sábado, 7 de fevereiro de 2009

QUEM É ESTE?

E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem? E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam: Quem é este? Mateus 8:27 e 21:10.

Podemos perceber que mesmo estando junto com o Senhor, os discípulos não o conheciam, pois a cada palavra dita, a cada ação e a cada milagre realizado, eles e toda a multidão questionavam: Quem é este?

Quem é este que nos trazem palavras capazes de mexer com nosso intimo; quem é este cujas ações e reações fogem da maneira natural do mundo; quem é este que coloca o mar e o vento sob sua completa submissão? No caminho de Emaús, quando Jesus apareceu a dois discípulos, podemos ver na afirmação deles a falta de conhecimento e a incredulidade na Pessoa de Jesus Cristo: Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. Lucas 24:21. Tudo que estava acontecendo naqueles dias estava totalmente dentro da conformidade de Deus e os discípulos não foram pegos de surpresa, pois durante seu ministério, o Senhor nunca deixou de lhes anunciar que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. Mateus 16:21. O apóstolo Paulo ao testemunhar em Antioquia diz: Pois, os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando o condenaram, cumpriram as profecias. Atos 13:27.

O povo de Israel tinha conhecimento de que haveria de vir o Messias, mas não o reconheceram. O povo esperava alguém diferente, alguém que os liderasse de uma forma diferente, alguém que os livrasse do jugo romano, alguém que pudesse fazer uma revolução nos país e no mundo pelo poder da espada, alguém que pudesse dar o seu sangue em prol da luta pela liberdade. Mas Jesus Cristo veio liderando seus discípulos com humildade e preparando-os para dar seqüência em seu ministério; mas Jesus Cristo veio para livrar o povo do jugo do pecado; mas Jesus Cristo veio para fazer uma revolução no íntimo de cada pessoa, regenerando-as pela revelação de Sua Palavra; mas Jesus Cristo veio para dar o seu sangue em prol da remissão do pecado do povo, libertando-os completamente. Infelizmente o povo de Israel não conheceu a Jesus Cristo, pois o Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. João 1:10,11.

Quem é este? Será que hoje temos verdadeiramente conhecimento de quem é esta Pessoa que de Gênesis a Apocalipse o Espírito Santo tem prazer em revelar? A Bíblia nos mostra muitos títulos pertencentes a Jesus Cristo e todos eles com um significado muito especial: O Caminho, A Verdade, A Vida, O Messias, O Advogado, O Salvador, O Redentor, o Filho de Deus, o Bom Pastor, o Senhor, O Sumo Sacerdote, O Príncipe da Paz, O Conselheiro, O Pai da Eternidade, A Porta, a Luz do mundo, o Pão da Vida, a Fonte da Água da Vida, o Cordeiro de Deus, a Ressurreição, o Alfa, o Ômega, o Verbo, o Unigênito, o Primogênito, entre outros. E a mesma Bíblia nos orienta a conhecermos a Jesus Cristo: Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno. II Pedro 3:18, e também diz: Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo. Efésios 4:13.

A Palavra de Deus nos aponta o caminho do conhecimento da Pessoa de Jesus Cristo, pois Ele é o tudo de Deus. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Colossenses 1:15 a 17. Jesus Cristo está no comando de tudo e nada foge ao seu controle. Ele é o motivo pelo qual Deus criou todas as coisas e tudo quanto foi criado é por Ele e para Ele. Aos olhos de Deus existe apenas Cristo. Ele apenas contempla Cristo. Aos nossos olhos existem muitas situações, assuntos e coisas, mas aos olhos de Deus, Cristo é tudo. E nós fomos criados e chamados por Deus para algo muito especial e que nos garante muita alegria: à comunhão de Jesus Cristo. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. I Coríntios 1:9.

Isso é maravilhoso! Ter comunhão com o tudo de Deus é algo que não podemos compreender, mas pela graça de Deus e pela fé concedida por ele, podemos adentrar nessa comunhão e nunca mais sermos a mesma pessoa, pois Cristo torna-se em nós o que nunca poderemos ser com nosso próprio esforço, isto é, raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. I Pedro 2:9. Porém é necessário dizer que para chegarmos pela graça a esse ponto de comunhão e intimidade com nosso Senhor Jesus Cristo, é primeiramente essencial o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentro os mortos. Filipenses 3:10,11.

O anjo do Senhor, quando apareceu em sonho para José, deixou bem claro que o que foi gerado em Maria era do Espírito Santo e Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Mateus 1:21. O anjo deu ordem a José sobre qual nome deveria dar ao menino e qual era a missão dele aqui no mundo. O nome Jesus significa aquele que salva; e o anjo diz claramente a José que Jesus salvaria o povo do pecado. O Pr. Antonio Abuchaim, em seu livro Importa Renascer afirma: "Ele salva do pecado. É comum encontrarmos 'crentes' que se declaram salvos, porém vivendo no pecado. Encontramos também muitos pregadores afirmando que mesmo vivendo no pecado, 'crendo em Jesus', estão salvos. Não é assim que a Bíblia diz. Ele salva do pecado; se alguém está no pecado está perdido. Não importa ser crente; os demônios também crêem".

Em Hebreus 7:25 diz: Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Ele salva completamente e é preciso conhecer Jesus e estar Nele, e para que pudéssemos estar Nele, em João 12:32 ele afirma que E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Qualquer pessoa jamais iria a Jesus se o mesmo não a atraísse a Ele. Estar em Jesus é a garantia de plena libertação do pecado e Jesus estando em nós é a garantia de uma vida plena de comunhão com nosso Senhor. É impossível Jesus nos salvar do pecado e nos deixar vivendo no pecado. Portanto, Ele é Jesus, aquele que nos salva dos nossos pecados e também é o Cristo, aquele que nos regenera ou nos renasce. Somos salvos do pecado e também regenerados para que não vivamos mais sob o domínio do pecado. Portanto Ele é Jesus Cristo, aquele que salva e regenera o homem, fazendo assim uma obra completa. Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. I João 5:1. É preciso conhecê-lo como Jesus, mas também é essencial conhecê-lo como o Cristo, pois somente assim haverá novo nascimento. Ele não só nos salva do pecado, mas também muda a nossa natureza fazendo um novo homem, pois se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. II Corintios 5:17. Através da regeneração em Cristo, passamos a pertencer a Ele somente porque assim meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos frutos para Deus. Romanos 7:4. Somente através da nossa morte com Cristo é que nossa fonte de pecado é erradicada e assim Ele pode viver em nós a sua vida de ressurreição, porque aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. I João 5:12.

Jamais teremos vida fora da Pessoa de Jesus Cristo, pois ele não nos dá a vida como se fosse alguma coisa fora dele, mas ele vem ser a Vida em nós, e se existe vida, não haverá necessidade de exercermos qualquer esforço, pois essa vida que é Cristo em nós fluirá naturalmente.

Não há nada que seja mais importante que conhecer o Senhor, pois ele mesmo diz em João 17:3: E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Devemos nos lembrar que em vez de nos dar muitas coisas, Deus nos dá o Seu Filho. Por esta razão, podemos sempre levantar os nossos corações e olhar para o Senhor dizendo: "Senhor, Tu és meu caminho; Senhor, Tu és minha verdade; Senhor, Tu és minha vida. É de Ti Senhor, e não das Tuas coisas que preciso".

Fomos salvos e regenerados através de Jesus Cristo e não por nossos próprios esforços, e ainda assim a cada dia, precisamos mais e mais de Jesus Cristo, porque convém que Ele cresça e que eu diminua. João 3:30. Assim, Cristo deve ser tudo para nós hoje, pois o é para Deus. A Igreja deve evidenciar a Pessoa de Jesus Cristo somente, porque somente Ele tem a preeminência em todas as coisas. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprove a Deus que, nele, residisse toda a plenitude.

Que o Pai nos abençoe com a graça do conhecimento de Jesus Cristo pela revelação do Espírito Santo e que esse Cristo maravilhoso possa verdadeiramente ser o tudo em nós. Amém!
A Deus toda a Honra e Glória.
Irmão Francisco Albanez.

A REVELAÇÃO DE JESUS CRISTO.

Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue. Gálatas 1:15,16. Paulo foi denominado um apóstolo fora de época, pois foi chamado pelo Senhor Jesus após Sua ressurreição e ascensão. No caminho de Damasco o Senhor se revelou a Paulo de uma forma toda especial, causando uma mudança radical na vida de Paulo e um impacto fundamental na vida da Igreja. Mediante o versículo que lemos inicialmente, podemos perceber claramente que Deus não havia resolvido naquele momento revelar Seu Filho a Paulo, mas já era algo assentado no coração de Deus antes mesmo do nascimento do apóstolo. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Romanos 8:29.

Toda a Bíblia nos leva à revelação da Pessoa de Jesus Cristo e Ele é a centralidade da Palavra de Deus. O Senhor Jesus certa feita repreendeu os fariseus nos seguintes termos: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida. João 5:39,40. Os fariseus tinham conhecimento de que nas Escrituras eles poderiam encontrar a vida, contudo não criam que a vida contida nas Escrituras tinha se manifestado trazendo salvação. E a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada. I João 1:2. A Vida prometida nas Escrituras encarnou a fim de providenciar gratuitamente ao homem a condição necessária para a salvação. A Bíblia será tão somente um livro histórico se a apreciarmos de forma apenas intelectual. Mas como o próprio Senhor disse, por trás dessas letras existe uma Pessoa capaz de nos dar vida em abundância mediante Sua revelação no nosso interior. Toda a Escritura é divinamente inspirada ou soprada por Deus. O propósito da Escritura é um: revelar o Senhor Jesus Cristo. Seja na forma de biografia, história, profecia, poesia ou qualquer outra, a Escritura tem um e somente um propósito: revelar Jesus Cristo. Por isso, quando "tocamos" a Escritura, nós devemos "tocar" o Senhor Jesus. E se lermos a Escritura e não tocamos a Palavra Viva, nosso Senhor Jesus, então perderemos todo o propósito da Escritura. Esse é o propósito de Deus, revelar Seu Filho Jesus Cristo a todos quantos a Ele aprouver. Deus não tem nada diferente de Jesus Cristo para nos dar, pois Jesus Cristo é o tudo de Deus, pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Colossenses 1:16,17.

Paulo tinha conhecimento das Escrituras, mas ainda não tinha a revelação das Escrituras. Paulo tinha zêlo pelas Escrituras, mas ainda não tinha a Alegria que elas proporcionam. Paulo se dedicava em cumprir as Escrituras, mas ainda não tinha a Vida contida nelas. Paulo buscava a perfeição nas Escrituras, mas ainda não tinha a revelação do Perfeito. Porém, quando o Senhor Jesus se revelou a ele, tudo mudou. Tudo o que ele tinha conquistado já não era mais importante diante da atual sobresselente glória a ele revelada: a Pessoa de Jesus Cristo. Ao ponto dele dizer: Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer....Filipenses 3:7 a 10a . Tudo mudou para Paulo; ele chegou à conclusão de que nada era mais importante para ele agora do que o Senhor Jesus Cristo e agora seu objetivo era conhecê-Lo mais e mais, não se importando com os sofrimentos que teria de suportar, mesmo porque o próprio Senhor Jesus não disse que seria uma caminhada tranqüila: pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome. Atos 9:16; mas, após receber a revelação do Senhor Jesus, nada mais abalaria sua fé: e, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia. 2 Timóteo 1:12.

No caminho de Damasco Paulo recebeu a revelação da Pessoa de Jesus Cristo, porém recebeu também a missão de ser testemunha e proclamador dessa Pessoa que lhe foi revelada. Mas levanta-te e firma-te sobre teus pés, porque por isto te apareci, para te constituir ministro e testemunha, tanto das coisas em que me viste como daquelas pelas quais te aparecerei ainda, livrando-te do povo e dos gentios, para os quais te envio, para lhes abrir os olhos e os converteres das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. Atos 26:16 a 18. Paulo agora tinha uma missão: levar ao conhecimento de todos quantos fosse possível a sublimidade da Pessoa de Jesus Cristo. Ele recebera o Senhor, porém, ele precisava apresentar seu Senhor a todos, para que os mesmos fossem salvos. E não perdendo tempo, logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus. Atos 9:20, deixando seus ouvintes atônitos, pois como poderia alguém, que viera para nos matar, agora trazendo boas novas de salvação, confessando Alguém a quem ele perseguia? É exatamente isso que a revelação de Jesus em nós se propõe a fazer, tornar o impossível em realidade; trazer para a luz aqueles que jazem em profundas trevas e dar Vida àqueles que estão mortos em delitos e pecados.

Precisamos meus irmãos da revelação da Pessoa de Jesus Cristo em nós, pois do contrário, seremos tão somente religiosos ainda separados de Deus, pois somente em Jesus Cristo temos comunhão com Deus. Não há nada neste mundo capaz de nos levar à Deus, senão somente uma experiência genuína com o Senhor Jesus Cristo. Alguém pode dizer: "Mas eu sou pastor", "mas eu sou missionário", "mas eu sou ministro do louvor", "mas eu freqüento a igreja", "mas, mas, mas,.." Em se tratando de comunhão com Deus e salvação eterna, não existe "mas", existe somente Jesus Cristo. Não durmamos meus queridos irmãos; o tempo se abrevia, a hora é chegada e o que temos preparado, para quem será? (Lucas 12:20). Então podemos perguntar: E como receber a revelação de Jesus Cristo? O apóstolo Paulo, no cumprimento de sua missão recebida do Senhor, disse: Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi. Romanos 1:1 a 3. Aqui o apóstolo está dizendo que foi separado para a proclamação do evangelho de Deus, e este evangelho traz a revelação da Pessoa de Jesus Cristo. Em Romanos 1:16 e 17 ele diz: Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. Novamente o apóstolo, falando sobre o evangelho, está evidenciando a Pessoa de Jesus Cristo, pois quem é nossa salvação? (2 Tim 2:10, Ap 7,10). Quem é a justiça de Deus? Jesus Cristo, Aquele que desceu ao degrau mais baixo da humilhação a fim de satisfazer a justiça de Deus e proporcionar ao homem o assentar nos lugares celestiais Nele. A revelação de Jesus Cristo através do Evangelho nos proporciona segurança, crescimento espiritual e alegria contagiante. Gostaria de expor duas situações que podemos encontrar no Evangelho que são condições essenciais para uma vida de comunhão com Deus. Não digo que exista só essas duas situações, mas gostaria de ressaltar neste momento, somente elas.

Justificação: Pelo fato da humanidade ter nascido neste mundo morta espiritualmente e debaixo do pecado, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. Romanos 3:23, não há comunhão com Deus pois existe uma barreira muito grande e intransponível em razão da sua condição pecaminosa. (Is 59:2). Deus não tem nada a ver com o pecado e não há relacionamento agradável com o homem neste estado. Porém em Romanos 3:24 diz sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. Aqui o Senhor apresenta ao homem uma condição de permanecer na Sua presença: a justificação por meio da redenção que há em Cristo. O homem por si só não teria condição de melhora e progresso, mas Deus, por misericórdia nos proporcionou uma redenção plena na Pessoa de Jesus Cristo, pois Seu Filho Amado quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Romanos 5:6 e 9. Jesus Cristo satisfez a justiça de Deus na Cruz do Calvário pagando o preço dos nossos pecados, rasgando o véu que nos separava de Deus, imputando a nós a justiça consumada. Hoje podemos permanecer na presença de Deus não porque somos justos, mas porque fomos justificados em Cristo Jesus. Justificação significa que fomos reconciliados com Deus; significa que agora temos uma posição na presença de Deus. Nós não temos mais medo da ira de Deus porque a Sua justiça está sobre nós e nos foi revelada. (2 Cor 5:21, I Cor 1:30).

Santificação: O Evangelho não é somente para pecadores, o Evangelho é também para os crentes. A parte do Evangelho para os crentes é: "Estou crucificado com Cristo". Em outras palavras, para nossa justificação temos o sangue do Senhor Jesus. Quando nosso Senhor Jesus foi para a cruz, Ele levou todos os nossos pecados sobre Ele. Ele carregou nossos pecados em Seu corpo sobre o madeiro e lá Ele morreu pelos nossos pecados. Da mesma forma, quando Cristo Jesus foi para a cruz, Ele levou você e eu. Graças a Deus, Ele não somente levou nossos pecados, mas levou nós mesmos com Ele para a cruz, e lá Ele morreu e nós também; não somente por nós, mas nós com Ele. Quando o Senhor Jesus morreu na cruz, Ele não é somente nosso substituto, para pagar as dívidas por nós, mas Ele é nosso representante também. Ele nos representa na cruz. Quando Ele morreu, você morreu Nele e com Ele. Pois o amor de Cristo os constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo todos morreram. 2 Corintios 5:14. Leiamos também Rom 6:11, Rom 7:4, Col 3:3). Ele foi levantado dentre os mortos, você também foi levantado dentre os mortos juntamente com Ele. Efésios 2:6: E juntamente com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Leiamos também: Rom 6:5,8. É por essa razão que Paulo disse em Gálatas 2:20: Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé do Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.

Santificação requer que vivamos uma vida santa, mas quem pode viver tal vida? Você não pode, nós não podemos viver essa vida através de nós mesmos. Há somente um Homem que pode viver essa vida santa e esse Homem é Jesus Cristo!. Ele é o único que pode viver tal vida em você. Para isso Ele é revelado no Evangelho. Santificação não é uma vida transformada, mas uma vida substituída. Você não mudou, mas houve uma troca. Agora não mais eu, não mais você, mas é Cristo que vive em nós. Antes mesmo de nascermos o Senhor Deus já tinha esse desejo no coração: nos revelar a Pessoa de Cristo Jesus para sermos conformes à Sua imagem. (Rom 8:29).
Amém!

A Deus toda a Honra e Glória.
Irmão Francisco Albanez.

A VIDA QUE NASCE DA MORTE.

A VIDA QUE NASCE DA MORTE - Pr. Sinval Teófilo da Silva
“Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna”, João 12:24-25.





O pensamento que ainda predomina na maioria das pessoas, é que o indivíduo precisa estar ligado a uma religião para ser salvo. Mas, isso não tem respaldo nas Escrituras. O essencial é estar em Cristo, e não na instituição religiosa. Cristo é quem regenera e salva o pecador, e não a religião: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura”, II Coríntios 5:17. Para estar em Cristo, o pecador precisa ter uma experiência real de novo nascimento. Entretanto, muitos dos que se dizem convertidos, não dão importância ao que Jesus disse: “Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, João 3:3. As expressões: “novo nascimento”, “nascer de novo,” “nascer do Espírito”, a maioria já conhece; mas, de modo superficial, sem ter uma experiência real de conversão.




Além do mais, a doutrina do novo nascimento não é vista com muita clareza nas comunidades religiosas, porque a maioria confunde vida em Cristo, com práticas religiosas; batismo na morte de Cristo, com batismo nas águas; justificação pela fé, com perdão de pecados; ser feito justo em Cristo, com integridade moral. Daí, a grande necessidade de conhecermos as Escrituras com mais profundidade, deixando de lado as idéias preconcebidas, as crendices, as intolerâncias e as opiniões religiosas.



Para entendermos a doutrina do novo nascimento com mais clareza, é importante começar com a pergunta que Nicodemos fez a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”, João 3:4. A pergunta do doutor da lei aponta para uma resposta lógica: Novo nascimento não é a repetição do nascimento natural. Basta ler João 1:13 para se ter o verdadeiro conhecimento desta verdade.



As Escrituras mostram também, com muita clareza, que novo nascimento não é formalismo religioso, nem vida religiosa exemplar, como pensavam os fariseus – Lucas 18:11-12. Existem bons religiosos que precisam nascer de novo. O texto a seguir nos mostra esta triste realidade na vida da maioria das pessoas que se dizem salvas: “Eles vêm a ti como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põe por obra; pois, com a boca confessam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro”, Ezequiel 33:31. Por mais dotado e refinado que seja o religioso, existe no seu interior uma natureza ímpia que precisa ser tratada em Cristo, na cruz. Além do mais, o homem sem a experiência real de regeneração é completamente cego às verdades espirituais. Todos os que são dotados de justiça própria, boas atitudes e bons costumes, precisam ser regenerados: “Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo”, João 3:7.



As Escrituras informam ainda, que, novo nascimento não é rito batismal. A água do batismo não regenera o pecador.

Se o batismo nas águas ou com água regenerasse o pecador, Cristo não precisaria ter morrido na cruz. Segundo o propósito de Deus, o pecador precisa ser batizado em Cristo, na cruz, para ser salvo: “Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?”, Romanos 6:3. Este é o batismo que produz regeneração; e que dá ao homem o revestimento de Cristo: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes”, Gálatas 3:27. O rito batismal é apenas um símbolo do batismo em Cristo.



Obras religiosas também não provam novo nascimento na vida do crente; basta ler Mateus 7:21-23 para ver com muita clareza esta verdade. A educação religiosa e os conhecimentos teológicos dão aos homens sabedoria; mas, são impotentes para produzirem o milagre da regeneração. Todos sabem que por trás de muitos púlpitos existem teólogos que precisam ser regenerados.


Novo nascimento não é reencarnação. Quem afirma que João Batista foi a reencarnação de Elias, está equivocado, porque Elias nunca desencarnou: “Indo eles andando e falando... eis que Elias subiu ao céu num redemoinho”, II Reis 2:11.


Novo nascimento não é filosofia de vida; não é código moral. Os códigos morais são importantes, mas não conferem vida a ninguém; além do mais, os homens fazem as leis, mas não conseguem cumpri-las.



Novo nascimento não é escapar com vida de um acidente trágico. O motorista perdeu o controle do automóvel em alta velocidade ao passar por um viaduto. O carro desgovernado saiu da pista, voou por cima das árvores e caiu no gramado do outro lado da rua. O motorista não sofreu um só aranhão. O repórter comentando o acidente disse: “Aquele rapaz nasceu de novo!” O nascer de novo segundo o repórter, foi o fato do motorista ter escapado com vida daquele acidente de grandes proporções.


Depois dessas considerações sobre o que não é novo nascimento, vejamos o que o Senhor Jesus diz sobre o assunto: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do espírito, é espírito. Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo”, João 3:6-7. Isso significa nascer do alto, nascer do Espírito. É um milagre que só Deus pode realizar na vida do pecador- João 1:13.



Milagre é um acontecimento que não pode ser explicado pelas leis da natureza. Assim como um lobo não se transforma em ovelha, nem um tigre em elefante, a não ser por meio de um milagre realizado pelo poder divino, assim também o homem nasce de novo pelo poder Deus.


Novo nascimento segundo o profeta Ezequiel 36:26-27, é a troca de coração; e na linguagem paulina é o despir-se do velho homem e o revestir-se do novo - Colossenses 3:9-10.


Novo nascimento é mudança de filiação. O pecador passa da condição de filho da ira - Efésios 2:3, para a condição de filho de Deus - Gálatas 4:6. O vínculo de filiação na família humana só pode ser por meio do nascimento natural. E o vínculo de filiação na família de Deus ocorre por meio do nascimento do Espírito - I João 3:9-10.


Foi Deus quem tomou a iniciativa de regenerar o homem por meio de Cristo. A salvação que Deus nos deu em Cristo, é perfeita e completa no sentido mais absoluto.



Deus não nos deixa à mercê da nossa natureza pecaminosa. Deus tem poder para fazer do mais vil pecador, uma nova criatura – Marcos 10:27.



Deus é o autor do novo nascimento - Tiago 1:18. Jesus Cristo é a base - II Coríntios 5:17. O Espírito Santo é o agente - João 3:8. A Escritura é o meio - I Pedro 1:23.


Muitos estão perguntando: “Porque insistir tanto neste assunto?” Deixemos que o Senhor Jesus dê a resposta: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”, João 3:5. Com a natureza com a qual todos nascem, ninguém pode entrar no reino de Deus. Deus diz que a humanidade inteira é corrupta, rebelde, incrédula e perversa - Salmos 14:2-3. Tendo nascido errado é preciso nascer de novo. O ser humano em seu nascimento natural é filho espiritual do diabo - I João 3:8. A Escritura diz que todas as pessoas já nascem espiritualmente mortas em delitos e pecados - Efésios 2:1.



Isso não significa que as pessoas estão fisicamente mortas; mas, por não possuírem a vida de Cristo, para serem chamadas de vivas, é que estão espiritualmente mortas. Daí, todos precisam nascer de novo. Mas, lembre-se, não existe novo nascimento sem morte: “Insensatos! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer”, I Coríntios 15:36



Se a semente for lançada na terra e não morrer,

permanece na escuridão, sozinha, enterrada

debaixo da terra, até que venha apodrecer

sem vir à vida, e produzir a colheita desejada.


Deus incluiu o pecador em Cristo para morrer,

conforme o Seu propósito inserido na Escritura.

Esta é a grande verdade que todos devem crer:

Se não morrer, não nasce, é a lei da semeadura.


Embora se trate de uma coisa tão familiar, aprendemos com a lei da semeadura uma grande lição. A semente morre, para depois nascer e gerar frutos. É o milagre da vida que nasce da morte. Por isso Deus nos colocou em Cristo, na cruz, para a morte, a fim de recebermos a nova vida na sua ressurreição - I Pedro 1:3. A morte de Cristo foi a nossa morte - II Coríntios 5:14. Quem morreu em Cristo vive para Deus – II Coríntios 5:15.


A nossa inclusão em Cristo na sua crucificação, na sua morte e ressurreição, é a verdade central do Evangelho da Graça, que todos precisam conhecer e crer. Deus diz que toda a raça humana foi crucificada, morta e sepultada com Cristo no mesmo dia: “Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia”, Zacarias 3:9.



Assim como Cristo identificou-se com a raça humana no pecado, para tirar a iniqüidade da terra, também toda a humanidade identificou-se com Ele na morte, para se livrar da natureza pecaminosa. Todos nós fomos levados ao Calvário na pessoa de Cristo: “Fomos unidos com Ele na sua morte”, Romanos 6:5. A lei exige a morte do pecador para o pecado: “A alma que pecar essa morrerá”, Ezequiel 18:4. Não existe discórdia entre o amor e a lei; o amor reconhece que o pecador precisa ser punido: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e jamais inocenta o culpado”, Naum 1:3.


Tudo o que Deus fez por meio de Cristo, foi em benefício de todos, ninguém foi excluído do propósito divino: Deus amou a todos - João 3:16; Cristo atraiu a todos - João 12:32; todos morreram em Cristo - II Coríntios 5:14; todos foram batizados em Cristo - Romanos 6:3; todos foram ressuscitados em Cristo - Efésios 2:6; e todos os que crêem serão feitos filhos de Deus - João 1:12.



A doutrina do novo nascimento é uma verdade radical. Mas, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”, II Coríntios 13:8. Assim afirmou Reginald Cooke: “Mesmo que a verdade doa, machuque, aceite-a de qualquer maneira.” A pregação da nossa morte em Cristo, na cruz, é vergonhosa e humilhante. Por isso, não é vista pela igreja moderna com bons olhos. Não combina com o evangelho popular que está em pleno crescimento em nossos dias. Assim dizia A.W. Tozer: “A cruz do evangelho popular, não é a cruz do Novo Testamento. É ao contrário um novo e brilhante ornamento do seio de um cristianismo autoconfiante e carnal. A antiga cruz matava os homens, a nova os entretém; a antiga os condenava, a nova os diverte; a antiga destruía a confiança na carne, a nova a estimula; a antiga produzia lágrimas e sangue, a nova produz risos.”



A maioria dos pregadores não fala da morte do pecador com Cristo, na cruz, porque essa pregação provoca antagonismo e incompatibilidade com os doutores, com os nobres, com os empresários, e com a mídia. Acham que a classe nobre não pode ser hostilizada com uma pregação que visa combater pela raiz a natureza perversa do homem e suas anomalias sociais, mediante a transformação do caráter, de maneira inflexível e implacável.


Para quem pensa que essa pregação deve ficar de lado precisa ler Mateus 23:13 e 15. É impossível o pecador entrar no céu, sem passar pela porta estreita do novo nascimento. Uma pessoa pode ir à igreja todos os dias, participar da ceia do Senhor todos os domingos, dar o dízimo de tudo o que produzir e receber, decorar muitos capítulos da Bíblia, realizar obras sociais importantes, participar de todos os cultos e grupos de estudos, seminários, programas de missões, evangelização, congressos, e ler bons livros que existem sobre Jesus Cristo; mesmo assim, precisa nascer de novo.


Clame a Deus para lhe dar a experiência de morte e ressurreição em Cristo. Deus pode e quer fazer este milagre em qualquer pessoa: “O qual deseja que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”, I Timóteo 2:4. O propósito de Deus é que todos participem da vida que nasce da morte.

A Deus toda a Honra e Glória.
Estraido do site:www.igrejasimportarenascer.org.br