domingo, 27 de março de 2011

O QUE SEGUINIFICA DISPENSACIONALISMO? - FONTE: WIKIPÉDIA (ESCATOLOGIA CRISTÃ).


Diferenças escatológicas

Portal do cristianismo v • e

O dispensacionalismo é uma doutrina teológica e escatológica cristã que afirma que a segunda vinda de Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento e um período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o estabelecimento do reino de Deus na Terra.

A palavra "dispensação" deriva-se de um termo latino que significa "administração" ou "gerência", e se refere ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo.

Índice [esconder]
1 Doutrina
2 Dispensações
3 Dispensacionalismo na Ficção
4 Ligações externas


[editar] DoutrinaInicialmente elaborada por John Nelson Darby a partir das visões da adolescente Margaret McDonald, o dispensacionalismo é um sistema teológico que apresenta duas distinções básicas: (1) Uma interpretação consistentemente literal das Escrituras, em particular da profecia bíblica, vista em várias séries de "dispensações" de Deus na história ea (2) A distinção entre Israel e a Igreja no programa de Deus.

A teologia dispensacionalista acredita que há dois povos distintos de Deus: Israel e a Igreja. Os dispensacionalistas acreditam que a salvação foi sempre pela fé (Em Deus no Velho Testamento; especificamente em Deus o Filho no Novo Testamento). Os dispensacionalistas afirmam que a Igreja não substituiu Israel no programa de Deus e que as promessas do Velho Testamento a Israel não foram transferidas para a Igreja. Eles crêem que as promessas que Deus fez a Israel no Velho Testamento serão cumpridas no período de 1000 anos de que fala Apocalipse 20. Eles crêem que da mesma forma que Deus concentra sua atenção na igreja nesta era, Ele novamente, no futuro, concentrará Sua atenção em Israel (Romanos 9-11).

Usando como base este sistema, os dispensacionalistas entendem que a Bíblia seja organizada em sete dispensações: Inocência (Gênesis 1:1- 3-7), Consciência (Gênesis 3:8- 8:22), Governo Humano (Gênesis 9:1 – 11:32), Promessa (Gênesis 12:1 – Êxodo 19:25), Lei (Êxodo 20:1 – Atos 2:4), Graça (Atos 2:4 – Apocalipse 20:3) e o Reino Milenar (Apocalipse 20:4 – 20:6). Mais uma vez, estas dispensações não são caminhos para a salvação, mas maneiras pelas quais Deus interage com o homem. O Dispensacionalismo, como um sistema, resulta em uma interpretação pré-milenar da Segunda Vinda de Cristo, e geralmente uma interpretação pré-tribulacional do Arrebatamento

[editar] DispensaçõesOs dispensacionalistas acreditam que há uma série de dispensações cronológicamente sucessivas, mas variam nas ordens desses eventos.

Ordem dos capítulos
Esquemas Gênesis 1-3 Gênesis 3-8 Gênesis 9-11 Gênesis 12
a Êxodo 19 Êxodo 20 a
Atos 1 Atos 2 a
Apocalipse 20 Apocalipse 20:4-6 Apocalipse 20-22
7 ou 8 esquema de
dispensação Inocência
ou Edênico Consciência
ou Antediluviano Governo Civil Patriarcal
ou Promessa Mosaico
ou Lei Graça
ou Igreja Reino Milenal Estado Eterno
ou Final
4 esquema de
dispensação Patriarcal Mosaico Eclesial Sionista
3 esquema de
dispensação
(minimalista) Lei Graça Reino

Das sete dispensações, cinco já foram concluídas: inocência consciência, governo humano, patriarcal e lei, e estamos vivendo a dispensação da graça que dará lugar a milenial. O que é necessário percebermos é que Deus tendo dividido a história da humanidade em dispensações deu para cada uma delas um propósito ou missão e todas elas deveriam ter um inicio e um fim, portanto esta era atual, ou este período de tempo chamado graça em que vivemos terá um fim, o que marcará este fim? Dois grandes eventos marcarão o fim, o arrebatamento da igreja e a volta visível de Jesus para inaugurar o milênio.

A teologia do concerto (ou teologia pactual) é uma alternativa calvinsta às interpretações dispensacinalistas.

O Mormonismo crê em um modelo diferente de Dispensações. Dispensação, segundo o Mormonismo é o espaço de tempo no qual há pelo menos um servo de Deus autorizado, que possui o Santo Sacerdócio e a missão de levar o evangelho ao habitantes da Terra. Existiram 8 dispensações ao longo da história, cada uma encabeçada por um profeta - Adão, o primeiro homem; Enoque, que liderou a cidade de Sião; Noé, que preservou a humanidade no Dilúvio; Abraão, que preservou o Monoteísmo na Antiguidade; Moisés, que instituiu a Lei (lei Mosaica); Jesus Cristo (Dispensação do Meridiano dos Tempos); e mais duas dispensações nas Américas, uma entre o povo Nefita e outra entre os Jareditas. Depois de Cristo veio a Grande Apostasia (ou Apostasia Universal), encerrada no Século XIX, com Joseph Smith, inicando a Dispensação da Plenitude dos Tempos, ou os Últimos Dias, que precedem a Segunda Vinda e o Milênio.

[editar] Dispensacionalismo na FicçãoO dispensacionalismo é o fundamento teológico da série de ficção Deixados Para Trás, que vendeu mais de cinquenta milhões de exemplares de livros e foi transposta para várias línguas e outras mídias, inclusive três filmes.

Das sete dispensações, cinco já foram concluídas: inocência consciência, governo humano, patriarcal e lei, e estamos vivendo a dispensação da graça que dará lugar a milenial. O que é necessário percebermos é que Deus tendo dividido a história da humanidade em dispensações deu para cada uma delas um propósito ou missão e todas elas deveriam ter um inicio e um fim, portanto esta era atual, ou este período de tempo chamado graça em que vivemos terá um fim, o que marcará este fim? Dois grandes eventos marcarão o fim, o arrebatamento da igreja e a volta visível de Jesus para inaugurar o milênio.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dispensacionalismo

PÓS-MILENISMO: UMA ESCATOLOGIA VITORIOSA (PARTE 1,2 E 3) - URIESOU T. BRITO.



A questão de qual visão milenarista você sustenta decorre da interpretação de Apocalipse 20.


E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.

E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.


Quer você seja um pré-milenista, amilenista ou pós-milenista, Apocalipse 20 é uma passagem muito significante a ser considerada. A posição que abraçamos aqui em nossa igreja é a posição de escatologia pós-milenista. Com isso quero dizer que a Bíblia apresenta o evangelho como vitorioso na história redentiva. Todas as posições diferentes concordam que nos Novos Céus e na Nova Terra seremos vitoriosos por toda a eternidade, mas a questão que o pós-milenismo responde é: Seremos vitoriosos sobre a terra, aqui e agora? O evangelho é poderoso o suficiente para levar as nações a abraçar o Messias como Senhor? A escatologia pós-milenista diz SIM! À luz de Apocalipse 20, o que estamos dizendo é que a segunda vinda de Cristo ocorrerá “pós- ou após” os “mil anos”.

Este estudo servirá como uma introdução. Não trata-se de uma análise minuciosa. Listarei alguns recursos caso queiram examinar este assunto em profundidade.

Qual é o propósito deste estudo: O propósito deste estudo é entender o que o pós-milenismo ensina, como ele afeta a nossa visão de vida, nossa visão da educação dos nossos filhos e a nossa visão de adoração.

Eis aqui uma definição incorreta de pós-milenismo:


Costumava haver um grupo chamado ‘pós-milenistas’. Eles acreditavam que os cristãos exterminariam o mal no mundo, aboliriam governadores ímpios e converteriam o mundo por meio de um evangelismo cada vez mais crescente até que trouxessem o Reino de Deus sobre a terra por meio dos seus próprios esforços. Então, após 1000 anos da igreja institucional reinando sobre a terra com paz, equidade e justiça, Cristo retornaria e o tempo iria acabar. Essas pessoas rejeitam grande parte da Escritura como sendo literal e creem na bondade inerente do homem. A Primeira Guerra Mundial desanimou grandemente esse grupo e a Segunda Guerra praticamente eliminou tal ponto de vista. Nenhum estudioso que se preze olha para as condições do mundo e o declínio acelerado da influência cristã hoje e é um pós-milenista. The Late Great Planet Earth, Hal Lindsey.


Sem dúvida, após 30 anos predizendo que Jesus iria voltar e ter errado muitas e muitas vezes, sabemos que Hal Lindsey não é um estudioso que se preze.

Começaremos com três declarações sobre o que não é pós-milenismo e então nos aprofundaremos nos dados históricos.

a) O pós-milenismo não acredita que o todo o mal no mundo será exterminado. Sempre haverá mal neste presente mundo até que Cristo volte novamente em sua segunda vinda.

b) O pós-milenismo não acredita que traremos o Reino de Deus sobre a terra por meio dos nossos próprios esforços, bem como não acreditamos na bondade inerente do homem. O pós-milenista que conheço acredita na depravação total do homem. Cremos que qualquer vitória que ocorra neste mundo vem das mãos de Deus.

c) O pós-milenismo não rejeita a leitura literal da Bíblia. Cremos que cada livro contém seu próprio gênero. Se um livro é apocalíptico, examinaremos o mesmo à luz do seu apocalipticismo. Se um livro é poético, examinaremos este poeticamente e assim por diante.

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(Parte 2)




O que é pós-milenismo?

Uma definição útil de pós-milenismo foi oferecida pelo Dr. Kenneth Gentry. Escreve ele:

Pós-milenismo é a visão que Cristo retornará à terra após o Evangelho abençoado pelo Espírito ter alcançado sucesso extraordinário em trazer o mundo à adoção do cristianismo. [1]

Gostaria de focar a escatologia ao longo história da Igreja. No próximo domingo, olharemos para o caso bíblico em favor do pós-milenismo e concluiremos nosso estudo respondendo objeções ao pós-milenismo e oferecendo implicações práticas dessa posição.

A Escatologia da Igreja Primitiva

A igreja primitiva não tinha um entendimento robusto da doutrina escatológica. De fato, quando você lê pais da igreja primitiva como Clemente de Roma ou Barnabás de Alexandria, temos a impressão que as questões milenaristas não estavam em suas mentes. Uma coisa que temos certeza da Igreja Primitiva Apostólica é que eles acreditavam que “Cristo retornaria visivelmente em glória e que os mortos seriam ressuscitados para o julgamento”. [2]

Por outro lado, não havia nenhum consenso geral sobre a questão de quando Cristo voltaria novamente. Seria antes ou depois do milênio? A igreja primitiva não tinha uma teologia sistemática informando-os o que S. Paulo acreditava sobre escatologia. Contudo, um pai patrístico que deixou sua posição milenarista clara foi Papias. [3] Em alguns dos fragmentos de seus escritos, podemos alcançar a conclusão certa que Papias sustentava uma forma de pré-milenismo. [4] Isso é o que chamaríamos hoje de pré-milenismo histórico ou pós-tribulacionismo. Em outras palavras, Papias acreditava que a segunda vinda de Cristo ocorreria no final da Tribulação de sete anos. Eusébio – que com frequência é mencionado como o Pai da História da Igreja – escreveu em seu livro História Eclesiástica no quarto século que a versão de milenarismo de Papias era “bizarra”. (História Eclesiástica, 3.39.11) [5]

O que dizer sobre os apologistas do segundo e terceiro século? O que eles pensavam sobre o milênio? Muitos deles lidaram com as questões do milênio, mas J.N.D. Kelly resume o entendimento deles sobre o milênio da seguinte maneira: “(essas doutrinas)… eram todas sustentadas de uma maneira ingênua e irrefletida com pouca ou nenhuma tentativa de desenvolver suas implicações ou resolver problemas que elas levantavam”. [6]

Em essência, o que você tem é uma igreja primitiva em amadurecimento, aprendendo e crescendo em seu entendimento do milênio. Você encontrará, contudo, uma explicação mais madura da questão do milênio nos Pais Nicenos e Pós-Nicenos. Por exemplo, em Atanásio você começa a encontrar uma nota de otimismo no futuro do mundo. Em seu livro Sobre a Encarnação temos uma ideia de sua fé na vitória do evangelho de Cristo:

Desde o Advento do Salvador em nosso meio, não somente a idolatria não mais cresce, mas está cada vez menor e gradualmente cessando de existir… enquanto a idolatria e tudo o mais que se opõe à fé em Cristo está diariamente minguando, enfraquecendo e diminuindo, veja, o ensino do Salvador está crescendo em todo lugar!

Assim também, agora que a epifania divina da Palavra de Deus ocorreu, as trevas dos ídolos não mais prevalecem, e todas as partes do mundo em todas as direções são iluminadas pelo Seu ensino. [7]

Há em Atanásio um vislumbre do que mais tarde seria chamado de pós-milenismo. Atanásio acreditava que Cristo retornaria novamente somente após um longo período de tempo sobre a terra de grande paz e prosperidade, e onde a influência do evangelho fosse conhecida em todas as nações. Essa é a razão do falecido David Chilton ter chamado Atanásio de “o santo padroeiro do pós-milenismo”. [8]

Agora uma nota final sobre Santo Agostinho. É impossível discutir escatologia sem falar sobre Agostinho. Todo o mundo quer reivindicar Agostinho como um defensor de sua posição. O que Agostinho acreditava exatamente sobre o milênio? A posição de Agostinho sobre o futuro do mundo tem sua expressão mais clara em sua obra clássica A Cidade de Deus. Um dos temas centrais desse livro é o relacionamento entre a cidade de Deus e a cidade do homem ou a cidade secular. [9] Papias foi um dos primeiros a expressar uma visão pré-milenista dos finais dos tempos. Agostinho em certo momento adotou uma posição similar, mas posteriormente em sua vida ele a rejeitou fortemente. Ele adotou um entendimento mais simbólico de Apocalipse 20. Seu entendimento continuou a ter grande influência nos séculos posteriores.

Para resumir a posição da igreja primitiva sobre escatologia, podemos concluir com segurança que não existia nenhuma posição universalmente sustentada.

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(Parte 3)




O que dizer sobre a escatologia medieval? Não há muito o que dizer sobre a escatologia medieval, exceto que uma forma de escatologia agostiniana foi prevalecente. Essencialmente, a Igreja Católica Romana institucional estava intimamente ligada ao reino de Deus. Podemos chamar isso de Eclesiocracia. A Igreja era o centro de toda a sociedade. A Igreja e o Reino eram um. A Igreja não estava no centro do reino, mas era o reino. Ela tinha pouca preocupação sobre “interagir com a sociedade e a cultura”.[10] Tratava-se basicamente do que chamaríamos hoje de amilenismo. Ele ensina que o reino de Deus é um reino espiritual, não interessado em transformar a cultura e a civilização.

A Reforma

Em 31 de outubro de 1517, Lutero pregou noventa e cinco teses no portão da Igreja de Wittenberg. Isso marcou o princípio de uma nova era na História da Igreja. Em termos muito gerais, a Reforma reformou os abusos da Igreja e uma vez tendo percebido que não haveria nenhuma mudança, os Reformadores tomaram um caminho próprio. Naqueles dias a Igreja perseguia aqueles que discordavam dela. As coisas mudaram um pouco nos últimos 400 anos.

Além disso, a Reforma promoveu um entendimento melhor da doutrina da salvação. Tanto Calvino como Lutero acreditavam fortemente que a salvação era em primeiríssimo lugar a obra de Deus em nossas vidas; Deus salva e ele somente (Sola Deo Gloria).

Mas na área da escatologia, os Reformadores gastaram pouco tempo desenvolvendo suas visões milenaristas. Na extensão em que lidaram com escatologia, os Reformadores estavam em concordância geral com Agostinho. Todos eles concordavam que o pré-milenismo é uma posição incorreta. Mas eles não desenvolveram muito suas visões escatológicas. O que dizer sobre Lutero e Calvino? Eles estavam em concordância em toda questão escatológica? Embora não tenham escrito livros sobre escatologia, eles tinham suas opiniões. Lutero, por exemplo, era muito pessimista sobre o futuro da igreja. Ele acreditava nisso em grande parte por causa da corrupção da Igreja Católica. Lutero não acreditava que o cristão tem um dever de dominar todas as coisas. Calvino, por outro lado, diferia de Lutero. De acordo com Keith Mathison, “Calvino nos encoraja a ter um zelo pelo progresso diário, mas nos adverte que a realização plena e final do reino de Cristo aguarda a segunda vinda”. [11] Calvino certamente estabeleceu o precedente para o que chamamos hoje de pós-milenismo.

Sabemos isso porque os seus seguidores foram os Puritanos. Os Puritanos começaram a desenvolver o que significa ter uma escatologia otimista: uma visão esperançosa da história sob a influência cristã. Assim, o que temos no princípio do século XVIII até o fundação do Seminário de Princeton é uma posição prevalecentemente pós-milenista entre os estudiosos reformados e não reformados.

Escatologia Moderna

Agora no século XXI muita coisa mudou. Como todos sabemos, a teologia da “Série Deixados para Trás”, que é uma teologia de pré-milenismo pré-tribulacional, é a escatologia mais proeminente em nossos dias.

Para terminar, eis algumas razões pelas quais o pós-milenismo declinou no século XX: [12]

a) No século XX houve um crescimento rápido da teologia liberal. Isso minou os pressupostos sobrenaturais. Ora, no pós-milenismo há uma forte dependência do poder sobrenatural de Deus para produzir uma sociedade piedosa. Com o surgimento da teologia liberal, houve um declínio do pensamento pós-milenista.

b) Em segundo lugar, o evangelho social se difundiu. Em vez de trazer o evangelho aos pecadores, as pessoas tratavam o evangelho como equivalente ao sistema previdenciário. Nos púlpitos havia pouca ênfase na verdade bíblica e no evangelho. Isso levou a um declínio do pensamento pós-milenista.

c) Finalmente, o pós-milenismo declinou como resultado das crescentes tendências pessimistas na pregação evangélica. Um antigo pregador disse: “Se o navio está afundando, qual o propósito de polir o casco?”. Essa mentalidade tornou-se parte do mundo evangélico e naturalmente o pensamento pós-milenista declinou.

Esta é uma breve análise da escatologia ao longo da história da igreja. No próximo artigo olharemos para os argumentos bíblicos em favor do pós-milenismo e veremos que quando permitirmos que a Bíblia interprete nosso futuro, e não os noticiários dos jornais, o pós-milenismo se tornará uma vez mais a visão escatológica prevalente da igreja e os cristãos serão encorajados pelas promessas de Deus que o evangelho prevalecerá no tempo e na história. Amém.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A IDENTIDADE DA BESTA - REV KENNETH L GENTRY JR.


Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?...
Se alguém tem ouvidos, ouça. (Ap. 13:4b, 9).
Leitores que gostam de ler as últimas páginas de um livro para descobrir
a conclusão da história ficarão desapontados com minha abordagem. Aqui
mesmo, nesse capítulo introdutório, identificarei a Besta. Faço isso para que
você possa ter sua identidade em mente, à medida que considera a evidência
apresentada. Para aqueles que esperam que a Besta apareça no cenário da
história em algum momento, haverá também uma surpresa. O material de
Apocalipse é muito claro: A Besta já fez sua aparição no passado.
Todos os estudantes do Apocalipse são familiares com o “número da
Besta” (Ap. 13:18a), que é “o número do seu nome” (Ap. 13:17b). Esse número
terrível é “666”. Nesse número está contida a identidade específica da Besta,
uma identidade confirmada por várias linhas de evidências adicionais dentro do
Apocalipse.
Princípios de Interpretação
Embora trate especificamente com o número da Besta num capítulo
separado, há vários princípios para a interpretação desse número que devemos
guardar em mente para governar nosso pensamento. Como é evidente a partir
da história da interpretação do número 666, certamente precisamos de algo
para confinar nosso pensamento à esfera do razoável! Os princípios de limitação
necessários e derivados dos textos são: O nome-número 666 deve ser “de homem” (Ap. 13:18b). Isso exclui
qualquer interpretação que envolveria seres demoníacos, idéias
filosóficas, movimentos políticos ou qualquer outra coisa que não um ser
humano individual.
Esse homem deve ser alguém com uma natureza má, idólatra e
blasfema. Isso é requerido à luz do seu caráter e atividades diabólicas
delineadas em Apocalipse 13, particularmente nos versículos 4-7.
Ele deve ser algo que possua “grande autoridade” (Ap. 13:2,7). Isso
certamente demanda que ele seja uma figura política; particularmente
nisso, sobre sua cabeça existem dez diademas. Esses três primeiros
princípios são amplamente sustentados entre os comentaristas
evangélicos do Apocalipse. Os dois restantes são grandemente
negligenciados ou são quase certamente a causa dos erros radicais na
identificação da Besta e sua missão. Os dois serão simplesmente listados
e declarados nessa conjuntura. Deixaremos para estabelecer os mesmos
nos capítulos seguintes. O nome-número deve falar de alguém contemporâneo de João. O
motivo é a expectativa temporária de João. Os eventos de Apocalipse
devem ocorrer “em breve”; João insiste que “o tempo está próximo” (Ap.
1:1, 3, 19; 22:6ss). Esse princípio sozinho já eliminaria 99,9% das
sugestões de comentaristas.
O nome deve ser de alguém relevante para os cristãos do primeiro
século nas sete igrejas às quais João escreveu (Ap. 1:4, 11). Ele esperava
que eles prestassem atenção ao que ele escreveu (Ap. 1:3) e calculassem o
número da Besta (Ap. 13:18). Como eles poderiam ter feito isso, se a
Besta fosse alguma figura sombria bem distante da situação deles?
O estabelecimento dos Princípios 4 e 5 é essencial para o entendimento
correto da identidade da Besta. Consequentemente, trataremos com eles
extensivamente no capítulo 2.
A Importância dos Princípios de Limitação
Uma ilustração dos resultados fúteis obtidos ao se ignorar qualquer ou
todos esses fatores óbvios de limitação é encontrada numa obra
dispensacionalista da década de 1970. Nesta obra lemos uma tentativa vã de
explicar o número 666: “Em todos os tempos Satanás tem tido um ou mais
candidatos a Anticristo esperando nos bastidores, para que o Arrebatamento
não chegue repentinamente e o encontre despreparado. Esse é o porquê tantos
líderes mundiais malévolos tiveram nomes cujas letras somadas davam 666,
quando combinadas de certas formas (dependendo da fórmula usada para o
666, em determinados momentos haveria centenas de milhares de homens no
mundo cujos nomes dariam 666. É desse grande conjunto de candidatos que
Satanás temtradicionalmente escolhido seu ‘homem domomento’)”.
Contrário a um erudito competente como Leon Morris, duvidamos que
“as possibilidades sejam quase intermináveis”. Os fatores limitadores derivados
do texto de Apocalipse restringem grandemente a esfera de possibilidades.
ImagemDupla
Antes de apontarmos de fato àquele indicado pelo número de João, um
problema reconhecido amplamente com a imagem da Besta deve ser
mencionado. A maioria dos comentaristas concorda que a imagem da Besta no
Apocalipse oscila entre o genérico e o específico. Isto é, algumas vezes a Besta
parece descrever um reino, algumas vezes um líder individual e particular desse
reino. Todavia, deveria ser entendido que o número 666 é aplicado a um rei
particular individual nesse reino (Ap. 13:18).
Em alguns lugares a Besta tem sete cabeças, que são sete reis
considerados coletivamente. Em Apocalipse 13:1 João declara que ele viu
“emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças”. Apocalipse
17:9 declara especificamente que as sete cabeças representam “sete reis”. Esses
setes reis se levantam numa sucessão cronológica; alguns já morreram, um está
reinando agora, e outro ainda virá (Ap. 17:10-11). Assim, a Besta é
genericamente descrita como um reino.
Mas no mesmo contexto a Besta é descrita como um indivíduo. João urge
que seus leitores “calculem o número da besta, pois é número de homem” (Ap.
13:18). Em Apocalipse 17:11 o anjo intérprete diz a João e aos seus leitores que
“a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete”. Essa
característica, quão frustrante possa ser, é reconhecida por muitos
comentaristas de várias escolas de interpretação.
Introduzindo a Besta
Com essas considerações introdutórias diante de nós, eu declararei agora
o que creio ser a Besta, tanto com respeito à sua identidade genérica como
específica. Estabelecerei a identidade genérica de uma forma um pouco mais
detalhada nessa conjuntura. Então, após apenas brevemente identificar sua
identidade específica, desenvolverei as provas da sua identidade específica e
individual nos capítulos seguintes.
Sua Identidade Genérica
A identidade genérica da Besta é o antigo Império Romano do primeiro
século, sob o qual Cristo foi crucificado e durante o qual João escreveu o livro de
Apocalipse. De acordo com Apocalipse 17:9, as sete cabeças da Besta
representam “sete montes”. As sete cabeças, então, parecem especificar
claramente uma característica geográfica proeminente. Talvez nenhum ponto
seja mais óbvio em Apocalipse do que esse: É Roma que é aqui simbolizada
pelos sete montes (colinas). Afinal de contas, Roma é a única cidade na história
que foi distinta e reconhecida por suas sete colinas. As famosas sete colinas de
Roma são a Palatino, Aventino, Celio, Esquilino, Viminale, Quirinale e
Campidoglio.
Os escritores Romanos Suetônio e Plutarco fazem referência ao festival
do primeiro século em Roma chamado Septimontium, isto é, a festa da cidade.
Essa idéia composta de genérico/específico não é sem precedentse na Escritura. Por exemplo, o
“homem” é genérico, enquanto “Adão” é o representante específico do homem. A Igreja é genérica (a
Corpo de Cristo), enquanto Cristo é específico. Aqui temos a Besta representada como o genérico (reino)
em alguns lugares, enquanto recebendo expressão específica no governo desse reino em outros lugares. Os arqueologistas descobriram a Moeda de Vespasiano
(imperador de 69-79 d.C.) que trazia a deusa Roma como uma mulher
assentada sobre sete colinas. As famosas sete colinas de Roma são mencionadas
repetidamente por escritores pagãos antigos tais como Ovid, Claudian, Statius,
Pliny, Virgil, Horácio, Propertius, Martial e Cícero.6 As sete colinas são
mencionadas por escritores cristãos tais como Tertuliano e Jerônimo, bem
como em vários dos Oráculos Sibilinos.
Esse fato – que Roma era universalmente reconhecida como a cidade
sobre sete colinas – é amplamente reconhecido por comentaristas evangélicos
como tendo uma influência sobre a nossa passagem. A referência está quase fora
de qualquer dúvida: Roma é aludida nessa visão da Besta com sete cabeças. Pela
datação de todos, Apocalipse foi escrito em algum tempo durante o período do
Império Romano.
Além do mais, tanto a história secular como eclesiástica registra que a
primeira perseguição imperial ao Cristianismo foi iniciada na cidade das sete
colinas, Roma, pelo imperador Nero César em 64 d.C.8 O próprio João nos diz
que ele escreveu o Apocalipse para as sete igrejas históricas da Ásia Menor (Ap.
1:4,11). Essas igrejas existiram numa época de grande tribulação (Ap. 1:9; 2:10;
3:10). Ademais, João exortou essas igrejas a ler, ouvir e prestar atenção ao livro
(Ap. 1:3; 2:7; 2:11, 17, 29; 3:6, 13, 22; 22:7). O tema de Apocalipse era crítico e
relevante para essas igrejas, pois João fala rigorosamente da ocorrência
iminente dos eventos de Apocalipse (1:1, 3, 19; 3:10; 22:6ss.).
A questão da relevância da referência em Apocalipse 17 à audiência
original deveria ser uma preocupação suprema para o intérprete moderno. À luz
das circunstâncias delineadas acima, é de alguma forma provável que quando
João mencionou “os setes montes”, ele estava falando do Império Romano?
Coloque-se no cenário do primeiro século: Você pensaria que João poderia estar
falando de eventos que ocorreriam inumeráveis séculos após o colapso do
império, que estava presentemente engajado em sua perseguição? Você
suspeitaria que ele não estava realmente relatando uma mensagem sobre a
Roma Imperial? Impossível! João exortou o povo a ler, ouvir e prestar atenção
ao livro. Ele estava falando do então existente Império Romano, que tinha como
seu quartel general a cidade das sete colinas de Roma.
Sua Identidade Específica
Mas quem é a Besta considerada individualmente? A Besta do Apocalipse
em sua encarnação pessoal não é ninguém outro senão Lucius Domitius
Ahenobarbus, melhor conhecido por seu nome adotivo: Nero César. Ele e
somente ele se encaixa à descrição, como a expressão específica ou pessoal da
Besta. Esse homem vil cumpre todos os requerimentos dos princípios derivados
do próprio texto de Apocalipse.

Excluindo Júlio César, provavelmente nenhum outro nome de imperador
Romano seja tão conhecido para o cristão de hoje como o de Nero. Todavia, sua
grande função no Apocalipse é quase desconhecida entre os cristãos
contemporâneos. Talvez uma breve história da tumultuosa vida de Nero servirá
bem em preparar o leitor para as provas da nossa identificação, que serão dadas
no capítulo 2-7.
O Nascimento de Nero e sua Infância
O pai de Nero foi um Enaeus Domitius Ahenobarbus, um homem mau
procedente de uma família Romana famosa, porém cruel. A família inteira era
“notória por instabilidade, traição e licenciosidade”. O pai de Nero é descrito
como “odioso em todo modo de vida”. A famosa, conivente e desafortunada
mãe de Nero, Agripina, era irmã do Imperador Gaius (conhecido também como
“Calígula”) e sobrinha do imperador Cláudio.
Nero nasceu em 15 de Dezembro de 37 d.C., apenas nove meses após a
morte do Imperador Tibério, sob quem Cristo foi crucificado. Ele nasceu com
um cabelo vermelho brilhante, como era comum à sua linhagem (o nome
“Ahenobarbus” significa “barba vermelha”). Quando nasceu, os pés de Nero
saíram primeiro; entre um povo supersticioso e pagão isso era considerado
como um mau presságio. Esse presságio não passou despercebido pelos
historiadores Romanos dos seus dias.14 Muitos astrólogos “imediatamente
fizeram muitas predições terríveis a partir do seu horóscopo”.15 No dia do seu
nascimento, até mesmo o pai de Nero predisse que essa prole poderia apenas
ser abominável e desastrosa para o público”.
O caráter cruel de Nero se evidenciou bem cedo. Aos doze anos de idade e
tendo sido adotado pelo imperador Cláudio César, Nero começou a acusar seu
irmão Britannicus de ter sido “trocado”, para colocá-lo em desfavor diante do
imperador. Ao mesmo tempo, ele serviu até mesmo como uma testemunha
pública num julgamento contra sua tia Lépida, para arruiná-la.
Agripina, mãe de Nero, conspirou e tramou para assegurar a Nero uma
alta posição na Roma imperial. Após a morte da esposa do imperador Cláudio,
ela começou a agir. Arrumou o casamento de Nero com a filha de Cláudio, lutou
para conseguir mudar a lei Romana a fim de casar com Cláudio (seu tio),
estimulou a adoção de Nero pelo imperador (49 d.C.), fez manobras para
conseguir para Nero certos títulos honoráveis para assegurar sua sucessão ao
império, e causou o exílio e morte de quaisquer apoiadores do irmão de Nero,
Britannicus. Quando se tornou evidente que Cláudio não desejava deixar Chamaremos Nero por seu nome adotivo familiar, embora este não tenha sido lhe dado até que tivesse
doze anos de idade.

Britannicus fora do seu testamento, como solicitado por Agripina, ela
envenenou Cláudio.
Os Anos do Nero Adulto
Com a morte do Imperador Cláudio, Nero, que estava então com apenas
dezessete anos de idade, teve sua entrada ao Palácio para assumir o império
cuidadosamente planejado para um tempo específico. Essa escolha do tempo foi
devido a certos maus presságios sobre o dia. Ele começou a reinar em 13 de
Outubro de 54 d.C.
Os cinco primeiros anos do seu reino foram caracterizados por um
consideravelmente bom governo e prudência. Isso não foi devido à sua própria
sabedoria e caráter, mas por ele ser guiado pelos sábios tutores Sêneca e Burrus.
Essa era, conhecida como quinquennium Neronis, provavelmente nos ajuda a
entender a atitude favorável de Paulo para com o governo daqueles dias em
Romanos 13:1.20 Esses tutores tentaram tirar a má influência da mãe de Nero
sobre ele. Ela então começou a tentar manobrar seu irmão Britannicus para a
posição do verdadeiro herdeiro de Cláudio. Nero respondeu o envenenando.
Sêneca e Burrus reconheceram a tendência má na natureza de Nero e
tentaram deixar que ela tivesse expressão através de prazeres privados baixos,
esperando impedi-lo de causar dano público. Suetônio observa que: “Embora
inicialmente seus atos de imoralidade, luxúria, extravagância, avareza e
crueldade fossem graduais e secretos... mesmo então sua natureza era tal que
ninguém duvidava que elas fossem defeitos de seu caráter e não devido ao seu
tempo de vida”. Mas Nero desceu ainda mais profundamente numa conduta
degradante: “Ele castrou o jovem Sporus e realmente tentou fazer dele uma
mulher para ele; e casou-se com ele com todas as cerimônias usuais... e tratou-o
como sua esposa”. Suetônio continua: “Ele até inventou um tipo de jogo, no
qual, coberto com a pele de algum animal selvagem, ele era solto de uma gaiola
e atacava as partes privadas de homens e mulheres, que estavam amarrados em
postes”.
Nero conspirou até mesmo o assassinato da sua própria mãe, a despeito
do fato dela ter sido a responsável por trazê-lo ao poder. Não muito após
Burrus morrer. Mais tarde, Nero ordenou que Sêneca cometesse suicídio, o que
ele o fez.
Nero se divorciou de sua primeira esposa Octavia para casar com sua
amante, Poppaea. Octavia foi banida para uma ilha mediante ordem de Poppaea
e em pouco tempo foi decapitada (62 d.C). Três anos depois, Poppaea, embora
grávida e doente, foi morta a pontapés por Nero.
Por projetos de construções enormes e que glorificavam a si mesmo e
uma vida dissipadora, Nero exauriu os tesouros imperiais herdados de Cláudio.
Por isso, ele começou a acusar os nobres Romanos falsamente de vários crimes,
para confinar suas propriedades. Tácito registra que “Nero, tendo assassinado
tão ilustres homens, finalmente desejou exterminar a própria virtude com a
morte de Thrasea Paetus e Barea Soranus”. Suetônio escreve que “ele não
mostrou nem discriminação nem moderação ao assassinar quem quer que
quisesse, sob qualquer pretexto”.
Em 19 de Julho de 64 d.C. aconteceu o grande incêndio de Roma, que
destruiu a maior parte da cidade. Embora ele não estivesse em Roma naqueles
dias, a suspeita caiu sobre Nero de ter causado o incêndio. Muitos estavam
convencidos que, visto que ele deplorava a feiúra de Roma, ele pretendia
destruí-la para dar espaço aos seus próprios projetos de construção. Para tirar
a atenção de si, ele falsamente acusou os cristãos de terem iniciado o incêndio
e puniu-os por se “entregarem a uma nova e maligna superstição”.
Nero era um amante de música, teatro e circo, imaginando em vão que
era um dos maiores músicos, atores e aurigas do mundo. Suetônio registra
que “enquanto ele estava cantando, ninguém era permitido deixar o teatro,
mesmo pelas razões mais urgentes. Assim, é dito que algumas mulheres deram à
luz ali, enquanto muitos que estavam exaustos de ouvir e aplaudir... fingiam
morrer e eram carregados para fora, como se para o funeral”. Ele então
abandonou virtualmente o governo direto de Roma por dois anos, para visitar a
Grécia (67-68 d.C.), a fim de aparecer nos festivais musicais deles.
A Morte de Nero
Desgostosos com sua ausência de Roma, seus excessos na vida e com
enormes abusos políticos, uma revolta contra Nero começou na Gália. Mas ela
foi rapidamente sufocada. Logo após isso, a revolta irrompeu novamente sob o
comando de Galba na Espanha, em 68 d.C. Indeciso quanto ao que fazer em
tais circunstâncias prementes, Nero hesitou em agir contra Galba. Quando a
revolta tinha reunido força ele falou de suicídio, mas era muito covarde e
novamente hesitou.
À medida que considerou suas circunstâncias terríveis e a aproximação
de morte certa, registra-se que ele lamentou: “Que artista o mundo está
perdendo!”. Finalmente, quando soube que o Senado votou a favor da morte
dele por meios cruéis e vergonhosos, assegurou o auxílio do seu secretário
Epafrodito para correr a espada por sua garganta. Seu suicídio ocorreu com a
idade de 31 anos, em 9 de Junho de 68 d.C. Com sua morte, a linha de Júlio
César foi cortada, e pela primeira vez um imperador de Roma foi indicado de
fora de Roma.
Conclusão
A visão a ser apresentada nesta obra é que o Imperador Nero César é a
Besta do Apocalipse especificamente considerada e que Roma é a Besta
genericamente considerada. Como mostramos em nossa breve análise de sua
vida, Nero foi uma pessoa horrível na história de Roma. O historiador da igreja
Philip Schaff fala dele como “um demônio em forma humana”. Como será
mostrado nas páginas seguintes, ele era a própria pessoa que João tinha em
mente quando escreveu sobre a Besta cujo número é 666.
A visão que tenho apresentado aqui e que será defendida é contrária ao
que a maioria dos cristãos crê hoje. Quase certamente você foi instruído numa
visão radicalmente diferente em algum momento da sua jornada cristão. Você
pode até mesmo ser tentado a zombar da própria sugestão nesse ponto. Todavia,
eu desafio você a ser paciente comigo, à medida que examino a evidência sobre
esse assunto no livro de Apocalipse. Estou convencido que você achará a
evidência muito persuasiva.
À medida que começarmos nossa jornada interpretativa nesse assunto,
podemos guardar em mente a exortação de Paulo, quando escreveu: “Seja Deus
verdadeiro, e mentiroso, todo homem” (Rm. 3:4). Que possamos, com os fiéis
bereanos de outrora, “examinar as Escrituras todos os dias para ver se as coisas
[são], de fato, assim” (Atos 17:11).

O RESUMO DO JULGAMENTO DE ISRAEL - REV KENNETH L. GENTRY JR.


João se volta aos julgamentos adicionais na terra por meio das três aflições
após mencionar os remidos/selados de Israel em 14.1-5, (14.6-21) e as sete
taças (caps. 15 e 16). Entretanto, as profecias são feitas em hipérbole
dramática, elas recorrem a eventos históricos. Por exemplo, considere a
colheita das uvas da ira: “Elas foram pisadas no lagar, fora da cidade, e correu
sangue do lagar, chegando ao nível dos freios dos cavalos, numa distância de
cerca de trezentos quilômetros” (14.20).
Por razões constrangedoras “a cidade” aqui parece ser Jerusalém: 1)
João define “a cidade” anteriormente como Jerusalém (11.8); 2) a “colheita”
está na “terra/nação” (gr. hê gê; 14.15-19); 3) esse julgamento recai no lugar
onde Jesus foi crucificado: “fora da cidade” (Jo. 19.20; v. Hb. 13.11-13); e 4) o
Filho do homem “na nuvem” (Ap. 14.14,15) ensaia o tema do Apocalipse
referente a Israel (1.7). A distância do fluxo de sangue é de 1.600 estádios (300
km) que é aproximadamente o comprimento da terra (nação) quando era uma
província romana: O Itenerarum de Antonius de Piacenza registra o
comprimento da Palestina como 1.664 estádios. Esta profecia se refere ao
“dilúvio” de sangue em Israel durante a guerra dos judeus. Permita-me
documentar isto.
Em Wars Josefo escreve: “o mar era sangrento por um longo trecho”
(3.9.3); “então era possível ver que o lado todo coberto de sangue, e cheio de
corpos mortos” (3.10.9); “todo o país pelo qual eles tinham fugido estava
cheio de matança, e o Jordão não pôde ser atravessado, por causa dos corpos
mortos que estavam nele” (4.7.6); “o sangue percorreu todas as partes baixas
da cidade, e também a cidade superior” (4.1.0); “o exterior do templo, todo,
transbordava de sangue” (4.5.1); “o sangue de todo o tipo de carcaça morta
permanecia nos lagos nos tribunais santos” (5.1.3); e “pela cidade toda corria
sangue, a tal ponto que realmente o fogo de muitas das casas era extinto com
o sangue dos ocupantes” (6.8.5).
A divisão “da grande cidade” em três partes (16.19; v. 11.8) parece se
referir à disputa interna em Jerusalém. Conforme lutavam contra os romanos,
os judeus se fragmentaram em três acampamentos de guerra:
E agora havia três facções traiçoeiras na cidade, e se separaram. Eleazar e seu
grupo, que mantiveram as primícias sagradas, vieram contra João em seu
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2
sofrimento. Aqueles que estavam com João saquearam a população, e saíram com
ardor contra Simão. Assim Simão teve seu suprimento de provisões da cidade, em
oposição aos revoltados (Wars 5.1.4; v. 5.1.1).
Essa situação causou sérios problemas para a defesa da cidade, pois
levou a população a destruir até seu próprio suprimento de alimento (Wars
4.1.4).
João está apresentando o processo dramático de aliança contra Israel
por seu adultério. O castigo na lei de Deus para adultério é a morte (Lv.
20.10), que pela lei bíblica é por apedrejamento. Assim, testemunhamos
enormes pedras de granizo caindo sobre Jerusalém em Apocalipse 16.21:
“Caíram sobre os homens, vindas do céu, enormes pedras de granizo, de cerca
de trinta e cinco quilos cada (gr. talantiaia, talento; NVI); eles blasfemaram
contra Deus por causa do granizo, pois a praga fora terrível”. Josefo registra o
cumprimento histórico e o ataque dos romanos a Jerusalém por catapultas:
As pedras que foram lançadas pesavam 34,272 kg [gr. talantiaia], e atingiam até
402,34 m de distância. O impacto provocado por elas de modo algum poderia ser
suportado, não somente por aqueles que primeiramente estavam em seu caminho,
mas também pelos que estavam mais longe. Quanto aos judeus, inicialmente eles
esperavam a vinda da pedra, que era de cor branca (Wars 5.6.3).
Mas tenho de prosseguir.1

O CORAÇÃO, O CENTRO DA VIDA ESPÍRITUAL - PASTOR GLENIO FONSECA PARANGUÁ.



Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23.

“A primeira coisa que deve ser entendida é que a vida cristã começa e termina no coração”, afirma Steve Gallagher. E ele tem toda razão. O coração é o centro nervoso da vida espiritual.

A mente é o centro do conhecimento racional. O coração é o centro do conhecimento relacional. A mente trabalha com as ideias humanas, enquanto o coração labora com os ideais subjetivos da realidade íntima para o desenvolvimento da verdadeira intimidade interpessoal.

O cristianismo começa com a troca do coração. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ezequiel 36:26. A primeira realidade espiritual da fé cristã é a cirurgia que promove a troca do coração. Nós nascemos com um coração de pedra, isto é, um coração feito do barro: o coração de Adão.

Então o Senhor origina uma permuta de coração. Retira o de pedra, o coração de Adão, e nos dá um de carne, o coração de Eva. Aqui temos uma metáfora. Adão foi feito da terra e é pedra, enquanto Cristo foi gerado da mulher, que foi extraída da costela ou da carne e dos ossos.

O coração de pedra é a natureza adâmica em sua dureza. O coração de carne é a vida de Cristo, o descendente da mulher, em sua humanidade divina. Adão é o homem caído e cheio de si mesmo, orgulhoso, duro; todavia Cristo é a humanidade em sua dimensão original e divina.

A mente é o quartel-general do conhecimento racional. Os sentidos são as portas de entrada do saber. O coração, do ponto de vista bíblico, é a sede da vida incorpórea e do entendimento espiritual. O profeta mostra esta ordem: Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Isaías 43:10.

Para se saber com a mente é preciso ver, com os olhos, ouvir, com os ouvidos ou sentir, com os outros sentidos. Estas são as janelas da alma. O saber precede o crer e o crer pressupõe a troca do coração, para poder entender. Jesus esclareceu assim esta ordem dos fatos que leva à realidade espiritual, denominada de novo nascimento ou, a troca de coração. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados. Mateus 13:15.

Segundo a Bíblia, há dois tipos de humanidade: a natural e a espiritual. Ora, se o homem natural pudesse entender as coisas do Espírito de Deus, ele poderia se salvar a si mesmo. O perdido se acharia e, o pecador se santificaria por conta própria. O doente se curaria por si mesmo e o seu orgulho seria ainda mais insuportável.

A ordem de Jesus aos seus discípulos foi: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. O evangelho é o poder de Deus capaz de promover a permuta do coração de pedra pelo coração de carne ou, a substituição da vida natural de Adão pela vida espiritual de Cristo.

Sem esta substituição não há a nova vida espiritual. Mas, tudo começa com a pregação do evangelho. A Palavra de Deus confere a morte do pecador com Cristo e gera a sua vivificação pelo poder da ressurreição em Cristo, mediante o saber da verdade e a revelação do Espírito Santo.

Sabendo a verdade, podemos receber a Verdade que é Cristo Jesus. Recebendo a Cristo, ganhamos um coração de carne. Através deste coração podemos crer nele, nos arrepender e entender a verdadeira realidade espiritual. É com o coração que se crê. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Romanos 10:10.

Jesus é o autor e o consumador da fé e o novo coração é a sua sede. O velho Adão é incrédulo por natureza e só por um milagre ele pode vir a crer. Este milagre chama-se: dar-vos-ei um coração novo e porei dentro de vós espírito novo. É algo Divino e sobrenatural.

O homem velho tem capacidade de aprender muito sobre Deus. O conhecimento racional pode tornar Adão num religioso exemplar. A raça adâmica tem um lado escuro e um lado brilhante, mas ambos estão contaminados pelo orgulho do pecado, por isso, até a religião de Adão, por melhor que seja, encontra-se contaminada de egoísmo e infestada de vanglória. Nada de Adão é aproveitável aos olhos de Deus, pois mesmo as coisas excelentes estão infectadas pela arrogância.

É do velho coração adâmico, perverso e corrupto, que procedem todos os pecados de uma pessoa. A sua manufatura é sem terceirização ou importação da matéria prima. A tentação pode vir do exterior como um produto importado, mas a fabricação é sempre individual, interna e intimista. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Marcos 7:21-22.

O evangelho, antes de tudo, tem que promover a substituição do velho coração de pedra pelo novo coração de carne; a vida do homem natural pela vida do Homem espiritual. Só depois desta permuta, a nova criatura, capacitada e dirigida pelo Espírito Santo, pode cultivar este novo terreno como um Jardim florido de Deus. Há uma nova lavoura sendo incrementada para um novo campo.

A proposta metafórica do profeta chorão é no sentido de Deus converter a alma do seu povo, como se fosse um Pomar abundante ou um Jardim das suas delícias eternas. Hão de vir e exultar na altura de Sião, radiantes de alegria por causa dos bens do SENHOR, do cereal, do vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca mais desfalecerão. Jeremias 31:12.

Então, o que devemos cultivar neste Jardim? Sobre tudo o que se deve cultivar, cultive o seu olhar no novo coração, porque dele procedem as fontes da vida. Não são os seus atos virtuosos, nem a sua conduta externa, muito menos o seu conhecimento teológico que contam diante de Deus, mas as suas atitudes internas de confiança, isto é, a fé que lhe foi dada pela graça do Pai.

Vamos examinar ligeiramente alguns itens que fazem parte deste coração transplantado, de acordo com a visão simbólica do profeta Jeremias.

Primeiro. O novo coração exulta nas alturas de Sião. Este lugar superior aqui não se trata, propriamente, de um monte na terra de Canaã, mas de um estado de elevação do espírito, diante do trono soberano de Abba. Antes de tudo, o novo coração adora a Trindade Divina com exultação. O pico mais alto do coração substituído é o topo da intimidade com Deus em adoração.

Quem vive no cume do monte não fica atolado no vale. Quem adora não murmura. A linguagem elevada dos adoradores em Sião é bem diferente do jargão rasteiro dos concupiscentes em Canaã, que significa terras baixas. O coração trocado louva. A boca suja é o resultado de um coração lamacento. O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração. Lucas 6:45.

Segundo. Sem adoração exultante e agradecimento profundo, com certeza não há um novo coração pulsando no íntimo daquele que se diz ser um cristão. A alegria é um dos estágios da alma em gratidão penhorada, por causa dos bens do Senhor. Não é possível ser salvo e não ser realmente grato. As agulhadas e murmurações são frutos da ingratidão.

Adão é aquele que transfere a sua culpa para a sua mulher. Cristo é aquele que assume a culpa da humanidade. Adão é um crítico murmurador e acusador, por natureza. Cristo é a essência da adoração e a plenitude da gratidão. Aquele que manifesta a vida de Cristo expressa o seu bom perfume em ações de graças. O seu hálito é perfumado e a sua conversa sara as feridas dos outros.

Terceiro. Os cinco bens da fazenda revelam as riquezas da graça. O cereal, o vinho, o azeite são produtos vegetais, enquanto os cordeiros e os bezerros são animais, mas todos apontam para o suprimento das necessidades humanas e para os elementos no culto oferecido pelo povo de Deus. O número cinco tipifica a graça plena que sempre nos mantém num estado de contentamento, tanto no cotidiano, como diante do altar em adoração.

Quarto. A alma dos regenerados em Cristo Jesus é como um Jardim regado. Tudo viceja e floresce. Não há folhas murchas, flores sem viço ou frutos mirrados. Mesmo na estiagem mais acirrada, sempre há irrigação aspergida pelo Espírito Santo. O novo coração é terreno fértil para o plantio das sementes de cima e o Jardineiro celestial se deleita em cultivar o seu Jardim florido. A vida cristã autentica é um banquete constante de festa eterna.

É maravilhoso conviver na assembleia dos salvos, mas é triste coexistir com os descendentes de Adão. Enquanto os primeiros louvam, os últimos, frequentemente, lamentam. A linguagem dos santos edifica. A toada dos religiosos assola e solapa.

Nunca vi um tipo adâmico cantando no coral dos redimidos. Mas, quero ressaltar: não confunda os cantores do coro nas igrejas, com os cantores que cantam quando o couro é açoitado nos lombos. Não confunda um membro de um sistema religioso, com um redimido pela graça em Cristo, que vive para o louvor da sua glória.

Quinto. O coração da nova criatura em Cristo não se desfalece em face das grandes e profundas tribulações deste mundo, nem vive refém de uma memória entristecida. Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18.

A vida cristã é uma vida de celebração e de festa permanente. O novo coração cultiva a alegria, mesmo em meio às maiores ressacas da confiança e no meio das maiores e mais terríveis tormentas. Estar em alguma tristeza faz parte desta vida. Viver em tristeza e desgosto, murmurando ou criticando, é uma acusação contra a suficiência de Cristo. A falta de festejo cotidiano denuncia o nosso descontentamento em fase de uma tão grande salvação.

O coração é o centro da vida espiritual. Um coração contente reflete a presença do Rei dos reis no interior de nossa vida; mas um coração desgostoso, crítico, murmurador, maledicente, ingrato e sem atitude de adoração nos acusa de falta de vida espiritual autêntica. Se nós não somos irradiantes de alegria diante desta tão grande salvação, então temos que avaliar a nossa experiência de salvação. Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação. Isaías 12:3.

MORTE E VIDA QUE IMPACTAM! MARIO ROCHA FILHO.



Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo. Fl 3:8

Você quer que sua vida faça diferença? Como? Quais são os seus planos? Qual é a diferença que você espera fazer na vida das outras pessoas? Qual é o legado que você quer deixar para os seus descendentes? Como você gostaria de ser lembrado pelas gerações futuras?

Quase a totalidade dos seres humanos vive com o único objetivo de encontrar a felicidade, como se a felicidade fosse possível de ser encontrada. Como se em um dia qualquer, nós pudéssemos ter mudada a nossa condição de infelizes para: “felizes para sempre.” E que isso dependesse do acontecimento de algo pontual que estivesse sob o nosso domínio ou sob nosso alcance.

Pensamos também, que enquanto isso não acontece, temos que lutar e passar por dissabores e circunstâncias desfavoráveis e contrárias aos nossos planos e, que isso faz parte da “batalha”, e que tem o objetivo de valorizar a vitória final – para nossa própria glória - é claro.

Estamos cansados de ouvir pessoas fazendo planos utilizando apenas os recursos materiais que o mundo oferece. Talvez você esteja planejando uma vida tranquila, sem sobressaltos, sem dificuldades, sem doenças, com um plano de aposentadoria formidável, com uma morte tranquila, de preferência, sem pensar no inferno.

Milhares de pessoas morreram por causa do terremoto e do tsunami que devastou uma região do Japão, recentemente. Que tragédia! Podemos avaliar que dentre essas milhares de pessoas, havia: salvos e não salvos. A grande maioria de não salvos.

Diante de tal situação, poderíamos nos perguntar: Que tipo de impacto essa tragédia causou para esses que enfrentaram a morte? Podemos buscar a resposta nas palavras de Paulo quando ele afirma: segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Fl 1:20-21.

Se, na vida dos salvos, o viver é Cristo e o morrer é lucro, a morte vem como ganho e não como perda, e, observando o versículo 8 do capitulo 3 da Carta aos Filipenses, que diz: Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo, aprendemos que o Apostolo considerou o conhecer a Cristo, a coisa mais importante de sua vida – que se sobrepõe a qualquer outra.

Conhecer a Cristo deve ser o alvo de todo cristão, não para angariar conhecimento espiritual e sim para exercer uma busca “curiosa”, por amor a Cristo como diz Paulo e, em conhecer Aquele que deu sua vida em favor do homem por amor. Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. 2 Co 5:14.

Ora, se a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste Jo 17:3, qual é a perda para aquele que sabe, crê e entende que Jesus Cristo é o seu único e suficiente Salvador? Nenhuma. Pelo contrário. Esse ganhou a certeza da vida eterna e prossegue na santificação, no conhecimento da verdade.

Então amados! Se o viver é Cristo e o morrer é lucro, por que Cristo não faz parte dos seus planos? Por que a morte lhe parece algo tão terrível? A morte física, para o cristão, deveria ser aceita naturalmente pelo cristão, pois é a passagem da vida na carne, para a vida eterna junto do Pai. Ou será que a eternidade com Deus não é uma certeza em sua vida?

Talvez naquele tsunami tenham morrido pessoas que dedicaram suas vidas à pregação do evangelho; a levar o nome de Cristo para ser conhecido pelos perdidos; a servir a Deus, considerando tudo como perda por causa de Cristo. Contudo, também e com toda certeza, morreram pessoas – a grande maioria, que dedicaram suas vidas a si próprias, a “terem uma vida boa” segundo os padrões do mundo e, com toda certeza, sem pensarem na morte. Todos morreram igualmente, mas, pra quem foi a maior tragédia?

Em relação a esse assunto, o próprio Jesus, certa feita, proferiu uma parábola, dizendo:

O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus. Lc 12:16b-21.

Será que você pode chegar ao céu e dizer para Deus: Olha Senhor, a minha casa! Olha o meu carro! Olha Senhor, o meu bom emprego! E o meu dinheiro?

Ao usar o tempo para conhecer a Cristo e permanecer Nele a vida Dele se manifestará e então a sua vida impactará outras vidas, não pelo seu procedimento ou comportamento (obras), isso é consequência, mas pelo amor Dele manifesto por meio de você. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se amardes uns aos outros. Jo 13:35. O amor de Deus se manifesta em nossas vidas de forma concreta não de forma utópica ou romântica. Quem tiver bens do mundo e, vendo seu irmão necessitado, cerrar-lhe o seu coração, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. 1 Jo 3:17-18.

Não desperdice a sua vida. Não seja louco. A sua alegria e a sua felicidade não estão nas coisas e sim em uma pessoa – Cristo Jesus. A maior prova do amor de Deus por nós está no que ele fez em nosso favor, a saber: Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Rm 8:31-32.

Quando fazemos planos por nossa própria conta, eles estão fadados a não dar certo e não impactar a vida de ninguém. O salmista temeroso e humilde clamou ao Senhor o discernimento para ver os caminhos de Deus. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome. Sl 86:11. Tiago também nos alerta para a falibilidade dos projetos humanos fora da vontade de Deus. E agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabeis o que acontecerá amanhã. O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e logo se desvanece. Em lugar disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo. Tg 4:13-15.

Nós somos tão arrogantes que achamos que nossos planos são melhores do que os de Deus. Podemos confiar que o nosso Criador sabe exatamente como usar nossas vidas para a Sua própria glória. Pois eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro. Jr 29:11.

Ele tem promessas para aqueles que o amarem e o servirem de todo o coração. Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o SENHOR, vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite. Dt 11:13-14.

O impacto de nossas vidas sobre outras pessoas só acontecerá se permanecermos em Cristo. Nossa vida será frutífera. Dará frutos para Deus. Eu sou a videira verdadeira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; sem mim nada podeis fazer. Jo 15:5.

Nossa oração é: Conscientes disso, oramos constantemente por vocês, para que o nosso Deus os faça dignos da vocação e, com poder, cumpra todo bom propósito e toda obra que procede da fé. Assim o nome de nosso Senhor Jesus será glorificado em vocês, e vocês nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2 Ts 1:11-12.

domingo, 13 de março de 2011

CUIDADO COM O ENGANO - PR CLAUDIO MORANDI.



Tenham cuidado, não deixem que o seu coração seja enganado; não abandonem a Deus para adorar e servir outros deuses. Deuteronômio 11:16(NTLH).
Nesse texto que acabamos de ler podemos observar que o engano está intimamente ligado ao coração. O homem, separado da vida de Deus pelo seu pecado, e entregue a si mesmo em virtude do seu orgulho, está profundamente sujeito a toda forma de engano. Todo ser humano que foi apenas gerado na carne, diante de Deus, ele é um degenerado, que precisa ser regenerado. Por que ele precisa ser regenerado? Porque o homem degenerado pelo pecado é um ímpio. Vamos ler esse versículo da Palavra de Deus em Provérbios 12:5 Os pensamentos do justo são retos, mas os conselhos do ímpio, engano.
E o que é admirável, é que muitos “crentes” sabendo deste fato ainda vão buscar conselhos com eles. Vejamos que a Bíblia nos adverte: As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem. Salmos 36:3.
Todos nós temos plena consciência de que o engano é a marca distintiva do gênero humano, contudo muitos ainda se deixam levar pelo engano. Muitos começam com uma aparente firmeza no campo da graça, mas logo desistem em virtude do seu coração enganoso, ou seja, o coração enganoso não quer compromisso com o Senhor da Verdade. Muitos querem ser úteis desempenhando uma função pela qual não foram chamados, com isso se cansam e retrocedem devido à frustração causada pelo coração enfermo. Irmãos, a história da humanidade tem se caracterizado como a história do desempenho do engano. De engano em engano o ser humano vai desenvolvendo a sua trajetória desta maneira: A sua garganta é um sepulcro aberto; com a língua tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios. Romanos 3:13.
Alguém já disse que “não se pode ofuscar o sol com uma peneira”. A realidade crua demonstra que o homem, além de ser enganado, é viciado pela ilusão. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 2ª. Timóteo 3:13.
O engano faz parte da estrutura psicológica do homem, por isso as fraudes religiosas proliferam abundantemente no âmbito da sociedade. Eva se desculpou de sua transgressão aproveitando-se do principio do engano: Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Gênesis 3:13.
A Bíblia aponta satanás como o pai da mentira e o chefe de todo engano. E mostra que o ser humano, ao dar credito ao diabo, tornou-se filho espiritual dele. Lemos em João 8:44 Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
O pensador Herótodo que viveu entre 485 e 430 a. C. já dizia: “é sem dúvida mais fácil enganar uma multidão do que um só homem”. As mentiras mais grosseiras são aquelas pronunciadas pelo silêncio. E as piores mentiras são aquelas que mais se aproxima da verdade. Apesar de o homem ser criatura Divina, em virtude do pecado, ele não é filho de Deus. Isto pode parecer muito drástico e antipático, mas é verdade da Bíblia. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Romanos 3:23 e 1ª. João 3:8a.
Como o ser humano gosta de ser enganado, há muita gente que prefere as mentiras suaves às verdades duras. Contudo, só a verdade pode libertar o homem. João 8:32 e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.
Alguém disse com muita sabedoria que “o espírito da verdade não visa à serenidade do testemunho, mas à sua retidão”. Só a verdade é capaz de demolir todas as tramas do engano. “É mais difícil esmagar uma meia mentira do que uma mentira completa”. O engano é a mentira que mais se assemelha com a verdade. É tudo aquilo que se parece com o fato, mas não é o fato. Destruir o engano dos sinceramente enganados é a tarefa mais árdua da pregação da verdade. A religião tem se caracterizado principalmente pela pregação enganosa e tendenciosa. Leiamos Tito 1:10-11 Porque há muitos insubordinados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão. É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância.
A ambição gananciosa está sempre por trás dos bastidores astuciosos do artifício. Movidos por torpe ganância as pessoas são capazes de vender a própria alma. Não é possível um engano perfeito. Mas a religião tem se revelado capaz de enganar perfeitamente a muitos, por todo o tempo. Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos. Romanos 16:17-18.
O engano sempre vem vestido das indumentárias mais convenientes. Por isso só a verdade integral poderá nos livrar das aparências. Fragmentos da verdade não bastam para um evangelho, que será falso, se toda a verdade não estiver resumida em Cristo. Somente Jesus Cristo é a expressão fundamental e absoluta da verdade. Há um pensamento muito oportuno afirmando que “os erros alimentam as paixões e os preconceitos; a verdade, a consciência e o entendimento”. Só Jesus Cristo é suficientemente poderoso e totalmente verdadeiro para demover esta estratégia enganosa da religião humana. Somente aqueles que são da Verdade e fala a verdade golpeiam a falsidade do coração humano. Mas infelizmente muitos desejam a falsidade que a verdade. Jeremias 5:31 Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?
Para aqueles que tiveram seus olhos abertos para crer que foram incluídos no corpo de Cristo, que morreram junto com o Senhor na mesma cruz que Ele. Hoje pela fé, estão vivendo uma vida de ressurreição, estes sempre irão preferir um remédio amargo e dolorido que sara, do que as panacéias agradáveis que os deixarão iludidos pela tapeação religiosa. Hoje o mundo tornou-se demasiadamente perigoso para qualquer coisa que não seja a verdade. Nada menos que a verdade; esta é a única receita da libertação. Eu estou escrevendo isso a vocês a respeito dos que estão tentando enganá-los. 1ª. João 2:26(NTLH).
Conta-se de certo jovem com as pernas mutiladas, que veio se arrastando pelo corredor do salão de culto e disse ao pregador: “Deus aceita um homem pela metade?” O pregador sabiamente respondeu: “Deus aceita um homem pela metade, quando ele se entrega totalmente; e não aceita um homem por inteiro, quando a sua entrega é pela metade.” A grande necessidade de muitos crentes, de todas as denominações, é da conversão autêntica, da entrega total ao Senhor Jesus, da experiência real de novo nascimento, da fé na Palavra de Deus e da crucificação, morte e ressurreição com Cristo. Ainda que muitos digam claramente, que “Cristo sempre nos conduz em triunfo”, que “sua graça nos basta”, que “o Senhor é o nosso pastor nada nos faltará”, estão levando uma vida inferior, apagada, mal-sucedida, de derrotas e frustrações, que em nada corresponde ao que confessam e se encontram bem distantes do padrão de vida revelado nas Escrituras. Guardem bem isto: o melhor método para erradicação do engano é a publicação e prática da Verdade. Jesus é a única verdade poderosa que desmascara o engano. Mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios. 1ª. Coríntios 1:23.

terça-feira, 8 de março de 2011

A CEGUEIRA MUNDIAL - MARCOS ANTONIO BIAZOLI.



Evangelho de João 9.25(b) = eu era cego e agora vejo.
Apocalipse 3.17(b) = e nem sabes tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.
Hoje em dia, quantos homens, mulheres, idosos (as), crianças, adolescentes, presidentes, senadores, deputados, prefeitos, reverendos, juízes, policiais, pastores, bispos, reverendos, apóstolos, presbíteros, diáconos, professores de escola dominical, padres, coroinhas, estão nesta condição.
Condições de estado de cegueira não estão enxergando, não é que estão com miopia ou catarata ( doenças que atacam os olhos); quero dizer que estão cegos de fato, dos tais que mencionei logo acima, há varias classes, todos sem exceção, cegos, todos querem e brigam por interesses, uns politicamente, outros de cargos, são pessoas que estão em um grau de posição elevadas, mas que nunca se bastam; mas que estão de olhos bem abertos, sim, bem abertos, para seus próprios interesses, sejam eles financeiramente, principalmente, de interesses de posição de cargos elevados, entre outros.
Deus declara em sua palavra, que os homens e mulheres deste século, falta-lhes conhecimento, vejamos no livro de Oséias 4.6, uma repreensão do senhor dos exércitos:
O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esquecestes da lei do teu deus, também eu me esquecerei de teus filhos.
Sem conhecimento, sabedoria que vem do céu, das mãos de aba pai, nós estamos em uma situação diante de deus, muito incomoda, pois ele, não suporta o pecado, ele não suporta a iniqüidade do seu povo, por isso, ele declarou em Oséias estás palavras, e ele falando, não sou eu, não, e ele falando abertamente aos nossos ouvidos, se eu e você não chegarmos diante dele, de coração nus e nos inclinarmos diante dele, e pedir a ele: senhor, tem misericórdia de mim, eu sou um pecador por excelência, leva-me a cruz de cristo, pois só nele, em cristo e na sua obra por mim na cruz, serei salvo, obra essa perfeita, em nos levar a sermos atraídos em seu corpo na cruz, em nos fazer mortos na cruz com ele, e nos fazer ressuscitar com ele, e nos acender ao céus com ele, isso sim e o mais importante de todas as coisas que alguém poderia fazer por alguém que não merecia nada, sim, merecíamos sim, o inferno, pois éramos desobedientes antes, pois a sua vontade o seu querer , está dentro de nós daqui por diante, hoje os nossos olhos foram abertos para a realidade espiritual do nosso novo nascimento por meio de cristo.
Mas, deus declara abertamente no texto de apocalipse que está logo acima, são pessoas infelizes (não celebram a alegria), miseráveis, pobres espiritual -mentes (tudo o que vêm, e sempre em oposição) cegos espirituais, não contemplam a cruz de cristo e seu sacrifício por este cego, são nus, nus sem a vida de cristo.
E lamentável, mas é a realidade em que nos estamos vivendo neste século; denominações com um guia ( pastor, padre etc.), sem visão celestial, denominações abarrotadas de pessoas, mas são e estão cegos espiritualmente, como Jesus disse: são cegos guiando cegos, todos cairão no precipício, que é o inferno, Mateus 15.14.
O mesmo ocorre no meio político, no meio judiciário, legislativo e executivo; fazem leis visando os seus interesses, visando livrar-se de certos erros que ocorrerá e depois de vir a tona eles se safam, pois eles próprios que fizeram tal lei para não terem que pagar atrás das grades.
Mas, aba pai, diz que devemos orar por estes homens e mulheres, desonestos, vejamos na palavra de deus em 1 Timóteo 2. 1-4 = antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridades, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito; isto é bom e aceitável diante de deus, nosso salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.
Aba pai, deseja em nós, legítimos filhos, redimidos no sangue de cristo na cruz, fazendo que os nossos olhos carnais fossem mortos juntamente com cristo na cruz, como as escamas da incredulidade de Paulo, meu e
Seu, fossem crucificadas em cristo; e daí, vem a visão celestial, de contemplarmos a Jesus, é este crucificado para mim e para você, e ser obediente a Jesus e dizer a aba pai, eis-me aqui, cumpra-se em mim, conforme a tua vontade.
Hoje, eu e você, nos deleitamos e nos regozijamos na vontade de aba pai, em todas as coisas que ele quer que façamos, pois o eu, foi, com ele crucificado, que ele cresça e que eu seja um 0 a esquerda.
Graças a deus, que um dia, eu era cego, e hoje vejo, vejo o que?
As coisas espirituais onde o meu amado de minha alma, o meu noivo, se deleita em mim, pois ele me comprou para si mesmo, preço que nenhuma bolsa de valores pode avaliar, preço de sangue, sangue de Jesus cristo, vertido todo em prol daquele que vir a crer no sacrifício dele, por você.
Referindo-me de novo sobre a vida de Saulo, depois mudado por Paulo, pois deus não faz remendo, e sim da novo, vida nova e novo nome, novo homem e mulher.
Saulo de tarso, era um homem com um perfil exemplar aos olhos humanos, terrenos, um homem religiossisimo, que fazia de tudo, contra a graça de deus em favor dos santos maltrapilhos na terra, Saulo consentia sobre a morte de Estevão, Estevão contemplou a visão celestial quando os religiosos da época, por mandado de Saulo, estavam apedrejando este maltrapilho, e Estevão, cheio do espírito santo de deus, em seu ultimo suspiro disse: senhor, não lhes impute este pecado.
Nos, cristãos, devemos implorar à deus, visão de reino dos céus, irmãos(as), sem a visão celestial do reino de aba pai, e pura religiosidade.
Quantos homens de deus tiveram visão do reino de deus?
No qual, estamos referindo à Saulo (Paulo), a de Abrão (genesis15,1), de balaão (numeros 24.4), de Samuel (1 Samuel 3.15, de Natã (2 Samuel 7.17), de Isaías (1.1) e de outros muitos outros profetas, apóstolos e discípulos de cristo.
Que este estudo da palavra de deus, lhe possa abrir os teus olhos para o reino de deus, não para a religiosidade, para a placa da denominação, não para cargo, não para ser lisonjeado, mas sim, glorificar a deus, ao filho bendito de deus, Jesus cristo, e glorificar ao espírito santo de deus, nesta peregrinação aqui na terra; deus lhes abençoem ricamente, a você e a todos os seus familiares.
Marcos Antonio biazoli; um redimido na cruz de cristo, na qual eu estou crucificado para mim mesmo e para o mundo.

A NATUREZA CEGA E ENGANOSA DO PECADO - JONATHAN EDWARDS.


O coração humano é cheio de pecado e corrupção; e a corrupção tem um efeito espiritual de cegueira. O pecado sempre carrega um grau de obscuridade. Quanto mais ele prevalece, mais ele obscurece e ilude a mente. Ele nos cega para a realidade que está no nosso próprio coração. Assim, o problema não é, em absoluto, a falta da luz da verdade de Deus. A luz brilha suficientemente ao nosso redor, mas a falha está nos nossos olhos; estão obscurecidos e cegos pela incapacidade mortal que resulta do pecado.

O pecado engana facilmente porque controla a vontade humana, e isso altera o julgamento. Quando a concupiscência prevalece, predispõe a mente para aprová-la. Quando o pecado influencia nossas preferências, ele parece agradável e bom. A mente é naturalmente predisposta a pensar que tudo o que é agradável é correto. Portanto, quando um desejo pecaminoso vence a vontade, também lesa o entendimento. Quanto mais a pessoa anda no pecado, provavelmente, mais a sua mente será obscurecida e cega. Assim é que o pecado assume o controle das pessoas.Portanto, quando elas não estão conscientes do seu pecado, fica extremamente difícil fazê-las enxergar o erro. Afinal de contas, o mesmo desejo maligno que as levou ao pecado, as cegará. Quanto mais uma pessoa raivosa consente com a malícia ou com a inveja, mais esses pecados cegarão seu entendimento para que ela os aprove. Quanto mais um homem odeia o seu vizinho, mais ele tende a pensar que tem uma boa causa para odiar, e que aquele vizinho é digno de ódio, que merece ser odiado, e que não é seu dever amá-lo. Quanto mais prevalece os desejos de um homem impuro, mais doce e agradável o pecado lhe parecerá, e mais ele tenderá a pensar que não há mal nisso.

Semelhantemente, quanto mais uma pessoa deseja coisas materiais, provavelmente mais pensa que é desculpável por agir assim. Dirá a si mesmo que precisa de certas coisas, e que não pode viver sem elas. Se são necessárias, raciocina ele, não é pecado desejá-las. E as concupiscências do coração podem assim ser justificadas. Quanto mais prevalecem, mais cegam a mente e influenciam o julgamento que as aprova. Por isso, a Bíblia denomina os apetites mundanos de "as concupiscências do engano" (Ef 4.22). Até pessoas piedosas podem por um tempo permanecer cegas e iludidas pela concupiscência, e assim viverem de uma maneira que desagrada a Deus.

A concupiscência também incita a mente carnal a inventar desculpas para as práticas do pecado. A natureza humana é muito sutil quanto se trata de racionalizar o pecado. Alguns são tão devotados às suas maldades que quando a consciência os importuna, torturam a mente a fim de encontrar argumentos que façam com que ela se cale e que os convençam de que procederam licitamente quando pecaram.

O amor a si mesmo também predispõe as pessoas a desculparem o seu pecado. Elas não gostam de se condenar. São naturalmente preconceituosas em seu próprio favor. Procuram bons nomes para denominar suas tendências pecaminosas. Elas as transformam em virtudes — ou no mínimo em tendências inocentes. Rotulam a avareza de "prudência", ou então chamam a ganância de "negócio inteligente". Quando se alegram com as calamidades do próximo, fingem que é porque esperam que isso trará algum bem à pessoa. Se bebem muito, é porque sua constituição física o exige. Se caluniam, ou falam do vizinho, afirmam ser zelosos quanto ao pecado. Se entram numa discussão, dizem ter uma consciência obstinada e consideram sua discórdia mesquinha uma questão de princípios. E assim, encontram bons nomes para todas as formas de mal.

As pessoas têm a tendência de adaptar os seus princípios à sua prática, e não o contrário. Além de permitir que seu comportamento se conforme com a consciência, despenderão uma energia tremenda tentando fazer com que sua consciência se adapte ao seu comportamento.

Como o pecado é tão enganoso, e como temos muito pecado no coração, é difícil julgar nossos próprios caminhos com justiça. Por causa disso, deveríamos fazer um auto-exame diligente e nos preocupar em descobrir se há em nós algum caminho mau. "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado" (Hb 3.12,13).

As pessoas vêem mais facilmente os erros dos outros do que os seus. Quando vêem os outros errarem, imediatamente os condenam — até mesmo enquanto se desculpam pelos mesmos pecados! (cf. Rm 2.1). Todos vemos um argueiro nos olhos dos outros e não a trave nos nossos olhos. "Todo caminho do homem é reto aos próprios olhos" (Pv 21.2). "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?" (Jr 17. 9). Não podemos confiar em nosso coração nesta questão. Em vez disso, devemos nos vigiar, interrogar nosso coração cuida¬dosamente, e pedir a Deus que nos sonde completamente. "O que confia no seu próprio coração é insensato" (Pv 28.26).