segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

RIOS DE ÁGUA VIVA - PR CLAUDIO MORANDI.


"Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna " (Jo 4:14)

"No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". (João 7:37-38 )
Aleluia!!!
Se temos sede, precisamos agir: devemos ir ao Senhor para beber. Quando cremos Nele, a água da vida que recebemos não apenas sacia nossa sede, mas se torna uma fonte a jorrar de nosso interior.
Todas as diversas referências bíblicas à água - o rio que saía do templo, em Ezequiel; a água mencionada por Isaías, e a água que fluiu do lado do Senhor - estão relacionadas ao rio que saía do Éden e se dividia em quatro braços.
Três desses braços de rio ilustram como Deus está trabalhando, incessantemente, para buscar as pessoas envolvidas com as mais diversas situações. Isso não se refere apenas aos pecadores sem Deus, mas também àqueles que já encontraram o Senhor, mas estagnaram em sua carreira espiritual. Quando Deus alcança essas pessoas, é como se elas estivessem novamente no braço principal do rio, o Pisom, onde há ouro, bdélio e pedra de ônix. Esse rio flui por toda a Bíblia. Em outras palavras, ele flui por todas as eras e, por fim, será o rio da água da vida na nova Jerusalém (Ap 22:1-2).
O Senhor traz vida e alegria aonde Ele estiver! Por isso nossa oração deve ser pra que Ele (esse Rio de Agua Viva) flua em nosso interior, nos purificando, nos dando vida e alegria, transbordantes, para que possamos alcançar outras pessoas, levando a Palavra de vida a todos: a Palavra do Senhor! Isso é bem retratado no livro de Ezequiel, em que verificamos que até as aguas salgadas, do mar, que retratam "aguas de julgamento", são purificadas, tornando-se saudáveis, pois o Senhor Jesus por elas passou! Vejamos:
"Então disse-me: Estas águas saem para a região oriental, e descem ao deserto, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, as águas tornar-se-ão saudáveis. E será que toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio." (Ezequiel 47:8-9)
Esse é o meu Senhor Jesus! Aquele que traz vida em abundancia por onde Ele passa! Que do meu interior flua uma fonte viva a jorrar, me mantendo na presença do Senhor, me purificando, me enchendo de saúde, vida, alegrias, enfim, de tudo o que é celestial, e que eu possa expressar esse fluir de dentro de mim.. Que eu seja liberto de todo e qualquer obstaculo que possa atrapalhar o fluir desse rio, e que, existindo obstaculos, sejam eles eliminados por esse rio! Que ele seja forte o suficiente dentro do mim para transbordar e alcançar muitas pessoas, que tem sede como eu!
JESUS É O SENHOR!!

sábado, 22 de janeiro de 2011

POR QUE JESUS FOI BATIZADO - PR CLAUDIO MORANDI.


E aconteceu que, ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu. Lucas 3:21.
Antes de entrarmos no Seu batismo temos de considerar juntos sobre a Sua vida, desde a idade de doze anos até os trinta anos. Aqueles dezoito anos foram anos de formação. O crescimento de uma criança, desde o nascimento até os doze anos, é mais ou menos da responsabilidade de seus pais. A sua responsabilidade é de obedecer aos seus pais; sendo assim, toda responsabilidade de seu crescimento está sobre os ombros de seus pais. Os anos entre doze e até os trinta são chamados de os anos de formação porque uma criança continua crescendo, mas à medida que cresce, a responsabilidade de seu crescimento começa a mudar dos seus pais para si mesma. Nosso Senhor Jesus, sendo um Homem perfeito, nasceu como um bebê e entrou nos anos de formação. Esses anos são muito importantes, mas, estranhamente, as Escrituras são quase que silenciosas sobre eles. Há apenas um verso que nos conta o que aconteceu durante aqueles dezoito anos. Leiamos Lucas 2:52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. O Senhor avançava em sabedoria, mas a sabedoria não era deste mundo. Não foi ensinada por este mundo; não foi nem mesmo ensinada pelo mundo religioso, pelos rabinos. Ele foi ensinado diretamente por Deus; foi ensinado pelas Sagradas letras. Era a sabedoria que vem do alto, a qual é pura, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sem fingimentos. Tiago 3:17 A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento. Essa é a sabedoria do nosso Senhor, e Ele cresceu nessa sabedoria. As pessoas podiam ver que Ele crescia em sabedoria, e também crescia em estatura. Creio que nosso Senhor Jesus tinha um corpo desenvolvido. Não era negligente com o Seu corpo físico. Não vivia uma vida de abundância, mas creio que seus pais O proveram com comida suficiente, suprindo todas as necessidades do Seu corpo. Sendo assim, Ele crescia em estatura e isso era visível às pessoas. Ele crescia em graça diante de Deus porque Ele agradava a Deus, não aos homens. Durante aqueles anos de formação o Seu caráter foi desenvolvido, um caráter piedoso, e as pessoas não podiam deixar de observar isso. Estas coisas são visíveis, mas o que não é visível não é registrado. Na verdade, é o invisível que faz o visível. O segredo está no invisível, não no visível. Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único. 1 Timóteo 1:17a.
Diante de tudo isso temos que responder a pergunta: por que o batismo é necessário? É porque o batismo simboliza morte, sepultamento e ressurreição. Em outras palavras, o arrependimento tem de ser tão cabal e completo que o ser inteiro experimenta a morte. No batismo de João temos que nos arrepender de tudo, das coisas boas como também das más. Todo o ser tem que entrar na morte, ser sepultado fora das vistas e, então, surgir em novidade de vida. É tão drástico assim. Esse é o batismo de João. Muitos fariseus vieram e queriam ser batizados, não porque haviam se arrependido, apenas queriam mostrar a sua justiça. Então João Batista disse: Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Mateus 3:7. João batista estava dizendo a eles para se arrepender e mostrar obras de arrependimento. De outra forma, isso não iria resolver o problema deles. Foi nesse tempo que o Senhor Jesus veio até João Batista para ser batizado e, quando João O viu, algo aconteceu. Ele disse: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Mateus 3:14b. Diante da própria presença do Senhor, diante do Seu caráter santo, João Batista foi imediatamente tocado, por ser ele uma pessoa cheia do Espírito Santo e sensível a Deus. Contudo, o Senhor Jesus respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. Mateus 3:15b. Qual é o sentido de “convém cumprir toda a justiça?” Significa ser justo para com Deus. Em épocas diferentes, Deus tem o que chamamos nas Escrituras de “verdade presente”. A verdade de Deus é eterna, mas, em algumas ocasiões, certa verdade é especialmente requerida ou demandada por Deus de todas as pessoas. Naquele período de tempo, a verdade que Deus requeria das pessoas era arrependimento, o batismo de arrependimento. Isso era requerido por Deus de todos os israelitas e, quando aceitavam isso, eram reconhecidos como justos diante de Deus. Se não aceitassem, então eram ímpios, condenados diante de Deus. Por isso, João veio na justiça de Deus para realizar o batismo de arrependimento e nosso Senhor Jesus veio e pediu para ser batizado a fim de cumprir toda justiça. Não tinha Ele necessidade de arrepender-se; Ele era sem pecado. Quando Jesus veio para ser batizado, Se ofereceu a Si mesmo como um substituto pelo pecado do mundo. Ele não foi batizado por causa dEle mesmo, mas Se ofereceu a Si mesmo como um substituto pelo pecado do mundo. Não apenas pela nação de Israel, mas pelo mundo inteiro. Tomou todo o pecado do mundo sobre Si, Se arrependeu por nós e foi batizado em nosso lugar. Isso foi cumprir toda a justiça, porque isso era o certo aos olhos de Deus. Era certo João batizá-lO e Ele ser batizado por João. Por causa disso, João O Batizou. Ao sair Ele das águas a Bíblia diz: Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Mateus 3:16-17.
O Espírito Santo desceu sobre o Senhor como uma pomba porque, pelo Espírito eterno, Ele Se ofereceu a Si mesmo a Deus, como um sacrifício pelos pecados do mundo. Os céus que haviam se fechado para a humanidade foram abertos e Deus estava muito satisfeito. O Senhor Jesus recebeu o batismo de João não por causa de Si mesmo, mas pelo bem da nação e pelo bem do mundo inteiro. O batismo de nosso Senhor foi diferente do nosso batismo; nem tão pouco era o batismo de João. Nosso batismo é o batismo do que crê, e foi ordenado por nosso Senhor: E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado. Marcos 16:15-16.
Portanto, o batismo que recebemos é o batismo do crente, não o batismo de João, o qual representa o batismo de arrependimento. Primeiro, nos arrependemos e cremos no Senhor Jesus e, então, somos batizados. Isso é diferente do que ocorreu com nosso Senhor. Seu batismo realmente era, por natureza, redentor, porque quando Ele foi batizado, foi batizado em nosso lugar. Mas, nosso batismo, em sua natureza, é de testemunho. É para testificar que temos passado por um verdadeiro arrependimento, que temos crido no Senhor Jesus, que não somos mais de nós mesmos e que pertencemos ao Senhor. Devido a tal fé, somos batizados em Jesus. Pertencemos a Ele, morremos com Ele, fomos sepultados com Ele e ressuscitamos com Ele em novidade de vida. Este é o nosso testemunho e esta é a razão pela qual os cristãos devem se batizar. Romanos 6:4 Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova (NTLH).
O que é batismo? Batismo é morte, é inclusão, é imersão, é sepultamento. Somente os mortos em Cristo podem passar pelas águas do batismo, ou seja, podem ser sepultados porque foram incluídos no corpo de Cristo em sua morte e ressurreição. Não se faz sepultamento de pessoas vivas, seria um absurdo! Infelizmente tem muita gente sendo sepultada viva, é por isso que o cristianismo de muita gente é um verdadeiro desastre ou coisa pior. Ainda não morreram e, se não morreram, não podem ser batizadas. Quando somos cobertos pelas águas, somos enterrados e, nesse momento, não podemos ser vistos. Quando saímos da água, estamos como que ressuscitados dos mortos em novidade de vida. Isso é o que o batismo tipifica. O que passou pela morte foi enterrado e ficou fora de vista; foi o nosso velho eu; o que sai das águas é Cristo em nós, a esperança da glória. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20. Amém.
GRAÇA E PAZ. QUE O NOSSO BOM PAI CONTINUE TE ABENCOANDO EM CRISTO JESUS.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ORAÇÃO DA LIBERDADE - AUTOR DESCONHECIDO.




Nada façais por partidarismo, ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Filipenses 2.3

Não tenho cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Filipenses 2.4

É necessário que Ele cresça e que eu diminua. João 3.30

Não sabemos o nome do católico romano que escreveu a seguinte litania, mas ela fala de uma vida que todos os discípulos de Cristo precisam experimentar.

“ Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouve-me.
Livra-me Jesus,
Do desejo de ser estimado,
Do desejo de ser amado,
Do desejo de ser exaltado,
Do desejo de ser honrado,
Do desejo de ser louvado,
Do desejo de ser preferido a outros,
Do desejo de ser consultado,
Do desejo de ser aprovado,
Do medo ser humilhado,
Do medo de ser desprezado,
Do medo de ser repreendido,
Do medo de ser esquecido,
Do medo de ser ridicularizado,
Do medo de ser prejudicado,
Do medo de ser alvo de suspeitas.
E, Jesus, concede-me a Graça de desejar
Que outros possam ser mais amados do que eu,
Que outros possam ser mais estimados do que eu,
Que na opinião do mundo
Outros possam ser escolhidos
E eu posto de parte,
Que outros possam ser louvados
E eu passe despercebido,
Que outros possam ser preferidos
A mim em tudo,
Que outros possam tornar-se mais santos
Do que eu, contanto
Que eu me torne
Tão santo quanto devo ser”.
Se nós orássemos assim, sinceramente, todos os dias, estou certo que o Espírito Santo transformaria de modo maravilhoso nossas vidas.
Creio que das qualidades que se fala nesta oração podem tornar-se, hoje, nossas.
Deve ser este o nosso alvo, não a realização de qualquer tarefa especial para Deus.

"Nosso aprendizado é muito maior sob a vara de Deus que nos castiga,
corrigi, do que sob o cajado que nos consola."
S. CHARNOK.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ninguém se Glorie diante Dele - J. Edwards


Os cristãos aos quais o apóstolo Paulo remeteu a epístola viviam em uma parte do mundo onde a sabedoria humana tinha grande reputação. Como o apóstolo observa no versículo 22 deste capítulo, "os gregos buscam sabedoria"(1Co 1). Corinto não ficava longe de Atenas, que por muitos séculos foi a mais famosa cidade da filosofia e aprendizagem no mundo. O apóstolo lhes observa como Deus, pelo evangelho, destruiu e aniquilou a sabedoria deles. Os gregos cultos e seus notáveis filósofos, mediante toda sua sabedoria, não conheceram a Deus, nem puderam descobrir a verdade acerca das coisas divinas. Mas, depois de em vão terem feito o máximo que puderam, por fim aprouve a Deus se revelar pelo evangelho que eles consideravam tolice: "Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são" (1 Co 1.27,28).



1. O apóstolo os informa no texto por que Ele fez assim: "Para que nenhuma carne se glorie perante ele" — sobre cujas palavras podemos fazer duas observações: O que Deus visa na disposição das coisas na questão da redenção, ou seja, para que o homem não se glorie em si mesmo, mas só em Deus; "para que nenhuma carne se glorie perante ele. Para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor" (1 Co 1.29,31).





2.Como este propósito é alcançado na obra de redenção, ou seja, pela dependência absoluta e imediata que os homens têm em Deus e nessa obra, visando ao seu benefício.



Em primeiro lugar, consideremos todo o benefício que eles possuem em Cristo e através dEle. Ele nos "foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção". Todo o benefício da criatura caída e redimida consiste nestas quatro características e não pode ser melhor distribuído do que nelas. Através de nós, Cristo é cada uma delas, e não temos nenhuma delas senão por Ele. Cristo nos foi feito por Deus sabedoria. NEle está todo o benefício e a verdadeira excelência do entendimento. A sabedoria era algo que os gregos admiravam, mas Cristo é a verdadeira luz do mundo; somente por Ele que a verdadeira sabedoria é concedida à mente. Através de Cristo temos justiça. E permanecendo nEle que somos justificados, temos nossos pecados per doados e somos recebidos como justos no favor de Deus. Através de Cristo temos santificação. Temos nEle a verdadeira excelência de coração como também de entendimento. Ele nos é feito justiça inerente como também imputada. E através de Cristo que temos redenção ou a verdadeira libertação de toda miséria e a concessão de toda felicidade e glória. Portanto, temos todo o nosso benefício por Cristo que é Deus.



Em segundo lugar, outra instância na qual aparece nossa dependência de Deus para o nosso próprio benefício, é esta, que Deus é quem nos deu Cristo, e que nós podemos ter estes benefícios através dEle, pois Ele nos "foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção".



Em terceiro lugar, é por Deus que estamos em Cristo Jesus e viemos a ter interesse nEle, e assim recebemos essas bênçãos que nos foram concedidas por Ele. Deus nos dá a fé por meio da qual aceitamos a Cristo.



Este versículo demonstra nossa dependência em relação a cada pessoa da Trindade, para o nosso próprio benefício. Somos de pendentes de Cristo, o Filho de Deus, visto que Ele é nossa sabedoria, justiça, santificação e redenção. Nós somos dependentes do Pai que nos deu Cristo e o fez ser estas características por nós. Nós somos dependentes do Espírito Santo, pois por meio dEle estamos em Cristo Jesus. O Espírito de Deus nos dá fé em Cristo, pelo qual o recebemos e o aceitamos.


Visitem este site, e sejam edificados na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. http://www.jonathanedwards.com.br/

sábado, 15 de janeiro de 2011

ESTAMOS EM CRISTO E CRISTO EM NÓS - PASTOR CLAUDIO A. MORANDI.




Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. João 15:4a.
Por um lado, estamos em Cristo, por outro, Cristo está em nós. Em outras palavras, há dois aspectos de Deus, unindo-nos a Cristo. Não podemos confundir a ordem destas duas uniões. Primeiramente estamos em Cristo, e então Cristo está em nós. Estarmos em Cristo está relacionado aos fatos que estão em Cristo, enquanto Cristo estar em nós está relacionado à vida de Cristo. Em outras palavras, estarmos em Cristo toca a obra de Cristo, enquanto Cristo estar em nós toca a vida de Cristo. Quando estamos em Cristo, todos os fatos que estão em Cristo se tornam nossos. Quando Cristo está em nós, todo o poder que está em Cristo se torna nosso. Quando estamos em Cristo, tudo o que Cristo cumpriu se torna nosso. Quando Cristo está em nós, tudo o que Cristo pode cumprir se torna nosso. Quando estamos em Cristo, recebemos tudo o que Cristo cumpriu. Quando Cristo está em nós, recebemos tudo o que Cristo é hoje. Quando estamos em Cristo, todas as obras que Cristo cumpriu no passado tornam-se nossas. Quando Cristo está em nós, tudo o que Cristo é e pode fazer hoje é nosso. Seja a vida, seja a morte, sejam as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus. 1 Coríntios 3:22b-23.
Irmãos percebam que todas as provisões de Deus em Cristo são nossa herança. Se apenas soubermos que estamos em Cristo, mas não soubermos que Cristo está em nós, seremos fracos e vazios, e tudo será teórico. Quando vemos estes dois aspectos da nossa herança, isso nos proporciona um rico desfrute no Senhor. Todos os assuntos relacionados à vida e piedade, santidade e justiça, e todas as coisas pertencentes a esta era e à vindoura estão incluídas nestas duas frases: “nós em Cristo” e “Cristo em nós”. Esses dois aspectos da graça são o desfrute do Cristão. Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 1 Timóteo 1:14.
Antes de termos Cristo como nossa vida, estávamos atolados na lama. Se fossemos abandonados à nossa própria sorte, ficaríamos na lama para sempre. Para dar-nos uma nova posição, Deus em Cristo, tirou-nos da lama e colocou nossos pés sobre a Rocha. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. Salmos 40:2. A obra da cruz nos libertou do pecado e do império das trevas. A cruz fez sua obra em nós, e sob o trabalho demolidor de Deus, vimos que não somente a nossa conduta estava errada, mas a nossa pessoa também estava errada. Por isso a nossa morte com Cristo era necessária. O homem que peca tem que morrer. Porquanto quem morreu, justificado está do pecado. Romanos 6:7.
A única maneira para se tratar com o homem pecador é levá-lo à morte. Mas isso não é tudo. Junto com a morte, precisamos de uma nova vida. Precisamos morrer como também precisamos ressuscitar. A partir desse ponto, temos uma nova posição e nada mais temos com a velha posição. Deixa-me simplificar: como pecadores temos três necessidades: morte, ressurreição e ascensão. Com morte, ressurreição e ascensão tudo o que temos em Adão é terminado e podemos ter um novo começo em Cristo. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17.
Vejam a tamanha importância de estar em Cristo! Isso significa que a obra de Deus nos colocou em Cristo. Deus colocou os cristãos dentro de Cristo Jesus. Quando fomos colocados dentro de Cristo Jesus, as experiências de Cristo tornaram-se nossas experiências. Nossa co-morte, co-ressurreição e co-ascensão com Cristo não são coisas que temos de realizar, mas são coisas que Deus cumpriu em Cristo. Colocando-nos dentro de Cristo, Deus nos fez participantes das experiências de Cristo, e tudo o que temos de fazer é receber e desfrutar isso. Muitos vivem uma vida de derrota porque acham que a crucificação é uma experiência que precisam alcançar. Mas de acordo com a Palavra do Senhor, isso não existe. Deus consumou tudo em Cristo. Tudo o que precisamos fazer é receber. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome. João 1:12. Evidentemente, isso depende do quanto se tem visto. Alguns tomam a crucificação como uma doutrina, e só a entendem como doutrina e ensinamento. Isso é infrutífero. Precisamos ter a revelação e a visão interior para ver que estamos em Cristo, para que possamos desfrutar o fato de nossa crucificação com Cristo. Deus fez tudo em Cristo. Quando estamos em Cristo, tudo o que é feito em Cristo é feito em nós. É por isso que esse texto é tão precioso: 1 Coríntios 1:30 Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção. Deus fez Cristo nossa justiça, nossa santificação e nossa redenção. A justiça, originalmente, era uma coisa, mas a justiça que Deus nos dá não é uma coisa, e, sim, uma Pessoa. É o Senhor Jesus dentro de nós, tornando-se nossa justiça. Ele é a nossa justiça. A santificação, originalmente, era uma condição, mas a santificação que Deus nos dá não é uma condição, e, sim, uma Pessoa. É o Senhor Jesus dentro de nós, tornando-se nossa santificação; Ele é a nossa santificação. A redenção, originalmente, era uma esperança, mas a redenção que Deus nos dá não é uma esperança, e, sim, uma Pessoa. É Cristo dentro de nós, tornando-se nossa esperança da glória. Aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória. Colossenses 1:27.
A vida diária de um cristão é uma vida de desfrutar Cristo e receber mais e mais de Cristo. Por um lado, permanecemos em Cristo, sabendo que tudo o que Cristo realizou é nosso. Por outro lado, enquanto vivemos nesta terra, dia após dia Cristo se torna tudo o que precisamos. Cristo é, Ele próprio, esse tudo. Nossa santificação, nossa paciência é exatamente Cristo, e nossa humildade, mansidão e bondade são exatamente Cristo. Alegria não é quando estamos alegres. Alegria é Cristo vivendo em nós e sendo expresso como alegria. Mansidão não é uma aparência simulada de fragilidade diante dos outros. É Cristo vivendo em nós e sendo expresso como mansidão. Nossa alegria, nossa mansidão etc, são todas o próprio Cristo. Essas são as expressões de Cristo. Isso é o que torna os cristãos tão especiais. Nós temos uma Vida dentro de nós, e essa Vida é exatamente o próprio Cristo. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Colossenses 3:4. Deus colocou Seu Filho dentro de nós, para que o próprio Cristo viva espontaneamente em nós em todas as circunstâncias. Quando somos tentados pela ansiedade, essa Vida se manifesta como paciência. Quando somos tentados pelo orgulho, essa Vida se manifesta como humildade. Quando somos tentados pela teimosia, essa Vida se manifesta com mansidão. Quando somos tentados pela impureza, essa Vida se manifesta com santidade. Irmãos, não é uma questão do nosso agir, mas uma questão de Cristo viver. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim. Gálatas 2:20a. Quando cremos nessa verdade o nosso problema está resolvido. Hoje somos um com o Senhor. Tudo o que Deus fez nEle, fez em nós também, porque estamos nEle. Quando Ele morreu, nós morremos. Quando Ele ressuscitou, nós ressuscitamos. Quando Ele ascendeu, nós ascendemos. Daquele dia até agora, nós não podemos negar esse fato. Isso tornou-se a nossa herança. Estarmos em Cristo é uma herança. Tudo o que temos de fazer é receber e desfrutar isso. Muitos ainda não têm esta visão e por isso não recebem e não desfrutam isso. Muitos continuam a reprimir e a esforçar-se para encontrar seu próprio caminho. Contudo, apesar de seus contínuos esforços, eles descobrem que ainda não morreram e que suas esperanças ainda não se acabaram. Na verdade, o ego que nós não conseguimos mudar e o velho homem que tentamos remover, já foi crucificado na cruz pelo Senhor! Porque estamos em Cristo, estamos crucificados com Cristo. Porque Deus ressuscitou ao Senhor dentre os mortos, agora Ele pode viver a sua Vida em nós. A vida de Cristo em nós é uma vida vitoriosa, por isso somos vitoriosos quando permanecemos nEle e Ele em nós. Não temos que buscar a vitória, pois a vitória veio até nós em Cristo Jesus. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Coríntios 15:57. Amém.

QUE DEUS CONTINUE TE ABENÇOANDO EM CRISTO JESUS - GRAÇA E PAZ.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A VISÃO CELESTIAL - PASTOR GLENIO FONSECA PARANAGUÁ.


"Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial". Atos 26:19.

O apóstolo Paulo, em sua defesa perante o rei Agripa, faz alusão à visão celestial que o marcou definitivamente em toda a sua jornada terrena. Ele foi um homem demarcado, no caminho de Damasco, pela revelação de Jesus Cristo crucificado e ressurreto.

Saulo era um fariseu convencido, convincente e fanático. Foi um perseguidor implacável da Igreja, até o momento desta súbita visão. Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Atos 9:3-4.

Esse judeu apaixonado viajava com outros correligionários exaltados na busca dos cristãos dispersos, para persegui-los e exterminá-los. De repente, uma aparição imprevista. Jesus resolveu dar as caras no caminho e mudar a agenda deste maníaco religioso.

A visita era bem reservada, ainda que ele estivesse andando na companhia de um contingente de sectários, também odientos como ele, porém só Saulo teve aquela visão. Isto aponta para a exclusividade desta revelação. Os seus companheiros de viagem pararam emudecidos, ouvindo a voz, não vendo, contudo, ninguém. Atos 9:7.

O Senhor queria ter uma prosa em particular com Saulo e, para isto, revelou-se apenas a ele. Os “cúmplices”, bem ali, ficaram de fora da reunião, embora ouvissem a voz, não tinham ideia do que ocorria. A revelação de Abba é sempre subjetiva. Ele trata com cada filho individualmente. O Pai não fala com bandos, mas com cada um de per si.

Neste encontro temos uma apresentação exclusiva para um homem escolhido. A visão especial tem como objetivo especificar a seleta eleição de Saulo e a sua missão como mensageiro do evangelho aos gentios. Era uma reunião acordada nas eras eternas.

A visão da pessoa de Cristo mudou, por completo, o caráter de Saulo. O “vidente” físico ficou, evidentemente, como um cego, enquanto o “ceguinho” tornou-se um profeta, vendo o que pouca gente vê no reino de Deus. Depois da visão celestial caíram as escamas dos seus olhos e, em seguida, Paulo passou a enxergar a suficiência do evangelho da graça.

Paulo avistou a singularidade do evangelho como ninguém, garantindo que vira a Cristo ressuscitado, ao enumerar várias testemunhas deste fato: e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo. 1 Coríntios 15:8.

A visão celestial mudou a sua visão terrena. Saulo era um cego espiritual, ainda que fosse um vidente religioso; enquanto Paulo acabou se tornando em um novo homem de visão, esclarecido pela revelação celestial. Quando viu que as pessoas que ele vinha perseguindo eram autênticas encarnações do Cristo ressurreto, tudo mudou em sua vida.

Por meio desta visão, o religioso Saulo foi convertido no apóstolo Paulo. O perseguidor da Igreja foi transformado num perseguido pelo judaísmo. A religião perdeu um dos seus promotores mais importantes e o evangelho ganhou o seu principal propagador.

A falta da visão celestial bem clara leva o povo a perecer aqui na terra. Aquele que não sabe para onde vai, ou está totalmente perdido, ou, já chegou, e mesmo assim, não sabe onde está. Sem um objetivo definido, ninguém sabe qual é o seu destino. A questão básica de qualquer viagem é o alvo a ser alcançado. O nosso alvo é: Cristo crucificado.

A visão desta igreja é: “conhecer a Cristo crucificado e fazê-lo conhecido em todo o lugar, por meio da graça”. Aqui temos uma visão celestial que precisamos enfocar com a maior diligência e realidade espiritual possíveis. Não há nenhum outro alvo maior do que este, para tratar, neste mundo, com os egos inflados e inchados.

A vida cristã se baseia, acima de tudo e de todos, em conhecer, pessoal e intimamente, a Cristo Jesus crucificado e ressurreto, através da graça plena: antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno. 2 Pedro 3:18. Esta ordem e, nesta ordem, é fundamental para o desenvolvimento saudável e maduro da verdadeira vida espiritual.

Sem o crescimento na graça, não há o adequado crescimento em Cristo. Aliás, fora da graça não há a menor noção, nem crescimento em Cristo. Disse George Herbert, “o conhecimento não passa de estultícia, a não ser que seja orientado pela graça”. Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem. Salmos 89:14.

Quando Cristo se encarnou como o Verbo de Deus, ele veio pleno de graça e verdade, suprindo a deficiência de nossa condição humana. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. João 1:17.

Pela graça, nós cremos na pessoa e obra de Cristo crucificado. Pela graça, nós somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem. Pela graça, nós desenvolvemos a nossa salvação, uma vez que, ela mesma financia e patrocina, tanto o nosso querer como o efetuar, segundo a boa vontade de nosso amado Abba.

Conhecer a Cristo crucificado é um assunto pessoal, ensinado de modo particular pela Escola permanente do Espírito Santo, favorecido e subvencionado somente pela graça suficiente do Cordeiro de Deus. Não se trata de uma educação preliminar, ou como querem alguns, simplesmente, um jardim da infância da fé cristã.

Se alguém disser que o novo nascimento é o inicio da vida cristã, esta pessoa encontra-se totalmente equivocada. Tudo começa em Deus, na eternidade passada, e culmina em Deus, na eternidade futura. Sendo assim, a nossa eleição, vocação, justificação e vivificação precedem à fé, ao arrependimento, ou seja, à conversão e à regeneração.

O nosso teste na história é antecipado por fatos espirituais eternos. A redenção das almas, pelo sangue do Cordeiro de Deus, foi notória antes da fundação do mundo, (1Pe 1:17-21), embora, o Cordeiro tenha sido imolado apenas nos alicerces do crônos. Mas, deste sacrifício, não tomam parte aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Apocalipse 13:8.

A visão celestial tem a ver com a realidade espiritual em sua dimensão eterna. Conhecer a Cristo crucificado é uma avaliação que parte antes do Alfa e vai até depois do Omega, ou seja, é um assunto de eternidade a eternidade, de modo contínuo e constante.

O conhecer a Cristo crucificado, além de ser eterno, é, também, compartilhado. Não basta eu conhecê-lo. É preciso que Cristo seja conhecido, deste modo, pelo maior número de pessoas. Quem foi beneficiado pelos favores do evangelho da cruz, torna-se um evangelista. Não é cabível ao salvo não se interessar pela salvação dos ensimesmados.

Não basta conhecer a Cristo crucificado e ressurreto, como o nosso estilo de vida cristã. Agora, é imperioso, na prática, fazê-lo conhecido a todos e em todo o lugar, por meio da graça, isto é, rigorosamente, pela graça. “Tudo é pela graça na vida cristã, do início ao fim”, já dizia D. Martyn Lloyd-Jones, mas é bom relembrar, pois muitos objetam.

A vida eterna é definida por Jesus, como o conhecimento íntimo e relacional dele mesmo e do seu Pai, o Deus absoluto e singular. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3.

Ninguém poderá conhecer o Pai, senão pelo Filho. Ninguém poderá conhecer o Filho, a não ser através da sua expiação na cruz com o Filho, isto é, com Cristo. Conhecer a Cristo crucificado é o auge da realidade espiritual na Bíblia, destinada à fé cristã.

Para o apóstolo Paulo, o fundamento do evangelho encontra-se na loucura da cruz de Cristo. Ele não avistava outra realidade mais significativa do que a extravagância da cruz, por isso, colocou a ênfase de sua visão celestial, nestas palavras imorredouras. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. 1 Coríntios 2:2.

Tanto o seu saber teológico como a sua ética pessoal se baseiam na excelência da pessoa e obra de Cristo crucificado. Para ele, a sua própria glória reside nesta ocorrência: Mas longe esteja de mim, gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Gálatas 6:14.

Se alguém supõe que existe alguma sabedoria maior do que em Cristo crucificado, então eu gostaria de sublinhar este texto, dentro do seu contexto, como a grande visão celestial que norteou a vida do apóstolo Paulo: Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. 1 Coríntios 2:6-9. Glória ao Pai por tão grande visão celestial.

domingo, 9 de janeiro de 2011

PARALÍTICO ESPÍRITUAL - PASTOR CLAUDIO A. MORANDI.



Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Hebreus 4:15.
A palavra fraqueza no Novo Testamento, quase não é empregada com um sentido puramente de força física. Ela se refere mais a uma fraqueza mental, moral e emocional, a uma ausência de forças. As fraquezas, por si mesmas, não constituem pecado, mas minam nossa resistência, tornando-nos mais vulneráveis à tentação. No Novo Testamento, a palavra fraqueza aplica-se a certos aspectos da natureza humana que podem pre-dispor-nos ou inclinar-nos a pecar, por vezes até mesmo sem uma decisão consciente de nossa parte. O escritor do livro de Hebreus aplica essa figura ao nosso grande Sumo-Sacerdote e Mediador, o Senhor Jesus Cristo. Como Ele nunca tinha pecado, como nunca tinha cedido à tentação, o que não era o caso dos sacerdotes do Antigo Testamento, nunca necessitara executar o holocausto por si mesmo. Mas já que fora tentado, já que fora provado em todas as coisas como nós o somos, temos um grande Sumo-Sacerdote que pode “compadecer-se das nossas fraquezas”. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados. Hebreus 2:18.
Se ele apenas entendesse o fato de termos fraquezas, já seria o suficiente. Mas a situação é ainda melhor. Ele conhece a sensação que temos em nossas fraquezas e não apenas as deformidades, não apenas a fraqueza em si, não apenas os traumas emocionais e conflitos interiores, mas também a dor que tudo isso nos inflige. Ele compreende as frustrações, aflições, depressões, mágoas, os sentimentos de abandono e solidão, isolamento e rejeição. Aquele que conhece a sensação que temos em nossas fraquezas experimenta toda a gama de emoções que acompanham nossas enfermidades e deformidades. E qual é a prova disso? Em que se baseia o autor de Hebreus para afirmar que Jesus sabia como nos sentimos por causa de nossas fraquezas? Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu Hebreus 5:7-8.
Será que essa oração foi feita em silêncio e tranqüilidade? Não. Ele ofereceu “com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte”. Isso nos fala do Getsêmani, da sua paixão e sofrimento da cruz. O nosso Senhor Jesus passou por tudo isso. Ele sabe o que é chorar com muitas lágrimas. Sabe o que é orar a Deus em prantos. Ele lutou com emoções que quase o despedaçaram. Ele conhece isso. Já passou por isso e pode sentir o que sentimos. Ele sofre conosco. Irmãos estamos diante de um Pai celeste que compreende nossos sentimentos e nos chama para que lhe falemos deles. Por isso, podemos aproximar-nos do trono da graça com toda a confiança, sabendo que encontraremos graça e misericórdia diante dele, nos momentos de dificuldades. Podemos nos achegar a Ele quando precisarmos de perdão, quando sentirmos o peso da culpa de nossos pecados. E podemos nos aproximar também, quando estivermos sendo torturados e atormentados pelo reconhecimento de nossas fraquezas. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4:16.
A experiência que Jesus Cristo teve na condição de ser humano acha-se agora conosco na pessoa do Espírito Santo, que nos ajuda em nossas fraquezas, havendo uma colaboração mútua, para a cura delas. Mas tem muitas pessoas que não querem ser curadas. Eles preferem serem vítimas dos seus traumas emocionais. O vitimismo as deixa totalmente paralisadas espiritualmente. Para que o nosso Senhor Jesus nos curasse de nossa paralisia, foi necessário Ele ficar paralitico naquela cruz. Lembra-se de que Ele foi pregado na cruz? As costas estavam feridas pelas chicotadas, assim como as suas também ficam feridas às vezes. Jesus deve ter tido muita vontade de remexer-se um pouco, para mudar de posição, para aliviar o peso do corpo, mas não podia se mover. Ele sabe o que você está sentindo meu irmão, minha irmã. Ele conhece a sua profunda dor. O Filho de Deus havia sentido as tamanhas dores que torturavam seu corpo naquela cruz. Somente Jesus conhece aquela sensação de desamparo que eu e você muitas e muitas vezes sentimos. Marcos 15:34 À hora nona, clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
Muitas vezes, agradecemos a Deus pelo fato de Jesus haver levado sobre si os nossos pecados na cruz. Mas precisamos lembrar outra coisa. Em sua plena identificação com nossa condição humana, principalmente quando se achava na cruz, ele levou sobre si todos os nossos sentimentos, e carregou as nossas sensações de fraqueza, para que não precisássemos ter que levá-las sozinhos. Não podemos ter nenhuma dificuldade em crer que quando Jesus Cristo foi crucificado, nós também fomos crucificados com Ele. Hoje Cristo é a nossa vida, é esta certeza que nos fornece as bases para termos esperança e sermos curados. O fato de sabermos que Deus não apenas sabe de tudo e nos ama, mas também compreende plenamente o que passamos é um fator altamente terapêutico para a cura de nossos traumas emocionais. Lucas 9:11 Mas as multidões, ao saberem, seguiram-no. Acolhendo-as, falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura.
Qual é a sua necessidade de cura? Em qual área de sua vida há necessidade de cura? A Bíblia esta dizendo que Jesus acolhe e se tiver necessidade de cura, Ele cura. Você pode crê que Ele cura? Então a sua doença é puro vitimismo de sua parte. Você sabe onde encontrar a cura, mas você quer ser curado? Marcos 9:23 Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.
Muitas vezes, nós, os pregadores, damos aos ouvintes a enganosa ideia de que o novo nascimento irá automaticamente resolver esses problemas emocionais. Mas isso não é verdade. A grande experiência com Cristo, embora seja importante e de valor eterno, não constitui um atalho para a cura de nossos males mentais. Não é uma cura instantânea para nossos problemas de personalidade. É necessário que compreendamos bem isto, primeiro, para que possamos aceitar-nos bem, e permitir que o Espírito Santo opere em nós, de uma forma toda especial, a fim de curar nossas mágoas e complexos. Precisamos entender isso também, para não julgarmos os outros com muita dureza, mas termos paciência com aqueles que demonstram uma conduta contraditória e confusa. Agindo assim, evitaremos fazer críticas injustas e julgamentos errados contra nossos irmãos. Pois eles são pessoas, como nós, com suas mágoas, cicatrizes emocionais e formação errada, e essas coisas interferem na conduta do momento. Se compreendermos bem que a salvação não nos dá uma cura imediata dos males emocionais teremos uma compreensão melhor com relação à doutrina da santificação. É impossível saber o grau de espiritualidade de uma pessoa simplesmente pela observação de sua conduta exterior. Romanos 11:16 E, se forem santas as primícias da massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.
Quais são suas doenças emocionais? Uma das mais comuns é um profundo sentimento de desvaJor, uma perene sensação de ansiedade, incapacidade e inferioridade, uma vozinha interior que vive a repetir: “Não presto para nada. Nunca serei nada. Ninguém pode gostar de mim. Tudo que faço dá errado.” O que acontece a esse indivíduo quando se converte? Uma parte de seu ser crê no amor de Deus, aceita o perdão de Deus e sente paz por algum tempo. Mas depois, de repente, parece que algo dentro dele acorda e grita: “É tudo mentira! Não creia nisso! Não ore! Não há ninguém lá em cima para escutá-lo. Ninguém pode aliviar sua aflição. Como Deus poderia amar e perdoar a uma pessoa como você? Você é ruim demais!” O que aconteceu? Aconteceu que as Boas-Novas do evangelho não atingiram o mais íntimo recesso de seu ser, que foi traumatizado, que também precisa receber a mensagem do evangelho. Essas cicatrizes profundas precisam ser alcançadas pelo “Bálsamo de Gileade” e por Ele curadas. Jeremias 17:14 Cura-me, SENHOR, e serei curado, salva-me, e serei salvo; porque tu és o meu louvor.
Algum tempo atrás eu li em um livro uma história de um teólogo que havia sido entrevistado por um repórter, desses teólogos que esposam a tese de que Deus está morto, O repórter lhe perguntou: O que é Deus, para o senhor? Deus? Ah, para mim, Deus é aquela vozinha interior que está sempre dizendo: “Ainda não está bom!” Com isso, ele não falou muito acerca de Deus, mas revelou muita coisa sobre seus traumas. E acredito que pessoas doentes assim só podem produzir doutrinas enfermas. Irmãos, como o complexo de perfeccionismo derrota a muitos na caminhada cristã! E como afasta as pessoas do reino de Deus! O Senhor Jesus veio buscar os estropiados e não os perfeitos para levá-los para o Seu reino. Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus. Mateus 21:31b.
Quando Paulo escreveu sua primeira carta aos coríntios, abordou todos os problemas humanos possíveis e imagináveis, e alguns dos mais inimagináveis. Falou sobre disputas, divisão da igreja em grupos, casos de tribunais, contendas acerca de propriedades e vários tipos de problemas sexuais, desde o incesto até a prostituição. Falou sobre sexo pré-conjugal, conjugal e extra-conjugal. Analisou questões tais como viuvez, divórcio, vegetarianismo, bebedices por ocasião da Ceia do Senhor, dons de línguas, mortes e enterros, o levantamento de ofertas e campanhas pessoais dentro da igreja. Contudo, ele inicia sua carta dizendo que não queria saber nada entre eles, a não ser “Jesus Cristo, e este crucificado”. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. 1 Coríntios 2:2. A cura da nossa paralisia está numa Pessoa, Cristo. Amém.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A TI CLAMO - C.H.SPURGEON.



“A ti clamo, ó Senhor; rocha minha, não emudeças para comigo; não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova”, Sal.28:1

Um clamor é uma expressão natural de sofrimento e uma real semelhança dum estado de espírito que obtemos quando todos os outros modos de se ser ouvido falharam. Mas este clamor deve ser solidário e exclusivo ao Senhor, pois clamar perante um homem é a mais pura perda de tempo e um gastar inútil de nosso fôlego. Assim que pudermos considerar a nossa espontaneidade e prontidão para ouvir ao Senhor e nos apercebermos da Sua habilidade em nos ajudar prontamente, veremos uma boa razão para direccionar todas as súplicas ao Deus de toda a nossa salvação apenas. Será em vão clamar às rochas inócuas até no dia do juízo, mas nossa Rocha Eterna ouvirá sempre e continuamente nossos clamores.
“Não estejas em silêncio para comigo”. Muitos conformados e formalistas contentar-se-ão sempre com meras orações sem respostas, mas suplicantes genuínos nunca se sentirão satisfeitos com tal coisa. Eles nunca se sentirão satisfeitos nem com as próprias respostas à oração, pois irão sempre mais distante ainda, pois recebem reais feitos dos céus, ou então não acharão seu descanso. E as respostas que eles anseiam vir a receber logo ali, fazem-nos temer que Deus se silencie por um simples momento. A voz de Deus é frequentemente terrível, de tal modo que abala as rochas num deserto. Mas o Seu silêncio é igualmente cheio de terror para um suplicante sério. Quando Deus parece estar a fechar os Seus ouvidos, nunca podemos fechar nossas bocas, mas antes devemos clamar ainda mais. Assim que o tom de nossa voz se identificar com a ansiedade real de se ser ouvido, Ele nunca nos negará uma resposta sequer. Que caso medonho seremos nós se nosso Senhor nunca mais nos ouvir! “Não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova”. Se estamos privados do Deus que ouve as orações, deveríamos estar num estado de desconsolo tal que nem a cova nos calasse, pois cairíamos mais fundo que o inferno. Temos de obter respostas para as nossas orações. O nosso caso é um dos que não podem esperar; certamente que Deus nos trará a paz de espírito a nossas mentes agitadas, pois Ele nunca descobrirá em Seu coração razão para que Seus próprios filhos se atormentem.

Retirei este precioso estudo do blog do irmão Josemar Bessa, na qual logo abaixo está o endereço do blog do irmão.
Deus continue lhe abençõando irmão Josemar Bessa.

http://josemarspurgeon.blogspot.com/2006/05/ti-clamo.html

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

UMA EXORTAÇÃO PARA 2011 - PASTOR CLAUDIO A MORANDI.


Não há remédio para a tua ferida; a tua chaga é incurável; todos os que ouvirem a tua fama baterão palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua maldade? Naum 3:19.
Não podemos tratar de um problema antes de diagnosticá-lo. A prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável. Mas é preciso dizer que uma doença grave está atingindo as entranhas da igreja em nosso país. Essa doença está sendo causada por intoxicação alimentar. O pão nutritivo da verdade está sendo sonegado ao povo, e em lugar da Palavra de Deus, as pessoas estão comendo o refugo de doutrinas engendradas pelo enganoso coração humano. A igreja está perdendo sua identidade, porque o lucro e não o Evangelho é o vetor desse povo. A riqueza material e não a salvação é a mensagem dessa igreja. O sucesso e não a transformação de vidas é o alvo dos nossos pregadores atualmente. Hoje os grandes líderes estão aplaudindo a si mesmos e cantando “quão grande és tu” diante do espelho. Porque não ousamos classificar-nos ou comparar-nos com alguns que se louvam a si mesmos; mas eles, medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez. 2 Coríntios 10:12.
Irmãos, o pão é uma necessidade básica e indispensável para a nossa sobrevivência. Sem ele, o desespero e a morte reinam. Nos dias do profeta Eliseu, houve uma grande fome na terra. O povo andava inquieto. As pessoas, desesperadas, procuravam pão, mas não havia pão. O juízo de Deus castigava a terra. A seca, a pobreza e a fome assolavam o povo de Israel. Os famintos estavam dispostos a comer qualquer coisa que lhes acalmasse o estômago fuzilado pela fome. Naquela época, chegou-se a vender uma cabeça de jumento por oitenta ciclos de prata. Leiamos 2 Reis 6:25 Houve grande fome em Samaria; eis que a sitiaram, a ponto de se vender a cabeça de um jumento por oitenta siclos de prata e um pouco de esterco de pombas por cinco siclos de prata. Foi nesse tempo que Eliseu estava palestrando na escola de profetas para os discípulos dos profetas. Embora houvesse escassez de pão na terra, havia fartura do pão do céu. Eliseu era um homem cheio do Espírito de Deus e estava investindo sua vida no treinamento de outros obreiros que pudessem ensinar com fidelidade a Palavra de Deus. Por causa da fome que castigava a todos, Eliseu mandou seus discípulos fazer um cozinhado. Mas o homem que saiu ao campo a procurar ervas trouxe veneno, em vez de alimento. E quando todos já estavam se fartando do repasto, soou o grito: Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer. 2 Reis 4:40b.

O veneno mata mais do que a fome. O veneno é mais perigoso do que a inanição. As colocíntidas não eram alimento, mas veneno. Eram instrumentos de morte e não de vida. De forma semelhante, a morte espiritual principia no cardápio espiritual. Muitas pessoas morrem porque estão ingerindo veneno, em vez de uma saudável refeição. Há morte na panela! A causa da morte na panela é que eles estavam comendo algo do qual não conheciam. Então, saiu um ao campo a apanhar ervas e achou uma trepadeira silvestre; e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pedaços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam. 2 Reis 4:39.
O nosso Senhor Jesus Cristo nos alertou para o fato de que se levantariam falsos mestres, falsos cristos e falsas doutrinas. Estamos vivendo esse tempo da proliferação espantosa de novas doutrinas, novas crenças, em que cada um pode abraçar a fé de acordo com sua conveniência. As igrejas estão se transformando em supermercados espirituais, onde o freguês é quem determina o produto que ali é consumido. O mercantilismo religioso presente hoje dentro de algumas igrejas chamadas evangélicas sobrepõe-se às indulgencias da Idade Média. O mercadejamento da Palavra de Deus é vergonhoso em nossos dias. Líderes religiosos sem escrúpulos criam igrejas para o seu enriquecimento. Líderes espirituais sem temor a Deus transformam a igreja numa empresa familiar, o púlpito num balcão, o Evangelho num produto lucrativo, o templo numa praça de barganha, e os crentes em consumidores. Contra as autoridades e os líderes, ele fará esta acusação: “Foram vocês que acabaram com Israel, a minha plantação de uvas! As suas casas estão cheias das coisas que vocês roubaram dos pobres! Isaías 3:14(LH). Os escândalos se multiplicam em nosso país e ao redor do mundo, promovidos pelos camelôs de luxo da religião do lucro, que acumulam fortunas e formam verdadeiros impérios econômicos pela exploração da fé. Esses líderes, mais amantes do poder e do dinheiro do que de Deus, pregam falsas doutrinas, vendem falsas promessas e enganam os incautos com um falso evangelho. Eles dão palha, em vez de pão ao povo. Na verdade, há muitos que estão se alimentando de veneno e não de pão. Correm atrás de ilusões e não da Verdade. Buscam respostas para seus dramas em pretensos homens inspirados, em vez de buscarem a eterna e infalível Palavra de Deus, que tem poder absoluto para curá-los do veneno mortal do pecado. Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal. Salmos 107:20.

Hoje a carência da pregação da mensagem da cruz é muito grande. Não se prega mais contra o pecado, não se prega mais o novo nascimento, a cruz, a morte e a ressurreição de Cristo. Infelizmente o que vemos são os gurus espirituais nos redutos chamados evangélicos. Pessoas desprovidas de entendimento espiritual, analfabetas das Escrituras, oferecem aos famintos a palha de seus sonhos, visões e revelações. Por falta de conhecimento o povo perece; por falta de pão, os famintos se empanturram de farelo. A igreja hoje cresce em números, mas decresce em credibilidade. Ela tem extensão, mas não profundidade. Ela tem influência política, mas não poder espiritual. Ela tem carisma, mas não caráter. Ela tem muita adesão, mas pouca conversão. Elas se tornam evangélicas, mas não nascem de novo. O caráter não é transformado e elas não se tornam novas criaturas. Mas aquele que passou pela cruz, já morreu com Cristo e está em Cristo, por isso é uma nova criatura. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 2 Coríntios 5:17. Temos muitas pessoas que professam o cristianismo, mas a vida não muda a família não muda a conduta não muda. São pessoas que estão construindo sobre a areia. Isso porque o Evangelho não está mais presente nos púlpitos como a verdade absoluta. Os pregadores estão falando mais de auto-ajuda do que da ajuda do alto. Estão pregando mais sobre o que o homem pode alcançar do que sobre a gloriosa obra da graça de Deus em favor do homem. Na verdade, os pregadores estão atrás de aplausos e riquezas, em vez de buscarem a glória de Deus e a salvação dos perdidos. Vejamos a advertência do apóstolo Pedro. Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. 2 Pedro 2:1. A igreja está sendo mais conhecida na mídia pelos seus escândalos do que pela sua piedade. Em recente pesquisa em nosso país, foi constatado que as três classes mais desacreditadas da nação são os políticos, os policiais e os pastores. A glória de Deus ausentou-se das igrejas que trocaram sua bendita Palavra por outro evangelho. No lugar da glória de Deus, os homens fabricaram um brilho plástico que tem cor, mas não calor. No lugar do fogo de Deus que inflama os corações a serem santos, os homens acenderam um fogo estranho. Esse fogo fátuo tem aparência de fogo, mas não é fogo. Tem aparência de fogo, mas não inflama os corações de zelo por Deus. Precisamos é do fogo da Palavra de Deus. Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha? Jeremias 23:29. Amém.

sábado, 1 de janeiro de 2011

SEM PONTES NA AFLIÇÃO - C.H.SPURGEON.


Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimar ás, nem a chama arderá em ti. - Isaías 43.2

Não existe nenhuma ponte. Temos de passar pelas águas e sentir a correnteza dos rios. A presença de Deus nas águas é melhor do que um barco a motor. Seremos provados, mas sairemos triunf antes, pois Jeová mesmo, que é mais poderoso do que as muitas águas, estará conosco. Ainda que em outras circunstâncias o Senhor se encontre afastado de seu povo, certamente estará com eles nos perigos e nas dificuldades. As tristezas da vida podem elevar-se a um nível extremamente alto, mas o Senhor é equivalente a qualquer circunstância.

Os inimigos de Deus podem colocar diante de nós perigos criados por eles mesmos, tais como: perseguição, zombaria impiedosa, que assemelham-se a uma fornalha intensa. O que devemos fazer, então? Andaremos pelo fogo. Se Deus está conosco, não seremos queimados; não, nem mesmo o cheiro de fogo permanecerá sobre nós.

Oh! que maravilhosa segurança desfruta o peregrino nascido do céu e a este destinado! As muitas águas não podem arrastá-lo, nem o fogo, queimá-lo. A tua presença, ó Senhor, é a proteção de teus santos diante dos muitos perigos da jornada. Pela fé, me entrego a Ti, e meu espírito entra em descanso.

CHEIO DE GRAÇA - C.H.SPURGEON.


O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade - (João 1.14)

Crente, você pode testemunhar que Jesus é o Filho unigênito de Deus, bem como o primeiro que ressurgiu dentre os mortos. Você pode afirmar: "Jesus é divino para mim, ainda que Ele seja humano para todas as demais pessoas. Jesus fez por mim aquilo que somente Deus poderia fazer. O Senhor Jesus subjugou minha vontade obstinada e amoleceu meu coração de pedra. Ele transformou minha lamentação em sorriso e minha desolação em gozo. Jesus fez meu coração se alegrar com uma alegria indizível e cheia de glória. Ele é realmente cheio de graça.

Se isto não fosse verdade, eu nunca poderia ter sido salvo. Jesus me atraiu, quando eu lutava para escapar de sua graça. Por fim, quando me aproximei do seu trono de misericórdia, tremendo como um criminoso condenado, Ele me disse: 'Seus pecados, que são muitos, estão todos perdoados; tenha bom ânimo'. Ele é realmente cheio de verdade.

"As promessas de Jesus são todas verdadeiras; nenhuma delas falha. Nenhum servo tem um Senhor tão gracioso quanto o que eu tenho. Nenhuma esposa tem um esposo como Cristo tem sido um Esposo para a minha alma. Nenhum pecador tem um Salvador melhor; ninguém que se lamenta possui um consolador melhor do que Cristo. Não quero a ninguém mais, além dEle. Na vida, o Senhor Jesus é a minha vida; na morte, Ele será o fim da morte para mim. Na pobreza, Cristo é a minha riqueza; nas trevas, Ele é a minha luz; no resplendor, o meu sol.

O Senhor Jesus é o maná do acampamento no deserto; e Ele será o cereal novo de multidões, quando eles vierem a Canaã. Jesus é para mim toda a graça e nenhuma ira, toda a verdade e nenhuma mentira. Ele é infinitamente cheio de graça e de verdade.