo deleitava-se
grandemente em seu filho por ter ele
desenvolvido tamanha habilidade
como colecionador.
Quando o seu país foi totalmente
tomado pela guerra, aquele jovem
sentiu a necessidade de servir seu país
alistando-se no exército. Ele, porém,
serviu por poucos meses. O jovem
foi morto enquanto levava apressadamente
um companheiro ferido ao
médico. Angústia e tristeza se apoderaram
do coração daquele pai até que
em uma manhã atendeu uma campainha.
Ali, na soleira da porta, estava
um soldado segurando um grande
embrulho. O soldado cumprimentou
o pai solitário dizendo: “Eu era amigo
Desvendando-nos o mistério
da sua vontade, segundo o seu
beneplácito que propusera em
Cristo, de fazer convergir nele,
na dispensação da plenitude dos
tempos, todas as coisas, tanto as
do céu, como as da terra. Efésios
1:9,10
34 RIQUEZA DA GRAÇA Revista Betel
de seu filho, na verdade, era eu quem
ele resgatava quando foi morto. Tenho
algo que gostaria de mostrar ao
senhor, posso entrar?”
Ele contou àquele pai como o filho
costumava relatar o amor que compartilhava
com o pai pelas caras obras
de arte que colecionavam. O soldado,
de pé diante daquele homem, disse:
“Sou um artista e gostaria de presenteá-
lo com este retrato que pintei de
seu filho em apreciação por sua coragem
em salvar-me a vida”.
Tomado de emoção, o pai agradeceu
ao soldado pelo retrato e
prometeu dependurá-lo acima da
lareira, onde teria especial destaque.
Certamente, ninguém consideraria
aquele quadro uma obra à altura das
demais obras da sua coleção de arte.
Entretanto, nas semanas e meses que
se seguiram o pai descobriria que,
graças à bravura e coragem de seu
filho, dezenas de outros soldados feridos
foram resgatados por ele antes
que uma bala silenciasse seu coração
compassivo.
À medida que aquele pai tomava
conhecimento das historias de coragem
de seu filho, orgulho e a satisfação
começaram a tomar o lugar do
sentimento de perda. Além disso, o
retrato do filho tornou-se a maior
relíquia daquele homem, ultrapassando
até mesmo os muitos objetos
de arte que eram tão cobiçados por
museus ao redor do mundo.
Pouco tempo depois aquele homem
faleceu e o círculo das artes
ficou em polvorosa. Sem conhecer a
história do filho, toda a coleção de artes
seria levada a leilão no dia de Natal,
por ter sido aquele o dia em que
o pai recebera seu mais precioso presente:
o retrato de seu único filho.
Quando o dia do leilão finalmente
chegou e os colecionadores de arte de
todos os cantos do mundo compareceram
para dar lances nas mais espetaculares
e variadas peças de arte, o
leilão começou com uma pintura que
não constava de nenhuma lista de
nenhum museu.
Era a pintura do filho daquele homem.
Era a única condição dada pelo
pai! O leiloeiro, então, pediu por um
lance inicial. A sala estava em silêncio.
“Quem fará o lance inicial?” O
recinto permanecia em silêncio, até
que uma voz do fundo exclamou:
“Quem se importa com tal retrato?
Ande logo e vamos ao que interessa!”
Outras vozes se ajuntaram em coro.
“Não, devemos vender este quadro
primeiro”, foi a resposta do leiloeiro.
Lá estava o retrato sobre um cavalete
para que todos vissem. “Quem
levará o retrato do filho?”, continuou
o leiloeiro.
Ninguém da platéia conhecia o fiRevista
Betel RIQUEZA DA GRAÇA 35
lho, ou mesmo se importava, pois a
pintura havia sido feita por um artista
desconhecido. Para aquelas pessoas,
tal retrato era sem qualquer valor
- algo do qual era necessário ficar livre
para que se pudesse prosseguir com
as negociações mais importantes.
Porém, naquele dia, estava na platéia,
uma pessoa que havia sido empregado
da família por toda a vida,
que conhecera e vira crescer o filho
quando ainda era menino. Aquela
pessoa lembrou-se dos idos dias em
que cuidara daquele menino e pensou:
como seria bom ter esse quadro
como lembrança. Ele então perguntou:
“Você aceitaria dez dólares pelo
quadro? É tudo que tenho. Conheci
o menino e gostaria, portanto, de
comprar o quadro”.
“Tenho aqui uma oferta de dez
dólares. Alguém dá mais?”, gritou o
leiloeiro. Depois de mais silêncio, o
leiloeiro disse: “Dou-lhe uma, doulhe
duas, vendido ao cavalheiro”.
Bateu o martelo. Gritos de satisfação
encheram a sala à medida que a
expectativa pelas outras peças do leilão
aumentava. Ao invés, o leiloeiro
anunciou com voz serena: “Senhoras
e senhores, o leilão está terminado!”
Todos ficaram estupefatos! O que
estava acontecendo? O leiloeiro prosseguiu
lendo: “O testamento estipula
que aquele que comprar o retrato do
filho leva também todas as demais
peças. A coleção inteira vai para esse
homem”, disse apontando para o
idoso servo que, ao lado, admirava o
quadro que acabara de comprar.
A multidão retirou-se irada! Mas
cada um deles devia admitir que teve
a mesma oportunidade que aquele
fiel servo. Qual é o real significado
daquele acontecimento singular?
Aquele pai estava demonstrando a
mais profunda honra e afeto pelo seu
único filho.
Há outro Pai que tem semelhante
afeição por Seu Filho. Você sabe
que me refiro à afeição do nosso Pai
celestial por Seu Filho, o Senhor
Jesus. Desde aquele dia singular no
Calvário, nosso Pai considera central
a seguinte pergunta: o quanto você
aprecia Meu Filho?
Ainda mais importante é o que o
Pai acha (não o que nós achamos) de
seu Filho. A fim de realmente compreendermos
essa questão, devemos
considerar a explicação de Paulo sobre
o plano e o propósito que Deus
tinha antes mesmo de começar a Sua
criação:
Desvendando-nos o mistério da sua
vontade, segundo o seu beneplácito que
propusera em Cristo, de fazer convergir
nele, na dispensação da plenitude dos
tempos, todas as coisas, tanto as do céu,
como as da terra; nele, digo, no qual
36 RIQUEZA DA GRAÇA Revista Betel
fomos também feitos herança, predestinados
segundo o propósito daquele que
fez todas as coisas conforme o conselho
da sua vontade, a fim de sermos para
louvor da sua glória, nós, os que de
antemão esperamos em Cristo. Efésios
1:9-12
Imagine! Desde o princípio, nosso
Pai planejara que Seu Filho fosse
a peça central do Universo. Esse
foi o plano original antes da criação
e antes da queda do homem, que
Seu Filho - e aqueles que compõem
o Seu corpo - tivesse esse lugar de
proeminência!... Sim, e Paulo continua:
“para que se torne conhecida dos
principados e potestades nos lugares
celestiais, a multiforme sabedoria de
Deus, pela Igreja, em conformidade
com o eterno Propósito que ESTABELECEU
EM CRISTO JESUS,
NOSSO SENHOR”.
Pai, é possível que, como aquelas
pessoas no leilão, milhões se surpreendam
no último dia... quando a cortina
for aberta... e descobrirem que
o Pai planejou que Seu Filho, Cristo
Jesus, seja honrado por ter a proeminência
em todas as coisas. Oro para
que nenhum leitor fique irado ou
mesmo surpreso como aquelas pessoas
no leilão!
Fonte:
Livro: A Janela mais Ampla
Autor: Devern Fromke
Editora Tesouro Aberto
www.tesouroaberto.com.br

O DEUS DOS LOUCOS - PR ALEXANDRE CHAVES.



Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. 1 Coríntios 1:23


Depois do Renascentismo, o Iluminismo, movimento cultural surgido na Inglaterra, Holanda e França nos séculos XVII e XVIII, que teve como precursor o matemático francês René Descartes (1596-1650), tem sido um dos movimentos que mais influenciou e continua influenciando a formação do pensamento ocidental em nossos dias. Este movimento traz entre suas características primordiais, o conceito segundo o qual a razão é o principal meio para se adquirir conhecimento em todas as áreas.

Tal movimento trouxe muitos avanços para humanidade na área do conhecimento, criando as condições para a revolução industrial e a produção das tecnologias que hoje conhecemos. Associado à revolução francesa, este movimento também deu causa a um significativo impacto político à sociedade.

Porém, como tudo que é produzido pelo homem, e que busca no homem sua identidade e origem, acabou frutificando em morte. Isto porque, o homem separado de Deus, com sua pretensão de sustentar a si, está morto, tornando-se ao mesmo tempo, produtor de morte. “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Romanos 5:12.

Assim como um Midas às avessas, tudo o que o homem toca e cria, produz morte. Isto acontece como reflexo de sua própria essência, contaminada pela morte, como consequência natural de uma existência sem Deus, pautada pela ciência do bem e do mal. “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”Gênesis 2:17.

O homem depois da queda é alguém que tem poder para começar uma história, mas não tem poder sobre seus desdobramentos. É como o trabalhador que acende um fósforo para aquecer sua refeição e acaba por incendiar uma floresta inteira. Por ter poder para começar algo, tem a ilusão de que é livre, mas como diz Jacques Ellul: “ o conceito de liberdade deve ser substituído pelo conceito de autonomia.”

Esta sua condição criativa, dá a ele uma sensação de poder. Mais do que isso, uma pretensão de ser como Deus; uma teomania, ou seja, o pecado em sua forma mais pura, o qual o impede de dar crédito à palavra de Deus; uma cegueira que não lhe deixa perceber o seu fracasso. Assim procedendo, está dando crédito à palavra do diabo: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal.” Genesis 3:5.Cego pelo pecado de querer ser Deus, o homem segue sua saga histórica repleta de evolução cientifica, desigualdade e morte.

O Iluminismo, com sua proposta de racionalizar tudo, surge como uma reação a meu ver legítima, porém desequilibrada, trazendo em si uma crítica à Idade Média - período histórico marcado pelo monopólio da igreja. Neste período, a igreja institucional católica, obliterava toda forma de conhecimento que punha em perigo sua hegemonia política, sua credibilidade como detentora da verdade, seu lucro e seu controle sobre a sociedade e a vida das pessoas, período este que passou a ser conhecido, a partir de então, como a idade das trevas.

Porém, fazer da razão o meio para alcançar todo tipo de conhecimento, a ponto de Descartes afirmar em sua obra “Discurso do método” que: “A partir da dúvida racional pode-se alcançar a compreensão do mundo, e mesmo de Deus” é uma pretensão própria da soberba humana. Além do que, as pessoas que difundiam essas idéias, julgavam-se propagadores da luz e do conhecimento, sendo por isso chamadas de iluministas. Entretanto, a Bíblia, falando de Jesus Cristo diz o seguinte: “Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.” João 1:9.

Alguém poderia argumentar. Por que a razão não pode ser o instrumento adequado para a compreensão do mundo, e mesmo de Deus? A crítica que apenas se propõe a dizer o que está errado, mas não diz o porquê é vazia e infantil. Usemos a própria razão neste caso. Pode um copo conter toda a grandeza do mar, sua biodiversidade, profundeza e mistérios? Pode o finito conter o infinito? Tampouco poderá o homem explicar Deus. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” Romanos 11:33.

Só o fato de estarmos argumentando sobre isto, mostra o quanto somos pequenos e infantis. Tendo em vista se tratar de um argumento que deveria estar ultrapassado, pois fere até mesmo a lógica da razão. Mas, como a Bíblia sagrada afirma que, “A ciência incha, mas o amor edifica”. 1 Corintios 8:1, a humanidade ensoberbecida pelo conhecimento e desprovida de amor, ao invés de negar a si mesma, reconhecendo sua finitude e incompetência diante de questões espirituais, prefere antes, negar a Deus e suas obras. “Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus”.Salmos 10:4.

Quando olhamos para a fé cristã em tempos de pós-modernidade, percebemos que este conceito de querer que Deus seja contido por neurônios humanos, tem migrado para o campo da fé. Abraçamos muitas vezes a sabedoria deste mundo, rejeitando assim a loucura de Deus, mas a Bíblia nos ensina que. “... a loucura de Deus é mais sábia do que os homens”. 1Corintios 1:25a.E também, que Deus chama a sabedoria deste mundo de loucura. “...Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? 1 Corintios 1:20.

Permita-me dizer algo: nós não precisamos de mais lógica, conhecimento e cultura. Nós precisamos de uma dose cavalar de loucura; da maravilhosa loucura de Deus. Do tipo de loucura de alguém que levanta a cabeça e de forma confiante, atravessa a largura da praia em direção ao mar, sabendo que o mar se abrirá, porque Deus o disse. Ou como aquele que sai do barco e pisa sobre as águas como quem pisa em terra firme, mesmo que isto contrarie sua lógica e cultura aprendidas durante toda sua vida, expressando assim uma fé simples no seu salvador que diz: Vem.

Vejo irmãos sofrendo porque querem fazer da vida cristã uma ciência. Porque estão viciados em uma lógica explicativa para tudo. Querem compreender para depois crer. Querem compreender o mecanismo funcional das coisas espirituais para, quem sabe, mudá-las, aperfeiçoá-las e depois comercializá-las - como muitos fazem hoje em dia.

Este pensamento é estimulado por alguns que se acham detentores dos conhecimentos secretos de Deus, abrindo um pressuposto de que talvez Deus possa ser contido pela mente humana, como um ser previsível e limitado. Depois, cobram um alto preço por estas informações, disfarçados de homens de Deus e cheios de supostas intenções espirituais.

São estes os pajés imantados, os xamãs que julgam confinar Deus aos seus conhecimentos, e que determinam a Deus que satisfaça suas vontades egoístas, simplesmente porque pensam que descobriram a lógica manipulatória da divindade, da qual Deus não pode escapar.

Tornam-se com isto senhores da divindade. São eles que agendam a hora em que este pseudo deus ira atuar - normalmente na sexta-feira, que é o dia do milagre. Querem obrigar Deus a encher seus bolsos de dinheiro – posto que o deus deles é o ventre – assim como os bolsos de seus ouvintes, mesmo que isto signifique mantê-los escravizados ao mais tirano dos ídolos que é Mamom; o qual exigirá deles sacrifícios dos mais terríveis como: sua saúde, relacionamentos e família, não obstante estejam sendo levadas para o inferno. Manipular o divino como se a dimensão espiritual fosse refém da lógica humana é coisa das religiões animistas, e não da fé cristã verdadeira.

Tentar conter Deus e as coisas de Deus na mente humana não é algo novo. Nos dias em que o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o filho de Deus, andou entre nós como homem, isto acontecia. Podemos tomar como exemplo, um sábio de Seu tempo, como Nicodemos, querendo saber o mecanismo lógico para a loucura do novo nascimento. Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?”João 3:4.

Jesus então se detém a explicar na lógica do céu, na lógica do vento, na esperança de que Nicodemos pudesse entender, tendo em vista, ser ele considerado mestre em Israel, familiarizado com a maravilhosa e sábia loucura de Deus; perpassado pela cultura e pela história do seu povo profundamente envolvida pelo agir de Deus; história esta cheia de fatos inexplicáveis e, além disso, vivendo cercado pela dimensão do sagrado, em meio a templos, sacrifícios e sacerdotes.

Jesus, então, passa a dizer-lhe: “Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer:Necessário voz é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, e nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito.”João 3:5-8. Porém, o questionamento persiste.“...como pode ser isto?”João 3:9b.

O aparente espanto de Jesus é notório: “...tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas? João 3:10. Muitas pessoas que são mestres em suas comunidades cristãs, familiarizadas com as escrituras e até mesmo com milagres, que nasceram em lares cristão, tendo em sua formação cultural uma ligação histórica com a religião cristã, também sofram do mesmo problema: não conseguem ver o reino de Deus.

Vivem um vida angustiada, preocupada com o dia de amanhã, como se o reino de Deus não tivesse chegado até elas, ainda que afirmem: é chegado a nós o reino de Deus. Vivem assim porque procuram racionalizar a fé cristã. Não quero dizer com isto que a fé cristã é irracional, mais sim, que transcende nossa razão, está acima da nossa capacidade racional.

Sofrem porque estão buscando em si mesmos, a prova dos nove, algo que lhes proporcione a certeza de que são novas criaturas. Porém, em face de sua finitude não conseguem chegar, racionalmente, à conclusão de que são novos nascidos. Então, se desesperam, ou buscam o gabarito da religião, ou um certificado de batismo, que possa lhes conferir o título de nova criatura, mas no fundo, se vêem incapazes de amar ou perdoar.

Diante disto, essas pessoas poderão tomar dois caminhos possíveis. Primeiro, se entregam a sua realidade histórica de pecado e a sua natureza carnal. Neste caso, a Vida Nova estará sempre condicionada a padrões inatingíveis, fazendo da existência, um morrer contínuo, sem esperança de vitória sobre o pecado e a morte. Segundo, se acomodam a um personagem proposto pela religião, e a uma existência de mentira, buscando esconder seu pecado e fracasso, perdendo a sua identidade, na tentativa de ganhar a aceitação do mundo, ainda que seja o mundo religioso, sem atentarem que para isto perdem também as suas almas.

Vivem em um estado de bipolaridade terrível. Dependendo da geografia e das circunstâncias, passam de crentes carolas, a pessoas capazes de pecados inimagináveis. Jamais usufruem da síntese e do poder do evangelho que, pela fé, é capaz de fazer nova todas as coisas: da morte suscitar vida, transformando pecadores em santos, filhos do diabo em filhos e filhas de Deus.

Não conseguem ganhar a dimensão da Nova Vida porque são sábios aos seus próprios olhos, porque no fundo, ainda que pertencentes a alguma esfera religiosa, acham infantil o argumento bíblico. Rejeitam a cruz porque lhes parece loucura, e não sabem que ela é o poder de Deus. “Pois a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” 1 Coríntios 1:18. Esta Palavra é o único poder capaz de nos libertar desta vida claustrofóbica, medíocre e sem sentido, e nos transportar para a dimensão do eterno, da vida e da liberdade, onde as crianças é que são sábias, e os sábios é que são loucos. Lugar onde Deus, ainda que não se possa explicar, faz todo sentido. Talvez seja sensato, ouvirmos a sugestão do poeta em sua canção,“É este o vírus que eu sugiro que você contraia, na procura pela cura da loucura quem tiver a cabeça dura vai morrer na praia”.


NA BALANÇA E NO PRUMO - PR HUMBERTO X RODRIGUES.





Pesado foste na balança e achado em falta. Aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular. Daniel 5:27, Ecl.1:15.

É de fundamental importância para todos os descendentes de Adão, o conhecimento desta grande verdade: o homem tem sido pesado na balança e achado em falta; o prumo foi-lhe aplicado e ele foi achado torto.

Isto significa que reformar o homem é algo absolutamente impossível. Por isso, Deus fechou a história do homem, dizendo: Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá. Ezequiel 18:4. Assim sendo, não há outra solução para o homem a não ser a morte.

O primeiro grande fato que o Espírito Santo insiste em imprimir na consciência humana é este: que Deus pronunciou o Seu solene veredicto sobre a natureza humana e que esse veredicto seja aceito por cada um de nós: “a alma que pecar, essa morrerá”.

Não é uma questão de opinião ou de sentimento. Ainda que você diga: “Eu não sou tão ruim assim”, a sua opinião não vai fazer Deus mudar de ideia, relevar ou dar um “jeitinho”. O veredicto de Deus é imutável: você precisa morrer!

Esta é a verdade. A pena do pecado é a morte. Mas o Senhor dos Exércitos se declara aos meus ouvidos, dizendo: Certamente, esta maldade não será perdoada, até que morrais, diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos. Isaías 22:14. Portanto, todo o homem deve saber que, a “morte” e o “julgamento” estão na sua frente como “a justa recompensa da sua herança e dos seus feitos”. E também, tomar conhecimento que nada pode fazer por si mesmo para mudar ou alterar este destino.

Você pode fazer votos; pode alterar o seu modo de vida; pode reformar o seu caráter; pode se tornar mais moderado, moral, reto e, na aceitação da palavra, religioso. Pode produzir uma “oferta” de caráter “santo”, participar da ceia, contribuir financeiramente com os trabalhos, orar, jejuar, ouvir sermões. Enfim, pode fazer qualquer coisa, ou tudo o que estiver ao alcance da competência humana, não obstante tudo isso, “a morte e o juízo” estão na sua frente.

Então, poderia o esforço humano remover a mancha do pecado? Poderia satisfazer as justas exigências de Deus? Poderia tirar o aguilhão da morte? Impossível. Visto que: Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados. Hebreus 9:22.

É impossível ao pecador, por suas próprias obras, livrar-se da morte e do juízo, colocando-se se a si mesmo na vida em triunfo. É nesse ponto, na completa impossibilidade do pecador, que a cruz se apresenta. Nessa cruz o pecador convicto pode ver a provisão divina necessária para toda a sua culpa.

Ali na cruz, o pecador pode ver a morte e o julgamento retirados inteiramente de cena, e a vida e a glória estabelecidas em seu lugar: Agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho. 2 Timóteo 1:10.

O Senhor nos trouxe luz e vida. A verdade é que, não há uma centelha de vida fora de Cristo. Fora de Cristo só há morte. Somos informados pelo próprio Senhor, que se não comermos de Sua carne e bebermos de Seu sangue, não temos vida em nós mesmos: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. João 6:53.

O ponto central do capítulo 6 do evangelho de João é a revelação do Deus-Homem. O Senhor descido dos Céus, humilhado e entregue à morte. Aquele que, sendo o Eterno, e ao mesmo tempo profeta e Rei, tomará o caráter de vítima e de Sacerdote no Céu.

Jesus tomou o lugar de Filho do homem em humilhação. Ele deu a Sua vida. O Seu sangue foi tirado do Seu corpo. A Sua morte foi a morte de todos os homens, porque para a vida “natural” só há uma solução, a morte. A alma que pecar, essa morrerá.

Com efeito, é num Salvador morto que vemos o pecado tirado, pecado que Ele levou sobre Si, por amor de nós. E a morte, para nós, é a morte da natureza pecadora, pela qual estávamos separados de Deus.

O Senhor Jesus tomou sobre Si o pecado. Ele foi feito pecado sobre a Cruz por nós. Portanto, a Sua morte é a nossa morte. E, aquele que está unido a Cristo naquela morte está justificado do pecado. Por esta razão, nós nos alimentamos da morte de Jesus: Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. 2 Coríntios 4:10.

A nossa vitória sobre o pecado, sobre a carne e o diabo não está no que fazemos, isto é, porque oramos ou porque temos uma porção da palavra de Deus. A nossa vitória está fundamentada na redenção efetuada pelo nosso Senhor Jesus Cristo.

Nascemos espiritualmente em “falta” e essencialmente “tortos”. Nada podíamos fazer por nós mesmos. Mas, Ele deu a Sua vida na cruz. E, a essa vida o pecado foi ligado, por imputação, quando o bendito Salvador foi levantado naquela cruz. E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer. João 12:32-33.

Ao oferecer a SuaprópriaVida, juntamente com ela foi o pecado. Deste modo, o pecado foi eficientemente tirado, tendo sido deixado na sepultura, da qual o Senhor ressuscitou triunfante, no poder de uma nova vida. A esta nova vida, a justiça está claramente e inseparavelmente vinculada, tal como o pecado estava à vida que Ele deu naquela cruz. Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 2 Coríntios 5:21.

O Senhor Jesus não cometeu nenhum pecado, mas Ele tomou sobre Si o pecado de cada um de nós. Ele foi feito pecado sobre a cruz por nós e, aquele que está morto, justificado está do pecado. Portanto, nós nos alimentamos da morte de Cristo. A Sua morte é a nossa morte.

O pecado e a morte ali na cruz encontraram o seu fim. E, agora, estamos ligados em graça, na Pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo. Agora, estamos livres e nos alimentando da graça infinita Daquele que realizou a nossa redenção.

A expiação foi perfeita, o Seu amor é infinito e a expiação é total, absoluta. O que nos separava de Deus já não existe mais. Agora algo maravilhosamente bendito podemos dizer: “Encontrei Alguém que satisfaz perfeitamente meu coração – encontrei a Cristo”.

O sangue derramado e apresentado ao Deus santo como perfeita expiação pelo pecado. Este fato, quando simplesmente aceito pela fé, traz alívio à consciência, removendo todo sentimento de culpa e todo temor da condenação.

Nada há diante de Deus senão a perfeição da obra expiatória de Cristo. O pecado foi julgado e os pecados foram tirados. Foram completamente apagados pelo precioso sangue de Cristo. Crer nisto é entrar no perfeito repouso da consciência.

Por essa razão, precisamos sim, da graciosa ajuda do Espírito Santo para nos levar à Pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo. E, assim dizer como Filipe disse a Natanael: Achamos Aquele: Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus, o Nazareno, filho de José. João 1:45.

Se lermos as Escrituras e não encontrarmos a Pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo, a nossa leitura não nos trará nenhum benefício. Tudo será meras letras, e as letras são mortas.

Se tratarmos esses assuntos simplesmente como doutrina, eles serão mortos. Alguns podem dizer que encontraram na Bíblia a Palavra de Deus, mas são desprovidos de vida. O nosso fracasso é simplesmente porque não tocamos no fato. Não tocamos em Cristo.

Filipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos Aquele. Então, o que estamos procurando quando lemos a Bíblia ou nos reunimos? O fundamento da nossa reunião é divino, o centro em volta do qual nos reunimos é Cristo. Se não for Cristo, podemos afirmar que somos os mais miseráveis dos homens!

Somente por meio da revelação do Espírito Santo seremos conduzidos para dentro de Cristo. E, sabermos que Ele é o grande “Eu Sou” e que Nele, encontraremos tudo, porque tudo que está Nele é cheio de vida.

“Eu Sou” significa: Nele tudo é eterno. Cristo é o Senhor do hoje; Nele não há passado. Tudo o que está em Cristo é para sempre. Ele é um eterno presente.

A cruz de Cristo é presente, a ressurreição de Cristo é presente, a ascensão é presente, a presença do Espírito Santo é presente. O que quer que Deus tenha nos dado em Cristo é presente.

Definitivamente precisamos saber que o nosso alimento é Cristo. Cristo é a verdadeira comida. Toda satisfação se encontra em Cristo. Cristo é o pão da vida. Cristo é a nossa justiça. Cristo é a nossa santificação.

Quem ousaria subir na balança e se submeter ao prumo? Só tem um que pode fazer isto por mim e por você. Aquele que morreu e ressuscitou e nos fez morrer e ressuscitar com Ele.

Que Deus abra os nossos olhos para vermos que em Cristo encontramos o tudo de Deus. Amém!


domingo, 7 de agosto de 2011

O ALVO DA PREGAÇÃO: A GLÓRIA DE DEUS - PR CLAUDIO MORANDI.


O ALVO DA PREGAÇÃO: A GLÓRIA DE DEUS
Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. 2 Timóteo 4:1-2.
Estamos vivendo uma época onde o conceito de muitos “sábios” e “inteligentes” e incrédulos, a pregação é uma tolice. Eles preferem a sabedoria filosófica e por isso vivem do seu idealismo. Porém, é através da pregação do Evangelho que a salvação é outorgada aos homens. A pregação da Palavra é necessária porque mostra o modelo de Deus operar na vida dos homens e das mulheres. É por meio da pregação da Palavra que Deus mostra as Suas grandezas. Em nossos dias vemos pessoas morrendo famintas da grandeza de Deus, mas muitas delas não fariam este diagnóstico de suas vidas perturbadas. A majestade de Deus é uma cura desconhecida. Há prescrições muito mais populares no mercado, mas o benefício de qualquer outro remédio é sumário e pouco profundo. A pregação que não contém a grandeza de Deus pode entreter por algum tempo, mas não tocará o clamor secreto da alma que clama pela glória de Deus. Veja o que pediu Moisés ao Senhor em Êxodo 33:18 Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória.
Irmãos, a grandeza e a glória de Deus são relevantes. Um grande pregador do passado Robert Murray afirmou: “O que Deus abençoa não é tanto os grandes talentos, mas a grande semelhança a Jesus. Um ministro santo é uma arma terrível na mão de Deus”. Em outras palavras, do que o povo precisa mais é da nossa santidade pessoal. Sim, e santidade nada mais é do que uma vida imersa em Cristo e uma visão da glória de Deus. Por isso que o tema indispensável da nossa pregação é o próprio Cristo, em Sua majestade e verdade e santidade e justiça e sabedoria e fidelidade e soberania e graça. Quando pregamos a Cristo e este crucificado ao mundo, estamos pregando tudo a ele, quando não pregamos o Cristo crucificado, não pregamos nada a ele. Veja o foco da pregação do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 1:23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios. Também era o foco da igreja primitiva: E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. Atos 5:42. A tarefa de qualquer pregador cristão não é dar ao povo conselhos moralistas ou psicológicos sobre como se dar bem no mundo. Qualquer outra pessoa pode fazer isto. Não podemos falar nada ao povo que não proceda da verdade da Palavra Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá, para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o poder para todo o sempre. Amém! 1 Pedro 4:11.
Muitos poucos são os que pregam hoje: “assim diz o Senhor”. A pregação bíblica saiu de moda há muito tempo. Quando pregamos a Palavra de Deus, falamos como embaixadores de Deus, nunca precisaremos queixar-nos de falta de assunto, pois a nossa mensagem chega a transbordar de tão cheia. Em toda pregação estão envolvidos o Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo sendo eles o começo, o meio e o fim da pregação. As palavras do apóstolo Paulo tratam de todos os labores ministeriais, especialmente o da pregação: Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém! Romanos 11:36. Os alvos da pregação genuína são, despertar a consciência através da santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação através da beleza de Deus, abrir o coração para o amor de Deus, devotar a vontade ao propósito de Deus. Em outras palavras, Cristo é o alvo da pregação, Cristo é à base da pregação, e todos os recursos entre o alvo e a base são dados pelo Espírito Santo. Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus. Atos 4:31. Todo aquele que foi salvo pelo Evangelho deve ser um evangelista nato, e também apresentar todos os aspectos da verdade na devida proporção, pois todas as partes das Escrituras são proveitosas, e a nós compete pregar não somente a verdade, mas toda a verdade. Muitos pregam que Cristo morreu e ressuscitou, isto é uma verdade, mas pregar toda a verdade é pregar também que o pecador morreu no Corpo do Senhor Jesus e também ressuscitou junto com Ele, caso contrário, estamos todos perdidos. Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele. Romanos 6:5(LH). Quando pregamos a Pessoa e a obra de Cristo, estamos pregando o verdadeiro Evangelho da graça. Jesus morreu e ressuscitou para ser Senhor de vivos e mortos. Isto é anunciar que o nosso Senhor Jesus Cristo reina. Nós que fomos alcançados por esta obra vemos Cristo como nosso Rei. Ele é o Rei do Universo; Ele tem direitos absolutos de criador sobre este mundo e todos nele contidos. No entanto, há rebelião e revolta de todos os lados, e Sua autoridade é escarnecida por milhões. Assim, o Senhor envia pregadores ao mundo para bradar que Cristo reina, que Ele não deixará que Sua glória seja escarnecida indefinidamente, que Ele vindicará o Seu nome em grande e terrível ira. Mas aos rebeldes e perversos é oferecido um perdão completo e livre, desde que clamem por misericórdia e se prostrem diante do Rei Jesus. A anistia é assinada pelo sangue de Cristo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Efésios 2:13.
O principal objetivo da pregação da Palavra de Deus é restaurar o trono o domínio e a glória de Cristo nas almas dos homens. Mas a glória de Deus não é refletida com clareza nos corações dos homens e das mulheres, quando eles se submetem covardemente, a contragosto, à Sua autoridade, ou quando obedecem em medo servil, ou ainda quando não há alegria em reposta à glória de seu Rei. Irmãos, a implicação disto para a pregação é óbvia: quando Deus manda seus vasos proclamar que Cristo é Senhor e Rei, seu alvo não é o de compelir o homem à submissão, por um ato de autoridade crua; Seu alvo é arrebatar nosso afeto com exibições irresistíveis de glória. A única submissão que reflete em sua totalidade o valor e glória do Rei é a submissão prazerosa. Submissão de má vontade é uma repreensão ao Rei. Sem regozijo na sujeição não há glória ao Rei. Na realidade é isto o que Jesus afirma em Mateus 13:44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.
Quando o reino é um tesouro, a submissão é um deleite. Ou, invertendo a ordem, quando a submissão é um deleite, o reino é exaltado como um tesouro. Portanto, se o alvo da pregação é glorificar a Deus, ela precisa ter como objetivo a submissão prazerosa ao reino dEle, e não submissão fria. O apóstolo Paulo diz em 2 Coríntios 4:5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. Mas, observem que a seguir, no verso seis, ele expõe o que está por detrás da proclamação do Senhorio de Cristo, por detrás do governo e autoridade do Rei Jesus, e mostra a essência de sua pregação, que é o conhecimento da glória de Deus da face de Cristo. Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. 2 Coríntios 4:6.
Portanto, a pregação que não tem como alvo a glória de Deus, pode ser qualquer outra coisa, menos a pregação da Palavra. A mensagem é o próprio Cristo. Isso porque as pessoas não se reúnem para escutar um ser humano, mas para ouvir o próprio Deus. Todos aqueles que são filhos de Deus tem grande prazer em ouvir a Sua Palavra, porque se deleitam nela. Portanto, o alvo da pregação é a glória de Deus refletida na submissão prazerosa do coração humano. E a preeminência de Cristo na pregação está garantida por este fato: aquele que satisfaz recebe a glória; aquele que concede o prazer é o tesouro. Mas a maravilha de tudo isto é que temos este tesouro dentro de nós. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. 2 Coríntios 4:7. Amém.
DEUS TE ABENÇO QUERIDO IRMÃO(A).