quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O PRIMEIRO PECADO DO HOMEM.

Genêsis 2:9
E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;qq
17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Genêsis 3
1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
8 E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
Neste estudo, gostaríamos de ver como foi que o primeiro homem pecou, e recebê-lo como admoestação para nós hoje. Pois como foi o primeiro pecado, assim serão todos os pecados depois dele. O pecado que Adão cometeu é o mesmo que todos nós cometemos. De modo que, conhecendo o primeiro pecado, podemos compreender todos os pecados do mundo. Pois, segundo a perspectiva bíblica, o pecado possui um único princípio.
Em todo pecado podemos ver o “ego” em operação. Embora hoje em dia as pessoas classifiquem os pecados em um sem-número de categorias, entretanto, falando por indução, há somente um pecado básico: todos os pensamentos e ações que constituem pecado estão relacionados com o “ego”. Em outras palavras, embora o número de pecados no mundo seja deveras astronômico, o princípio subjacente a cada pecado é somente um – tudo o que satisfaz o ego. Todos os pecados são cometidos por causa do ego. Se faltar o ego, não haverá pecado.
Examinemos este ponto mais atentamente.
O que é orgulho? Não é uma exaltação do ego?
O que é ciúme? Não é o temor de ser suplantado?
O que é a emulação? Nada mais é que a luta par ser melhor do que os outros.
O que é a raiva? É a reação contra a perda sofrida pelo ego.
O que é o adultério? É seguir as paixões e lascívias do ego.
Não é a covardia o cuidado que se dá à fraqueza do ego?

Ora, é impossível mencionar todos os pecados, mas se examinássemos a todos, um por um, descobriríamos que o princípio de todos eles é o mesmo: algo que de alguma maneira se relaciona com o ego. Onde quer que se encontre pecado, aí também estará o ego. E onde quer que o ego for ativo, ali também haverá pecado à vista de Deus.
Por outro lado, ao examinarmos o fruto do Espírito Santo – que representa o testemunho cristão – facilmente veremos o oposto: nada mais é do que atos desprendidos do ego.
O que é amor? Amor é apreciar os outros sem pensar no ego.
Que é alegria? É olhar para Deus a despeito do ego.
Paciência é desprezar nossa própria dificuldade.
Paz é deixar a perda de lado.
Gentileza é não prestar atenção a nosso próprios direitos.
Humildade é esquecer-se dos méritos próprios.
Temperança é o ser sob controle.
Fidelidade é domínio-próprio.
Ao examinarmos todas as virtudes cristãs, discerniremos que a não ser pela libertação do ego ou do seu esquecimento, o crente não possui outra virtude. O fruto do Espírito Santo é determinado por um único princípio: a perda total do ego.
Mencionei somente algumas virtudes e alguns pecados; mas acho que são suficientes para provar que pecado é seguir o ego, ao passo que virtude é esquecer-se do ego.
Se compreendermos estes dois princípios, poderemos diariamente observar todos os vários pecados e julgar se cada um deles relaciona-se com o ego ou não. Mas permita-me dizer-lhe claramente que à parte do “desprendimento” humano não há virtude, e à parte do seu “egoísmo não há pecado. O ego do homem é a raiz de todos os males.
Nas passagens que lemos no início deste capítulo, vimos que existiam duas árvores no jardim do Éden, e que Adão, ao comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, trouxe o pecado ao mundo. Examinemos mais atentamente as duas árvores mencionadas. Usarei duas palavras para representar o significado de ambas as árvores. O significado da árvore do conhecimento do bem e do mal é independência, e o da árvore da vida é confiança.
Examinaremos primeiro a árvore do conhecimento do bem e do mal. De saída devemos compreender que o comer do fruto desta árvore em si não é o grande pecado. Aqui, Adão não cometeu adultério, assassínio, nem muitos outros pecados imundos. Simplesmente comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ora, embora o que Adão cometeu não fosse algum pecado horrível, não obstante, o comer do fruto desta árvore fez com que não somente ele caísse, mas também sua descendência; desta forma enchendo o mundo de pecados. Embora o pecado cometido por ele não fosse horrível, seu ato deu ensejo a toda sorte de pecados. Segundo nossa lógica, se o primeiro pecado do homem for o “gerador” de todo o pecado do mundo, esse primeiro pecado deve ser o mais horrível de todos. Entretanto, o que vemos aqui é meramente um homem comendo fruto demais. Em certo sentido, portanto, é de aparência inofensiva.
Por que isto é assim? Deus vê o pecado de Adão como espécime típico de incontáveis pecados a serem cometidos por todos os homens depois dele. Deus deseja que compreendamos que não importa qual seja a natureza do pecado de Adão, essa também será a natureza dos múltiplos e variados pecados que o mundo cometerá depois de Adão. Externamente o pecado pode ser polido ou rude, mas sua natureza e princípio permanecem sempre os mesmos. O pecado de Adão não é mais que seguir sua própria vontade. Uma vez que Deus lhe havia proibido comer desse fruto particular, ele devia completamente ter-se desfeito de sua própria inclinação e obedecido a Deus. Mas ele desobedeceu a Deus e comeu o fruto, segundo sua própria vontade. E assim ele pecou. Daí se depreende que o pecado de Adão nada mais foi que agir fora de Deus e segundo sua própria vontade. Embora os pecados cometidos pela descendência de Adão diferissem grandemente do seu em aparência (pois não há outra pessoa que possa cometer o mesmo pecado que Adão cometeu), porém, em princípio, também agiram segundo sua própria vontade; logo, seus pecados têm todos a mesma natureza.
É pecado conhecer o bem e o mal?
Não é virtude conhecer o bem e o mal?
Deus conhece o bem e o mal (Gn 3:5,22).
É pecado ser igual a Deus? Por que , pois, o ato de Adão torna-se a própria raiz de todo o pecado e miséria humanos? Por que motivo?
Embora tal ação aparentemente seja boa, Adão agiu sem o mandamento ou promessa de Deus. E ao tentar conseguir esse conhecimento fora de Deus, segundo seu próprio ego, Adão pecou.
Agora percebemos o significado da palavra “independência”.
Todas as ações independentes são pecado. Adão não tinha confiado em Deus; não tinha tomado a decisão de obedecer a Deus; havia agido independentemente de Deus; e a fim de conseguir a independência contra Deus. E é por isso que o Senhor declarou ser isto pecado.
Portanto, compreenda isto, não é preciso cometer muitos e terríveis pecados a fim de se considerar pecado. Para Deus, todas as ações realizadas fora dele são pecado. “Ser igual a Deus”, por exemplo, é excelente desejo; mas tentar fazê-lo sem ouvir o mandamento de Deus e sem esperar pelo tempo de Deus é pecaminoso à Sua vista. Quão freqüentemente julgamos ser as coisa más pecados e as boas, justiça. Deus, entretanto, vê as coisas de maneira diferente. Em vez de diferenciar o bem e o mal pela aparência, ele olha para o modo com que tal ação é feita. Não importa quão excelente tal coisa possa parecer ao mundo, tudo o que for feito pelo crente sem procurar a vontade Deus, sem esperar por seu tempo, ou sem depender de seu poder (mas feito segundo nossa própria vontade, com pressa, ou por nossa própria habilidade) – tal ação é pecado à vista de Deus.
O Senhor não olha para o bem ou para o mal da coisa em si. Antes, olha para sua fonte. Ele anota mediante que poder tal coisa é feita. À parte de seu próprio poder, Deus não se interessa por nenhum outro. Ainda que fosse possível que o crente fizesse algo melhor que a vontade de Deus, ele ainda condenaria a ação e consideraria o crente ter pecado.
É verdade que todas as suas obras e aspirações são segundo a vontade de Deus? Ou são elas simplesmente sua própria decisão? Suas obras têm origem em Deus? Ou são elas realizados segundo seu bom prazer? Todas as nossas ações independentes, não importa quão excelentes ou virtuosas pareçam ser, não são aceitáveis a Deus. Tudo o que é feito sem saber claramente a vontade de Deus, é pecado aos olhos Dele. Tudo o que é realizado sem depender Dele também é pecado.
Os cristãos de hoje são muito capazes de fazer coisas, são muito ativos e fazem coisas boas em excesso! Entretanto, Deus não olha para a quantidade de boas obras que a pessoa realiza; interessa-se somente pelo quanto é feito por amor ao Seu mandamento. Ele não indaga o quanto a pessoa trabalhou para ele; simplesmente pergunta o quanto depende Dele. O prazer de Deus não se encontra na muita atividade , e sim, na dependência que a pessoa tem Dele. Não importa quão zelosamente você trabalhe para o Senhor, sua obra será em vão se não for feita por Ele em você. Devemos fazer esta pergunta a nós mesmos: é a obra que faço realizada pelo Senhor em mim, ou sou eu mesmo quem a efetua?
Todas as obras independentes de Deus são pecado.
Por favor, tenha em conta que podemos pecar até mesmo enquanto salvamos almas. Se não dependermos de Deus, mas confiarmos em nosso próprio entendimento e experiência do evangelho, à vista de Deus estaremos pecando, e não salvando almas, ainda que gastemos tempo e energia persuadindo as pessoas a crerem no Senhor!
Se em vez de perceber nossa total fraqueza e depender inteiramente do poder do Senhor, tentarmos edificar os santos com a força de nosso conhecimento bíblico e da excelência de nossa sabedoria, aos olhos de Deus estaremos pecando enquanto pregamos! Por melhores que todos os atos de amor e compaixão possam parecer ao público, - se forem realizado por nosso impulso ou força – aos olhos de Deus são pecaminosos. O Senhor não pergunta se fizemos um bom trabalho; somente examina se confiamos nele. Tudo o que é feito por nossa própria vontade será queimado no dia do juízo de Cristo, mas o que é realizado em Deus permanecerá.
O significado do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal não é outro senão o estar ativo fora de Deus, procurar o que é bom segundo o entendimento da própria pessoa, estar com pressa e ser incapaz de esperar a fim de obter o conhecimento que Deus ainda não deu; não confiar no Senhor, mas procurar avançar pelo nosso próprio caminho. Tudo isso pode ser resumido numa frase: independência de Deus. Este foi o primeiro pecado do homem. Deus não tem prazer no homem que se aparta Dele e age independentemente. Pois Ele deseja que o homem confie Nele.
O propósito do Senhor ao salvar o homem e também ao criá-lo é que o homem cofie Nele. Eis o significado da árvore da vida: confiança. “De toda árvore do jardim comerás livremente”, disse Deus a Adão; “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”. Dentre todas as árvores cujos frutos podiam ser comidos, Deus menciona especialmente a árvore da vida em forte contraste com a árvore do conhecimento do bem e do mal. “E também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Ao notarmos a menção particular de Deus à árvore da vida, devemos reconhecer que de todas as árvores comestíveis, esta é a mais importante. É desta árvore que Adão devia ter comido primeiro. Por que é isto assim?
A árvore da vida representa a vida de Deus, a vida não criada de Deus. Adão é um ser criado, portanto, não possui esta vida não criada. Embora a esta altura ele ainda esteja sem pecado, não obstante, é apenas natural, uma vez que não recebeu a vida santa de Deus. O propósito de Deus é que Adão escolha o fruto da árvore da vida por sua própria vontade para que se relacione com Deus pela vida divina. Assim, Adão, de simples criatura de Deus, chegaria ao novo nascimento. O que Deus requer de Adão é que negue sua vida natural e se una a Ele pela vida divina, destarte vivendo diariamente pela vida de Deus. Este é o significado da árvore da vida. O Senhor queria que Adão vivesse por essa vida que não era dele originariamente.
Logo, temos aqui o sentimento distinto da independência, confiança. Pois, quando o ser criado vive por sua vida natural, não precisa depender de Deus. Esta vida criada é autônoma e autopreservadora. Mas, para que o ser criado via pela vida do Criador, ele tem que ser totalmente dependente, pois a vida que levaria então não seria sua, mas de Deus. Ele não poderia ser independente de Deus, mas teria que manter constante comunhão com Ele e confiar completamente Nele. Essa é a vida que Adão não tem em si mesmo, e logo, deve confiar em Deus a fim de recebê-la. Além disso, essa vida - se recebida por Adão – é a que ele não poderia levar por seu próprio esforço; por isso teria que depender de Deus continuamente a fim de conservá-la. Assim, a condição para conservá-la tornar-se-ia a mesma condição para recebê-la. Adão teria de depender dia a dia, a fim de viver esta vida santa de uma maneira prática.
Tudo isto que temos dito com respeito a Adão, Deus também o exige de nós. Na época de Adão, a vida de Deus e a vida do homem estavam presentes no jardim. Hoje, a vida divina e a vida humana estão presentes em nós. Nós os que cremos no Senhor e somos salvos, nascemos de novo – isto é, nascemos de Deus; e assim temos uma vida de relacionamento com Deus. A vida da criatura está em nós, mas também está a vida do Criador. O problema atual então é se vivemos ou não pela vida divina – se nossa vida depende ou não totalmente de Deus. Assim como nossa carne não pode viver se estiver separada de sua vida natural, da mesma forma nossa vida espiritual não pode prosseguir se estiver separada da vida do Criador.
Deus não deseja que tenhamos nenhuma atividade fora Dele. Deseja que morramos para nós mesmos e sejamos dependentes Dele como se não pudéssemos nos mover sem Ele. Ele não gosta que iniciemos nada sem sua ordem. Ele se agrada de que realmente percebamos nossa inutilidade e confiemos Nele de todo o coração. Devemos resistir a todas as ações independentes de Deus. As obras que são feitas sem oração e espera, sem procurar conhecer claramente a vontade divina, sem confiar inteiramente em Deus, e sem examinar nossa consciência, a fim de determinar se o ego ou a impureza estão misturados: tudo isto provém de nós mesmos e é pecado à vista de Deus.
O Senhor não pergunta quão boa é nossa obra; Ele somente pergunta quem fez a obra. Ele não será movido pelo pequeno bem que você e eu façamos. Ele não está satisfeito com nada a não ser a SUA obra. Você pode estar ativamente engajado na obra Dele e trabalhar muito. Você pode até mesmo sofrer por causa de Cristo e de Sua igreja; mas se não tiver certeza de que é Deus que deseja que você realize a obra, ou, se não compreender completamente sua própria ignorância e incompetência, e com muito temor e tremor se lançar sobre o Senhor, então, como Adão, você estará pecando à vista de Deus. Oh! Cesse sua própria obra! Não pense que pode fazer tudo o que seja bom. Você pode labutar e se esforçar segundo seu próprio prazer, mas terá pouca ou nenhuma utilidade espiritual.
Todos nós sabemos que o incrédulo, não importa quão boa seja sua conduta, não pode ser salvo por ela. Não conhecemos nós tantos não-crentes cuja conduta é recomendável? São amáveis, gentis, humildes, pacientes; muitas vezes ultrapassam a média dos cristão em virtude. Por que, apesar da conduta invejável, ainda não são salvos? Porque todo este bem provém de sua vida natural, logo, não podem obter a aprovação de Deus. Deus somente se agrada do que pertence a Ele; do que procede Dele. Consequentemente, incrédulo algum pode agradar a Deus com seus próprios feitos.
O mesmo se aplica ao crente. Pensamos poder agradar ao Senhor com nossas obras boas e zelosas? Precisamos compreender que, a não ser pela vida que Deus nos deu, não existe a mínima diferença entre o nosso ego e o ego dos incrédulos. Os egos são absolutamente os mesmos. A vida natural do pecador e a vida natural do santo não diferem uma da outra. Se as boas ações realizadas pelos incrédulos mediante esta vida natural são rejeitados por Deus, também o será o bem praticado mediante a vida natural pelos crentes.
É triste que esqueçamos tão prontamente a lição que antes tínhamos aprendido! Quando cremos no Senhor Jesus, Deus convenceu-nos por Seu Espírito Santo de que nossa justiça, a seus olhos, para nada servia. Depois de sermos salvos, entretanto, de alguma forma, voltamos a imaginar que agora nossa própria justiça é útil e agradável a Deus. Devíamos saber que pelo fato de sermos salvos e nascidos de novo nossa velha vida não melhorou nem mudou em nada. A não ser pela vida nova recém obtida, nosso antigo ego permanece o mesmo.
O princípio que aprendemos na regeneração devia ser mantido continuamente. Uma vez que nós, quando incrédulos, não fomos salvos por nossas obras independentes, da mesma forma, nós os crentes, não ganharemos a aprovação de Deus por nossas ações independentes. Tudo o que é feito fora da dependência de Deus é desagradável a Ele. Quer proceda do pecador, quer do santo, a ação independente é rejeitada por Deus.
Você pode se gloria de quanto, como crente, tem feito; o quanto tem trabalhado, e até mesmo quanta benção e fruto tem experimentado; ainda assim, aos olhos de Deus estas não passam de obras mortas e sem utilidade alguma, pois todas elas são realizadas por você mesmo, e não pela operação divina em você.
Quão difícil é depender de Deus! Quão difícil é para os sábios confiarem! Quão árduo é para os talentosos confiar em Deus! Muitas vezes tornamo-nos ativos sem esperar que Deus nos dê força especial. É-nos tremendamente difícil negar o nosso talento, tornar-nos totalmente inúteis perante Deus e não depender de nossa capacidade, mas totalmente do Senhor. O Senhor deseja que neguemos a nós mesmos e a nosso poder e que reconheçamos a nossa fraqueza e a inutilidade de nossas palavras e ações. A não ser que primeiro chegue o suprimento de Deus, não podemos dizer palavra alguma nem realizar nada. É assim que Ele deseja que dependamos Dele, pois o que temos em nós mesmos sem dúvida nos afastará de Deus. Nosso talento, nossa sabedoria, nosso poder e nosso conhecimento, tudo tenderá a fortalecer nossa autoconfiança excluindo nossa confiança Nele. A menos que propositada e persistentemente neguemos nossa capacidade, jamais dependeremos de Deus.
Quando pequena, a criança depende de seus pais para tudo; mas quando cresce possui em si mesma tal poder e sabedoria que procura a independência em vez da dependência. Nosso Deus deseja que tenhamos com ele um relacionamento permanente como crianças para que possamos continuamente confiar Nele.
Você acha que agora tem poder? Que já foi santificado? Que já foi enchido permanentemente com o Espírito Santo? Que suas obras já produziram frutos? Se assim for, essa maneira de pensar priva-lo-á de um coração dependente. É preciso que você mantenha a atitude e a postura de desamparo perante os homens a fim de fazer real progresso no caminho de Deus. Se permitir que o ego penetre sutilmente de modo que você considere a si mesmo com tendo tudo, deve compreender que não mais estará dependendo de Deus.
Eu, que agora falo com você, não tenho certeza alguma quanto a meu futuro. Não sei se ainda estarei pregando o evangelho no ano que vem. A menos que Deus me conservar até o ano que vem, pode ser que eu não possa servir; deveras, posso até mesmo nem seguir a Cristo. Digo isto com um coração angustiado, pois sei que não tenho meios de conservar a mim mesmo. Se Deus não me conservar, confesso não ser por mim mesmo capaz de estar em pé no lugar humilde de hoje. Lembro-me de como estive a ponto de separar-me de Cristo muitas vezes desde o dia em que me tornei crente, mas louvo a Deus por ter-me conservado.
Permita-me dizer-lhe que, a não ser mediante o depender de Deus e confiar nele momento a momento, não conheço outra maneira de viver uma vida santificada. Se não dependermos do Senhor não podemos saber quanto tempo podemos viver como crentes por um único dia.
Será que realmente percebemos isto? Ou será que ainda temos um pequeno poder com o qual sustentar a nós mesmos e ter sucesso em muitas coisas? Seja manifesto a todos que a autoconfiança é o inimigo da dependência de Deus. Deus deve levar-nos até nosso fim para que saibamos não existir bem algum em nós.
Não fosse por sua graça, teríamos derrotas de todos os lados. Devemos chegar ao ponto que percebamos ser absolutamente indignos e não ter força alguma. Não ousamos ser autoconfiantes, nem ousamos tomar qualquer ação independente, fora de Deus. Devemos continuar prostrados perante Ele com temor e tremor, buscando Sua graça. De outra forma, nossa natureza fará com que nos consideremos competentes, tendo prazer em nossa próprias atividades e recusando-nos a depender de Deus.
Ao olhar para os anos passados posso ver que muitos irmãos a quem conheci se desviaram. Ainda me lembro do que certo irmão me disse um dia: “ senhor, agora conhecemos as Escrituras que o senhor prega; temos feito grande progresso e não estamos muito distantes de seus obreiros.”. Que autoconfiança! Mas onde estão esses irmãos hoje? Também lembro de outro irmão dizer-me recentemente: “Irmão Nee, pode ser que eu não conheça muita coisa, mas pelo menos conheço os ensinamentos bíblicos...” ao ouvir isto, imediatamente percebi que este irmão corria sério perigo. Hoje, ele também se desviou do caminho estreito. São muitas as tragédias similares que podemos recordar durante nossa vida. A causa principal de tais tragédias é a autoconfiança. A autoconfiança é a causadora de todas as derrotas.
O que Deus deseja que saibamos hoje é que não podemos depender absolutamente de nosso ego. Deseja que confessemos nossa fraqueza e inutilidade em todo o tempo. Deseja que tenhamos consciência do que nunca tivemos antes – isto é, deseja que estejamos cônscios de nossa total insuficiência e que admitamos que se não fosse por seu poder conservador, não podíamos permanecer nem um momento, e que se não fosse por sua fortaleza, nada podíamos fazer. Possamos nós ser quebrantados pelo Senhor hoje, para que não ousemos tomar nenhuma ação independente ou abrigar nenhuma atitude fora Dele. Doutra forma, o fim inevitável será a vaidade e a derrota.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

(Extraído do Livro “O Mensageiro da Cruz” - 1926).WATCHMAN NEE.
A DEUS toda a Honra e Glória.

NÃO É O QUE AS PESSOAS NOS FAZEM QUE NOS PREJUDICA:É A NOSSA PRÓPRIA REAÇÃO.

NÃO É O QUE AS PESSOAS NOS FAZEM QUE NOS PREJUDICA: É A NOSSA PRÓPRIA REAÇÃO - Paul E. Billheimer (Editora dos Clássicos)

Os tesouros que nos custam mais caros são os que mais nos enriquecem. As maiores bênçãos do mundo foram frutos de seus maiores sofrimentos. O poeta, Goethe, disse o seguinte: "Eu nunca tive uma aflição que não se transformasse em um poema." As melhores qualidades do caráter cristão são fruto do sofrimento. Muitos cristãos que antes de passar por uma determinada provação, eram frios, materialistas e carnais, no final da mesma já tinham um espírito quebrantado, amadurecido e enriquecido.
As aflições usadas por Deus quebrantam a aspereza e a rispidez da vida. Elas consomem a impureza do egoísmo e do mundanismo. Humilham o orgulho. Temperam as ambições humanas. Sufocam o fogo das paixões. Mostram-nos o mal do nosso próprio coração, revelando nossas fraquezas, faltas, e defeitos, e nos tornam conscientes do perigo espiritual. Disciplinam o espírito teimoso. Em nenhuma outra escola é possível aprender as lições de paciência e tolerância, exceto na escola do sofrimento.
Um dos métodos que Deus usa para aperfeiçoar o caráter cristão é permitir que soframos injustamente. A maioria de nós acha que sofrer já é suficiente e que sofrer injustamente é, certamente, demais. Mas Pedro, falando sobre sofrer injustamente, diz: "...Se, entretanto, quando praticais o bem sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é aceitável a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados" (I Pedro 2:20-21).

Chamado Para Sofrer Injustamente

Sofrer injustamente é um instrumento muito afiado para usar na lapidação da alma humana, mas você sabe, quando o torneador tem um trabalho muito fino para fazer, ele usa uma ferramenta bem afiada. Quando Deus quer esculpir um desenho muito bonito em um cristão, Ele usa o instrumento afiado do sofrimento injusto. É difícil receber ofensa dos outros e sempre retribuir com bondade, mas Deus não nos larga enquanto não tenha trabalhado esta obra artística profundamente na própria essência de nossas almas. Nós não podemos evitar de sofrer nas mãos de outras pessoas. É certo que isto nos acontecerá. Mas em última análise, ninguém pode nos prejudicar a não ser nós mesmos. Todos os erros que os homens nos infligem não podem nos prejudicar a menos que nos levem a ficar ressentidos e indispostos a perdoar. Algo só pode nos prejudicar se dermos lugar à amargura e à ira.

Entregue Sua "Ferida" Para Deus

Mas talvez você diga: "Como posso evitar de ficar amargurado? Como posso evitar de ficar ferido?" Há uma história sobre uma criança indígena que foi até um velho chefe com um pássaro machucado na sua mão. O índio olhou para o pássaro e disse: "Leve-o de volta e coloque-o no lugar onde você o encontrou. Se você ficar com ele, ele morrerá. Se você o colocar de volta nas mãos de Deus, Ele o curará e o pássaro viverá." Aqui está uma lição de como devemos agir quando somos magoados pelo sofrimento. Nenhuma mão humana pode curar um coração ferido. Tem de ser entregue a Deus (Lc 4:18; Mt 11:18-30). Mas talvez você tenha tentado esquecer-se da sua mágoa e não tenha conseguido. Você tem resistido à tentação de ficar amargurado e se sente incapaz. Você quer amar mas o seu coração não consegue reagir por causa da dor e você sente que não está sendo vitorioso.

O Amor é Um Princípio. O Amor Pode Ser Rigoroso

Aqui precisamos tomar a posição de fé. Muitas pessoas confundem o amor com sentimento ou emoção. O amor é mais do que uma emoção. O amor é um princípio. Se você realmente deseja o melhor para alguém que o prejudicou, isto é amor, mesmo quando todas as emoções parecem estar dormentes. O amor é mais do que sentimentos fracos. O amor pode ser rigoroso. O amor não age em interesse próprio, mas sempre busca o melhor para a pessoa amada. O amor não age baseado em emoção mas em princípios. Emoções são instáveis. A questão não é que tipo de sentimentos você tem, mas o que você faz com eles. O homem autêntico é avaliado pela sua vontade e não pela sua emoção. Muitas vezes o meu coração deseja expressar afeto por um dos meus filhos quando sei que, para o seu próprio bem, tenho que castigá-lo. Neste caso, vou agir sobre um princípio e não na minha emoção. "Considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6:11).

Você é Tentado a Ser Amargurado?

A amargura não será sua enquanto você se recusar a aceitá-la e enquanto você agir no interesse daquele que lhe prejudicou. Se você está em Cristo e Cristo em você, o Seu amor pelas pessoas que não são amáveis é seu mesmo quando não sente qualquer tipo de afeição por elas. Neste ponto é onde precisamos "considerar". Paulo diz que depois que morremos com Cristo a nossa morte se torna real na nossa vida quando consideramos, isto é, quando tomamos uma posição de fé e passamos a considerar realizado algo que não sentimos que está realizado (Rm 6:1-14). "Todas as coisas são vossas... e vós de Cristo, e Cristo de Deus" (I Co 3:21-23).
Se você sente amargura em seu coração, recuse-se a aceitá-la como sua e considere o amor de Cristo como seu. Este lhe pertence se Cristo está em você. Aceite a injúria como algo que veio de Deus com o propósito de ser uma bênção para você. Veja Deus por trás da pessoa que lhe prejudicou. Considere que o amor de Cristo está em você e quando tomar esta atitude de fé, isto se tornará realidade. Abra mão da mágoa e coloque seu coração quebrado nas mãos de Deus.

Despojando-se de Si Mesmo e Revestindo-se com Cristo

Se você não sente um espírito de perdão em seu coração, tome uma posição de fé e diga para Deus: "Como o Teu amor perdoador é meu, eu perdôo a todos por tudo." À media que permanecer firme nesta atitude de fé, recusando-se a ceder para a amargura ou ressentimento, Deus operará o espírito de perdão na sua vida e você será liberto até mesmo da tentação da amargura. Em última análise, ninguém pode realmente nos magoar a não ser nós mesmos. Outros podem nos tratar injustamente. Podem nos acusar falsamente e dessa forma prejudicar a nossa reputação. Podem até nos ferir fisicamente mas nenhuma dessas coisas poderá nos prejudicar realmente a menos que permitamos que elas nos incitem à amargura e ao ressentimento e inclusive à tentativa de vingança.
Não é o que os outros nos fazem que nos prejudica, é a nossa reação; não é nem mesmo o nosso sentimento em relação a elas, é o que fazemos com estes sentimentos. Se os nossos sentimentos acabarem por se transformar em ressentimento ou resultam em tentativas de revidar, então, sim, ficamos prejudicados. Se entregarmos a nossa mágoa a Deus, nos recusarmos a nutrir o ressentimento e tomarmos uma atitude positiva de desejar o melhor que Deus tem para aqueles que nos prejudicaram e a orar por isso, e se permanecermos nessa posição até que toda a amargura e ressentimento sejam absorvidos por um espírito de perdão, então teremos realmente lucrado desta tentativa de nos ofender. Veja Mateus 5:43-48.
"Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28).

Fé no Governo Moral de Deus

Uma das razões para o ressentimento e falta de perdão é que nós, na verdade, não temos fé na justiça e no governo moral de Deus. Em Romanos Deus diz: "A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor" (Rm 12:19). Se realmente acreditássemos nisto não tentaríamos consertar as injustiças por nós mesmos. Foi por causa da confiança total que Jesus tinha no amor e na absoluta justiça de Seu Pai que "quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga corretamente" (I Pe 2:23).
Quando Deus diz que não devemos nos vingar a nós mesmos, Ele quer dizer que é Ele que fará a vingança. E a pedra angular do governo moral de Deus é Sua justiça absoluta. A lei moral é inexorável como o é qualquer lei física. "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6:7), é tão impossível quebrar quanto o seria quebrar a lei da gravidade. O homem que pratica a maldade ou que faz injustiça é quem perde, e não aquele que ele prejudicou - se este permanecer inalterado, sem nenhum espírito de antagonismo ou vingança em seu coração.
Se realmente tivermos certeza da justiça de Deus, não seremos tentados a fazer as coisas por nossas próprias mãos. Ao invés disso, oraremos pela pessoa desafortunada que nos prejudicou. E se continuarmos amáveis e perdoarmos, descobriremos que ficamos mais fortes através da nossa vitória sobre o ressentimento. E quando os nossos dias de treinamento acabarem, poderemos ver com nossos próprios olhos o quanto essas batalhas significaram para nós.

"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Ts 5:18).

"Aqui e somente aqui te é dado sofrer por amor a Deus; em outros mundos nós O serviremos mais perfeitamente, O amaremos, O louvaremos e trabalharemos para Ele, ficaremos cada vez mais perto Dele com todo o prazer. Mas então, não seremos mais convidados para sofrer, que é a nossa tarefa aqui. Não podes tu sofrer, então, uma hora ou duas? Se Ele te chamar da tua cruz hoje Dizendo: Está consumado, aquela tua dura cruz, sobre a qual tu oraste por libertação, tu não achas que um sentimento de remorso tomaria conta de ti? Tu não dirias: "Assim, tão de repente? Deixa-me voltar e sofrer mais um pouco, mais pacientemente: Eu ainda não louvei a Deus”.

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A DEUS toda a Honra e Glória.
Paul E. Billheimer

INDENTIFICAÇÃO.

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais
Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”, Efésios 2:10.

O que é identificação? Identificar é um verbo transitivo direto e indireto que significa tornar idêntico, equivalente, igual. Você sabia que fomos identificados com Cristo na sua crucificação, morte e ressurreição? As palavras: “Estou crucificado com Cristo”, Gálatas 2:20, diz da nossa identificação com Ele na crucificação. A frase: “Fomos sepultados com ele”, Romanos 6:4, afirma a nossa identificação com Cristo no seu sepultamento. “E juntamente com ele nos ressuscitou”, Efésios 2:6, mostra a nossa identificação com Cristo na ressurreição. Nada foi escrito por acaso. Tudo tem um propósito. Os exemplos que acabamos de ver mostram que Deus nos colocou em Cristo, para nos dizer que tudo o que ocorreu com Ele literalmente, desde a hora em que foi para a cruz, até a hora em que se assentou à destra do Pai nas alturas, ocorreu também de modo subjetivo com todo aquele que crê. Os textos citados e outros que se encontram nas Escrituras são as chaves que abrem as portas do ensinamento bíblico sobre a nossa identificação com Cristo.
Cristo se identificou conosco no pecado, para que fossemos um com Ele na morte. Ele tornou-se fraco, para que fossemos forte. Ele sofreu a vergonha da cruz, para nos dar glória. Ele foi ao inferno para nos levar ao céu. Ele tornou-se injusto para nos justificar. Ele foi lançado fora da presença de Deus, para nos levar a Deus. Ele morreu para que tivéssemos vida. Ele se tornou como nós éramos, para que nós fossemos assim como Ele é agora.
As Escrituras afirmam que a morte de Cristo na cruz foi também a nossa morte. Minha, sua, e de toda a humanidade pecadora. Jesus não podia morrer como pecador. Ele era santo e não conheceu nenhum pecado. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus”, II Coríntios 5:21 Mas Deus com seu infinito amor e graça, enviou seu Filho ao mundo para se identificar conosco no pecado, e redimir os pecadores. Deus nos incluiu no corpo de seu Filho na cruz, para fazer morrer a nossa velha natureza: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram”, II Coríntios 5:14. O homem oculto em nosso coração cheio de malvadeza, de crueldade, de ódio, de inveja, de ciúmes, de vícios, com sua natureza satânica, foi pregado na cruz com Cristo para ser destruído: “Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos”, Romanos 6:6. Cristo morreu não para si mesmo, não como mártir, não para servir de espetáculo para o mundo, mas para substituir eu, você, e toda a humanidade pecadora.
A Escritura diz que no terceiro dia Cristo ressuscitou e assentou-se à direita do Pai nas alturas. E, nós também fomos identificados com ele na ressurreição: “E, juntamente com ele nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”, Efésios 2:6.
Vemos claramente na Escritura a nossa identificação com Cristo. Só nos resta crer e ficar crendo em tudo o que está escrito na Palavra de Deus. Por isso ninguém poderá se desculpar no juízo final que foi deixado fora dos desígnios de Deus; pois Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”, I Timóteo 2:5.
Pr Sinval Teofilo / www.assbetel.com.br
A DEUS toda a Honra e Glória.

PARA O FOGO.

Pela palavra de Deus desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foram tirados da água e do meio da água subsistem; pelo que pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma palavra, se guardam para o fogo, reservados até o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. 2 Pedro 3: 6-7
É verdade que haverá fogo. Acerca deste tema Jesus falou que como verdade ficam comprometidos os céus e a terra, como disse: Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar, pois acabara de afirmar que este mundo vai findar tão certamente.
Será a ceifa. Tudo quanto se faz dentro desta imensa natureza é visando o seu fim. E por vias de regras espera-se em primeiro lugar o lucro, depois os prejuízos; assim mesmo espera Deus deste mundo em que vivemos. Contou-nos o Senhor Jesus esta parábola: Um certo chefe de família mandou semear trigo no seu campo. O seu inimigo, porém veio enquanto dormia o dono e semeou joio no mesmo campo. Quando os servos viram nascer o joio disseram ao senhor: “não semeastes trigo, como nasceu joio?” O chefe disse que o inimigo o semeara ali. Quiseram os servos arrancá-lo imediatamente, porém o senhor disse-lhes que não, porque na colheita seriam arrancados trigo e joio, separando o primeiro para o celeiro e o joio para o fogo.
Como será? Cada indivíduo terá a sua classificação naquela ceifa. Tu meu querido leitor, serás trigo ou joio? Se estás seguro de que serás joio, podes mudar imediatamente este destino. Pois uma obra está prevista na graça de Deus através do sacrifício de seu Filho, que é a regeneração. Por exemplo, eu creio que Cristo morreu por mim e o proveito que tirei deste sacrifício é o meu novo viver o qual corresponde à transformação de meu ser de joio para trigo. Deus tem esse poder e deseja fazê-lo contigo também. Crede em seu filho que por ti morreu com o firme propósito de transformar-te.

Pr Antonio Abuchaim/ www.assbetel.com.br

A DEUS toda a Honra e Glória.