domingo, 10 de agosto de 2008

A CURA DE CRISTO.

Antônio Abumchain

A idade dos milagres ainda não passou e a cura do corpo faz parte do ministério de Cristo nos nossos dias, porque “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo e o será para sempre”. (Heb. 13.8)Deus nos fez grandes promessas em suas escrituras, o que devemos estar finalmente convencidos de que elas foram feitas para você pessoalmente: “Nenhuma palavra de Deus é vazia de poder” (Luc. 1.37); “Se me pedirdes alguma coisa em meu nome eu o farei” (Jô. 14.14), “Eu sou o Senhor que te cura” (Ex. 15.26); “Quem sara tuas enfermidades” (Sal. 103.3).Milhares de pessoas morrem prematuramente pro acharem que Deus pode ter algum objetivo, no seu sofrimento, mas precisamos entender que a doença é de Satanás e não de Deus.“Então saiu Satanás da presença do Senhor e feriu Jó de tumores malignos” (Jô 2.7); “Trouxeram-lhe um endemoninhado cego e mudo e de tal modo o curou” (Mat. 12.22); “Jesus andou...curando a todos os oprimidos do Diabo” (Atos 10.38).Devemos expulsar esse mal em nome de Jesus porque ele nos diz: “E este sinais seguirão aos que crêem: em meu nome expulsarão demônios” (Mar. 16.17).Deus prometeu nos curar, devemos crer que Ele o fará, porque “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rom. 10.17).Se você quiser sarar no corpo, você precisa estar disposto a receber a cura da alma, covê precisa permitir que o curador entre em sua vida. Deste modo, ao procurar a cura de Cristo, você precisa permitir que Cristo viva em você, não mais você, mais Cristo; “ E assim se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Cor. 5.17).Este é o milagre do novo nascimento, Cristo entra de fato em nossas vidas e nos tornamos novas criaturas porque Ele começa a viver em nós. Isto não é aceitar uma religião; é entregar-se a Cristo: “Aquele que não nasceu de novo não pode ver o reino de Deus” (Jô. 3.3).Isto é para você, exija-as em oração sincera, com fé, não duvide, creia na sua palavra, ela é como se Ele estivesse pessoalmente falando em você. “Se podes, tudo é possível ao que crê” (Mar. 9.23)O homem natural rebela-se e argumenta, se não puder senti-lo, não crerei, mas Deus muda a ordem natural e diz: “Crer é ver”.“Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerdes em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (Jô.15.7). Se você entregou-se realmente a Cristo e creu nas promessas de Deus, ore assim: “Senhor estou permanecendo em ti, e tuas palavras estão permanecendo em mim. Entrego o meu caso inteiramente em tuas mãos e te peço, de todo o meu coração, quem me cure”. Portanto, a partir deste momento devemos declarar “Estou curado porque Deus assim o afirma”; “Guardemos firme a confissão da esperança sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel” (Heb. 10.24).Portanto devemos a partir daí, louvar a Cristo pela resposta e sua oração e confiar na sua promessa, agradecer-lhe a cura e utilizar-se da sua saúde, pondo-a em ação.

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UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA

UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA - Tomaz Germanovix

Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Lucas 10: 41 e 42.Ao passar pelo povoado de Betânia, o Senhor Jesus encontrou acolhida na casa de Marta. Sendo ela muito zelosa e boa cozinheira, esmerava-se para fazer o melhor para tão distinto convidado. Ela queria fazer muitas coisas para o Senhor, por isso se viu acumulada de serviços. Ao observar que a sua irmã estava calmamente assentada aos pés de Jesus, ficou muito irritada. Marta, secretamente, queria que o Senhor repreendesse a sua tão “preguiçosa” irmã. De modo indireto, ela também se zangou com Jesus. O texto é claro: Marta agitava-se de um lado para outro, ocupada em muitos serviços. Então, se aproximou de Jesus e disse: Senhor, não te importas de que minha irmã tenha deixado que eu fique a servir sozinha? Ordena-lhe, pois, que venha ajudar-me. Lucas 10:40.Há algo tremendamente significativo na atitude de Maria. Estar aos pés de Jesus representa escolher a boa parte: E esta quedava-se assentada aos pés do Senhor a ouvir-lhe os ensinamentos. Lucas 10:39b. Os ensinamentos que fluíam da Fonte da vida eram sublimes, no entanto, estar aos pés do Senhor do universo gerava um gozo indescritível no coração de Maria. Ao elogiar Maria, o Senhor também expressava a sua alegria em desfrutar daquele momento de comunhão. Será que há algo errado em servir ao Senhor? Não, mas a boa parte é estar aos seus pés, e não trabalhar para Ele. A boa parte é aquietar-se junto Dele e não se agitar de um lado para outro em favor de sua obra. Observemos que Jesus não está contrastando serviço e adoração e dizendo que a adoração é melhor. Não, Ele está contrastando muitas coisas com uma só coisa.Nós somos consumidos, absorvidos, preocupados e estressados por muitas coisas boas – servimos, testemunhamos, pregamos, desenvolvemos programas, escrevemos, freqüentamos reuniões, construímos igrejas, cantamos, ofertamos, estudamos – no entanto, Jesus nos diz que uma só coisa é necessária: estar a seus pés. Maria descobriu isto, e o Senhor disse que aquilo que ela encontrou não lhe seria tirado.Qual é o supremo propósito de Deus? Qual é a vontade de Deus para todas as coisas? Vejamos Efésios 1: 9-11: Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir Nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; Nele digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. O que este texto nos ensina? Em primeiro lugar, que há uma vontade, e ela tem sido revelada a nós. Em segundo lugar, a vontade de Deus é que todas as coisas convirjam para Cristo. E terceiro, é que tudo está trabalhando de acordo com este propósito. Há uma vontade, um propósito, uma razão, um alvo para o qual Deus está se movendo. Este mundo não está entregue ao aleatório. Deus não abandonou este universo para que ele seguisse o seu próprio curso. Pelo contrário, apesar da queda, Deus está ativamente agindo para alcançar o seu eterno objetivo. O mundo dos filósofos está baseado na tentativa de responder perguntas do tipo: Quem sou eu? de onde vim? por que estou aqui e para onde estou indo? No entanto, estas perguntas só poderão ser respondidas à luz da soberana vontade de Deus. A razão de todas as coisas - quem sou eu, de onde vim, por que estou aqui e para onde vou - só podem ser compreendidas a partir do infalível propósito de Deus.Então, qual é a vontade de Deus? Ele quer que Cristo seja preeminente em tudo. Deus quer reunir todas as coisas em torno da pessoa bendita de seu Filho: De fazer convergir Nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas. Deus tem um único desejo e um alvo a alcançar. Ele quer que este universo gravite em torno de seu amado Filho. Lemos em Romanos 11:36: Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém. O eterno propósito de Deus foi estabelecido em Cristo Jesus.Falar da vontade soberana de Deus é falar do seu eterno propósito. E o eterno propósito de Deus é dar a Cristo toda a preeminência: Porque aprouve a Deus que, Nele, residisse toda a plenitude. Colossenses 1:19. O livro de Apocalipse 22:13 atesta: Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Porém, quando olhamos à nossa volta, o que vemos? Cristo tem sido honrado neste mundo? E a igreja, tem dado a Ele toda a primazia? Em minha família, Cristo tem sido preeminente? No meu viver particular, Cristo tem sido o primeiro? Com tristeza devemos reconhecer que a verdade tem sido outra. O mundo tem seguido o seu curso. Cristo está do lado de fora da Igreja, da nossa família e, em nosso andar pessoal, Cristo tem exercido, infelizmente, apenas um papel de coadjuvante. As forças das trevas se opõem violentamente contra o projeto divino de submeter a Cristo todas as coisas. Contudo, a vontade de Deus é clara: Que a Cristo seja dada toda primazia. Cristo é o fator de perfeição e equilíbrio deste universo. Chegará o Dia em que todo o propósito de Deus se cumprirá cabalmente: Todas as coisas sujeitaste debaixo dos seus pés. Ora, desde que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou fora do seu domínio. Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a Ele sujeitas. Hebreus 2:8. As Escrituras apontam que o universo ficou maculado por causa da rebelião. Tudo foi atingido devido a queda. Lúcifer, por inveja do Filho de Deus, junto com 1/3 dos anjos se rebelou contra a autoridade do Criador. Por causa deste levante, satanás e seus anjos foram eternamente banidos da presença de Deus. O homem também não se sujeitou à ordem divina e caiu em pecado. Devido a desobediência de Adão, toda criação e a raça humana sofreram os efeitos mortais da queda. Mergulhado no caos, este mundo tem como príncipe o próprio satanás. Este anjo caído tem como meta principal impedir que Cristo receba toda a preeminência que lhe é devida.Para romper o estado de rebelião, o Filho de Deus precisou marchar para a cruz. O remédio capaz de aniquilar aquele que detinha o poder da morte era tremendamente amargo. No entanto, o Filho de Deus, por amor, assumiu esta missão. Abriu mão de sua própria vida e se entregou para morrer numa cruz. Damos muitas graças a Deus, porque foi através da morte de Cristo que foi consumada a obra de plena libertação: Para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo. Hebreus 2:14b. A morte do Filho de Deus na cruz selou completamente a destruição de satanás. É na morte em Cristo que encontramos a libertação do diabo, do pecado, do mundo, da carne e do eu. Ao incluir-nos em sua morte, Cristo destruiu a nossa natureza rebelde e maligna: Estou crucificado com Cristo. Gálatas 2:19b. Podemos confessar seguramente que: Juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Efésios 2:6. Por graça, fomos feitos filhos de Deus.Cristo, através de sua morte e ressurreição assegurou o seu eterno e absoluto direito sobre todas as coisas. O livro de Colossenses 1:16-18 aponta: Pois, Nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia.Agora compreendemos porque Maria quedou-se aos pés do Senhor. A ela foi dado a graça de enxergar que Jesus era muito mais do que um filho de carpinteiro, vindo de Nazaré. Ela estava assentada aos pés do Autor da vida e Rei do universo. Seu coração ardia de regozijo ao ouvir os ensinamentos do Mestre dos mestres. Sua alma gozava da quietude por causa da doce e suave presença do Senhor.Até aqui temos visto que Deus tem uma vontade, e que a sua vontade é que todas as coisas convirjam para Cristo e, desta forma, o seu Filho bendito receba toda a preeminência. Para atingir o seu alvo Deus, de modo soberano, está dirigindo cada circunstância neste universo, pois não há nada que possa escapar de seu controle. Todas as coisas estão contribuindo para que o universal propósito de Deus seja estabelecido, pois o conselho de sua vontade é irresistível. Possa o Espírito Santo abrir o nosso coração para vermos que a nossa total suficiência está na pessoa de Cristo. Uma só coisa é necessária: Cristo.

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PRECISAMOS TER CRISTÃOS MELHORES.

Tomaz Germanovix 02/12/2007
Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:12-14.
O mesmo autor da expressão acima: Precisamos ter cristãos melhores, A.W. Tozer, também disse: Falar de cristãos "melhores" é empregar uma linguagem estranha para muitas pessoas. Para estas, todos os cristãos são iguais; todos foram justificados e perdoados, e são filhos de Deus, de modo que fazer comparações entre eles é sugerir divisão, fanatismo e uma porção de coisas horríveis. Tozer continua: O que esquecem é que o cristão é alguém que nasceu, uma encarnação de vida crescente, e como tal pode atrasar-se, atrofiar-se, ficar subnutrido ou ferido, como qualquer outro organismo. Condições favoráveis produzirão um organismo mais forte e mais sadio do que condições adversas. Grandes e influentes porções do mundo do cristianismo fiel aos fundamentos foram para o fundo d‘água devido a práticas totalmente antibíblicas, completamente injustificáveis à luz da verdade cristã, e profundamente prejudiciais à vida interior do cristão individual... .
Estas palavras foram registradas no final dos anos cinqüenta. O que Tozer teria a nos dizer nos dias de hoje? Irmãos, estamos vivendo num momento historicamente muito importante para o cristianismo. Satanás tem usado de todas as suas astúcias para manter os cristãos num estado de ignorância e infantilidade espiritual. O inimigo de nossas almas está em plena atividade em nossos dias, e não quer de modo algum que avancemos espiritualmente. Ele quer que fiquemos acampados na rasura de nossa experiência cristã.
Quando olhamos à nossa volta, vemos que o povo de Deus está infectado de egocentrismo, mundanismo, superficialidade, carnalidade, humanismo... . Já temos estudado que o pior inimigo do homem é o seu próprio ego. E, o diabo tem no ego humano, a sua plataforma de ação. A experiência de Pedro nos ajuda a ver como o nosso ego pode ser um instrumento de satanás. Está escrito em Mateus 16: 22-23: E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.
Observem que a porta de entrada para a ação satânica foi o ego de Pedro. Prestemos atenção nas palavras de Pedro, pois à luz da compreensão humana, não foram negativas, porém estavam carregadas de veneno mortífero da serpente. Porém, o Senhor que discerne todas as coisas espiritualmente percebeu que, naquela fala melodiosa, estava a presença de satanás, por isso Ele repreendeu duramente aquela insinuação maligna. As palavras de Tozer permanecem vivas e indicam que a operação da cruz é uma necessidade insubstituível para cada regenerado. Devemos agradecer a Deus com todo o nosso ser pelo novo nascimento, que alcançamos por meio de Cristo Jesus. Se você pode confessar de todo o coração, que você morreu e ressuscitou em Cristo, saiba que isto é uma obra da graça em você, não é mérito seu, é uma operação do Espírito Santo no seu íntimo.
Contudo, ao nascermos de novo, somos convidados pelo Senhor para ser seus discípulos. E, o caminho do discipulado está revelado em Mateus 16:24-25: Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. O caminho do crescimento espiritual não é outro senão o caminho da cruz.
E, este crescimento ou avanço espiritual está ligado com o andar em santidade. Mas, o que é o andar em santidade? Devemos entender que santidade não é meramente a ausência de pecado no regenerado, e, por outro lado, também não é a presença de muita virtude no santo. Estas coisas podem e devem ser a experiência na vida dos salvos, porém, jamais podemos perder de vista que santidade não é uma coisa espiritual, mas, sim, uma pessoa, Cristo. Santidade nada mais é do que a expressão da vida de Cristo na alma do regenerado. Assim sendo, precisamos compreender que o propósito de Deus visa formar o caráter de Cristo em nossa alma.
Infelizmente, muitos que afirmam ser cristãos, estão tão envolvidos com o mundo, que perderam de vista o propósito para qual foram salvos. Acham que, por terem decorado algumas verdades bíblicas, lerem eventualmente as Escrituras, e por fazer algumas orações mecânicas, ganharam imunização do julgamento divino. E, o grande perigo que incorrem é o de se apoiarem numa pseudo graça. Não é incomum ouvirmos a famosa desculpa: "se a graça não fizer!!!". Estes se tornam presas fáceis para os demônios agirem.
Será irmãos, que um santo pode se envolver com bebedeiras, ler e ver com naturalidade piadas indecentes e maliciosas, e secretamente se deliciar com pornografia? Não se assuste com estas palavras, pois elas traduzem os bastidores de muitas vidas. Devemos tomar cuidado com a hipocrisia, e não fazer vistas grossas com aquilo que pode escravizar a alma do homem. Atentemos para as palavras exortativas do profeta maior, pois são contundentes. No livro de Isaias 5:20-23 está escrito: Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça!
Este mesmo profeta registrou o juízo de Deus contra o seu povo: Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel. Isaias 5:24.
Não pensemos nós que, por termos sido regenerados pela graça ficaremos imunes do julgamento divino. A Bíblia nos fala de dois julgamentos. Um destes juízos está registrado em Apocalipse 20:11: Vi um grande trono branco e Aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. Diante do grande trono branco, todos os ímpios comparecerão para ouvir a justa sentença que lhes cabe. Atentemos para o seguinte fato: eles estarão lá porque rejeitaram voluntariamente a Palavra de Deus. O desfecho deste juízo está registrado no verso 14 deste mesmo capítulo 20: Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.
No entanto, a Bíblia fala de um outro julgamento, e ele está voltado para a família de Deus. Há duas passagens claras que tratam deste assunto. Em 2 Coríntios 5:10 e Romanos 14:10 lemos: Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito pelo meio do corpo. Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus.
Estas palavras são solenes e merecem a nossa maior atenção. É inquestionável que Deus já nos proveu de toda a sua graça, e ninguém poderá executar nada à parte dela, porém, nós não podemos fazer da graça de Deus coisa vã. Vejamos como há uma perfeita harmonia entre a graça plena de Deus e a obediência humana . No livro de 1 Pedro 1:13-16 está registrado: Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância; pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.
O Senhor conhece o nosso íntimo e, sabe perfeitamente que, à parte de sua graça nada, absolutamente nada, pode ser feito. Mas, a bênção maior, é que Ele quer libertar todo o cativo. Para tanto, toda a graça já foi provisionada por meio de Cristo. Se o Senhor diz que você pode, então, você pode. Se Ele diz que você já foi liberto, então, dê o passo de fé e desfrute de sua liberdade. Simples assim!
Amados irmãos, não desprezemos a seguinte palavra de exortação das Escrituras sagradas: Porque a ocasião de começar o juízo pela Casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? 1 Pedro 4:17. Todos aqueles que nasceram de novo fazem parte da Igreja que Cristo está edificando. Em outras palavras, nós somos a Casa espiritual que Deus está construindo. E, também podemos dizer que, os regenerados são o Templo do Espírito Santo. Cada salvo é uma pedra que vive, que somada a outras que vivem, constituem a Casa espiritual de Deus. E, estas pedras, precisam ser "melhoradas" para que os seus encaixes sejam adequados.Sim, Deus quer que sejamos cristãos melhores. Porém, afirmamos que, ser um cristão melhor nada tem a ver com a quantidade de conhecimento bíblico adquirido, aliás todo conhecimento separado do amor se torna, naturalmente, uma fonte geradora de soberba. Concluo, afirmando: para sermos cristãos melhores precisamos que, o Melhor dos melhores, Cristo, habite e se expresse em nós. Que assim seja!

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ANTES DE TUDO...

Por: Julio Cesar Lucarevski 30/12/2007
Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. Amém. 2 Pedro 3.18
É impressionante a diversidade das descrições a respeito da pessoa de Jesus. Elas, em sua grande maioria, não tem nada a ver com o Jesus da Bíblia. Os que falam Dele tem mania de domesticá-lo. Escolhem uma característica que mais se adapta à sua religião, plataforma política ou estilo de vida, e assim tentam nos convencer de que Ele "é um dos seus". Um exemplo atual e marcante é do presidente da Venezuela, Hugo Chaves, o qual exibiu em passeata pelas ruas do país, cartazes de Jesus com a seguinte frase: "O primeiro Revolucionário". Assim fazem os malucos, os socialistas, os anarquistas, os "crentes" fundamentalistas, liberais, reacionários, revolucionários. Mas todos, a partir apenas do conhecimento histórico, apresentam um Jesus incompleto, distorcido e piegas.
T. A Sparks diz que em relação a Jesus existem três tipos de conhecimento: o histórico, o teológico e o espiritual . O grande perigo e erro, é tentar conhecer Jesus Cristo apenas como homem, como dizem, os teólogos o "Jesus de Nazaré." Muitos se debruçam em desvendar os mistérios de Jesus Cristo através da pesquisa histórica e acadêmica, o que encontram é apenas o Jesus histórico. Porém a via que permite conhecer a beleza do resplendor de Jesus Cristo inicia-se em Deus. "Ninguém conhece plenamente o Filho senão o Pai". Mateus 11.27. Este conhecimento se realiza pelo caminho da revelação, onde o Espírito de Deus age para nos levar a uma percepção direta da pessoa de Jesus.
Jesus é o único completo. Completo em sua humanidade e completo em sua divindade. Como registrou o apóstolo Paulo, "pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade" Colossenses 2.9. Ele é atemporal. Não é apenas o menino que nasceu em Belém. Ele é Deus. Ele é eterno. Já estava com o Pai antes mesmo da criação. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus". João 1.1-2. Como também estará glorioso no fim dos tempos. "... Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim." Apocalipse 22.12,13
O perigo de depositarmos a nossa fé em Jesus que não corresponda o Cristo das Escrituras, não é coisa nova. O apóstolo Pedro já advertia a Igreja para tomar cuidado com ensinamentos que eram apenas caricaturas de Jesus. Foi por esta razão que o apóstolo Pedro ao concluir o que chamamos de segunda carta de Pedro, o faz com as seguintes palavras: "Antes de tudo, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo." 2 Pedro 3.18. Diante dos perigos de enveredar por algum novo ensinamento, "antes" de mais nada, preste a atenção em duas coisas. Primeiro avance somente se estiver pisando no caminho da graça. Segundo, o foco do nosso conhecimento deve ser o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Pedro sabia do que estava falando, ele mesmo escreve: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fabulas engenhosamente levantadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade." 2 Pedro 1.16.
Porém quando vemos nos Evangelhos a história de Pedro desde o seu chamado, percebemos que o seu aprendizado em crescer na graça e no conhecimento de Jesus não foi algo tão tranqüilo e isento de crises. Mesmo tendo oportunidade de conhecer o Jesus encarnado pessoalmente, descobriu que este tipo de conhecimento era insuficiente e ineficaz. Ele aprendeu por experiência a diferença de conhecer Jesus segundo a carne e conhecer Jesus segundo o Espírito. Descobriu que conhecer Jesus implica em transformação, ou seja, conhecer a si próprio à luz do conhecimento divino.
Encontramos um Pedro passando por um processo de quebrantamento contínuo, onde conforme avançava com Jesus ficava evidente as intenções não transformadas de seu coração. O mesmo ocorre com todos os que já tiveram uma experiência de salvação com o Senhor Jesus e iniciaram a caminhada na estrada da santificação. Estes descobrem que seguir o Senhor Jesus não é algo teórico, mas sim uma experiência pessoal, envolvente e transformadora. Conforme avançam no terreno da graça, ganham uma auto-percepção mais acurada das intenções e pensamentos ocultos de seu íntimo. Pois na verdade a luz que irradia de Jesus expõe toda a pecaminosidade, religiosidade e egocentrismo de cada um de seus discípulos. Crescer na graça e manter relacionamento permanente com o Senhor Jesus significa transformação continua, marcada primeiramente por abalos sísmicos, desmoronando valores, conceitos e paradigmas tão incrustados no nosso eu. Esta foi a realidade na caminhada do apóstolo Pedro com o Senhor Jesus.
Em Cesaréia de Filipos, Jesus fez um teste com os discípulos para ver se eles haviam entendido o tipo de Messias que ele era. Isso aconteceu cerca de seis meses antes de sua crucificação e ressurreição. Ele perguntou: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?" Mateus 16.13. Eles deram várias respostas. O povo atribuiu ao Senhor a identidade de profeta. É verdade que o compararam aos profetas mais contundentes que Israel já conheceu: Elias, Jeremias e João Batista. Mas apenas um profeta. A partir deste julgamento equivocado as pessoas mantinham um relacionamento equivocado com Jesus.
Então ele lhes perguntou diretamente: "Mas vós, quem dizeis que eu sou ?" Foi Pedro, num de seus repentes, quem deu, em síntese, a resposta correta: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Mateus 16:16. " O Cristo" se refere Àquele a respeito de quem Deus profetizou no Antigo Testamento por meio dos profetas. Àquele que viria para realizar a vontade de Deus. O ungido de Deus. "O Filho do Deus vivo", refere-se a segunda pessoa da Trindade, fala de sua Pessoa de Deus. O Deus vivo, estava agindo na história, através de Cristo com a missão de cumprir o Seu propósito eterno.
Jesus disse a Pedro: "Bem-aventurado é você, Simão, filho de Jonas! Pois isto não lhe foi revelado por carne nem sangue, mas por meu Pai que está nos céus". Mateus 16.16. Mas Pedro foi uma pessoa inusitada. ao mesmo tempo que recebe uma revelação majestosa do Pai, é usado por satanás para impedir que Cristo fosse para a cruz. Em outro momento Pedro nega covardemente o Cristo por três vezes. Aquele líder forte e impetuoso passará por um tratamento antes de reconhecer com o coração, Jesus como o Cristo. Nós somos como Pedro, confessamos com a boca, mas o nosso coração está distante do Senhor.
A partir da revelação de Deus para Pedro, o Senhor Jesus começou a mostrar que deveria ir a Jerusalém e provar a cruz. Foi quando Simão Pedro imediatamente fala sem pensar: "Não, Senhor. Deve haver outro caminho. O Senhor não precisa ser tão tolo. O Senhor pode obter a coroa e o trono sem a cruz. Seja bondoso para Consigo mesmo." Mateus 16.21 Pedro revelou ser uma pessoa de mentalidade própria, independente do Senhor. O homem natural nunca está disposto a tomar a cruz. "Para trás de mim, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim, nas dos homens." Mateus 16.23 Quando não cogitamos das coisas de Deus, e sim, nas dos homens, tornamo-nos como Satanás, uma pedra de tropeço para o Senhor no seu Caminho de cumprir o propósito de Deus. Portanto, a palavra do Senhor Jesus foi: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me" Mateus 16.24. Negar a si mesmo é abrir mão da vida de alma, da vida natural.
Parece que somos como Pedro queremos um Cristo sem cruz. Mas, se quisermos conhecer Jesus Cristo é preciso olhar a partir da perspectiva da cruz. A missão do Cristo somente podia se concretizar por meio de sua crucificação, ressurreição, ascensão e segunda vinda. O Cristo crucificado é a única garantia de salvação dos pecadores. Para os crentes a cruz tem dois momentos. O primeiro onde fomos crucificados juntamente com Cristo. No momento que Cristo foi suspenso entre os céus e a terra, o lugar de demônios, ele nos incluiu para participarmos de sua morte. O segundo momento, carregamos a cruz para poder segui-lo. Carregar a cruz é permanecer sob o efeito aniquilador da morte de Cristo, para dar fim ao nosso ego, à nossa vida natural e ao nosso velho homem. Assim fazendo, negamos a nós mesmos para seguir o Senhor.
Poucos dias depois, Pedro recebe outra confirmação divina da identidade de Jesus e do seu compromisso com a cruz: "Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam a ele!" Mateus 17.5. Novamente Pedro fala demais, propõe construir tendas no monte da transfiguração. Ele queria perpetuar a experiência espiritual que estava vivenciando. Era um caso de auto-satisfação. Mas, Pedro, precisava ainda aprender a falar menos e a ouvir mais, principalmente a Jesus.
O conhecimento de Pedro sobre Jesus entrou em colapso depois que o Senhor anunciou que ele iria nega-lo três vezes. Pedro, não admitiu e insistiu com Jesus: "Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei." Mateus 26.33-35. Quais palavras prevaleceram, a de Pedro ou a de Jesus? Brennan Manning, escreveu:"O Apóstolo Pedro construira todo o seu relacionamento com Cristo no pressuposto de que era capaz de agir da forma adequada. É por isso que foi tão difícil para ele encarar a sua negação ao Senhor. A sua força, a sua lealdade e a sua fidelidade eram bens fornecidos por ele ao discipulado. A falácia na mente de Pedro era a seguinte: ele cria que o seu relacionamento dependia da sua consistência em produzir as qualidades pelas quais ele achava que havia conquistado a aprovação do Senhor." A revelação de Jesus como o Cristo estava fazendo efeitos. O orgulho e jactância de Pedro caíram tão drasticamente que ele chegou ao fim de si mesmo.
Mentalidade própria, deleite próprio, decisões próprias e justiça própria. Estas são algumas das características auto-centrada que Pedro exibiu diante do Senhor. Porém, o Senhor não deixou passar nenhuma delas, de expor o "eu" que havia no seu discípulo. E após cada ponto ser exposto, era corrigido pelo Senhor. Os incidentes na vida de Simão Pedro,revelam a condição interior dos discípulos de Cristo Muitos de nós enfrentamos o mesmo problema. "Projetamos no Senhor o nosso padrão mensurado de aceitação. Toda a nossa compreensão Dele está baseada num toma-lá-dá-cá de amor permutado. Ele nos amará se formos bons, éticos e diligentes. Mas nós trocamos as perspectivas: tentamos viver de modo a que Ele nos ame em vez de viver porque ele nos amou"
Quando Deus faz o processo de desmantelamento, então corremos para Cristo. Um relacionamento pessoal e permanente com o Deus vivo que afeta todas as dimensões da vida humana. É um conhecimento libertador, que nos solta das amarras da tradição e religião. Nos dá consciência dos mecanismos que usamos para manter a nossa incredulidade e aparentar piedade para os outros. Jesus foi lapidando a pedra Pedro e esculpindo-a em Sua própria imagem. É isto que ele deseja fazer conosco. Jesus permite situações em nossa caminhada onde percebemos a nossa necessidade Dele mesmo. É a necessidade que nos faz se voltar para Cristo. As nossas fraquezas manifestas servem de espelho para enxergar que em nossa carne não há nada de bom, e que carecemos urgentemente de Cristo em nosso viver.
A vida de Cristo no nosso tem o poder de demolir e transformar em pó os pensamentos, sentimentos e vontades que tiveram origem na carne e não no Espírito de Deus. Esvaziados de nós mesmos, dos sentimentos de retidão, da justiça própria e das realizações apreciáveis, sem nada para nos recomendar a não ser a nossa profunda necessidade. Como dizia Santo Agostinho: "Veres a ti mesmo como pecador, é o começo da salvação". Então a graça é atraída para aquela necessidade, a fim de atende-lá, tal como a água é atraída para as profundezas, enchendo-as.
Conhecer o Senhor Jesus Cristo não é meramente chegar a um conhecimento teórico dele. É um relacionamento objetivo e experimental que começa em nosso intimo, mas se manifesta às pessoas que estão ao nosso redor. Este tipo de conhecimento afasta toda a prepotência, orgulho, arrogância e julgamento e nos faz identificar com os mais miseráveis dos pecadores. Venho a ele tão somente por causa dos seus méritos e nada mais, e nisto reside a força do nosso testemunho ao mundo. Por esta razão, antes de tudo continuemos crescendo na graça e no conhecimento de Jesus Cristo. A ele seja dada toda glória hoje e sempre. Amém

Estraido do site:http://www.palavradacruz.com.br(recomendadissimo).

A VISÃO DE DEUS PARA A SUA IGREJA.

Pastor Edison Queiroz 10/08/2008
Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. Atos 1.8.

Após sua morte e ressurreição, Jesus Cristo reuniu seus discípulos e lhes deu o mandamento mais importante, que conhecemos como “A Grande Comissão”. Esta ordem aparece nos quatro evangelhos e no livro de Atos, no texto acima, que entendo ser a visão que Deus tem para a Igreja.

1. O Poder Para Realizar a Visão.
Antes de apresentar a ordem Jesus Cristo deixou claro que a capacitação para executa-la vem da presença do Espírito Santo em nossas vidas. Ele disse: “Receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês”. Este poder não é humano, nem vem de autoridades humanas, mas é o poder do alto, que vem do próprio Deus. Muitos de nós pensamos que o poder deve ser apenas para os pastores e missionários, mas de acordo com a Bíblia ele está disponível para qualquer crente que queira servir ao Senhor. O Poder do Espírito Santo nos capacita para ter uma vida bonita cheia do seu fruto (Gálatas 5.22) e também confere à nossa palavra uma autoridade e poder que toca no coração das pessoas para que tenham convicção de pecado e reconheçam que precisam do Salvador.

2. O Cerne da Visão.
Jesus disse que no Poder do Espírito Santo, somos suas testemunhas. Testemunha é alguém que viu um fato e pode relatá-lo a outros. Portanto, ser testemunha de Cristo significa dizer a outros o que Ele fez e está fazendo em nossas vidas. Isto implica que todo aquele que teve uma experiência pessoal com Cristo, automaticamente torna-se uma testemunha. Pena que não são todos os cristãos que reconhecem esta posição, e ficam dependendo de seus pastores e outros lideres para a obra de evangelização. Jesus Cristo quer que todos os seus seguidores sejam fieis testemunhas da sua realidade e poder.

3. Os Lugares Para Realizar a Visão .
Uma das partes do texto de Atos 1.8 que eu mais gosto é esta, onde Cristo apresenta os quatro lugares para a igreja realizar o projeto: “Jerusalém, Judéia, Samaria e Confins da Terra”. Eu gosto porque deixa bem claro que a igreja deve ser um agente transformador da sociedade tanto local, como globalmente. Jerusalém era a cidade onde os discípulos estavam com Jesus Cristo, portanto a nossa cidade é o alvo do nosso ministério. Judéia era o estado que tinha Jerusalém como capital. Isto implica que o nosso Estado deve ser influenciado por nossa igreja. Samaria era uma região ao norte, e podemos designar o Brasil como a nossa Samaria. Os Confins da Terra deixam claro que o evangelho deve ser comunicado a todas as nações do globo terrestre. A igreja, então, deve ter planos claros para alcançar estas quatro regiões. A visão que Deus tem para sua igreja é ampla e bem definida.


4. Quando Realizar a Visão.
O Senhor Jesus deixou bem claro para seus discípulos que a atuação da igreja deve ser simultânea nas quatro regiões. Alguns pensam que devem alcançar primeiramente seu bairro ou sua cidade para depois pensar em outras localidades. Mas isto não funciona assim. No texto de Atos aparecem as palavras “tanto em...”; “como em...”; “e...”; “e até.”. No texto original, antes da palavra Jerusalém, aparece a palavra grega “te” que significa “ambas”. Isto traz claramente a idéia de simultaneidade, ou seja ao mesmo tempo devemos focalizar nossos esforços na nossa cidade, estado, Brasil e mundo. Você deve louvar a Deus porque os missionários americanos e europeus há aproximadamente cem anos atrás, não tinham a idéia de evangelizar somente sua cidade. Eles deixaram famílias e seu conforto para vir ao Brasil e trazer-nos a mensagem do evangelho. Agora é a nossa vez de levar a outros povos a mensagem de Cristo.

5. Como Realizar a Visão.
A melhor forma de realizar este projeto de Deus é conscientizar cada crente de que ele é um missionário. Se não for a outros paises ou regiões trabalhar lá, o crente fica na cidade e é um missionário no seu trabalho, escola, vizinhança, etc., alcançando as pessoas de seu contacto. Se você é crente, é um missionário. Alguns receberão um chamado para ir a outras partes do mundo e a igreja deve apóia-los e envia-los.
Além deste fato de cada membro ser um missionário, devemos também orar pela obra missionária. Todos os membros orando pelos missionários, pelas regiões ainda não alcançadas com o evangelho, e pelos paises para que o mundo todo conheça a salvação em Cristo.
Finalmente todos devem contribuir financeiramente para o sustento e avanço da obra missionária. De tudo aquilo que Deus tem lhe dado, você deve separar uma parte para investir na causa de Cristo.
A Igreja é o instrumento de Deus para levar o evangelho a todas as nações. A igreja sou eu e você, portanto temos uma grande responsabilidade e devemos corresponder ao chamado que Jesus nos confere.
Coloque sua vida, dons, talentos e bens à disposição de Deus e você fará sua parte na evangelização do mundo. Minha oração é para que Deus levante igrejas fortes e comprometidas com a salvação dos perdidos. Faça sua parte.

Estudo retirado do site:http://www.palavradacruz.com.br

Batalha Espiritual - Um panorama do Livro de Juizes.

Romeu Bornelli
Publicação: 01/11/2007
Nosso relacionamento intimo com Ele nos dará sensibilidade espiritual
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O livro de Juízes, no Velho Testamento, relata o período mais negro da história nacional de Israel. Segundo o registro de Atos 13.19-20, este período durou "cerca de 450 anos". Foi uma época de crises marcadas pela repetição da fórmula: APOSTASIA à ESCRAVIDÃO à SÚPLICA à LIBERTAÇÃO.O livro de Juízes se divide em 3 partes básicas com 6 episódios centrais. Existem ricas lições e princípios da vida espiritual, e especialmente do conflito espiritual, neste terrível e precioso livro. T.Austin Sparks afirmou certa vez que, após ler todo o livro de Juízes, sua vontade era "procurar tomar um banho rapidamente" por ser tão pesada a atmosfera espiritual do livro. Muito, hoje em dia, tem-se falado a respeito de batalha espiritual. Talvez, a maioria deste ensino seja distorcido e corra o risco de reduzir o tema do conflito espiritual a questões externas como: "mapeamento espiritual" das regiões celestiais, posturas corretas do corpo para orar eficientemente contra hostes demoníacas, chaves (palavras específicas) para amarrar demônios específicos, etc.. Um estudo do livro de Juízes, à luz do Novo Testamento, revelará que o conflito espiritual é essencialmente uma questão interior, do coração, e não exterior. Creio que precisamos de uma "chave" no Novo Testamento para abrirmos o livro de Juízes e começar a entendê-lo, e essa chave é Tiago 4:7 "Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." O contexto imediato desse verso (Tiago 4;1-10), fala dos prazeres da carne e das amizades do mundo, versus o ciúme com que Deus, o Espírito Santo, anseia por nós. Isto, enquadra o conflito espiritual no coração, um conflito pela posse do coração, não um conflito externo (Efésios 6:10-20 a armadura do cristão, também o enfoca assim). Compare Tiago 4:7 e Juízes 2:12 e 14 : "deixaram ao Senhor" e "não mais puderam resistir a eles"(aos inimigos)
Vejamos alguns princípios espirituais extraídos dos capítulos 1, 2 e 3 do livro de Juízes.
1º princípio : UMA RAIZ HOSTIL PRESERVADA IMPLICARÁ EM UMA FORTALEZA HOSTIL REEDIFICADA. Veja Juízes 1.21-26: A casa de José, agiu contra a ordenança de destruir totalmente os inimigos dada em Deuteronômio capítulo 7 versículo 2, não tratou radicalmente com o inimigo, mas usou de misericórdia para com ele e o resultado então, foi que ele apenas mudou de lugar! Isso é verdadeiro em nossas vidas e conflitos espirituais contra a carne, as cobiças e paixões, o amor ao mundo, as amizades do mundo. O evangelho tem caráter radical: o machado está posto à raiz das árvores! Se não formos sérios em obedecer a Palavra de Deus nas questões práticas da vida do coração, nossos inimigos interiores apenas "mudarão de lugar", mas não serão mortificados. A rebelião (não obedecer a palavra que Deus tem falado a nós particularmente em nossa história com Ele) é a fonte de todo pecado e pode ter então diversas expressões em diferentes áreas da vida. Tratemos a rebelião à palavra de Deus em nossos corações, para que o "desaparecimento" de um inimigo em uma área da vida interior não nos engane, senão ele aparecerá em outra área, de outra forma (observe que o inimigo preservado pela casa de José mudou-se, e deu o mesmo nome, "Luz", à cidade ímpia edificada).
2º princípio: A CARNE NÃO PODE SER REEDUCADA ESPIRITUALMENTE TEM QUE SER MORTIFICADA. Veja Juízes 1.27-36: Neste trecho, aparece 6 vezes a expressão: "não expulsou" e 4 vezes: "foram sujeitos a trabalhos forçados". Ao invés de destruir os inimigos, Israel tentou reaproveitá-los para o seu serviço. Quanto de carne não julgada tem hoje sido usada para os serviços de Deus e do seu povo! Isto é verdadeiro em muitas áreas de serviço cristão como: a) Pregação e ensino - Um homem de Deus chamado Robert Murray Maccheyne disse certa vez: "Um homem não pode ser fiel e fervoroso servo de Cristo enquanto não desistir inteiramente de atrair os ouvintes a si mesmo e não a Cristo, enquanto não estiver pregando somente por amor a Cristo". Até mesmo quando falamos da cruz, corremos o risco de não termos as "marcas da cruz" em nosso homem interior. O homem é inclinado a crer em tudo o que é dito com certa dose de autoconfiança. Precisamos conhecer a realidade pessoal da decisão de Paulo "decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado" (I Co 2:2). Eloqüência, cultura, preparo acadêmico, teologia, dinamismo, zelo pelas almas, não podem substituir as "marcas da cruz". b) Pastoreamento de almas - Por não termos a realidade mais penetrante da cruz em nossas almas, muitas vezes, intervimos em outras almas de forma errada, com espírito errado ou em tempo errado. Mudar o comportamento não é o enfoque (seria reeducar a carne), mas sim estreitar a relação com nosso Senhor. "A lei nunca aperfeiçoou coisa alguma" (Hb 7:19 ). Só a visão da glória de Cristo e de Sua graça, podem comprometer nossos corações, levando-os ao Seu altar. c) Adoração e Louvor - Todos os nossos talentos naturais têm que ser "julgados" pela cruz e expostos diante de Deus com todas as suas motivações e inclinações. Nada pode ser "aproveitado" sem o profundo juízo do Senhor, pois "os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rm 8:8). Nós podemos "amar o sacrifício" (o culto, o louvor, a adoração) e por isso sacrificarmos ao Senhor, mas isto não é aceito por Ele. Veja Oséias 8.13: "Amam o sacrifício, por isso sacrificam, pois gostam de carne e a comem, mas o senhor não os aceita". Se não passarmos pela cruz, o motivo e centralidade de nosso reunir e adorar juntos, será espúrio e reprovado pelo Senhor. d) Relacionamentos - O problema fundamental dos nossos relacionamentos humanos é a carne não julgada. O que conta nos relacionamentos é o quebrantamento e não o temperamento do homem. Todos os temperamentos são doentes e maculados pelo pecado. O homem "é carnal" (Gn 6:3). Também aqui, a carne não pode ser reeducada e "sujeita a serviços forçados", tem que ser mortificada pelo trabalho da cruz em nossas almas, através da Palavra viva e eficaz de Deus, falada aos nossos corações. Nos relacionamentos também vale o princípio espiritual: "Se não morrer, fica ele só". O quebrantamento, a carne julgada, o "eu" julgado, é o caminho do relacionamento.
3º princípio _ NO CONFLITO ESPIRITUAL SOMOS PRIMEIRO "PROVADOS PELO SENHOR", E DEPOIS, "APRENDEMOS A GUERRA". Veja Juízes 2.22 e 3.1-2 - Pense sobre isso: o que faz a diferença entre um cristão maduro e um imaturo? Entre a criança e o adulto na fé? Se admitirmos que a diferença não está na capacidade aumentada de não ser tentado, visto que, quanto mais maduros mais tentados, então onde estaria a diferença? O conflito espiritual leva-nos a conhecer a nós mesmos cada vez melhor. Somos provados, expostos e julgados pela operação da Palavra e do Espírito Santo, através das circunstâncias, pelo que Deus que sonda mente e coração (Sl 7.9). Neste processo, aprendemos a guerra. Aprendemos a verdade sobre Deus e a verdade sobre nós mesmos. A nossa capacidade para pecar não é alterada, mas sim nossa sensibilidade ao pecado, quando tentados. Mais uma vez, a diferença está não em algo que foi realizado em nós, em nossa natureza, mas em nossa relação com Cristo, nosso Salvador diário. Por isso, o crescimento espiritual genuíno nunca nos levará à soberba ou auto-suficiência, porque temos sido provados pelo Senhor, que vê a malignidade e depravação de nossa natureza.Por outro lado, a mesma palavra, o mesmo falar de Deus a nós, que nos prova e julga (morte), este mesmo falar edifica o caráter de Cristo em nós (ressurreição), e estes são os dois lados simultâneos do trabalho da cruz em nós.Primeiro, "Cristo formado em vós" (Gl 4.19), aprendemos progressivamente a viver "por meio de Outro" (Cristo), por meio da única Vida que agrada a Deus. Segundo, aprendemos a guerra. No conflito espiritual de nossos corações com a carne, as cobiças e paixões, os alvos e ambições terrenos, o amor ao mundo e o egocentrismo, aprendemos o real valor de todas as coisas, porque "aprendemos a Cristo" (Ef 4.20). Nossa relação com Ele, aprofundada, nos dará sensibilidade espiritual na vida do coração. E isto fará a diferença em nosso caminho à maturidade.
Que o Senhor use de misericórdia conosco!!!
Estudo tirado do site:http://www.celebrandodeus.com.br

CONSAGRAÇÃO

Consagração
Watchamn Nee : Revista À Maturidade - Inverno de 1978
Publicação: 06/12/2006
A verdadeira consagração
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"Para os filhos de Arão farás túnicas, e cintos, e tiaras; fá-lo-ás para glória e ornamento. E com isso vestirás a Arão, teu irmão, bem como a seus filhos; e os ungirás, consagrarás e santificarás, para que me oficiem como sacerdotes. Faze-lhes também calções de linho para cobrirem a pele nua; irão da cintura às coxas. E estarão sobre Arão e sobre seus filhos, quando entrarem na tenda da congregação, ou quando se chegarem ao altar para ministrar no santuário, para que não levem iniqüidade, e morram; isto será estatuo perpétuo para ele e para a sua posteridade depois dele" (Ex 28: 40-43).
"Depois fez chegar o carneiro do holocausto; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro. E Moisés o imolou, e espargiu o sangue sobre o altar em redor. Partiu também o carneiro nos seus pedaços; Moisés queimou a cabeça, os pedaços e a gordura. Porém as entranhas e as pernas lavou com água; e Moisés queimou todo o carneiro sobre o altar; holocausto de aroma agradável, oferta queimada era ao Senhor, como o Senhor ordenara a Moisés. Então fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro. E Moisés o imolou; e tomou do seu sangue e o pôs sobre a ponta da orelha direita de Arão, e sobre o polegar da sua mão direita, e sobre o polegar do seu pé direito. Também fez chegar os filhos de Arão; pôs daquele sangue sobre a ponta da orelha direita deles, e sobre o polegar da mão direita, e sobre o polegar do pé direito; e espargiu Moisés o resto do sangue sobre o altar em redor. Tomou a gordura, a cauda e toda a gordura que estava nas entranhas, e o redenho do fígado, e ambos os rins, e a sua gordura e a coxa direita. Também do cesto dos pães asmos, que estava diante do Senhor, tomou um bolo asmo, um bolo de pão azeitado, e uma obreia e os pôs sobre a gordura e sobre a coxa direita. E tudo isto pôs nas mãos de Arão e de seus filhos, e o moveu por oferta movida perante o Senhor. Depois Moisés o tomou das suas mãos e o queimou no altar sobre o holocausto: era uma oferta da consagração, por aroma agradável, oferta queimada ao Senhor" (Lv 8: 18-28).
A fim de se edificar um novo convertido, o primeiro problema a resolver é a questão da consagração. Mas, se ele pode ou não aprender esta lição, depende grandemente de quão bem tenha sido salvo. Se o evangelho não foi bem apresentado, aquele que aproxima do Senhor Jesus pode achar que está fazendo um grande favor a Deus. Para uma pessoa assim, o fato de ter-se tornado cristão acrescenta muita glória ao cristianismo! Sob tal ilusão, como pode alguém lhe falar a respeito de consagração? Mesmo uma rainha tem de chegar ao ponto em que, prazerosamente, deposita sua coroa aos pés do Senhor. Devemos de uma vez por todas entender que somos nós os favorecidos pelo Senhor em sermos amados e salvos. Só então podemos deixar voluntariamente todas as coisas.
A consagração é, porém, uma das mais difíceis doutrinas da Bíblia. Os ensinamentos sobre santificação, justiça e justificação são todos definidos claramente na Palavra de Deus; mas o ensinamento sobre consagração parece ser apenas vagamente ensinado. Quase dois mil anos se passaram e o assunto da consagração ainda está para ser compreendido.
A palavra de Deus raras vezes toca diretamente no assunto da consagração. No Novo Testamento temos Romanos 6 e 12; no Velho Testamento, Êxodo 28 e 29 e Levítico 8. O Novo Testamento se refere à apresentação de nossos corpos e dos membros de nosso corpo a Deus, enquanto que o Velho Testamento trata exclusivamente da separação de Arão e sua família para o serviço santo. Estas são as únicas passagens na Bíblia toda onde a consagração é diretamente mencionada. Não sabemos por que a Palavra de Deus fala tão pouco desta primeira experiência do serviço cristão. Mas, nós sabemos que é, portanto imperativo que compreendamos aquele pouco que a Bíblia ensina diretamente.
As bases da Consagração
Vamos examinar primeiramente o Novo Testamento. Descobrimos nele como os filhos de Deus são constrangidos pelo amor a viverem para o Senhor que morreu e ressuscitou por eles (2 Co. 5:14). A palavra "constrange" significa ser envolvido apertadamente ou ser cercado de tal forma que a pessoa não possa escapar. Quando uma pessoa é movida pelo amor, ela experimenta essa sensação. O amor a prende e ela fica indefesa.
O amor, portanto, é à base da consagração. Ninguém pode consagrar-se a não ser que sinta o amor do Senhor. É preciso ver esse amor antes que alguém possa realmente consagrar a sua vida. É inútil falar de consagração quando não há uma visão do amor do Senhor, mas depois que ele é visto, a consagração será a conseqüência inevitável.
Entretanto, a consagração também se baseia no direito ou prerrogativa divina. Esta é a verdade que encontramos em 1 Corintios 6: 19-20: "Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo". Para os cristãos de hoje esta idéia de ser comprado por preço talvez não seja claramente compreendida. Mas, para os coríntios, no tempo do Império Romano ela era perfeitamente clara. Por quê? Porque naquele tempo eles tinham mercados humanos. Da mesma forma que alguém podia ir ao mercado para comprar frango ou um pato, era possível comprar seres humanos no mercado de homens. A única diferença estava em que os preços dos alimentos eram mais ou menos estabelecidos, mas no mercado humano o preço da cada alma era fixado através de lances em um leilão. Quem fizesse o lance mais alto comprava o homem e aquele que possuísse o escravo tinha absoluto poder sobre ele. Paulo usa esta metáfora para nos mostrar o que o nosso Senhor fez por nós e como Ele deu sua vida como resgate para nos comprar de volta para Deus. O Senhor pagou um grande preço, sua própria vida. E hoje, devido a esta obra redentora, desistimos de nossos direitos e perdemos a nossa soberania. Não somos mais de nós mesmos, pois pertencemos ao Senhor; portanto, devemos glorificar a Deus em nossos corpos. Somos comprados por preço, a saber, o sangue da cruz. Desde que somos comprados, nos tornamos Seus por direito, por prerrogativa divina.
Por um lado, por causa do amor, escolhemos servi-lo, e, por outro lado, por direito, não somos de nós mesmos. Devemos segui-lO; não podemos fazer de outra maneira. De acordo com o direito de redenção, somos d’Ele; e, de acordo com o amor que a redenção gera em nós, devemos viver para Ele. Uma base para a consagração é o direito legal e a outra base é o amor em resposta. A consagração está assim baseada no amor que sobrepuja o sentimento humano; como também, no direito, de conformidade com a lei. Por estas duas razões nada nos resta além de pertencer ao Senhor.
Os crentes jovens precisam entender isto perfeitamente. Você foi resgatado pelo Senhor. Você é como um escravo que o Senhor comprou com o mais alto lance. Portanto, ser uma pessoa livre está totalmente fora de questão para você. Cristo, filho de Deus comprou-o não com prata e ouro, mas com Seu precioso sangue. Nisto está o amor; tal amor deve constranger todos os jovens a não viverem para si mesmos, deste dia em diante.
O real significado da Consagração
Precisamos saber que o fato de sermos constrangidos pelo amor não significa ainda consagração; nem ter a visão do direito do Senhor corresponde à verdadeira consagração. Depois de ter sido constrangido pelo amor e visto a prerrogativa do Senhor, é preciso fazer ainda algo. Este passo a mais, coloca a pessoa na posição de consagração. Sendo constrangido pelo amor do Senhor e sabendo que foi comprado, ela calmamente se separa de tudo, para ser totalmente do Senhor. Esta é a consagração descrita no Velho Testamento. É a aceitação de um serviço santo, o ofício de servir ao Senhor. "Ó Senhor, sendo amado, que mais eu posso fazer além de me separar de todas as coisas para poder servi-LO? Daqui, em diante ninguém poderá usar minhas mãos, ou pés, ou boca, ou ouvidos; pois estas minhas mãos são para fazerem as Tuas obras, meus dois pés para andar em Teu caminho, minha boca para cantar os Teus louvores, e meus ouvidos para ouvir a Tua voz". Isto é consagração.
Suponha que você compre um escravo e o leve para casa. Ao chegar à porta de sua casa, o homem se ajoelha e lhe presta homenagem dizendo: "Senhor, tu me compraste. Hoje, com prazer, ouço tuas palavras". Para você, tê-lo comprado é uma coisa, mas o fato dele ajoelhar aos seus pés, proclamando o seu desejo de servi-lo, é algo completamente diverso. Porque você o comprou, ele reconhece o seu direito; mas porque você o amou, embora sendo ele quem é, ele se proclama inteiramente seu. Somente isto é consagração. Consagração é mais do que amor, mais do que a compra; é a ação que segue o amor e a compra.
Dessa forma, aquele que se consagra está separado de tudo neste mundo, de todos os seus antigos senhores. De agora em diante, ele não fará nada exceto o que o seu Senhor mandar. Ele se restringe a fazer somente as cosias daquele único Mestre. É este o real significado da consagração.
Aqueles que são consagrados
Voltemos agora para Êxodo 28 e 29 e Levítico 8: 18-28. Quando lemos estas passagens, somos imediatamente tocados pelo fato de que a consagração é algo muitíssimo especial. Há muitas pessoas neste mundo, contudo ninguém é capaz de se consagrar a si mesmo para o Senhor. A nação inteira de Israel foi escolhida por Deus, mas nem toda a nação se tornou consagrada. Nem todas as doze tribos de Israel puderam participar da consagração, pois apenas a tribo de Levi foi escolhida. E, nem toda a tribo de Levi foi consagrada; apenas uma única família, a família de Arão foi consagrada.
Isto indica que a consagração não é um assunto para o mundo, para o povo escolhido, para as doze tribos, ou para os Levitas; ela pertence exclusivamente a uma família. É preciso pertencer a essa família para ser consagrado. Se a pessoa não pertence àquela família especial, não tem possibilidade de se consagrar. Apenas aqueles que pertencem a essa família específica, a casa de Arão, podem tornar-se sacerdotes.
Graças a Deus, hoje pertencemos a esta família, pois todos os que cremos no Senhor pertencemos a esta família (veja Apocalipse 1: 5-6). Hoje TODOS os remidos são sacerdotes, escolhidos por Deus para serem sacerdotes. Anteriormente, somente aqueles da casa de Arão foram consagrados; qualquer um que ousasse se intrometer era imediatamente cortado fora. Hoje, pessoas desta única família podem ser consagradas. Mas, graças a Deus, hoje realmente pertencemos a esta família, pois Ele nos escolheu para sermos sacerdotes.
Uma coisa está clara, os homens, não escolhem a si mesmos para se consagrarem a Deus; é Deus quem os escolhe para que sejam consagrados. Todos os que julgam estar fazendo um favor a Deus ao deixar tudo para servi-LO, são realmente estranhos à consagração. Devem bater em apressada retirada, porque não são escolhidos. Ninguém que pensa no serviço como se estivesse rendendo a Deus um favor e uma honra é um escolhido. Quem pode separar a si mesmo para o trabalho do Senhor? É Deus quem nos favorece, permitindo-nos ter participação em Seu trabalho exclusivo. É Deus quem nos dá beleza e glória. Os sacerdotes do Velho Testamento vestiam duas peças de roupa, uma para glória e uma para beleza. Na consagração, Deus nos veste com glória e com beleza. É Deus que nos escolhe para servi-LO. Declaremos orgulhosamente que Senhor nós temos. É isto o que é consagração. Possamos nós entender que consagração significa que somos escolhidos para a honra de servir ao Senhor. Consagração é Deus nos dispensando glória. Devemos nos ajoelhar e dizer: "Graças a Deus, pois posso ter uma parte em Seu serviço. Sim há muitas coisas no mundo, mas nesta única coisa sou realmente um privilegiado em participar". Na consagração, estamos sendo exaltados, não estamos fazendo um sacrifício. Na verdade, realmente sacrificamos, mas não existe consciência disso. A consagração exige o maior dos sacrifícios, contudo ela está cheia do sentido de glória e não da consciência de sacrifício.
O caminho da consagração
Examine mais de perto Levítico 8. Há quatro coisas para serem oferecidas: um novilho da oferta pelo pecado; dois carneiros, um da oferta queimada, o outro da consagração; e uma cesta de pães asmos para uma oferta movida.
Esta é uma clara figura do caminho da consagração. O primeiro problema que a pessoa que está para ser consagrada a Deus enfrenta é o da expiação. O problema da expiação é um problema grande, portanto ele requer um grande animal, um novilho, para resolvê-lo. A pessoa que está para ser consagrada precisa ser salva precisa pertencer ao Senhor. Sendo este o fundamento da consagração, é uma obra tremenda e, portanto, requer um grande sacrifício, como um novilho, para realizá-la.
Vem a seguir, os dois carneiros: um como oferta queimada, para ser queimado, o outro como uma oferta de consagração, para capacitar Arão a servir a Deus desde então. Uma oferta queimada tem de ser inteiramente consumida pelo fogo. Os sacerdotes não têm permissão para comer da sua carne, pois cada parte dela dever ser queimada. Portanto, este é um passo mais avançado do que a oferta pelo pecado. A oferta pelo pecado meramente resolve o problema dos nossos pecados, mas a oferta queimada nos faz aceitáveis diante de Deus. O Senhor Jesus suportou os nossos pecados na cruz; esta é a obra expiatória do nosso Senhor. Na sua morte Ele rasgou o véu do templo, rasgou-o de alto a baixo, para que Ele nos pudesse levar até o mais Santo dos santos; esta é a oferta queimada. Ambas as ofertas começam no mesmo lugar; ambas se iniciam com os pecadores. Mas a oferta pelo pecado apenas expia os nossos pecados, enquanto que a oferta queimada leva os pecadores a Deus, para que sejam aceitos. Portanto, a oferta queimada nos torna aceitáveis no Filho amado. Ela vai além da oferta pelo pecado, pois fala do perfume do Senhor Jesus na presença de Deus e, portanto, da sua aceitação pelo Pai. Hoje, oferecendo uma oferta queimada, também somos aceitos. Assim, temos negativamente, o perdão do pecado através da oferta pelo pecado, e, positivamente, a nossa aceitação no Senhor Jesus.
Depois de matar o primeiro carneiro, o segundo carneiro era morto. O sangue do segundo carneiro era aplicado sobre a ponta da orelha direita de Arão e seus filhos, sobre o polegar da mão direita deles, e sobre o dedo maior do seu pé direito. Isto era chamado de oferta de consagração, não sendo totalmente queimada como o era o carneiro da oferta queimada. O sangue deste carneiro era primeiramente aplicado na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita e no dedo maior do pé direito da pessoa consagrada. Isto significa que, de acordo com aceitação que Cristo tem diante de Deus, eu agora permaneço na posição de um servo que "atende" à voz de Deus, faz a Sua vontade e anda em Seu caminho. Daqui por diante, meus ouvidos, minhas mãos e meus pés pertencem exclusivamente a Deus. Vistos que eu fui aceito em Cristo, apresento o meu ser inteiro ao Senhor.
Onde está à marca do sangue, ali está à base da prerrogativa divina. Onde se encontra o sinal de sangue, ali está à chamada do amor. O sangue tanto testifica que sou comprado pelo Senhor, quanto testemunha que Ele me amou. O sangue aqui é o preço que Cristo pagou por minha redenção e é também o amor do qual fala o Novo Testamento. O carneiro foi morto, portanto eu ofereço todo o meu ser. Assim, eu me torno um sacrifício vivo, pois o sangue está sobre mim. Embora eu esteja vivo, contudo fui inteiramente consagrado. Apresentei a mim mesmo como um sacrifício vivo a Deus.
Note especialmente a oferta movida que se segue à morte do segundo carneiro. A colocação do sangue na ponta da orelha direita, do polegar da mão direita e do dedo maior do pé direito daquele a ser consagrado ainda é uma preparação para a consagração. A consagração vem quando Moisés "tomou a gordura, e a cauda, e toda a gordura que está nas entranhas, e o redenho do fígado, e ambos os rins, e a sua gordura e a coxa (ou ombro) direita. Também do cesto dos pães asmos, que estava diante do Senhor, tomou um bolo asmos, um bolo de pão azeitado, e uma obreia e os pôs sobre a gordura e sobre a coxa (ou ombro) direita. E tudo isto pôs nas mãos de Arão e de seus filhos, e o moveu por oferta movida perante o Senhor. Depois Moisés o tomou das suas mãos, e o queimou no altar sobre o holocausto: era uma oferta da consagração, por aroma agradável, oferta queimada ao Senhor" (Levítico 8. 25-28).
Todos os que estudam tipologia concordam que o ombro e o pão representam dois aspectos diferentes do Senhor Jesus. O ombro é onde está a força. O ombro do carneiro nos mostra o caráter divino do Senhor Jesus, enquanto a gordura aponta para a glória de Deus. O pão revela a Sua humanidade. Ele é um homem sem fermento, sem mancha, perfeito. Ele é cheio do Espírito Santo, por demais sensível e por demais manso. Seus sentimentos exteriores e sentido espiritual são excessivamente nobres. Ele não é rude, mas gentil, como um bolo delicado ou biscoito que pode ser esmagado com um simples toque. Estas coisas foram postas nas mãos de Arão para serem movidas diante de Deus. Primeiramente as mãos de Arão foram enchidas e o seu conteúdo foi então queimado na oferta queimada. Isto é chamado, consagração.
Vamos acrescentar aqui uma pequena explicação. Em hebraico, a palavra "consagração" realmente significa "encher as mãos". As mãos primeiramente estavam vazias, mas depois foram enchidas. No momento em que as mãos de Arão ficaram cheias, essa foi a hora de sua consagração. Suas mãos ficaram tão cheias que ele não podia segurar nada mais; isto é consagração. Em suas mãos ele segurava o ombro e a gordura do carneiro e o pão asmo, isto também é consagração. Estar completamente ocupado com a divindade do Senhor tanto quanto com Sua humanidade, com a força divina e com a vida sem fermento do Senhor, com o Espírito Santo e com a sensibilidade do Senhor, este é o momento da consagração.
Deus chamou à Arão e sua família para servi-lo como sacerdotes. Mas Arão não poderia se chegar imprudentemente. Precisa primeiro ter seus pecados resolvidos e ele mesmo precisa ser aceito em Cristo. Suas mãos devem apresentar as ofertas de Deus, seus pés precisam andar no caminho de Deus e seus ouvidos precisam ouvir a palavra de Deus. Ainda mais, suas mãos, sendo a expressão mais alta de serviço, precisam estar cheias de Cristo. Somente então ele é consagrado. Que é, portanto, a consagração? É simplesmente fazer o que Paulo recomendou: "Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso serviço espiritual". Romanos 12. 1 (Tradução alternativa). Precisamos ir ao Senhor e compreender que, para nós, existe apenas um caminho, sendo este o de servir a Deus. Não nos resta outro caminho, exceto esse.
Com a finalidade de servir a Deus, apresento todo o meu corpo. de agora em diante ninguém pode pedir emprestados os meus ouvidos para ouvir a voz de outro, ou minhas mãos para oferecer as ofertas de outro, ou os meus pés para andar em outro caminho. Além do Senhor, ninguém mais pode usar-me. Estou aqui para o serviço de Deus. Meu corpo inteiro está dedicado ao Seu serviço. Eu me entreguei como um sacrifício; estou totalmente devotado a Ele. Eu ainda dou um passo além: tenho as minhas mãos cheias de Cristo (aqui os ouvidos, mãos e pés estão unidos em um); eu movo e elevo o que está em minhas mãos. Este ato é chamado consagração.
Dessa forma, consagração significa que tendo sido tocado pelo amor do Senhor e tendo visto o direito do Senhor, eu me aproximo de Deus e imploro para serví-Lo. Apresento-me espontaneamente, e não porque fui chamado. Eu oro: "Ó Deus, agora pertenço ao Senhor, pois fui comprado por Ele. Anteriormente eu estava sob a mesa na esperança de comer das migalhas que caiam, mas de agora em diante, ó Deus, não me deixe serví-LO sob a mesa. Uma vez recebi graça como um cão, mas agora não posso servi-LO. Sei que sou aceito em Cristo. Porventura, não me será permitido ter uma pequena parte em Seu serviço? Peço, por Sua misericórdia, que me seja permitido servi-lo. O Senhor não me desprezou, mas me salvou. Agora, peço uma vez mais, que não passe adiante, mas permita que eu esteja entre os muitos que O servem".
Assim, vamos ao Senhor e somos aceitos. Dessa forma colocamos tudo diante dEle para sermos por Ele usados. Romanos 12 nos diz, que o nosso corpo inteiro precisa ser apresentado; isto coincide com os ouvidos, mãos e pés do Velho testamento. Portanto, agora o Velho e o Novo testamento se unem em apenas um.
O alvo da consagração
A consagração não visa à pregação ou o trabalhar para Deus, mas o servir a Deus. A palavra "serviço" no original tem o sentido de "esperar em", isto é, esperar em Deus a fim de poder servi-lO. A consagração não envolve necessariamente o labor incessante, pois o seu alvo é esperar em Deus. Se Ele quer que nos levantemos, nós levantamos; se Ele quer que esperemos, nós esperamos; e se Ele deseja que corramos nós corremos. Este é o verdadeiro significado de "esperar" nEle.
O que Deus requer de nós é que apresentemos os nossos corpos a Ele, não com o propósito de subir ao púlpito ou de evangelizar terras muito distantes, mas de esperar nEle. Alguns, na verdade, podem ter que aceitar o púlpito, porque eles foram para ali mandados por Deus. Alguns podem até ser constrangidos a ir para terras distantes, pois foram comissionados por Deus para tal. Em si mesmo o trabalho varia, mas o tempo consumido permanece o mesmo toda a nossa vida. Precisamos aprender a esperar em Deus. Oferecemos os nossos corpos para que possamos ser aqueles que servem.
Uma vez que nos tornamos cristãos, devemos servir a Deus por toda a vida. Tão logo um doutor em medicina passa do primeiro para o segundo lugar. O mesmo acontece com o engenheiro. A exigência do Senhor tem prioridade: servir a Deus se torna o maior serviço. Se o Senhor permitir, posso trabalhar como médico ou engenheiro para ganhar meu sustento, mas não poderei exercer essas funções em tempo integral. Alguns dos primeiros discípulos eram pescadores, mas depois que seguiram ao Senhor, não mais esperaram ser grandes pescadores, cheios de sucesso. Era-lhes permitido pescar ocasionalmente, mas o destino deles foi alterado.
Que Deus possa ser gracioso conosco, especialmente para com os crentes jovens, a fim de que todos possam ver como a nossa profissão foi mudada. Que todos os professores, doutores, enfermeiras, engenheiros e industriais vejam que agora a sua profissão é servir a Deus. Suas antigas profissões foram relegadas a uma posição secundária. Eles não devem ser ambiciosos demais em usar especialidades, embora o Senhor possa ainda dar a alguns deles posições especiais. Nós que servimos a Deus não podemos esperar ser prósperos no mundo, pois estas duas coisas são contrárias. Daqui a diante, devemos servir apenas a Deus; não temos outro caminho ou destino.
Na consagração, a nossa oração é: "Ó Senhor, Tu me deste a oportunidade e o privilégio de me apresentar diante de ti e Servir-Te. Senhor, sou Teu. Daqui a diante meus ouvidos, mãos e pés, tendo sido comprados pelo sangue, são exclusivamente Teus. O mundo não pode usá-los mais, nem eu tão pouco os usarei mais". Qual, então será a santidade, pois o fruto da consagração é a santidade. Em Êxodo 28, nós temos de um lado a consagração e de outro a santidade ao Senhor.
Precisamos compreender que depois de nos tornarmos cristãos, ficamos inutilizados para tudo o mais. Isto não significa que seremos menos fiéis em nossos trabalhos seculares. Pelo contrário, devemos ser submissos às autoridades e fielmente cumprir nossas tarefas. Mas vimos perante Deus que nossa vida precisa ser gasta no serviço a Deus; todos os demais serviços são secundários.
O cântico da consagração
Há um coro que diz: "Eu sou dEle, Eu sou dEle. Glória ao Seu nome, pois eu sou dEle". Embora o refrão seja simples, contudo ele deve ter sido escrito por alguém que conhecia o que é consagração. Tal cântico só pode ser cantado pelos remidos. E somente os remidos podem consagrar-se.
Venho sentindo intensamente durante estes anos que existe erro na maneira como a consagração é pregada. Ela não deve ser pregada como se estivéssemos implorando às pessoas para se consagrarem; pelo contrário, devemos dizer-lhes que o caminho está agora aberto para a consagração. Se eu dependurar um cartaz, anunciando que fui encarregado de procurar pessoas com capacidade para trabalhar para o presidente, suponho que receberei muitos convites para jantar; pois muitos tentarão obter o emprego de servir ao presidente. Não é estranho que imploremos às pessoas para servirem a Deus? Deixe-me dizer-lhes: há um caminho aberto para vocês servirem ao Senhor dos Exércitos. Você se apresenta para servir a Deus, e não para prestar um favor a Deus.
Contudo, embora eu deseje servir a Deus, posso estar na incerteza se serei aceito ou não por ele. Entretanto, as passagens do Velho Testamento nos mostram que realmente temos a permissão de Deus para nos consagrarmos. O Novo Testamento confirma isto dizendo que pelas misericórdias de Deus devo oferecer-me a Ele, pois este é o meu serviço espiritual. Termos o privilégio de sermos escravos de Deus é a nossa maior honra.

O EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS.

Atos 20:24
por
Don Fortner
Não há graça exceto a livre e soberana graça
Não há eleição exceto a eterna e incondicional eleição
Não há redenção exceto a particular e eficaz redenção
Não há salvação exceto pela irresistível graça e onipotente poder de Deus o Espírito Santo.
Não há segurança exceto pela absoluta preservação da imutável benevolência de Deus
Qualquer pretenso evangelho que não proclame estas coisas é, como diz Paulo, “outro evangelho” que é condenatório para a alma do homem.
Estudo tirado do site(Monergismo).

IDENTIFICADOS COM CRISTO.

Romanos 6:6 sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;À medida que o nosso pensamento move-se das verdades Vicárias (nascimento), em direção às verdades sobre a Identificação (crescimento), seria bom considerar brevemente o que líderes, honrados por Deus através dos anos, têm a dizer sobre a Identificação, como exposto em Romanos 6.Evan H. Hopkins: "O problema do crente que conhece a Cristo como sua Justificação não é a culpa associada ao pecado, mas o poder dominador do pecado. Em outras palavras, não é do pecado como uma carga ou uma ofensa, que ele procura ser liberto - pois vê que Deus já o absolveu completamente da acusação e da penalidade do pecado - mas é do pecado como um mestre. Para conhecer o caminho proposto por Deus para a libertação do pecado como um mestre, ele deve apreender a verdade contida no capítulo 6 de Romanos. Lá vemos o que Deus tem feito, não com os nossos pecados - questão que o Apóstolo trata nos capítulos anteriores - mas conosco mesmos, os agentes e escravos do pecado. Ele colocou o nosso velho homem - nosso eu original - onde Ele colocou o nosso pecado, a saber, na Cruz com Cristo. "sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem" (Romanos 6:6). Na cruz o crente vê que, não apenas Cristo morreu por ele - substituição - mas que ele morreu com Cristo - identificação." (Reflexões sobre Vida e Piedade, p.50).Andrew Murray: "Da mesma forma que Cristo, o crente também morreu para o pecado; ele é um com Cristo na semelhança da Sua morte (Romanos 6:5). E como o conhecimento de que Cristo morreu para o pecado para nossa expiação é indispensável para a nossa justificação, assim o conhecimento de que tanto Cristo quanto nós com Ele na semelhança da Sua morte, estamos mortos para o pecado, é indispensável para a nossa santificação" (Como Cristo, p.176).J.Hudson Taylor: "Como tenho sido feliz, desde que Cristo passou a habitar em meu coração pela fé! Estou morto e fui sepultado com Cristo - ah, e ressuscitei também! E agora Cristo vive em mim, e "esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim". Nem deveríamos nós olhar para esta experiência, estas verdades, como se fossem pequenas. Elas são o direito de nascença de cada filho de Deus, e ninguém pode desprezá-las sem desonrar nosso Senhor" (O Segredo Espiritual, p. 116).Wm.R.Newell: "Àqueles que se recusam ou negligenciam considerar-se mortos para o pecado como Deus exige, colocamos a seguinte questão: Como vocês são capazes de crer que Cristo realmente levou a culpa dos seus pecados e que vocês não os encontrarão no dia do Julgamento? É apenas a Palavra de Deus que diz que Cristo levou os nossos pecados em Seu próprio corpo sobre a cruz. E é a mesma Palavra que nos diz que nós, conectados com Adão, morremos com Cristo, que nosso velho homem foi crucificado, que desde que estamos em Cristo compartilhamos Sua morte para o pecado e assim precisamos considerar nossa presente relação com o pecado em Cristo - como aqueles que estão mortos para ele, e vivos para Deus" (Romanos, Versículo por Versículo, p. 227)Lewis Sperry Chafer: "O tema sob consideração está relacionado com a morte de Cristo como aquela morte está relacionada com os julgamentos divinos da natureza pecaminosa nos filhos de Deus. A necessidade para tais julgamentos e a sublime revelação de que esses julgamentos estão agora completamente realizados para nós é apresentada em Romanos 6:1-10. Esta passagem é o fundamento como também a chave para a possibilidade de 'andar no Espírito'" (Aquele que é Espiritual, p.154).Ruth Paxson: "O velho "EU" em nós foi judicialmente crucificado com Cristo. "Morrestes" e a vossa morte data da morte de Cristo. "O velho homem", o velho "eu" na consideração de Deus foi levado à cruz com Cristo e crucificado e foi levado à tumba com Cristo e sepultado. A segurança da libertação da esfera da "carne" e do destronamento do "velho homem" repousa sobre a apreensão e na aceitação deste fato da co-crucificação" (A Vida em um Plano Superior, Vol. II, pp. 78, 79).Watchman Nee: "Nossos pecados foram tratados pelo sangue, nós mesmos somos tratados pela cruz. O sangue busca o nosso perdão, a cruz procura a libertação do que somos em Adão. O sangue pode remover os meus pecados, mas não pode remover o meu velho homem: Eu preciso que a cruz me crucifique - o pecador" (A Vida Cristã Normal).L.E.Maxwell: "Os crentes em Cristo foram unidos a Ele na cruz, unidos a Ele na morte e na ressurreição. Nós morremos com Cristo. Ele morreu por nós e nós morremos com Ele. Este é um grande fato, verdadeiro para todos os crentes." (A Vitória Cristã, p. 11).Norman B. Harrison: "Esta é a marca distintiva do Cristão - a experiência da Cruz. Não apenas que Cristo morreu por nós, mas que nós morremos com Ele. "sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem" (Romanos 6:6)" (Seu Lado versus Nosso Lado, p. 40).Norma F. J. Huegel: "Se o grande Lutero, com sua excitante mensagem de justificação pela fé, tivesse com Paulo avançado de Romanos 5 para Romanos 6 com suas espantosas declarações relativas à posição de identificação do pecador agora justificado com Seu senhor crucificado, não estaria um sufocado Protestantismo em um terreno mais elevado hoje? Não estaria o Protestantismo livre de sua ulcerosa carnalidade?" (A Cruz de Cristo, p. 84).Alexander R. Hay: "O crente foi unido com Cristo em Sua morte. Nesta união com Cristo, a carne, "o corpo do pecado" - o ser completamente caído e arruinado pelo pecado com sua inteligência, vontade e desejos - é julgado e crucificado. Pela fé, o crente considera-se (contabiliza-se) "morto para o pecado" (Romanos 6:3-14)" (Ordens do N. T. para a Igreja & Missionários, p. 310).T. Austin-Sparks: "A primeira fase de nossa experiência espiritual pode ser uma grande e transbordante alegria, com um maravilhoso sentimento de emancipação. Nessa fase, coisas extravagantes são ditas freqüentemente em relação à libertação total e à vitória final. Então pode ser que venha, e freqüentemente vem, uma fase na qual o conflito interno é o resultado principal. Pode ser algo muito parecido com a experiência de Romanos 7. Isso levará, sob a mão do Senhor, ao conhecimento completo do significado da identificação com Cristo, como em Romanos 6. Feliz o homem que tem sido instruído nisso desde o princípio" (O que é o homem? p. 61)Jesse Penn-Lewis: "Se a diferença entre "Cristo morrendo por nós" e "nós morrendo com Ele", não for reconhecida, entendida e aplicada, pode-se afirmar seguramente que o Eu ainda é o fator dominante na vida" (Memória, p. 26).Wm. Culbertson: "Quem morreu na cruz" É claro, nosso bendito Senhor morreu na cruz; mas quem mais morreu lá? "sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos" (Romanos 6:6-8)" (A Provisão de Deus para uma Vida Santa, p. 46).Reginald Wallis: "Deus diz com efeito, "Meu filho, como você confiou na obra vicária do Senhor Jesus Cristo para a tua salvação, dê agora mais um passo e considere a Sua obra representativa para a tua vitória dia a dia". Você crê que o Senhor Jesus morreu pelos teus pecados porque Deus assim o diz. Dê agora o próximo passo. Aceite pela fé o fato seguinte de que você morreu com Ele, isto é, que o seu 'velho homem foi crucificado com Ele'" (A Nova Vida, p. 51).James R. McConkey: "Porque Ele morreu "a morte já não tem domínio sobre Ele" e, por causa da nossa união com Ele, "o pecado não terá domínio sobre vós", embora esteja presente em nós. "Considerarmo-nos" mortos para o pecado em Jesus Cristo não faz disso um fato - isso já é um fato através da nossa união com Ele. Nossa consideração de que isso é verdadeiro apenas nos faz começarmos a perceber o fato em nossa experiência diária." (O Caminho da Vitória, p. 16).Graça e paz a todos.
Pastor Claudio Morandi,é pastor da Igreja Batista Palavra da Cruz,de São José do Rio Preto.

DISCERNINDO EVANGELHO DA RELIGIÃO

Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo. 1 Coríntios 1:17.
O apóstolo Paulo escreveu está preciosa carta aos coríntios num contexto quando os fariseus orientavam as pessoas a buscarem a aceitação da parte de Deus através de seus méritos pessoais. Os fariseus que eram professores de Bíblia pregavam uma mensagem da busca da benevolência divina mediante o desempenho pessoal. Coincidentemente, esta é a mensagem que se encontra no cerne de todas as religiões, e é também o que deixa as pessoas exaustas, em seus esforços no sentido de desempenhar seu papel de modo aceitável perante Deus. Sendo assim, a religião leva a pessoa a unir-se fortemente a um voto de guardar as regras que governam a conduta, os ritos e fórmulas pelos quais pode aproximar-se de Deus. Isto exige o constante exercício de sua vontade, e a completa obediência aos preceitos, com a finalidade de Deus ser agradado e a pessoa ser aceita por Ele. A religião reivindica ser a revelação do caminho montanha acima, até as estonteantes alturas da perfeição e da familiaridade com a divindade perfeita. No entanto, Deus não pode ser alcançado mediante a observância de mandamentos e pelo desempenho de rituais patrocinados pela religião. Foi contra esta forma de religião que Jesus proferiu suas palavras mais duras. Quando viu o que esse sistema doutrinário estava fazendo às pessoas, Ele se moveu de compaixão: Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. Mateus 9:36.
Há uma grande diferença entre o evangelho e a religião. O evangelho é toda obra de Deus no sentido de salvar o homem do pecado, a fim de permitir a plena comunhão do homem com Deus. A religião é todo esforço do homem pretendendo se religar com Deus. Webster define a religião da seguinte forma: “Piedade, consciência aguda, escrúpulos; vem de religare, emendar; unir de novo, é a vontade da pessoa e seus esforços no sentido de agir de acordo com a vontade de Deus”. Por outro lado, o evangelho é Deus fazendo pela graça tudo o que é preciso para libertar o homem do pecado, e concedendo ao homem a fé necessária para que este receba o tudo de Deus, que lhe proporciona descanso. No evangelho o homem repousa sossegado na graça de Deus, apoiando-se totalmente em tudo o que Deus fez através de Cristo Jesus. Na religião o homem se fatiga em busca de algum expediente para satisfazer as exigências de suas expectativas, no sentido de tornar-se aceitável diante de Deus. Toda religião traz cansaço, mas o evangelho nos proporciona o verdadeiro descanso. Hoje existem muito “crentes” cansados e exaustos devido aos constantes jugos pesados colocados sobre elas pela religião, mas o Senhor Jesus Cristo tem um convite especial para elas: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Mateus11:28.
A palavra “cansado” significa: “Exausto, ter trabalhado até que não resta força alguma”. Hoje, no contexto em que Jesus estava falando, poderíamos traduzir o texto assim: Esgotados espiritualmente, exaustos na tentativa de agradar a Deus. Aquelas pessoas estavam sobrecarregadas, esmagadas pelo peso de todas as leis e preceitos que a religião jogara em cima delas. Uma pessoa se torna religiosa a partir do momento em que deixa de dar ouvidos a Palavra de Deus, e começa a obedecer a regras, isto é terrível. Isaías 28:12-13. Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir. Assim, pois, a palavra do SENHOR lhes será preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, se enlacem, e sejam presos.
Na religião há sempre um agito da alma diligenciando para os seus requisitos incontentáveis e importunações imperiosas. Ninguém consegue repouso estável ou quietude durável. Todo bem-estar é provisório, e não há segurança eterna. A religião é fatigante, pois suas exigências nunca cessam e suas cobranças jamais deixam de implicar. Por este motivo os religiosos são frequentemente mau humorados, enrolados e cabeçudos. Estão sempre enrascados com litígios controversos e disputando interesses vantajosos para a manutenção dos sistemas que mantêm. No programa da religião as pessoas são mantidas com medo de perder os seus direitos e sempre negociando os favores. O esquema da religião apresenta continuamente um mecanismo de troca, produzindo nos fiéis uma situação de insegurança, justificada somente pelos seus constantes labores. No evangelho o amor lança fora o medo e faz com que a pessoa seja aceita somente pela graça de Deus, sem qualquer expediente de sua parte. A segurança eterna é a marca distintiva da operação do evangelho, pois enquanto a religião faz ameaças, o evangelho é o cumprimento perfeito de todas as promessas de Deus. Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo. 2 Timóteo 1:9 (BLH).
O evangelho é uma obra de Deus, por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo em beneficio dos homens indignos e desqualificados. É uma dádiva graciosa em favor daqueles incapazes que nada merecem. É um presente do coração soberano de Deus para o coração desesperado do homem. O evangelho de Jesus Cristo é o oposto da religião. A religião é o homem esforçando-se para chegar a Deus com a sua dignidade. O evangelho é Deus alcançando o homem na sua profunda indignidade. Mas há uma tentativa de distorcer por completo o Evangelho da graça. É uma operação maligna tentando apresentar outro evangelho. Na verdade não é um outro evangelho, porém, é a sobrecarga imposta por alguns que pretendem transtornar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Aqueles que ainda não experimentaram a maravilhosa realidade de uma vida dirigida pela graça, promovem uma campanha pesada para agravar a situação, colocando sobre os ombros frágeis, bagagem excedente que se torna insuportável. Mateus 23:4. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los.
A religião pretende colocar o homem no céu com os merecimentos de um ser divino. O evangelho coloca Deus na terra com requisitos humanos. A religião tenta exaltar a humanidade. O evangelho humilha a Divindade. A religião quer fazer do homem um deus. O evangelho faz de Deus um homem. A religião exige uma conduta impecável baseada na justiça própria. O evangelho assume o pecado e concede ao pecador a justificação graciosa do Salvador. A religião impõe moralidade. O evangelho dá santidade. A religião cobra comportamentalismo. O evangelho concede a purificação do coração produzindo uma ética sadia sem legalismo ou afetação. No evangelho vemos Cristo no Calvário atraindo todos os pecadores em Seu corpo com a finalidade de fazer morrer nosso velho homem, e concedendo a Sua própria vida pela ressurreição juntamente com Ele. Há muita gente que aceita a mensagem do Evangelho com alegria, e se mostra empolgada com sua decisão, que todos nós ficamos alegres ao observar a “experiência” em foco. Mas, o tempo vem demonstrar que estávamos errados. Muitos procuram outro atalho e se desviam do caminho da verdade. Por isso, fica quase impossível perceber as evidências de uma conversão autêntica, comparada neste mesmo período, com tantas falsas. A vida cristã legitima pode ser confundida por algum tempo com experiências falsas, até que os tais frutos comecem aparecer. Mateus 7:16. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?
O evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo visa salvar o pecador de seu pecado, cumprindo toda a exigência da Lei. O pecado exige a morte do pecador, por isso Cristo veio a este mundo morrer a morte do pecador, e levando o pecador a morrer na mesma cruz que Ele, e assim satisfazendo plenamente justiça de Deus. Porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos. Romanos 6:7-8.
Precisamos discernir evangelho da religião. Religião é tudo o que o homem faz para ser aceito por Deus. Evangelho é tudo aquilo que Deus fez em Cristo para salvar o homem do seu pecado. O grande teólogo e pastor americano Jonh Macarthur, nos mostra com muita clareza o que é religião e evangelho. Ele disse que: A religião é obra do homem e o evangelho nos foi dado por Deus. A religião é o que o homem faz por Deus, o evangelho é o que Deus tem feito pelo homem. A religião é o homem em busca de Deus, o evangelho é Deus buscando o homem. A religião é o homem tentando subir a escada de sua própria justiça, na esperança de encontrar-se com Deus no último degrau, o evangelho é Deus descendo a escada da encarnação de Jesus Cristo e encontrando-se conosco, na condição de pecadores, no último degrau. A religião é constituída de bons pontos-de-vista, o evangelho, de boas novas. A religião traz bons conselhos, o evangelho, uma gloriosa proclamação. A religião toma o homem e o deixa como está, o evangelho toma o homem como está e o transforma naquilo que ele deveria ser. A religião termina com uma reforma exterior, o evangelho termina com uma transformação interior. A religião muitas vezes torna-se uma farsa, o evangelho é sempre uma força, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. A religião enfatiza o “fazer”, enquanto o evangelho enfatiza a condição de “ser”. A religião diz “faça o bem”, continue a fazer o bem e eventualmente você se tornará “bom”, o evangelho diz: “primeiro, você nasce de novo, pela graça de Deus, e a conseqüência natural disso como o dia segue a noite, é que você fará o bem”. A religião coloca em destaque princípios e preceitos, códigos e credos, o evangelho coloca em destaque uma pessoa: Jesus. A religião diz: “alcance”, o evangelho, “obtenha”. A religião diz: tente, o evangelho, receba. A religião diz; esforce-se, o evangelho, confie. A religião diz; desenvolva-se a si mesmo, o evangelho, negue-se a si mesmo. A religião diz: faça, faça isso, faça aquilo, e será salvo, o evangelho afirma: já foi feito. Creia e será salvo. Diante desta maravilhosa definição do significado entre evangelho e religião, podemos entender que o cristianismo não é fórmula, mas a Pessoa de Jesus Cristo vivendo Sua vida em nós. Filipenses 1:21. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
Estar em Cristo é totalmente diferente de estar envolvido num sistema religioso. Portanto quero concluir este estudo dizendo que somente uma investigação sincera e destemida à luz do sacrifício de Cristo pode nos garantir uma atitude de certeza aos reais sentimentos que se manifestam em nosso interior. Não basta verificar o caráter dos discursos, nem a expressão visível dos atos e sentimentos. É necessário examinar criteriosamente as intenções que atravessam os tecidos íntimos do caráter humano. Daí saber que só a vida de Cristo em nosso interior pode nos capacitar para uma vivência que não se disfarça em religiosidade aceitável, nem em comportamentalismo pré-fabricado para dar satisfação à platéia que assiste o nosso desempenho como atores bem treinados. Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem existimos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós também, por ele. 1 Coríntios 8:6.
Pr. Cláudio Morandi.