segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

EVANGELHO - OBRA DIVINA.(GÁLATAS1:11-17).

“Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo. Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a Igreja de Deus e a devastava. E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais. Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue, nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco.”

EXÓRDIO:

Evangelho, obra da revelação divina. Fruto da Graça de Deus. Iniciativa de Deus. Poder de Deus. O homem não tem participação alguma no Evangelho, pois o evangelho retrata a pessoa e a obra do Senhor Jesus: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Romanos 1:16-17.

NARRAÇÃO:

Sendo fruto da revelação divina, segue-se que o homem natural não pode recebê-lo: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” I Coríntios 2:14.

O apóstolo Paulo relata que era religioso; que era zeloso das tradições de seus pais. E mais, que na sua idade, avantajava-se a muitos, quer dizer que estava na frente de muitos, mas não tinha conhecimento do evangelho. Não sabia quem era Jesus. Desconhecia por completo a obra consumada na cruz do calvário.

O seu depoimento é marcado por alguém que, de coração sincero, confessa que não conhecia a pessoa do Senhor Jesus, pelo contrário, perseguia a Igreja de Deus, perseguia os cristãos e os encarcerava; tudo isso, em nome do judaísmo (13).

Sua vida mudou, sua posição mudou, sua visão mudou, quando Deus lhe revelou a pessoa do Senhor Jesus e a obra do calvário (15-16).

FUNDAMENTAÇÃO:

A partir daí podemos extrair as seguintes lições:

1) O EVANGELHO É FRUTO DA REVELAÇÃO DIVINA (vv.11-12):

Quem revela a pessoa de Jesus é Deus, por mais que as pessoas sejam religiosas, se não houver a revelação vinda dos altos céus, ela continuará na ignorância espiritual.

É do apóstolo Paulo esta afirmação: “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos”. Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.” Romanos 10:1-4.

É Deus quem revela a justiça executada na cruz em Cristo, levando o pecador a morrer com Jesus no mesmo sacrifício consumado no calvário: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele fôssemos feitos justiça de Deus.” II Coríntios 5:21.

A lei do pecado e da morte cobrava a pena para o pecador e Deus a executou em Cristo na cruz. Nenhum ser humano de forma natural pode acreditar nessa justiça. É preciso revelação divina e Deus só revela a quem quer e a quem Ele quer: “Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Mateus 11:25-27.

2) O EVANGELHO ROMPE COM A TRADIÇÃO RELIGIOSA (vv.13-14):

O segundo ponto que merece destaque no texto lido é que a tradição religiosa impede o reconhecimento da pessoa de Jesus Cristo. Tapa a visão para que o religioso não veja a obra do calvário. Entorpece os sentidos, cega o entendimento e não permite discernir o natural do sobrenatural.

O Senhor Jesus mesmo, arrazoando com os religiosos de sua época os censurou por causa das tradições religiosas: “Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” Mateus 15:5-9.

O ser humano mergulhado na tradição religiosa fica entenebrecido e com os olhos vendados para a luz do evangelho de Cristo. É preciso Deus abrir-lhe os olhos para que ele veja, tal como o moço que acompanhava o profeta Eliseu quando se viu cercado pelo exército Sírio que ameaçava invadir Israel e viu o morro cercado por forte aparato militar, não conseguia ver os anjos do Senhor que acampavam ao redor do profeta em número muito maior.

Foi preciso o profeta orar para que Deus abrisse os olhos do moço e visse que maior era o exército do Senhor: “Tendo-se levantado muito cedo o moço do homem de Deus e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então, o seu moço disse: Ah! Meu Senhor! Que faremos? Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.” II Reis 6:15-17.

O mesmo se deu com Lídia, a vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira que estava em Filipos quando o apóstolo Paulo pregava. Ela era temente a Deus, mas foi preciso Deus abrir-lhe o coração para atender e entender a pregação do evangelho: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso.” Atos 16:14-15.

A tradição religiosa cega os olhos da fé e invalida a palavra de Deus, pois para aquele que guarda a tradição, ela tem mais valor do que aquilo que está escrito. Foi isso que o Senhor Jesus condenou. Como vimos acima no texto de Romanos 10:1-4, o apóstolo Paulo dizendo que sua oração a Deus era para que seus patrícios, seus conterrâneos fossem salvos, embora tivessem zelo de Deus, faltava-lhes o entendimento.

Isto quer dizer que a tradição embrutece, entorpece e ensoberbece. Toda pessoa arraigada em suas tradições é destituída de entendimento, de humildade e do conhecimento da verdade, seja em que área for. O conhecimento da verdade liberta o homem da escravidão do EU. Precisamos ser libertos de nós mesmos para sermos cheios da graça de Deus: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32.

3) O EVANGELHO É FRUTO DA MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA DE DEUS (15-16):

Diz o apóstolo no versículo 15 que sequer havia nascido e Deus já o havia separado para o evangelho. Foi a graça de Deus que o alcançou quando sequer existia para mundo e foi buscá-lo no calabouço da ignorância quando perseguia os cristãos. Foi da vontade de Deus revelar Jesus em sua vida. Foi da vontade de Deus que ele apóstolo Paulo passasse a pregar o evangelho entre os gentios.

Não vemos aqui nenhuma ação ou iniciativa vinda do apóstolo, pelo contrário, ele testemunha que toda ação veio de Deus.

Assim acontece com todo aquele que é nascido de novo. Jesus disse que o vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes de onde veio e nem para onde vai. Assim, disse Jesus, é todo aquele que é nascido de Deus.

O novo nascimento é fruto da graça de Deus: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8-9.

O ser humano em sua arrogância natural, prepotência normal e soberba descomunal, se pudesse comprar a salvação ou se tivesse fé para acreditar na justiça de Deus, se auto-intitularia dono do universo. Contudo, o evangelho é fruto da graça de Deus e é revelado, de fé em fé, e até esta fé é Deus quem dá para que o homem não se ensoberbeça.

O apóstolo Paulo experimentou na carne o freio colocado por Deus por causa da grandeza das revelações que recebera: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte.” II Coríntios 12:7.

A consciência dessa graça deve nortear a conduta daquele que por ela foi alcançado. O regenerado lança na coluna do crédito da graça tudo quanto ela proporciona, na certeza de que não é ele quem faz ou age, mas a graça de Deus em sua vida: “Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” I Coríntios 15:9-10.

A graça de Deus age silenciosamente, num processo contínuo, transformando vidas aqui, ali e acolá, acrescentando pessoas que vão sendo transformadas pelo poder do Evangelho, dia a dia: “Diariamente perseveram unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”Atos 2:46-47.

O Senhor acrescenta os salvos ao Corpo de Cristo, à Igreja de Deus. Ele não acrescenta quem não é salvo e não deixa o salvo fora do Corpo de Cristo, Sua Igreja.

CONCLUSÃO (vv.16b-17):

A conclusão que extraímos do texto é que o apóstolo, uma vez recebida a revelação, tendo-lhe sido revelado Jesus e a obra da cruz, ele foi impulsionado pelo Espírito Santo a anunciar as boas novas, dar a boa notícia de que o mundo tanto carece.

Ele não foi consultar pessoas para saber se estava correta a visão e a revelação. Ele não foi consultar os demais apóstolos; ele foi fazer um estágio de três anos com o Senhor Jesus (vv.18) na escola espiritual do deserto da Arábia.

O deserto é o lugar da dependência da graça divina, pois o deserto nada tem a oferecer, mas é o lugar onde se aprende a depender 100% da graça de um Deus gracioso que gratuitamente tudo dá a quem nada merece.

Louvado seja o Senhor.

Amém e amém
Extraido do site:www.igrejasimportarenascer.org.br
Pr Nilton.
A Deus Toda a Honra e Glória.

FILHOS DA LUZ.

“Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz.” Efésios 5.8



O surgimento da energia elétrica causou uma revolução na história da humanidade. Evidentemente que esta inovação trouxe inúmeros benefícios como também malefícios. Talvez quem tenha sentido o impacto da mudança, foram as pessoas que viveram no período do seu surgimento. Conta-se que aconteceu uma situação pitoresca vivenciada por uma viúva muito rica e muita ingênua. Quando ainda era raro ter luz elétrica nas casas, esta senhora, que morava sozinha em um casarão, pleiteou o direito de ter energia elétrica em sua residência. Meses depois de ter sido atendida, recebeu a inesperada visita de um funcionário da companhia elétrica. Ele estava ali para saber porque o consumo de energia era tão pouco, a ponto de não alcançar o mínimo permitido. Após ser recebido pela viúva perguntou: - A senhora tem usado a energia elétrica ? - Sim, todos os dias. Foi a resposta. Então questionou: - De que maneira a senhora tem utilizado? Então a senhora, muito calmamente, explicou: -Todos os dias, quando escurece, eu acendo as lâmpadas. Logo em seguida, passo em cada compartimento da casa, acendendo as velas, começando pela sala e indo para os quartos. Quando não mais preciso da luz elétrica, eu as apago. O funcionário, ficou estupefato. Este caso ilustra muito bem como muitos cristãos têm feito o uso da Luz de Cristo em suas próprias vidas.

No texto que lemos, o apóstolo Paulo fala da verdadeira identidade do cristão e conseqüentemente, do seu novo estilo de vida. Para isso, ele faz uso de um dos mais comuns e mais fortes simbolismos do Novo Testamento, Luz e Trevas. Provavelmente o apóstolo Paulo tenha utilizado tanto estas expressões em suas pregações e ensinamentos, pelo fato de ter sido marcante sua experiência com a Luz celestial no caminho de Damasco. “Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues ?” Atos 9:3 Neste mesmo dia Paulo recebeu do Senhor Jesus a missão de ir aos gentios “para lhes abrir os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” Atos 26.18. Porém, antes dele iniciar sua missão, foi necessário que ele passasse por um período de escuridão, ou seja, ficar cego por três dias.

Quando Paulo exorta para que os cristãos andassem como “filhos da luz”, ele sabia do que estava falando. Ele mesmo fora concebido pela Luz. O encontro com Jesus concedeu a Paulo uma nova perspectiva, um novo início, um novo nascimento. Iluminado por Jesus, passou a enxergar a si mesmo, os outros e a Deus com os olhos da fé. Porém, se quisermos compreender a riqueza e a profundidade de ser um filho da luz, será preciso entendermos primeiramente a posição original do homem antes da queda e em seguida a desgraça em que o homem caiu, ao passar para o domínio das trevas.

Ninguém pode negar que vivemos em meio a um conflito entre o Bem e Mal, entre Deus e Satanás. São inúmeras as passagens bíblicas que apresentam o conflito entre as Trevas e a Luz. Em algum momento, antes da criação do mundo, Lúcifer, um anjo de luz, como seu próprio nome diz, escolhido por Deus para ser o principal dos anjos se rebelou contra Deus. Em Ezequiel 28:15 diz : “ perfeito era nos teus caminhos, desde o dia que foste criado, até que se achou iniqüidade ( maldade e perversidade) em ti”. A razão foi o orgulho de sua beleza, inteligência e resplendor. Observe o que Lúcifer disse : “ Eu subirei ao céu...”, “... exaltarei o meu trono...”, “... me assentarei ...”, “... subirei acima das mais altas nuvens...”, “... Serei semelhante ao Altíssimo”. Isaías 14:13,14. Na sua atitude de tentar ter luz independente de Deus, tornou-se o príncipe das trevas.

Foi no Éden, que o reino das trevas incorporou a humanidade sob o seu domínio. A luz, a vida e a liberdade foram trocadas pelas trevas, morte e escravidão. O primeiro homem, criado a imagem e semelhança de Deus, influenciado por Satanás, em forma de uma serpente, fez a opção de ultrapassar o limite a ele conferido. O resultado, foi a separação de Deus e a subordinação a um outro governante e a um outro sistema, ou seja, Satanás e ao mundo das trevas. A entrada do pecado arruinou tanto o mundo interno do homem como o seu mundo externo.

O plano de Deus foi criar o homem de maneira tricotômica, isto é, espírito, alma e corpo com o propósito deste interagir com Deus, com os seus semelhantes e com o mundo material. O espírito do homem tinha a primazia sobre a alma e o corpo, pois este estava em perfeita conexão com o Espírito de Deus. A alma do homem composta de intelecto, emoção e vontade foi formada para pensar como Deus, amar a Deus e decidir sempre pela vontade de Deus. O corpo em estado de perfeição se comunicava de modo harmonioso com mundo maravilhoso criado por Deus . Havia um perfeito relacionamento entre Deus e o homem, e o homem e o seu ambiente. Reinava a Luz tanto dentro como fora do homem.

A entrada do pecado perverteu a alma humana. A escuridão apoderou-se da vida intelectual, emocional e volitiva. A mente do homem foi cegada. O coração do homem foi corrompido. A vontade do homem foi virada ao avesso. Por rejeitar a Deus, a raça humana teve sua filiação ligada ao maligno. A corrupção de Adão passou a todos nós e ficamos destituídos dos traços do caráter divino. Quando o apóstolo diz: “Pois, outrora éreis trevas” - ele não estava dizendo simplesmente “estivestes outrora nas trevas”. Mas, ele está dizendo que “as trevas estavam... em vocês ” . “Éreis trevas”, ele diz. Suas vidas, e não apenas seu ambiente, eram escuridão.

A escuridão nos impede de andar, de correr, de ver as coisas lindas que Deus criou para nós. O pecado é uma forma de escuridão, que nos impede de ver a Deus, de contemplar as Suas maravilhas, de ver os Seus milagres, de viver o Seu reino aqui na Terra. Em João 12:46 Jesus diz, “Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo crê em mim não permaneça nas trevas “. Em João 8:12 encontramos a seguinte declaração de Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”. Ainda no evangelho de João nos lemos: “A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” João 1:5 Este é o decreto que nos garante o triunfo da luz. Apesar das forças das trevas e a incredulidade continuarem crescendo, a Luz sempre será triunfante.

O apóstolo Paulo escreveu “o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus”. 2 Coríntios 4:3,4. Satanás, continua em ação para impedir que os homens conheçam a Deus e a sua salvação. Ele faz de tudo para manter os pecadores nas trevas e os cristãos na penumbra espiritual. Ele não quer abrir mão de sua autoridade sobre o planeta terra. Porém o Evangelho anuncia com boas novas que o universo tem um novo governante, um Soberano Divino e eterno, Cristo Jesus. Foi na cruz, que a antiga serpente foi derrotada pelo Filho de Deus. Sua cabeça foi esmagada, e o império das trevas foi saqueado. “E despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. Colossenses 2:15.

No calvário tudo indicava que a Luz da vida havia se apagado. Mas foi apenas por um momento. Depois de três dias a Luz explodiu em glória na ressurreição. Por meio da morte e ressurreição de Cristo fomos arrancados do império das trevas para um novo destino. “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor”. Colossenses 1:13. Foi Deus nos “chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. 1 Pedro 2:9.

A questão é: como um pecador se torna filho da Luz? O próprio Senhor Jesus nos dá a resposta. “Ainda por um pouco a luz está convosco... Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz”. João 12:35-36. Quando uma pessoa crê em Jesus, ela passa a fazer parte da família da Luz. Paulo disse: “Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas”. 1 Tessalonicenses 5.5

É preciso um novo nascimento para se tornar um filho de Deus “a saber, a verdadeira luz, que, vinda ilumina a todo homem” João 1:9 Tornamo-nos filhos da luz crendo em Cristo e em tudo o que Ele fez a nosso favor. Somos transformados quando recebemos a “palavra” de que fomos unidos com Cristo nos acontecimentos da sexta-feira da Paixão como também no Domingo da Ressurreição. Ao crermos na Palavra de Deus flui para dentro de nossas almas o poder da Ressurreição, trazendo-nos nova vida de Cristo. “Se morremos em Cristo, cremos que também viveremos com Ele... Assim, também vós, considerai-vos mortos para o pecado, porém vivos para Deus em Cristo Jesus”. Romanos 6:8,11

O que acontece quando a alma é iluminada por Deus ? O espírito do ser humano é iluminado e penetrado pela presença de Cristo, tornando-se vivo. A liberdade do ser humano e seu entendimento tornam-se capazes de uma dimensão totalmente nova. Ela recebe as virtudes e os dons de Deus juntamente com o Espírito Santo. Este por sua vez inicia uma reforma da imagem e semelhança de Deus, fazendo com que suas afeições se voltem para Deus como também a sua vontade se alinhe com a de Deus. Cada vez mais Cristo vai ocupando o centro da vida, governando a partir do espírito vivificado da pessoa.

A iluminação espiritual do novo nascimento não é o fim de uma caminhada, mas apenas o começo. O início de uma caminhada no mundo como filhos de Luz. O apóstolo Paulo, continua: “Andai como filhos da luz” . O que o apóstolo quer dizer que devemos a partir desta nova identidade de luz. Conduzir o dia-a-dia de nossas vidas de acordo com esta nova natureza que nos foi dada em Cristo. Em outras palavras, “se estais no Senhor, estais na luz e a luz está em vós”. Crendo no Senhor, a manifestação da luz de Jesus é algo que deveria ser natural em nossa vida. “Porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça e verdade” Efésios 5:9. Então porque não é ?

O grande problema da humanidade diante de Deus é incredulidade. A condenação dos pecadores se dará não porque são pecadores, mas por rejeitarem a Jesus, a luz de todo homem. “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus”. João 3.19-21. Parece que o mesmo acontece com os cristãos, contentam-se apenas com uma medida de luz. Confessam que amam a luz mas não querem que todos os aspectos de sua vida venham à claridade. Preferem a penumbra. Não estão nem na escuridão e nem mesmo na luz total de Jesus. Fazem opção por um estilo de espiritualidade “crente vaga-lume”.

Além dos “crentes vaga-lumes” existe uma diversidade de outros tipos de crentes, há os holofotes, os faróis, os lanternas, os lampiões e as lamparinas. Eles brilham intensamente apenas nos dias de culto. Porém, ao cantar o ultimo cântico, a escuridão passa a reinar na vida pessoal. Durante a experimentam apenas alguns lampejos de luz, quando experimentam! Esta nunca foi a proposta de Deus. Sua proposta foi que fossemos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo” Filipenses 2:15 Um povo radiante, uma “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz...”. 1 Pedro 2: 9

Andar como filho da luz é ter Cristo no centro de nossa vida e permitir que Ele possa iluminar todo o nosso viver. É permitir que ocupe todos os compartimentos do nosso ser, e não apenas alguns cômodos. Todas as áreas de nossa vida colocadas ‘a luz, tanto para Deus como para nós mesmos. Isto significa pensamentos, sentimentos e desejos diante da claridade da Luz de Cristo. Será impossível viver como filhos da luz, se continuarmos empurrando para o sótão de nossa alma pecados ocultos, paixões carnais, dores, ódio, preconceitos ou mesmo orgulho. “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” 1 João 1:5-7.

Andar na luz é não permitir que nada obstrua o nosso relacionamento com Deus, com o outro e conosco mesmo. Pela análise de nossa comunhão nestas três dimensões podemos constatar quanto há da luz divina e quanto há ainda de nossa própria luz. Andar na luz, implica perdão, arrependimento, humildade e reconciliação. Enquanto as trevas nos separa uns dos outros a luz no une. Viver no brilho da santidade de Cristo é ter todo o nosso ser transformado e experimentar a restauração da imagem e semelhança de Deus dia após dia. “Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5:16.
Estraido do site:www.palavradacruz.com.br(Cidade de Londrina-Pr).
Pr Julio Cesar Lukarevsk
A Deus Toda a Honra e Glória.

O ESPÍRITO DO ANTI-CRISTO.

E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo. 1 João 4:3.



Todos nós já ouvimos mensagens a respeito do anticristo que haverá de se manifestar neste mundo. De modo claro, as Escrituras sagradas ensinam que este iníquo antecederá à gloriosa vinda do Senhor Jesus: Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com Ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. 2 Tessalonicenses 2:1-4.



Observemos que segundo o texto acima, duas coisas precederiam a vinda do Senhor: a apostasia e a revelação do anticristo. O anticristo é um homem, um personagem real e, segundo muitos estudiosos, ele já nasceu e se encontra em algum lugar nesta terra. A Bíblia mostra que este homem da iniqüidade executará o seu plano pelo poder de satanás: Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 2 Tessalonicenses 2:9-10.



Não só os seus feitos são anunciados pelas Escrituras, mas também temos o registro bíblico a respeito da própria destruição deste homem maligno: Então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. 2 Tessalonicenses 2:8.



Enfatizamos que a manifestação do homem da perdição só se dará no tempo determinado por Deus. Quanto a este assunto, muitos irmãos crêem que o anticristo está sendo detido por causa da presença do Espírito Santo: E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém. 2 Tessalonicenses 2:6-7.



Inspirado por satanás, o anticristo tomado de toda astúcia, ganhará o coração desta humanidade que o seguirá livremente. Como já lemos anteriormente, no tempo devido, este homem da iniqüidade se assentará no santuário de Deus e exigirá a adoração de todos os seus incautos súditos.



Para alcançar o seu intento de governar e controlar este mundo, o anticristo lançará mão de todos os recursos necessários. Um deles está descrito em Apocalipse 13:16-17: A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. O que seria esta marca sobre a mão direita ou sobre a fronte?



De um modo geral, os estudiosos concordam que esta marca está relacionada com o implante de um microchip sobre a mão direita ou a fronte do indivíduo. Consequentemente, todos os “chipados” seriam totalmente controlados pelo sistema do anticristo. De fato, conforme o texto lido, não podemos descartar essa possibilidade. Aliás, é exatamente esta a mensagem que comumente pregamos e ouvimos.



No entanto, gostaria de considerar um pensamento do irmão David W. Dyer. Em seu livro de nome “Anticristo”, este irmão tem uma argumentação tremendamente plausível sobre a marca da besta. Segundo ele, ... a outra palavra traduzida como marca é CHARAGMA. Esta palavra significa... “um selo” ou “impressão”. Essa palavra se refere à forma que é deixada na cera quente depois que um selo ou carimbo foi comprimido sobre ela. É dessa palavra grega que nós obtemos a palavra para “caráter”... . Portanto, podemos concluir disso que a marca da besta não é simplesmente uma tatuagem ou sinal. É algo que está diretamente relacionado à maneira como pensamos, à formação do nosso pensamento ou caráter.



Ele continua dizendo que, aceitar essa marca significará que nós escolhemos adaptar o nosso modo de pensar ao do anticristo. Nós teremos, devido à pressão exercida sobre nós, modificado o nosso caráter para ajustá-lo à impressão da besta. Nós escolheremos mudar a nossa maneira de pensar para conformá-la à sua imagem. Aceitar a marca da besta será aceitar a sua religião.



De acordo com o nosso texto base, o espírito do anticristo está em plena atividade neste mundo. Verdadeiramente há um anticristo, e este irá se manifestar no tempo oportuno. Mas as Escrituras ensinam que também há um espírito anticristo que está em plena atuação neste exato momento, conforme 2 Tessalonicenses 2:7, já citado: Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera... .



O espírito anticristo está presente neste mundo e podemos detectar a sua ação em todas as partes. Todos os seguimentos da sociedade estão batizados neste terrível espírito maligno. Ele está tomando conta de corações em todos os cantos deste mundo, inclusive de muitos cristãos. No que se refere à “igreja”, como compreender a grande apostasia que se aproxima? Muitas “igrejas” que outrora eram sustentadas por verdades fundamentais das Escrituras, hoje se encontram totalmente rendidas aos ensinos deste espírito enganador. Pouco a pouco, comunidades inteiras vão se rendendo aos encantos do espírito da serpente. Se não forem despertadas urgentemente, logo se encontrarão da ladeira da apostasia.



O espírito anticristo tem se apoderado de muitos líderes cristãos, e estes têm transformado a santa palavra de Deus num mero livro de consultas psicoterapêuticas, busca de prosperidade terrena e auto realização. Sem contar que muitos seminários e teólogos contemporâneos não crêem que a Bíblia é a palavra de Deus.



Damos muitas graças ao Senhor, pois há aqueles que são fiéis à visão celestial recebida, no entanto, uma grande parte dos líderes evangélicos se preocupa mais em arrancar a lã das ovelhas do que apascentá-las à luz da verdade. Hoje em dia, são raras as mensagens que falam sobre a necessidade de se viver uma vida santa, separada deste mundo. Não se ouve mais o clamor contra o pecado e nem uma convocação ao povo de Deus para se arrepender de seus maus caminhos. Onde estão as vidas consagradas que amam a Deus sobre todas as coisas e odeiam o pecado?



A repreensão dada por Deus aos sacerdotes corruptos do tempo de Oséias precisa ser considerada como um alerta solene para todos nós: O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. Oséias 4:6.



O que os pregadores modernos farão quando estiverem diante do Todo poderoso? Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo. Hebreus 10:30-31.



Será que estamos percebendo que Deus está sendo banido da presente sociedade? Temos observado que os homens não querem mais a presença do Altíssimo em suas vidas e negócios. Como Deus é visto nas universidades, escolas, na política, economia, nas novas leis que estão sendo aprovadas, no lazer, etc... ? O Todo poderoso tem sido relegado para um plano inferior. A sociedade está banindo Deus de sua vida. Tristemente, o Criador é tido como um intruso nesta humanidade. O que é isto senão uma preparação para um encontro futuro com o homem da iniqüidade?



E o mais entristecedor de tudo isto é que muitos cristãos se tornaram instrumentos passivos deste plano diabólico. Como pode ser isto? Amor ao mundo, vícios, bebedeiras, músicas escancaradamente sensuais, luxúria, divórcio, mentira, amargura, falta de perdão, julgamento, fofoca..., tudo isto tem sido parte da rotina de muitos que professam o novo nascimento. No entanto, estes ignoram o triste fato de que estão sendo governados pelo espírito do anticristo. Estas pobres almas se tornam seres melancólicos, negligentes, murmuradores e infrutíferos. Atentemos para a repreensão do Senhor: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca. Apocalipse 3:15-16.



É óbvio que o anticristo, na sua estratégia de dominar o mundo, não aparecerá subitamente. Agora mesmo, há um espírito anticristo agindo de modo misterioso em muitos corações. O que ele está fazendo? Preparando os incautos para o dia da revelação do homem da iniqüidade. A corrente de seus seguidores cada vez aumenta mais. Não irá demorar muito para que toda a humanidade esteja preparada para aquele terrível encontro, e por mais incrível que pareça, muitos que professam a regeneração darão as boas vindas ao inimigo do verdadeiro Cristo.



Mediante todo este cenário de engodo, qual tem sido o teu papel em tudo isto? Cuidado! Todos nós estamos sujeitos a sermos enganados por este maléfico espírito. Qual deve ser o posicionamento da Igreja do Senhor nestes tempos finais? Está na hora da Igreja de Cristo acordar de seu sono. Precisamos que Deus nos envie um espírito de arrependimento. Quando formos visitados pelo Espírito Santo, e que isto seja breve, cairemos sobre os nossos rostos e prantearemos por causa dos nossos pecados, em seguida, nos prostraremos em verdadeira adoração aos pés do Senhor.



Irmãos, confessemos diante do Senhor o nosso pecado de mornidão, indiferença, falta de temor e tantos outros. Busquemos a Sua face com sinceridade, e Ele por sua graça, há de nos ouvir. Oremos para que Deus envie um avivamento de santidade no meio de seu povo. Que o nosso coração seja plenamente conquistado por Cristo. Que Ele também nos dê um espírito de arrebatamento, para que possamos, a cada instante, estar ansiando pela volta do Amado de nossa alma! Você está pronto para se encontrar com o seu Senhor?
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Pr:Tomaz Germanovix.
A Deus Toda a Honra E Glória.

O TÚMULO VAZIO PREENCHENDO A VISÃO MISSIONÁRIA.

A morte é o fim da esperança. O crepúsculo da sexta-feira trouxe as densas trevas de uma noite carregada e pôs uma pá de cal na expectativa dos discípulos. Oscar Cullman sugere que a traição de Judas era conseqüência da desilusão. Um Messias mortal se revelava como um beco sem saída. Judas, provavelmente membro de um partido político de esquerda, viu a sua perspectiva de libertação atirada no lixo.

Muita gente trai quando se sente traída. Quando Jesus começou a falar de sua morte na cruz, os seus discípulos começaram a encrencar com essa proposta. Pedro, por exemplo, ficou irredutível e procurou dissuadir Jesus da estranha idéia de ir para a cruz, a fim de ser espetado num espetáculo trágico. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mateus 16:22.

Um Cristo morto representava a falência do projeto que apontava em direção à redenção de Israel. A morte de Jesus cheirava a fracasso. Ninguém poderia admitir o triunfo de um líder crucificado, por isso a reação contrária de todos os discípulos de Jesus.

Mas a morte de Jesus Cristo na cruz tinha outro proponente, com um enfoque diferente. Deus estava por trás da tragédia do Calvário. Jesus era o representante federal de uma humanidade decaída e a sua morte abrangia a totalidade dos eleitos que o Pai quer salvar. A sombria tarde daquele dia sinistro tinha as marcas da justificação do pecador.

A morte de Cristo Jesus era uma morte globalizada que incluía todos os pecadores escolhidos pelo amor soberano do Pai. Mas os discípulos não entendiam o segredo da graça e ficaram desanimados com o episódio da cruz.

A sexta-feira foi o fenecimento da esperança. A tristeza tomou conta da primeira turma e as portas da academia da fé ficaram trancadas com medo dos judeus. Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! João 20:19.

A tristeza e o medo abafaram a missão do colégio apostólico. Eles haviam perdido o rumo. Uma pessoa consternada e tímida não tem nada a dizer. O mutismo dos discípulos vem da falta de uma visão clara da tumba vazia.

A ressurreição é o motivo principal da pregação do evangelho, ainda que a cruz seja a causa da comissão evangelística. O evento que encheu o coração dos discípulos de esperança e os tornou mensageiros do evangelho da graça foi a visão do sepulcro vazio. A aurora do primeiro dia suscitou um novo ânimo aos decepcionados. Ora, se Cristo ressuscitou de fato, então há perspectiva para uma humanidade transtornada pelo pecado.

As portas da casa onde se reuniam os primeiros membros da igreja ficaram fechadas até que o Senhor da vida trouxesse luz ao episódio da ressurreição. Jesus entrou na casa sem abrir a porta, causando espanto aos incrédulos, mas também abrindo o coração deles para o grande triunfo sobre o pecado e a morte.

Jesus Cristo ressuscitado é o Senhor e Salvador dos pecadores desenganados. A ressurreição de Cristo Jesus é a prova evidente que a morte foi vencida e o pecado perdeu a sua força de condenação. A história da crucificação não termina com um funeral, mas com um festival de aleluia. O anjo anunciava às mulheres com júbilo: Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia. Mateus 28:6.

O ponto de vista da tumba desocupada foi o fato que deu a abertura para a visão missionária. As mulheres saíram do cemitério com o coração repleto de alegria, ainda que assustadas com o lance, mas cheias da mensagem alvissareira do evangelho da graça. E, retirando-se elas apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria, correram a anunciá-lo aos discípulos. Mateus 28:8.

A pregação verdadeira do evangelho começa com a visão convincente da morte e ressurreição de Cristo. As testemunhas são as únicas pessoas que podem, falar de fato, daquilo que presenciaram. Pedro e João, quando estavam sendo ameaçados pelas autoridades judaicas, para que não pregassem a Jesus ressuscitado, disseram: pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Atos 4:20.

Somente as testemunhas podem testemunhar. No plano da evidência histórica, apenas os discípulos que viveram no tempo de Jesus são as testemunhas oculares. Todavia, do ponto de vista teológico e espiritual, todos aqueles que, pela fé, estiverem envolvidos no sacrifício de Jesus são testemunhas da experiência. Só pode testificar do evangelho quem participa, mediante a fé, da morte e ressurreição juntamente com Cristo.

A melhor notícia que o mundo já ouviu veio de uma sepultura vazia, de onde Deus encheu os corações de esperança, com a mensagem viva da ressurreição. O cristianismo tem a sua base alicerçada na cruz e na ressurreição, e esse túmulo vazio serve como berço para a igreja nascente.

James Denney afirma: O Novo Testamento prega um Cristo que esteve morto e está vivo, não um Cristo que esteve vivo, mas está morto. A seqüela do pecado é a morte, mas o resultado da salvação é a vida eterna, através do Cristo que morreu e ressuscitou.

Se a morte de Jesus trouxe desesperança para os seus discípulos, sua ressurreição originou uma torrente de esperança, capaz de enxergar através de nuvens espessas. Já que Cristo ressuscitou não há mais barreira que impeça a efetivação de suas promessas.

Da cova despovoada nasce uma nova raça dotada de um entusiasmo sem fronteira. O cristão é filho da vida que brota da morte. Ele é a síntese da cruz e da tumba vazia.

A preleção do evangelho sintetiza-se na morte e ressurreição de Cristo Jesus. Uma vez que Cristo morreu para nos levar a morrer em união com ele, e ressuscitou para ser a nossa vida, então nada pode nos angustiar, desanimar, desamparar ou destruir. Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos; 2 Coríntios 4:8-9.

O cristão legítimo é herdeiro do legado de um túmulo vazio, vivendo cheio da visão excelente da graça plena, que o faz parceiro na divulgação das boas novas do evangelho da esperança. E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo. Romanos 15:13.

Todo aquele que foi alcançado pela mensagem suficiente da graça, através da morte e ressurreição de Cristo, torna-se também, por meio dessa mesma graça, um mensageiro eficiente do recado mais animador que se pode dar a alguém. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Marcos 16:15.

Um sepulcro desabitado transforma-se na mais eloqüente pregação da esperança que se tem conhecimento. Por outro lado, se não houver a ressurreição de Cristo, o cristianismo torna-se na mais espetacular fraude que já existiu, e nós, cristãos, nos tornamos os mais desventurados seres da face da terra. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. 1 Coríntios 15:19.

Ora, se Cristo não ressuscitou, o cristianismo é uma tramóia e a fé cristã, uma imbecilidade sem grau. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; 1 Coríntios 15:14. Mas se Cristo ressuscitou, como disse J C Ryle, a certeza da esperança é mais que vida. É saúde, força, poder, vigor, atividade, energia, coragem, beleza.

Creio que um embuste não traria tantos bens a tantos maus. Ian Barclay sustenta que uma das características da rebelião espiritual é trilhar caminhos escusos. O cristianismo de Cristo é muito claro, pois não há vestígio de falsidade no Novo Testamento. A autoridade da fé é a revelação de Deus, e se a Bíblia encerrasse algum equívoco, ela não seria a palavra de Deus, por mais confiabilidade que tivesse.

A ressurreição de Cristo não é uma farsa montada pelos discípulos, mesmo porque uma mentira não conseguiria transformar positivamente o caráter mentiroso dos seus próprios proponentes. Se homens fracos e infiéis, capazes de negar o seu Mestre em uma rodinha de prosa, pudessem ser convertidos em mártires, por meio de uma mentira inventada por eles, teríamos que admitir um milagre maior que a própria ressurreição de Cristo.

Só o milagre do túmulo vazio poderia encher o coração dos discípulos da certeza da salvação. A regeneração do homem pecador é um produto da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. 1 Pedro 1:3.

A visão espiritual do túmulo vazio, que é produzida pela fé, através da Palavra de Deus, nos garante uma certeza inconfundível de que a nossa salvação é dom gracioso, que nos motiva ao testemunho. Como insistia Thomas Brooks, uma alma dominada pela certeza não está disposta a ir para o céu sem companhia.

A falta de convicção inabalável da obra salvadora por meio de Cristo Jesus é o principal agente da apatia na pregação. Sem a firmeza do evangelho não há como se pregar, com confiança, a sua mensagem. Muitos apregoam um sistema religioso com a presunção de estar pregando o evangelho. Mas somente a segurança da ressurreição de Cristo, bem como da nossa ressurreição com Cristo, pode assegurar uma pregação legítima do evangelho autêntico.

As mulheres que foram ver o sepulcro onde Jesus havia sido sepultado, saíram de lá ao romper da manhã, ainda que atônitas, com duas certezas: primeiro, não havia cadáver na tumba. A fé cristã começa no primeiro dia da semana, nas primeiras horas do dia, com uma certeza da vitória. A morte foi vencida e o Salvador não é um defunto.

A segunda convicção: esse fato precisa ser anunciado a mais pessoas. Quem tem a visão do sepulcro vazio acaba transbordando-se da incumbência indispensável na proclamação dessa mensagem aos outros. A fé cristã não é esotérica nem exclusivista, e a igreja não é uma sociedade secreta. Não podemos levar todos a Cristo, mas podemos levar Cristo ao maior número de pessoas ao nosso alcance.

Mas lembre-se: só a revelação do Espírito Santo nos leva a crer em nossa morte e ressurreição com Cristo, e só a visão do túmulo vazio pode nos encher com a mensagem do evangelho que graciosamente precisa ser anunciada.

Contudo, é bom que se diga ainda: a missão mais elevada da igreja não é o bem-estar das pessoas aqui na terra, nem mesmo a salvação eterna que os pecadores gozarão no céu, mas a glorificação de Deus acima de tudo e de todos. Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo. Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.
1 Coríntios 6:20 e 10:31.
A Deus Toda a Honra e Glória.
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Pr:Glenio FOnseca Paranagua.

A SANTIDADE PROMETIDA.

Disse mais o Senhor a Moisés: Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Sereis santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. Levítico 19:1 e 2.


Deus é o único que possui plena e total santidade. A Bíblia afirma que Deus é santo, também afirma que o homem é pecador e está separado de Deus: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Romanos 3:23. Este homem pecador está sob o comando do maligno: Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no maligno. 1 João 5:19. O homem está separado de Deus pelo seu pecado e vive governado pelas leis do maligno, do pecado e da morte, não pode ter uma vida de santidade, a menos que o Deus santo por sua graça venha produzir santidade neste homem. Mas pela graça de Deus sou o que sou. 1 Coríntios 15:10. Nos alegramos ao saber que Deus criou o homem para ter comunhão com ele. Embora o pecado tenha tornado o homem um ser caído, Deus coloca em ação o seu plano de redenção do homem para que seu propósito se cumpra. Eu sei que tudo podes; nenhum dos teus planos pode ser impedido. Jó 42:2.

Sendo Deus poderoso em santidade, ele não se contenta em ver sua criação dominada pelo pecado, e estabelece uma lei que vem exigir a morte daquilo que causou a morte da sua criação: Portanto, visto que os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo. Hebreus 2:14. Há uma lei que exige a morte do pecador, e a justiça de Deus fiscaliza o cumprimento desta lei, para que o homem possa experimentar a santidade que procede do Deus santo: A alma que pecar, essa morrerá. Ezequiel 18:20a. Somente pelo cumprimento da lei é que a justiça de Deus fica satisfeita e o réu livre da condenação. A justificação precede a santificação, portanto se faz necessário que o pecador morra, seja justificado, para então ser santificado: Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Romanos 6:7. E ainda em Hebreus 2:11: Tanto o que santifica, como os que são santificados, vem todos de um só. Por esta causa Jesus não se envergonha de lhes chamar irmãos. Deus quer ser exaltado em nossas vidas, mas isto só é possível se a justiça estabelecer a santidade em nosso viver: Mas o Senhor dos exércitos é exaltado pelo juízo, e Deus o santo, é santificado em justiça. Isaías 5:16. É pela morte de Cristo que nós somos justificados: E de tudo o que pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que nele crer. Atos 13:39. E ainda em Romanos 5:1: Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Deus nos inclui juntamente com Cristo para que num só ato de justiça tenhamos garantida a nossa santidade. Em Hebreus 10:10 e 14: É nessa vontade que temos sido santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feito uma vez para sempre. Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados. Deus não exige santidade do homem, pois ele sabe muito bem que o homem não possui condições para produzir santidade, ao contrário, ele nos imputa santidade mediante o sacrifício de seu filho Jesus Cristo. Em 1 Tessalonicenses 5:23: O mesmo Deus de paz vos santifique completamente, e todo o vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Na morte de Cristo somos feitos justos, ao morrermos juntamente com ele. Deus quer a nossa santificação, porem não é possível a santificação da velha vida adâmica, ela é incorrigível. Seria inútil tentar santificá-la, pois o todo poderoso não faz investimento para não obter sucesso, todo o seu empreendimento tem como base o seu conselho, seu propósito e sua vontade. Em Efésios 1: 4 a 6 lemos: Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito da sua vontade, para louvor e glória da sua graça a qual nos deu gratuitamente no amado. Portanto não há santificação sem que antes tenhamos passado pela cruz. Santificação é a vida de Cristo se manifestando cada dia de forma mais abundante em nosso viver. Santificação é um processo crescente em que o santo vai ficando cada vez mais santo com a vida santa de Cristo Jesus. Precisamos crer que não é possível a manifestação da vida de Cristo sem que haja a morte da velha vida do pecado. A causa do fracasso de muita gente no processo de santificação é que querem recebê-la trazendo consigo o que não pode ser santificado, a velha vida de pecado, ou seja, querem ter comunhão com o Senhor, mas sem passar pela morte na cruz com o Senhor, isto é impossível, é o que lemos em Lucas 14:27: Qualquer que não tomar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo. Cruz é lugar de morte, portanto tomar a sua cruz como diz o Senhor Jesus é render-se ao fato de que precisamos morrer, para que na ressurreição com Cristo possamos ganhar a sua vida que é santa, e naturalmente vai produzir em nós a santidade que o Pai deseja que tenhamos para a sua glória, e também, demonstrar a todos as riquezas da sua graça, como está escrito em Efésios 2:7: Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.

Inútil será para qualquer pessoa tentar chegar ao reino de Deus sem primeiro passar pela cruz, porque o Senhor Jesus afirma que ninguém pode entrar no seu reino sem o novo nascimento: Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. João 3:3. E não há novo nascimento sem a morte do pecador na cruz com Cristo. Afinal, o sacrifício de Cristo realizado na cruz teve como finalidade a morte da humanidade, pois Jesus não precisava morrer, ele não tinha pecado. Encontramos esta verdade que nos constrange em 2 Coríntios 5:14: Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: Um morreu por todos, logo todos morreram.

Damos graças a Deus pela nossa morte em Cristo, pois ele nos deu a vida de seu Filho e nos fez santo. Evitar a cruz é um velho projeto do diabo, que por várias vezes tentou impedir que Cristo fosse para cruz, pois ele sabia que lá Deus trataria com o nosso maior problema, a natureza do pecado, a fonte geradora da rebeldia contra Deus. Vejamos em Lucas 23:13 a 16: Convocando Pilatos os principais sacerdotes, os magistrados e o povo, disse-lhes: Vós me trouxestes este homem como pervertedor do povo. Examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho nele. Nem mesmo Herodes, pois o mandou de volta para nós; como vedes, este homem nada fez que mereça a pena de morte. Portanto, eu o castigarei e o soltarei. O que percebemos neste texto, é uma idéia de satanás na intenção de evitar que a obra da cruz fosse consumada. Não foi possível, graças a Deus. Mas esta idéia ainda existe, sendo atuante em pessoas que tentam viver uma vida de santidade sem antes terem passado pela morte para o pecado. Em Romanos 6:7: Pois quem está morto, está justificado do pecado. Na morte com Cristo perdemos a vida do pecado, ou seja, a natureza adâmica. Lemos em Romanos 6:1 e 2: Que diremos pois? Permaneceremos no pecado para que a graça aumente? De modo nenhum. Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele? Na ressurreição com Cristo, ganhamos a vida de santidade. Em 2 Timóteo 2:11: Fiel é esta palavra: se já morremos com ele, também com ele viveremos. E ainda em Romanos 1:4 e 6:5: E que com poder foi declarado Filho de Deus segundo o Espírito de santidade, pela ressurreição dentre os mortos, Jesus Cristo, nosso senhor - porque, se temos sido unidos na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição. Assim como as más companhias influenciam para o mal: 1 Coríntios 15:33: Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.

Assim a companhia com um Deus santo produz santidade no nosso viver. Somos regenerados por meio do sacrifício de Jesus Cristo, para que sejamos portadores de uma natureza de santidade. Em 2 Pedro 1:4: Deste modo ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. Este é o propósito da escolha feita por Deus na nossa vida: Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o principio para a salvação, mediante a santificação do Espírito e a fé na verdade, e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. 2 Tessalonicenses 2:13 e 14.

Deus nunca exigiu santidade, mas em Cristo ele proveu as condições para que a santidade seja uma realidade pratica na vida de quem profere o nome do Senhor. Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo. 1 Pedro 1:15 e 16. É um absurdo pensar que se pode crer e até pregar que aquele que foi salvo pela graça, ainda tenha que conviver com a prática do pecado, isto é negar o poder de Cristo, a suficiência da obra da cruz e a plenitude da graça, pois a palavra de Deus jamais se propôs a sustentar tal loucura (heresia), pelo contrário, encontramos em toda as escrituras um fundamento de Deus que nos dá pleno descanso e gozo de uma vida de santidade crendo no Senhor, em 2 Timóteo 2:19 lemos assim: Todavia, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça. É Deus que com seu caráter santo e poderoso nos garante a vida santa: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. 2 Pedro 2:9. Isto não é merecimento, nem retribuição a qualquer ato que possamos praticar, pensando estar agradando a Deus, isto é graça, isto é a vontade de Deus: Porque essa é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação. 1 Tessalonicenses 4:3a.

O Deus santo enviou o seu santo Filho Jesus Cristo, para na cruz fazer a melhor de todas as trocas, levando em seu corpo as nossas transgressões, iniqüidades e castigo para nos dar sua vida: Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:5. E ainda em Efésios 2:14a: Pois ele é a nossa paz. Tudo isto para poder se relacionar com pessoas santas. Uma vida regenerada é uma vida santa, e sem santidade ninguém verá o Senhor: Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Hebreus 12:14. Que o Deus de toda graça nos dê graça suficiente para levarmos por toda parte o morrer de Jesus e a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos mortais, para que Deus seja glorificado e possamos comparecer perante Ele como igreja santa e gloriosa, sem mancha, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível, Efésios 5:27. Em nome do Senhor Jesus Cristo, amém.
A Deus toda a Honra e Glória.
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Pr Oséias freitas.