quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PORTANTO...

PORTANTO...
Por:Pr Humberto Xavier Rodrigues
01/12/2008

Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes,e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Romanos 5:2.


"Portanto", conjunção conclusiva que contém a conclusão de um raciocínio ou exposição de motivos anterior; pois, logo, por conseguinte, conseqüentemente, etc. As duas palavras gregas para "portanto" são "oun e ará". Ao lermos cuidadosamente a carta de Paulo aos crentes de Roma, encontraremos os três mais importantes "portantos". O primeiro está relacionado à nossa justificação: Tendo sido, portanto, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. Romanos 5:1. Considerando o significado da nossa conjunção, fica evidente que a nossa justificação está fundamentada na ressurreição, visto que o assunto abordado anteriormente é sobre a ressurreição. O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Romanos 4:25.

A morte e a ressurreição de Cristo são inseparáveis porque formam um único ato redentor; uma não tem sentido sem a outra, de modo que sempre que uma é mencionada, a outra está implícita. Também, a nossa atenção é dirigida para a ação de Deus Pai em entregar Seu Filho para fazer expiação por nossos pecados e em ressucitá-Lo para nossa justificação. Nós somos assim ensinados a atribuir toda a glória de nossa salvação a Deus, que planejou, providenciou e executou essa grande obra de redenção. O apóstolo Paulo diz que Cristo foi ressuscitado para nossa justificação, porque a justiça pela qual somos justificados está intimamente e permanentemente ligada ao Cristo vivo, através da graça que nos foi concedida. Mas seria igualmente legítimo dizer que Ele morreu para nossa justificação, pois Sua morte redentora foi a base de nossa reconciliação com Deus. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Romanos 5:9-10.

"Portanto", diz o apóstolo, " temos paz com Deus" . Isto significa que a ira de Deus não mais nos ameaça, porque fomos aceitos em Cristo. É também pela mediação de Cristo que tivemos nossa "entrada" pela fé nessa graça justificadora, na qual passamos a ficar firmes. Tendo sido uma vez introduzidos nesse estado de graça e favor, é nosso privilégio imutável desfrutar de plena comunhão com Deus. E esta paz subjetiva com Deus foi adquirida tão-somente pelo sangue de Cristo, fruto de Sua mediação. Na justificação o nascido de novo é introduzido na presença de Deus, como se nunca tivesse cometido pecados. A justificação é um ato, seguido de um processo, processo este que chamamos de santificação.

O segundo "portanto": Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:1. Do capítulo 3 ao capítulo 6, encontramos a doutrina da nossa justificação. A partir deste capítulo, o assunto é santificação. Novamente encontramos a presença da conjunção "portanto", e isto nos leva a ver o assunto abordado anteriormente. Depois de falar da luta do regenerado com a lei, o apóstolo Paulo passa a falar da nossa libertação de uma vez por todas do senhorio da "lei". Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus. Romanos 7:4.

A graça age na nossa justificação, e continua agindo na nossa santificação. Santificação sem justificação é hipocrisia. Podemos ilustrar estes dois fatos na experiência do filho pródigo. O fato de retornar para o seu pai e ser beijado significou a sua conversão, a sua aceitação e perdão. Podemos dizer que neste momento ele foi justificado. E ao tirar os farrapos e vestir novas roupas, deu-se o início da sua santificação. Não podemos perder de vista que a santificação é um processo longo, gradativo. Scofield define a santificação como: A obra de Deus no crente pelo Espírito Santo e pela Palavra, transformando-o progressivamente na imagem de Cristo. A santificação é o processo espiritual pelo qual a imagem de Cristo é manifestada nos que foram justificados. A justificação e a santificação procedem da misericordiosa vontade de Deus, porém são realidades diferentes. A justificação é um ato único e definitivo pelo qual Deus, por Sua graça, imputa no injusto a justiça de Cristo. A santificação é um processo contínuo pelo qual Deus, por Sua misericórdia, muda o nosso fútil procedimento. Na justificação, Deus nos livra da condenação futura; na santificação, Ele nos livra do poder do pecado que nos assedia. Os fariseus, muito zelosos, criaram regras e mandamentos de santificação, que o nosso Senhor Jesus chamou de "mandamentos dos homens". Eram eficientes para limpar o exterior do copo, mas se esqueciam do interior; os rostos eram santos quando jejuavam, e o olhar tornava-se imponente ao toque das trombetas. Ser honesto nos negócios e na vida moral, dar os dízimos, cuidar da vida religiosa, são aspectos positivos de uma existência, mas perdem a essência se não partirem de dentro pra fora. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Mateus 23:26-27.

Sem a justificação, o que se pode alcançar é somente aparência de santidade. Os judaizantes queriam impor aos nascidos de novo muitas obrigações religiosas na nova vida: " não proves, não toques, não manuseies". O apóstolo Paulo diz que tais preceitos tem, na verdade, certa aparência: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. Colossenses 2:21-23. Muito ponderado e significativo foi o que disse João Wesley sobre santificação: A religião não consiste de negações, nem de moralidade exterior, nem de opiniões ortodoxas; é a criação de uma nova natureza em nós.

A santificação começa pelo coração. É uma obra divina, sobrenatural, conforme a expressão de Spurgeon: A verdadeira religião é sobrenatural no seu começo, sobrenatural na sua continuação e sobrenatural na sua conclusão. É obra de Deus do começo ao fim. O que a lei não pode fazer e os esforços dos homens realizarem, a graça faz. Observamos um fenômeno interessante: as folhas murchas e amareladas nas árvores, que os vendavais não conseguem derrubar, caem com naturalidade. Depois a abundante seiva começa a vitalizar a árvore.

O terceiro "portanto": Rogo-vos, portanto, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1. Do capítulo 3 ao capítulo 12,encontramos o que Deus fez por nós em Cristo. Do capítulo 12 ao capítulo 16, temos o nosso viver prático como cristãos. E este viver está intimamente ligado à nossa entrega total ao Senhor, porque dependemos completamente do Senhor. Não se vive a vida cristã sem a vida cristã para viver. O novo nascimento é o começo da caminhada cristã. Pela porta, dá-se o início de uma longa caminhada.

O que é consagração? Consagração é um ato voluntário daquele que foi salvo pela graça, para ser trabalhado por Deus. O crescimento de um regenerado está profundamente ligado a este ato de entrega. O holocausto exemplifica perfeitamente este ato. O ofertante entregava a oferta para o sacerdote, e este, por sua vez, matava o animal e o colocava sobre o altar. E CHAMOU o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de rebanho ou de gado miúdo. Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR. E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. Depois degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR. Levítico 1:1-9.

Há uma riqueza de detalhes nesta oferta. O holocausto representa Cristo oferecendo-se a Si mesmo para o cumprimento perfeito da vontade de Deus. "O macho sem defeito" era uma figura do Senhor Jesus sem pecado. "Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto" tipifica nossa identificação na morte e ressurreição.
A DEUS toda a Glória!

REPENTINA DESTRUIÇÃO.

Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. I Tessalonicenses 5:1-3.

Quero deixar uma coisa bem clara nesta manhã para que ninguém fique temeroso com relação aos acontecimentos dos útlimos dias. Os juízos de Deus atacam repentinamente, mas não sem aviso. Deus prometeu que nada faria, incluindo fazer justiça, sem contar aos seus profetas o que viria. Vamos ler esta verdade em Amós 3:7: Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.

Temos de estar sempre atentos à voz da trombeta. Trombeta significa a voz de advertência. Noé fez soar a última trombeta à sociedade condenada, no segundo mês, no décimo sétimo dia. Deus é tão minucioso que indica até o dia! Por cento e vinte anos a trombeta esteve nos lábios de Noé, advertindo, apelando. Então, na noite do décimo sexto dia, no segundo mês, Deus fechou o patriarca e sua família na arca, fazendo-o saber que hoje à noite soa a última trombeta! Amanhã, a Mãe Terra terá justiça!" No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, Gênesis 7:11.

E não é de admirar que o dia de juízo virá quando a sociedade ficar obcecada com a prosperidade e a segurança. A destruição repentina estará prestes a irromper no dia que a mente dos homens estiver concentrada nas riquezas. Loucura pelo dinheiro! Ganância! Acumular! Entesourar! Jesus advertiu-nos de que será um tempo quando o coração dos homens desmaiarem de medo, observando as coisas terríveis que acontece sobre a terra. Os homens buscam ansiosos alguma coisa certa, alguma coisa segura. O texto não diz que será um tempo de paz e segurança, apenas que eles dirão; "Paz e segurança." Será sobre isso que todos conversarão. Os assuntos versarão sobre dinheiro, coisas, investimentos, como encontrar um lugar seguro para seus bens! Mas vejamos o que diz a Palavra de Deus em Lucas 12:20-21: Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Nunca na história do mundo os homens se tornaram tão impelidos por uma busca ao dinheiro. Prosperidade é o sonho mundial! O mercado de ações tornou-se um gigantesco cassino. Milhões de pessoas jogam na loteria, na esperança de enriquecer-se da noite para o dia. Por que tal obsessão para fazer-se próspero? Por que todos sabem que a tormenta se aproxima! O mundo inteiro aguarda com ansiedade aquele dia quando a desintegração financeira atacar. Estão tentando assegurar-se contra aquele tempo horrível, esperando superar a tempestade. A obsessão da prosperidade tem corrompido até mesmo a igreja. Como Paulo ficaria triste se soubesse que chegaria um dia quando os ministros do evangelho tornariam a aliança de Cristo numa aliança de dinheiro! A igreja outrora levantava-se perante o mundo como um testemunho contra a ganância e o materialismo, contra o amor às coisas, contra o amor do indivíduo a si mesmo, contra o acúmulo de riquezas e a cobiça. Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; 1 Timóteo 6:17.

A repentina destruição pode significar mais do que um holocausto da bomba atômica. Por um só acontecimento repentino, uma só catástrofe, o sonho do mundo pode tornar-se um horrível pesadelo. Coramos de vergonha ao ouvir que um pregador gastou fortunas de dinheiro com carros fantásticos, jóias, casas luxuosas, vinhos caros! hoje o nome de Jesus tornou-se alvo de piadas e sátira. Jesus tornou-se a canção dos ébrios! Basta você ficar apenas alguns minutos diante da televisão que você verá em algum noticiário, onde o mundo inteiro é informado de que o grande pregador contra o pecado foi apanhado em flagrante pecado de prostituição! Em meio a tudo isso, estas terríveis palavras do apóstolo Pedro soam verdadeiras: Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? 1 Pedro 4:17.

Amada igreja juízos de Deus em sua casa são tão repentinos e amedrontadores, que os ouvidos dos homens tinem quando ouvem falar deles! Quando Deus julgou a casa de Eli, ele disse: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. 1 Samuel 3:11 e 13. Quando Deus julgou a Israel e a casa de Manasses por corrupção, ele disse: Eis que hei de trazer tais males sobre Jerusalém e Judá, que todo o que os ouvir, lhe tinirão ambos os ouvidos. 2 Reis 21:12.

Tinir os ouvidos em hebraico significava: "vibrar os ouvidos e fazê-los ficar vermelhos de vergonha." Até o ímpio terá ouvidos ruborizados! Se Deus vibrar os ouvidos desta nação pelo que eles vêem e ouvem de seus juízos sobre a igreja, que tipo de juízos repentinos e temíveis cairão sobre esta sociedade? Os veículos noticiosos desta nação têm-se deleitado em fazer comédia dos cristãos. Têm feito a nação descrer de toda pregação de santidade, convertendo todos os ministros em charlatães e vigaristas! As salas de bares estão infestadas de zombadores. Eles erguem seus drinques para brindar, rindo-se: "A todos os pregadores do fogo do inferno!" Contudo, seria melhor que obtivessem um resultado mais alto, porque tudo isso vai mudar da noite para o dia! Deus tinirá os ouvidos do mundo agora porque a sociedade é a próxima, nossos governos são os próximos e nossas instituições financeiras são as próximas! A palavra destruição, conforme empregada aqui, refere-se a ruína, morte! Ruína e morte repentina! O juízo na casa de Deus é Deus disparando um tiro de advertência sobre a proa do navio do estado. Em breve ele exigirá um golpe certeiro! Os homens não vão querer ouvir e tentarão tapar os ouvidos. As notícias serão inacreditáveis! Chocantes! Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos, 2 Pedro 2:12.

Jesus disse que devemos regozijar-nos quando estas coisas acontecerem, porque significa que nossa redenção está próxima. Mas quem são esses que podem regozijar-se à beira de tanta destruição? Deus está chamando o seu povo para vigiar e ser sóbrio, visto que o dia da destruição se aproxima. Uma vez que cremos em nossa morte e ressurreição com Cristo, somos filhos da luz e agora o que nos cabe é vigiarmos e sermos sóbrios. Porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 1 Tessalonicenses 5:5-6.

O que ele está dizendo é: "Aquilo que é para este mundo uma trágica noite de trevas e destruição, é o raiar de um novo dia para todos que vigiam e são sóbrios. Este dia de trevas e de juízo abrasador nada tem a ver conosco!" Tão certo como não somos deste mundo, não estamos destinados para trevas e destruição, pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:9.

Quando as dores de parto aumentam, isso significa algo glorioso para a noiva de Cristo! É sua contagem regressiva para a destruição; é nossa contagem regressiva para a glória! É o encontro deles com a ira; é nosso encontro com a ressurreição! Eles chorarão e rangerão os dentes; nós nos regozijaremos e daremos brados de alegria! Portanto, Estejamos atentos! Talvez neste exato momento você esteja bebendo o vinho diabólico da destruição, o vinho de quem anda sempre ocupado com as coisas do mundo enão tem tempo para Deus. A Bíblia avisa que Satanás tentará enganar, se possível fosse, até os eleitos. Muitas vezes me tenho perguntado como seria isso possível. Não é por adultério, imoralidade, orgulho, maus hábitos, mas por deixar que algo bom, algo que vale a pena, domine o coração, ou seja, pelo uso do que é legítimo ao ponto de induzir ao erro o coração e consumir todo o nosso tempo. Portanto estejamos sempre vigiando, porque Pedro nos diz que: Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, 2 Pedro 3:10,11 e 14.

Quão maravilhoso é saber que não temos necessidade de temer os pavorosos dias de ira e indignação que estão logo adiante. Vivos ou mortos, somos do Senhor. A repentina destruição com certeza virá sobre os perversos; mas a glória repentina aguarda os vencedores. Este não é tempo de estar flertando com algum pecado oculto. Não é tempo de estar ociosos durante horas em frente à TV, desperdiçando preciosos momentos que deviam ser passadas em oração e devoção. A trombeta de Deus está soando alto e claro. Não temos desculpas, e em breve seremos sobressaltados pelas velozes e nefastas explosões de terror, desastres e tribulações pelo mundo todo. Os que conhecem o Senhor e andam na sua justiça não terão medo. Eles estarão nas linhas de frente do campo de batalha espiritual, e vencendo todos os principados e forças das trevas pela oração intercessora. Faríamos bem em crer nisso e ter nossos corações preparados. AS MUDANÇAS ESTÃO CHEGANDO - MUDANÇAS INCRÍVEIS. Repentinas e nocivas! Mas também, num abrir e fechar de olhos, aqueles que foram crucificados com Cristo, que são os autênticos filhos de Deus serão transformados de mortais para imortais. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:52. Amém.
Pr Claudio Morandi
prclaudiomorandi@hotmail.com
A DEUS toda a Glória!

CRISTO:A OBEDIÊNCIA DO PECADOR.

Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Romanos 5:19.

Estas palavras nos revelam o que recebemos graças à obra de Cristo. Da mesma forma como o fato de estarmos em Adão nos torna pecadores, por estarmos em Cristo somos feitos justos. Essas palavras também nos revelam exatamente o que é em Cristo que nos torna justos. Assim como a desobediência de Adão nos deu a natureza de pecador, a obediência de Cristo nos faz justos. Nós devemos tudo à obediência de Cristo. Entre todos os tesouros da nossa herança em Cristo, este é um dos mais ricos. Quantas pessoas nunca o estudaram, a tal ponto de amá-lo e se deleitar nele, e assim obter dele a bênção completa! Ao estudarmos o papel da obediência de Cristo na sua obra para nos salvar, veremos nela a verdadeira raiz da nossa redenção e saberemos dar-lhe o devido lugar no nosso coração e na nossa vida. A única coisa que Deus pediu a Adão no paraíso foi obediência. A única coisa através da qual uma criatura pode glorificar a Deus ou gozar do seu favor e sua bênção é a obediência. A única causa do poder que o pecado conseguiu no mundo e da ruína que ele desencadeou; é a desobediência. Toda a maldição do pecado que recai sobre nós é devido à desobediência a nós imputada. Todo o poder do pecado que opera em nós nada mais é que isto: que ao recebermos a natureza de Adão, herdamos também a sua desobediência e, conseqüentemente, nascemos já como "filhos da desobediência". Efésios 2:2. Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.

É evidente que a única obra para a qual seria necessário que Cristo viesse era, precisamente, remover essa desobediência. A desobediência é a raiz de todo pecado e miséria. O primeiro objetivo da sua obra salvadora foi cortar de vez a raiz do mal e restaurar o homem para o seu destino original: uma vida em obediência ao seu Deus. Mas como o nosso Senhor Jesus Cristo fez isso? Em primeiro lugar, ele o fez vindo como o segundo Adão para desfazer o que o primeiro tinha feito. O pecado nos fez acreditar que era uma humilhação sempre ter que buscar e fazer a vontade de Deus. Cristo veio para nos mostrar a nobreza, a bênção, o caráter celestial da obediência. E o que nos deixa assombrados é que o próprio Cristo aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Hebreus 5:8. Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.

Quando Deus nos deu o manto de criatura para usar, não sabíamos que sua beleza, sua pureza imaculada, era a obediência a Deus. Cristo veio e vestiu aquele manto para nos mostrar como usá-lo e como, através dele, podíamos entrar na presença e glória de Deus. Cristo veio para vencer e, assim, carregar para longe nossa desobediência, substituindo-a com sua própria obediência sobre nós e em nós. O poder da obediência de Cristo seria tão universal, tão poderoso e tão profundamente arraigado quanto à desobediência de Adão? Podemos afirmar com base nas Escrituras que sim, e muito mais ainda! O objetivo da vida de obediência de Cristo era triplo:

(1) Como um exemplo, para mostrar-nos o que é a verdadeira obediência;
(2) Como nossa garantia, satisfazendo pela sua obediência toda a exigência da justiça divina por nós;
(3) Como nossa Cabeça, para preparar uma natureza nova e obediente a ser comunicada para nós, ou seja, a nossa obediência mora dentro de nós que é Cristo. E levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 2 Coríntios 10:5b.

Cada pessoa que quiser compreender plenamente o que é obediência deve considerar bem o seguinte: é a obediência de Cristo que é o segredo da justiça e da salvação que encontro nele. A obediência é a verdadeira essência dessa justiça: obediência é salvação. Em primeiro lugar, precisamos aceitar, confiar e regozijar-nos na obediência de Cristo para cobrir, engolir e aniquilar terminantemente toda nossa desobediência. Essa precisa ser a base inabalável, invariável, jamais esquecida, da nossa aceitação por Deus. E, depois, a obediência dele torna-se o poder de vida da nova natureza em mim, assim como a desobediência de Adão era o poder que me governava até então. A minha sujeição à obediência é a única maneira que posso manter a minha relação com Deus e com a justiça. A obediência de Cristo à justiça é o único começo de vida para mim; minha obediência à justiça é sua única continuação. Há somente uma lei para a cabeça e para os membros. Tão certamente como a desobediência e a morte foram à lei para Adão e sua semente, a obediência e a vida o são para Cristo e sua descendência. Nós que fomos incluídos em Cristo em sua morte e ressurreição temos toda a suficiência para sermos obedientes em tudo. 2 Coríntios 2:9. E foi por isso também que vos escrevi, para ter prova de que, em tudo, sois obedientes.

O único vínculo, a única marca de semelhança, entre Adão e a sua semente é a desobediência. O único elo de ligação entre Cristo e sua semente, a única marca de semelhança, é a obediência. Em Cristo, essa obediência era um princípio de vida. A obediência para ele não era um ato individual de obediência de vez em quando, nem mesmo uma série de atos, mas o espírito de toda sua vida. Ele veio ao mundo com um único propósito. Ele vivia somente para fazer a vontade de Deus. O poder supremo, a força mestre de toda sua vida, era a obediência. Vamos ler em João 6:38. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. Ele deseja produzir o mesmo em nós. Foi isso que prometeu quando disse: Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe. Mateus 12:50. O vínculo dentro de uma família é a vida comum compartilhada por todos e uma semelhança familiar. O elo entre Cristo e nós é que ele e nós juntos fazemos a vontade de Deus. Em Cristo, essa obediência era uma alegria, pois vemos isso claramente em Salmos 40:8. Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.

Nossa comida é refrigério e revigoramento. O homem saudável come seu pão com alegria. Mas comida é mais do que prazer, é uma necessidade vital. Da mesma forma, fazer a vontade de Deus era a comida da qual Cristo sentia fome e sem a qual ele não podia viver. Era a única coisa que satisfazia sua fome, que o refrescava, o fortalecia e o tornava feliz. Foi o Jesus quem disse em João 4:34. Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

Em Cristo, essa obediência levava a uma espera pela vontade de Deus. Deus não revelou toda a sua vontade a Cristo de uma só vez e, sim, dia a dia, de acordo com as circunstâncias da ocasião. Na sua vida de obediência, havia crescimento e progresso; a lição mais difícil veio por último. Cada ato de obediência o preparava para a nova descoberta do próximo comando de Deus. É quando a obediência se torna a paixão da nossa vida que nossos ouvidos serão abertos pelo Espírito de Deus para aguardar os seus ensinamentos, e não nos contentaremos com nada menos que uma orientação divina para nos conduzir à vontade de Deus para nós. Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos. Salmos 40:6a.

Em Cristo, essa obediência foi até a morte. Quando ele disse: "Eu não vim para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou", ele estava pronto para ir às últimas conseqüências para negar a sua própria vontade e fazer a vontade do Pai. Ele não estava brincando. "Em nada a minha vontade; a todo custo a vontade de Deus". Esta é a obediência para a qual ele nos convida e nos capacita. Essa entrega de coração à obediência em tudo é a única verdadeira obediência, a única força capaz de nos levar à vitória. Quem dera que os cristãos compreendessem que nada menos do que isso é o que traz alegria e força para a alma! Em Cristo, essa obediência nascia da mais profunda humildade. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:5,6 e 8.

Ao homem que está disposto a se esvaziar por completo, a se tornar e a viver como servo, "um servo obediente", a se humilhar profundamente diante de Deus e dos homens, é para este homem que a obediência de Jesus descortinará toda sua beleza celestial e seu poder constrangedor. Pode ser que haja em nós uma vontade muito forte que secretamente confia em si mesmo e que falha nos seus esforços para obedecer. É quando caímos cada vez mais baixo diante de Deus em humildade, em mansidão, em paciência, em total resignação à sua vontade, dispostos a nos curvar em absoluta incapacidade e dependência dele, que nos será revelado que a única obrigação e bênção de uma nova criatura é obedecer a este glorioso Deus! Veja onde está o prazer de Deus em cada um de seus filhos que passaram pela cruz: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. 1 Samuel 15:22.

Em Cristo, essa obediência provinha da fé e em total dependência da força de Deus. Lembram do que Jesus disse: "Eu não faço nada por mim mesmo." "O Pai que está em mim é quem faz as obras". A resposta à entrega sem reservas do Filho à vontade do Pai foi a concessão ininterrupta e irrestrita pelo Pai de todo o seu poder para operar nele. Assim também será conosco. Se aprendermos que a proporção em que desistirmos da nossa própria vontade será sempre a mesma medida da concessão do seu poder a nós, veremos que uma rendição à obediência total nada mais é que uma fé completa de que Deus haverá de operar tudo em nós. Vamos fixar a nossa atenção em Cristo, examinando-o como servo obediente e confiando nele como nunca antes. Seja este o Cristo que recebemos e amamos, e com quem procuramos nos parecer. Como a sua justiça é a nossa esperança, deixemos que a sua obediência seja nosso único desejo. Que nossa fé nele, com sinceridade e confiança no poder sobrenatural de Deus operando em nós, receba Cristo, o obediente, verdadeiramente como nossa vida, aquele que habita em nós. Pois como disse François Fenelon: Paz e consolo não podem ser encontrados em lugar algum senão na simples obediência. Eu e você não somos obedientes, mas quando ganhamos a experiência com o Senhor Jesus Cristo, O obediente vem habitar dentro de cada um de nós e nos tornando suficientes para a obediência. Em nós não há nada que nos permita afirmar que somos capazes de fazer esse trabalho, pois a nossa capacidade vem de Deus. 2 Coríntios 3:5 (LH). Amém.






Pr Claudio Morandi
prclaudiomorandi@hotmail.com

A DEUS toda a Glória!

REFLEXÃO DO DIA:FAÇA DE MIM O QUE DESEJAR.

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor" (Salmos 122:1).

Eu sou sua igreja. Faça de mim o que você desejar. Eu deverei refletir você tão claramente quanto um espelho. Se minha aparência exterior é agradável e convidativa, é porque você me faz assim. Se em meu interior a atmosfera espiritual é aprazível e também séria; reverente e também amigável; cheia de adoração e também sincera; simpática e também forte; divina e também expressa humanamente; é somente a manifestação do espírito daqueles que constituem minha comunidade. Mas se você me acha um pouco fria e enfadonha, imploro-lhe que não me condene, porque eu mostro apenas o tipo de vida que recebo de você. Eu não tenho nenhum tipo de vida ou espírito separado de você. De uma coisa você pode ter certeza: eu respondo instantaneamente a todo desejo expresso por você, pois, sou a imagem refletida de sua alma. Faça de mim o que desejar.

Que análise fazemos de nossa igreja? Como sentimos sua oração, seu louvor, sua comunhão e o seu trabalho evangelístico? Tem ela enchido nosso coração de gozo e alegria? Temos sentido ali a presença do Senhor Jesus? Temos sentido sua falta quando, por um motivo qualquer, não podemos estar em suas reuniões? Quando isso acontece, podemos nos regozijar porque o Senhor habita, verdadeiramente, em nossas vidas.

Você tem achado sua igreja dispersa, sem atrativos, chata e desagradável? Costuma arrumar desculpas para não participar das reuniões? Tem escolhido sempre outros programas mais interessantes do que os cultos durante toda a semana? Coloque sua vida no altar de Deus e peça-lhe que transforme o seu coração porque o que você sente nada mais é do que o reflexo de sua vida espiritual sem alicerces.

A nossa igreja é cheia do poder quando nós nos colocamos ali de forma a ser bênção. É cheia de amor quando abdicamos da mesquinhez dos nossos interesses pessoais. É alegre e viva quando esquecemos dos problemas que lá fora ficam e derramamos nossa alma na presença de nosso Salvador.

Sua igreja é você. Faça dela um oásis de felicidade.





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS toda a Glória!