segunda-feira, 24 de agosto de 2009

COMUNHÃO COM DEUS.

Mrs. Jessie Penn-Lewis : Revista O Vencedor
Publicação: 29/07/2009
"Mantendo uma comunhão ininterrupta com Deus".
Como manter uma comunhão ininterrupta com Deus é a grande pergunta em muitos corações. Pois a nova vida espiritual, dada a nós quando recebemos o Senhor Jesus (Jo 1:12), só pode ser sustentada pela comunhão constante com Deus que é a sua fonte.

Há muito que o bebê tem de aprender quando cresce, mas uma coisa antes de todas as demais ele deve fazer, deve respirar. Assim é com os filhos do Senhor, eles têm muito para aprender e Ele tem muito para fazer no treinamento deles, mas eles também devem respirar e respirar a nova vida, dia após dia, em comunhão com Ele. Eles devem aprender como viver nessa vida de união e comunicação com Ele.

Comunhão: O dicionário dá o significado dessa palavra como ´conversação, intercâmbio de pensamento´, e descreve a comunhão como o ato de ´consultar, ou falar com outro´. Isto é o que a comunhão com o Deus realmente significa, uma ´consulta´ incessante a Ele; uma conversação abençoada sobre todos os problemas e dificuldades que nos vêm em nossa peregrinação por este mundo mau de hoje.

O profeta Amós escreveu: “Podem dois caminhar juntos a menos que combinem?” (à margem -´marquem um encontro´ Am 3:3).

Deus marca um encontro para se reunir com o pecador na Cruz do Calvário, e a conversa deve começar lá. Por natureza estamos em inimizade com Deus, mas Deus estava em Cristo reconciliando o mundo com Ele mesmo, e a paz foi feita pelo sangue na Cruz de Jesus (Cl 1:20). Assim tudo está claro do lado de Deus e Ele lança um apelo aos Seus inimigos e marca um encontro para reunir-se com eles no Calvário, o lugar da reconciliação.

É aqui, à vista deste sacrifício maravilhoso do Filho de Deus (Hb. 9:26), que Ele nos traz para o acordo Consigo mesmo.

No início nos são mostrados os nossos pecados pregados no madeiro com Seu Filho (1Pe 2:24), mas a salvação inclui muito mais do que isso. Devemos ser tratados com anos de lutas e fracassos se ao mesmo tempo aprendemos, como os convertidos fizeram nos dias de Paulo, que nós mesmos fomos mortos na morte de Cristo. O passado foi apagado, o pecador perdoado foi considerado crucificado com o Senhor crucificado, daqui por diante juntado a Ele, compartilha da Sua vida. Isto é de fato salvação. “Salvo por compartilhar da Sua vida” (Rm 5:10, Conybeare).

Para que esta salvação gloriosa seja realizada em toda a profundidade do seu significado, é necessário que nos rendamos inteiramente a Deus (Rm 6:13). Como podemos ser libertados da escravidão do ego e do pecado, se retivermos alguma coisa para o ego? Como o Senhor Jesus pode viver em nós e manifestar a Sua própria vida em nós, se não damos o trono inteiramente a Ele?

A nossa vontade é tudo o que realmente temos de dar para o nosso querido Senhor. Ele faz toda a obra se nós apenas O deixamos ter o direito absoluto da direção.

Não podemos nem nos salvar nem nos livrar dos nossos pecados, nem do ego de forma alguma. Ele nos remiu na Cruz do Calvário e fará a obra em nós se dermos a Ele o controle total. Ele simplesmente nos pede decisivamente que nos coloquemos do lado Dele contra tudo em nós e em nossa vida das quais Ele deve nos colocar em liberdade (2Co 6:14-18). Quando rendemos a Ele todo o nosso ser, o Espírito Santo toma posse, limpa o coração dos seus velhos desejos (At 15:9), e revela o Cristo vivo como o habitante das nossas vidas rendidas, vivendo em nosso espírito pelo Seu Espírito, para que possamos contar daqui por diante com “a provisão do Espírito de Jesus” (Fp 1:19) para todas as nossas necessidades.

O caminhar em feliz conversação começou. O próprio Pai nos ama, porque amamos Seu Filho (Jô 16:27), e Ele conversa com Seus filhos, sussurrando: “Viverei neles e neles andarei” (2Co 6:16).

O ponto mais importante neste abençoado caminhar com Jesus é que não deve haver nenhuma brecha na comunhão. Depois do primeiro ´acordo´ com Deus há muito que aprender, e não devemos ser desencorajados ou acovardados se alguma vez não entendermos como andar com Ele fielmente.

Vamos ver algumas condições para a manutenção da comunhão.

1. Devemos cuidar para dar ao Senhor de fato os primeiros momentos do dia para consultá-Lo sobre a nossa vida.
O Senhor precisa de tempo para soprar a Sua vida em nós e falar conosco sobre Seus propósitos para nós como revelado em Sua Palavra. Deixe que a primeira meia hora do dia, ou uma hora se isto puder ser obtido, seja uma real comunhão de coração. Vamos entrar em Sua presença e sentar aos pés de nosso Pai, nos aproximando Dele com coração verdadeiro na plena certeza de fé, pois podemos contar com o acesso imediato através do sangue precioso de Jesus (Hb 10:19-20), tendo “ousadia para entrar no santo dos santos” por Ele. Tendo entrado na presença do Pai pela fé, abra a Palavra escrita, e peça ao seu Pai para falar-lhe através dela. Volte à sua porção do dia e a leia, não tanto para estudá-la, quanto para escutar o que Deus o Senhor lhe dirá através dela. Fale com o seu Pai sobre ela, peça a Ele para revelar o seu significado. Enquanto você lê a Sua carta, responda a Ele dizendo que você obedecerá assim que você souber como; você confiará Nele para cuidar de você, guardá-lo durante o dia que está começando. Então derrame o desejo do seu coração diante Dele, o seu desejo profundo de conhecê-Lo melhor e ser Seu filho obediente.

2. Devemos nos alimentar da comida celestial provida a nós na Palavra do Deus (Mt 4:4).
Há uma vasta diferença entre espiritualmente se alimentar da Palavra do Deus (Jr 15:16) e estudá-la com o nosso intelecto. Muitos gastam todo o seu tempo buscando entender todas as “coisas difíceis de serem entendidas” (2Pe 3:16), ou alimentando suas mentes curiosas com todos os problemas que podem encontrar, para que as suas almas fiquem de fato exaustas em meio da abundância. No horário da manhã devemos aprender a tomar o nosso café matinal espiritual (Jó 23:12). Lembre-se que o Espírito Santo é o autor do Livro, portanto antes que você o leia, reconheça a presença do Autor, fale com Ele e peça a Ele para abrir os seus olhos para ver coisas maravilhosas em Sua lei. Podemos pensar na Bíblia como um depósito de comida armazenada para os filhos de Deus, durante toda a nossa peregrinação na terra, e podemos conhecer a porção que o Deus proveu para a nossa refeição da manhã pelas passagens que são claras e simples para nós, já que o Espírito Santo distribui a cada um segundo a sua necessidade e capacidade. Vamos procurar por Deus em Sua Palavra, e não pelo conhecimento sobre Ele, e Ele vai nos revelar a Si mesmo cada vez mais. Ele nos ensinará como estudar a Sua Palavra, para ganharmos o conhecimento exato dela, mas, principalmente, o que é realmente nosso é somente aquilo que somos capazes de assimilar e viver na vida diária.

3. Devemos aprender a viver momento a momento.
A comunhão com Deus se parece muito com a respiração, só pode ser mantida apenas um momento de cada vez. Devemos recusar a olhar para trás ou para frente, por mais que o inimigo possa nos tentar assim fazê-lo. Vãs recordações do passado e temores vagos do futuro atormentarão as nossas mentes o bastante para quebrar a nossa comunhão com Deus. A mente não pode estar ocupada com dois assuntos ao mesmo tempo, por isso temos de confiar em nosso Senhor para nos guardar permanentemente, até mesmo inconscientemente, enquanto damos a nossa atenção completamente ao nosso dever na ´realização da próxima coisa´ (Cl 3:23). Mas suponhamos que saibamos que erramos, não deveríamos concertá-lo? ´Comungar´ significa consultar-se com o Senhor. Faça isto imediatamente. Dê todos os ´erros´ reais e até os aparentes imediatamente a Ele. Quando você expõe a sua causa diante Dele, peça a Ele para lhe mostrar alguma coisa que deseja que você faça, algum passo que você tenha que retroceder. Se Ele lhe mostrar algo acerca de outro lugar que você tenha errado, a Sua Palavra é clara: “confessai as vossas culpas uns aos outros” (Tg 5:16, ver também Mt 5:23 e 18:15). Isto é sempre necessário para não quebrar a comunhão. Uma consciência livre de ofensa para com o homem bem como para com Deus (At 24:16). Se nenhuma luz especial for dada, deixe todo o assunto com o seu Senhor, Ele promete que a “Sua glória (presença) será a tua recompensa” (Is 58:8). Ele pode organizar e endireitar tudo que está atrás de você bem como as coisas tortas diante de você. O passado e o futuro estão sob o Seu controle.

4. Devemos estar atentos em não ter nenhuma brecha na comunhão.
Se estivermos de fato na caminhada de Deus, encontraremos o abençoado Espírito que nos faz cada vez mais sensíveis a qualquer brecha nesta Santa amizade. Quando estamos conscientes do fracasso real devemos voar imediatamente para o Trono da Graça e nos lançar pela fé na presença do nosso Deus Pai (ver Hb 10:19-20), estando seguro do acesso por causa do sangue precioso de Jesus. Oh, entender mais e mais que viemos a Jesus o Mediador, e ao sangue da aspersão que fala eternamente por nós no céu (Hb 12:22-24); somente o Seu sangue nos dá a entrada na presença do Pai, não a nossa experiência, não a nossa obediência, nada, apenas o sangue precioso.

5. Devemos tratar rapidamente como fracasso.
Não é fácil ir imediatamente a Deus quando conscientes do fracasso. De fato, a batalha se volta mais sobre este ponto, pois assim que vamos somos salvos no próprio ir. O diabo, a nossa consciência, a nossa vergonha e o nosso desgosto, tudo combina para nos manter longe. Temos um sentimento de que deveríamos primeiro ser ´miseráveis´ durante algumas horas. Isso parece tão presunçoso, um ´fazer luz do pecado´, ousar correr para Deus imediatamente e, contudo, se nós retardarmos, sabemos que uma queda é apenas a precursora de muitas. O pecado será a mesma coisa horrível e pior daqui a três horas. O caminho da vitória na hora da derrota é se levantar imediatamente e ir ao Pai, dizendo: “Pai, pequei”, sabendo que está escrito: “Eu disse depois que ela fez todas essas coisas ´Volte para Mim... só... reconheça´” (Jr 3:7 e 13). É da confissão franca e imediata a Deus que o diabo procura nos guardar, e como não conhecemos bem o nosso Pai nos primeiros dias, muitas vezes ele tem sucesso e ficamos afastados de Deus até em amarga tristeza somos conduzidos para trás. O desânimo e o lamento só aumentam o seu pecado, levante-se e volte para o seu Pai, advogando o sangue precioso, pois “quando ainda estava longe, o seu pai o viu, e sem o véu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se ao pescoço e o beijou” (Lc 15:20). Devemos, contudo, nesse ponto, enfatizar que a transgressão constante e a restauração não são o objetivo de Deus para os Seus remidos.

6. Devemos esperar não cair.
Não devemos esperar cair muitas vezes por causa do mesmo pecado, pois o Senhor vivo (Hb 7:25) é capaz de nos guardar de tropeçar (Jd 24). Uma quebra na comunhão mostra que a alma está fora do poder guardador de Deus, e quando ela foi para com o Senhor para a restauração deve se esperar diante Dele para saber a causa da sua transgressão, provavelmente algum passo fora da vontade de Deus, pois somente no caminho da Sua vontade Deus se compromete a guardar. Está escrito: “Se andarmos na luz, como Ele está na luz... o sangue de Jesus Cristo Seu Filho nos limpa de todo o pecado” (1Jo 1:7). À parte da confissão definida quando estamos conscientes do fracasso definido precisamos da aplicação contínua do sangue precioso para manter a comunhão limpa com o Deus (1Pe 1:2) e podemos contar com isso se andarmos na luz. Isso está explicado em João 3:21: “Quem pratica a verdade vem para a luz, para que as suas obras sejam manifestas porque são feitas em Deus” (Ver também Ef 5:13). O sangue de Jesus limpa (continua a limpar) se incessantemente vivermos sob o holofote de Deus, desejando sinceramente que Ele teste (1Ts 2:4) a nossa vida, já que toda a obra é feita por Ele, e Nele, para a Sua glória. Quando pecamos contra o Senhor, e nos aplicamos a Ele para o perdão, devemos nos deixar humildemente em Sua mão para que Ele nos trate como achar apropriado. Ele conhece o nosso caráter e para alguns de nós poderia parecer que o pecado não é tão excessivamente pecaminoso se Ele rapidamente restaurar o gozo da nossa salvação (Sl 51:12). Pode até ser possível que confessemos o nosso fracasso com a tristeza da perda do gozo, e não com a tristeza pela Sua dor. Ele precisa ensinar aos Seus filhos que coisa pecaminosa é o pecado, e fazê-los entender quanto Ele é ofendido (Ef 4:30), muito embora o sangue precioso nos limpe, e de estarmos novamente em comunhão com Ele (ver Mq 7:7-9).

7. Devemos andar em obediência direta á luz.
Se devermos andar em comunhão com o Senhor, é razoável que Ele deva esperar que nós obedeçamos a toda a luz que Ele nos dá, e podemos tomar Dele o espírito de obediência para nos capacitar a obedecer (Ez 36:27). “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando”, Ele disse aos Seus discípulos, e a amizade com Jesus deve significar que nos alegramos em cumprir cada desejo Dele. Andando em obediência no que é do nosso conhecimento podemos certamente confiar no fiel Senhor para nos parar no momento em que Ele nos vê quase dar um passo incorreto (Is 30:21). É melhor nunca agir quando em qualquer condição agitada ou apressada da mente, por isso, temos de cultivar a tranqüilidade de espírito e a consciência da presença do Espírito do nosso invisível Amigo.

8. Devemos nos lembrar que a tentação não é pecado.
O adversário faz disso o seu negócio para cortar a comunicação entre a alma e o Senhor. Ele ajusta as suas táticas àquele que ele está atacando e atormenta as almas sensíveis procurando mantê-las em constante condenação (1Jo 3:21-22). A tentação não é pecado. Alguém utilmente definiu a verdadeira transgressão como o ´sim´ da vontade à tentação. Se a vontade imediatamente rejeitar qualquer má sugestão o tentador foi frustrado em seu ataque, embora até então esteja muito seguro para buscar de imediato que o Espírito Santo aplique o sangue de Cristo, tão delicada é a comunhão com Deus. É da maior importância que aprendamos a viver na vontade, e não no campo dos nossos ´sentimentos´. A vontade é o ´ego´, a verdadeira pessoa, e é através do poder central da vontade que Deus nos controla. Finalmente, não vamos desonrar ao nosso Senhor pensado que toda coisa desagradável deve ser da Sua vontade. Se estivermos realmente rendidos a Ele, procurando fazer a Sua vontade e andando com Ele em comunhão e obediência tanto quanto conhecemos, Ele não disse: “É Deus que opera em vós tanto o querer como o efetuar” (Fp 2:13). “Porei as minhas leis em seus corações, e lhes escreverei em suas mentes” (Hb 10:16). Contanto que em nossa vontade estejamos firmemente intencionados a obedecer a Ele, e confiamos a Ele cada momento para nos impedir da auto busca e auto indulgência em todas as formas, podemos confiar Nele “para inclinar o nosso coração para guardar a Sua lei”.

Assim, comprovaremos realmente que os Seus mandamentos não são penosos e encontramos que o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós” (2Co 13:14).

Do livro: ´Comunhão Com Deus´ (Communion with God).
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"Um compromisso com a Excelência do Corpo de Cristo
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A DEUS,toda a Honra e Glória.

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