sábado, 7 de fevereiro de 2009

A VIDA QUE NASCE DA MORTE.

A VIDA QUE NASCE DA MORTE - Pr. Sinval Teófilo da Silva
“Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer produz muito fruto. Quem ama a sua vida, perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna”, João 12:24-25.





O pensamento que ainda predomina na maioria das pessoas, é que o indivíduo precisa estar ligado a uma religião para ser salvo. Mas, isso não tem respaldo nas Escrituras. O essencial é estar em Cristo, e não na instituição religiosa. Cristo é quem regenera e salva o pecador, e não a religião: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura”, II Coríntios 5:17. Para estar em Cristo, o pecador precisa ter uma experiência real de novo nascimento. Entretanto, muitos dos que se dizem convertidos, não dão importância ao que Jesus disse: “Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”, João 3:3. As expressões: “novo nascimento”, “nascer de novo,” “nascer do Espírito”, a maioria já conhece; mas, de modo superficial, sem ter uma experiência real de conversão.




Além do mais, a doutrina do novo nascimento não é vista com muita clareza nas comunidades religiosas, porque a maioria confunde vida em Cristo, com práticas religiosas; batismo na morte de Cristo, com batismo nas águas; justificação pela fé, com perdão de pecados; ser feito justo em Cristo, com integridade moral. Daí, a grande necessidade de conhecermos as Escrituras com mais profundidade, deixando de lado as idéias preconcebidas, as crendices, as intolerâncias e as opiniões religiosas.



Para entendermos a doutrina do novo nascimento com mais clareza, é importante começar com a pergunta que Nicodemos fez a Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?”, João 3:4. A pergunta do doutor da lei aponta para uma resposta lógica: Novo nascimento não é a repetição do nascimento natural. Basta ler João 1:13 para se ter o verdadeiro conhecimento desta verdade.



As Escrituras mostram também, com muita clareza, que novo nascimento não é formalismo religioso, nem vida religiosa exemplar, como pensavam os fariseus – Lucas 18:11-12. Existem bons religiosos que precisam nascer de novo. O texto a seguir nos mostra esta triste realidade na vida da maioria das pessoas que se dizem salvas: “Eles vêm a ti como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põe por obra; pois, com a boca confessam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro”, Ezequiel 33:31. Por mais dotado e refinado que seja o religioso, existe no seu interior uma natureza ímpia que precisa ser tratada em Cristo, na cruz. Além do mais, o homem sem a experiência real de regeneração é completamente cego às verdades espirituais. Todos os que são dotados de justiça própria, boas atitudes e bons costumes, precisam ser regenerados: “Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo”, João 3:7.



As Escrituras informam ainda, que, novo nascimento não é rito batismal. A água do batismo não regenera o pecador.

Se o batismo nas águas ou com água regenerasse o pecador, Cristo não precisaria ter morrido na cruz. Segundo o propósito de Deus, o pecador precisa ser batizado em Cristo, na cruz, para ser salvo: “Ou, porventura, ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados na sua morte?”, Romanos 6:3. Este é o batismo que produz regeneração; e que dá ao homem o revestimento de Cristo: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes”, Gálatas 3:27. O rito batismal é apenas um símbolo do batismo em Cristo.



Obras religiosas também não provam novo nascimento na vida do crente; basta ler Mateus 7:21-23 para ver com muita clareza esta verdade. A educação religiosa e os conhecimentos teológicos dão aos homens sabedoria; mas, são impotentes para produzirem o milagre da regeneração. Todos sabem que por trás de muitos púlpitos existem teólogos que precisam ser regenerados.


Novo nascimento não é reencarnação. Quem afirma que João Batista foi a reencarnação de Elias, está equivocado, porque Elias nunca desencarnou: “Indo eles andando e falando... eis que Elias subiu ao céu num redemoinho”, II Reis 2:11.


Novo nascimento não é filosofia de vida; não é código moral. Os códigos morais são importantes, mas não conferem vida a ninguém; além do mais, os homens fazem as leis, mas não conseguem cumpri-las.



Novo nascimento não é escapar com vida de um acidente trágico. O motorista perdeu o controle do automóvel em alta velocidade ao passar por um viaduto. O carro desgovernado saiu da pista, voou por cima das árvores e caiu no gramado do outro lado da rua. O motorista não sofreu um só aranhão. O repórter comentando o acidente disse: “Aquele rapaz nasceu de novo!” O nascer de novo segundo o repórter, foi o fato do motorista ter escapado com vida daquele acidente de grandes proporções.


Depois dessas considerações sobre o que não é novo nascimento, vejamos o que o Senhor Jesus diz sobre o assunto: “O que é nascido da carne, é carne; o que é nascido do espírito, é espírito. Não te admires de eu te dizer: Importa-vos nascer de novo”, João 3:6-7. Isso significa nascer do alto, nascer do Espírito. É um milagre que só Deus pode realizar na vida do pecador- João 1:13.



Milagre é um acontecimento que não pode ser explicado pelas leis da natureza. Assim como um lobo não se transforma em ovelha, nem um tigre em elefante, a não ser por meio de um milagre realizado pelo poder divino, assim também o homem nasce de novo pelo poder Deus.


Novo nascimento segundo o profeta Ezequiel 36:26-27, é a troca de coração; e na linguagem paulina é o despir-se do velho homem e o revestir-se do novo - Colossenses 3:9-10.


Novo nascimento é mudança de filiação. O pecador passa da condição de filho da ira - Efésios 2:3, para a condição de filho de Deus - Gálatas 4:6. O vínculo de filiação na família humana só pode ser por meio do nascimento natural. E o vínculo de filiação na família de Deus ocorre por meio do nascimento do Espírito - I João 3:9-10.


Foi Deus quem tomou a iniciativa de regenerar o homem por meio de Cristo. A salvação que Deus nos deu em Cristo, é perfeita e completa no sentido mais absoluto.



Deus não nos deixa à mercê da nossa natureza pecaminosa. Deus tem poder para fazer do mais vil pecador, uma nova criatura – Marcos 10:27.



Deus é o autor do novo nascimento - Tiago 1:18. Jesus Cristo é a base - II Coríntios 5:17. O Espírito Santo é o agente - João 3:8. A Escritura é o meio - I Pedro 1:23.


Muitos estão perguntando: “Porque insistir tanto neste assunto?” Deixemos que o Senhor Jesus dê a resposta: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”, João 3:5. Com a natureza com a qual todos nascem, ninguém pode entrar no reino de Deus. Deus diz que a humanidade inteira é corrupta, rebelde, incrédula e perversa - Salmos 14:2-3. Tendo nascido errado é preciso nascer de novo. O ser humano em seu nascimento natural é filho espiritual do diabo - I João 3:8. A Escritura diz que todas as pessoas já nascem espiritualmente mortas em delitos e pecados - Efésios 2:1.



Isso não significa que as pessoas estão fisicamente mortas; mas, por não possuírem a vida de Cristo, para serem chamadas de vivas, é que estão espiritualmente mortas. Daí, todos precisam nascer de novo. Mas, lembre-se, não existe novo nascimento sem morte: “Insensatos! O que semeias não nasce, se primeiro não morrer”, I Coríntios 15:36



Se a semente for lançada na terra e não morrer,

permanece na escuridão, sozinha, enterrada

debaixo da terra, até que venha apodrecer

sem vir à vida, e produzir a colheita desejada.


Deus incluiu o pecador em Cristo para morrer,

conforme o Seu propósito inserido na Escritura.

Esta é a grande verdade que todos devem crer:

Se não morrer, não nasce, é a lei da semeadura.


Embora se trate de uma coisa tão familiar, aprendemos com a lei da semeadura uma grande lição. A semente morre, para depois nascer e gerar frutos. É o milagre da vida que nasce da morte. Por isso Deus nos colocou em Cristo, na cruz, para a morte, a fim de recebermos a nova vida na sua ressurreição - I Pedro 1:3. A morte de Cristo foi a nossa morte - II Coríntios 5:14. Quem morreu em Cristo vive para Deus – II Coríntios 5:15.


A nossa inclusão em Cristo na sua crucificação, na sua morte e ressurreição, é a verdade central do Evangelho da Graça, que todos precisam conhecer e crer. Deus diz que toda a raça humana foi crucificada, morta e sepultada com Cristo no mesmo dia: “Porque eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos; eis que eu lavrarei a sua escultura, diz o Senhor dos Exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia”, Zacarias 3:9.



Assim como Cristo identificou-se com a raça humana no pecado, para tirar a iniqüidade da terra, também toda a humanidade identificou-se com Ele na morte, para se livrar da natureza pecaminosa. Todos nós fomos levados ao Calvário na pessoa de Cristo: “Fomos unidos com Ele na sua morte”, Romanos 6:5. A lei exige a morte do pecador para o pecado: “A alma que pecar essa morrerá”, Ezequiel 18:4. Não existe discórdia entre o amor e a lei; o amor reconhece que o pecador precisa ser punido: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder, e jamais inocenta o culpado”, Naum 1:3.


Tudo o que Deus fez por meio de Cristo, foi em benefício de todos, ninguém foi excluído do propósito divino: Deus amou a todos - João 3:16; Cristo atraiu a todos - João 12:32; todos morreram em Cristo - II Coríntios 5:14; todos foram batizados em Cristo - Romanos 6:3; todos foram ressuscitados em Cristo - Efésios 2:6; e todos os que crêem serão feitos filhos de Deus - João 1:12.



A doutrina do novo nascimento é uma verdade radical. Mas, “nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade”, II Coríntios 13:8. Assim afirmou Reginald Cooke: “Mesmo que a verdade doa, machuque, aceite-a de qualquer maneira.” A pregação da nossa morte em Cristo, na cruz, é vergonhosa e humilhante. Por isso, não é vista pela igreja moderna com bons olhos. Não combina com o evangelho popular que está em pleno crescimento em nossos dias. Assim dizia A.W. Tozer: “A cruz do evangelho popular, não é a cruz do Novo Testamento. É ao contrário um novo e brilhante ornamento do seio de um cristianismo autoconfiante e carnal. A antiga cruz matava os homens, a nova os entretém; a antiga os condenava, a nova os diverte; a antiga destruía a confiança na carne, a nova a estimula; a antiga produzia lágrimas e sangue, a nova produz risos.”



A maioria dos pregadores não fala da morte do pecador com Cristo, na cruz, porque essa pregação provoca antagonismo e incompatibilidade com os doutores, com os nobres, com os empresários, e com a mídia. Acham que a classe nobre não pode ser hostilizada com uma pregação que visa combater pela raiz a natureza perversa do homem e suas anomalias sociais, mediante a transformação do caráter, de maneira inflexível e implacável.


Para quem pensa que essa pregação deve ficar de lado precisa ler Mateus 23:13 e 15. É impossível o pecador entrar no céu, sem passar pela porta estreita do novo nascimento. Uma pessoa pode ir à igreja todos os dias, participar da ceia do Senhor todos os domingos, dar o dízimo de tudo o que produzir e receber, decorar muitos capítulos da Bíblia, realizar obras sociais importantes, participar de todos os cultos e grupos de estudos, seminários, programas de missões, evangelização, congressos, e ler bons livros que existem sobre Jesus Cristo; mesmo assim, precisa nascer de novo.


Clame a Deus para lhe dar a experiência de morte e ressurreição em Cristo. Deus pode e quer fazer este milagre em qualquer pessoa: “O qual deseja que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”, I Timóteo 2:4. O propósito de Deus é que todos participem da vida que nasce da morte.

A Deus toda a Honra e Glória.
Estraido do site:www.igrejasimportarenascer.org.br

Um comentário:

maria disse...

glorias a Deus que é a verdade em Cristo jesus dada por sua palavra A QUAL NINGUEM PODE DESTRUIR. E E NEM ENCOBRIR.