segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

SE VOCÊ PUDESSE DAR UM PRESENTE ÁS PESSOAS CARENTES NESTE NATAL,QUAL SERIA?

Ola pessoal;Boa noite para todos os leitores e mentores deste concurso,que desde já,digo que é muito bom espormos o que nós estamos sentindo a respeito do tema.

Se vosê pudesse dar um presente às pessoas carentes neste Natal,qual seria?

De coração,se eu pudesse,eu chamarai todas as pessoas de albergues,meninos(a) que estão em uma instituição para pobres,mendingos(andarilhos) etc.
Faria uma ceia muito gostosa para eles,daria uma lembrancinha para cada um,tentaria dar o meu melhor para essas pessoas que nós despresamos,mas tem uma pessoa que não as despreza (Jesus Cristo o Filho de Deus).
Pelo contrario Ele manda ir buscar essas pessoas para banquetear;Vamos ver o que Jesus disse?
Acompanhe comigo:
Então,Jesus,tomando a Palavra,tornou a falar-lhes em parábola dizendo; O Reino dos céus é semelhante a um certo rei que celebrou a bodas de seu filho;E enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas;e estes não quiseram vir.
Depois enviou outros servos dizendo: Dizei aos convidados: eis que tenho o meu jantar preparado,os meus bois e cevados já mortos,e tudo já pronto;vinde às bodas.
Porém eles,não fazendo caso,foram,um para o seu campo,e outro para o seu negócio; e outros,apoderando-se dos servos,os ultrajaram e mataram.
E o rei,tendo notícias disso,encolerizou-se,e,enviando os seus exércitos,destruiu aqueles homicidas,e incendiou a sua cidade.
Então,disse aos servos: As bodas,na verdade,estão preparadas,mas os convidados não eram dignos.
Ide,pois,às saídas dos caminhos e convidai para as bodasa todos os que encontrardes.
E os servos,saindo pelos caminhos,ajuntaram todos quantos encontraram,tanto maus como bons; e a festa nupcial ficou cheia de convidados.
E o rei,entrando para ver os convidados,viu ali um homem que não estava com veste nupcial.
E disse: Amigo,como entraste aqui,não tendo veste nupcial? E ele emudeceu.
Disee,então,o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos,levai-o e lançai-o nas trevas exteriores; ali,haverá pranto e ranger de dentes.
Porque muitos são chamados,mas poucos,escolhidos.
Evangelho de Mateus 22: 1 à14.

Jesus quando pronunciava uma frase,uma Palavra,era sempre de sabedoria,e sempre falava ao povo por parabolas(pois a gente somos muito dificeis de entender o que nos falam),por isso Ele sempre falav por parabolas.
Mas vejam,se a gente chama as pessoas mais chegadas nossa para um jantar,pode ter certeza,elas sempre terão uma desculpa para falarem,seja um compromisso,seja o que for,sempre tem varios que não viram.
Mas,por outro lado,se a gente chamar esas pessoas,você acha que eles vão recusar?
Eu creio fielmente que não,pois são pessoas necessitadas,pessoas que merecem a nossa atenção,uma conversa,um abraço sei lá qualquer coisa,para fazer essas pessoas felizes,não cobro de governadores,mas cobro em especial de mim mesmo,o que eu estou fazendo para poder ajudar o meu proximo? Em? Você já parou para refletir?
E bom conversar com pessoas que passam um perfume,que toma banho regularmente,isso e bom, não é? Clro que é.
Mas daquela pessoa que é um andarilho(mendingo),chega perto de nós pede um pouquinho de comida,a gente atende a pessoa,mas com certa distancia.
Meus amigos, essa pessoa é amada de DEUS, por favor, não rejeitem a Palavra de Deus,se não Ele vai lhe rejeitar quando você abutuar o seu caixão de madeira; Deus disse bem claro em Evangelho de João 3:3,acompanhe comigo: Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
Acompanhe comigo;Evangelho de João 12:32: E Eu,quando for levantado da terra,todos atrairei a Mim.
Efésios 2:6; acompanhe comigo: E nos ressuscitou juntamente com Ele,e nos fez assentar nos lugares celestiais,e m Cristo Jesus.
Meus amigos(a),os mentores que fizeram está (brincadeirinha,boa), fiquem sabendo,que foi muito bom para mim participar desta brincadeirinha; Mesmo se eu não ganhar o premio;Mas posso garantir a vocês que um premio maior já ganhei: De ver pela fé,pessoas lendo está publicação,e sendo transformadas para Jesus Cristo
E sem dizer-lhes que meu premio,já está garantido,como o Apostolo Paulo declarou,e eu também declaro: Combati o bom combate,acabei a carreira,guardei a fé.
Desde agora,a coroa da justiça me está guardada,a qual o Senhor ,justo juiz,me dará naquele Dia;e não somente a mim,mas também a todos os que amarem a sua Vinda. 2 Timóteo 4:7 e 8.

Vocêis estão convidados há visitarem o meu blog,tenho muitos outros temas que nós edificaram em Cristo Jesus,e sejam bem vindos.

http://ibpalavradedeus-biazoli.blogspot.com.br

Obrigado,por terem me recebido.

Marcos Biazoli .
biazoli00@hotmail.com
Maranata,vem Senhor Jesus Cristo

domingo, 8 de novembro de 2009

VOCÊ JÁ NASCEU DE NOVO???

Você já nasceu de novo???

Não pergunto se você tem religião, se é batizado, ou pertence a alguma igreja de qualquer denominação, se é ministro ou leigo, nem se é ateu ou devoto; mas se você já nasceu de novo? Você pode ser e ter tudo neste mundo, mas se não nascer de novo, não tem o reino de Deus. Disse Jesus: "Se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de Deus" João 3:3. Não ver o reino de Deus é ir para o inferno e para o lago de fogo. "Os ímpios serão lançados no inferno" Salmo 9:17. "A morte e o inferno serão lançados no lago de fogo" Apocalipse 20:14. Não será bom perder a sua alma porque o sofrimento há de ser horrível e para sempre. Não se apóie na sua incredulidade negando o inferno, porque a Palavra de Deus não mente e você terá de crer quando estiver lá e será tarde demais para se arrepender. Isto não é ameaça, mas é um aviso verdadeiro para que você não vá para o lugar de tormento. Pense no valor de sua alma e responda esta pergunta. VOCÊ JÁ NASCEU DE NOVO?

A razão do novo nascimento é que todos nascemos com uma natureza desobediente e rebelde contra Deus. "Andastes segundo o curso deste mundo, segundo o Príncipe das potestades do ar, o diabo, e do espírito que agora opera nos filhos da desobediência" Efésios 2:2. Deus nos considera imundos e podres aos seus olhos. "Todos nós somos como o imundo...desde a planta do pé até a cabeça, não há nele coisa sã, senão feridas, inchaços e chagas podres" Isaías 64:6 e 1:6. Não havendo em nós condição de melhorar, Deus decidiu criar-nos de novo em Cristo. "Assim que se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo" II Coríntios 5:17. Quem morre sem novo nascimento, não tem mais oportunidade de ser salvo. Você já nasceu de novo?

A palavra de Deus afirma que Cristo sofreu a nossa morte na cruz. "O amor de Cristo nos constrange a julgar assim: um morreu por todos, logo todos morreram" II Coríntios 5:14. Todos morremos na morte de Cristo porque aquela morte era nossa. Ele morreu por nós. "Carregando ele mesmo, em seu corpo, os nossos pecados sobre a cruz, para que nós mortos aos pecados vivamos para a justiça" I Pedro 2:24. Fomos incluídos em Cristo na crucificação como ele disse: "Quando eu for levantado da terra atrairei todos a mim mesmo" João 12:32. "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira alguma o lançarei fora" João 6:37. É verdade que morremos com Cristo, e fomos ressuscitados com ele. "E nos ressuscitou juntamente com Cristo" Efésios 2:6 "Nele também ressuscitaste dos mortos" Colossenses 2:12. Nascemos de novo pela nossa ressurreição com Cristo. "Bendito seja o Deus e Pai do nosso senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos" I Pedro 1:3. "Porque se fomos unidos com Cristo ns semelhança de morte, também o seremos na da sua ressurreição" Romanos 6:5

Morrendo em Cristo perdemos a nossa vida pecadora, e pela nossa ressurreição com Ele ganhamos a sua vida justa e santa. Isto é novo nascimento.

Creia na Palavra de Deus e ore assim: Senhor, confesso a minha morte e ressurreição com Cristo, e sua vida está em mim, por tua misericórdia.

Com esta experiência você terá a certeza de sua regeneração, e poderá confessar que:


VOCÊ JÁ NASCEU DE NOVO.
Pastor Eliseu Olak.
Maranata,vem Senhor Jesus Cristo.

sábado, 7 de novembro de 2009

REFLITA SOBRE ESTE TEMA DA PALAVRA DE DEUS.

"Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria

casa; a qual casa somos nós...".

Hebreus 3.6.



A aparência de uma casa é a expressão de quem mora nela. Seus móveis, sua disposição, limpeza e arrumação, tudo expressa o seu morador. Quando estávamos nas paixões dos pecados, expressávamos aquele que habitava em nós: o pecado: "Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim" Romanos 7.19-20.

Expressávamos o caráter daquele que habitava em nós. Nossa casa mostrava toda a nossa miséria: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Romanos 7.24.

Nosso corpo manifestava em tudo, o quão miseráveis éramos. Um dia o Senhor nos tirou de um charco de lodo, de um poço de perdição, colocou os nossos pés sobre uma rocha, lavou-nos com água limpa (Ezequiel 36.25), e limpou a casa. Tornou-a varrida e adornada para habitação do seu Espírito: "Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo" Tito 3.4-5.

Não sou eu mais quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. Esta casa agora esta sendo transformada, e irá cada vez mais expressar o seu caráter, a sua liberdade, a sua vontade, a sua santidade, a sua vida: "Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" II Coríntios 3.17-18.

Agora esta casa tem um novo morador. Não estamos mais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em nós (Romanos 8.9). Se Cristo vive em nós, este novo morador irá transformar agora a sua morada, e já começou a expressar por ela o seu caráter.

Não estamos mais em trevas. Este novo morador trouxe luz para a sua casa, e um tesouro: "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro" II Coríntios 4.6-7.

O que é necessário ficar claro para nós, é que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, e que foi comprado por um bom preço. Ele foi comprado para ser local de glória e não mais de pecado: "Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus" I Coríntios 6.19-20.

Este corpo agora não nos pertence mais, ele é do Senhor (I Coríntios 6.13). Ele agora não é um convidado, mas o novo morador. Não um morador temporário, mas um morador eterno: "No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito" Efésios 2.22. Amém.
Maranata,vem Senhor Jesus Cristo.
Charis.com.br

domingo, 1 de novembro de 2009

A PROVIDÊNCIA DE DEUS E A ORAÇÃO DE SEUS SERVOS.

Jesus nos ensinou a orar: “… Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10). A oração não é uma tentativa de mudar a vontade de Deus, mas sim a manifestação sincera do nosso desejo de submeter-Lhe os nossos projetos, aspirações, sonhos e necessidades. A oração sincera se caracterizará pelo intenso desejo de submeter nossos desejos à vontade de Deus. Esta submissão não é algo simplesmente aprendido pela razão, embora mesmo racionalmente temos argumentos para assim proceder, pelo fato de sabermos que Deus é sábio, bondoso e onisciente. “Somente o Espírito pode capacitar-nos a subordinar todos os nossos desejos à glória divina”.[1] A submissão a Deus é um aprendizado da fé, através de nossa comunhão com Ele.

Quando pedimos que Deus faça a Sua vontade, o fazemos não resignadamente, como se não tivesse jeito mesmo, ou como se Deus fosse o nosso inimigo que nos venceu e que agora só resta nos submeter humilhantemente… Não! A nossa oração é feita com amor e confiança, certos de que a vontade de Deus é sempre a melhor, de que ela sempre é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2); por isso, temos prazer em cumpri-la, conforme bem expressaram Davi e Paulo, respectivamente: “Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei” (Sl 40.8). “Não servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus” (Ef 6.6). Somente um coração que tem dentro de si a Palavra, pode sentir prazer na vontade de Deus e, se alegrar na manifestação do Seu poder.

Ao orarmos sinceramente, conforme nos ensinam as Escrituras, estamos submetendo a nossa vontade a Deus; isto significa que não pretendemos ensinar a Deus, nem mudar a Sua vontade; antes, nos colocamos diante dEle dizendo: Eu creio que a Tua vontade é a melhor para a minha vida, cumpre em mim todo o Teu propósito. Orar é entregar confiantemente o nosso futuro a Deus a fim de que Ele concretize Sua eterna e santa vontade em nós. A oração revela o nosso desejo de que a vontade de Deus se realize.[2]

João Calvino (1509-1564), comentando esta petição, diz:

“Com esta prece somos induzidos à negação de nós mesmos, para que Deus nos reja conforme o Seu arbítrio. Nem somente isto, mas também que, a nada reduzidos a mente e o coração nossos, crie Deus em nós mente nova e novo coração, para que em nós não sintamos qualquer frêmito de desejo que a pura anuência para com a Sua vontade. Em suma, que não queiramos nós próprios algo de nós mesmos; pelo contrário, que Seu Espírito nos governe o coração, para que, ensinando-nos Ele interiormente, aprendamos a amar as cousas que lhe aprazem, a, porém, odiar as que Lhe desagradam. De onde também isto se segue: que todos e quantos sentimos à vontade se Lhe opõem, a esses renda-os e vãos e írritos.”[3]



A Oração do Senhor nos ensina a pedir a Deus que realize a Sua vontade aqui na terra como é feita no céu. Oramos para que a vida na terra se aproxime o máximo possível a do céu, onde os anjos cumprem perfeitamente a vontade de Deus (Sl 103.21).[4]

A vinda do reino (Mt 6.10) é o resultado lógico do cumprimento da vontade de Deus. Quando assim oramos, estamos seguros de que Deus age sempre em a) Sabedoria; por isso confiamos nos Seus propósitos; b) Poder; sabemos que Ele é poderoso para cumprir perfeita e totalmente os Seus propósitos; c) Fidelidade; Deus é fiel a Si mesmo e por isso, Se revela fiel a nós através de Suas promessas; d) Amor; a Sua vontade é sempre amorosa; o amor de Deus é aquele que se sacrifica pelo Seu povo.

Finalizando a análise deste princípio, devemos mencionar um outro: A submissão. A submissão deve reger as nossas orações. Esta atitude vemos plenamente exemplificada em Cristo, em Sua oração proferida próxima ao Seu martírio: “Meu Pai: Se possível, passa de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e, sim, como tu queres” (Mt 26.39). O ministério terreno de Cristo foi uma manifestação constante da Sua obediência desde a Sua encarnação, passando por todos os desafios inerentes à Sua missão, até a Sua auto-entrega na cruz em favor do Seu povo (Vd. Fp 2.5-8; Hb 5.8).

A oração está relacionada com a Providência de Deus. Se por um lado, nós não podemos delimitar a ação de Deus às nossas orações, por outro, devemos estar atentos ao fato de que Deus nos abriu a porta da oração a fim de exercitarmos a nossa fé em paciente submissão. Entendemos que as nossas orações quando feitas por um motivo justo, através de Cristo e, partindo de um coração sincero, fazem parte da execução do plano de Deus. “Quando Deus nos dá aquilo que pedimos, é como se essas coisas tivessem nelas a estampa de nossas orações!”[5]

Portanto, não devemos nem podemos pedir qualquer coisa a Deus contrária à vontade de Jesus Cristo, visto que as nossas orações são feitas em Seu nome. “Solicitar algo a Deus, em nome de Cristo, quer dizer solicitar-lhe algo em harmonia com a natureza de Cristo! Pedir algo em nome de Cristo, a Deus Pai, é como se o próprio Cristo estivesse formulando a petição. Só podemos pedir a Deus aquilo que Cristo pediria. Pedir em nome de Cristo, pois, significa deixar de lado nossa vontade própria, aceitando a vontade do Senhor!”[6]

Quando oramos, estamos exercitando o privilégio que Deus nos concedeu, amparados na Sua Palavra que nos mostra as Suas promessas.[7] A nossa oração é dirigida ao Pai, sabendo que Ele é um Pai onisciente e providente: por isso, não pretendemos e, de fato não podemos mudar a vontade de Deus. E, francamente, ainda que pudéssemos, ousaríamos fazê-lo? Será que faríamos algo melhor? Se você por um instante sequer titubear diante desta, permita-me, ridícula questão, é porque você ainda não conhece o Deus da Palavra!

Nesta mesma linha de raciocínio, escreveu Packer:

“O reconhecimento do fato da soberania de Deus é a base de [nossas] orações. Na oração, o cristão solicita coisas e agradece por elas. Por quê? Porque reconhece que Deus é a origem de todo bem que já possui e de todo bem que espera no futuro. Essa é a filosofia fundamental da oração cristã. A oração não é uma tentativa para forçar a mão de Deus, mas um humilde reconhecimento de incapacidade e dependência. Quando nos pomos de joelhos, sabemos que não somos nós que controlamos o mundo; não estando em nosso poder, portanto, atender nossas necessidades pelos nossos próprios esforços independentes; todas as coisas boas que desejamos para nós mesmos e para os outros devem ser procuradas em Deus; e se elas vierem, virão como dádivas de Suas mãos. (…) Por conseguinte, o que na realidade fazemos, cada vez que oramos, é confessar nossa própria impotência e a soberania de Deus. Dessa maneira, o próprio fato de um crente orar é uma prova positiva de que crê na soberania do seu Deus.”[8]



Curiosamente, Platão (427-347 a.C.), um filósofo pagão, com discernimento correto, entendia que um dos males de sua época era a corrosão da religião praticada por supostos sacerdotes e profetas – que ele chama de mendigos e adivinhos -, os quais exploravam a credulidade das pessoas, especialmente das ricas. Dentro do quadro descrito, uma das fórmulas usadas por esses líderes religiosos, era fazer as pessoas crerem que poderiam mudar a vontade dos deuses mediante a oferta de sacrifícios ou, através de determinados encantamentos; os deuses seriam portanto limitados e aéticos, sem padrão de moral, sendo guiados pelas seduções humanas:



“Mendigos e adivinhos vão às portas dos ricos tentar persuadi-los de que têm o poder, outorgado pelos deuses devido a sacrifícios e encantamentos, de curar por meio de prazeres e festas, com sacrifícios, qualquer crime cometido pelo próprio ou pelos seus antepassados, e, por outro lado, se se quiser fazer mal a um inimigo, mediante pequena despesa, prejudicarão com igual facilidade justo e injusto, persuadindo os deuses a serem seus servidores – dizem eles – graças a tais ou quais inovações e feitiçarias. Para todas estas pretensões, invocam os deuses como testemunhas, uns sobre o vício, garantindo facilidades (…). Outros, para mostrar como os deuses são influenciados pelos homens, invocam o testemunho de Homero, pois também ele disse: ‘Flexíveis até os deuses o são. Com as suas preces, por meio de sacrifícios, votos aprazíveis, libações, gordura de vítimas, os homens tornam-nos propícios, quando algum saiu do seu caminho e errou’ (Ilíada IX.497-501).”[9]



Meus irmãos, este quadro pode parecer estranho, mas na realidade, muitas pessoas ainda crêem assim ou, pelo menos se comportam como se Deus fosse movido de um lado para o outro conforme as nossas “seduções espirituais”: longas orações, peregrinações, sacrifícios, abstinências, louvores exaltados, entre outros recursos. Este não é o Deus das Escrituras. O nosso Deus dirige todas as coisas com sabedoria, justiça e amor; é a Ele a Quem oramos: “seja feita a Tua Vontade!”

A oração é um testemunho solene de nossa confiança no cuidado paternal de Deus. A Palavra nos estimula a lançar sobre Deus e a Sua promessa toda a nossa confiança. Jesus Cristo nos instrui: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.33-34). “Não se vendem dois pardais por um asse? e nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais” (Mt 10.29-31).

O nosso Pai conhece os nossos corações; Ele sabe as nossas motivações e intenções. As pessoas podem nos julgar mal como também nós cometemos este mesmo equívoco; isto ocorre amiúde ou porque não fomos claros como gostaríamos, ou porque de fato houve má vontade; ou seja, houve algum ruído na comunicação. No entanto, o nosso Pai, nos conhece perfeitamente; Ele vê em secreto os segredos dos nossos corações (Mt 6.6). João testifica a respeito de Jesus Cristo: “E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (Jo 2.25).

Quando oramos, nós buscamos o Pai, não o homem (Mt 6.5,6). Este é o sentido genuíno da oração. Não estamos, através da oração, em busca de recompensa humanas, tais como: o aplauso, um alto conceito a respeito de nossa devoção e piedade; não. Apesar desta “recompensa” ser geralmente mais imediata, nós não a buscamos… Pelo contrário, oramos ao Pai para de fato, falar com Ele, colocando diante de Seu trono de graça as nossas necessidades… E neste procedimento, jamais devemos nos esquecer de que Ele sabe todas as coisas.

Mesmo sem conseguir entender perfeitamente a extensão deste maravilhoso mistério, não podemos deixar de utilizar a oração, um privilégio que Deus graciosamente nos concedeu, de podermos falar com Ele e, de exercitar a nossa fé na Sua soberana providência. (1Sm 1.9-20; Sl 6.9; Pv 15.29; Mt 26.41; Lc 1.13; 1Ts 5.17; Tg 4.2,3; 1Jo 5.13-15). “É pela fé que tomamos posse de Sua providência invisível”, conclui Calvino.[10]

Deus sabe das nossas necessidades. O saber de Deus não é apenas intelectual: Deus sabe e por isso cuida (Mt 6.8). Ele não dorme, antes, sabe do que necessitamos antes mesmo que tenhamos consciência da nossas necessidades: A Bíblia também nos ensina que Deus nem sempre nos dá aquilo que pedimos; entretanto, sempre nos dá aquilo de que necessitamos de fato e de verdade, mesmo que nem ainda tenha penetrado em nosso coração a realidade da carência… A nossa demorada consciência de nossas próprias carências não escapa à Providência de Deus, nem à Sua graciosa provisão.

A Palavra de Deus declara isto. Os salmistas, inspirados por Deus, testificam: “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Sl 34.15). “Ele não permitirá que os teus pés vacilem: não dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita nem dorme o guarda de Israel” (Sl 121.3-4). “Aí habitou a tua grei: em tua bondade, fizeste provisão para os necessitados” (Sl 68.10). E Deus mesmo promete: “E será que antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is 65.24).

A ação de Deus na História não é de forma imediatista ou apenas para resolver problemas isolados. Deus age de forma sábia, conforme o Seu Santo Conselho, objetivando a Sua Glória na execução do Seu plano. O Plano de Deus e o Seu governo são eternos e eficazes. Davi e Paulo declaram esta compreensão, respectivamente: “Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sl 139.16). “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça…” (Gl 1.15).

O próprio Deus, reivindica o Seu governo quando vocaciona o profeta Jeremias: “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações” (Jr 1.5).

Deus, o nosso Pai, cuida de cada um de nós como se fôssemos o único que Ele teria para cuidar; Ele cuida “pessoalmente” de nós.[11] As nossas orações são o testemunho desta certeza. O Deus que preservou a Elias, enviando os corvos para lhe levarem alimento (1Rs 17.1-6), é o mesmo que é o nosso Pai onisciente e providente. Portanto, podemos fazer eco ao testemunho de fé e vida de Davi e de Paulo: “O Senhor, tenho-o sempre à minha presença; estando Ele à minha direita não serei abalado” (Sl 16.8). “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça” (Fp 4.6).

O melhor antídoto contra a ansiedade é a oração sincera e confiante, através da qual expomos a Deus as nossas dúvidas, temores e confiança. Portanto, orar é exercitar a nossa confiança no Deus da Providência, sabendo que nada nos faltará, porque Ele é o nosso Pai.

Calvino, relacionando as nossas orações ao cuidado providente de Deus, escreve:

“Para incitar os verdadeiros crentes a uma mais profunda solicitude à oração, Ele promete que, o que propusera fazer movido por Seu próprio beneplácito, Ele concederia em resposta a seus pedidos. Tampouco existe alguma inconsistência ente estas duas verdades, a saber: que Deus preserva a Igreja no exercício de sua soberana mercê, e que Ele a preserva em resposta às orações de Seu povo. Pois, visto que suas orações se acham conectadas às promessas graciosas, o efeito daquelas depende inteiramente destas.”[12]



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NOTAS:

[1] A.W. Pink, Enriquecendo-se com a Bíblia, São Paulo, Fiel, 1979, p. 46.

[2] “Orar não é bem conseguir que Deus faça nossa vontade, mas demonstrar que estamos interessados tanto quanto Ele na concretização da Sua vontade.” (Millard J. Erickson, Introdução à Teologia Sistemática, São Paulo, Vida Nova, 1997, p. 179).

[3] João Calvino, As Institutas, São Paulo, Casa Editora Presbiteriana, 1985-1989, III.20.43.

[4] O Catecismo de Heidelberg (1563), comentando a “terceira petição” do Pai Nosso, assim interpreta: “Concede que nós e todos os homens renunciemos à nossa própria vontade e obedeçamos sem queixa, à tua vontade, que com exclusividade, é boa, para que assim todos dêem cumprimento a seu dever e à sua vocação, tão espontânea e fielmente como os anjos nos céus.” (Pergunta 124. In: O Livro de Confissões, São Paulo, Missão Presbiteriana do Brasil Central, 1969, § 4.124).

[5]John Flavel, Se Deus Quiser, São Paulo, PES., 1987, p. 26.

[6]A.W. Pink, Deus é Soberano, São Paulo, Fiel, 1977 p. 134.

[7]Vd. J. Calvino, As Institutas, III.2.2 e 7; João Calvino, Exposição de Hebreus, São Paulo, Edições Paracletos, 1997, (Hb 11.11), p. 318.

[8] J.I. Packer, Evangelização e Soberania de Deus, 2ª ed. São Paulo, Vida Nova, 1990, p. 11.

[9] Platão, A República, 7ª ed. Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, (1993), 364c-e.

[10]João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Edições Paracletos, 1999, Vol. 1, (Sl 13.1), p. 262.

[11] Agostinho (354-430) exulta: “Ó bondosa Onipotência que olhais por cada um de nós como se dum só cuidásseis, velando por todos como por cada um!”. [Agostinho, Confissões, São Paulo, Abril Cultural, 1973. (Os Pensadores, VI), III.11.19]. (Ver também, J. Calvino, As Institutas, I.17.6).

[12] João Calvino, O Livro dos Salmos, São Paulo, Edições Parakletos, 2002, Vol. 3, (Sl 102.17), p. 578.




Rev. Hermisten Maia Pereira da Costa, pastor da I.P. Ebenézer, Osasco, SP e professor de Teologia Sistemática e Filosofia no Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição, São Paulo, Capital.
Maranata,vem Senhor Jesus Cristo.
Sejam edificados na PALAVRA de DEUS.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SOLDADO,ATLETA E LAVRADOR.

Paulo quando escreve a sua segunda carta a Timóteo, o estimula e a nós, a corrermos com perseverança a carreira cristã que nos está proposta. Em I Coríntios no capítulo 9, no verso 24 diz: "Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis". Paulo não está dizendo neste verso acerca da salvação, porque se o prêmio for a salvação, já não é pela graça, mas pelas obras. E sabemos que ninguém será justificado pelas obras, mas pela fé em Jesus Cristo (Rom. 3.24). Paulo aqui está dizendo sobre o prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo (Fil. 3.14).

Por isso Paulo nesta carta fala a Timóteo: "Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo. Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. E, se um atleta lutar nos jogos públicos, não será coroado se não lutar legitimamente. O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos" II Timóteo 2.3-6. A vida cristã começa com um novo nascimento, como uma criancinha em Cristo. Mas em Israel, todo homem acima de 30 anos deveria estar preparado para a guerra, e assim é com os filhos de Deus, porque sabemos que a nossa luta não é contra a carne, nem contra o sangue, mas sim contra principados e potestades, nos lugares celestiais (Ef. 6.12). O Senhor nos alista não porque somos um povo de guerra, um povo de conquistas, mas porque temos um inimigo que não cessa em sua luta, para não alcançarmos aquilo que fomos alcançados por Cristo (Fil. 3.12-13).

Como diz João em sua primeira carta, o jovem é forte, e vence o maligno, porque a Palavra de Deus está em vós (I Jo. 2.14). O jovem já não é mais uma criancinha, mas mesmo jovem não tem força em si mesmo para estas batalhas, por isso deve se fortalecer no Senhor e na força do seu poder (Ef. 6.10). Isto porque não temos escolha. A vida cristã não é seguida apenas de tempos de paz, mas principalmente de tempos de guerra (Ecl. 3.1 e 8b). E para este tempo temos que estar preparados, temos que estar exercitados e tomados de toda armadura de Deus (Ef. 3.13). Não uma armadura pessoal, porque a armadura de Deus não cabe em uma só pessoa, em um só membro do Corpo, mas em toda a Igreja.

Sim, porque cada cristão é alistado pelo Senhor para a guerra. Esta guerra não são as nossas pessoais, mas as guerras de Deus, por isso fomos alistados por Ele, para as guerras dEle. Estas guerras são do novo homem, do homem celestial, cuja cabeça está nos céus, e os pés aqui na terra. São as guerras contra a Igreja, contra Cristo e a futura esposa de Cristo. Isto é o que Satanás faz desde o princípio, porque ele sempre vê que pela fraqueza da mulher é que ele pode ganhar campo. Assim foi no Éden, e assim é também agora com a Igreja. Adão não foi enganado, mas Eva sim, e assim é também até hoje (I Tim. 2.14). No Éden, Adão não cuidou da sua mulher, mas Cristo cuida, a ensina e a alimenta no seu jardim, e não deixará que ela caia nas tentações do diabo.

Mas não temos só tempos de guerras, mas também temos tempos de paz. Mas os tempos de paz não são para que fiquemos relaxados. Como Paulo diz a Timóteo, não seremos coroados, ou participantes do reino de Cristo, se não corrermos legitimamente. Mesmo que não estejamos em guerra, temos que sempre estar nos exercitando; estar sempre correndo e exercitando para que quando vier a luta, não estejamos com os nossos sentidos atrofiados.

Todo atleta precisa estar sempre preparado, para que quando vier a competição, ele esteja bem fisicamente, para que não seja surpreendido pelo adversário. Assim também é com a carreira cristã, mas no sentido espiritual. Temos que estar sempre preparados, para que quando vier os tempos de guerra, não estejamos atrofiados espiritualmente e sejamos surpreendidos pelo inimigo em suas sutilezas. Porque como diz a Palavra, o inimigo se afasta até o tempo oportuno (Lc. 4.13). E qual é o tempo mais oportuno para ele? Quando estamos relaxados, quando estamos envolvidos com outras coisas que não seja as coisas do Senhor; em como havemos de agradar aquele que nos alistou para a guerra.

Se não estamos em guerra, temos que estar nos exercitando, nos exercitando na piedade que para tudo é proveitosa (I Tim. 4.8). Piedade é conhecimento de Cristo, é conhecê-lo em todos os nossos caminhos. Mas não somente um soldado e um atleta, mas também um lavrador. O povo de Deus sempre foi soldado, atleta e lavrador da terra. Nós não somos guerreiros por natureza, mas lavradores. A Igreja peleja as guerras de Deus nas regiões celestiais, mas tem uma função efetiva aqui na terra, o de semear a boa semente, o de lançar a semente do evangelho na terra. Sim, porque a Palavra de Deus é pão para quem come e semente para o que semeia (Isa. 55.10).

Lavradores exercitados na guerra, para quando o inimigo vier, estejam sujeitos a Deus, e preparados para resistir ao diabo. Por isso a Palavra tem o sentido de pão que é para alimento, mas também como semente para ser semeada. Se comermos ou deixarmos a semente guardada nunca teremos uma colheita. Não há como gozar depois dos frutos se não fizermos uma semeadura. Por isso o Senhor diz: "Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará... Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas" Ecl. 11.4 e 6.

O que é observar o vento, ou olhar para as nuvens? É ir atrás de doutrinas falsas e estranhas, e de homens que fazem grandes reboliços, mas que não tem um pingo sequer de água pura: "Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente... Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas" Efésios 4.14 e Judas 1.12.

O que Paulo fala a Timóteo e a nós é que todos nós somos lavradores por natureza, mas como temos um inimigo em comum, o Senhor tem também que nos alistar para a guerra. As crianças não são alistadas, mas os jovens e os adultos sim. Mas se não estivermos lutando, temos que estar nos exercitando na piedade, e também lavrando a terra, semeando a boa semente para que depois possamos nos alegrar junto com Ele na ceifa. Por isso todo cristão é um soldado, um atleta e um lavrador; isto é sem exceção. Se não estivermos fazendo uma coisa, temos que estar fazendo outra, do contrário estaremos negligenciando as coisas do Senhor, e maldito todo aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente (Jer. 48.10).

Porque se não estamos ajuntando com o Senhor, estamos espalhando, e se não estivermos correndo com perseverança, estaremos negligenciando e até negando o Senhor. Se perseverarmos, com Ele reinaremos; se o negarmos, Ele nos negará. Se formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-se a si mesmo.

No Senhor não há sim e não, mas sim sim, e não não, o que passa disso é de procedência maligna. Mas em todas as suas promessas, está em Cristo o sim, e por Ele o amém, para a glória de Deus Pai.

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A DEUS,toda a honra e glória.

domingo, 4 de outubro de 2009

UMA ÚNICA FAMÍLIA EM UMA FAMÍLIA ÚNICA.

Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. Colossenses 1:18-19.
UNIDOS EM UM SÓ CORPO. Sabemos pela revelação das Escrituras Sagradas que fomos criados à imagem e semelhança do Criador com o único objetivo de cumprir a Sua vontade. A vontade de Deus é a de que todos pertençam à Sua família. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27. A família, no sentido humano, em principio, significa um grupo de pessoas unidas por laços de sangue, a grosso modo.
Porém, o projeto de Deus é infinitamente maior do que isso. Segundo Deus, a família é composta por uma união, acima de tudo, espiritual, pois, fomos criados à Sua imagem e semelhança. E sabemos que Deus é Espírito. Quando usou a expressão “uma só carne” para a união do casal, Ele quis dizer união eterna, que não se separa sem sangramento e dor. Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Gênesis 2:18 e 24.
Mais à frente, Paulo escrevendo a carta aos efésios nos ensina: Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. Efésios 5:29-30.
Segundo o plano perfeito de Deus, após a criação do homem e da mulher, iniciar-se-ia toda descendência de adoradores, em uma única família, que sujeitariam toda a terra. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a. Gênesis 1:28a.
Mas o pecado da desobediência de Adão, nosso pai terreno, culminou com a separação da família de Deus. Isaías 59:2. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
E então, a partir da entrada do pecado no mundo, Deus colocou em prática o plano de resgate, para unir novamente a Sua família, para salvar o homem da morte (separação) eterna.
UNIDADE DA FAMÍLIA. Contudo, havia um preço a ser pago para a salvação do homem perdido. Romanos 5:17-19. Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida. Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.
E o preço da nossa reconciliação com o Pai, foi o sangue derramado na Cruz do Calvário por Nosso Senhor Jesus Cristo, que: Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:7-8.
Então, pela obediência de Cristo, pela fé, fomos unidos com Ele na semelhança da sua morte, como disse Paulo aos romanos: Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Romanos 6:6-8.
É essa obra que nos levou à comunhão com Deus. Salvação eterna em lugar da morte eterna. Pela fé, podemos confessar hoje que pela superabundante graça de Deus, como diz em Gálatas 2:20: A vida de Cristo é que nos deu vida. E que esse viver que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.
A família de Deus é única. Todo aquele que crê em Cristo e o tem como Salvador e Senhor de sua vida, passa a fazer parte da família de Deus, e assim como está escrito: Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:11-13.
O LEÃO RUGINDO AO DERREDOR. Todavia, o plano de satanás é outro, ele quer que passemos a eternidade no inferno, mortos para Deus. E assim, ele coloca sempre o seu plano em ação para nos distanciar do Pai. E o que mais tem prazer em atacar é a família. Mas Pedro nos alerta: Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé. 1 Pedro 5:8-9a.
Todo aquele que é nascido de Deus tem a garantia da promessa em seu favor, conforme lemos em 1 João 5:18. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca.
Mas precisamos estar sempre alertas contra as ciladas do inimigo. E a nossa melhor arma contra as tentações do mundo, é a comunhão com Deus e com o Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31.
Nossa vida, nossos exemplos, nossas atitudes, falam mais alto do que nossa voz. Temos uma missão dentro de nossas famílias. Aquele que é nascido de novo, somente está neste mundo por um único motivo: Pregar o evangelho. E o primeiro lugar onde devemos “pregar”, usando todas as formas possíveis, é dentro de nossos lares. O homem é o sacerdote do lar. A mulher é a sua auxiliadora idônea, e os filhos são os futuros pais de famílias. Quando deixamos alguém de nossa família ser devorado pelo diabo, estamos deixando de cumprir o propósito de Deus neste mundo, que é o de que todos sejam salvos e tenham a vida eterna.

A Palavra de Deus nos incumbiu da tarefa mais importante no mundo: ganhar almas para a Sua família a começar pela nossa. Assim dizendo: Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Deuteronômio 6:5-7.
CERTEZA DA SALVAÇÃO. O maior legado que podemos deixar para os nossos, é o testemunho de obediência a Deus, a exemplo de Jesus. Deus nos dá a certeza da salvação por meio das Escrituras, quando nos ensina, de modo prático, o seguinte mandamento com promessa: Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Romanos 10:9-10.
Todo aquele que tem Jesus como Senhor, vive de acordo com o senhorio de Cristo, que é o único pela qual importa que sejamos salvos. E como nos ensina o texto de Efésios 4:2-5, uma vez salvos, viveremos com humildade, mansidão, longanimidade e, principalmente suportando uns aos outros em amor, preservando a unidade do Espírito no vínculo da paz. Onde há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.
O VIVER EM SANTIDADE. E a partir da experiência de fé de cada um acerca da salvação, temos o privilégio de buscar um viver santo para o nosso privilégio de buscar um viver santo para o nosso próprio deleite. Ao contrário do que o mundo fala, viver em santidade, em obediência, não é nenhum sacrifício ou peso para o cristão, mas, um descanso, uma entrega que nos traz esperança. Esperança de que a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita, se manifeste em nossas vidas e tenhamos tranqüilidade, apesar das tribulações e das circunstancias adversas. Você quer que sua família faça parte da família de Deus? A Palavra diz: Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa. Atos 16:31.
Então, tome posse da salvação e do perdão que lhe foi imputado por Cristo Jesus, o qual: Vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz; Colossenses 2:13b. e 14.
ESTOU CRUCIFICADO COM CRISTO; LOGO JÁ NÃO SOU EU QUEM VIVE, MAS CRISTO VIVE EM MIM. AMÉM.

Mario Rocha.
A DEUS,toda a Honra e Glória.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

DESCANSANDO NA FIDELIDADE DE DEUS.

Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Hebreus 10:23.

É tão bom para as nossas vidas e como nos faz bem pensarmos, sabermos e estarmos certos de que temos um Deus fiel, mesmo nesta hora de mudanças e incertezas. Num mundo cheio de engano, falsidade, desonestidade, precariedade, podemos descansar no fato de que o nosso Deus é fiel. A fidelidade, dentre muitos atributos de Deus, faz parte do seu caráter. Sua fidelidade está unida de forma inseparável aos seus atributos, tais como: amor, santidade, onisciência, onipresença, onipotência, bondade. Isso significa que Ele é fiel porque ama e ama porque é fiel. Também significa que Ele é fiel com justiça e é justo porque é fiel. Nosso Deus e Pai é fiel porque conhece todas as coisas e sabe quem nós somos tendo assim mesmo escolhido nos amar. Isso significa que Ele é fiel porque nunca nos abandona; sua presença está em todo lugar. Deus é fiel a Sua bondade, e é por isso que nenhum dos seus atos tem qualquer resquício de maldade ou de perversidade. Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar-se e de grande clemência. Salmos 145:8.

A infidelidade é um dos pecados mais ressaltado nestes maus dias. Com raríssimas exceções, a palavra de um homem não é mais a sua fiança, nos negócios deste mundo. No mundo social, a infidelidade conjugal ocorre por todo lado, sendo que os laços matrimoniais são desfeitos com a mesma facilidade com que uma roupa velha é rejeitada. Nenhum de nós pode atribuir-se completa imunidade deste pecado terrível: de quantas maneiras temos sido infiéis a Cristo, e à luz e aos privilégios que Deus nos confiou. Como é animador então, que indizível benção é erguer os olhos acima desta ruinosa cena e contemplar Aquele que, só Ele, é fiel, fiel em tudo, fiel o tempo todo. Vamos ler Deuteronômio 7:9. Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e cumprem os seus mandamentos.

A fidelidade é uma das gloriosas perfeições do Seu ser, É como se Ele estivesse vestido com esta perfeição. Sua fidelidade é incomparável, é infalível, é infinita. Não há como Deus deixar de ser fiel, pois significaria negar o seu próprio caráter. Esta qualidade é essencial ao Seu ser; sem ela Ele não seria Deus. Pois, ser Deus infiel seria agir contrariamente à Sua natureza, o que é impossível. Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo. 2 Timóteo 2:13.

Muito acima de toda compreensão finita está à imutável fidelidade de Deus. Tudo que há acerca de Deus é grande, vasto, incomparável. Ele nunca esquece, nunca falha, nunca vacila, nunca deixa de cumprir a Sua palavra. O Senhor Se mantém estritamente apegado a cada declaração de promessa ou profecia, faz valer cada compromisso de aliança ou de ameaça. Sabem por quê? Leiamos Números 23:19. Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?

Todos aqueles que nasceram de novo, esses são autênticos filhos de Deus, são homens e mulheres que passaram pela cruz, foram crucificados e mortos com Cristo, com isso estão vivendo hoje uma vida de santidade. Este povo regenerado pode apegar-se a sua promessa, pois, ao contrário dos homens, Deus sempre cumpre o que prometeu em Sua palavra. O nosso Deus é realmente fiel em cumprir suas promessas. Isso deve ser para nós um verdadeiro estímulo em crermos naquilo que Ele disse. Podemos nos agarrar a uma promessa de Deus e confiar que ela se cumprirá. Pois foi o próprio Senhor Jesus quem disse em Mateus 24:35. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão.

Sua Palavra de promessa é certa. Em todas as Suas relações com o Seu povo, Deus é fiel. Pode-se con¬fiar nEle com segurança. Nunca houve alguém que tivesse confiado nEle em vão. Vemos esta preciosa verdade expressa em quase toda parte nas Escrituras, e nós o Seu povo precisamos saber e crer que a fidelidade é uma parte essencial do caráter divino. Esta é a base da nossa confiança nEle. Mas, uma coisa é aceitar a fidelidade de Deus como uma verdade divina, e outra coisa, muito diferente, é agir com base nisso. Deus "nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas", mas nós contamos realmente com o seu cumprimento por Deus? Esperamos de fato que Ele vai fazer por nós tudo que disse que fará? A derrota de muitos "crentes" reside exatamente em sua incredulidade da veracidade das Escrituras Sagradas. As promessas e realidades de Deus serão cumpridas em nós quando cremos de fato. Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do Senhor. Lucas 1:45.

Há ocasiões em nossa vida em que não é fácil, nem mesmo para nós cristãos, crer que Deus é fiel. Nossa fé é provada dolorosamente, nossos olhos ficam toldados pelas lágrimas, e não conseguimos mais encontrar o rumo dos baluartes do Seu amor. Os nossos ouvidos se distraem com os ruídos do mundo, arruinados pelos sussurros ateísticos de Satanás e não conseguimos mais ouvir a doce entonação da voz mansa e delicada do Senhor. Sonhos alimentados foram frustrados, amigos em quem confiávamos falharam conosco, um falso irmão ou irmã em Cristo nos traiu. Vacilamos. Procuramos ser fiéis a Deus, e agora uma trevosa nuvem esconde Deus de nós. Achamos difícil, impossível mesmo, à razão carnal harmonizar a Sua sombria providência com as promessas da Sua graça. Em meio aos momentos mais difíceis de nossa vida, precisamos ouvir Isaías 50:10. Quem há entre vós que tema ao SENHOR e que ouça a voz do seu Servo? Aquele que andou em trevas, sem nenhuma luz, confie em o nome do SENHOR e se firme sobre o seu Deus.

Quando você for tentado a duvidar da fidelidade de Deus, brade: "Para trás de mim, Satanás". Ainda que você não possa harmonizar os misteriosos procedimentos de Deus com as Suas declarações de amor, confie nEIe e aguarde mais luz. Na hora dEIe, certa e boa, Ele fará com que você o veja com clareza. Ele nos diz em João 13:7b. O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois.

Precisamos aprender esperar em Sua misericórdia, pois a seqüência dos fatos demonstrará que Deus não abandonou nem enganou Seus filhos. Por isso, o SENHOR espera, para ter misericórdia de vós, e se detém, para se compadecer de vós, porque o SENHOR é Deus de justiça; bem-aventurados todos os que nele esperam. Isaías 30:18.

A fidelidade de Deus é uma verdade que devemos confessar não somente quando a tranqüilidade nos favorece, mas também quando nos afligirmos sob o castigo mais áspero. Tampouco esta confissão deve ser apenas de boca, mas também de coração. Quando Deus nos fere com a vara da punição, é a fidelidade que a maneja. Reconhecer isso significa que nos humilhamos diante dEle, confessamos que merecemos totalmente a Sua correção e, em vez de murmurar, damos-Lhe graças por isso. Deus nunca nos aflige sem algum motivo. Queridos, problemas e aflições não são apenas coerentes com o amor de Deus empenhado na aliança eterna, mas são partes da sua administração. Deus é fiel não só quando afasta as aflições, mas também é fiel quando no-las envia. Vamos ler juntos Salmos 89:32-33. Então, visitarei com vara a sua transgressão, e a sua iniqüidade, com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade.

O castigo não é apenas conciliável com a benignidade amorosa de Deus, mas também é seu efeito e expressão. A mente dos servos de Deus se tranqüilizaria muito se eles se lembrassem de que a aliança de Deus O obriga a aplicar-lhes correção oportuna. As aflições são-nos necessárias porque Ele nos diz: Irei e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, cedo me buscarão. Oséias 5:15.

Lamentavelmente muitos crentes andam tão inseguros neste mundo a ponto de lhes sobrevir tamanho medo e pavor. A grande maioria das pessoas deste mundo estão morrendo de uma doença terrível chamada "ansiedade". Todos estes males seriam plenamente tratados se depositássemos a nossa confiança no Deus fiel e fossemos apegados a Sua palavra fiel. Tito 1:9. Apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.

Quando nós ficamos apoiados em Sua palavra fiel, a fidelidade de Deus nos traz segurança. O nosso Deus e Pai em quem confiamos é imutável e consistentemente bom, de forma que não é uma atitude tola depositarmos nossa confiança nele. Por causa disso, aquele que nEle crê vive plenamente seguro, sereno, calmo, confiante, ousado e corajoso. Mas o que me der ouvidos habitará seguro, tranqüilo e sem temor do mal. Provérbios 1:33.

Quero concluir dizendo que quando descansamos na fidelidade de Deus registrada em Sua palavra, teremos a plena certeza de que já fomos salvos, porque a obra da cruz foi perfeita em nossas vidas. Você crê que já morreu com Cristo? Se você ainda não creu, por favor, não procrastine, creia agora mesmo e toma posse da vida eterna. Pois Ele diz: Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele. 2 Timóteo 2:11. Amém.

Pr Claudio Morandi.
http://ibpalavradacruz.blogspot.com
A DEUS toda a Honra e Glória.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O PRIMEIRO PECADO DO HOMEM.

Genêsis 2:9
E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
16 Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente;qq
17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Genêsis 3
1 Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer,
3 mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis.
5 Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal.
6 Então, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.
8 E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim.
Neste estudo, gostaríamos de ver como foi que o primeiro homem pecou, e recebê-lo como admoestação para nós hoje. Pois como foi o primeiro pecado, assim serão todos os pecados depois dele. O pecado que Adão cometeu é o mesmo que todos nós cometemos. De modo que, conhecendo o primeiro pecado, podemos compreender todos os pecados do mundo. Pois, segundo a perspectiva bíblica, o pecado possui um único princípio.
Em todo pecado podemos ver o “ego” em operação. Embora hoje em dia as pessoas classifiquem os pecados em um sem-número de categorias, entretanto, falando por indução, há somente um pecado básico: todos os pensamentos e ações que constituem pecado estão relacionados com o “ego”. Em outras palavras, embora o número de pecados no mundo seja deveras astronômico, o princípio subjacente a cada pecado é somente um – tudo o que satisfaz o ego. Todos os pecados são cometidos por causa do ego. Se faltar o ego, não haverá pecado.
Examinemos este ponto mais atentamente.
O que é orgulho? Não é uma exaltação do ego?
O que é ciúme? Não é o temor de ser suplantado?
O que é a emulação? Nada mais é que a luta par ser melhor do que os outros.
O que é a raiva? É a reação contra a perda sofrida pelo ego.
O que é o adultério? É seguir as paixões e lascívias do ego.
Não é a covardia o cuidado que se dá à fraqueza do ego?

Ora, é impossível mencionar todos os pecados, mas se examinássemos a todos, um por um, descobriríamos que o princípio de todos eles é o mesmo: algo que de alguma maneira se relaciona com o ego. Onde quer que se encontre pecado, aí também estará o ego. E onde quer que o ego for ativo, ali também haverá pecado à vista de Deus.
Por outro lado, ao examinarmos o fruto do Espírito Santo – que representa o testemunho cristão – facilmente veremos o oposto: nada mais é do que atos desprendidos do ego.
O que é amor? Amor é apreciar os outros sem pensar no ego.
Que é alegria? É olhar para Deus a despeito do ego.
Paciência é desprezar nossa própria dificuldade.
Paz é deixar a perda de lado.
Gentileza é não prestar atenção a nosso próprios direitos.
Humildade é esquecer-se dos méritos próprios.
Temperança é o ser sob controle.
Fidelidade é domínio-próprio.
Ao examinarmos todas as virtudes cristãs, discerniremos que a não ser pela libertação do ego ou do seu esquecimento, o crente não possui outra virtude. O fruto do Espírito Santo é determinado por um único princípio: a perda total do ego.
Mencionei somente algumas virtudes e alguns pecados; mas acho que são suficientes para provar que pecado é seguir o ego, ao passo que virtude é esquecer-se do ego.
Se compreendermos estes dois princípios, poderemos diariamente observar todos os vários pecados e julgar se cada um deles relaciona-se com o ego ou não. Mas permita-me dizer-lhe claramente que à parte do “desprendimento” humano não há virtude, e à parte do seu “egoísmo não há pecado. O ego do homem é a raiz de todos os males.
Nas passagens que lemos no início deste capítulo, vimos que existiam duas árvores no jardim do Éden, e que Adão, ao comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, trouxe o pecado ao mundo. Examinemos mais atentamente as duas árvores mencionadas. Usarei duas palavras para representar o significado de ambas as árvores. O significado da árvore do conhecimento do bem e do mal é independência, e o da árvore da vida é confiança.
Examinaremos primeiro a árvore do conhecimento do bem e do mal. De saída devemos compreender que o comer do fruto desta árvore em si não é o grande pecado. Aqui, Adão não cometeu adultério, assassínio, nem muitos outros pecados imundos. Simplesmente comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ora, embora o que Adão cometeu não fosse algum pecado horrível, não obstante, o comer do fruto desta árvore fez com que não somente ele caísse, mas também sua descendência; desta forma enchendo o mundo de pecados. Embora o pecado cometido por ele não fosse horrível, seu ato deu ensejo a toda sorte de pecados. Segundo nossa lógica, se o primeiro pecado do homem for o “gerador” de todo o pecado do mundo, esse primeiro pecado deve ser o mais horrível de todos. Entretanto, o que vemos aqui é meramente um homem comendo fruto demais. Em certo sentido, portanto, é de aparência inofensiva.
Por que isto é assim? Deus vê o pecado de Adão como espécime típico de incontáveis pecados a serem cometidos por todos os homens depois dele. Deus deseja que compreendamos que não importa qual seja a natureza do pecado de Adão, essa também será a natureza dos múltiplos e variados pecados que o mundo cometerá depois de Adão. Externamente o pecado pode ser polido ou rude, mas sua natureza e princípio permanecem sempre os mesmos. O pecado de Adão não é mais que seguir sua própria vontade. Uma vez que Deus lhe havia proibido comer desse fruto particular, ele devia completamente ter-se desfeito de sua própria inclinação e obedecido a Deus. Mas ele desobedeceu a Deus e comeu o fruto, segundo sua própria vontade. E assim ele pecou. Daí se depreende que o pecado de Adão nada mais foi que agir fora de Deus e segundo sua própria vontade. Embora os pecados cometidos pela descendência de Adão diferissem grandemente do seu em aparência (pois não há outra pessoa que possa cometer o mesmo pecado que Adão cometeu), porém, em princípio, também agiram segundo sua própria vontade; logo, seus pecados têm todos a mesma natureza.
É pecado conhecer o bem e o mal?
Não é virtude conhecer o bem e o mal?
Deus conhece o bem e o mal (Gn 3:5,22).
É pecado ser igual a Deus? Por que , pois, o ato de Adão torna-se a própria raiz de todo o pecado e miséria humanos? Por que motivo?
Embora tal ação aparentemente seja boa, Adão agiu sem o mandamento ou promessa de Deus. E ao tentar conseguir esse conhecimento fora de Deus, segundo seu próprio ego, Adão pecou.
Agora percebemos o significado da palavra “independência”.
Todas as ações independentes são pecado. Adão não tinha confiado em Deus; não tinha tomado a decisão de obedecer a Deus; havia agido independentemente de Deus; e a fim de conseguir a independência contra Deus. E é por isso que o Senhor declarou ser isto pecado.
Portanto, compreenda isto, não é preciso cometer muitos e terríveis pecados a fim de se considerar pecado. Para Deus, todas as ações realizadas fora dele são pecado. “Ser igual a Deus”, por exemplo, é excelente desejo; mas tentar fazê-lo sem ouvir o mandamento de Deus e sem esperar pelo tempo de Deus é pecaminoso à Sua vista. Quão freqüentemente julgamos ser as coisa más pecados e as boas, justiça. Deus, entretanto, vê as coisas de maneira diferente. Em vez de diferenciar o bem e o mal pela aparência, ele olha para o modo com que tal ação é feita. Não importa quão excelente tal coisa possa parecer ao mundo, tudo o que for feito pelo crente sem procurar a vontade Deus, sem esperar por seu tempo, ou sem depender de seu poder (mas feito segundo nossa própria vontade, com pressa, ou por nossa própria habilidade) – tal ação é pecado à vista de Deus.
O Senhor não olha para o bem ou para o mal da coisa em si. Antes, olha para sua fonte. Ele anota mediante que poder tal coisa é feita. À parte de seu próprio poder, Deus não se interessa por nenhum outro. Ainda que fosse possível que o crente fizesse algo melhor que a vontade de Deus, ele ainda condenaria a ação e consideraria o crente ter pecado.
É verdade que todas as suas obras e aspirações são segundo a vontade de Deus? Ou são elas simplesmente sua própria decisão? Suas obras têm origem em Deus? Ou são elas realizados segundo seu bom prazer? Todas as nossas ações independentes, não importa quão excelentes ou virtuosas pareçam ser, não são aceitáveis a Deus. Tudo o que é feito sem saber claramente a vontade de Deus, é pecado aos olhos Dele. Tudo o que é realizado sem depender Dele também é pecado.
Os cristãos de hoje são muito capazes de fazer coisas, são muito ativos e fazem coisas boas em excesso! Entretanto, Deus não olha para a quantidade de boas obras que a pessoa realiza; interessa-se somente pelo quanto é feito por amor ao Seu mandamento. Ele não indaga o quanto a pessoa trabalhou para ele; simplesmente pergunta o quanto depende Dele. O prazer de Deus não se encontra na muita atividade , e sim, na dependência que a pessoa tem Dele. Não importa quão zelosamente você trabalhe para o Senhor, sua obra será em vão se não for feita por Ele em você. Devemos fazer esta pergunta a nós mesmos: é a obra que faço realizada pelo Senhor em mim, ou sou eu mesmo quem a efetua?
Todas as obras independentes de Deus são pecado.
Por favor, tenha em conta que podemos pecar até mesmo enquanto salvamos almas. Se não dependermos de Deus, mas confiarmos em nosso próprio entendimento e experiência do evangelho, à vista de Deus estaremos pecando, e não salvando almas, ainda que gastemos tempo e energia persuadindo as pessoas a crerem no Senhor!
Se em vez de perceber nossa total fraqueza e depender inteiramente do poder do Senhor, tentarmos edificar os santos com a força de nosso conhecimento bíblico e da excelência de nossa sabedoria, aos olhos de Deus estaremos pecando enquanto pregamos! Por melhores que todos os atos de amor e compaixão possam parecer ao público, - se forem realizado por nosso impulso ou força – aos olhos de Deus são pecaminosos. O Senhor não pergunta se fizemos um bom trabalho; somente examina se confiamos nele. Tudo o que é feito por nossa própria vontade será queimado no dia do juízo de Cristo, mas o que é realizado em Deus permanecerá.
O significado do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal não é outro senão o estar ativo fora de Deus, procurar o que é bom segundo o entendimento da própria pessoa, estar com pressa e ser incapaz de esperar a fim de obter o conhecimento que Deus ainda não deu; não confiar no Senhor, mas procurar avançar pelo nosso próprio caminho. Tudo isso pode ser resumido numa frase: independência de Deus. Este foi o primeiro pecado do homem. Deus não tem prazer no homem que se aparta Dele e age independentemente. Pois Ele deseja que o homem confie Nele.
O propósito do Senhor ao salvar o homem e também ao criá-lo é que o homem cofie Nele. Eis o significado da árvore da vida: confiança. “De toda árvore do jardim comerás livremente”, disse Deus a Adão; “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás”. Dentre todas as árvores cujos frutos podiam ser comidos, Deus menciona especialmente a árvore da vida em forte contraste com a árvore do conhecimento do bem e do mal. “E também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. Ao notarmos a menção particular de Deus à árvore da vida, devemos reconhecer que de todas as árvores comestíveis, esta é a mais importante. É desta árvore que Adão devia ter comido primeiro. Por que é isto assim?
A árvore da vida representa a vida de Deus, a vida não criada de Deus. Adão é um ser criado, portanto, não possui esta vida não criada. Embora a esta altura ele ainda esteja sem pecado, não obstante, é apenas natural, uma vez que não recebeu a vida santa de Deus. O propósito de Deus é que Adão escolha o fruto da árvore da vida por sua própria vontade para que se relacione com Deus pela vida divina. Assim, Adão, de simples criatura de Deus, chegaria ao novo nascimento. O que Deus requer de Adão é que negue sua vida natural e se una a Ele pela vida divina, destarte vivendo diariamente pela vida de Deus. Este é o significado da árvore da vida. O Senhor queria que Adão vivesse por essa vida que não era dele originariamente.
Logo, temos aqui o sentimento distinto da independência, confiança. Pois, quando o ser criado vive por sua vida natural, não precisa depender de Deus. Esta vida criada é autônoma e autopreservadora. Mas, para que o ser criado via pela vida do Criador, ele tem que ser totalmente dependente, pois a vida que levaria então não seria sua, mas de Deus. Ele não poderia ser independente de Deus, mas teria que manter constante comunhão com Ele e confiar completamente Nele. Essa é a vida que Adão não tem em si mesmo, e logo, deve confiar em Deus a fim de recebê-la. Além disso, essa vida - se recebida por Adão – é a que ele não poderia levar por seu próprio esforço; por isso teria que depender de Deus continuamente a fim de conservá-la. Assim, a condição para conservá-la tornar-se-ia a mesma condição para recebê-la. Adão teria de depender dia a dia, a fim de viver esta vida santa de uma maneira prática.
Tudo isto que temos dito com respeito a Adão, Deus também o exige de nós. Na época de Adão, a vida de Deus e a vida do homem estavam presentes no jardim. Hoje, a vida divina e a vida humana estão presentes em nós. Nós os que cremos no Senhor e somos salvos, nascemos de novo – isto é, nascemos de Deus; e assim temos uma vida de relacionamento com Deus. A vida da criatura está em nós, mas também está a vida do Criador. O problema atual então é se vivemos ou não pela vida divina – se nossa vida depende ou não totalmente de Deus. Assim como nossa carne não pode viver se estiver separada de sua vida natural, da mesma forma nossa vida espiritual não pode prosseguir se estiver separada da vida do Criador.
Deus não deseja que tenhamos nenhuma atividade fora Dele. Deseja que morramos para nós mesmos e sejamos dependentes Dele como se não pudéssemos nos mover sem Ele. Ele não gosta que iniciemos nada sem sua ordem. Ele se agrada de que realmente percebamos nossa inutilidade e confiemos Nele de todo o coração. Devemos resistir a todas as ações independentes de Deus. As obras que são feitas sem oração e espera, sem procurar conhecer claramente a vontade divina, sem confiar inteiramente em Deus, e sem examinar nossa consciência, a fim de determinar se o ego ou a impureza estão misturados: tudo isto provém de nós mesmos e é pecado à vista de Deus.
O Senhor não pergunta quão boa é nossa obra; Ele somente pergunta quem fez a obra. Ele não será movido pelo pequeno bem que você e eu façamos. Ele não está satisfeito com nada a não ser a SUA obra. Você pode estar ativamente engajado na obra Dele e trabalhar muito. Você pode até mesmo sofrer por causa de Cristo e de Sua igreja; mas se não tiver certeza de que é Deus que deseja que você realize a obra, ou, se não compreender completamente sua própria ignorância e incompetência, e com muito temor e tremor se lançar sobre o Senhor, então, como Adão, você estará pecando à vista de Deus. Oh! Cesse sua própria obra! Não pense que pode fazer tudo o que seja bom. Você pode labutar e se esforçar segundo seu próprio prazer, mas terá pouca ou nenhuma utilidade espiritual.
Todos nós sabemos que o incrédulo, não importa quão boa seja sua conduta, não pode ser salvo por ela. Não conhecemos nós tantos não-crentes cuja conduta é recomendável? São amáveis, gentis, humildes, pacientes; muitas vezes ultrapassam a média dos cristão em virtude. Por que, apesar da conduta invejável, ainda não são salvos? Porque todo este bem provém de sua vida natural, logo, não podem obter a aprovação de Deus. Deus somente se agrada do que pertence a Ele; do que procede Dele. Consequentemente, incrédulo algum pode agradar a Deus com seus próprios feitos.
O mesmo se aplica ao crente. Pensamos poder agradar ao Senhor com nossas obras boas e zelosas? Precisamos compreender que, a não ser pela vida que Deus nos deu, não existe a mínima diferença entre o nosso ego e o ego dos incrédulos. Os egos são absolutamente os mesmos. A vida natural do pecador e a vida natural do santo não diferem uma da outra. Se as boas ações realizadas pelos incrédulos mediante esta vida natural são rejeitados por Deus, também o será o bem praticado mediante a vida natural pelos crentes.
É triste que esqueçamos tão prontamente a lição que antes tínhamos aprendido! Quando cremos no Senhor Jesus, Deus convenceu-nos por Seu Espírito Santo de que nossa justiça, a seus olhos, para nada servia. Depois de sermos salvos, entretanto, de alguma forma, voltamos a imaginar que agora nossa própria justiça é útil e agradável a Deus. Devíamos saber que pelo fato de sermos salvos e nascidos de novo nossa velha vida não melhorou nem mudou em nada. A não ser pela vida nova recém obtida, nosso antigo ego permanece o mesmo.
O princípio que aprendemos na regeneração devia ser mantido continuamente. Uma vez que nós, quando incrédulos, não fomos salvos por nossas obras independentes, da mesma forma, nós os crentes, não ganharemos a aprovação de Deus por nossas ações independentes. Tudo o que é feito fora da dependência de Deus é desagradável a Ele. Quer proceda do pecador, quer do santo, a ação independente é rejeitada por Deus.
Você pode se gloria de quanto, como crente, tem feito; o quanto tem trabalhado, e até mesmo quanta benção e fruto tem experimentado; ainda assim, aos olhos de Deus estas não passam de obras mortas e sem utilidade alguma, pois todas elas são realizadas por você mesmo, e não pela operação divina em você.
Quão difícil é depender de Deus! Quão difícil é para os sábios confiarem! Quão árduo é para os talentosos confiar em Deus! Muitas vezes tornamo-nos ativos sem esperar que Deus nos dê força especial. É-nos tremendamente difícil negar o nosso talento, tornar-nos totalmente inúteis perante Deus e não depender de nossa capacidade, mas totalmente do Senhor. O Senhor deseja que neguemos a nós mesmos e a nosso poder e que reconheçamos a nossa fraqueza e a inutilidade de nossas palavras e ações. A não ser que primeiro chegue o suprimento de Deus, não podemos dizer palavra alguma nem realizar nada. É assim que Ele deseja que dependamos Dele, pois o que temos em nós mesmos sem dúvida nos afastará de Deus. Nosso talento, nossa sabedoria, nosso poder e nosso conhecimento, tudo tenderá a fortalecer nossa autoconfiança excluindo nossa confiança Nele. A menos que propositada e persistentemente neguemos nossa capacidade, jamais dependeremos de Deus.
Quando pequena, a criança depende de seus pais para tudo; mas quando cresce possui em si mesma tal poder e sabedoria que procura a independência em vez da dependência. Nosso Deus deseja que tenhamos com ele um relacionamento permanente como crianças para que possamos continuamente confiar Nele.
Você acha que agora tem poder? Que já foi santificado? Que já foi enchido permanentemente com o Espírito Santo? Que suas obras já produziram frutos? Se assim for, essa maneira de pensar priva-lo-á de um coração dependente. É preciso que você mantenha a atitude e a postura de desamparo perante os homens a fim de fazer real progresso no caminho de Deus. Se permitir que o ego penetre sutilmente de modo que você considere a si mesmo com tendo tudo, deve compreender que não mais estará dependendo de Deus.
Eu, que agora falo com você, não tenho certeza alguma quanto a meu futuro. Não sei se ainda estarei pregando o evangelho no ano que vem. A menos que Deus me conservar até o ano que vem, pode ser que eu não possa servir; deveras, posso até mesmo nem seguir a Cristo. Digo isto com um coração angustiado, pois sei que não tenho meios de conservar a mim mesmo. Se Deus não me conservar, confesso não ser por mim mesmo capaz de estar em pé no lugar humilde de hoje. Lembro-me de como estive a ponto de separar-me de Cristo muitas vezes desde o dia em que me tornei crente, mas louvo a Deus por ter-me conservado.
Permita-me dizer-lhe que, a não ser mediante o depender de Deus e confiar nele momento a momento, não conheço outra maneira de viver uma vida santificada. Se não dependermos do Senhor não podemos saber quanto tempo podemos viver como crentes por um único dia.
Será que realmente percebemos isto? Ou será que ainda temos um pequeno poder com o qual sustentar a nós mesmos e ter sucesso em muitas coisas? Seja manifesto a todos que a autoconfiança é o inimigo da dependência de Deus. Deus deve levar-nos até nosso fim para que saibamos não existir bem algum em nós.
Não fosse por sua graça, teríamos derrotas de todos os lados. Devemos chegar ao ponto que percebamos ser absolutamente indignos e não ter força alguma. Não ousamos ser autoconfiantes, nem ousamos tomar qualquer ação independente, fora de Deus. Devemos continuar prostrados perante Ele com temor e tremor, buscando Sua graça. De outra forma, nossa natureza fará com que nos consideremos competentes, tendo prazer em nossa próprias atividades e recusando-nos a depender de Deus.
Ao olhar para os anos passados posso ver que muitos irmãos a quem conheci se desviaram. Ainda me lembro do que certo irmão me disse um dia: “ senhor, agora conhecemos as Escrituras que o senhor prega; temos feito grande progresso e não estamos muito distantes de seus obreiros.”. Que autoconfiança! Mas onde estão esses irmãos hoje? Também lembro de outro irmão dizer-me recentemente: “Irmão Nee, pode ser que eu não conheça muita coisa, mas pelo menos conheço os ensinamentos bíblicos...” ao ouvir isto, imediatamente percebi que este irmão corria sério perigo. Hoje, ele também se desviou do caminho estreito. São muitas as tragédias similares que podemos recordar durante nossa vida. A causa principal de tais tragédias é a autoconfiança. A autoconfiança é a causadora de todas as derrotas.
O que Deus deseja que saibamos hoje é que não podemos depender absolutamente de nosso ego. Deseja que confessemos nossa fraqueza e inutilidade em todo o tempo. Deseja que tenhamos consciência do que nunca tivemos antes – isto é, deseja que estejamos cônscios de nossa total insuficiência e que admitamos que se não fosse por seu poder conservador, não podíamos permanecer nem um momento, e que se não fosse por sua fortaleza, nada podíamos fazer. Possamos nós ser quebrantados pelo Senhor hoje, para que não ousemos tomar nenhuma ação independente ou abrigar nenhuma atitude fora Dele. Doutra forma, o fim inevitável será a vaidade e a derrota.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós!

(Extraído do Livro “O Mensageiro da Cruz” - 1926).WATCHMAN NEE.
A DEUS toda a Honra e Glória.

NÃO É O QUE AS PESSOAS NOS FAZEM QUE NOS PREJUDICA:É A NOSSA PRÓPRIA REAÇÃO.

NÃO É O QUE AS PESSOAS NOS FAZEM QUE NOS PREJUDICA: É A NOSSA PRÓPRIA REAÇÃO - Paul E. Billheimer (Editora dos Clássicos)

Os tesouros que nos custam mais caros são os que mais nos enriquecem. As maiores bênçãos do mundo foram frutos de seus maiores sofrimentos. O poeta, Goethe, disse o seguinte: "Eu nunca tive uma aflição que não se transformasse em um poema." As melhores qualidades do caráter cristão são fruto do sofrimento. Muitos cristãos que antes de passar por uma determinada provação, eram frios, materialistas e carnais, no final da mesma já tinham um espírito quebrantado, amadurecido e enriquecido.
As aflições usadas por Deus quebrantam a aspereza e a rispidez da vida. Elas consomem a impureza do egoísmo e do mundanismo. Humilham o orgulho. Temperam as ambições humanas. Sufocam o fogo das paixões. Mostram-nos o mal do nosso próprio coração, revelando nossas fraquezas, faltas, e defeitos, e nos tornam conscientes do perigo espiritual. Disciplinam o espírito teimoso. Em nenhuma outra escola é possível aprender as lições de paciência e tolerância, exceto na escola do sofrimento.
Um dos métodos que Deus usa para aperfeiçoar o caráter cristão é permitir que soframos injustamente. A maioria de nós acha que sofrer já é suficiente e que sofrer injustamente é, certamente, demais. Mas Pedro, falando sobre sofrer injustamente, diz: "...Se, entretanto, quando praticais o bem sois igualmente afligidos e o suportais com paciência, isto é aceitável a Deus. Porquanto para isto mesmo fostes chamados" (I Pedro 2:20-21).

Chamado Para Sofrer Injustamente

Sofrer injustamente é um instrumento muito afiado para usar na lapidação da alma humana, mas você sabe, quando o torneador tem um trabalho muito fino para fazer, ele usa uma ferramenta bem afiada. Quando Deus quer esculpir um desenho muito bonito em um cristão, Ele usa o instrumento afiado do sofrimento injusto. É difícil receber ofensa dos outros e sempre retribuir com bondade, mas Deus não nos larga enquanto não tenha trabalhado esta obra artística profundamente na própria essência de nossas almas. Nós não podemos evitar de sofrer nas mãos de outras pessoas. É certo que isto nos acontecerá. Mas em última análise, ninguém pode nos prejudicar a não ser nós mesmos. Todos os erros que os homens nos infligem não podem nos prejudicar a menos que nos levem a ficar ressentidos e indispostos a perdoar. Algo só pode nos prejudicar se dermos lugar à amargura e à ira.

Entregue Sua "Ferida" Para Deus

Mas talvez você diga: "Como posso evitar de ficar amargurado? Como posso evitar de ficar ferido?" Há uma história sobre uma criança indígena que foi até um velho chefe com um pássaro machucado na sua mão. O índio olhou para o pássaro e disse: "Leve-o de volta e coloque-o no lugar onde você o encontrou. Se você ficar com ele, ele morrerá. Se você o colocar de volta nas mãos de Deus, Ele o curará e o pássaro viverá." Aqui está uma lição de como devemos agir quando somos magoados pelo sofrimento. Nenhuma mão humana pode curar um coração ferido. Tem de ser entregue a Deus (Lc 4:18; Mt 11:18-30). Mas talvez você tenha tentado esquecer-se da sua mágoa e não tenha conseguido. Você tem resistido à tentação de ficar amargurado e se sente incapaz. Você quer amar mas o seu coração não consegue reagir por causa da dor e você sente que não está sendo vitorioso.

O Amor é Um Princípio. O Amor Pode Ser Rigoroso

Aqui precisamos tomar a posição de fé. Muitas pessoas confundem o amor com sentimento ou emoção. O amor é mais do que uma emoção. O amor é um princípio. Se você realmente deseja o melhor para alguém que o prejudicou, isto é amor, mesmo quando todas as emoções parecem estar dormentes. O amor é mais do que sentimentos fracos. O amor pode ser rigoroso. O amor não age em interesse próprio, mas sempre busca o melhor para a pessoa amada. O amor não age baseado em emoção mas em princípios. Emoções são instáveis. A questão não é que tipo de sentimentos você tem, mas o que você faz com eles. O homem autêntico é avaliado pela sua vontade e não pela sua emoção. Muitas vezes o meu coração deseja expressar afeto por um dos meus filhos quando sei que, para o seu próprio bem, tenho que castigá-lo. Neste caso, vou agir sobre um princípio e não na minha emoção. "Considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus" (Rm 6:11).

Você é Tentado a Ser Amargurado?

A amargura não será sua enquanto você se recusar a aceitá-la e enquanto você agir no interesse daquele que lhe prejudicou. Se você está em Cristo e Cristo em você, o Seu amor pelas pessoas que não são amáveis é seu mesmo quando não sente qualquer tipo de afeição por elas. Neste ponto é onde precisamos "considerar". Paulo diz que depois que morremos com Cristo a nossa morte se torna real na nossa vida quando consideramos, isto é, quando tomamos uma posição de fé e passamos a considerar realizado algo que não sentimos que está realizado (Rm 6:1-14). "Todas as coisas são vossas... e vós de Cristo, e Cristo de Deus" (I Co 3:21-23).
Se você sente amargura em seu coração, recuse-se a aceitá-la como sua e considere o amor de Cristo como seu. Este lhe pertence se Cristo está em você. Aceite a injúria como algo que veio de Deus com o propósito de ser uma bênção para você. Veja Deus por trás da pessoa que lhe prejudicou. Considere que o amor de Cristo está em você e quando tomar esta atitude de fé, isto se tornará realidade. Abra mão da mágoa e coloque seu coração quebrado nas mãos de Deus.

Despojando-se de Si Mesmo e Revestindo-se com Cristo

Se você não sente um espírito de perdão em seu coração, tome uma posição de fé e diga para Deus: "Como o Teu amor perdoador é meu, eu perdôo a todos por tudo." À media que permanecer firme nesta atitude de fé, recusando-se a ceder para a amargura ou ressentimento, Deus operará o espírito de perdão na sua vida e você será liberto até mesmo da tentação da amargura. Em última análise, ninguém pode realmente nos magoar a não ser nós mesmos. Outros podem nos tratar injustamente. Podem nos acusar falsamente e dessa forma prejudicar a nossa reputação. Podem até nos ferir fisicamente mas nenhuma dessas coisas poderá nos prejudicar realmente a menos que permitamos que elas nos incitem à amargura e ao ressentimento e inclusive à tentativa de vingança.
Não é o que os outros nos fazem que nos prejudica, é a nossa reação; não é nem mesmo o nosso sentimento em relação a elas, é o que fazemos com estes sentimentos. Se os nossos sentimentos acabarem por se transformar em ressentimento ou resultam em tentativas de revidar, então, sim, ficamos prejudicados. Se entregarmos a nossa mágoa a Deus, nos recusarmos a nutrir o ressentimento e tomarmos uma atitude positiva de desejar o melhor que Deus tem para aqueles que nos prejudicaram e a orar por isso, e se permanecermos nessa posição até que toda a amargura e ressentimento sejam absorvidos por um espírito de perdão, então teremos realmente lucrado desta tentativa de nos ofender. Veja Mateus 5:43-48.
"Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8:28).

Fé no Governo Moral de Deus

Uma das razões para o ressentimento e falta de perdão é que nós, na verdade, não temos fé na justiça e no governo moral de Deus. Em Romanos Deus diz: "A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor" (Rm 12:19). Se realmente acreditássemos nisto não tentaríamos consertar as injustiças por nós mesmos. Foi por causa da confiança total que Jesus tinha no amor e na absoluta justiça de Seu Pai que "quando ultrajado, não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga corretamente" (I Pe 2:23).
Quando Deus diz que não devemos nos vingar a nós mesmos, Ele quer dizer que é Ele que fará a vingança. E a pedra angular do governo moral de Deus é Sua justiça absoluta. A lei moral é inexorável como o é qualquer lei física. "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará" (Gl 6:7), é tão impossível quebrar quanto o seria quebrar a lei da gravidade. O homem que pratica a maldade ou que faz injustiça é quem perde, e não aquele que ele prejudicou - se este permanecer inalterado, sem nenhum espírito de antagonismo ou vingança em seu coração.
Se realmente tivermos certeza da justiça de Deus, não seremos tentados a fazer as coisas por nossas próprias mãos. Ao invés disso, oraremos pela pessoa desafortunada que nos prejudicou. E se continuarmos amáveis e perdoarmos, descobriremos que ficamos mais fortes através da nossa vitória sobre o ressentimento. E quando os nossos dias de treinamento acabarem, poderemos ver com nossos próprios olhos o quanto essas batalhas significaram para nós.

"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Ts 5:18).

"Aqui e somente aqui te é dado sofrer por amor a Deus; em outros mundos nós O serviremos mais perfeitamente, O amaremos, O louvaremos e trabalharemos para Ele, ficaremos cada vez mais perto Dele com todo o prazer. Mas então, não seremos mais convidados para sofrer, que é a nossa tarefa aqui. Não podes tu sofrer, então, uma hora ou duas? Se Ele te chamar da tua cruz hoje Dizendo: Está consumado, aquela tua dura cruz, sobre a qual tu oraste por libertação, tu não achas que um sentimento de remorso tomaria conta de ti? Tu não dirias: "Assim, tão de repente? Deixa-me voltar e sofrer mais um pouco, mais pacientemente: Eu ainda não louvei a Deus”.

www.editoradosclassicos.com
A DEUS toda a Honra e Glória.
Paul E. Billheimer

INDENTIFICAÇÃO.

“Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais
Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”, Efésios 2:10.

O que é identificação? Identificar é um verbo transitivo direto e indireto que significa tornar idêntico, equivalente, igual. Você sabia que fomos identificados com Cristo na sua crucificação, morte e ressurreição? As palavras: “Estou crucificado com Cristo”, Gálatas 2:20, diz da nossa identificação com Ele na crucificação. A frase: “Fomos sepultados com ele”, Romanos 6:4, afirma a nossa identificação com Cristo no seu sepultamento. “E juntamente com ele nos ressuscitou”, Efésios 2:6, mostra a nossa identificação com Cristo na ressurreição. Nada foi escrito por acaso. Tudo tem um propósito. Os exemplos que acabamos de ver mostram que Deus nos colocou em Cristo, para nos dizer que tudo o que ocorreu com Ele literalmente, desde a hora em que foi para a cruz, até a hora em que se assentou à destra do Pai nas alturas, ocorreu também de modo subjetivo com todo aquele que crê. Os textos citados e outros que se encontram nas Escrituras são as chaves que abrem as portas do ensinamento bíblico sobre a nossa identificação com Cristo.
Cristo se identificou conosco no pecado, para que fossemos um com Ele na morte. Ele tornou-se fraco, para que fossemos forte. Ele sofreu a vergonha da cruz, para nos dar glória. Ele foi ao inferno para nos levar ao céu. Ele tornou-se injusto para nos justificar. Ele foi lançado fora da presença de Deus, para nos levar a Deus. Ele morreu para que tivéssemos vida. Ele se tornou como nós éramos, para que nós fossemos assim como Ele é agora.
As Escrituras afirmam que a morte de Cristo na cruz foi também a nossa morte. Minha, sua, e de toda a humanidade pecadora. Jesus não podia morrer como pecador. Ele era santo e não conheceu nenhum pecado. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus”, II Coríntios 5:21 Mas Deus com seu infinito amor e graça, enviou seu Filho ao mundo para se identificar conosco no pecado, e redimir os pecadores. Deus nos incluiu no corpo de seu Filho na cruz, para fazer morrer a nossa velha natureza: “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram”, II Coríntios 5:14. O homem oculto em nosso coração cheio de malvadeza, de crueldade, de ódio, de inveja, de ciúmes, de vícios, com sua natureza satânica, foi pregado na cruz com Cristo para ser destruído: “Sabendo isto, que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos”, Romanos 6:6. Cristo morreu não para si mesmo, não como mártir, não para servir de espetáculo para o mundo, mas para substituir eu, você, e toda a humanidade pecadora.
A Escritura diz que no terceiro dia Cristo ressuscitou e assentou-se à direita do Pai nas alturas. E, nós também fomos identificados com ele na ressurreição: “E, juntamente com ele nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”, Efésios 2:6.
Vemos claramente na Escritura a nossa identificação com Cristo. Só nos resta crer e ficar crendo em tudo o que está escrito na Palavra de Deus. Por isso ninguém poderá se desculpar no juízo final que foi deixado fora dos desígnios de Deus; pois Ele “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”, I Timóteo 2:5.
Pr Sinval Teofilo / www.assbetel.com.br
A DEUS toda a Honra e Glória.

PARA O FOGO.

Pela palavra de Deus desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foram tirados da água e do meio da água subsistem; pelo que pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma palavra, se guardam para o fogo, reservados até o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. 2 Pedro 3: 6-7
É verdade que haverá fogo. Acerca deste tema Jesus falou que como verdade ficam comprometidos os céus e a terra, como disse: Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar, pois acabara de afirmar que este mundo vai findar tão certamente.
Será a ceifa. Tudo quanto se faz dentro desta imensa natureza é visando o seu fim. E por vias de regras espera-se em primeiro lugar o lucro, depois os prejuízos; assim mesmo espera Deus deste mundo em que vivemos. Contou-nos o Senhor Jesus esta parábola: Um certo chefe de família mandou semear trigo no seu campo. O seu inimigo, porém veio enquanto dormia o dono e semeou joio no mesmo campo. Quando os servos viram nascer o joio disseram ao senhor: “não semeastes trigo, como nasceu joio?” O chefe disse que o inimigo o semeara ali. Quiseram os servos arrancá-lo imediatamente, porém o senhor disse-lhes que não, porque na colheita seriam arrancados trigo e joio, separando o primeiro para o celeiro e o joio para o fogo.
Como será? Cada indivíduo terá a sua classificação naquela ceifa. Tu meu querido leitor, serás trigo ou joio? Se estás seguro de que serás joio, podes mudar imediatamente este destino. Pois uma obra está prevista na graça de Deus através do sacrifício de seu Filho, que é a regeneração. Por exemplo, eu creio que Cristo morreu por mim e o proveito que tirei deste sacrifício é o meu novo viver o qual corresponde à transformação de meu ser de joio para trigo. Deus tem esse poder e deseja fazê-lo contigo também. Crede em seu filho que por ti morreu com o firme propósito de transformar-te.

Pr Antonio Abuchaim/ www.assbetel.com.br

A DEUS toda a Honra e Glória.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

E ENOQUE ANDOU COM DEUS.

Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, alcançou testemunho de que agradara a Deus. Hebreus 11:5

Em Gênesis, no capítulo cinco, temos a genealogia de Adão que vai até Noé. De Adão até Enoque, o texto utiliza os vocábulos "viveu e morreu" na vida de sete homens, mas no versículo vinte e quatro, temos algo que se destaca: Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.Gênesis 5:24. . No livro de Judas há um relato sobre a única mensagem de Enoque. Ele questionava o egoísmo das pessoas que as movia a uma atitude interesseira e independente de Deus Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele. Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros. Judas 14-16.


A Bíblia nos diz que todos pecaram: Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram. Romanos 5:12. Então, Enoque também possuía uma natureza igual à nossa, herdada de Adão, uma natureza rebelde, pecadora, separada de Deus, mas houve um momento em que a separação foi substituída por uma comunhão sem fim, visto que: Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? Amós 3:3. Para andar com Deus, é preciso estar de acordo com Ele, é preciso estar na mesma direção. Enoque nasceu de novo aos sessenta e cinco anos, após ter gerado Matusalém: Andou Enoque com Deus; e, depois que gerou a Metusalém, viveu trezentos anos; e teve filhos e filhas. Todos os dias de Enoque foram trezentos e sessenta e cinco anos.Gênesis 5:22-23. Ele teve uma vida de fé exercitada diariamente em sua comunhão com Deus, algo que foi desenvolvido ao longo
dos anos até ter sido arrebatado por Deus. Ele começou com Deus e terminou com Ele, só mudou de espaço geográfico. Ele viveu o céu na terra.

Em nenhum momento a Bíblia relata que Enoque tinha orado muito, jejuado, se esforçado em suas obras para agradar a Deus. Não. Ele simplesmente andava com Deus. Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si. Gênesis 5:24.


O nosso mundo atual vive a era dos anti-depressivos, vivemos na era "Prozac". O uso desses medicamentos tem crescido na população de modo geral, a nível mundial. Em recente pesquisa, cogitou-se que nos EUA, os americanos usam "Prozac"para agüentarem o pique do seu cotidiano, o dia-a-dia de um mundo capitalista, onde o tempo é escasso.


Os problemas naquele tempo e hoje são os mesmos. Tratamos nossos problemas (auto desprezo, depressão, insônia, solidão, problemas financeiros) como o mal principal do qual precisamos ser salvos e negligenciamos a causa principal que é o pecado. Então, Cristo passa a ser a solução dos nossos problemas cotidianos, os quais nunca deixam de aparecer.

As mensagens atuais têm levado as pessoas a conhecerem um Deus que nós podemos manipular ao nosso bel-prazer, ordenar, como se ele fosse nosso súdito, e que está vinte e quatro horas à nossa disposição dando-nos tudo o que queremos e almejamos. Porém, o que significa andar com Deus? Primeiramente, andar não é o mesmo que viver. É possível ser regenerado e não andar com Deus. Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Gálatas 5:16. Andar com Deus é negar-se a si mesmo todos os dias: Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23. Andar com o Senhor é se aquietar diante Dele e saber que Ele é Deus, Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra. Salmos 46:10. É saber que Ele domina sobre o reino dos homens, Esta sentença é por decreto dos vigilantes, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer e até ao mais humilde dos homens constitui sobre eles. Daniel 4:17. Andar com Deus é descansar em Seus braços como uma criança amamentada: SENHOR, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim. Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo. Salmos 131:1-2.

O chamado de Jesus para os discípulos, antes de qualquer missão, foi para estarem com Ele: Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram.Mateus 4:18-22. Nossa agenda é consertar o mundo até que Ele venha cuidar de nós. A agenda de Deus é fazer convergir, em Cristo, todas as coisas até que todo joelho se dobre diante Dele. Larry Crabb.

Andar com Deus é fazer uma entrega total e consciente aos propósitos eternos do Senhor, cônscio de que, nem sempre, Deus garante solução imediata dos problemas. Vivemos na era dos "fast food", aviões e trens velozes, os quais tornam possível estarmos em dois ou três lugares no mesmo dia. Apesar de tudo isto, a cruz torna possível o nosso andar com Deus. Levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 2 Coríntios 4:10-11.


Andar com Deus significa assentar com Ele nos céus. É estar à mesa que Ele preparou numa comunhão íntima, "é viver o céu na terra", na presença dos adversários. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.Salmos 23:5. E neste campo, os inimigos surgem de todos os lados e a nossa mente divaga como um "beija-flor", que voa à procura do néctar, sem sossego. Viver ou andar? Enoque andou trezentos anos com Deus. Não vamos ser condescendentes conosco, afinal ele era um ser humano como qualquer um de nós, com uma "diferença", ele andou com Deus. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. 1 Coríntios 1:9.

Pr Humberto Xavier.
www.palavradacruz.com.br

A DEUS toda a Honra e Glória.