segunda-feira, 27 de setembro de 2010

EXAMINANDO AS IMPRESSÕES DIGITAIS.

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Era o ano de 1666. A Inglaterra estava sob o domínio do rei Carlos 2. Os navios, abarrotados de gente, ancoravam a todo o momento no Novo Mundo. As pessoas desembarcavam em busca da liberdade, escapando da perseguição religião na sua terra natal. É nesse momento histórico que se passa o filme A LETRA ESCARLATE, que exibe em detalhes a condição da mulher na sociedade vigente. O filme baseia no romance de Nathaniel Hawthone que tem o mesmo titulo.
A chegada de Hester Prynne deu-se normalmente ao desembarcar em Bay Colony, Massachussetts, com a aspiração de uma vida melhor.
O marido ficara para trás; viria mais tarde. A ela cabia a tarefa de organizar tudo o que era necessário para a permanência do casal naquele lugar.
Mulher determinada, forte, destemida, moderna. Com essas características, a senhorita Prynne chocava a sociedade local.
Não se preocupava em cobrir a cabeça ou o colo. Possuía conhecimento “de homem”, argumentava com qualquer um que tentasse impor-lhes regras descabidas. Essas atitudes escandalizavam os outros moradores da pequena cidade que olhavam com censura. Ela realmente causava frisson na opinião publica da Nova Inglaterra.
As mulheres dessa época não apenas aceitavam as condições de sujeição a que estavam sendo submetidas, como procuravam manter essa relação, discriminado qualquer outro tipo de comportamento. O servilismo ao marido era uma escravatura que elas abafavam com pretextos de obediência à Bíblia. Entretanto a submissão Bíblica nunca foi um capricho ou anulação da personalidade.
Os homens achavam que a mulher liberada que chocasse a sociedade por pensar por conta própria só poderia ser alguém sem recato, vista apenas como objeto de prazer sexual. Essa atitude masculina pode ser observada na cena em que um homem respeitado tenta beijar à força a personagem principal, interpretada por Demi Moore.
Dessa maneira, não preciso de muito tempo para que Hester percebesse que o Novo Mundo não era tão diferente do Velho. As pessoas que ali chegaram trouxeram consigo todos os antigos preconceitos e regras de conduta. O Estado e a religião confundiam-se. A intolerância parecia coisa bem natural, patrocinado também um conflito mesquinho entre homens brancos e índios.
As autoridades políticas e religiosas aguardavam um sinal divino para tomar uma atitude à altura. Hester Prynne deu-lhes o que precisavam: o adultério com um reverendo da cidade. Assim, o seu pecado tornou-se a principal razão dos males que assolavam aquela sociedade, justificando atitudes de discriminação, preconceito, injustiças e intolerância. A capa de Aça foi encontrada no arraial, e a maldição agora poderia ser afastada do meio do povo de Deus. Condenada por ter vivido um relacionamento adultera com o reverendo Arthur Dimmesdade, essa mulher é obrigada a usar em sua roupa uma letra A de adultério bordada em vermelho, símbolo de sua vergonha. Mas a letra acabou marcando profundamente o peito do reverendo. O estigma da culpa tatuou na carne do pastor a letra com o sinal do seu pecado de hipocrisia. Ele trazia o sinal do pecado lavrado em seu intimo e a cicatriz incrustada em sua pele.
A Letra Escarlate é uma estória que deixou marcas na literatura americana. Mas há um crime mais grave do que o adultério do reverendo Dimmesdale com a Sra Prynne. É a corrupção que se faz com a Palavra de Deus. O adultério da pregação é mais critico do que os escândalos morais. Não estou atenuando a seriedade do pecado moral, pelo contrario, quero ressaltar na laboração deste texto que a infidelidade na proclamação da mensagem do Evangelho é responsável pelo avanço do apodrecimento social.


O CRIME DA LETRA
JÓ – A HISTORIA DA JUSTIÇA INJUSTIÇADA NA SALVAÇÃO DA ALMA JUSTA.

AUTOR: PASTOR GLENIO FONSECA PARANAGUÁ .

EDITORA: IDE LTDA

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