quarta-feira, 23 de março de 2011

A IDENTIDADE DA BESTA - REV KENNETH L GENTRY JR.


Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?...
Se alguém tem ouvidos, ouça. (Ap. 13:4b, 9).
Leitores que gostam de ler as últimas páginas de um livro para descobrir
a conclusão da história ficarão desapontados com minha abordagem. Aqui
mesmo, nesse capítulo introdutório, identificarei a Besta. Faço isso para que
você possa ter sua identidade em mente, à medida que considera a evidência
apresentada. Para aqueles que esperam que a Besta apareça no cenário da
história em algum momento, haverá também uma surpresa. O material de
Apocalipse é muito claro: A Besta já fez sua aparição no passado.
Todos os estudantes do Apocalipse são familiares com o “número da
Besta” (Ap. 13:18a), que é “o número do seu nome” (Ap. 13:17b). Esse número
terrível é “666”. Nesse número está contida a identidade específica da Besta,
uma identidade confirmada por várias linhas de evidências adicionais dentro do
Apocalipse.
Princípios de Interpretação
Embora trate especificamente com o número da Besta num capítulo
separado, há vários princípios para a interpretação desse número que devemos
guardar em mente para governar nosso pensamento. Como é evidente a partir
da história da interpretação do número 666, certamente precisamos de algo
para confinar nosso pensamento à esfera do razoável! Os princípios de limitação
necessários e derivados dos textos são: O nome-número 666 deve ser “de homem” (Ap. 13:18b). Isso exclui
qualquer interpretação que envolveria seres demoníacos, idéias
filosóficas, movimentos políticos ou qualquer outra coisa que não um ser
humano individual.
Esse homem deve ser alguém com uma natureza má, idólatra e
blasfema. Isso é requerido à luz do seu caráter e atividades diabólicas
delineadas em Apocalipse 13, particularmente nos versículos 4-7.
Ele deve ser algo que possua “grande autoridade” (Ap. 13:2,7). Isso
certamente demanda que ele seja uma figura política; particularmente
nisso, sobre sua cabeça existem dez diademas. Esses três primeiros
princípios são amplamente sustentados entre os comentaristas
evangélicos do Apocalipse. Os dois restantes são grandemente
negligenciados ou são quase certamente a causa dos erros radicais na
identificação da Besta e sua missão. Os dois serão simplesmente listados
e declarados nessa conjuntura. Deixaremos para estabelecer os mesmos
nos capítulos seguintes. O nome-número deve falar de alguém contemporâneo de João. O
motivo é a expectativa temporária de João. Os eventos de Apocalipse
devem ocorrer “em breve”; João insiste que “o tempo está próximo” (Ap.
1:1, 3, 19; 22:6ss). Esse princípio sozinho já eliminaria 99,9% das
sugestões de comentaristas.
O nome deve ser de alguém relevante para os cristãos do primeiro
século nas sete igrejas às quais João escreveu (Ap. 1:4, 11). Ele esperava
que eles prestassem atenção ao que ele escreveu (Ap. 1:3) e calculassem o
número da Besta (Ap. 13:18). Como eles poderiam ter feito isso, se a
Besta fosse alguma figura sombria bem distante da situação deles?
O estabelecimento dos Princípios 4 e 5 é essencial para o entendimento
correto da identidade da Besta. Consequentemente, trataremos com eles
extensivamente no capítulo 2.
A Importância dos Princípios de Limitação
Uma ilustração dos resultados fúteis obtidos ao se ignorar qualquer ou
todos esses fatores óbvios de limitação é encontrada numa obra
dispensacionalista da década de 1970. Nesta obra lemos uma tentativa vã de
explicar o número 666: “Em todos os tempos Satanás tem tido um ou mais
candidatos a Anticristo esperando nos bastidores, para que o Arrebatamento
não chegue repentinamente e o encontre despreparado. Esse é o porquê tantos
líderes mundiais malévolos tiveram nomes cujas letras somadas davam 666,
quando combinadas de certas formas (dependendo da fórmula usada para o
666, em determinados momentos haveria centenas de milhares de homens no
mundo cujos nomes dariam 666. É desse grande conjunto de candidatos que
Satanás temtradicionalmente escolhido seu ‘homem domomento’)”.
Contrário a um erudito competente como Leon Morris, duvidamos que
“as possibilidades sejam quase intermináveis”. Os fatores limitadores derivados
do texto de Apocalipse restringem grandemente a esfera de possibilidades.
ImagemDupla
Antes de apontarmos de fato àquele indicado pelo número de João, um
problema reconhecido amplamente com a imagem da Besta deve ser
mencionado. A maioria dos comentaristas concorda que a imagem da Besta no
Apocalipse oscila entre o genérico e o específico. Isto é, algumas vezes a Besta
parece descrever um reino, algumas vezes um líder individual e particular desse
reino. Todavia, deveria ser entendido que o número 666 é aplicado a um rei
particular individual nesse reino (Ap. 13:18).
Em alguns lugares a Besta tem sete cabeças, que são sete reis
considerados coletivamente. Em Apocalipse 13:1 João declara que ele viu
“emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças”. Apocalipse
17:9 declara especificamente que as sete cabeças representam “sete reis”. Esses
setes reis se levantam numa sucessão cronológica; alguns já morreram, um está
reinando agora, e outro ainda virá (Ap. 17:10-11). Assim, a Besta é
genericamente descrita como um reino.
Mas no mesmo contexto a Besta é descrita como um indivíduo. João urge
que seus leitores “calculem o número da besta, pois é número de homem” (Ap.
13:18). Em Apocalipse 17:11 o anjo intérprete diz a João e aos seus leitores que
“a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete”. Essa
característica, quão frustrante possa ser, é reconhecida por muitos
comentaristas de várias escolas de interpretação.
Introduzindo a Besta
Com essas considerações introdutórias diante de nós, eu declararei agora
o que creio ser a Besta, tanto com respeito à sua identidade genérica como
específica. Estabelecerei a identidade genérica de uma forma um pouco mais
detalhada nessa conjuntura. Então, após apenas brevemente identificar sua
identidade específica, desenvolverei as provas da sua identidade específica e
individual nos capítulos seguintes.
Sua Identidade Genérica
A identidade genérica da Besta é o antigo Império Romano do primeiro
século, sob o qual Cristo foi crucificado e durante o qual João escreveu o livro de
Apocalipse. De acordo com Apocalipse 17:9, as sete cabeças da Besta
representam “sete montes”. As sete cabeças, então, parecem especificar
claramente uma característica geográfica proeminente. Talvez nenhum ponto
seja mais óbvio em Apocalipse do que esse: É Roma que é aqui simbolizada
pelos sete montes (colinas). Afinal de contas, Roma é a única cidade na história
que foi distinta e reconhecida por suas sete colinas. As famosas sete colinas de
Roma são a Palatino, Aventino, Celio, Esquilino, Viminale, Quirinale e
Campidoglio.
Os escritores Romanos Suetônio e Plutarco fazem referência ao festival
do primeiro século em Roma chamado Septimontium, isto é, a festa da cidade.
Essa idéia composta de genérico/específico não é sem precedentse na Escritura. Por exemplo, o
“homem” é genérico, enquanto “Adão” é o representante específico do homem. A Igreja é genérica (a
Corpo de Cristo), enquanto Cristo é específico. Aqui temos a Besta representada como o genérico (reino)
em alguns lugares, enquanto recebendo expressão específica no governo desse reino em outros lugares. Os arqueologistas descobriram a Moeda de Vespasiano
(imperador de 69-79 d.C.) que trazia a deusa Roma como uma mulher
assentada sobre sete colinas. As famosas sete colinas de Roma são mencionadas
repetidamente por escritores pagãos antigos tais como Ovid, Claudian, Statius,
Pliny, Virgil, Horácio, Propertius, Martial e Cícero.6 As sete colinas são
mencionadas por escritores cristãos tais como Tertuliano e Jerônimo, bem
como em vários dos Oráculos Sibilinos.
Esse fato – que Roma era universalmente reconhecida como a cidade
sobre sete colinas – é amplamente reconhecido por comentaristas evangélicos
como tendo uma influência sobre a nossa passagem. A referência está quase fora
de qualquer dúvida: Roma é aludida nessa visão da Besta com sete cabeças. Pela
datação de todos, Apocalipse foi escrito em algum tempo durante o período do
Império Romano.
Além do mais, tanto a história secular como eclesiástica registra que a
primeira perseguição imperial ao Cristianismo foi iniciada na cidade das sete
colinas, Roma, pelo imperador Nero César em 64 d.C.8 O próprio João nos diz
que ele escreveu o Apocalipse para as sete igrejas históricas da Ásia Menor (Ap.
1:4,11). Essas igrejas existiram numa época de grande tribulação (Ap. 1:9; 2:10;
3:10). Ademais, João exortou essas igrejas a ler, ouvir e prestar atenção ao livro
(Ap. 1:3; 2:7; 2:11, 17, 29; 3:6, 13, 22; 22:7). O tema de Apocalipse era crítico e
relevante para essas igrejas, pois João fala rigorosamente da ocorrência
iminente dos eventos de Apocalipse (1:1, 3, 19; 3:10; 22:6ss.).
A questão da relevância da referência em Apocalipse 17 à audiência
original deveria ser uma preocupação suprema para o intérprete moderno. À luz
das circunstâncias delineadas acima, é de alguma forma provável que quando
João mencionou “os setes montes”, ele estava falando do Império Romano?
Coloque-se no cenário do primeiro século: Você pensaria que João poderia estar
falando de eventos que ocorreriam inumeráveis séculos após o colapso do
império, que estava presentemente engajado em sua perseguição? Você
suspeitaria que ele não estava realmente relatando uma mensagem sobre a
Roma Imperial? Impossível! João exortou o povo a ler, ouvir e prestar atenção
ao livro. Ele estava falando do então existente Império Romano, que tinha como
seu quartel general a cidade das sete colinas de Roma.
Sua Identidade Específica
Mas quem é a Besta considerada individualmente? A Besta do Apocalipse
em sua encarnação pessoal não é ninguém outro senão Lucius Domitius
Ahenobarbus, melhor conhecido por seu nome adotivo: Nero César. Ele e
somente ele se encaixa à descrição, como a expressão específica ou pessoal da
Besta. Esse homem vil cumpre todos os requerimentos dos princípios derivados
do próprio texto de Apocalipse.

Excluindo Júlio César, provavelmente nenhum outro nome de imperador
Romano seja tão conhecido para o cristão de hoje como o de Nero. Todavia, sua
grande função no Apocalipse é quase desconhecida entre os cristãos
contemporâneos. Talvez uma breve história da tumultuosa vida de Nero servirá
bem em preparar o leitor para as provas da nossa identificação, que serão dadas
no capítulo 2-7.
O Nascimento de Nero e sua Infância
O pai de Nero foi um Enaeus Domitius Ahenobarbus, um homem mau
procedente de uma família Romana famosa, porém cruel. A família inteira era
“notória por instabilidade, traição e licenciosidade”. O pai de Nero é descrito
como “odioso em todo modo de vida”. A famosa, conivente e desafortunada
mãe de Nero, Agripina, era irmã do Imperador Gaius (conhecido também como
“Calígula”) e sobrinha do imperador Cláudio.
Nero nasceu em 15 de Dezembro de 37 d.C., apenas nove meses após a
morte do Imperador Tibério, sob quem Cristo foi crucificado. Ele nasceu com
um cabelo vermelho brilhante, como era comum à sua linhagem (o nome
“Ahenobarbus” significa “barba vermelha”). Quando nasceu, os pés de Nero
saíram primeiro; entre um povo supersticioso e pagão isso era considerado
como um mau presságio. Esse presságio não passou despercebido pelos
historiadores Romanos dos seus dias.14 Muitos astrólogos “imediatamente
fizeram muitas predições terríveis a partir do seu horóscopo”.15 No dia do seu
nascimento, até mesmo o pai de Nero predisse que essa prole poderia apenas
ser abominável e desastrosa para o público”.
O caráter cruel de Nero se evidenciou bem cedo. Aos doze anos de idade e
tendo sido adotado pelo imperador Cláudio César, Nero começou a acusar seu
irmão Britannicus de ter sido “trocado”, para colocá-lo em desfavor diante do
imperador. Ao mesmo tempo, ele serviu até mesmo como uma testemunha
pública num julgamento contra sua tia Lépida, para arruiná-la.
Agripina, mãe de Nero, conspirou e tramou para assegurar a Nero uma
alta posição na Roma imperial. Após a morte da esposa do imperador Cláudio,
ela começou a agir. Arrumou o casamento de Nero com a filha de Cláudio, lutou
para conseguir mudar a lei Romana a fim de casar com Cláudio (seu tio),
estimulou a adoção de Nero pelo imperador (49 d.C.), fez manobras para
conseguir para Nero certos títulos honoráveis para assegurar sua sucessão ao
império, e causou o exílio e morte de quaisquer apoiadores do irmão de Nero,
Britannicus. Quando se tornou evidente que Cláudio não desejava deixar Chamaremos Nero por seu nome adotivo familiar, embora este não tenha sido lhe dado até que tivesse
doze anos de idade.

Britannicus fora do seu testamento, como solicitado por Agripina, ela
envenenou Cláudio.
Os Anos do Nero Adulto
Com a morte do Imperador Cláudio, Nero, que estava então com apenas
dezessete anos de idade, teve sua entrada ao Palácio para assumir o império
cuidadosamente planejado para um tempo específico. Essa escolha do tempo foi
devido a certos maus presságios sobre o dia. Ele começou a reinar em 13 de
Outubro de 54 d.C.
Os cinco primeiros anos do seu reino foram caracterizados por um
consideravelmente bom governo e prudência. Isso não foi devido à sua própria
sabedoria e caráter, mas por ele ser guiado pelos sábios tutores Sêneca e Burrus.
Essa era, conhecida como quinquennium Neronis, provavelmente nos ajuda a
entender a atitude favorável de Paulo para com o governo daqueles dias em
Romanos 13:1.20 Esses tutores tentaram tirar a má influência da mãe de Nero
sobre ele. Ela então começou a tentar manobrar seu irmão Britannicus para a
posição do verdadeiro herdeiro de Cláudio. Nero respondeu o envenenando.
Sêneca e Burrus reconheceram a tendência má na natureza de Nero e
tentaram deixar que ela tivesse expressão através de prazeres privados baixos,
esperando impedi-lo de causar dano público. Suetônio observa que: “Embora
inicialmente seus atos de imoralidade, luxúria, extravagância, avareza e
crueldade fossem graduais e secretos... mesmo então sua natureza era tal que
ninguém duvidava que elas fossem defeitos de seu caráter e não devido ao seu
tempo de vida”. Mas Nero desceu ainda mais profundamente numa conduta
degradante: “Ele castrou o jovem Sporus e realmente tentou fazer dele uma
mulher para ele; e casou-se com ele com todas as cerimônias usuais... e tratou-o
como sua esposa”. Suetônio continua: “Ele até inventou um tipo de jogo, no
qual, coberto com a pele de algum animal selvagem, ele era solto de uma gaiola
e atacava as partes privadas de homens e mulheres, que estavam amarrados em
postes”.
Nero conspirou até mesmo o assassinato da sua própria mãe, a despeito
do fato dela ter sido a responsável por trazê-lo ao poder. Não muito após
Burrus morrer. Mais tarde, Nero ordenou que Sêneca cometesse suicídio, o que
ele o fez.
Nero se divorciou de sua primeira esposa Octavia para casar com sua
amante, Poppaea. Octavia foi banida para uma ilha mediante ordem de Poppaea
e em pouco tempo foi decapitada (62 d.C). Três anos depois, Poppaea, embora
grávida e doente, foi morta a pontapés por Nero.
Por projetos de construções enormes e que glorificavam a si mesmo e
uma vida dissipadora, Nero exauriu os tesouros imperiais herdados de Cláudio.
Por isso, ele começou a acusar os nobres Romanos falsamente de vários crimes,
para confinar suas propriedades. Tácito registra que “Nero, tendo assassinado
tão ilustres homens, finalmente desejou exterminar a própria virtude com a
morte de Thrasea Paetus e Barea Soranus”. Suetônio escreve que “ele não
mostrou nem discriminação nem moderação ao assassinar quem quer que
quisesse, sob qualquer pretexto”.
Em 19 de Julho de 64 d.C. aconteceu o grande incêndio de Roma, que
destruiu a maior parte da cidade. Embora ele não estivesse em Roma naqueles
dias, a suspeita caiu sobre Nero de ter causado o incêndio. Muitos estavam
convencidos que, visto que ele deplorava a feiúra de Roma, ele pretendia
destruí-la para dar espaço aos seus próprios projetos de construção. Para tirar
a atenção de si, ele falsamente acusou os cristãos de terem iniciado o incêndio
e puniu-os por se “entregarem a uma nova e maligna superstição”.
Nero era um amante de música, teatro e circo, imaginando em vão que
era um dos maiores músicos, atores e aurigas do mundo. Suetônio registra
que “enquanto ele estava cantando, ninguém era permitido deixar o teatro,
mesmo pelas razões mais urgentes. Assim, é dito que algumas mulheres deram à
luz ali, enquanto muitos que estavam exaustos de ouvir e aplaudir... fingiam
morrer e eram carregados para fora, como se para o funeral”. Ele então
abandonou virtualmente o governo direto de Roma por dois anos, para visitar a
Grécia (67-68 d.C.), a fim de aparecer nos festivais musicais deles.
A Morte de Nero
Desgostosos com sua ausência de Roma, seus excessos na vida e com
enormes abusos políticos, uma revolta contra Nero começou na Gália. Mas ela
foi rapidamente sufocada. Logo após isso, a revolta irrompeu novamente sob o
comando de Galba na Espanha, em 68 d.C. Indeciso quanto ao que fazer em
tais circunstâncias prementes, Nero hesitou em agir contra Galba. Quando a
revolta tinha reunido força ele falou de suicídio, mas era muito covarde e
novamente hesitou.
À medida que considerou suas circunstâncias terríveis e a aproximação
de morte certa, registra-se que ele lamentou: “Que artista o mundo está
perdendo!”. Finalmente, quando soube que o Senado votou a favor da morte
dele por meios cruéis e vergonhosos, assegurou o auxílio do seu secretário
Epafrodito para correr a espada por sua garganta. Seu suicídio ocorreu com a
idade de 31 anos, em 9 de Junho de 68 d.C. Com sua morte, a linha de Júlio
César foi cortada, e pela primeira vez um imperador de Roma foi indicado de
fora de Roma.
Conclusão
A visão a ser apresentada nesta obra é que o Imperador Nero César é a
Besta do Apocalipse especificamente considerada e que Roma é a Besta
genericamente considerada. Como mostramos em nossa breve análise de sua
vida, Nero foi uma pessoa horrível na história de Roma. O historiador da igreja
Philip Schaff fala dele como “um demônio em forma humana”. Como será
mostrado nas páginas seguintes, ele era a própria pessoa que João tinha em
mente quando escreveu sobre a Besta cujo número é 666.
A visão que tenho apresentado aqui e que será defendida é contrária ao
que a maioria dos cristãos crê hoje. Quase certamente você foi instruído numa
visão radicalmente diferente em algum momento da sua jornada cristão. Você
pode até mesmo ser tentado a zombar da própria sugestão nesse ponto. Todavia,
eu desafio você a ser paciente comigo, à medida que examino a evidência sobre
esse assunto no livro de Apocalipse. Estou convencido que você achará a
evidência muito persuasiva.
À medida que começarmos nossa jornada interpretativa nesse assunto,
podemos guardar em mente a exortação de Paulo, quando escreveu: “Seja Deus
verdadeiro, e mentiroso, todo homem” (Rm. 3:4). Que possamos, com os fiéis
bereanos de outrora, “examinar as Escrituras todos os dias para ver se as coisas
[são], de fato, assim” (Atos 17:11).

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