sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

CARTA DE PAULO AOS ROMANOS;CAPITULO 8;TRADUÇÃO:LINGUAGEM DE HOJE.

8 - 1 Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus.

8 - 2 Pois a lei do Espírito de Deus, que nos trouxe vida por estarmos unidos com Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte.

8 - 3 Deus fez o que a lei não pôde fazer porque a natureza humana era fraca. Deus condenou o pecado na natureza humana, enviando o seu próprio Filho, que veio na forma da nossa natureza pecaminosa a fim de acabar com o pecado.

8 - 4 Deus fez isso para que as ordens justas da lei pudessem ser completamente cumpridas por nós, que vivemos de acordo com o Espírito de Deus e não de acordo com a natureza humana.

8 - 5 Porque as pessoas que vivem de acordo com a natureza humana têm a sua mente controlada por essa mesma natureza. Mas as que vivem de acordo com o Espírito de Deus têm a sua mente controlada pelo Espírito.

8 - 6 As pessoas que têm a mente controlada pela natureza humana acabarão morrendo espiritualmente; mas as que têm a mente controlada pelo Espírito de Deus terão a vida eterna e a paz.

8 - 7 Por isso as pessoas que têm a mente controlada pela natureza humana se tornam inimigas de Deus, pois não obedecem à lei de Deus e, de fato, não podem obedecer a ela.

8 - 8 As pessoas que vivem de acordo com a sua natureza humana não podem agradar a Deus.

8 - 9 Vocês, porém, não vivem como manda a natureza humana, mas como o Espírito de Deus quer, se é que o Espírito de Deus vive realmente em vocês. Quem não tem o Espírito de Cristo não pertence a ele.

8 - 10 Mas, se Cristo vive em vocês, então, embora o corpo de vocês vá morrer por causa do pecado, o Espírito de Deus é vida para vocês porque vocês foram aceitos por Deus.
8 - 11 Se em vocês vive o Espírito daquele que ressuscitou Jesus, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dará também vida ao corpo mortal de vocês, por meio do seu Espírito, que vive em vocês.

8 - 12 Portanto, meus irmãos, nós temos uma obrigação, que é a de não vivermos de acordo com a nossa natureza humana.

8 - 13 Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente.

8 - 14 Pois aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

8 - 15 Porque o Espírito que vocês receberam de Deus não torna vocês escravos e não faz com que tenham medo. Pelo contrário, o Espírito torna vocês filhos de Deus; e pelo poder do Espírito dizemos com fervor a Deus: “Pai, meu Pai!”

8 - 16 O Espírito de Deus se une com o nosso espírito para afirmar que somos filhos de Deus.

8 - 17 Nós somos seus filhos, e por isso receberemos as bênçãos que ele guarda para o seu povo, e também receberemos com Cristo aquilo que Deus tem guardado para ele. Porque, se tomamos parte nos sofrimentos de Cristo, também tomaremos parte na sua glória.

8 - 18 Eu penso que o que sofremos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro.

8 - 19 O Universo todo espera com muita impaciência o momento em que Deus vai revelar o que os seus filhos realmente são.

8 - 20 Pois o Universo se tornou inútil, não pela sua própria vontade, mas porque Deus quis que fosse assim. Porém existe esta esperança: 8 - 21 Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus.

8 - 22 Pois sabemos que até agora o Universo todo geme e sofre como uma mulher que está em trabalho de parto.

8 - 23 E não somente o Universo, mas nós, que temos o Espírito Santo como o primeiro presente que recebemos de Deus, nós também gememos dentro de nós mesmos enquanto esperamos que Deus faça com que sejamos seus filhos e nos liberte completamente.

8 - 24 Pois foi por meio da esperança que fomos salvos. Mas, se já estamos vendo aquilo que esperamos, então isso não é mais uma esperança. Pois quem é que fica esperando por alguma coisa que está vendo?

8 - 25 Porém, se estamos esperando alguma coisa que ainda não podemos ver, então esperamos com paciência.

8 - 26 Assim também o Espírito de Deus vem nos ajudar na nossa fraqueza. Pois não sabemos como devemos orar, mas o Espírito de Deus, com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor.

8 - 27 E Deus, que vê o que está dentro do coração, sabe qual é o pensamento do Espírito. Porque o Espírito pede em favor do povo de Deus e pede de acordo com a vontade de Deus.

8 - 28 Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano.

8 - 29 Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos.

8 - 30 Assim Deus chamou os que havia separado. Não somente os chamou, mas também os aceitou; e não somente os aceitou, mas também8 - 31 Diante de tudo isso, o que mais podemos dizer? Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer? Ninguém!

8 - 32 Porque ele nem mesmo deixou de entregar o próprio Filho, mas o ofereceu por todos nós! Se ele nos deu o seu Filho, será que não nos dará também todas as coisas?

8 - 33 Quem acusará aqueles que Deus escolheu? Ninguém! Porque o próprio Deus declara que eles não são culpados.

8 - 34 Será que alguém poderá condená-los? Ninguém! Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós.

8 - 35 Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte?

8 - 36 Como dizem as Escrituras Sagradas: “Por causa de ti estamos em perigo de morte o dia inteiro; somos tratados como ovelhas que vão para o matadouro.”

8 - 37 Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou.

8 - 38 Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro;

8 - 39 nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor.

A DEUS toda a Honra e Glória.

CARTA DE PAULO AOS ROMANOS;CAPITULO 6.TRADUÇÃO:LINGUAGEM DE HOJE.

6 - 1 Portanto, o que vamos dizer? Será que devemos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais?

6 - 2 É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele?

6 - 3 Com certeza vocês sabem que, quando fomos batizados para ficarmos unidos com Cristo Jesus, fomos batizados para ficarmos unidos também com a sua morte.

6 - 4 Assim, quando fomos batizados, fomos sepultados com ele por termos morrido junto com ele. E isso para que, assim como Cristo foi ressuscitado pelo poder glorioso do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova.

6 - 5 Pois, se fomos unidos com ele por uma morte igual à dele, assim também seremos unidos com ele por uma ressurreição igual à dele.

6 - 6 Pois sabemos que a nossa velha natureza pecadora já foi morta com Cristo na cruz a fim de que o nosso eu pecador fosse morto, e assim não sejamos mais escravos do pecado.

6 - 7 Pois quem morre fica livre do poder do pecado.

6 - 8 Se já morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele.

6 - 9 Sabemos que Cristo foi ressuscitado e nunca mais morrerá, pois a morte não tem mais poder sobre ele.

6 - 10 A sua morte foi uma morte para o pecado e valeu de uma vez por todas. E a vida que ele vive agora é uma vida para Deus 6 - 11 Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado; mas, por estarem unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus.

6 - 12 Portanto, não deixem que o pecado domine o corpo mortal de vocês e faça com que vocês obedeçam aos desejos pecaminosos da natureza humana.

6 - 13 E também não entreguem nenhuma parte do corpo de vocês ao pecado, para que ele a use a fim de fazer o que é mau. Pelo contrário, como pessoas que foram trazidas da morte para a vida, entreguem-se completamente a Deus, para que ele use vocês a fim de fazerem o que é direito.

6 - 14 O pecado não dominará vocês, pois vocês não são mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus.

6 - 15 O que é que isso quer dizer? Vamos continuar pecando porque não somos mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus? É claro que não!

6 - 16 Pois vocês sabem muito bem que, quando se entregam a alguma pessoa para serem escravos dela, são, de fato, escravos dessa pessoa a quem vocês obedecem. Assim sendo, vocês podem obedecer ao pecado, que produz a morte, ou podem obedecer a Deus e ser aceitos por ele.

6 - 17 Mas damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam.

6 - 18 Vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus para fazer o que é direito.

6 - 19 Falo com palavras bem simples porque vocês ainda são fracos. No passado vocês se entregaram inteiramente como escravos da imoralidade e da maldade para servir o mal. Entreguem-se agora inteiramente como escravos daquilo que é direito para viver uma vida dedicada a Deus.
6 - 21 Porém o que é que vocês receberam de bom quando faziam aquelas coisas de que agora têm vergonha? Pois o resultado de tudo aquilo é a morte.

6 - 22 Mas agora vocês foram libertados do pecado e são escravos de Deus. Com isso vocês ganham uma vida completamente dedicada a ele, e o resultado é que vocês terão a vida eterna.

6 - 23 Pois o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna, que temos em união com Cristo Jesus, o nosso Senhor.

6 - 20 Quando eram escravos do pecado, vocês não faziam o que é direito.
A DEUS toda a Honra e Glória.

EVANGELHO DE SÃO JOÃO 3.

3 - 1 Havia um fariseu chamado Nicodemos, que era líder dos judeus.

3 - 2 Uma noite ele foi visitar Jesus e disse: — Rabi, nós sabemos que o senhor é um mestre que Deus enviou, pois ninguém pode fazer esses milagres se Deus não estiver com ele.

3 - 3 Jesus respondeu: — Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.

3 - 4 Nicodemos perguntou: — Como é que um homem velho pode nascer de novo? Será que ele pode voltar para a barriga da sua mãe e nascer outra vez?

3 - 5 Jesus disse: — Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode entrar no Reino de Deus se não nascer da água e do Espírito.

3 - 6 Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual.

3 - 7 Por isso não fique admirado porque eu disse que todos vocês precisam nascer de novo.

3 - 8 O vento sopra onde quer, e ouve-se o barulho que ele faz, mas não se sabe de onde ele vem, nem para onde vai. A mesma coisa acontece com todos os que nascem do Espírito.

3 - 9 — Como pode ser isso? — perguntou Nicodemos.

3 - 10 Jesus respondeu: — O senhor é professor do povo de Israel e não entende isso?
João
3 - 11 Pois eu afirmo ao senhor que isto é verdade: nós falamos daquilo que sabemos e contamos o que temos visto, mas vocês não querem aceitar a nossa mensagem.

3 - 12 Se vocês não crêem quando falo das coisas deste mundo, como vão crer se eu falar das coisas do céu?

3 - 13 Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.

3 - 14 — Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado,

3 - 15 para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna.

3 - 16 Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.

3 - 17 Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.

3 - 18 — Aquele que crê no Filho não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus.

3 - 19 E é assim que o julgamento é feito: Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau.

3 - 20 Pois todos os que fazem o mal odJoão
3 - 21 Mas os que vivem de acordo com a verdade procuram a luz, a fim de que possa ser visto claramente que as suas ações são feitas de acordo com a vontade de Deus.

3 - 22 Depois disso, Jesus e os seus discípulos foram para a região da Judéia. Ele ficou algum tempo com eles ali e batizava as pessoas.

3 - 23 João também estava batizando em Enom, perto de Salim, porque lá havia muita água.

3 - 24 (João ainda não tinha sido preso.)

3 - 25 Alguns discípulos de João tiveram uma discussão com um judeu sobre a cerimônia de purificação.

3 - 26 Eles foram dizer a João: — Mestre, aquele homem que estava com o senhor no outro lado do rio Jordão está batizando as pessoas. O senhor falou sobre ele, lembra? E todos estão indo atrás dele.

3 - 27 João respondeu: — Ninguém pode ter alguma coisa se ela não for dada por Deus.

3 - 28 Vocês são testemunhas de que eu disse: “Eu não sou o Messias, mas fui enviado adiante dele.”

3 - 29 Num casamento, o noivo é aquele a quem a noiva pertence. O amigo do noivo está ali, e o escuta, e se alegra quando ouve a voz dele. Assim também o que está acontecendo com Jesus me faz ficar completamente alegre.

3 - 30 Ele tem de ficar cada vez mais importante, e 31 Aquele que vem de cima é o mais importante de todos, e quem vem da terra é da terra e fala das coisas terrenas. Quem vem do céu é o mais importante de todos.

3 - 32 Ele fala daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita a sua mensagem.

3 - 33 Quem aceita a sua mensagem dá prova de que o que Deus diz é verdade.

3 - 34 Aquele que Deus enviou diz as palavras de Deus porque Deus dá do seu Espírito sem medida.

3 - 35 O Pai ama o Filho e pôs tudo nas mãos dele.

3 - 36 Por isso quem crê no Filho tem a vida eterna; porém quem desobedece ao Filho nunca terá a vida eterna, mas sofrerá para sempre o castigo de Deus.
eu, menos importante.
eiam a luz e fogem dela, para que ninguém veja as coisas más que eles fazem.

A DEUS toda a Honra e Glória.

NASCER DE NOVO.

Vamos ler no Evangelho de João Capítulo 3.

1 Havia, entre os fariseus, um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus.
2 Este, de noite, foi ter com Jesus e lhe disse: Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.
3 A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?
5 Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito
7 Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo.
8 O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.
9 Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu Jesus:
10 Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?
11 Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho.
12 Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu.
14 E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

Este texto, nos fala de uma conversa que Jesus teve com uma pessoa da época, chamada Nicodemos, uma pessoa religiosa. Diz a Bíblia que ele era um fariseu. Fariseu era um dos segmentos da religião judaica, era o mais rigoroso, onde o pessoal observava a religião. Ele era um dos principais, um dos membros do Sinédrio, uma espécie de um conselho, constituído de setenta pessoas, das mais destacadas da sociedade da época e que tomavam decisões. E não sabemos exatamente o porquê dele ter estar com Jesus, de noite. Algumas pessoas tinham vergonha de procurar Jesus. Os judeus expulsavam das sinagogas, aqueles que falavam que seguiam Jesus.

Nicodemos, por ser um mestre, um erudito da época, foi ter com Jesus a noite. Parece que ele já estava observando Jesus a um certo tempo, porque ele chegou e disse a Jesus : "Rabi, sabemos que és Mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que Tu fazes, se Deus não estiver com ele". Parece que ele observava Jesus, pois Jesus operava muitos sinais, muitas maravilhas, e Nicodemos, que certamente era uma pessoa temente a Deus, conhecedor das escrituras, o estava observando e parece que tinha algumas dúvidas e queria ter uma conversa teológica com Jesus, e saudou Jesus desta maneira. Mas Jesus não deu muita conversa para ele. Mudou de assunto e disse para ele: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". Conversa de religião, isto não resolve o seu problema não. Você tem que Nascer de Novo. Jesus foi direto, foi lá no alvo. Falou de cara com ele, algo que talvez ele nunca tivesse imaginado. Quando Jesus fala, "em verdade, em verdade" é sempre algo muito importante. E Jesus disse. "Em verdade em verdade Eu te digo. Se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus". Não importa se você é religioso, se você conhece muito a Bíblia , se você é fariseu ou se é membro do Sinédrio. Não importa.

Então Nicodemos perguntou: Como pode um homem nascer sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre da sua mãe e nascer de novo? Ou seja: Jesus falou com ele e ele ficou pensando. Ele teve uma dúvida pertinente. Quando você não entende como a vida espiritual começa, é natural que você pergunte, como é que é isto. Como é que você pode Nascer de Novo? E Jesus falou com ele o seguinte: "Em verdade em verdade eu te digo, se alguém não nascer da água e do espírito". Jesus começou a explicar um pouco. Por que, então, que esta questão de nascer de novo, é essencial?

O homem transgrediu o mandamento, ele pecou e quis viver por conta própria. Começou com Adão e passou a todos os seus descendentes, incluindo eu e cada um de vocês. Nós todos seguimos aquele caminho, o de seguir por conta própria.

Todos os homens já nascem naquele estado, ou seja, nós recebemos dos nossos pais aquela vida adâmica, a vida afastada de Deus, como conseqüência da queda do homem, a vida de pecado. O quê é que aconteceu quando Adão e Eva tomaram aquela iniciativa? Deus havia dito a ele. Se você comer do fruto da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, você certamente morrerá. Mas ele não morreu na hora, no sentido físico, mas, o espírito dele sim, morreu. O que significa isto do espírito morrer? Significa que o espírito perdeu a ligação, a comunicação com Deus. Você deixa de saber quem é Deus. Ele fica numa realidade distante, porque o seu espírito está desligado dEle. Você já nasce assim. Por isto é que Jesus não deu muita conversa a Nicodemos em relação as coisas que ele queria perguntar. Jesus foi numa questão muito mais fundamental. Ele falou com ele, de cara : "Você tem que Nascer de Novo. Se você não Nascer de Novo, você não pode ver o Reino de Deus". Não tem jeito de você ver. Você não consegue nem entender as coisas de Deus. E Nicodemos fez a pergunta de como é que ele iria nascer de novo?

E Jesus falou: "Se você não nascer da água e do espírito ". Fica claro, então, como é que é este novo nascimento. Não é aquele de você voltar a ser um bebê, como Nicodemos imaginou. É um nascimento espiritual que Jesus estava se referindo. É um nascimento do espírito do homem, que estava desligado. É quando este espírito recebe VIDA, e VIDA que vem de Deus. Por sua vez, o arrependimento é a resposta do homem quando ele lê o Evangelho. Ele reconhece: realmente eu estou errado, pequei, confesso a minha transgressão. Quando me arrependo e confesso com a minha boca que Jesus Cristo é o Senhor, e creio que Ele morreu no meu lugar para me salvar, que ressuscitou dentre os mortos, alguma coisa acontece dentro de mim ou de você se você fizer o mesmo. Não sou eu quem faço isto. É Deus quem faz. E aqui entra a fé. Porque a palavra de Deus diz: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e no teu coração creres, que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo". Este ser salvo é a mesma coisa que o nascer de novo. É quando o meu espírito recebe vida. Isso Jesus foi falando de início com Nicodemos pois era fundamental. Você tem que nascer de novo. Se você não Nascer de Novo, você não pode ver o Reino de Deus. Tem que ter esta vida, e esta vida que você recebe no seu espírito ao Nascer de Novo, é a Vida que Jesus derramou no Calvário. Assim como Ele morreu no seu lugar, a vida dEle vem para seu Espírito.

A água, pode ter dois significados aqui. Algumas pessoas entendem que a água na Bíblia é a palavra de Deus. Jesus antes de ir embora falou assim: Vocês me chamam de Mestre e Senhor, mas para saber se Sou mestre, vocês tem de fazer o que Eu faço. Pegou uma toalha e foi lavar os pés dos discípulos, e quando foi lavar os pés de Pedro, este não o deixou. E Jesus retrucou que se ele não deixasse os seus pés serem lavados, ele não teria parte com Ele. E Pedro disse que poderia lavar tudo. É só o pé, disse Jesus. Vocês já estão limpos pela palavra que Eu vos tenho falado. É só o pé, pois ele representa o contato com o mundo. A palavra, muitas vezes representa esta água. E falávamos sobre a fé. A Bíblia fala que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus. Se você nunca teve uma visão clara do que é o Evangelho, do que é a palavra de Deus, como é que você quer ter fé? Não é? A fé já está dentro da palavra de Deus. Quando você entra em contato com a palavra de Deus, a fé nasce em você, e quanto mais você conhece a Palavra de Deus, mais fé vai existir em você. A sua fé é do tamanho do seu conhecimento de Deus. Você precisa aprender a confiar nEle. Ele é seu Pai. Ele é bom. Ele é Todo Poderoso. Você depende dEle. Por quê? Porque você começa a conhecê-Lo. Quanto mais você conhece uma pessoa, mais confiança você pode ter nela.

Para muita gente Deus é um estranho. Deus é essencialmente bom. Deus é amor.

Nós não precisamos nos esconder. A fé está nEle e essa água, é essa palavra de Deus que vai purificando a sua mente, clareando o seu entendimento, porque você vai nascer de novo pela palavra de Deus. Outras pessoas interpretam isso literalmente como a água do batismo. Porque o batismo tem uma simbologia bastante forte, porque quando você é imerso nas águas, você estaria morrendo. Quando você sai, você está com a vida de ressurreição. Representa o fim do seu caminho adâmico, o caminho do pecado, para um novo começo de uma vida de vitória na presença de Deus. Então tem a simbologia do batismo, feito com água. Quem começou a batizar foi um primo de Jesus, chamado João Batista, que batizava no Jordão. As pessoas iam ter com ele, confessavam os seus pecados e ele as batizava. O próprio Jesus foi ter com ele. Quando isto aconteceu João Batista falou que não iria batizá-Lo, que Jesus é quem teria que batizá-lo. Mas Jesus falou: "Não. Por hora importa que toda justiça seja cumprida" e assim que Jesus saiu das águas, o Espírito Santo veio sobre Ele em forma corpórea e Deus falou do Céu: "Este é o meu Filho amado em Quem Me comprazo. A Ele ouvi". E ali começou o ministério de Jesus, quando Ele começou a pregar. A água aqui, então, pode ter os dois sentidos: a Palavra de Deus, ou a água mesmo, onde as pessoas são batizadas.

O homem é constituído pelo pó da terra, pela alma (o seu jeito, a sua personalidade, a maneira que você é, suas emoções, seu intelecto, sua mente), e o espírito, que está mais dentro ainda, é a parte do seu ser que permite você ter um relacionamento com Deus. Antes de você Nascer de Novo, você nem sabe que você tem um espírito. Você sabe que tem seu corpo, sua cabeça. Quando você Nasce de Novo, você começa a ter interesse pela palavra de Deus, você começa a querer conhecer mais a Deus, você começa a orar, a ter fé, porque o seu espírito começa a ter vida.

Quando nascemos na carne, somos um bebê, que não sabe andar, não sabe falar, e nem comer, mas que vai crescer. E espiritualmente, é a mesma coisa. Na medida que você vai se alimentando da palavra de Deus, o seu espírito vai amadurecendo. Não importa a idade. A pessoa pode ouvir a palavra de Deus, ainda pequena e ter revelação. Dá sinais que tem atitudes espirituais. Nascer de Novo é algo que acontece no seu espírito. É quando seu espírito recebe a vida de Deus, aquela vida que estava na árvore da vida, aquela árvore que estava no meio do jardim chamada Árvore da Vida. Só que o homem ao invés de comer da árvore da vida, comeu da árvore do conhecimento, e portanto ele transgrediu um mandamento de Deus, e pecou. Portanto seu espírito morreu. Tanto é, que ele apanhou folhas de figueiras e se escondeu de Deus. Foi a conseqüência do pecado. Quando você nasce de novo, o seu espírito recebe essa vida de Deus. É a ação de Deus. O que você faz é confessar os seus pecados, se arrepender e crer em Jesus. O novo nascimento, Deus opera dentro de você, pela água, que pode ser a palavra, que eu acho mais correto, e o espírito, que é o Espírito Santo de Deus. Assim que o seu Espírito nasce de novo, o Espírito Santo de Deus imediatamente entra dentro de você, porque Deus não tem relação com a natureza velha, com a natureza do pecado. Deus só se relaciona com a natureza nova, com o Novo Homem. A Bíblia fala que aquele que está em Cristo é uma Nova Criação, as coisas velhas passaram e tudo se fez novo – 2 Co – Cap. 5

Este novo nascimento, é o nascimento do seu espírito, é quando o seu espírito passa a ter a vida de Deus dentro de você. Deus passa a estar dentro de você. Você pode falar com Ele a qualquer hora. Pode pedir ajuda, pode orar. Deus está com você, porque se seu espírito nasceu de novo o Espirito Santo entra dentro do seu espírito. E isto se chama o Novo Nascimento. Então, como dizíamos, o homem tinha o corpo a alma e o espírito. O novo nascimento é o nascimento do espírito, é quando este espírito passa a ter a vida de Deus, que passa então a ter condições de relacionar-se pessoalmente com Deus. Você só pode ter relacionamento com Deus se o seu espírito nascer de novo. É o que Jesus falou com Nicodemos, o erudito. Jesus não deu muita conversa para ele. Foi direto com ele: Você tem que nascer de novo. Se não nascer de novo não adianta. É uma questão de vida espiritual.

Quem nasce de novo, sabe que nasceu. Não há como provar. Quem nasceu de novo sabe que nasceu, não tem a menor dúvida. A Palavra de Deus diz que o Espírito de Deus testifica, com o nosso espírito, que nós somos Filhos de Deus. Então, quem nasceu de novo sabe que nasceu, porque o seu espírito passa a ter relação com Deus, você passa a poder conversar com Ele. Além do mais, você sente uma paz muito grande, você sente que um peso muito grande saiu de você, porque seus pecados foram perdoados. É uma experiência pessoal. É claro que você está sujeito à sua natureza antiga. Ela não acaba. Os seus olhos e os seus cabelos vão continuar os mesmos.

Se a vida do espírito começar a predominar, os altos e baixos vão diminuindo. No começo da sua vida espiritual, você ainda estará sujeito aos altos e baixos da vida cotidiana. É normal. Para umas pessoas mais, dependendo do seu temperamento. As oscilações, geralmente, dizem respeito a alma, o espírito também pode ter oscilações quando ele é oprimido, quando ele está com alguma tristeza, mas a maioria destas oscilações vem da alma e as pessoas na realidade estão acostumadas a viver a vida do ego, a vida do "eu", porque desde que você nasce você está vivendo esta vida, e quando o seu espírito nasce de Novo, geralmente ele fica num cantinho, espremido, com muito pouco espaço para ele, até ele conseguir dominar sua vida, porque o projeto de Deus era que o Espírito dominasse, mas como o homem pecou e transgrediu o mandamento de Deus, e o espírito morreu, aí a alma inchou. Então a história da humanidade, se pudermos falar desta forma, é a história da alma dos homens. É o que os homens estão fazendo por si mesmos. Claro que a salvação e o novo nascimento começa no espírito, vai depois alcançar a alma e depois o corpo.

O Espírito tem de nascer de novo. Se ele nasce é um começo, se ele não nascer de novo tudo o mais é secundário. Não adianta você estudar a Bíblia, se preocupar com religião, não adianta nada. Se você não tem a vida espiritual, o que adianta? É o que aconteceu com Nicodemos. Ele chegou e foi conversar com Jesus, pois ele já observava Jesus e além de tudo foi de noite, parecendo que não queria ser visto. Jesus não teve meias palavras para com Nicodemos. Ele foi direto ao assunto. "Se você não nascer de novo não pode entrar no Reino de Deus". Falou claro com ele, com todas as letras. E aí Nicodemos fez a pergunta de como é que ele iria nascer de novo. Ele não entendeu a realidade do espírito dele. Era uma pessoa boa, sem dúvida nenhuma, religiosa, conhecedor das escrituras, mas não sabia o que era nascer de novo. Jesus falou come ele: "Se você não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus. Se você não nascer da água e do espírito não pode entrar no Reino de Deus. Aí Ele explica: "O que é nascido da carne é carne". Ou seja, a vida que você consegue transmitir para o seu filho é a vida que você recebeu dos seus pais, que eles receberam dos seus avós, e assim por diante, até chegarmos em Adão, que é a vida adâmica, que é a vida do homem em rebelião contra Deus, do homem vivendo por sua própria conta, independente de Deus. Por isto é que o que é nascido da carne é carne

Quando nasce uma criança neste mundo, o que está gerado ali é a vida da carne, ou seja, aquela criança, se nós pudéssemos dizer assim, nasce com o espírito morto. Mas o que é o espírito morto? É o espírito desligado de Deus. Não é que não existe o Espírito. Ele existe, mas está desligado de Deus. E a criança vai seguir o caminho do mundo. Qual é? Você não precisa ensinar uma criança a fazer coisas erradas. Não precisa ensinar. Você tem que ensinar o certo. O errado ela já sabe fazer. É o normal. É a tendência dela. Ela tem que nascer de novo. Tanto faz. Ela pode ter cinco anos ou sessenta. A situação é a mesma diante de Deus. Você tem que nascer de novo. Jesus estava falando isto, com um dos principais do Sinédrio. Nicodemos era a nata da sociedade judaica da época. Era uma das pessoas mais consideradas da sociedade da época.

O que é nascido da carne é carne. E o que é nascido do espírito é espírito. Nascer de novo então, não é você voltar para o ventre da sua mãe, como você está me perguntando. É o nascimento espiritual. É o nascimento do seu espírito. Ajuda a entender a palavra dEle que vai iluminar a sua mente. Para você entender a palavra de Deus, não basta você ser inteligente, estudioso, freqüentar estudos. A palavra de Deus é muito acima da mente humana, e uma pessoa que não tenha a vida de Deus dentro do seu espírito, como é que ela vai ter revelação espiritual? Ela pode ter raciocínios, argumentos, uma série de entendimentos, mas não consegue ter revelação espiritual.

Se você nasceu de novo você terá facilidade maior de entender, mas não diria que o entendimento da palavra de Deus, é o novo nascimento. As vezes a pessoa quando nasce, não entende muita coisa mesmo. Ela sabe que está alegre, feliz, mas não sabe o que está acontecendo. "Sei que entreguei a minha vida para Jesus", mas não sabe explicar, porque ela ainda não tem entendimento, como dissemos, que quando o espírito nasce, ele tem que amadurecer, e esta maturidade espiritual vem com o tempo. Dependendo de como você se alimenta , a sua estatura espiritual vai ser enorme. Outras pessoas demoram mais. O tempo de uma maturação espiritual, não é o mesmo da maturação psíquica. Espiritualmente você pode crescer mais que outra pessoa. Depende de como cada um se alimenta espiritualmente da palavra de Deus , da relação com Deus, da conversa com Deus, de vida com Deus. Depende da entrega. A gente só é Filho de Deus, depois que nasce de novo. Nem todo mundo é Filho de Deus. Todo mundo é criatura de Deus. Jo 1:12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; A filiação, vem quando você é gerado no Espírito. Aí você se torna literalmente um filho de Deus, porque Deus te gerou. O Espírito de Deus gerou vida em você. Isso é um fato. Isso não é um dogma religioso. É uma coisa real, que acontece dentro de você. Deus gera o seu espírito. Se Ele te gerou, você é filho. Se ele não te gerou, você pode ser a melhor pessoa do mundo, que você não é filho de Deus. Se espiritualmente você não foi gerado, de novo, você não é filho. A geração espiritual, ela ocorre, quando você Nasce de Novo. Neste momento, e somente neste, você recebe a filiação. Você se torna um Filho de Deus. É o que Jesus falou no Evangelho de João cap. 1: 10 O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome;

Era isso que Jesus estava falando com Nicodemos, sobre a geração espiritual. A Bíblia fala que os cristãos são irmãos e irmãs, porque são gerados na mesma família, gerados espiritualmente, somente por causa disso. Um irmão ou uma irmã, no sentido Bíblico, é uma pessoa que tem a mesma vida que você, em espírito. Mt 23:8 e 9: Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos.
9 A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.

E Nicodemos ficou impressionado, e Jesus lhe falou: Tu és mestre em Israel e não entendes essas coisas? Nicodemos era da nata. Jesus falou: "Olha, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que vimos e vocês não aceitam o que nós estamos falando. Se eu vos falei de coisas terrestres, que é o novo nascimento aqui na terra, e você não está crendo, como é que você vai crer se eu falar das outras? Das celestiais". É uma dificuldade real. Por isto que a Bíblia fala que o homem natural não aceita as coisas do espírito de Deus, e nem pode. Não tem respaldo . Ele só tem raciocínio, mente, inteligência, mas ele não consegue, espiritualmente , discernir aquilo que Deus está falando. Não consegue. Por isto Jesus foi muito claro com Nicodemos, antes de conversar com ele sobre as suas inquietações, que eram muitas: "Você tem que nascer de novo". E deu uma dica para ele. "Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, e como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado". Ele deu uma dica para ele de como nascer de novo. Como Moisés levantou a serpente no deserto, significa que quando o povo estava no deserto, eles faziam muitas coisas erradas, e haviam muitas cobras, que os picavam e eles morriam. Clamaram a Deus, e Deus falou que eram pelas coisas erradas que eles haviam feito. Deus falou com Moisés, que fizesse uma serpente, pendurasse lá no poste e quem olhasse a serpente não morreria. Assim como a serpente foi dependurada lá, o Filho do homem vai ser dependurado. Você vai nascer de novo quando você aceitar que eu vou morrer na cruz. E Nicodemos se converteu depois.

Muitos se converteram, e eram os discípulos ocultos de Jesus. Depois que Jesus morreu na Cruz eles entenderam. Importa que o Filho do homem seja levantado, assim como aquela serpente foi levantada lá no deserto, para que todo aquele que nEle crer, tenha a vida eterna. O que é vida eterna? É a vida que você recebe quando você nasce de novo. A vida que não acaba. Se o seu espírito nasceu de novo, acabou. Nunca mais você morre. Você foi gerado no espírito. No sentido de se separar de Deus, nunca mais você morre.

Importa que o Filho do homem seja levantado, para que todo aquele que nele crê, tenha a vida eterna. Ele deu a dica para Nicodemos, e parece que Nicodemos entendeu, porque depois ele se converteu.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito (único gerado, dentro do ventre de Maria), para que todo aquele que nele crer, não pereça mas tenha a vida eterna. Falou com Nicodemos, com todas as letras, como é que ele deveria nascer de novo. Deus amou o mundo, e amou o mundo inteiro, a todas as pessoas sem nenhuma exceção, de tal maneira, que deu Seu Filho . Deu . É de graça, pois Ele deu. A nossa contrapartida, é aceitar, é o arrependimento. Você não tem que fazer força nenhuma, muito menos subir escadarias de Igrejas de joelho. Nada. É só você aceitar o dom do amor de Deus que Ele te ofereceu, você recebe a vida eterna, porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas que o mundo fosse salvo por Ele. Para isso Ele veio a terra. Para julgar, Ele voltará agora. Primeiro Ele veio para salvar. Quem crer nEle, não é julgado, mas quem não crer, já está julgado, porque não creu no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este. A luz veio ao mundo e os homens amaram antes as trevas do que a luz.

A luz de Deus, o evangelho, já está manifestado. Agora só tem que se posicionar. Eu quero, ou eu não quero. Todo aquele que quer, recebe a vida eterna e nasce de novo. É o que Jesus falava com Nicodemos. Não adianta esta conversa toda, se você não nascer de novo. A contrapartida é algo que ocorre dentro de você, que Deus faz no momento em que você se arrepende, e busca a Deus e entrega a Ele a sua vida. Quando você faz isso, o seu espírito recebe a vida que vem de Deus. Aquela vida que estava na árvore da vida, aquela do Jardim do Éden, e neste momento, o Espírito Santo vem e entra dentro do seu Espírito. Esta questão do novo nascimento é fundamental. E não é uma coisa teórica não. É uma coisa real. Não é uma experiência mística. É um fato. Assim como um bebê na terra é um fato, nascer de novo é a mesma coisa: é um fato inconfundível, porque tem algo dentro de você, e quem nasceu de novo sabe disso. O Espírito testifica com o nosso espírito, que somos Filhos de Deus. Um fato real, e diria que é o fato mais importante da sua vida. Entre a sua chegada na terra e a sua partida, se não aconteceu este fato, pode ter conseqüências depois.

Nascer de Novo é como se você estivesse com os olhos fechados, e de repente você abrisse os olhos e começa a enxergar tudo. O seu espírito está como que apagado, como se estivesse num quarto fechado com as luzes apagadas. Nascer de Novo é como se acendesse a luz, do seu espírito. Deus gera uma vida nova dentro de você. E isso se chama Novo Nascimento.

Nascer de Novo é seu espírito receber vida nova, que vem de Deus.

Autor: Leonardo Rabelo
A DEUS toda a Honra e Glória.
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SETE EVIDÊNCIAS DO NOVO NASCIMENTO

“Em verdade em verdade te digo que se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”. (Jo 3:5)

As palavras acima foram pronunciadas pelo Senhor Jesus a um homem chamado Nicodemos. Ele era um mestre em Israel, mas mesmo assim Jesus disse que ele precisava nascer de novo. Ele não sabia o que era esse novo nascimento e o Senhor Jesus lhe explicou que era um nascimento “de cima” (traduzido como “de novo”). João registrou em outro lugar: “Mas a todos quantos O receberam, aos que crêem no Seu nome, deu lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue e nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. (Jo 1:12-13) O apóstolo do Senhor diz que só precisamos receber a Jesus para experimentarmos o novo nascimento. Todavia, isso é algo que acontece apenas no interior da pessoa; é algo que não pode ser comprovado pelo ver, pelo tocar ou pelo sentir. Deus em Sua sabedoria, levantou o mesmo apóstolo João para escrever a Primeira Carta. Sob a inspiração do Espírito de Deus, ele menciona sete evidências do novo nascimento. Isto é, todo aquele que declara ter nascido de novo, que experimentou uma mudança no seu espírito, deve manifestar as evidências estabelecidas pelo apóstolo.

I) Prática da Justiça
“Se sabeis que Ele (Jesus) é Justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido de dEle”. (I Jo 2:29)
A primeira evidência que uma pessoa dá de que realmente nasceu de novo é a prática da justiça. O que é a justiça? Justiça é o oposto do pecado. A palavra seria melhor traduzida por retidão. Deus é um Deus de retidão; Ele faz tudo certo. O cristão deve também praticar a justiça em todos os seus aspectos. Não significa que o filho de Deus não peca mais, pois o próprio João disse que “se não cometemos pecado, fazemo-Lo mentiroso e a sua verdade não está em nós” (1:8), e que “se pecarmos, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” . (2:1) O ensino aqui é o seguinte: os outros precisam comprovar que nossa vida é uma prática constante de justiça, ainda que possamos uma e outra vez cair em pecado.

II) Não Peca Habitualmente
“Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus” . (I Jo 3:9)
Aqui João enfatiza outro aspecto daquele que nasceu de novo: ele não pode pecar. Mas isso parece contradizer o que falamos no primeiro ponto. (I Jo 1:8,10; 2:1) Aqui precisamos ler com atenção e na dependência do Espírito Santo: João diz que o novo homem que nasceu de Deus não pode pecar. Por que? Porque a semente de Deus (incorruptível) habita nele. João não está falando do velho e sim do novo homem. Infelizmente muitos filhos de Deus pensam que na conversão o velho homem é transformado em novo homem. De modo algum! Basta ler Gálatas para comprovarmos isto: “A carne luta contra o Espírito e o Espírito contra a carne”. (5:17) Dentro daquele que nasceu de novo existe duas naturezas: a velha (a carne) e a nova (o espírito). A luta acontece no interior do salvo. Graças a Deus dentro de nós existe um novo homem, uma nova vida, um novo Eu, que pode dizer ao velho homem, à velha vida e ao velho Eu: não permito que você me leve a pecar; eu rejeito qualquer manifestação da velha criação que vocês queiram projetar em minha vida, mas lembremos que Deus já crucificou o nosso velho homem (Rm 6:6) a fim de não servirmos mais o pecado como escravos.

III) Pratica o Amor
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. (I Jo 4:7-8).
Outra evidência do novo nascimento é a capacidade de amar. O amor mencionado por João é o amor de Deus derramado em seu coração através do Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5:5). A fé e a esperança passarão, mas o amor vai permanecer para sempre. Deus não é fé e Deus não é esperança, mas Deus é amor! João diz que devemos amar os irmãos e aquele que não ama não conhece a Deus. No Evangelho, João disse que quando cremos nós passamos “da morte para a vida”. (5:24); mas nessa carta ele nos dá uma prova prática: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte”. (3:14). O amor de Deus, ágape, é o amor sacrifical, que dá sem esperar nada de volta, que ama mesmo que não seja movido pela emoção. Ama porque precisa amar, porque deseja e tem poder para isso. Tal amor não se limita apenas aos salvos, mas é oferecido a todos. A amor ágape não escolhe quem deve ser amado!

IV) Crê que Jesus é o Cristo
“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus”. (I Jo 5:1a)
Outra evidência do novo nascimento é esta: o nascido de novo crê que Jesus é o Cristo, ou, o Ungido. O que significa isso? Jesus só foi ungido Como Cristo depois de Sua morte, ressurreição e ascensão. Lucas, diz que “esse mesmo Jesus, a quem vós crucificaste, Deus o fez Senhor e Cristo”. (At 2:36) Confessar que Jesus é o Ungido (Cristo) de Deus é confessar que cremos que Ele morreu na Cruz, ressuscitou e subiu ao céu e Se assentou à direita do Pai. Em outras palavras, é crer que Jesus é o Filho Unigênito de Deus, que foi por Ele enviado a este mundo para realizar a obra da redenção, e que depois de a ter realizado subiu ao céu e um dia voltará para julgar o mundo.

V) Ama os Irmãos em Cristo
“E todo aquele que ama ao que o gerou, ama também ao que dEle é nascido”. (I Jo 5:1b)
A segunda parte desse versículo não é muito clara, pode ser interpretada de duas formas: “ao que dEle é nascido” pode ser o Senhor Jesus ou nossos irmãos em Cristo. No ponto anterior (IV) João diz que alguém é “nascido de Deus”. Então quem nos gerou é Deus e, se realmente nascemos de Deus, devemos amar o que dEle é nascido. O Senhor foi gerado pelo Pai (não criado) e todo aquele que crê também é gerado de novo pelo Pai. Se a referência é ao Senhor Jesus, então a evidência é o amor sacrificial que devemos manifestar por cada filho de Deus. Será que amamos o Senhor e os irmãos?

VI) Vence o Mundo
“Porque todo aquele que é nascido de Deus vence e o mundo, e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”. (I Jo 5:4)
Outra evidência do novo nascimento é a vitória sobre o mundo. O que é o mundo? É o sistema organizado de Satanás. O mundo jaz no maligno e por isso não devemos amar o mundo e as coisas que no mundo existem. (I Jo 5:19; 2:15) Só podemos vencê-Lo através da fé; a fé só pode ser adquirida através do novo nascimento. O amor do mundo é inimizade contra Deus; O mundo não deve nos comprimir nos seus moldes. (Tg 4:4; Rm 12:1) Se nascemos de novo, somos novas criaturas, estamos assentados nos lugares celestiais juntamente com Cristo e não somos deste mundo. (II Co 5:17; Ef 2:6; Jo 17:16)

VII) O Maligno não lhe Toca
“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes aquele que nasceu de Deus guarda-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca”. (I Jo 5: 18)
Está é a última evidência do novo nascimento. Já vimos o que significa “não vive pecando”. Mas o que vem a ser “o maligno não lhe toca?” Pedro não foi tocado pelo Diabo? Ananias e Safira também? O moço que pecou com a madrasta? (I Co 5) Então eles não eram nascidos de novo? De modo nenhum! Eles eram salvos realmente. O que João parece estar dizendo é que todo aquele que nasceu de Deus, nasceu de cima, pode pecar algumas vezes, mas não habitualmente e que o maligno nunca poderá levá-lo a cometer algum tipo de pecado que não possa ser perdoado por Deus. Graças a Deus pela grande salvação que recebemos!

Autor: Delcio Meireles
A DEUS toda a Honra e Glória.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

B U S C A I ...

Portanto, se fostes ressuscitado juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive assentado à direita de Deus.
Pensai nas coisas lá do alto, não as que estão aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.
Quando Cristo que é a vossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com Ele, em Glória.
Colossenses 3:1-4.
Pai reivindico ao Senhor, a revelação da tua Santa Palavra, por intermédio do Espírito Santo.
Pai quero conhecer as tuas profundidades de amor, sabedoria, quero ser um em Ti, para louvor e honra a Ti e a teu Filho Amado Jesus Cristo,amém!

Portanto, se fostes, fostes o que?Ressuscitados, aqui há uma condicional e uma pergunta: se fostes.
Exemplo: um paciente está internado em um hospital para passar por uma cirurgia, é ser submetido a ela, é passou por está cirurgia com sucesso.
Daí uma pessoa (visita) pergunta para o paciente: foi elaborada a cirurgia que você precisava fazer?O paciente diz com muita alegria: sim, foi um sucesso, Graças a Deus.
Paulo está perguntando para nós: você is fostes ressuscitados com Cristo?
Cristo foi o nosso cordeiro pascal, Ele foi o ultimo sacrifico eficaz, pois Ele padeceu em nosso lugar, Ele comprou a briga (dito popular) que foi imputado desde a queda no jardim de Deus,
quando Adão e Eva desobedeceram a ordem de Deus.
Mas Graças a Deus, Jesus Cristo já estava em cena desde o início, antes mesmo de o Pai fazer a terra; Jesus Cristo era e é o “autor principal” Aleluia.
Todas as leis, todos os sacrifícios eram passageiros, mas o sacrifício de Jesus há esse fluía do coração do Pai e Ele, Jesus sempre obediente ao seu Pai, obediente até a morte e morte horrenda, de cruz, maldito todo aquele que for pendurado numa cruz, Galátas3: 13.
Outro ponto importante neste versículo: Buscai as coisas lá do alto,onde Cristo vive,assentado à direita de Deus.
Exemplo: Quando você precisa for fazer um bolo, e vê que está faltando a farinha, um dos ingredientes principais para fazê-lo,o que você vai fazer?Tem que ir buscar no mercado a farinha; Não é mesmo?Ou você vai conseguir fazer aquele delicioso bolo sem a farinha?É impossível; Sem o fermento, você até pode fazê-lo, mas sem a farinha, é impossível.
O irmão Paulo está fazendo a mesma pergunta: Eis irmãos, o que você is estão buscando?Olha, estão buscando as coisas cá de baixo (terra), olham, elas é passageiras, isso que você is estão adquirindo são temporais, um dia tudo vai acabar.
Mas lhe dou uma dica irmãos: buscai as coisas lá de cima.
Eita;buscar lá de cima,lá há toda as riquezas de :amor,sabedoria,temor,longaminidade ...
Pois se nós buscarmos as coisas lá do alto,estaremos buscando a Cristo que está assentado a direita de Deus.
Irmãos, se não nos alimentarmos das riquezas que vem do alto, no qual é Cristo Jesus, como estaremos nos lugares celestiais se não o buscarmos?Seria uma hipocrisia de nossa parte,porque antes de irmos buscar Nele,nós vamos buscar nas coisas que são aqui de baixo;pergunta ai no seu coração:o que estou buscando?Cristo ou as coisas daqui da terra?
Nós não crescemos espiritualmente por causa deste erro; estamos buscando coisas, não há Deus que é infinitamente sem comparação melhor.
Habacuque declarou: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; e as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.
O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como a corça e me faz andar alteiramente.
Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas. Habacuque 3:17-19.
Então, o que este homem estava buscando?Ovelhas, gado, uvas, comida, figos; era isso o que ele estava buscando?
Não;ele fixou a sua confiança no Senhor, o qual fez tudo isso que citamos,mas sua busca era no Deus dos impossíveis,Oh Glória a Deus;Eu também quero te buscar Senhor,quero te conhecer,quero estar em imtimidade com o Senhor.
E continua:Porque morrestes,e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo,em Deus.
Se eu e você,confessarmos realmente o que Paulo está declarando;Morrestes,se nós crescemos de fato na nossa inclusão no corpo de Jesus,podemos declarar:Senhor eu morri também,eu creio;Pois escondeste a minha vida juntamente com teu Filho Jesus Cristo,em Ti mesmo.
Brade de alegria mei irmão,Cristo lhe comprou para Ele mesmo;você meu irmão é irmã,nós que não valíamos nada,Ele nos comprou com sangue;É esse sangue nos lavou de todos os nossos pecados,Aleluia,Glória a Deus.Quando Cristo que é a nossa vida,se manifestar,então,vós tmabém sereis manifestados com Ele,em Glória.
Cristo,sem nenhuma dúvida,ira se manifestar para levar a sua igreja;na qual somos nós, os que crêem no sacrifício de Jesus Cristo;daí nós seremos manifestados com Ele em Glória;Ele é a nossa Glória,não as coisas daqui deste mundo.
O meu Rei e Senhor e Deus Pai,Deus Filho é Deus Espírito Santo para o todo o sempre;Amém.
Marquinhos.
A Deus toda a Honra e Louvor.

CHAMADOS À COMUNHÃO

Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. I Coríntios 1:9.


De acordo com o original grego, ekkesia significa "aqueles que foram chamados para fora" e foram reunidos em torno do nosso Senhor. Deus chamou homens de entre todas as nações, tribos, línguas e povos, ajuntou-os em Cristo para glorificar o Seu nome. A palavra comunhão significa "participação em comum". Então, Deus chamou homens de todas as nações para participarem da comunhão do Pai, Filho e Espírito Santo. A Igreja, portanto, é uma comunhão viva, fundamentada na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Na divindade há uma comunhão perfeita, o Pai compartilha tudo com o Filho, e o Filho compartilha tudo com o Pai, e tudo é compartilhado com o Espírito Santo. A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. II Coríntios 13:13.

O coração de Deus é amor; é Deus quem inicia o plano para nos redimir. O amor expresso é graça, e dentro da graça está o amor. A razão pela qual a graça do Senhor Jesus é mencionada em primeiro plano no versículo se deve ao fato da redenção ser realizada por Cristo. É Deus quem ama, e este amor segundo revelado por Cristo torna-se graça. O Espírito Santo nos comunica aquilo que Cristo realizou. O Espírito Santo de si mesmo nada tem para dar, Ele simplesmente nos comunica o que Cristo fez. A glória e o gozo da comunhão na divindade é algo que está além da nossa compreensão. Mas graças a Deus por causa do Seu grande amor, Ele estendeu essa comunhão através de Seu Filho para a humanidade. Este desejo de formar uma família, para este fim está revelado nestas palavras do apóstolo João: O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. I João 1:3.

Porém, temos que nos lembrar, que a comunhão entre o Pai e o Filho no Espírito era algo do qual nenhuma pessoa, depois da queda tinha o direito de participar. Por isso, não podemos reivindicar ou exigir para sermos aceitos nessa comunhão, pois somos totalmente desqualificados e completamente indignos. Entretanto, o Pai agradou-se em estender essa comunhão ao homem caído. Fomos chamados a compartilhar da comunhão do Filho de Deus, o nosso Senhor Jesus Cristo. Mas como essa comunhão pode se tornar uma realidade? Pelo amor de Deus. Deus Pai desceu até nós, na Pessoa de Seu Filho. O preço para Deus foi muito alto, custou a morte de Seu Filho. O plano exigiu que Deus Filho tomasse um corpo "preparado" para este fim, "em semelhança da carne do pecado, pelo pecado", para que, por esse meio, Ele pudesse realizar tal intento. Com um corpo humano, viveu a Sua vida de perfeita obediência e comunhão com o Seu Pai. E, pela sua morte nos reconciliou com Deus. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.

"Ainda pecadores", descrevem aqueles que são por natureza e por inclinação desobedientes. "Inimigos" significam aqueles que odeiam a Deus. Assim, foi pelo homem sem ajuda e sem esperança, que Cristo morreu. A morte de Jesus pôs o homem numa nova situação, em uma nova posição diante de Deus; numa palavra, a morte de Jesus restabeleceu o relacionamento do homem com Deus. Não só separados da comunhão, mas inimigos de Deus. Era necessário restabelecer aquilo que foi perdido no jardim do Éden. O nosso Senhor Jesus se tornou homem; e como homem se humilhou, até a morte e morte de cruz. Ele morreu na cruz a nossa morte. O que era impossível para o homem, Deus o tornou possível. O que o homem não podia realizar Deus realizou. O que o homem não podia fazer Deus fez. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados.

O chamado de Deus a essa comunhão se tornou possível, porque Ele se deu a Si mesmo por nós; e por meio da vida de Cristo implantada no nascido de novo, este pode responder à esse chamado. A resposta à esse chamado tem seu início na cruz, conforme o nosso Senhor disse: Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. Mateus 7:13. O nosso Senhor usou duas figuras para explicar este fato: Porta e caminho.

Pela "porta" se dá o início da jornada cristã. Por ela, se entra e se sai de um ambiente para outro. A riqueza destas duas figuras é muito grande, a porta tipifica a nossa morte, a morte do velho homem. Não é possível "caminhar" ou ter-se comunhão sem primeiro morrer para o pecado. A porta antecede o caminho. A porta representa a nossa justificação e o caminho tipifica o nosso andar com Deus. Não se vive à vida cristã, sem a vida cristã para viver.

O propósito do nosso andar com Deus em Cristo é conhecê-Lo. À medida que caminhamos com Deus, aprendemos a reavaliarmos como criaturas caídas, não fortes e auto-suficientes como supúnhamos ser, mas fracas e totalmente dependentes. À medida que caminhamos com Deus em Cristo, descobriremos que Ele é a nossa suficiência – o nosso tudo – a nossa porção. Podemos expressar como Habacuque expressou diante da ruína econômica ou outra privação qualquer: Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. Habacuque 3:17-19.

Não poderia ser diferente para aquele que anda com Deus, pois conhecendo-O se satisfará por completo, não precisando nem desejando coisa alguma além disso – O Senhor é a porção da minha herança e do meu cálice... No seu diário, Frank Laubach expressou assim, o seu sentimento da presença de Deus: A descoberta mais importante de toda a minha vida é que uma pessoa pode pegar uma cabana pequena e rude e transformá-la em um palácio, simplesmente inundando-a com a presença de Deus. Em 1695, Madame Guyon, foi aprisionada em Vinccennes, na França. Seu único crime era o de amar a Deus. Todavia, por causa da sua vida em Cristo, a prisão lhe pareceu um palácio. Ela comentou: As pedras de minha prisão se assemelhavam a rubis a meus olhos e eu as estimava mais do que todos os aparatos brilhantes de um mundo de vaidades.

Por que Deus nos chamou para andarmos com Ele? Porque Deus é um Deus de propósito. E o propósito de Deus é que seus filhos sejam semelhantes ao seu Filho, o nosso Senhor Jesus Cristo. Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. II Coríntios 3:17-18.

Inicialmente fomos justificados pela fé em Cristo Jesus, isto é, passamos pela "porta", o nosso velho homem foi crucificado; depois, santificação e finalmente glorificação. De glória em glória estamos sendo transformados à imagem de Cristo. É dessa forma que crescemos. Não desejamos nos transformar em eruditos da Bíblia, não desejamos apenas que o Senhor responda nossas orações, desejamos ser transformados à imagem do nosso Senhor de glória em glória.Christian Chen. Os filhos de Deus não precisam se isolar para ter comunhão com Deus. Eles são os templos do Espírito Santo. E contemplando o Senhor, contemplando a glória do Senhor, por isso, são transformados à Sua imagem. Esse é o "caminho". Após a salvação, o espírito daquele que foi redimido nunca mais estará só; o Espírito Santo habita para sempre no espírito dos que são de Cristo.

No momento da salvação se estabelece uma união entre o Espírito Santo e o espírito do cristão. "Andai no Espírito" significa que o Espírito Santo é a esfera do andar do cristão. Os salvos em Cristo caminham segundo a orientação do Espírito Santo, caminham após o Espírito Santo, desejam estar constantemente em Sua presença. Os cristãos devem caminhar segundo a comunhão com seu Senhor e andam segundo a Sua orientação. Regozijamo-nos com o fato de não precisarmos ser eternos bebês; mas com o fato de que podemos prosseguir na expectativa de alcançar o alvo que foi posto diante de nós: Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. II Pedro 3:18. Nenhum pai ficaria satisfeito com o crescimento de seu filho se, dia a dia, ano após ano, ele permanecesse o mesmo bebê frágil dos primeiros meses de sua vida.

Deus nos chamou para Sua própria glória. Nós fomos chamados por Deus, não somente para termos os nossos pecados perdoados, ou simplesmente nos levar para o céu; Ele nos chamou para participarmos da Sua própria glória. Ele nos chamou de acordo com uma necessidade, Ele nos chama de acordo com uma necessidade. Ele nos chama de acordo com Sua glória. Nas Escrituras, a glória é algo indescritível, por outro lado, glória é sinônimo do próprio Cristo. Ele nos chamou de acordo com o que Ele mesmo é, para que possamos ser semelhantes a Ele. Portanto, o Seu chamamento é um grande chamamento, uma soberana vocação. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:13-14.

Que premiação é esta? O nosso chamamento é para refletirmos a imagem de Seu Filho. Esse é o supremo "galardão". Nosso prêmio é para participarmos de Sua glória. Deus, em Sua grande misericórdia, nos trouxe à vida por meio da ressurreição de nosso Senhor Jesus, e por esta mesma vida nos conduzirá até o Seu propósito final. Amém.
A DEUS toda a Honra e Louvor!
Pr:Humberto Xavier Rodrigues.
1°Igreja Batista de Londrina - Paraná.

H E R E S I A S - 2.

"Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" II Pedro 2.1

Heresia é todo ensinamento que não corresponde com a Palavra de Deus. Heresia é torcer a verdade usando a própria Palavra de Deus: "...nas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição" II Pedro 3.16. A palavra escrita ou pregada para não ser heresia, tem que se conformar com a doutrina Bíblica, pois se não for assim, não haverá poder para transformar nem para convencer: "retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes" Tito 1.9.

Neste meditação vamos atentar para uma heresia muito comum entre os evangélicos, a heresia de que o espírito do homem é divino e sua carne é pecadora.

Há um ensinamento de que o homem é formado por três partes: corpo, alma e espírito. Na alma reside os sentimentos, no espírito a parte santa do homem em relação a Deus, e no corpo o pecado. Esta heresia ensinada diz que o homem no espírito serve a Deus, no corpo ao pecado e na alma as suas vontades, portanto o homem enquanto viver neste mundo, possuirá duas naturezas: a de Deus no seu espírito e a do pecado na sua carne. Que o homem possui dois cachorros dentro de si, um branco e o outro preto. O branco é o lado espiritual que gosta das coisas de Deus e o preto o lado negro do pecado que gosta das coisas do mundo, portanto deve-se alimentar o branco e matar o preto.

Neste ensinamento não encontramos a aprovação das Escrituras, muito menos do Espírito da verdade que nos ensina todas as coisas e nos conduz à toda verdade. Deus pela Sua Palavra nos ensina que todos nós nascemos com uma só natureza: a pecadora: "Eis que eu nasci em iniqüidade, e em pecado me concedeu minha mãe" Salmos 51.5. Esta é a natureza de filhos da ira, dos filhos do diabo, e quem está debaixo do seu domínio é escravo do pecado e faz a vontade da carne e dos pensamentos: "nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais" Efésios 2.2-3. "Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" João 8.34. "Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim" Romanos 7.15-20. E se alguém morrer no seu pecado, receberá como salário a morte: "Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados; porque, se não crerdes que eu sou, morrereis em vossos pecados João 8.24. "Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor" Romanos 6.23. "Quem comete o pecado é do Diabo, porque o Diabo peca desde o princípio, para isto o Filho de Deus se manifestou, para destruir as obras do Diabo" I João 3.8.

Por ser a lei impossível de salvar, por causa da fraqueza da carne no pecado, Deus enviou o Seu Filho Jesus Cristo, na semelhança de nossa carne pecaminosa, por causa do pecado, para que em sua própria carne, destruísse o pecado (Romanos 8.3). Jesus se assemelhou a nossa natureza, para que na sua morte ela fosse totalmente destruída, e foi: "sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado" Romanos 6.6, para que na sua ressurreição, pudéssemos receber da Sua natureza divina: "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus Efésios 2.4-6.

O nosso primeiro nascimento nos traz para o mundo dos pecadores, mas o novo nascimento nos leva para a natureza divina: "pelas quais ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo" II Pedro 1.4, pois Ele já nos deu tudo, todas as bênçãos espirituais dos céus em Cristo Jesus. Aleluia! Para vivermos em novidade de vida (Romanos 6.4). Quem verdadeiramente nasceu de novo, nasceu do alto, do Espírito, não possui mais a natureza pecaminosa, mas a natureza santa e divina de Deus. Deus não mistura o santo com o profano e jamais deixaria no homem regenerado a velha natureza. Deus verdadeiramente arranca de nossa carne o coração de pedra e nos dá um coração novo e um espírito novo: "Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis" Ezequiel 36.26-27.

Toda pessoa que nasceu da carne é carnal, e todo aquele que nasceu do Espírito é espiritual: "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito" João 3.6. Quem é nascido na carne, mesmo que faça alguma coisa aparentemente espiritual, tais como: orar, jejuar, pregar, dar o dízimo é carnal, Deus não pode aceitar, porque tudo o que há nele, seja o corpo, a alma ou o espírito estão corrompido: "Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo" Isaías 1.5-6. Mas todo o que é espiritual não está mais na carne mas no Espírito, e tudo o que ele faz é espiritual: "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele Romanos 8.9, portanto o seu corpo, alma e espírito estão guardados pelo poder de Deus: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo" I Pedro 1.5; são santos de Deus, inculpáveis e irrepreensíveis: "A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis" Colossenses 1.21-22; estão irrepreensíveis e preparados para o dia de Cristo Jesus: "E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" I Tessalonissenses 5.23.

Se o pecado ainda te domina, não se engane, você ainda não nasceu de novo, ainda que você tenha uma convicção religiosa, porque Deus diz: "Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece. Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo; quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Aquele que é nascido de Deus não peca; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão" I João 3.6-19.

Se você não entende isso, peça revelação a Deus, Ele é o que revela o que é profundo e o que está escondido: "Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz" Daniel 2.22. Amém. Quem é de Deus ouve as Palavras de Deus.

Edward Burke Junior
A DEUS toda a Honra e Louvor!

H E R E S I A S - 1.

"INSTRUINDO COM MANSIDÃO AOS QUE RESISTEM, A VER SE PORVENTURA DEUS LHES DARÁ ARREPENDIMENTO PARA CONHECEREM PLENAMENTE A VERDADE. E TORNAREM A DESPERTAR, DESPRENDENDO-SE DOS LAÇOS DO DIABO, EM QUE À VONTADE DELE ESTÃO PRESOS" II TIMÓTEO 2.25-26.

Muitas são as heresias, mas a que mais se evidência em todos os tempos, é a doutrina do livre-arbítrio do homem. Para começar, a própria palavra é uma heresia em si mesma, pois, livre é aquilo que não tem arbitro, e aquilo que tem arbitro não pode ser livre. Exemplo: Um jogo de futebol não é livre se tem arbitro, e não pode ter arbitro se é livre. A própria palavra não existe, pois, é antagônica em si mesma.

O que os indoutos chamam de livre-arbítrio, vamos chamar de livre-vontade do homem. É nesta livre vontade que está a heresia. Esta defesa por livre vontade não é do homem, mas do diabo, quando no jardim do Éden ofereceu-o ao homem para tentá-lo a se rebelar contra Deus, e conseguiu. É ele mesmo que torce as Escrituras quando diz até hoje que Deus deu esta livre vontade ao homem antes do pecado, mas isto não é verdade. O homem teria total liberdade se Deus não tivesse dito: "mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás" Gênesis 2.17. Só se tem liberdade, quando esta liberdade é ampla e irrestrita.

É verdade que somente duas pessoas não eram escravas de suas vontades pecaminosas: Adão antes do pecado e Jesus; mas o homem não. Mas Adão antes do pecado, Jesus e o homem regenerado nunca tiveram vontade livre, pois, quando não somos escravos do pecado, somos servos da justiça, tanto é assim, que foi considerado pecado a desobediência de Adão: "Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres em relação à justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? pois o fim delas é a morte. Mas agora, libertos do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna" Romanos 6.20-22. Só há liberdade quando não há lei.

Como podemos ver, nunca houve para o homem, nem mesmo para o homem Jesus uma vontade livre, pois, sempre o homem estará debaixo de uma servidão, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça. Qualquer um esta debaixo de autoridade, seja do diabo ou de Deus: "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" João 5.30. "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" João 6.38. "Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!" Lucas 22.22. Jesus aprendeu a obediência por aquilo que sofreu (Hebreus 5.8). Ele foi obediente até a morte e morte de cruz (Filipenses 2.8), e sempre se sujeitou à vontade de Deus: "E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres" Mateus 26.39.

A vontade de Deus é soberana, e o homem não foi criado para viver em rebeldia contra Deus. Livre-arbítrio nada mais é do que uma rebeldia contra a vontade de Deus, é uma defesa do homem rebelde que quer se levantar contra a vontade de Deus: "Por que se amotinam as nações, e os povos tramam em vão? Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos conspiram contra o Senhor e contra o seu ungido, dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que está sentado nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os confundirá, dizendo: Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro" Salmos 2.1-9. Mesmo Jesus, a quem foi dado todo o poder nos céus e na terra, e todo domínio, depois de cumprir a vontade de Deus, também se sujeitará a Ele: "Então virá o fim quando ele entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos" I Coríntios 15.24-28.

Quando dizemos que o homem não tem vontade livre, não estamos dizendo que o homem não tenha liberdade, mas esta liberdade é uma lei, é o que a Bíblia chama de lei da liberdade: "Falai de tal maneira e de tal maneira procedei, como havendo de ser julgados pela lei da liberdade" Tiago 2.12. O mesmo versículo de Gênesis 2.16, nos mostra o que isto significa quando diz: "De todas as árvores do jardim podereis comer livremente". Este versículo nos mostra claramente a diferença de vontade livre e liberdade. O homem só teve esta liberdade, porque foi dada por Deus. Dentre todas árvores do jardim eles podiam comer livremente. Na ordem de Deus estava a liberdade deles, aqui eles podiam comer conforme bem lhes parecia, e esta liberdade só foi possível, porque a lei lhe proporcionou.

Como podemos ver, eles tinham liberdade, mas não vontade livre, pois, onde há lei não há vontade livre, porque Deus restringiu a eles a árvore do conhecimento do bem e do mal: "Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" Gênesis 2.16-17. Eles só teriam vontade livre se eles pudessem escolher livremente e não ser punidos.

A vontade do homem caído não está separada de sua natureza, portanto, é uma heresia dizer que o homem tem "livre-arbítrio" ou vontade livre, porque aquele que está no pecado, está debaixo do poder do pecado que está nos seus membros, e que o leva cativo a satisfazer os desejos da sua carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos: "Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" João 8.34. Caso ele esteja debaixo da graça, não vive mais, mas é Cristo que vive nele, portanto, as suas vontades estarão ligadas à sua natureza, e continua servo, mas só que agora da justiça e da santidade da vida de Cristo.

O homem tem vontade, mas ela não é livre porque todo o universo é regido por leis. Ele só encontra liberdade onde o próprio Deus concede. Só era possível haver vontade livre se Aquele que é o legislador e juiz não existisse. E se Ele não existisse continuaríamos sendo servos, só que do diabo. Caso ele também não existisse, ai sim estaríamos livres, mas daí seríamos deus e esta é que foi a tentação. O que chamam de livre-arbítrio, os pais da igreja chamaram de escravidão. A vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.

O homem caído, pecador, não tem escolha. Deus diz: "Escolhe a vida", porque a condenação e a morte ele já tem: "Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está condenado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus" João 3.17-18. O homem seria livre se ele tivesse duas opções para escolher e Deus não dá essas opções. Só há uma escolha, uma porta, um caminho, uma verdade, uma vida: Jesus Cristo, caso contrário, já está condenado, acreditando em livre-arbítrio ou não.

O livre-arbítrio é uma mentira do diabo que ele lançou lá no Éden enganando a mulher e continua com a mesma astúcia enganando as pessoas até o dia de hoje. Ele mesmo sabe que como criatura está debaixo da Soberania e da Determinação de Deus: "Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou; e o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos" Apocalipse 20.7-10.

Creia na Soberania de Deus, no Seu Poder, na Sua Determinação, no Testemunho que Ele deu de seu Filho; sujeite-se à Sua Vontade, arrependa-se da sua maldade, ponha a sua boca no pó, caso contrário, a parte que lhe cabe é o Lago de Fogo que é a segunda morte, porque na primeira morte, todos os que não foram vivificados por Cristo estão: "E a morte e o hades foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo" Apocalipse 20.14-15. A vontade de Deus e não a do homem prevalecerá. Amém.
Edward Burke Junior
A DEUS toda a Honra e Louvor!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

RECEBIDO NA GLÓRIA.(1tIMÓTEO 3:16).

Nos dias em que nosso Senhor se fez homem vimo-Lo humilhado e muitíssimo oprimido, pois foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer” (Isaías 53:3). Ele, cujo esplendor é como o da alva, diariamente vestia pano de saco: vergonha foi o Seu manto, e acusações as Suas vestes. Agora, no entanto, tendo triunfado sobre todos os poderes das trevas no sangrento madeiro, com os olhos da fé contemplamos o nosso Rei voltando de Edom com vestes coloridas, glorioso em Seu manto de vitória (Isaías 63:1) . Como devia estar glorioso aos olhos dos serafins quando uma nuvem O acolheu da vista dos mortais e Ele ascendeu ao céu! Agora, Ele exibe a glória que tinha com Deus antes mesmo da terra existir, e ainda outra superior a todas as demais - aquela que conquistou na luta contra o pecado, a morte e o inferno. Vitorioso, Ele exibe a coroa de glória. Ouça como a canção se eleva! É uma nova e mais doce canção: “Digno é o Cordeiro que foi morto, pois nos remiu com Seu sangue para Deus”. Ele exibe a glória de um Intercessor que jamais poderá falhar, de um Príncipe que jamais será derrotado, de um Conquistador que venceu todos os adversários, de um Senhor que tem a lealdade do coração em todas as coisas. Jesus exibe toda a glória que o esplendor do céu pode Lhe conferir, que milhares de vezes milhares de anjos podem Lhe prestar. Nem com toda a sua imaginação você pode compreender Sua grandeza inigualável; contudo, haverá ainda outra manifestação dessa glória quando Ele descer do céu em grande poder, junto com todos os santos anjos: “então, se assentará no trono da sua glória” (Mt. 25:31). Oh, o esplendor dessa glória! Ela arrebatará o coração de Seu povo. E nem isto é o fim, pois a eternidade ouvirá o Seu louvor: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre”. (Hb. 1:8) Leitor, se você alegra na glória de Cristo do porvir, Ele precisa ser glorioso aos seus olhos agora. Ele é?
Por Charles Haddon Spurgeon.
A Deus toda a Glória e Louvor!

A MINHA GRAÇA TE BASTA.(2CORÍNTIOS 12:9)

Se nenhum dos santos de Deus fosse humilhado e sujeito às provações, não conheceríamos tão bem nem metade das consolações da graça divina. Quando encontramos um andarilho que não tem onde reclinar a cabeça, mas que pode dizer: "mesmo assim confiarei", ou quando vemos um pobre necessitado de pão e água que ainda se gloria em Jesus; quando vemos uma viúva enlutada assolada por aflições e ainda tendo fé em Cristo, oh! que honra isto reflete no evangelho. A graça de Deus é exemplificada e engrandecida na pobreza e nas provações dos crentes. Os santos resistem a todo desalento, crendo que todas as coisas cooperam para o seu bem, e que, entre todas as coisas aparentemente ruins afinal florescerá uma verdadeira bênção - que, ou seu Deus operará um rápido livramento, ou, com toda certeza, os sustentará na provação, enquanto assim Lhe aprouver. Esta paciência dos santos prova o poder da graça divina. Há um farol em alto mar: a noite está calma - não posso dizer se sua estrutura é sólida ou não; a tempestade precisa desabar sobre ele, e só assim saberei se continuará em pé. Assim é com a obra do Espírito Santo: se ela não fosse cercada por águas tempestuosas em muitas ocasiões, não saberíamos que é forte e verdadeira; se os ventos não soprassem sobre ela, não saberíamos o quanto é firme e segura. As obras-primas de Deus são aqueles homens que permanecem firmes, inabaláveis, em meio às dificuldades:

"Calmo em meio ao choro transtornado
Confiante na vitória."

Aquele quer quer glorificar seu Deus deve ter em conta o enfrentar muitas provações. Nenhum homem pode ser reconhecido diante do Senhor a menos que suas lutas sejam muitas. Se, então, o teu for um caminho atribulado, regozija-te nele, pois mostrarás o teu melhor diante da toda-suficiente graça de Deus. Quanto a Ele falhar contigo, jamais penses nisto - odeia este pensamento. O Deus que foi suficiente até agora, o será até o fim.
Por Irmão Charles Haddon Spurgeon.
A Deus toda a Glória e Louvor!

DEPENDÊNCIA TOTAL DO SENHOR

“Eles, pois, colhiam o maná cada manhã” (Êxodo 16:21)

Esforça-te em preservar o propósito da tua total dependência do agrado e da vontade do Senhor, para que as tuas mais ricas alegrias permaneçam.

Jamais tentes viver do velho maná, nem procures encontrar auxílio no Egito. Tudo precisa vir de Jesus ou estarás arruinado para sempre. Unções antigas não bastarão para transmitir graça ao teu espírito; tua cabeça necessita do azeite fresco do chifre de ouro do santuário derramado sobre ela ou não terá glória. Hoje podes estar no topo do monte de Deus, mas Ele, que te colocou lá, deve te manter lá, ou descerás muito mais rápido do que imaginas. Tua montanha só permanece firme quando Ele a assenta em seu lugar; se Ele esconder Sua face, logo ficarás abalado. Se o Salvador assim o quisesse, não haveria janela para veres a luz do paraíso, a qual Ele não pode apagar nem por um instante. Josué ordenou ao sol que parasse, mas Jesus pode encerrá-lo em total escuridão. Ele pode retirar a alegria do teu coração, a luz dos teus olhos, e a força da tua vida; as tuas consolações repousam em Suas mãos, e, pela Sua vontade, podem ser afastadas de ti. Esta dependência contínua é determinada pelo Senhor para a sentirmos e reconhecermos, pois Ele só nos concede orar pelo “pão de cada dia”, e promete apenas que “a nossa força será como os nossos dias”. Não é melhor para nós que seja assim, podendo sempre retornar ao Seu trono e ser lembrados constantemente de Seu amor? Oh! Como é rica a graça que nos sustém incessantemente e que não se retém por causa da nossa ingratidão! A chuva de ouro jamais cessará e a nuvem de bênçãos permanecerá para sempre sobre a nossa habitação. Ó, Senhor Jesus, nos curvaremos aos Teus pés, conscientes da nossa total incapacidade para fazer qualquer coisa sem Ti, e, em cada favor que tivermos o privilégio de receber, adoraremos Teu bendito nome e reconheceremos Teu inextinguível amor.
Por Irmão Charles Haddon Spurgeon.
A Deus Toda a Glória e Louvor!

SERMÃO SOBRE JÓ 1:9-12

Mas Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: Acaso é por nada que Jó teme a
Deus?Porventura não tens posto uma sebe em volta dele, da sua casa e de tudo o que ele
tem? Tens abençoado o trabalho das suas mãos, e os seus bens multiplicam-se na terra. Mas
estende a mão agora, toca em tudo quanto ele tem, e ele te amaldiçoará no teu rosto! Disse o
Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está ao teu dispor; somente contra ele próprio
não estendas a tua mão. E saiu Satanás de diante do Senhor.
Embora o Diabo aqui esteja fazendo seu mister, que é o de perverter todo o bem,
acusando falsamente a Jó, como se este fosse um hipócrita, sem embargo, ele descobre o mal
que existe voluntariamente nos homens, ao qual somos inclinados por natureza. Pois, como é
astuto e velhaco, sabe bem de que lado nos atacar. Reparemos então que aqui o diabo revela
um vício pelo qual estamos todos manchados até que Deus nos cure dele por sua graça: isto é,
que nos períodos de prosperidade conseguimos bendizer a Deus. Contudo, se esse nos aflige,
mudamos a conversa e então começamos a murmurar contra ele, esquecendo-nos de todo o
louvor que lhe atribuíamos enquanto nos tratava segundo nosso desejo. Desta forma, há
muitos hipócritas que só são conhecidos e descobertos quando Deus os aflige. Porque,
enquanto estão na comodidade e no descanso, não demonstram a rebelião que neles há, ela
fica oculta. Eis por que as Escrituras nos mostram com tanta freqüência que Deus prova os
seus, examinando-os por meio das aflições, colocando-os na fornalha qual ouro, não apenas
para serem purgados, mas também para serem conhecidos (1 Pd 1.7). Pois as aflições têm
duas utilidades: uma delas, mortificar Deus os vícios que existem em nós. Quando ele nos
aflige, somos domados, ele manda que nos retiremos deste mundo e que não sejamos dados às
nossas volúpias e delícias carnais. A outra é que, tal como na fornalha o ouro é provado, para
que se conheça se há escória, assim também Deus revela o que nós somos ao nos atribular.
Porque os homens não conhecem a si próprios antes de serem assim provados. Antes de
havermos passado pela peneira, temos a impressão de que tememos a Deus, de que não há o
que censurar em nós; não obstante, há as imperfeições que nos são desconhecidas. Ele no-las
revela, ele faz com que a sintamos quando envia alguma angústia, algum desgosto, e então
percebemos qual é a nossa fraqueza. Ora, se Deus faz com que as aflições de seus fiéis sirvam
como um espelho no qual esses se contemplam, com mais forte razão mostrará aos outros os
seus, se há nos corações destes fé e obediência, se são hipócritas ou se o servem em verdade.
Isso é o que temos para observar nessa passagem; e, de fato, a experiência no-lo demonstra.
Pois vemos muitos assim, os quais, quando Deus lhes envia tudo que lhes apetece, sua fala é
doce como açúcar, segundo se diz, esse bom Deus será tão louvado por suas maravilhas, sim,
quando encontram seus pratos cheios, nada lhes faltando, Ó, lhes é bastante fácil confessar
* Trecho retirado e traduzido do original francês Sermons sur le Livre de Iob, do mesmo autor, com
consultas à versão inglesa. (N. do T.)
† Um dos principais nomes da Reforma Protestante, João Calvino (1509-1564) nasceu em Noyon
(França). Tendo em comum com o alemão Martinho Lutero o fato de também ter sido seminarista na juventude,
deu prosseguimento à obra desse, ensinando a doutrina e a aplicação da justificação pela fé somente em Cristo,
como revelada nas Escrituras Sagradas, empenhando-se em aplicar o ensino bíblico a todas as áreas da vida; não
obstante, o sistema teológico chamado calvinismo é mais estruturado que o luteranismo. Calvino estabeleceu-se
em Genebra (Suíça), já que na França do rei Francisco I não eram tolerados não-católicos. A igreja que ele
pastoreava ali veio a se tornar um centro da Reforma, a ponto de John Knox dizer que ela foi “a mais perfeita
escola de Cristo desde os dias dos apóstolos”. Os Sermões sobre Jó, os Comentários da Bíblia e as Institutas
constituem o grande monumento do seu pensamento teológico. (N. do T.)
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que Deus é bom. Contudo, se ele começa a lhes tratar rudemente e as coisas não vêm do seu
agrado, eles se aborrecem. Se Deus continua a proceder com severidade ainda maior, então
irrompem em murmuração, sim, arrotando blasfêmias contra ele; mesmo que não as
pronunciem pela boca, seu coração está repleto de veneno, de maneira tal que seguram sua
cólera, indignando-se contra Deus por ele não os tratar da forma como querem. Vedes então
como, na época de prosperidade, há muitos que bendizem a Deus, mas isso não é senão
hipocrisia dos que não querem fazer isso, pois são piores que aqueles que se iludem de tal
modo que ignoram seus vícios. Sendo assim, pois, reparemos que Satanás considerou aqui os
males pelos quais os homens estão maculados. Percebemos também com que inimigo temos
que lidar: ele nos espreita e espia de todos os lados para ver onde consegue uma entrada para
nos ferir. Em vista disso, então, atentemos bem que, quando tivermos louvado a Deus e o
tivermos servido no tempo de prosperidade, isso não é tudo: porém, devemos nos preparar
para, quando aprouver a Deus nos atormentar e nos submeter a muitos males e misérias,
apesar disso, açaimarmo-nos, para termos essa humildade de a ele nos subjugarmos, para
sermos pacientes e calmos para receber todas essas correções. Se não chegarmos a tal prova,
quer dizer, se não formos pacientes quando Deus nos afligir, todo o serviço que lhe fizermos
não será grande coisa. É verdade que Deus aceita bem os seus nos tempos de prosperidade;
mas, em qualquer caso, devemos considerar a razão por que nos faz passar por essa peneira de
aflições. Por conseguinte, então, temos que guardar bem essa doutrina aqui. E, de resto,
quando é dito aqui que os homens, estando atribulados por aflições, maldirão a Deus na face,
é verdade que tal não se dá ao primeiro golpe, pois ainda há alguma reverência a Deus
gravada em nós, tal que suportamos algum descontentamento. Bem, nós gemeremos em
segredo, nós ficaremos contrariados e agastados, mas abrir a boca para blasfemar de Deus
ainda nos horroriza. Quando estivermos assim entristecidos e o mal aumentar ou perdurar por
tempo demasiado, então se acende como fogo a nossa impaciência e começamos a vomitar o
que antes estava abrigado em nossos corações. Vedes como, com o tempo, os que são
afligidos maldirão a Deus na face, ou seja, extravasando além da medida, não mais
apreendendo a majestade divina para se humilhar debaixo dela, não sabendo que, se forem
rebeldes, não mais terão essa apreensão de seu juízo que os impediria de ultrapassarem os
limites. Desta sorte, temos bom motivo para orar a Deus, a fim de que faça refrear tanto
nossas línguas quanto os nossos corações e que nunca permita que incorramos nesse excesso
de o maldizer abertamente: mas, em vez disso, que o resultado dos castigos que ele nos envia
seja tão ditoso que se nos torne em proveito e salvação, visto ser esta a sua intenção quando
nos aflige. Eis o que temos que depreender dessa passagem.
Observemos, porém, que Satanás, embora seja o pai da mentira, fala aqui a verdade
quando diz que Deus era como uma muralha para Jó, e que guarnecia sua casa de todos os
lados, e que ele o fazia prosperar. Vedes como ele se transfigura em anjo de luz (2 Co 1.14).
Porque, estando diante de Deus, ele tem que expor as coisas como são, pois não há lugar para
se valer de tais embustes, como usados com os homens para os ludibriar. Desse modo, Satanás
pega princípios que são verdadeiros, só que para os aplicar mal, porque ele nada quer senão a
perdição de Jó. Ora, ele diz que Deus era para esse uma defesa. Saibamos então que, para
sermos sustentados neste mundo, Deus deve colocar nisso a mão: pois o que é a nossa vida, e
a quantas necessidades ela está sujeita? Não podemos então subsistir um minuto se não
formos conservados pela graça divina. De igual maneira, tudo o que possuímos precisamos ter
de Deus, que nos abastece. Com efeito, quem é que fala aqui? Satanás, o mesmo que virá nos
arruinar inteiramente se não estivermos, por assim dizer, bem murados, se Deus não nos servir
de baluarte, como ainda veremos no decorrer do texto. Porque, tão logo Satanás obtém sua
permissão, vemos como ele pilha todos os bens de Jó, e com que impetuosidade ele o faz.
Antes, então, era preciso que Jó estivesse munido da graça de Deus e que ela lhe servisse de
muralha em todo o derredor. Ora, essa doutrina é-nos bem útil, pois somos admoestados
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através dessa para orar a Deus para que se compraza em nos guardar, visto que, estando neste
mundo, estamos como que em uma floresta cheia de bandidos. Eis também porque nas
Escrituras estes títulos aqui lhes são atribuídos: nosso escudo, broquel, muralha, trincheira,
baluarte, bastião, torre e fortaleza. Porque é que as Escrituras usam tantos termos para denotar
que a proteção de Deus é forte? É para que sejamos ensinados que sem ele pereceremos cem
mil vezes por dia e que ele deve velar incessantemente pela nossa segurança. Vedes, pois,
como eu disse, que é necessário que os homens saibam que sua vida nada é, que ela é mais
frágil que qualquer outra coisa, que ela está sujeita a uma infinidade de mortes, de modo que
através disso apela-se a eles para que orem a Deus a fim de que ele os guarde. E, quando tiver
chegado aquele dia de suas vidas, necessariamente conhecerão que Deus os sustentou, e
atribuir-lhe-ão o louvor de tudo. Isso é o que temos a observar nessa passagem. Ora, se
Satanás, que é o inimigo de toda verdade, confessa que é Deus a muralha dos homens (e é
constrangido a falar assim, como se estivesse sob tortura), considerando que Deus nos faz
provar a sua virtude, fazendo com que a sintamos, que ingratidão será se fizermos confissão
inferior à de Satanás, o qual, por suas mentiras, nada mais quer senão empanar, sim, anular
totalmente a graça divina, com o fito de que esta fique desconhecida? Desse modo, pois,
vemos que os que não refletem sobre essa proteção de Deus são piores que o diabo, e
forçosamente se tornam embrutecidos, sim, de todo enfeitiçados. Quanto a essa frase, é isso.
Subseqüentemente, é dito que Deus deu permissão a Satanás para fazer o que bem lhe
parecesse sobre todos os bens de Jó, menos tocar na pessoa desse. Aqui, à primeira vista,
pode-se admirar de Deus permitir que Jó, seu servo, ficasse ao arbítrio de Satanás. Convém
que o diabo tenha tal crédito para com Deus, que, quando pede licença a esse para nos fazer
mal, seja-lhe outorgada? E dá a impressão que Deus lhe favorece, dá a impressão que Deus,
no entretempo, brinca conosco como que com uma bola. Reparemos, porém, que, quando
Deus permitiu isso a Satanás, não foi para o agradar, ele não foi movido pelo pedido de
Satanás, tampouco induzido a consentir que Jó fosse afligido daquele jeito. Ele já havia
decretado isso em seu conselho antes de Satanás haver emitido qualquer palavra, antes de esse
haver feito tal pedido: Deus queria afligir seu servo, e o queria por causa justa, a qual nos foi
desvendada. Contudo, quando ela nos for desconhecida, devemos abaixar a cabeça, dizendo
que Deus é justo e imparcial em tudo o que faz. Este, então, é o primeiro ponto que temos que
notar, a saber, que Deus aqui não atendeu Satanás como se fosse movido por suas solicitações:
porém, pela sua boa vontade, querendo afligir Jó, concedeu a Satanás o que pediu. Sim, para
envergonhar a esse e para obter um triunfo maior contra ele, deixando-o confundido. Pois esse
calculava que Jó amaldiçoaria a Deus na face, isto é, blasfemaria de boca cheia quando fosse
maltratado daquela forma severa. E por que agiu assim? Porque Satanás leva em conta quem
nós somos, a saber, que logo nos derramamos como água, que nossa virtude nada é.
Entretanto, ele não apreende a graça de Deus, o quanto ela é forte e invencível em nós. É
verdade, apesar disso, ele a sente e experimenta, no entanto, não a conhece. E vedes como ele
se engana, vedes sobre o que ele faz o seu cálculo: que, quando consegue ter sua licença para
nos atormentar, seremos logo vencidos, seremos de imediato tragados pela tristeza e que,
nesse desespero, blasfemaremos de Deus. Eis o que Satanás espera e o que ele tenciona. Sim:
mas Deus lhe resiste, e zomba dessa sua esperança, visto que interpõe antes a graça de seu
Espírito Santo e Satanás fica confuso ao ver que não pode atingir aquilo que queria tentar
contra os servos de Deus, que tudo resultou no contrário, no oposto de sua intenção. Assim
sendo, Deus, conhecendo qual seria o resultado das aflições de Jó, havia determinado em seu
conselho afligi-lo, sim, sem ser incitado a isso por Satanás. Mas por que, então, as Sagradas
Escrituras nos dizem aqui que isso foi feito por requisição de Satanás? Ora, isso se dá por dois
motivos. Primeiro, para que, quando formos vergastados por Deus, saibamos que é Satanás
quem o solicita, sim, para com isso nos colocar em desespero. E São Paulo nos revela tal
coisa no trecho que citamos dias passados (Ef 6.12), que guerreamos contra as potências
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espirituais, não contra a carne e o sangue. Então, assim que nos sobrevier algum mal,
saibamos que Satanás o maquinou, a fim de que resistamos a ele pela fé e estejamos munidos
e armados do poder de Deus, conhecendo que aquele têm um tão grande poder contra nós,
para que recorramos àquele que pode nos fortalecer. Eis, pois, a que as Escrituras se referem.
Depois, em segundo lugar, ele também nos quer mostrar a paternal bondade de Deus
para conosco ao nos sustentar como seus filhos, não dando a licença que nosso inimigo bem
desejaria ter sobre nós e também não deixando que ele tenha prazer em nos afligir, pois não
sabe esse que isso é apropriado para a nossa salvação. Verdade é que devemos ter isto como
algo inabalável: se não soubermos o porquê de Deus nos afligir, todavia, confessemos sempre
que ele é justo. No entanto, devemos ainda ter esta doutrina gravada em nossos corações, a
saber, que Deus nos ama tão ternamente que não quer senão nos abater, nos poupar, nos ter
como que em seu regaço – eis como as Escrituras falam disso. Agora, pois, quando vemos
Satanás querendo acender o fogo, pedindo a Deus que Jó seja perseguido, notemos que as
Escrituras nos revelam que Deus não nos trata tão severamente à toa, que não é para sermos
perseguidos por nosso inimigo, visto que ele não quereria outra coisa que não nos ter em
repouso e comodidade se nos fosse conveniente: mas porque é bom que sejamos assim
exercitados pelas aflições, sim, pelas mãos de Satanás. Então Deus a permite, posto que ele
sabe ser bom e proveitoso para nós. Isso, digo eu, é o que temos a observar. Ora, sendo assim,
tomemos um exemplo diverso. No primeiro livro dos Reis, no último capítulo, também se fala
de como ele realiza suas conferências decisórias (a tenu ses assises), há uma descrição tal
como está aqui, que o Profeta viu a ele, o qual estava assentado sobre seu trono e que lá
perguntava: “Quem enganará Acabe por mim?” Satanás não se antecipou a Deus nesse caso,
não veio dizer: “Se me deres permissão para iludir Acabe, eu farei tudo o que quiseres”.
Porém, é Deus quem inicia, dizendo: “Ó, encontrarei eu um espírito de mentira que vá
ludibriar Acabe? Porque quero que ele submerja até às profundezas do inferno”. Ora, por que
ele fala desse jeito? Porque se trata de executar uma justa vingança contra um hipócrita, um
desprezador cheio de crueldade, um inimigo mortal de todo bem. Este é Acabe, que perverteu
totalmente o serviço de Deus, que o profanou totalmente com seus ídolos, estando cheio de
rebelião e de maldade contra os Profetas e não querendo dar ouvidos a admoestação alguma.
Ao ficar esse endurecido dessa forma em suas depravações, de modo tal que nada se ganhava
ao querer trazê-lo de volta ao reto caminho, havendo Deus tentado tudo e visto que é um
homem perdido, então ele convoca uma reunião para deliberar (tient ses assises),
perguntando: “Quem enredará Acabe?” Porque Deus quer ali cumprir seu ofício de juiz.
Percebemos então que, quando Deus quer punir os maus e executar contra ele sua ira segundo
o que merecem, não espera para ser solicitado por Satanás, mas se antecipa a este. Nessa
passagem, quando se trata de afligir Jó, ou seja, de Deus tratar severamente um de seus filhos,
isso deve se suceder pela perseguição do inimigo. Eis a diferença que nos revela a razão pela
qual o pedido de Satanás nessa passagem é-lhe concedido. Sendo assim, atentemos bem para
o fato de que as Escrituras, de todos os modos, quer sempre nos instruir a glorificar a Deus e
que, conhecendo a bondade dele para conosco, tenhamos motivo para o exaltar. Todavia, que
aprendamos que a vingança divina contra todos os maus é justa, e que, se ele castiga, está
exercendo seu ofício, com o objetivo de ser temido, receado e honrado em todo o mundo. Isso
é o que temos que guardar.
Apesar disso, pode-se ainda achar estranho a maneira com que Deus se serve de
Satanás. Porém, já dissemos que, se não ficarmos bem resolvidos sobre este ponto – que os
demônios estão sob a direção de Deus, de tal modo que nada podem fazer sem sua licença –,
derramar-nos-emos como água. Há mais, a saber, que os demônios são como verdugos para
executar os juízos de Deus e as punições que ele quer realizar sobre os perversos. Eles são
também como açoites pelos quais Deus castiga seus filhos. Em resumo, o diabo tem que ser o
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instrumento da cólera de Deus, executando a vontade desse. Não que a faça de bom grado,
como dissemos, mas é por Deus deter o poder soberano sobre todas as criaturas, as quais
devem se sujeitar a ele e se voltarem para onde bem lhe parecer. Contudo, há aqui uma grande
divergência, a qual temos que notar, pois, quando Deus permitiu que Satanás afligisse Jó,
disse ao segundo: “Vê que podes destruir todos os seus haveres, mas não toques em sua
pessoa”. E, mesmo depois que esse arruinou todos os bens, diz: “Tu podes tocar na pessoa
dele, mas não te aproximes de sua alma”. Nisso ainda vemos que Deus sempre guarda a alma
de Jó, de modo tal que Satanás só o pode atormentar em seus bens, em sua vida mortal e em
sua honra, posto que não possui poder para entrar até na alma, para fazer Jó cair em erro e
extravasar em impaciência. Isso será melhor entendido pela analogia contrária. Quando Deus
consente que Satanás execute sua ira sobre os incrédulos, não somente permite que ele aflijaos
em seus bens, aflija-os com doenças ou de outra maneira qualquer; mas vai mais além,
dando-lhe o poder do erro e de poder enganar, como no já mencionado exemplo de Acabe.
Vede Deus dizendo: “Quem seduzirá Acabe por mim?” E Satanás diz: “Eu serei espírito de
mentira na boca dos Profetas dele”. Vemos aí uma licença que é muito maior do que esta aqui
citada: pois não é apenas questão de que Acabe seja ludibriado por algum meio exterior, mas
vedes os Profetas que o iludem sob aparência de verdade. E isto é o que São Paulo declara (2
Ts 2.10): que, quando os homens não querem obedecer a Deus e à sua verdade, nem se
resignar a isso, sobretudo quando Deus lhes dá a graça de se manifestar a eles e lhes mostrar o
caminho de salvação, se forem tão desgraçados a ponto de rejeitar e repelir semelhante graça
divina, eis, então, que Deus lhes envia os falsos Profetas e os enganadores, os quais não só
perverterão toda boa doutrina, mas também serão cridos, porque lhes dará a eficácia do erro.
É preciso ponderar bem sobre esse termo, já que possui grande significação. Pois o que se
quer dizer com eficácia do erro? Essa acontece quando Deus retira de nós sua iluminação e
ficamos com os espíritos fascinados, tornamo-nos de tal forma estúpidos que não temos
discernimento maior do que o dos animais irracionais. Conquanto a cilada seja de todo
patente, tropeçamos sem ver uma partezinha dela. E por quê? Porque não há mais conselho
nem prudência em nós, visto que Deus deu a Satanás o poder de nos ludibriar e enredar, sim,
de nos cegar totalmente e nos fascinar, de modo tal que não sabemos nos voltar para cá nem
para lá para não cairmos em algum logro novo. Vede, digo eu, como Deus trabalha com todos
os infiéis e réprobos, dando a Satanás a eficácia do erro, de tal maneira que os pode enganar
sem se eles se apercebam disso. Ora, não é assim que ele age para com os seus quando os
aflige: pois, malgrado Satanás os assaltar, são preservados e têm como repelir suas tentações,
porque Deus os armou da sua virtude, de tal forma que Satanás não pode fazer senão o que ele
permite. E ele coloca diante desse uma barreira, de sorte que toda a fúria procedente do
segundo é tão abreviada que nada pode contra quem porta o bom prazer de Deus. Isso é o que
temos a notar e, igualmente, observar que os juízos divinos são exercidos tanto sobre os bons
quanto sobre os maus. É verdade que, se quisermos seguir nossa opinião, poderemos nos
maravilhar de como isto é feito, de Deus dar tal autoridade e favor a Satanás para esse poder
nos engodar. Isso, pois, parecer-nos-á bem estranho à nossa imaginação. Mas, e daí? Devemos
nos humilhar ao ver as Escrituras falarem assim e esperar o dia em que entenderemos melhor
os segredos de Deus, os quais nos são hoje incompreensíveis. Logo, temos que aprender a
exaltá-los, temos que adorar os juízos divinos, os quais nos são tão admiráveis, até que nos
sejam melhor conhecidos. Porque temos uma medida pequena demais para conhecê-los agora
em sua totalidade. Então, devemos caminhar em humildade, conhecendo em parte, até que
tenhamos plenitude de revelação no último dia. Mas, seja como for, não devemos ignorar o
que as Escrituras nos revelam, a saber, que Deus se serve de tal modo de Satanás que este
sempre está pronto para fascinar os homens quando estes merecem, sobretudo quando
recusam a obedecer à verdade: devem então ser levados pela mentira.
Quando se trata dos fiéis, Deus também permite que eles por vezes sejam iludidos por
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Satanás, visto como Jó, no fim, não fica isento desse mal. E também percebemos isso na
História Sagrada a respeito de Davi (1 Cr 21.1): porque, quando este fez a contagem do povo,
de onde é que adveio tal coisa? Traz o texto que foi o diabo quem suscitou todo esse mal,
quando Davi contou o povo de Deus daquele jeito. Davi então, não obstante ser do número
dos filhos de Deus, não deixa de algumas vezes ficar preso pelo poder de Satanás para ser
ludibriado. Mas, ao vermos isso, temos boa razão para orar a Deus e ir para debaixo da
sombra de suas asas, para que ele nos esconda lá: por que, se semelhante coisa sucedeu a
Davi, o que será de nós? Todavia, reparemos também que, quando Deus concede tal favor a
Satanás sobre os fiéis, isso não se dá senão por pouco tempo. Eis porque é dito que sua
virtude está sobre os incrédulos e sobre todos os rebeldes: não é sem motivo que São Paulo
(Ef 2.2) coloca ali tal distinção. Diz que ele opera agora em todos os incrédulos, ele coloca o
reino de Satanás nos que estão separados de Deus e cortados de sua Igreja. Por quê? Porque
vedes seus limites, mas, quando ele consegue consternar os filhos de Deus, nosso Senhor o
permite para os humilhar, a fim de que, quando estiverem atormentados dessa forma dura e,
sem embargo, resistindo aos ataques que lhes são perpetrados, saibam que isso não é deles,
mas que estão sustentados de outra parte, a saber, da graça de Deus e da virtude de seu Santo
Espírito. Sendo assim, normalmente, quando Deus permite a Satanás tentar os fiéis, é para que
tudo lhes sirva como remédio. E nisso vemos uma maravilhosa bondade de Deus, que
converte o mal em bem: pois o que é que Satanás pode dar que não peçonha e veneno? Porque
sabemos que nele só há morte, pois dela é chamado o príncipe (Hb 2.14). Assim, pois, tudo o
que Satanás pode produzir tende à ruína dos homens e para os fazer perecer. Entretanto, Deus
inventará o meio pelo qual o mal que vem de Satanás se nos seja convertido para salvação.
Eis São Paulo fora de si, segundo confessa, depois de haver falado das revelações tão altas
que lhe foram dadas. Deus, diz ele, mostrou que eu não me elevasse demais (2 Co 12.8). Essa
foi uma provisão boa e bem útil para São Paulo, porque sabemos que o orgulho nos precipita
nos abismos, posto que nada há que irrite mais a Deus. Pois este se declara sempre inimigo
dos orgulhosos e dos que presumem ser algo pela própria virtude. Ora, São Paulo estaria em
tal perigo se Deus não tivesse dado o remédio. E de que forma isso se deu? Diz que ele enviou
o mensageiro de Satanás para o estapear. Vedes Satanás trabalhando em São Paulo, sim, pela
permissão de Deus. E qual o desfecho disso? Satanás realmente cuidava prejudicar São Paulo,
sua intenção era desviá-lo para que deixasse o serviço de Deus e que, estando agastado dos
problemas e misérias que suportava incessantemente, retirasse-se um pouco do cristianismo.
Isso era o que Satanás pensava. Mas, e aí? Deus contemplava um outro fim: queria conservar
na rédea seu servo, para que esse não olvidasse de não se elevar demais. E por esse motivo é
esbofeteado. Ele usa essa símile particular, que Deus não o exercita como um militar a cavalo
no campo de batalha, para lhe dar uma vitória gloriosa, porém, estapeia-o com ignomínia e
opróbrio. Convém que o santo Apóstolo, estando dotado de tão excelentes dons do Espírito de
Deus, esteja assim sujeito a Satanás, que lhe cospe na vista, que lhe perpetra muitas
ignomínias. Vemos então como Deus converte o mal em bem quando faz com que todos os
aguilhões de Satanás se nos sirvam de remédio, e que por esse meio ele nos purga dos vícios
que estão ocultos em nós. Destarte, temos que louvar a Deus em tudo e por tudo, sim, apesar
de inicialmente seus juízos nos serem por demais severos à nossa imaginação e não o
possamos conceber senão segundo nosso sentido carnal. Quando, pois, houvermos ponderado
bem sobre tudo, teremos sempre do que exaltar a Deus. Quanto a essa passagem, onde se diz
que ele deu licença a Satanás para afligir Jó, é isso. Sim, mas Deus o impediu de tocar na
pessoa desse. Resumindo, temos que notar que, quando Deus permite que sejamos assaltados
assim por Satanás, que nos faz muitos ataques bem rudes, todavia, é por medida, ele sabe até
onde podemos agüentar e o que nos é conveniente.
Agora, para finalizar, é dito que Satanás saiu da presença do Senhor. Não que Satanás
fez o que bem lhe pareceu, como se Deus não mais tivesse visto, mas é para indicar qual a
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fúria dele, qual é o seu modo habitual, a saber, que fez o pior que pôde, sem atentar que estava
sujeito a Deus, que usou de sua rebelião e que brutal e subitamente destruiu os bens de Jó;
conquanto haja ainda uma outra coisa denotada nesse termo, qual seja, que Satanás
efetivamente demonstrou a licença que obteve. Porque dissemos que aqui esse conselho
estrito de Deus, desconhecido dos homens, foi-nos declarado. Pois as Escrituras falam assim
das coisas que nos são patentes, como logo depois Jó foi despojado de todos os seus bens,
como seus filhos são mortos, como foi afligido em sua pessoa, isso foi notório a todos, mas
esses desconheciam o que foi supramencionado, a saber, que Deus se faz ouvir em suas
conferências (tenu ses assises), e que tudo estava disposto por seu conselho, nada
acontecendo sem a sua providência. Os que possuíram os olhos da fé para compreender isso o
entenderam, mas os outros perceberam somente as coisas que se faziam. Vedes por que é dito
agora que Satanás saiu da presença do Senhor. Pois as Sagradas Escrituras distinguem entre as
coisas exteriores que se vão e o conselho de Deus, que não é conhecido senão por seus fiéis,
que se elevam acima de toda razão e de todos os sentidos naturais. Porque jamais chegaremos
ao conhecimento da majestade de Deus se não elevarmos todas as nossas faculdades. Agora as
Escrituras retornam à história, ao dizer que Satanás saiu da presença do Senhor, isto é, foi
visivelmente percebido e ficou patente como ele afligiu Jó. Eis o que é dito ali. O restante do
trecho é sempre para expressar a natureza de Satanás, o qual, transbordando de raiva, mete
fogo e chama, como se quisesse arruinar tudo: em suma, é seu múnus tentar, como dele se diz
quando se fala que Jesus foi tentado (Mt 4.3). Eis o tentador. Tal palavra e título são
atribuídos particularmente a Satanás. Por quê? Para que saibamos que ele nada mais quer que
não a ruína total, que não colocar a humanidade em confusão. Vede o motivo de ele não estar
desocupado: ele ronda, ele nos importuna para nos levar à perdição com ele e nada quer senão
ficar desobrigado da obediência a Deus e perverter tudo. Quando conhecermos isso, devemos
ser ainda mais incitados a orar a nosso Deus, para que nos receba em suas mãos e em sua
guarda, pois, quando tivermos sido assim recebidos, ficaremos a salvo contra as tribulações
que Satanás tramar contra nós. Mas, uma vez que Deus se afasta de nós, apenas tirando a
mão, seremos de imediato vencidos por Satanás. Eis então como somos instruídos, por um
lado, a nos humilhar, a caminhar em temor e cuidado e, por outro, invocar a Deus, sabendo
que, quando formos por ele socorridos, nada nos faltará. Sim, ainda que com grandes
dificuldades, devemos batalhar e, não obstante essas, asseguremo-nos da vitória que ele
prometeu a todos os seus.
Prostrar-nos-emos agora ante a majestade de nosso Deus...
Irmão João Calvino.
A Deus toda a Glória e Honra!