segunda-feira, 27 de junho de 2011

OS EFEITOS DA MORTE DE CRISTO - IRMÃO ROBERTO SÁEZ.



O determinado conselho e presciência de Deus



A morte de Cristo obedece ao «determinado conselho e presciência de Deus» (Atos 2:23). Não foi um acidente na história; mas um acordo tomado naquele conselho eterno da Deidade, formado pelo Pai, o Filho e o Espírito Santo. A Deidade, reunida naquele conselho na eternidade passada, decidiu criar o homem (Gênesis 1:26). Ali também soube que o homem ao ter livre-arbítrio –uma qualidade de Deus– poderia cair em pecado; previu-se a queda e foi disposto a solução, e esta foi que a segunda pessoa da Deidade, o Verbo de Deus, iria ao sacrifício para resgatar o homem de sua queda. Por isso é que Pedro diz: «o cordeiro sem mancha e sem contaminação… destinado desde antes da fundação do mundo» (1ª Pedro 1:20) .



A morte de Cristo, em primeiro lugar, implica a satisfação da justiça divina.



Satisfazer a demanda da justiça divina: O que significa isto? Que Deus foi ofendido em sua autoridade e em seu caráter santo, que uma vez mais uma criatura se rebelava contra os intuitos de Deus. O pecado do homem, assim como o de Satanás, é antes um pecado contra a autoridade de Deus do que contra a santidade de Deus. Pecar contra a autoridade de Deus é mais grave que pecar contra a sua santidade. Este é um assunto de moralidade, mas aquele é um assunto que desafia o trono de Deus.




Deus é justo e a sua justiça demanda o castigo pelo pecado. O pecado provocou um caos na ordem de Deus. Isto interferia com a vontade de Deus, com o que Deus tinha proposto fazer: Deus estava ofendido. A sua justiça demandava o castigo pelo pecado. Devia haver algo no universo que pudesse satisfazer as demandas da justiça divina. O que poderia ser? Por certo, não o ouro, nem a prata, nem alguma outra coisa, por mais preciosa que seja. Nada, em todo o universo, podia ser suficiente para deter o justo juízo de Deus. Então aparece a oferta do corpo de Cristo, oferta como de um cordeiro sem mancha, uma vítima inocente que derramaria o seu sangue primeiro para Deus.



A morte de Cristo está representada no livro de Levítico e é conhecida como a oferta de holocausto. O holocausto é uma oferta voluntária que não tem nada a ver com o pecado. O ofertante oferece a Deus um presente de pura gratidão e adoração, apenas porque deseja agradar a Deus. Neste sentido, o sacrifício de Cristo não obedece a nenhuma pressão, nem do céu nem da terra. Ele, pelo conhecimento que teve sempre do coração de Deus, soube como podia agradá-lo.



Jesus, como um cordeiro, ofereceu-se a Deus em oferta de holocausto. O seu sangue não foi oferecido em primeira instância aos homens, mas primeiro a Deus, com o propósito de satisfazer a justiça divina. O Pai considerou que este sacrifício foi suficiente para deter o justo juízo que os pecadores mereciam. Em virtude da perfeita oferta do corpo de Cristo, a justiça divina ficou completamente satisfeita.



Em segundo lugar, a morte de Cristo implica a redenção do homem.



Uma vez satisfeita a justiça divina, Deus aceita o sacrifício de Cristo como pagamento pelo resgate do homem.




A palavra «redenção» significa resgate. A dívida do homem com respeito a Deus era impagável. Ninguém jamais pôde calcular qual seja o montante da dívida de cada ser humano com Deus. No entanto, uma coisa é certa, é que Deus aceitou o sacrifício de Cristo e deu por cancelada a dívida de todos os pecadores, sempre e quando estes crêem e aceitam os termos em que se cancela a dívida. Deus atribui ao sangue de Cristo o preço suficiente, o valor mais alto; quem acolhe por fé esta oferta do amor de Deus, recebe efetivamente o resgate da condição de devedor e perdido.




Redimir implica, no mínimo, quatro coisas:



Nº 1: Substituição. Isto significa que outro fica em meu lugar, que no lugar que eu merecia estar, na condenação, para pagar por minha culpa, outro tomou o meu lugar e me substituiu. Neste sentido, Cristo morreu por nós. Neste sentido, a morte de Cristo é uma morte exclusiva porque só ele estava preparado para oferecer um sacrifício santo. Como nosso substituto, Jesus morre sozinho na cruz.



Nº 2: Propiciação. Isto significa que alguém propiciou entre Deus e os homens; que se fez mediador, que serviu de ponto de encontro. No culto hebreu, havia um lugar na arca do testemunho, chamado de «propiciatório», e era o lugar onde o Sumo Sacerdote colocava o sangue do cordeiro uma vez por ano para perdão dos pecados.




Nesse lugar, Deus descia para o pecador para perdoá-lo e recebê-lo limpo de todo pecado, purificado através da propiciação feita no sangue do cordeiro. Cristo foi sacerdote e vítima ao mesmo tempo «e ele é a nossa propiciação por nossos pecados» (1ª João 2:1). Neste ponto, a santidade de Deus não destrói o pecador porque é visto através do sangue que está no propiciatório, e então, pode aproximar-se de Deus para experimentar o alívio que outorga o perdão e o gozo de adorar a Deus sem temor de ser rejeitado.



Nº 3: Reconciliação. Estávamos em inimizade com Deus, a sua santidade nos rejeitava ao ponto de nos separar imensamente da sua presença. Nós vivíamos –quando não lhe conhecíamos– sem esperança e sem Deus, vagando no mundo sem saber para onde íamos, caminhando sem destino, perdidos, errantes; não queríamos procurar a Deus porque o ignorávamos. Então Deus, movido por seu amor, estando nós mortos em pecados, enviou-nos em Cristo um poderoso Salvador, para que fizesse a paz entre ele e nós.
O pecado era o que nos separava de Deus, mas Cristo com o seu sacrifício na cruz, cravou o escrito de dívidas que havia contra nós e conseguiu estabelecer uma ponte entre Deus e os homens, para que os que estavam longe de Deus pudessem regressar, para a reconciliação com Deus. Deste modo fomos reunidos a Deus para ser seus filhos e para que se cumprisse em nós a vontade de Deus, a qual é que sejamos conformados à imagem de Cristo.




Nº 4: Resgate. Deus tinha nos destituído da sua glória, por causa do nosso pecado, pois tínhamos lhe ofendido gravemente. A justiça de Deus demandava que se pagasse por essa ofensa, demandava o castigo do pecador. Como este não podia pagar, a Deus só restava nos condenar, mas Deus, em seu amor, veio na pessoa de Cristo e pagou o preço do nosso resgate. Quanto somava a dívida? Ninguém sabe, só Deus, que atribuiu ao sangue de Cristo um valor que só ele conhece, dentro dos parâmetros da justiça divina. Fomos resgatados das garras do inimigo, da morte e do Hades, de uma eterna condenação, de uma separação eterna de Deus. Fomos resgatados da nossa vã maneira de viver, resgatados do mundo ermo e de uma vida sem propósito; da potestade das trevas para o reino da luz do amado Filho de Deus.



Em terceiro lugar, a morte de Cristo implica o fim da Antiga Criação e o começo da Nova Criação.



Existe o Primeiro Adão e o Último Adão. A antiga criação alinha-se com o primeiro Adão e termina no último Adão. A partir de Cristo, que é o Segundo Homem, começou uma nova criação. A ressurreição de Cristo trouxe à luz uma nova criação.



A antiga criação está associada ao que na Escritura se conhece como o Velho Homem, e a nova criação está associada com o que no Novo Testamento se conhece como O Novo Homem. O velho homem é Adão com todos os seus descendentes, e o novo homem é Cristo e o seu corpo que é a igreja. «De modo que se alguém está em Cristo, nova criatura (criação) é; as coisas velhas já passaram; eis que todas são feitas novas» (2ª Cor. 5:17).





«Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão vale nada, nem a incircuncisão, mas sim, uma nova criação» (Gál. 6:15). «Porque somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras…» (Ef. 2:10a) «Para criar em si mesmo dos dois um só e novo homem» (Ef. 2:15b). «Sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado juntamente com ele… E se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele» (Rom. 6:6, 8).



Uma das passagens mais significativas a respeito, é o que nos relata Lucas (2:21-38) na apresentação de Jesus no templo. Ali temos um ancião e um bebê; símbolos do velho e do novo, do antigo e do recente. Simeão declara: «Agora, Senhor, despedes a teu servo em paz, conforme a sua palavra, porque os meus olhos viram a tua salvação» (vs. 29, 30).



O ancião se despede como representando o antigo regime, o da lei, o das obras, a carne, o velho homem, a antiga criação. Todo o velho fica para trás e dá lugar ao novo: A salvação por meio de Jesus Cristo, o Novo Homem, a nova criação, o novo regime.



Paulo, na epístola aos Colossenses 3:9-10 diz: «Não mintais uns aos outros, havendo-vos despojado do velho homem com seus feitos e revestido do novo (homem) o qual conforme à imagem daquele que o criou vai se renovando até o conhecimento pleno». Nestas passagens é fato que o velho homem, pertencente à antiga criação, está morto, crucificado juntamente com Cristo. A antiga criação foi julgada na cruz e terminou com o último Adão. A morte de Cristo, neste sentido, foi uma morte inclusiva, pois levou com ele toda a raça de Adão.



Quando Cristo ressuscitou, trouxe à luz a vida e a imortalidade, e levantou com ele uma nova criação. Ele foi o grão de trigo que caiu na terra, que morreu e ressuscitou, e levantou juntamente com ele um feixe. Este é o fruto da aflição da alma de Cristo, a igreja.




A vida cristã é de fé e para fé



Muitas vezes, o cristão irá duvidar se está vivo ou está morto para o pecado, e teme que o velho homem se levante novamente. Aprenderemos que a vida cristã é assunto de fé e para fé, começa com fé e se mantém pela fé. A experiência do que acontece diariamente conosco poderia nos fazer tropeçar, mas a fé não olha para a experiência, mas para a revelação do que Deus diz em sua Palavra. O crente crê a Deus contra tudo o que se opõe ao que Deus diz.




A palavra de Deus diz que estamos mortos e o crente o dá por consumado. Vai ser provado muitas vezes em sua fé, mas o crente tem que perseverar em sua fé sempre. Se cair, Deus o levanta. Deus tem a solução quando um justo tropeça. Não somos impecáveis, mas tampouco andamos caindo a cada momento. Agora temos a vida de Cristo que nos liberta do domínio do pecado. Não está sujeito ao pecado, mas se chegar a pecar, lembra que o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado. A confissão do pecado traz o perdão e a paz ao coração.



Em quarto lugar, a morte de Cristo destruiu a morte e aquele que tinha o império da morte.



Satanás tinha as chaves da morte e do Hades; tinha e exercia um direito para condenar, reinava nas mansões da morte, exercendo um direito de matar e destruir a todo pecador, pois o próprio Deus, de acordo com o seu direito divino, tinha decretado: «Cada qual morrerá por sua própria maldade» (Jer. 31:30).




Satanás, conhecendo que Deus não pode volver-se da sua palavra, exercia esse domínio nas cavidades da morte.



Ninguém tinha podido escapar desse lugar por causa do pecado que era o comum denominador em toda a raça de Adão. Mas Cristo viveu uma vida santa, e nele se cumpriu uma profecia que dizia: «OH morte, eu serei a tua morte; e serei a tua destruição, oh Seol» (Oséias 13:14). (Ver Hb. 2:14).



A morte sujeita ou retém somente os pecadores; já Cristo não teve pecado porque é o Segundo Homem, que é do céu. Cristo não herdou o estigma pecaminoso da raça de Adão, porque ele foi concebido pela obra e a graça do Espírito Santo no ventre de Maria. E embora em tudo fosse tentado, e teve a possibilidade de fazer a sua própria vontade, negou-se a si mesmo para agradar ao Pai que lhe tinha enviado para desfazer as obras do diabo, para executar juízo contra a criatura rebelde e destruir por meio da morte o diabo, no próprio terreno do seu império: «E despojando os principados e potestades, exibiu-os publicamente, triunfando sobre eles na cruz» (Col. 2:15).




Jesus despojou a Satanás dos seus direitos, tirou-lhe o poder legal que tinha para condenar. Agora o diabo não tem nenhum poder para acusar os escolhidos de Deus, nem para processá-los, nem ao menos para ditar sentença, porque agora as chaves da morte e do Hades tem-nas Cristo. Deus o levantou das ânsias da morte, e o exaltou a sua mão direita e o coroou de honra e de glória, e o declarou Senhor e Cristo. O diabo foi envergonhado publicamente nos céus. A sua derrota foi exibida em toda a corte celestial. Agora sabe que Cristo o venceu e é por esta razão que foge no nome de Jesus.




Havia uma cerimônia nos dias do Império Romano, que reflete muito bem o que aconteceu com a vitória de Cristo sobre a morte e seu imperador. O general romano entrava em Roma pela via Ápia com o seu exército vencedor e era aclamado pelo povo com vitores, pela façanha de ganhar a batalha. A referida cerimônia se denominava «o Triunfo». O general exibia os seus inimigos derrotados depois do desfile das suas tropas. Os reis vencidos vinham com vestimentas vis, presos por correntes, humilhados e envergonhados.



Agora, quando Jesus subiu aos céus, foi recebido acima com aclamações, e recebeu a coroa de honra e a glória das mãos de seu Pai. Levou atrás de si o diabo e os seus anjos cansados, e exibiu os seus inimigos derrotados diante da corte celestial.




Em quinto lugar, a morte de Cristo implica o fim do sistema sacrificial judeu correspondente ao Antigo Pacto (Antigo Testamento), e a inauguração do Novo Pacto (Novo Testamento).



O Antigo Pacto foi um regime estabelecido por Deus, através de Moisés, com o povo de Israel. A eles Deus deu as suas leis, para que fossem testemunhas entre todas as nações. Deu-lhes promessas e privilégios, mas também um regime de exigências através da Lei. Havia leis morais e leis cerimoniais, dentro destas últimas estava a regulamentação para o exercício do culto a Deus através de cerimônias, rituais e símbolos – o qual tudo era uma sombra do que ia se manifestar vindo o Novo Pacto feito em Jesus.




O sistema da lei cerimonial permitia ao povo aproximar-se de Deus apesar das suas inumeras faltas e de sua indignidade. Eles nunca puderam cumprir a lei moral, mas a lei cerimonial existia para cobrir as suas faltas. A lei moral pôs à prova a natureza humana. Que propósito teve Deus ao pôr este povo à prova com a lei? Eis aqui as razões: «Cuidareis de cumprir todo mandamento que eu vos ordeno hoje, para que vivam… e te lembrarás de todo o caminho por onde te tem trazido Jeová o teu Deus estes quarenta anos, para te afligir, para te provar, para saber o que havia em teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos» (Deut. 8:1-2).



Deus tem como objetivo que o homem viva. Isso significa que o homem não estava vivo no momento em que lhe deu a lei. Deus sabe, mas o homem não sabe. Deus lhe oferece a lei para que viva. Note que o homem está cansado, separado de Deus, mas Deus quer aproximá-lo, quer que venha para Deus para ter comunhão com ele, para que viva. O povo se compromete nesciamente dizendo: «Tudo o que Jeová tem dito, faremos» (Ex. 19:8)
Eles se comprometem a cumprir todos os requerimentos de Deus expressos na lei; mas não sabiam que jamais os cumpririam. Não sabiam que «os desígnios da carne são inimizade contra Deus; porque não se sujeitam à lei de Deus, nem tampouco podem» (Rom. 8:7). É por isso que Deus os leva pelo deserto, para levá-los ao limite das suas forças e para que aprendam a lição de que eles, como todos os homens, são insolventes moral e espiritualmente diante das exigências de Deus.




O adequado seria inclinar-se perante Deus e chegar diante dele com esta conclusão: «Senhor Deus, o que você pede, é santo e justo, mas nós não estamos à altura de viver de acordo com as suas leis; não somos capazes de cumprir; comprometemo-nos nesciamente em obedecer tudo o que tu dizes, pois já temos falhado uma e outra vez». De algum jeito, isto fazia os sacerdotes ao oficiar as cerimônias sacrificais, e os profetas quando chamavam o povo ao arrependimento. Mas nunca se deram conta que sob o regime da lei jamais alcançariam a justiça: «Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça, quer dizer, a justiça que é por fé; mas Israel, buscando a lei da justiça, não a alcançaram. Por quê? Porque não a buscaram por fé, mas como por obras da lei» (Rom. 9:30-32)



A lei põe à prova a carne (a natureza humana), para que esta se dê conta que em si mesmo não pode agradar a Deus, por mais esforços que faça. Paulo diz: «Mas sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda boca se feche e todo mundo fique sujeito ao juízo de Deus, porque pelas obras da lei nenhum ser humano será justificado diante dele; porque por meio da lei é o conhecimento do pecado»(Rom. 3:19-20) Sob a lei recebemos um tapabocas; o mundo inteiro fica sob o juízo de Deus porque não há entre os homens quem pode obedecer a lei de Deus e viver por ela. Finalmente, só por meio da lei nos damos conta o que é pecado e o que não é. O drama é que, sabendo o que é bom, não temos a capacidade de fazê-lo, e sabendo o mal não podemos evitá-lo.




A lei não ajuda o homem, ao contrário o esmaga, o condena, exige, o escraviza, o mata. Não o reforma, não o salva, não o converte, nem o tira da impotência moral; só demonstra-lhe quão incapaz este é. O último e maior, o mais austero de todos os profetas sob o regime da lei, não conseguiu regenerar a nenhum dos seus discípulos: Por quê? Porque ainda não tinha entrado em vigência o novo Pacto.



Debaixo da lei, então, ficou demonstrado que o homem é absolutamente incapaz de justificar-se diante de Deus. Por esta razão, Deus estabelece uma mudança de regime para que os homens se relacionem com ele, e este é o regimento do Espírito. O anterior foi o regimento da carne, sendo que a lei pôs a prova a carne do homem. Este é o regimento do Espírito, porque Deus enviou o Espírito Santo ao coração dos que crêem no Filho de Deus, para que por seu Espírito sejamos introduzidos na vida de Cristo, que é também a vida de Deus. Neste regime, a vida nos é presenteada, é nos dada pela graça de Deus, contrariamente ao regime da lei, em que a vida nos era dada em troca das nossas obras.
A lei pede, exige e requer do homem; a graça outorga, ajuda, favorece e capacita o homem; diante da lei o homem está sozinho, debaixo da graça o homem é socorrido por Deus.
Recorde sempre que há três categorias de palavras que sempre andarão juntas, serão inseparáveis: Lei - Graça; Carne - Espírito; Obras - Fé.



As primeiras palavras de cada par correspondem ao regime da letra da lei, e, portanto, são próprias do Antigo Pacto. As segundas palavras correspondem ao regime do Espírito, e, portanto, são próprias do Novo Pacto.



A morte de Cristo acabou com o sacrifício de animais para a expiação dos pecados: «Mas Cristo, havendo oferecido uma vez para sempre um só sacrifício pelos pecados, assentou-se à mão direita de Deus» (Heb. 10:12). Já não é necessária a lei cerimonial, porque Cristo já se apresenta com um sacrifício mais amplo e mais perfeito. A lei moral não caducou, porque é o próprio caráter de Deus; mas acabou o regime da letra da lei, porque agora, no regime do Espírito, a lei se colocou dentro de nós; está impressa no caráter de Cristo que habita em nós, e o Espírito reproduz em nós a lei de Deus em Cristo Jesus. A lei para os cristãos não está fora, mas dentro, no coração e na mente dos que amam ao Senhor.




Vida depois da morte é a vida da ressurreição com que Cristo estabeleceu o Novo Pacto, deixando para trás o Antigo Pacto.







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Exaltando o Senhor“Todo-Poderoso , aquele que era , que é, e que há de vir.”
“Ora, vem, Senhor Jesus!”

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O PERFIL DE UM CRENTE MORNO - IRMÃO CLAUDIO MORANDI.



E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Mateus 24:12.
Você se descreveria como uma pessoa totalmente apaixonada por Jesus Cristo? Ou será que as palavras, “descomprometido”, “morno”, e a expressão, “parcialmente comprometido” são mais adequadas para qualificar sua vida espiritual? Pessoas mornas freqüentam a igreja com regularidade. É isso que se espera delas, pois é o que se acredita ser o comportamento dos “bons cristãos”. Por isso, vão sempre aos cultos. O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu, Isaías 29:13. Em um dia comum, não damos tanta atenção a Deus. Em um dia comum, esquecemos que a nossa vida é, na verdade, como um vapor. Contudo, não há nada de normal no dia de hoje. Comece pensando em todas as coisas que precisam funcionar direitinho apenas para a sua sobrevivência. Por exemplo, seus rins. As únicas pessoas que realmente pensam a respeito dos rins são aquelas que enfrentam problemas renais. A maioria de nós não se preocupa muito com os rins, com o fígado, com os pulmões e outros órgãos internos dos quais dependemos para continuar a viver. E que tal dirigir pela estrada a oitenta quilômetros por hora, passando a poucos metros ou centímetros de distância dos carros que trafegam em direção oposta e na mesma velocidade? Bastaria apenas um movimento errado de braço de um desses motoristas para matar você. Não acho que esse seja um pensamento mórbido, mas uma realidade. É uma loucura pensar que o dia de hoje é um dia normal, no qual podemos fazer o que bem entendermos. Está escrito em Tiago 4:14 Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa.
Quando queremos o Senhor e um monte de outras coisas, isso quer dizer que há espinhos em nosso solo. Um relacionamento com Deus simplesmente não pode se desenvolver quando o dinheiro, o pecado, as atividades, os times pelos quais torcemos, os vícios ou outros compromissos são colocados no topo da lista. A maioria das pessoas tem muita coisa na vida. Muitas das boas coisas da vida acabam sendo tóxicas, provocando uma deformação espiritual em nós. Você consegue distinguir evidências do reino de Deus em sua vida? Ou está sufocando esse reino aos poucos, ao desperdiçar muito tempo, energia, dinheiro e pensamentos em coisas deste mundo? Mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera. Marcos 4:19.
Pessoas mornas não desejam de fato ser salvas de seu pecado; elas só querem ser salvas do castigo que esse pecado gera. Elas não detestam o pecado de maneira sincera nem se lamentam pelo que cometem. Só lamentam pelo fato de que Deus vai puni-las. Gente morna não acredita muito que essa nova vida que Jesus oferece é melhor que a antiga e pecaminosa. Pessoas mornas raramente compartilham sua fé com os vizinhos, colegas de trabalho ou amigos. Não querem sofrer rejeição nem desejam que as pessoas se sintam constrangidas ao falar sobre questões pessoais, como Evangelho de Cristo. Mas, por favor, atentemos as próprias palavras de nosso Senhor. Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mateus 10:32-33. Pessoas mornas medem seu grau de moralidade ou “bondade” comparando-se com o mundo. Elas se sentem satisfeitas porque, mesmo não sendo tão dedicadas a Jesus quanto são os verdadeiros cristãos, também não é tão mal como aquele sujeito que é um perverso e faz mal a todas as pessoas. Você conhece pessoas assim? O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano. Lucas 18:11. Pessoas mornas dizem amar Jesus; e Ele é, de fato, parte da vida delas. Mas apenas uma parte. Elas entregam a Ele uma fração de seu tempo, de seu dinheiro e de seus pensamentos, mas ele não tem permissão de controlar a vida delas. Pessoas mornas amam a Deus, mas não o fazem de todo o coração, de toda a alma e com todas as forças. Elas garantem que tentam amar o Senhor dessa maneira, mas dizem que esse tipo de devoção total não é possível para as pessoas em geral; é coisa de pastores, missionários e fanáticos. A Bíblia diz em Marcos 12:30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. Pessoas mornas pensam na vida terrena com muito mais freqüência do que na eternidade no céu. A vida diária é muito mais focada na lista de afazeres, na agenda semanal e nas férias do mês que vem. De vez em quando, se tanto, elas param para pensar na vida por vir. Se você ler a História, descobrirá que os cristãos que mais fizeram por este mundo presente foram justamente aqueles que pensavam mais no mundo por vir. A partir do momento em que os cristãos pararam de pensar com freqüência no outro mundo, eles se tornaram ineficazes neste. Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas. Filipenses 3:18-19. Pessoas mornas não vivem pela fé; a vida delas é estruturada de maneira que nunca tenham de viver pela fé. Não precisam confiar em Deus se alguma coisa inesperada acontecer; elas têm uma conta na poupança. Não precisam da ajuda de Deus; já fizeram um plano de aposentadoria. Não buscam, com sinceridade, viver da maneira que o Senhor deseja; a vida que levam está toda bem planejada e mapeada. Não dependem de Deus a cada dia; a geladeira está cheia de comida e, de maneira geral, a saúde está boa. A verdade é que a vida dessas pessoas não seria muito diferente se, de uma hora para outra, resolvessem parar de crer em Deus. De alguma maneira, esse tipo de percepção não passa por nossa mente no que diz respeito à vida cristã. Jesus não disse que, se você quisesse segui-lo, poderia fazê-lo de um modo morno. Ele disse em Lucas 9:23 Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Aqui Jesus não está apenas fazendo uma pequena analogia interessante. Ele está falando àqueles que não estão dispostos a entregar tudo, que não serão capazes de segui-lo em qualquer circunstância. Jesus está dizendo que a dedicação morna e sem envolvimento total é inútil; que isso faz nossa alma adoecer. É por isso que tem muitos “crentes” doentes, ou seja, estão cheios de conhecimento bíblico e vazio da vida abundante de Cristo. Esses “crentes mornos” não fazem outra coisa a não ser criticar, são pessoas indiferentes em relação à vida da igreja. O que importa para elas é o seu divertimento, já a igreja pode esperar. Muitos pensam desta maneira: “trabalhei a semana toda e no domingo é o único dia que tenho para dormir até mais tarde”. O crente morno tem sono não só espiritual, mas físico em abundância. Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Efésios 5:14. Se essas palavras serviram para você fazer uma avaliação da sua vida à luz das Escrituras, será uma benção! De acordo com meu ponto de vista, um cristão morno é uma contradição. Sendo bem objetivo, o que quero dizer é: as pessoas que freqüentam a igreja, mas são mornas, não podem ser consideradas cristãs. Nós não as veremos quando chegarmos ao céu. O chamado de Deus a um compromisso com Ele é bem claro: Ele quer tudo ou nada. A ideia de uma pessoa se considerar “cristã” sem ser uma seguidora dedicada de Cristo é absurda. Mas há uma solução para o morno, ou para o falso cristão. É preciso crer como uma experiência real que morreu e ressuscitou com Cristo, assim estará livre da sua mornidão, da sua miséria, da sua nudez, da sua cegueira. Peça ao Senhor revelação dEle mesmo para a sua vida. O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele. Efésios 1:17. Amém.
DEUS TE ABENÇOE ABUNDANTEMENTE EM CRISTO JESUS.

ACEITOS NO AMADO - IRMÃO HUMBERTO XAVIER RODRIGUES.



Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Efésios 1:6.

Este versículo está inserido no contexto de uma das grandes revelações dada pelo Espírito Santo ao apóstolo Paulo, evidenciando com inconfundível clareza as riquezas e imensuráveis bênçãos doadas ao povo de Deus. Cristo é o fundamento sobre o qual todas essas bênçãos estão assentes e, delas gozamos porque Nele estamos.

No Amado fomos feitos o objeto presente e atual do favor de Deus Pai, como o próprio Cristo é o objeto do Seu amor. Ou seja, Deus Pai nos deu o Seu Filho. O Seu filho, Cristo, deu a Sua vida por nós, nos resgatando e nos vivificando para que pudéssemos ser apresentados diante de Deus, Seu Pai, aceitáveis segundo a aceitação da Sua própria pessoa, pelo fato de termos sido inseridos e harmonizados Nele, em Sua completa obra redentora.

Portanto, o segredo de toda benção está no fato de ter Cristo satisfeito todas as exigências do Pai. Por isso, Cristo é amado pelo Pai e, os que creem, são vistos como agradáveis, por estarem Nele. As bênçãos são concedidas nos lugares celestiais, da maneira mais excelente, não deixando lugar para nenhuma comparação.

São bênçãos concedidas em Cristo: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo Efésios 1:3. Fomos abençoados com todas as bênçãos espirituais. Nem uma sequer faltou, e são todas da mais elevada ordem. Não são bênçãos transitórias, são bênçãos eternas.

Tudo isto se originou no coração do próprio Deus. Antes que o mundo existisse, nós tínhamos esse lugar reservado no Seu coração. Ele nos deu esse lugar em Cristo - elegeu-nos e nos predestinou Nele. E assim, fomos constituídos objetos do favor de Deus, em harmonia com o Seu soberano amor, quando, em nós, nada havia que podia agradá-Lo, isto porque, a graça de Deus dispensa qualquer pretenso “favor” humano.

Se quisermos medir esse amor, é por Cristo e em Cristo que devemos experimentar fazê-lo. Porque somente em Cristo temos a medida daquilo que não se pode medir, isto é, as insondáveis riquezas reveladas Nele. O coração de Deus encontra em Seu Filho as Suas delícias: E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba; e ouviu-se uma voz do céu, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. Lucas 3:22.

O Céu está aberto a Jesus; toda a afeição do Céu se concentra agora sobre Ele e sobre todos aqueles que estão Nele, e assim é a privilegiada posição do homem diante de Deus. Jesus nos coloca nessa posição como sendo Ele mesmo a nossa medida de perfeição.

O Céu se abre! Observe que não é o Céu abrindo-se para procurar alguém que estava afastado de Deus, mas é a graça e a perfeição de Jesus que faz o Céu abrir. Jesus abriu os céus para nos levar pra lá. Note-se também que, a presença de Jesus estabeleceu o princípio de reconciliação entre o Céu e a terra.

Agora o Céu está aberto ao homem, em Jesus Cristo. Assim, Deus estabeleceu a nossa reconciliação “nos escolhendo, nos predestinando para filhos de adoção e nos tornando agradáveis no Amado”, com o propósito de nos ter perante Ele. Este é um dos princípios fundamentais da graça de Deus.

Fomos introduzidos neste mundo pela criação de Adão. O desenvolvimento de todos os caracteres desta criação teve lugar até a cruz. Entretanto, o nosso lugar em Cristo nos foi dado antes do mundo existir.

O homem esteve primeiramente em inocência; depois pecador sem lei; depois pecador sob a lei; e, quando reconhecido culpado de todas as maneiras, a graça – o próprio Deus - vem em bondade ao mundo dos pecadores, e não encontra senão ódio para o Seu amor.

A suprema demonstração do amor de Deus é vista na morte de Cristo pelos ímpios: Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Romanos 5:6. Seu amor é ao mesmo tempo original e imerecido, posto que estendido a todos nós – pela morte de Cristo em nosso favor – enquanto estávamos incapacitados e paralisados pela culpa do pecado.

Desta forma, o caráter incrível do amor de Deus está no fato de que ele foi exercido em favor daqueles cuja condição natural era absolutamente repugnante diante de Sua santidade.

O mundo está julgado e os homens estão perdidos: esta é a verdade que todos, individualmente, têm que ter conhecimento. Mas, a redenção foi consumada, o desígnio de Deus foi cumprido, e o Seu plano objetivando a nova criação em Cristo, foi executado. O “mistério que esteve oculto desde todos os séculos foi manifestado”.

Deus nos fez agradáveis a Si, no Amado, esse é o fundamento do nosso descanso. Em virtude da união vital com Cristo, o nascido de novo possui a posição inalienável de ser um homem que está perante Deus, numa posição de santo e irrepreensível.

Uma união com Cristo que resultou da nossa morte e ressurreição. Incluídos Nele, estamos identificados na semelhança da Sua morte e, consequentemente, identificados na Sua ressurreição: Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição. Romanos 6:5.

Identificados Nele, somos o que Ele é: Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. I Pedro 1:16. Deus nos escolheu em Cristo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis perante Ele em amor. Ele mesmo é Santo em Sua natureza, irreprovável em todos os Seus caminhos.

Sendo assim, isto nos fala de uma posição de perfeita felicidade - estar na presença de Deus, posição esta conquistada por Cristo. Cristo é o objeto e a perfeita medida da afeição divina. Assim, Deus encontra em nós as Suas delicias, por estarmos em Cristo.

Quanto ao crente, ele é possuidor de uma natureza semelhante à de Cristo quanto às Suas qualidades morais, por isso, somos capazes de gozar plenamente dessa perfeita comunhão e harmonia, na Sua presença: Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor. Efésios 1:4.

Além disso, foi a Sua própria escolha, a Sua própria afeição que nos colocaram ali - em Cristo - nos tornando assim as Suas eternas delícias. Deste modo, o nosso coração encontra o seu descanso nesta posição, porque há acordo entre a nossa natureza e a de Deus.

A nossa posição está em harmonia com a natureza de Deus. A escolha que Deus fez para que ocupássemos este lugar, mostra a afeição pessoal que Ele tem por nós. Escolha esta como fruto da Sua graça infinita.

Deus nosso Pai, na Sua bondade eterna e soberana, em conformidade com os Seus planos de amor, nos quer diante de Si. Esse desígnio, que nos liga a Cristo em graça, é enfaticamente revelado nestas palavras: Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça. Efésios 1:7.

É em Cristo que vemos a nossa posição segundo os propósitos de Deus. É Nele também que encontramos a redenção. Deus se moveu em nosso favor, agindo em harmonia segundo as riquezas da Sua graça.

Por esta razão, vemos um povo, uma família celestial, criada segundo os desígnios e os planos de Deus, que existe como fruto dos eternos pensamentos de Deus e da Sua natureza de amor – o que aqui é chamado: “as riquezas da Sua graça”. Deus glorifica-Se a Si mesmo quando Se revela.

Tudo isto, pois, é para louvor da glória da Sua graça, segundo a qual Ele atua para nós em Cristo, e Cristo é a medida desta graça. Toda a plenitude desta graça é revelada nos caminhos de Deus para nós, e dela temos a plenitude.

O que Deus fez pelos pobres pecadores é segundo as riquezas da Sua graça. Ele é rico em graça. Assim, a nossa posição é feita e estabelecida segundo os planos de Deus e, pela eficácia da Sua obra em Cristo. Deus, nosso Pai, nos deu o privilégio de gozarmos de todas as bênçãos nos lugares celestiais, em Cristo Jesus.

O Senhor Jesus é o objeto de toda a afeição de Seu Pai, e por Ele os afetos do Pai são nossos. Que posição para pobres criaturas como nós! Que descanso é para aquele a quem foi dada esta revelação: que em Cristo, se tornou aceito incondicionalmente diante de Deus!

Que graça! Deus nos fez agradáveis a si no Amado! Que Deus abra os nossos olhos para vermos a posição que ocupamos em Cristo, diante Dele!

domingo, 5 de junho de 2011

VENHO COM AS NUVENS - IRMÃO GINO IANFRANCESCO.



“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o
traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente.
Amém!”. Ap1:7




O Pantocrator (Pan creator= criador de todas as coisas) ou “ O Todo Poderoso”

Vamos nesta noite, irmãos, continuar com a ajuda do Senhor, o estudo que temos começando do livro do Apocalipse; estamos no primeiro capítulo. Apocalipse capítulo 1; desta vez chegamos ao versículo 7. Da vez passada vimos a apresentação de Deus por Cristo, por Seu anjo a João, às igrejas; e então vimos como João louvava ao que nos amou e nos fez reino e sacerdotes para Deus seu Pai; e por isso é que diz ali no final do verso 6: “a ele a glória e o domínio”; aqui vemos claramente, poderíamos dizer, com todo descaramento dando glória ao Filho naquele tempo, onde Israel somente conhecia a Deus no Pai, mas não havia conhecido a Deus no Filho; e aqui João é um dos que mais claramente confessa a divindade do Filho. Assim começa seu evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1). Em sua primeira carta diz: “Mas sabemos que o Filho de Deus têm vindo, e nos têm dado entendimento para conhecer ao que é verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5:20); ou seja, o Deus verdadeiro, o único Deus verdadeiro, o Pai, é conhecido por meio do Filho; no Filho conhecemos ao Pai; não se pode conhecer o Pai sem o Filho; e aqui também em Apocalipse, assim como no evangelho e na epístola, agora diz: “A Ele seja a glória, (vem falando do Filho) e domínio pelos séculos dos séculos. Amém”.

E então, tendo nossa atenção nele, confessa o seguinte; antes de explicar o que lhe passava na ilha de Patmos, que vai a começar a dizer desde o verso 9, ele esta tão embebido Naquele a quem viu e em cujo nome está falando e a quem está glorificando, que diz: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!”. Então Deus o Pai fala por João e diz: “Eu sou o Alfa e o Omega, diz o Senhor Deus, o que é e que era e que há de vir, (Pantocrator) o Todo poderoso”.
Aqui, como vimos na vez passada no exame textual dos distintos manuscritos, a versão mais fiel, mais pura e mais antiga é a que lhes acabo de mencionar, que algumas Bíblias o dizem assim: “Eu sou o Alfa e o Omega, diz o Senhor Deus, o que é e que era e que há de vir, o Todo poderoso”; isso já o vimos com detalhe uma vez passada, portanto, agora vamos nos concentrar, mais que no comentário textual, na exegese.

Sobre o tempo do arrebatamento

Me perdoem o que vou a falar esta noite; e digo assim pelo seguinte: Eu sei, e vocês também sabem, que na história da Igreja, a respeito da segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, têm havido muitas considerações, muitos pontos de vista; e ainda na história da Igreja não pudemos por em acordo todos os irmãos a respeito da segunda vinda do Senhor; de maneira que sabendo que isso é assim, de nenhuma maneira pretendo dar o ponto final; mas não posso deixar de ser responsável, posto que o Senhor me ordenou a ensinar o Apocalipse, ensinar o melhor que o entenda; assim que rogo que vocês não me sigam, senão que siga a Bíblia mesmo; o que eu lhe digo, você não coma inteiro, senão julgue por meio do Espírito Santo a ver se é assim ou não é assim; porque neste ponto em que estou por entrar, eu sei que na história da Igreja têm havido o ponto de vista que fala que a segunda vinda do Senhor está dividida em duas partes: uma secreta e outra pública e que haverá um arrebatamento secreto antes da vinda gloriosa e manifesta do Senhor Jesus.

Pré-tribulacionismo. Esse é um ponto de vista que é popular em um setor do povo de Deus; esse ponto de vista foi pela primeira vez observado na era patrística por Efraim o Sírio, como no ano 374, a maneira como ele via os assuntos; mas em seus escritos ele não dá uma prova muito profunda; ele simplesmente da conclusão sem fazer a demonstração, pelo menos no que têm chegado a nós de seus escritos; é ele que na história da Igreja no século IV, que pela primeira vez mencionou este assunto de um arrebatamento antes da grande tribulação. Depois, já pelo ano 1754, um pastor batista chamado John Gill foi o segundo que expressou esse ponto de vista de um arrebatamento antes da tribulação, em um comentário extenso que ele fez sobre todo o Novo Testamento; era raro porque entre os batistas esse não era o ponto de vista tradicional; mas este irmão, John Gill, o viu assim, o ensinou assim. Depois, em 1810, um jesuíta no Chile de apelido Lacunsa, também ensinou esse ponto de vista de um arrebatamento antes da grande tribulação; alguns têm acusado a Lacunsa de que para tratar de evitar a interpretação protestante que dizia que o Papa era o anticristo, ele tratou de mudar a escatologia e entrou por esse caminho. Eu não o acuso dessa maneira porque eu diretamente não tenho lido a documentos de Lacunsa, mas acerca dele; então somente lhes conto o que alguns dizem, mas sem referendá-lo.
Uns poucos anos depois dele, outro irmão chamado Edward Irving, como em 1812 mais ou menos, também ensinou o ponto de vista pré-tribulacional, ou seja, uma vinda do Senhor em duas partes: uma parte secreta tomando um arrebatamento, o arrebatamento de seus escolhidos. Há distintos pontos de vista. Depois uma mulher chamada Margaret McDonald, em 1816, ensinou a mesma coisa e parece que ela teve umas experiências místicas onde ela o interpretou assim. Por fim, em 1820, chegou um irmão muito sério, um precioso irmão, o irmão John Nelson Darby, da linha dos Brethren ou dos irmãos de Plymouth; ele havia sido anglicano, cria que até um arcebispo anglicano; renunciou o ponto de vista anglicano e à organização anglicana porque começou a ver um pouco melhor o corpo de Cristo, e ele ensinou já pela primeira vez de maneira sistemática, de maneira documentada, porque as anteriores menções eram pontos de vista rápidos sem muita sustentação; quem primeiro elaborou uma sustentação profunda, digamos que foi o esquematizador do dispensacionalismo, foi o irmão John Nelson Darby; ele foi um dos anciãos dos Brethren em Plymouth, uma cidade ao sul da Inglaterra; entretanto, durante a mesma época do irmão Darby, que foi o primeiro que sistematizou o dispensacionalismo e o pré-tribulacionismo, outro dos anciãos que pertencia á mesma igreja em Plymouth com Darby, o irmão Benjamin Newton, não concordou com o irmão Darby em seu ponto de vista de um arrebatamento antes da tribulação, senão que ele demonstrou também com uma argumentação bastante séria, que o arrebatamento seria depois da grande tribulação; isso não o fez pela primeira vez o irmão Benjamin Newton porque esse foi realmente o ponto de vista que existiu entre os chamados Pais da Igreja na era patrística, antes de Efraim o Sírio r depois de Efraim o Sírio; foi o ponto de vista que prevaleceu na era medieval e escolástica, foi o ponto de vista que continuou com os reformadores, inclusive quando já se introduziu este ponto de vista do pré-tribulacionismo com o irmão Darby; o irmão Benjamin Newton o teve que encarar e dizer-lhe que estava equivocado. George Muller também era pós-tribulacionista, e a igreja em Bristol.

Os dois arrebatamentos. Hoje em dia, a teologia do pacto, ou seja, a linha que seguem os reformados, é pós-tribulacionista; e a linha dispensacionalista é pré-tribulacionista. Sucedeu que ante os argumentos sérios que apresentavam o irmão Darby, pré-tribulacionista, e o irmão Benjamin Newton, pós-tribulacionista, outros homens de Deus, mestres também constituídos pelo Senhor, começaram a estudar seriamente estes argumentos a ver qual dos dois tinha razão e surgiu uma equipo de mestres pela época do irmão Carlos Spurgeon, mas não Spurgeon, senão um irmão chamado Robert Govett, de quem Spurgeon disse que havia nascido cem anos adiantado à história da Igreja, um irmão muito profundo, um irmão ao que apenas agora se lhe está entendendo e se lhe está dando muita razão em muitas coisas. O irmão Robert Govett, junto com o irmão G. H. Pember, junto com eles o irmão D. M. Panton e o último dos teólogos dessa escola, o irmão Lang, eles, ante os argumentos de uns e outros, concluíram que havia dois arrebatamentos: um antes da tribulação e outro depois da tribulação; um para as primícias ou vencedores e outro para o resto dos cristãos salvos, que não alcançaram a ser vencedores, como os primeiros; esse ponto de vista surgiu ao redor do século XIX a XX. Os irmãos Govett, Pember, Panton e Lang, este último já entrado o século XX, apresentaram um terceiro ponto de vista.

O primeiro, que é o pós-tribulacionista, que é o que aparece nos documentos da igreja primitiva desde a Didachê no primeiro século, como interpretação do Novo Testamento, e também a patrística, os escolásticos, os reformadores e várias denominações, especialmente a linha reformada, e alguns presbiterianos, têm tomado o ponto de vista pós-tribulacionista; logo, o ponto de vista pré-tribulacionista desde Darby para cá, mas com as raízes não muito profundas que havia mencionado de Efrain o Sírio, John Gill, Lacunsa, Edward Irwing, Margaret McDonald e John Nelson Darby. O ponto de vista de Darby passou a Scofield; então Scofield escreveu umas anotações à Bíblia que foram muito populares e dessa maneira o ponto de vista pré-tribulacionista passou a muitas denominações. Logo, quando morreu Scofield, lhe sucedeu o irmão Lewis Sperry Chafer, quem fundou o seminário fundamentalista de Dallas e escreveu uma teologia sistemática e outros vários livros com o ponto de vista dispensacionalista que havia estabelecido Darby e depois Scotfield; e assim nesse Seminário de Dallas se formaram muitos pastores de denominações, e então o ponto de vista dispensacionalista no século XX começou a estender-se.

A Lewis Sperry Chafer sucedeu John F. Walwoord que seguiu com o mesmo ponto de vista pré-tribulacionista e ai as Assembléias de Deus tomaram esse ponto de vista. Depois, outros professores famosos ultimamente como o irmão Charles Ryrie e o irmão J. Dwight Pentecost, são os mais caracterizados expositores do ponto de vista pré-tribulacionista; alguns destes autores os tenho lido com cuidado; a outros somente os conheço de maneira mais leviana. Creio que a obra de onde melhor se expressa o ponto de vista pré-tribulacionista é “Eventos do Por vir” de J. Dwight Pentecost; o estudei minuciosamente, com sinceridade; claro que tenho que ser sincero; em alguns pontos não tenho paz do Espírito Santo em meu espírito para concordar em tudo com eles, e por isso tenho que contar-lhes esta história, estas distintas escolas, para que vocês saibam que isso existe entre os filhos de Deus. Somos irmãos; todos temos o direito de examinar a Palavra, expor o que vemos, e fazê-lo em amor, fazê-lo sem má discussão, fazê-lo com sinceridade, ouvirmos mutuamente, examinar os argumentos de uns e de outros.

O ponto de vista de Darby passou para a China, ao sul da China de onde estava o irmão Watchman Nee, no século XX; ele em sua juventude adotou o ponto de vista pré-tribulacionista de Darby; ele tinha em grande estima ao irmão Darby. Nee escreveu em sua juventude um estudo sobre o Apocalipse chamado “Vem, Senhor Jesus”, que a editorial CLIE o têm publicado; e nele apresenta um ponto de vista pré-tribulacionista; depois, com o tempo, ele modificou seu ponto de vista e em um livro posterior que se chama “A Igreja Gloriosa”, ele passou do ponto de vista de Darby ao ponto de vista dos dois arrebatamentos; ou seja, ao ponto de vista de Govett, Pember, Panton e Lang; este ponto de vista o adotaram os irmãos que tem comunhão com o irmão Watchman Nee. Ao Norte da China havia outro irmão chamado Lee Chan Choo, que no ocidente é conhecido como Witness Lee; ele foi discipulado por Burnet, que foi um discípulo do irmão Benjamin Newton. Benjamin Newton era pós-tribulacionista; então o irmão Burnet foi pós-tribulacionista; mas logo a escola dos dois arrebatamentos de Panton, Pember, Govett e Lang foi a que os ajudou a se porem de acordo; de maneira que Watchman Nee e Witness Lee ensinaram o ponto de vista dos dois raptos, e esse ponto de vista têm entrado no Ocidente, e está também, na mesa das discussões escatológicas.

Tive que dizer tudo isto porque acabamos de entrar em um versículo que nos fala da segunda vinda do Senhor; e posto que existe esse fundo histórico na história da Igreja, eu prefiro respeitar a convicção de cada irmão; não vou impor a nenhum ponto de vista; vou simplesmente cumprir minha responsabilidade, mas deixo a vocês que examinem as coisas; no que possam concordar concordem, e no que não podem concordar, tranquilamente não concordem; seguimos sendo irmãos; o corpo de Cristo é um só e todos os que nascemos de novo, aos que nos comprou com Seu sangue e nos regenerou Seu Espírito, somos irmãos, e nenhum têm chegado ao final, e todos temos o direito de investigar.


Todo olho o verá

Com este preâmbulo é que me vou arriscar a ler este verso. Amém, irmãos? Como havíamos visto antes, o Apocalipse contém as terminais de toda a Bíblia; ou seja que todo o que se tratou na Bíblia se culmina no Apocalipse; por isso há frases no Apocalipse que são a síntese de muitos assuntos na Bíblia; e este verso que acabamos de ler é também uma síntese de muitas coisas que são tratadas na Bíblia; voltemos, pois, a ler essa síntese: “Eis que vem com as nuvens”; isso o diz em várias partes; “y todo olho o verá”; isso aparece também em outros lugares; “e os que lhe traspassaram, e todos as tribos da terra farão lamentação por ele.” Aqui temos algo de Daniel, algo de Zacarias, algo de Mateus, de Marcos, de Lucas, sintetizado nesta expressão. Permita-me, por minha parte, de maneira particular, não falo em nome da igreja, senão como um membro do corpo de Cristo, que me chama muito a atenção que quando os apóstolos, como neste primeiro caso aqui e nos demais que vou mostrar, mencionam a vinda do Senhor de uma maneira simples, eles não entram em tantas separações nem divisões como os teólogos modernos; eles simplesmente têm essa expectativa. Aqui João está falando às sete igrejas que estão na Ásia, e por meio delas está falando a todas as igrejas, porque o Espírito disse: “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”; assim que esta mensagem a estas sete igrejas que estavam na Ásia, é uma mensagem do Espírito Santo a todas as igrejas, também a nós; e aqui a expectativa que apresenta o apóstolo João da vinda do Senhor, entrando de golpe é esta: ele não entra em uma coisa secreta e em uma coisa pública posterior, não; ele simplesmente entra assim; essa é a expectativa que ele tinha, que ele compartilhou com as igrejas para que as igrejas tenham essa expectativa; e é esta:

“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!”.

Essa é a vinda como a vê João nestes versículos; a vê assim; ele não faz divisões, senão que apresenta no globo e apresenta essa expectativa às igrejas; cremos que isto é da parte do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Outro detalhe mais. Vamos fazer a associação dos versículos cujas terminais estão neste verso. Comecemos pelo da vinda nas nuvens do Senhor. Comecemos primeiro por Atos dos Apóstolos capítulo 1; ali o Senhor apareceu depois de ressuscitado aos apóstolos, esteve quarenta dias ensinando-lhes, logo os tirou a Betânia e ascendeu. Diz o versículo 9: “Ditas estas palavras (as instruções finais que lhes deu antes da ascensão) à vista deles, (e me chama a atenção o “à vista deles”) foi Jesus elevado às alturas, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos. 10 E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles11 e lhes disseram: Varões Galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir.”. Desde este ensinamento angélico acerca de como seria avinda do Senhor, aqui diz: Assim como haveis visto ir, assim virá; então Ele, ascendeu, vendo eles e foi encoberto pelas nuvens, e daí em diante continua subindo até o Pai; o que diz Daniel.

Vamos ao Livro de Daniel para ver até onde foi, porque diz que ele ascendeu até as nuvens e a nuvem o cobriu; mas Ele ia à destra do Pai. Vejamos a continuação de esse evento na profecia de Daniel capítulo 7:13: “Meditava eu na visão da noite”, quando haviam passado as bestas e o chifre, e os dez chifres, tudo e a culminação de toda essa história, porque no verso 12 é onde se diz que já se lhe havia quitado o poder a essas bestas, etc.; e nele 7:13 diz: “13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele.14 Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.”. Finge-se em que aqui aparece o Filho do Homem nas nuvens mas não vindo até nós, senão apresentando-se ao Pai; ou seja, Quando o Senhor ascendeu o ocultou uma nuvens porque Ele ia; mas onde ia? à destra do Pai; aqui vemos que o Filho do Homem veio nas nuvens e chegou até o Ancião de dias, ou seja o Pai, e ali foi onde foi dado domínio; depois consideraremos mais detalhes, quando ele chega ao trono e nada podia abrir o livro e Ele abre o livro e no livro está a maneira como se vai ter todos os reinos da terra, porque assim culmina esse livro dos selos, onde está o programa Dele quando se senta à destra do Pai para que todos Seus Inimigos lhe sejam postos por estrado de Seus pés; todo esse programa, esse plano, estava em um livro selado que nada podia abrir-lo, mas Ele ascendeu à destra do Pai, o único digno de abrir o livro, e no livro estava escrito o programa de Deus para que culminasse com o reino de Deus e de Seu Cristo. Depois consideraremos isto em mais detalhe, mas isto era somente para o aspecto das nuvens; já aparecerá Ele vindo com as nuvens pra tomar o reino com o Pai. Quando Ele ascendeu, ascendeu e foi a receber o reino, a sentar-se à destra até que tudo lhe seja posto por estrado de seus pés; e já Ele está reinando à direita do Pai, e toda potestade lhe é dada nos céus e na terra, e Ele tem controle de tudo o que sucede no mundo, e Ele está levando adiante Seu programa; não importa o que tu vejas, deves crer que Ele tem o senhorio e Ele está fazendo o apropriado; nada se escapa de seu controle.

Nos encontraremos com Ele nas nuvens

Voltamos a outras passagens onde aparece a vinda do Senhor nas nuvens; e a primeira passagem está em Mateus 24, porque estamos vendo os versos que se relacionam com aquele de Apocalipse 1:7.

Inicialmente vou ler o verso 30, mas depois vamos ter que ver algumas coisas; o verso 30 é para ver a concordância com Apocalipses 1:7; mas esse verso há de se tê-lo em todo seu contexto: “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão., (Se dão conta de como se assemelha ao que diz Apocalipse 1:7?) e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”.

Ele disse que assim viria. Voltaremos um pouquinho a Mateus 24. Pelo pronto, sigamos em Mateus e vamos ver a confissão de Jesus ante o Concílio Quando o estavam julgando; isso está em Mateus capítulo 26; leiamos desde o verso 62, quando Caifás, Anás e os outros estavam julgado a Jesus: “62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: Nada respondes ao que estes depõem contra ti?63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.64 Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.”. A respeito disso, da lamentação das tribos, vamos a Zacarias capítulo 12; está falando já do tempo do fim e diz o versículo 10: “10 E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito.11 Naquele dia, será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom, no vale de Megido.12 A terra pranteará, cada família à parte; a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte;13 a família da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família dos simeítas à parte, e suas mulheres à parte.14 Todas as mais famílias, cada família à parte, e suas mulheres à parte.”. O que diz aqui em muitos detalhes está resumido ali em Apocalipses 1:7 onde diz: “E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.”

Também Marcos e Lucas nos apresentam a vinda do Senhor nas nuvens; no capítulo 13 de Marcos diz o versículo 26: “Então, verão o Filho do Homem vir nas nuvens, com grande poder e glória”. Podemos passar a Lucas capítulo 21 onde também no verso 27 diz: “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória.”. Tanto Mateus, Marcos, como Lucas registram diferentes aspectos das palavras do Senhor Jesus. Se tu vês em Marcos, também aparece a mesma confissão de Jesus ante o concílio, como lemos em Mateus, e também se vê em Lucas; assim que por agora não vamos ler o de Marcos nem o de Lucas, mas vocês podem depois revisar. Isto é o que se nos diz aqui da vinda do Senhor nas nuvens.

Outra passagem onde se fala da vinda do Senhor nas nuvens, já nos apóstolos, está em 1 Tessalonicenses 4:14 em diante: “14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.15 Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.”. Então vemos que o Senhor vem nas nuvens e que os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e logo os demais que estiverem vivos na vinda do Senhor, juntamente com eles seremos arrebatados para receber o Senhor nas nuvens. Vocês não vêem a palavra “nuvens” ali? Olhem outra vez: “Seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens para receber o Senhor nos ares”; porque o Senhor vem nas nuvens e no arrebatamento receberemos o Senhor nas nuvens.

Vinda ou hora secreta do Senhor?

Agora vou ter que entrar um pouco mais profundo; aqui vimos o relativo à vinda do Senhor nas nuvens; as vezes se diz que a vinda secreta é como ladrão, e a segunda parte da segunda vinda é a vinda pública e gloriosa, visível nas nuvens; mas que antes dessa houve ema vinda secreta; claro que em outras as passagens que lemos, que falam da vinda nas nuvens, em nenhum se nos fala de uma vinda anterior secreta. Há cinco ou seis versículos na Bíblia que falam da vinda do Senhor como ladrão na noite; essa expressão de “vinda como ladrão na noite”, que nada sabe o dia e a hora, tem sido tomada como para dizer que há uma vinda secreta antes da vinda pública, e se diz que a vinda secreta é como ladrão na noite. Se tu examinares com cuidado aos versos, verás que Eles não falam da vinda secreta, senão de hora secreta; si tu voltar a ler os versos, são cinco ou seis somente, e os vamos a ler esta noite, si tu vês os versos que falam da vinda como ladrão, todos esses cinco ou seis versos falam no contexto da vinda pública e visível; esses versos estão em Mateus 24, em Lucas 12, no 1 Tessalonicenses 5, 2 Pedro 3 e em Apocalipse 3 e 16; esses são os versos que veremos que falam da vinda do Senhor como ladrão na noite, que alguns irmãos, os respeito, têm dito que essa é a vinda secreta; mas eu vou mostrar pela Bíblia, vocês examinem a ver se parece ou não, não vou impor, que todos os cinco ou seis versos que falam da vinda como ladrão na noite, todos os cinco ou seis, se lês o contexto, se referem à vinda pública e gloriosa, incluído este de Apocalipse 1:7: “Eis que vem com as nuvens”. Essa vinda com as nuvens é como ladrão na noite, ou a vinda como ladrão na noite é outra? Vamos ver se a vinda como ladrão na noite é outra ou é esta mesma em que vem nas nuvens visíveis.

Comecemos com a primeira, em Mateus 24. As cinco passagens são: Mateus 24, anotem por favor para que voltem a ler em todo o seu contexto, Lucas 12, 1 Tessalonicenses 5, 2 Pedro 3 e Apocalipse 3 e 16. Veremos os versículos um por um. Comecemos por Mateus 24; aqui tenho o texto grego para que os irmãos possam revisar depois em o grego; Mateus 24, comecemos desde o versículo 3, porque temos que ler o que diz o Senhor em seu contexto: “3 No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.”. Ele acaba de dizer sobre Jerusalém, aquele muro que eles lhe diziam: Olhe que pedras! e Ele contestou: não ficará aqui pedra sobre pedra; isso era uma das coisas que sucederiam, mas não só isso, e lhe dizem: “Quando serão estas coisas, (ou seja a destruição de Jerusalém e do templo) e que sinal haverá de tua vinda?”. Podem revisar no grego a ver se a palavra é parousia ou epifanía porque alguns tem dito que a palavra parousia se refere à vinda secreta e a palavra epifanía se refere à vinda pública, mas se tu leres o grego vais ver que parousia é usada na vinda pública; nesta vinda se fala da vinda do Senhor nas nuvens, gloriosa, diz parousia; então o argumento de que parousia se refere à vinda secreta não se pode sustentar à luz do grego. No contexto grego todas as vezes que fala de parousia se refere à vinda do Senhor, inclusive pública e visível.

“e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.4 E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane.5 Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.6 E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.7 Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; 8 porém tudo isto é o princípio das dores.9 Então...”. A quem esta falando o Senhor aqui? Aos cristãos, á Igreja; quando um está em Cristo já não é judeu nem gentio; antes era judeu ou gentil, mas quando Cristo morreu já não há judeu, nem gentio, nem bárbaro, nem cita, nem varão, nem mulher, senão que Cristo é tudo em todos. Por favor sigam suas Bíblias, não me sigam, para que não seja que eu me equivoque e vocês comigo; assim que vigiem-me.

A Igreja e a tribulação

“9Então (está falando o Senhor Jesus aos cristãos, aos seus) os entregarão a tribulação, (ah! muitos dizem: tranqüilo, irmão, vocês não vão passar por isso, vocês não vão sofrer nada; mas quantos têm sofrido tribulação já nestes 21 séculos?) Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.
10 Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros;11 levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos.12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.13 Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo.14 E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.15 Quando...”. Ah! por tanto quer dizer que isto que vai dizer a continuação está relacionado com o que vinha dizendo até aqui, e está falando aos cristãos; alguns dizem: ele está falando aos judeus; não, ele está falando aos cristãos que crêem em Cristo; já não há judeu nem gentio. “15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação...”. Ah! assim é que o Senhor está dizendo a Seus discípulos que no fim viria a abominação desoladora; alguns pensariam que não a iam a ver, mas aqui o Senhor não diz que alguns não; aqui diz “quando vires”; está falando a instrução normal, Ele não está querendo enganar nem ensinar distorcidamente, nem dar uma imagem equivocada; porque é que o Senhor não ensina segundo Darby, nem segundo Newton; não, o Senhor ensina como é; então temos que seguir a Ele. “15 Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), (por isso eu disse aos irmãos que leram esse trabalho sobre Daniel) 16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes;17 quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa;18 e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa.19 Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias!20 Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado;”.

No ano 70 quando chegou Tito e tomou a cidade, começou o cumprimento destas coisas; não se cumpriu tudo, mas começou o cumprimento, porque Daniel dizia no capítulo 9, depois da profecia das 70 semanas, dizia que quando tirassem a vida do Messias, o príncipe de um povo que viria destruiria a cidade e o santuário, e isso foi Roma, esse é esse príncipe; quando Vespasiano era imperador, Tito veio e tomou Jerusalém e começou a se cumprir esta profecia, mas não se cumpriu tudo; o Senhor falou de várias coisas que teriam que acontecer, mas não falou do momento exato, da hora e dia; isso nada pode falar porque Jesus disse: nem os anjos sabem, só o Pai. Então diz: “21 porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais.”. Quando diz: “nem haverá”, já se está dando conta um de que não se está referindo somente ao ano 70, senão à grande tribulação final, à última grande tribulação; claro, no ano 70 algo se cumpriu, mas Ele não estava falando só para o ano 70, porque ele estava falando não só de quando seriam aquelas coisas, senão quando será Sua vinda e o fim do século; como eles não sabiam, lhe perguntaram tudo junto e Ele contestou tudo junto, mas uma parte corresponde à queda de Jerusalém e a outra parte corresponde ao anticristo, à abominação desoladora, e por isso fala aqui da “grande tribulação” que no haverá outra; ou seja, que aquela do ano 70 não é essa, ainda que aquele é um início, um princípio, mas a definitiva é a última que já não haverá outra.

Segue dizendo: “22 Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.
23 Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis;24 porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.25 Vede que vo-lo tenho predito.26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis.27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem.28 Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.29 Logo em seguida (fixem-se por favor nesta frase aqui) depois da tribulação daqueles dias, (não antes da tribulação, por favor) o sol escurecerá, e a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.”.

Vejam como o Senhor responde o assunto de Sua vinda; assim é que a responde e não têm terminado de responder; segue falando o Senhor neste contexto; não tome o versículo isolado do contexto. “31 E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus.”. Não só na terra, senão do céu, porque os santos que haviam morrido com Cristo, estavam esperando a ressurreição e virem com Ele, por isso diz: “de uma a outra extremidade dos céus.” E nesse contexto diz: “32 Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.
33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, (incluída a abominação desoladora, a perseguição dos santos, a tribulação daqueles dias) sabei que está próximo, às portas.”. Todavia não têm vindo, e diz: depois da tribulação segue dizendo mais:

“34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.”. A primeira geração viu a queda de Jerusalém e a geração que verá o final será uma só também. “35 Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.36 Mas a respeito daquele dia e hora (este pero quer dizer que está todavia falando dessa vinda gloriosa e visível, mas é a respeito daquela, ou se não, não diria: mas) ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai.37 Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem.38 Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,39 e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.”

Notem que está falando de juízo, da vinda pública, depois da tribulação daqueles dias: “40 Então (vejam o verso, não antes) dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro...”. Esse é o arrebatamento; fixem-se em que contexto aparece o arrebatamento; não leiam este versículo isolado, leia no contexto do ensinamento integral. “40 Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro;41 duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra.



42 Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”.
De que vinda está falando aqui? Da que tem vindo falando durante todo o capítulo, e nesse contexto diz: “43 Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa.”; ou seja que o contexto da vinda como ladrão é no contexto todo do capítulo 24 da vinda gloriosa; eu estou lendo assim; não sei você como o lê; o deixo ler como queira, mas lhes agradeço que me permitam lê-lo. “44 Por isso, ficai também vós apercebidos”. Ah! vós, a igreja, os cristãos, os seus, seus discípulos, seus apóstolos. “Por isso”, está relacionando tudo com tudo. “44 Por isso, ficai também vós (não só os de fora, também vós, os próximos) porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?46 Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.47 Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens.48 Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se,49 e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios,50 virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe51 e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.”. Este é o contexto da primeira menção da vinda como ladrão. Se tomamos o verso isolado podemos por em qualquer parte, mas se tomas no contexto geral tens que deixá-lo nesse contexto.

A vinda como ladrão em Lucas e Tessalonicenses

A segunda menção aparece em outro contexto em Lucas 12:35-40; ali há outra citação em que o Senhor fala da vinda como ladrão; estamos lendo todos os versículos bíblicos que falam da vinda como ladrão para que vejam o contexto e para que o interpretemos em seu contexto; Lucas 12:35: “35 Cingido esteja o vosso corpo, e acesas, as vossas candeias.36 Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.”. Quem são estes vós? Os apóstolos; Ele está falando aos seus e diz: “37 Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá.38 Quer ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar.39 Sabei, porém, isto: se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa.40 Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.”. A hora é secreta, mas a vinda se notará. Esse é o segundo versículo em seu contexto onde aparece a vinda como ladrão, e vocês vêem que é parecido ao que lemos em Mateus ainda que neste contexto.

Vamos à terceira menção da vinda como ladrão agora em 1 Tessalonicenses capítulo 5. Notemos que no 4 que já lemos a respeito de Sua vinda nas nuvens e do arrebatamento, mas que não precederíamos à ressurreição dos mortos, vinha falando daquela vinda e que o receberíamos nos ares para estar sempre com Ele. Então Paulo nesta carta tem uma expectativa conforme o ensinamento de Jesus; e vejam uma coisa: a expectativa de Paulo deve ser também a expectativa nossa. Ele disse: Os digo isto em palavra do Senhor. Paulo está falando à igreja dos Tessalonicenses; ele não está falando aos derrotados, ele não está se pondo entre os derrotados, não fala de outros especiais que se vão antes, mas nós os derrotados, não, ele está falando à igreja; ele não tinha esses problemas, porque essas discussões não se haviam dado ainda no tempo de Paulo; ele tinha a tradição fresca de Jesus. Então em 1 Tessalonicenses 3:12-13, vejam o que Paulo diz á igreja, aos mesmos que fala no capítulo 4 do arrebatamento, no 5 da vinda do Senhor como ladrão, aos mesmos lhes diz no capítulo 3, o que diz nos versos 12 e 13; notem que Paulo às mesmas pessoas fala tudo; ele não está falando a uns uma coisa e a outros outra coisa, senão aos santos diz a mesma coisa. vejam o que Paulo diz em 1 Tessalonicenses 3:12-13: “12 e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco,13 a fim de que seja o vosso coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos.”. Paulo não está criando uma expectativa diferente à vinda com todos os santos.

Dessa vinda é que Paulo está falando aqui, dessa vinda com todos os santos; e para explicar como será essa vinda com todos os santos então diz agora no capítulo 4:13: “13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.14 Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus (essa é a vinda do Senhor Jesus com todos os santos) trará, em sua companhia, os que dormem.


15 Ora, ainda vos declaramos (referindo-se a isso) por palavra do Senhor (ou seja, não são minhas palavras, disse Paulo, isso se vos digo porque assim disse o Senhor) isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda (e essa palavra é parousia) do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.16 Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro;”. Por favor, vejam estes ensinamentos de Paulo pelo Espírito Santo. “Ressuscitarão primeiro”; primeiro é a ressurreição dos santos que morreram em Cristo e então a transformação e reunião com eles. E diz: “17 depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares (porque Ele vem entre as nuvens) e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. (fixem-se em que vem falando do mesmo; o que diz no capítulo 3 está presente no 4, e o que diz no 4 está presente no 5) 18 Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras.. 5: Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva;



2 pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor...”. De quê vinha falando Paulo? Da vinda do Senhor Jesus Cristo com todos os santos, e que Deus trará com Jesus aos que dormiram Nele e virá nas nuvens e com voz de trombeta, e com voz de comando, e com voz de arcanjo, e os mortos ressuscitarão primeiro; nesse contexto diz: “vem como ladrão de noite”; e fixem-se em que não é algo secreto; a hora sim, mas da vinda diz: “3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.



4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa;5 porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas.6 Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios.7 Ora, os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam.8 Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo,”. E então esse “não nos há posto Deus para ira” é no contexto de Sua vinda. Agora fixem-se em que o versículo 3 se relaciona com o 2; no 2 fala da vinda como ladrão e no 3 diz que quando disserem: paz e segurança, virá sobre eles destruição repentina. Então, a vinda do Senhor como ladrão trará destruição repentina aos que não sejam Dele; ou seja, que não podemos por a destruição repentina por um lado e a vinda como ladrão por outro, porque aqui Paulo as junta; Paulo junta o capítulo 3, a vinda do Senhor com seus santos, o capítulo 4, Deus trará com Jesus aos que dormiram nele, o Senhor com voz de arcanjo, com trombeta de Deus, etc. e haverá a ressurreição, e a transformação, e o arrebatamento, e nos encontraremos nas nuvens; mas como será isso? É como ladrão, inesperado, a hora é secreta, mas quando suceder a destruição repentina. Agora, isto não o diz só Paulo, o diz também Pedro.

A vinda do Senhor relatada por Pedro e Apocalipse 16

Vamos a 2 Pedro capítulo 3; estamos lendo todos os versículos que falam da vinda como ladrão para que não o digamos em outro contexto, senão no contexto em que o falou o Senhor e seus apóstolos.

2 Pedro 3:9-10 fala da vinda como ladrão, e vejam como é a vinda como ladrão; não é uma vinda secreta; o que é secreto é a hora, isso é a surpresa, isso é o que quer dizer como ladrão, o inesperado, mas a vinda mesma vejam como será: versos 9 e 10: “9 Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.10 Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor (o dia, diz o Senhor) como ladrão na noite; no qual (notem, no dia quando o Senhor vier como ladrão na noite) os céus passarão com estrepitoso estrondo, (isso não será secreto, a hora sim) e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.”. Irmãos, esse é o contexto da vinda como ladrão, “no qual, (no dia quando o Senhor vier como ladrão) os céus passarão com estrepitoso estrondo”; por isso dizia: as potencias dos céus serão comovidas.

O último versículo de hoje que menciona a vinda como ladrão está em Apocalipse 16. Eu não sei se vocês depois desta leitura têm visto um arrebatamento diferente; eu não sei, eu respeito, eu não quero burlar, guarde-me o Senhor, mas é que estes versículos me fazem pensar muito sério; não sei como pensa você; há muitos outros versículos. Notem de que trata o capítulo 16; trata das taças da ira. A primeira taça de que trata? De úlceras. A segunda copa de que trata? Do mar como sangue. A terceira taça de que trata? Das fontes das águas como sangue; e a quarta taça? Um grande calor; e a quinta taça? Fixem-se, fala do anticristo, da besta; ou seja, que estamos em plena grande tribulação na quinta taça, verdade? Vejam a quinta taça, verso 10: “10 Derramou o quinto a sua taça sobre o trono da besta (está falando do trono da besta) cujo reino se tornou em trevas, e os homens remordiam a língua por causa da dor que sentiam11 e blasfemaram o Deus do céu por causa das angústias e das úlceras que sofriam; e não se arrependeram de suas obras.”. Ou seja que já na quinta taça se está na grande tribulação; agora vem a sexta taça; se é a sexta, não vai ser antes da quinta; diz a sexta: “12 Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol.”. Recordem-se o que dizia Daniel? Que quando vier esse anticristo, noticias do oriente e do norte o atemorizariam? Pois, fixem-se, em pleno governo do anticristo quando vem aqueles reis do oriente.

Estamos na sexta taça: “13 Então, vi sair da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs;14 porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.15 (Eis que venho como vem o ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha.)”. Está falando em pleno contexto da besta, em pleno contexto do Armagedom, la sexta taça, a taça da ira; as primeiras taças são pura tribulação; isso é pura tribulação, e ainda o Senhor diz: “Eis que venho como vem o ladrão”; ou seja que não veio ainda durante a sexta taça como ladrão; esses são cinco versículos que falam da vinda como ladrão na noite; e entretanto, vejam em que contexto fala da vinda como ladrão; se deram conta do contexto?

O trigo e a joio e a vinda do Senhor

Vamos a Mateus capítulo 13 onde ao Senhor perguntam acerca de uma parábola que Ele disse. Mateus 13:24; a parábola do trigo e o joio.

“24 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; (esse campo é o mundo, o explicou depois) 25 mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou-se.26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio.27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: (Ele interpretou logo que eram os anjos) Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? (os filhos do reino) Donde vem, pois, o joio? (os filhos do mal) 28 Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?29 Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo”. Não importa quanto joio haja, o trigo pode crescer a seu lado, deixe-lo crescer junto, mas por favor, fixem-se no que diz a continuação: “30 Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio” (ah! não era que o trigo se ia primeiro? Primeiro o joio; e não disse: recolhei o joio, senão: “ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes (esse é o globalismo, a abertura econômica, a integração econômica) para queimá-la”. Essa é a grande tribulação. Primeiro se deve recolher o joio, atá-lo em feixes para queimá-lo: “mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.”.

Irmãos, eu as vezes escuto que primeiro recolhiam o trigo e deixavam o joio, mas aqui se recolhe primeiro o joio; “atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro.”. E Ele logo explicou isso, nos versículos 36 até o 43; vou a saltar os outros versos porque ele explicou que esse era o Filho do Homem. Diz o verso 39: “39 o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa (vamos ver também esta sega em Apocalipse) é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos.40 Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século.”. Se arranca o joio e se queima no fogo. “41 Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino (eu pensei que aos santos, mas diz:) todos os escândalos e os que praticam a iniqüidade.



42 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes.43 Então, os justos resplandecerão como o sol”. Isso é quando são transformados e glorificados, e vão se reunir com o Senhor nos ares para vir a reinar com ele no reino de seu Pai. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Então, irmãos, aqui o Senhor fala primeiro de recolher o joio em feixes. Quando fala em Apocalipse 1:7: “Eis que vem entre as nuvens”, se refere a todos esses versículos que lemos. “E todo olho o verá”; aquilo era o que dizia no contexto de Mateus 24, que é depois da tribulação daqueles dias, Ele começou a falar da vinda como ladrão; e quase todos os versos que falam da vinda como ladrão já os temos lido. Logo veremos Apocalipse 3.

O arrebatamento da última trombeta

Agora este versículo de 1 Tessalonicenses que fala da ressurreição e o arrebatamento, se refere ao que diz 1 Coríntios 15; vamos a este capítulo, leiamos desde o versículo 50; notem que esta passagem se corresponde com o de 1 Tessalonicenses capítulo 4, onde explica o do capítulo 3, a vinda do Senhor com os santos e o arrebatamento dos santos a receber ao Senhor nas nuvens, mas que primeiro ressuscitarão os mortos e logo nós seremos transformados. Isso mesmo é em 1 Coríntios 15:50, que diz assim: “50 Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.51 Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos,52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, (não o dizia também Tessalonicenses? “os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” Não creio que Paulo ia ensinar uma coisa aos Tessalonicenses e outra distinta aos Coríntios; ele está ensinando o mesmo; mas Paulo aqui nos dá uma chave: quando será isso? na última trombeta; por que diz na última? Porque há outras trombetas, mas há uma última. Agora onde aparecem na Bíblia as outras trombetas? Aparecem em Apocalipse. Em Apocalipse aparecem as sete trombetas; vejamos que é na sétima trombeta, no final, o momento de dar o galardão que é quando o Senhor vier.

Vamos a Apocalipse 11; notem que é a sétima trombeta, porque quantas são as trombetas? São sete e a última é a sétima. Todas as trombetas são de tribulações e a sétima diz o seguinte no verso 15: “15 O sétimo anjo (que era o último) tocou a trombeta, (que era a última) e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos; (esse é o momento, quando o Senhor toma os reinos) 16 E os vinte e quatro anciãos que se encontram sentados no seu trono, diante de Deus, prostraram-se sobre o seu rosto e adoraram a Deus,17 dizendo: (vejam o que dizem os vinte e quatro anciãos) Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.



18 Na verdade, as nações se enfureceram;”. Ah! aí está resumido toda essa guerra do final: dos reis do norte, do oriente, do anticristo, etc. “18 Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, (ah! menciona a fúria das nações primeiro, então a ira do Senhor, que são as taças, além disso disse:) e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.19 Abriu-se, então, o santuário de Deus (agora sim, depois da sétima) que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada.”. Então fixem-se, irmãos, em que o tempo de dar o galardão é a sétima trombeta, e o galardão é a vinda do Senhor. Vamos ver isso em Apocalipse 22:12; o Senhor vem falando de Sua vinda: “12 E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.”; então quando é o tempo da vinda para dar o galardão? A sétima ou última trombeta; por isso diz ali em Apocalipse 11:18: “Tua ira têm vindo, e o tempo de julgar aos mortos, e dar o galardão”.

A hora de dar o galardão é a vinda do Senhor, e na vinda do Senhor haverá ressurreição de mortos, haverá transformação de vivos fiéis em Cristo, haverá arrebatamento para receber a Ele que vem nas nuvens com voz de trombeta, com voz de comando; e sabem o que mais diz da vinda do Senhor em 2 Tessalonicenses? Não diz que vem em secreto; diz que vem em chama de fogo e com anjos de Seu poder.



A Igreja e o sofrimento

2 Tessalonicenses. Não se pode ver tudo, mas vemos o que podemos. Aos mesmos que escreveu a primeira escreveu a segunda e não se vai contradizer no que disse na primeira vez, senão que os vai esclarecer, porque alguns podiam ter entendido mal. 2 Tes. 1:3. Por favor irmãos, não me sigam, sigam suas Bíblias: “3 Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros (eram os mesmos de antes, os tessalonicenses) como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando,4 a tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais,”. Ouça, desde o princípio, o normal para a igreja são os sofrimentos, as perseguições e as tribulações; isso é o normal. Sabem o que ensina Pedro? Que nos armemos do pensamento de sofrer; diz Pedro: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento;” (1 Pe. 4:1).

O que passa aos que ensina que não vai sofrer? O está desarmando, porque o que Pedro diz é que nos armemos do mesmo pensamento, a disposição a sofrer. O normal em toda a história da Igreja, é o sofrimento da Igreja, a perseguição contra a Igreja, a Igreja em tribulação; e diz o verso 5: “sinal (ou seja as tribulações e perseguições que suporta a Igreja) evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo;



6 se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam,
(por que o mundo vai ser atribulado? Porque o mundo atribula à Igreja; a Igreja é atribulada pelo mundo; por isso o mundo é atribulado por Deus) 7 e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco (quando? Quando nos vai a dar o Senhor repouso da tribulação, quando?) quando do céu se manifestar (não é secreto o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,8 em chama de fogo, tomando vingança (ao mesmo tempo que nos faz descansar da tribulação, a eles lhes retribui ao mesmo tempo; quando? quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu, em chama de fogo) contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.9 Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, ( quando? Note esse quando outra vez; é o mesmo tempo; vem falando do juízo, da retribuição contra os ímpios, e nesse mesmo quando) 10 quando vier (para retribuir a maldade a uns e recompensar a outros) para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia. (essa é a transformação do corpo) (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho).

11 Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé,12 a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.”

Isso vinha dizendo Paulo; mas ele não pôs capítulos em seus escritos; ele seguiu dizendo: “2:1Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (a palavra aqui é parousia), e à nossa reunião com ele, (Quando seremos reunidos com Ele? Quando formos arrebatados para recebê-lo nos ares; então de que vem falando? Ouçam, irmãos, com respeito à vinda do Senhor, a parousia, e nossa reunião com Ele [a palavra é episinagogia, ou seja, reunião no alto] esse é o arrebatamento; nossa reunião com ele no alto é o arrebatamento, quando o receberemos nos ares) nós vos exortamos


2 a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, (o que tinha a igreja primitiva, que tinha ele) nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. (Que já chegou, segundo o grego) 3 Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá (vem falando da vinda do Senhor e de nossa reunião com ele no alto) sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.”.

O que detém a aparição do anticristo

Isto era o que dizia Daniel; em Daniel capítulo 11, se fala desde o versículo 35 até p final desse período desse governo ditatorial, desse anticristo que se assenta no templo de Deus como Deus; ou seja que Paulo quando está escrevendo esta carta, tem em mente a Daniel, os capítulos de Daniel 7, 8, 9, 10, 11 que falam deste anticristo; e nesse contexto com o fundo de Daniel em sua mente, Paulo segue dizendo: “5 Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?” Isso nos diz que o ensinamento oral de Paulo se baseava em Daniel também, e é com o contexto de Daniel e com o contexto cuidadoso de Paulo em meio do sistema romano que Paulo fala as seguintes palavras misteriosas que alguns têm entendido mal. “6 E, agora, sabeis o que o detém”. Note que não é o “quem”, e sim o “que”; não é o Espírito Santo, pois o Espírito Santo não é um “o”, alem do mais é o Deus onipresente, e mesmo quando estiverem alguns sendo atormentados 5 meses, os que tem o selo do Deus vivo não vão ser atormentados; o selo do Deus vivo é o Espírito Santo; ou seja que o Espírito Santo estará ali quando forem atormentados os homens; não é o Espírito Santo o que será tirado; Ele não pode ser tirado, Ele é onipresente; diz o Salmo 139 que nem sequer no Seol pode ser tirado o Espírito Santo.

“7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;”. O Espírito Santo não é retirado; Ele não vai falar de maneira irreverente, “o que o detém,” não vai falar assim do Espírito Santo. Mas fixem-se de quem está falando; veja que ele tem em conta o transfundo de Daniel. “6 E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.7 Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém;8 então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda” isto é, depois de que se manifeste o iníquo.

A respeito da vinda do Senhor, e nossa reunião com Ele, não vos deixeis demover facilmente, porque não virá sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho de perdição, se sente no templo de Deus. Paulo aprendeu isso de Daniel também.

Agora, irmãos, o que era o que detinha a presença do anticristo? Fixem-se em uma coisa: ele fala de quando “a seu devido tempo se manifeste”; ou seja que o anticristo, este homem iníquo, este filho da perdição, tem um tempo devido; ou seja, não pode vir antes de seu tempo, porque o Senhor em Daniel mostrou a ordem dos tempos: Ele lhe deu um tempo a Babilônia. Enquanto isso Babilônia estava em pé não podia vir Medo-Pérsia; Quando foi tirada Babilônia veio Medo-Pérsia. Quando estava Medo-Pérsia, não podia vir Grécia, mas quando foi tirada Medo-Pérsia, então o anjo lhe disse: Agora vou a pelejar com o príncipe da Pérsia, mas logo vai vir o da Grécia; não podia vir o de Grécia porque estava o da Pérsia. Quando foi tirado o império persa, então se manifestou o império grego.

Enquanto estava o império Grego em seu devido tempo, não podia vir o império Romano porque estava o tempo da Grécia. Quando se acabou o tempo da Grécia veio Roma, e agora Paulo está escrevendo em Atenas, no império Romano; mas ele não pode dizer às claras que o império Romano vai a cair, porque depois vem os dez chifres que vão dar o poder ao anticristo. Ele tem que ficar calado; em forma oral ele podia dizer: Não vos recordeis do que vos ensinei a respeito de Daniel? Mas agora diz: mas vós sabeis o que agora o detém, porque agora está o império romano; enquanto está Roma não pode vir o anticristo, mas quando a seu devido tempo se manifeste, quando isto que o detém seja tirado do meio, porque a esta besta que é como de ferro, lhe vão a sair dez chifres e vai sair um chifre pequeno que se vai fazer grande, mas ele não pode sair antes que se termine o tempo da besta de ferro, que é Roma. Quando este for tirado do meio, quando cair o império Romano, então se manifestará aquele iníquo; não é o Espírito Santo o que detém o anticristo; é o mesmo Espírito Santo o que dá permissão ao anticristo. Diz: se lhe deu autoridade para atuar 42 meses e fazer guerra contra os santos; ou seja que os santos estarão sendo perseguidos pelo anticristo. Quando Roma for tirada do governo, então se manifestará aquele iníquo.

Termino com um verso, Apocalipse 20:4 em diante; aqui vai começar o reino milenar. “4 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar; (quem se sentarão a reinar com Cristo mil anos?) Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, (e quem mais?) tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; (ressuscitaram) e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição.”. Então, irmãos, a primeira ressurreição são aqueles mártires que foram decapitados, inclusive os que no tempo da besta, resistiram à besta, não adoraram sua imagem; estes são os que reinarão mil anos, e essa é a primeira ressurreição. Então como vai a haver uma ressurreição anterior se esta é a primeira? Paulo dizia: não precederemos aos que dormem. ¿Quem são os que dormiram? Todos os Cristãos; ressuscitaram primeiro e logo nós; é o arrebatamento; junto com eles receberemos ao Senhor nos ares; mas aqui diz que a primeira ressurreição são estes mártires de Cristo, e os que venceram à besta, que não receberam sua marca, nem adoraram sua imagem. Então, irmãos, se esta é a primeira ressurreição, como haverá um arrebatamento anterior? porque não pode haver um arrebatamento sem primeiro haver uma ressurreição porque não precederemos aos que dormem; os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, logo nós que vivemos, juntamente com eles seremos arrebatados para receber ao Senhor nos ares. Eu pessoalmente não encontro lugar para um arrebatamento ou uma ressurreição anterior porque esta é a primeira, se não, não diria a primeira. Diz: “protos”, a primeira. Vamos encomendar-nos ao Senhor.


(Extraído do livro “Aproximacion Al Libro de Apocalipsis)