sábado, 29 de novembro de 2008

REFLEXÃO DO DIA:OFERECENDO O QUE DESEJAMOS RECEBER.

Oferecendo O Que Desejamos Receber

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós" (Mateus 6:14).

Helena e Renato eram irmãos. Eles viviam brigando um com o outro e seu pai estava muito triste com a disputa entre eles. Helena, em lágrimas, vai até o pai e diz: "Papai, eu sinto muito por estar causando tanta infelicidade para você. Me desculpe, por favor. Mas, enquanto seu pai a abraçava, ela, com o rosto colado às suas costas, fazia careta para o Renato que estava atrás dele. O pai deseja perdoá-la, mas não pode até que ela se entenda com o irmão. "Você precisa se entender com o Renato primeiro", diz sabiamente o pai. "Se você se entender com o Renato, avise-me, para que eu possa amar a ele e a você também".

Até que ponto temos procurado agir com as pessoas da forma que gostaríamos que elas agissem conosco? Temos o costume de reparar nos erros do nosso próximo, na falta de comunhão, de amor e solidariedade, sem perceber que fazemos a mesma coisa?

Queremos que as pessoas nos valorizem, nos ajudem nas horas de dificuldades, nos momentos de maiores aflições. Mas quando estamos bem, temos estendido a mão para abençoar? Temos emprestado o ombro para um amigo chorar? Temos repartido o que temos, mesmo que seja pouco?

Quando estamos mal espiritualmente nós procuramos o Senhor e pedimos Sua ajuda. Falamos de nossa tristeza, das lutas que estamos enfrentando, das horas que nos sentimos sozinhos e desamparados, e Ele nos abraça, nos consola, limpa nossas lágrimas e nos cobre com Seu carinho. Pedimos perdão pelas nossas falhas e Ele nos revela seu amor acompanhado do perdão que tanto almejamos.

E quando alguém vem a nós com o mesmo propósito? Nós também oferecemos nosso perdão? Esquecemos as desavenças e restabelecemos uma relação de amor e amizade? Passamos a conviver como se as disputas do passado não mais existissem?

Aja com seu próximo como deseja que Deus aja com você. Você viverá muito melhor.





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS TODA A GLÓRIA!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

REFLEXÃO DO DIA - O RECITAL DA VIDA.

O Recital Da Vida

"ele me ensinava, e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive" (Provérbios 4:4).

Um jovem estudava violino com um mestre mundialmente famoso. Finalmente chegou o dia em que ele apresentou seu primeiro recital. A cada música apresentada, o público se manifestava com calorosos aplausos, mas ele não se mostrava satisfeito. Mesmo após o último número, quando a platéia aplaudiu com euforia, o talentoso violinista continuava dirigindo seu olhar para um homem velho sentado junto a uma sacada. Por fim aquele homem de cabelos grisalhos sorriu e sacudiu a cabeça em aprovação. Imediatamente o jovem relaxou e irradiou toda a sua felicidade. O homem na sacada era seu professor. O aplauso da multidão nada significou para ele até que ganhou a aprovação de seu mestre.

De que adianta agradar ao mundo e não agradar a Deus? De que serve a notoriedade entre os homens se não temos a aprovação do Senhor? Que nos aproveitará os aplausos da multidão se não contamos com os aplausos do nosso Mestre?

A Palavra de Deus nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Quando estamos colocados na presença do Senhor Jesus e a nossa vida glorifica o Seu nome, tudo o que fizermos será bem sucedido e em todas as nossas atitudes receberemos aplausos. E esse justo reconhecimento deve-se ao fato de termos o Senhor em nossos corações e a tudo que Ele realiza em nós e através de nós.

Nos recitais da vida poderemos colocar em prática tudo o que aprendemos aos pés do nosso Mestre. Ele nos fará brilhar, nos dará vitórias em todos os empreendimentos, alegrará sobremaneira o nosso coração e estará sempre perto de nós, para sorrir e sacudir a cabeça mostrando aprovação. Será isso o que importará para nós e o que motivará toda a nossa existência.

Você está pronto a apresentar o seu recital de louvor e engrandecimento do nome de Jesus?





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br

A DEUS toda a Glória!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CRISTO - TUDO EM TODOS.

por T. Austin-Sparks.
Cl 1:18 = “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia”.
Cl 3:11 = “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”.

Muito tem sido feito nos últimos dias para trazer as grandes magnitudes do universo à compreensão do homem e mulher comuns. Isto significa que muitas pessoas estão interessadas na explicação do universo e, sem dúvida alguma, do curso desta Terra e da criação e história do homem; mas cremos ter a resposta final e positiva para esta investigação. Para nós há somente uma definida e conclusiva explicação do universo, e esta explicação é uma Pessoa – o Senhor Jesus Cristo, com tudo que é eternamente relacionado a Ele. Não importa quanto leiamos e estudemos, nunca teremos a explicação do universo, no todo ou em parte, até que venhamos a enxergar o lugar do Senhor Jesus no eterno propósito de Deus. As simples contudo abrangentes palavras “Cristo é tudo em todos” resumem toda a matéria desde a eternidade, através de todos os estágios de tempo, até a eternidade.

Primeiramente, então, vemos que “Cristo é tudo em todos” significa:

1. A explicação da própria criação

Esta carta aos colossenses faz esta mesma declaração em outras palavras. Ela nos diz que “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (1:16-17). Esta é uma declaração abrangente, e claramente mostra que Cristo sendo tudo em todos é a explicação de toda a criação. Por que foram todas as coisas criadas? Por que Deus por meio dele trouxe o universo à existência? Por que este grande sistema universal existe e se mantém? Qual é a explicação do mundo? A resposta é para que Cristo possa ser tudo e em todos.

A intenção no coração de Deus ao ter trazido este universo à existência era que, ao final, toda a criação pudesse apresentar a glória e a supremacia de Seu Filho, Jesus Cristo. E este específico pequeno fragmento “e nele tudo subsiste” diz muito claramente que, se não fosse o Senhor Jesus Cristo, o universo inteiro se desintegraria, desmembrar-se-ia; ele estaria sem seu fator unificador; ele cessaria de ter uma razão para ser mantido como uma completa e concreta unidade. Seu subsistir, sua falha em se desintegrar e acabar é por causa disto: Deus tem determinado que o Senhor Jesus será o centro – o centro governante – deste universo inteiro, e Ele, o Filho de Deus, é a explicação da criação. Se não fosse por Ele, nunca teria havido uma criação. Tire-o fora e a criação perde seu propósito e seu objeto, e não precisa mais ir adiante. “Cristo é tudo, e em todos” era o pensamento – o pensamento dominante – na mente de Deus durante a criação do universo.

Isto pode deixá-los indiferentes em certa medida e não levá-los muito longe, mas eu arrisco pensar que o que irei dizer irá levá-los um pouco mais adiante e aquecerá seus corações. Pois a perspectiva é esta, que quando Deus tiver as coisas como na eternidade passada determinou tê-las – e Ele irá tê-las assim – cada átomo deste universo inteiro irá mostrar a glória de Jesus Cristo. Vocês não serão capazes de olhar para algo ou alguém sem ver Cristo glorificado. Uma abençoada perspectiva!

É algo feliz quando, como um grupo de filhos do Senhor, nós podemos estar juntos por horas a fio ou mesmo dias a fio; quando nós estamos ocupados com o Senhor como nosso único interesse comum e todos estão enlevados nele. Quando temos um tempo como este e voltamos ao mundo, que atmosfera diferente encontramos! Como nos sentimos frios! É algo agradável encontrar o Senhor em seus filhos e estar enclausurado com Ele desta forma; contudo mesmo isto é apenas em parte. Todavia o eterno dia está chegando quando não haverá o voltar para o mundo em uma manhã de segunda-feira depois de um dia nos átrios do Senhor; quando estaremos tocando ninguém mais além do Senhor, e o universo inteiro estará cheio dele – “Cristo, tudo em todos”! Este é o alvo de Deus. Isto é o que Ele tem determinado; tudo mostrando o Senhor Jesus; tudo para Ele.

Agora vemos uns nos outros muitas outras coisas que não o Senhor Jesus; o dia está chegando quando vocês nada verão exceto o Senhor Jesus em mim, e eu nada verei exceto o Senhor Jesus em vocês; nós seremos “conformados à imagem do Seu Filho”: Sua glória moral brilhará e será mostrada; Cristo será “tudo em todos”. Deus o determinou, e o que Deus determinou, Ele terá. Esta, então, é a explicação da criação, que Cristo seja tudo, e em todos, e sobre tudo tenha a preeminência.

Em Romanos, o apóstolo Paulo tem uma declaração muito notável dentro deste contexto: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (8:19-22).

Notem o que isto realmente diz e implica. A criação está imbuída por uma expectativa ardente. Esta expectativa é com gemidos tais como em árduo trabalho, uma expectativa de esperança – não da dissolução do universo, sobre o quê certos cientistas tanto falam. Contudo, a esperança e os gemidos até o momento estão deliberadamente colocados sob um reinado de vaidade – feitos para ser tudo em vão – até um tempo e alvo fixados. Este clímax é em duas partes: uma, a revelação dos filhos de Deus; a outra – ligada com aquela – o livramento da criação de estar sujeita à corrupção.

Tudo isto é levado de volta à eternidade passada e unido com o Senhor Jesus como Filho: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (8:29).

Na passagem anterior há uma declaração definida e uma clara implicação. A declaração é que a criação estava sujeita à vaidade, e seu estado é o cativeiro da corrupção. Claramente, a implicação é que houve um tempo definido quando, por causa de sua corrupção, a criação inteira foi levada a uma condição na qual é forçada a gemer e se esforçar em direção a um alvo que não pode ser alcançado. É em conexão com isto que surge espaço para toda a gama e a natureza da interferência satânica na criação, a qual objetiva a desafiar o propósito divino final na criação e a frustrá-lo ao trazer corrupção. Tão universal foi esta corrupção que uma sentença de vaidade foi pronunciada sobre “toda a criação”. O efeito disto foi, e é, que a criação nunca pode atingir o objetivo de sua existência, salvo no campo da santidade e semelhança divina.
Aqui também se encaixa toda a gama da “redenção que está em Cristo Jesus”; a obra universal que Ele consumou por meio de Sua cruz destruindo a obra do diabo e, potencialmente, o próprio diabo; com todo o poder destruidor do pecado e destruidor da corrupção advindos de Sua natureza e vida sem pecado, a eficácia de Seu incorruptível sangue, e a provisão de justificação e santificação para todos os que crêem, estes por regeneração se tornando uma nova criatura em Cristo Jesus (2Co 5:17).

Apenas por este meio a criação pode ser liberta. Quando estes filhos de Deus forem manifestos – seu número completo – e todos que têm recusado esta salvação forem rejeitados do domínio de Deus, então a criação será liberta e sua intenção original será atingida, Cristo sendo tudo, e em todos.

2. A explicação do homem

Depois, em seguida, como uma parte central da criação, temos o homem. Qual é a explicação do homem? Qual é a explicação de Adão como o primeiro homem? Há uma pequena passagem da Escritura que responde a isto: “... Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir” (Rm 5:14), que é Cristo. Uma figura daquele que havia de vir; esta é a explicação do homem. Deus planejou que cada homem ingresso neste mundo seja conformado à imagem de Seu Filho, Jesus Cristo. Multidões perderão isto, mas haverá multidões tais que nenhum homem poderá enumerar, de cada tribo, raça, nação e língua, que alcançarão isto. Que alto chamado! Que concepção diferente do homem esta é daquela que é popularmente aceita, e que tremenda coisa a ser perdida! E ainda assim, há muitos que dizem reclamando que se tivessem podido escolher, nunca teriam vindo a este mundo. Tem havido aqueles que, numa hora de eclipse, maldizem o dia em que viram a luz. Ah! Mas algo deu errado aí; isto não é como o Senhor planejou que fosse. E não importa quantos dias depressivos tenhamos: quando nos perguntarmos depois de tudo se realmente vale a pena, retornemos em nosso íntimo ao pensamento de Deus. É nosso tremendo privilégio, a mais alta honra que podia ser conferida a nós do ponto de vista divino, que tenhamos nascido.

Nem sempre nos sentimos ou falamos deste jeito, mas constantemente somos compelidos a nos voltarmos ao ponto de vista de Deus sobre isto e a nos lembrarmos que Seu propósito é o de ter um universo povoado com tais que sejam conformados à imagem de Seu Filho, Jesus Cristo, um povo que é uma manifestação universal do Cristo glorificado com a glória do Pai. Este é um privilégio, uma honra, algo para o qual vale a pena ter nascido! Esta é a explicação do homem.

Podemos apenas tocar levemente muitos destes assuntos, e caminhar adiante.

3. A explicação da redenção

Além disso, esta palavra “Cristo é tudo em todos” é a explicação da redenção. As coisas, é claro, deram errado: o propósito de Deus sofreu interferência. Ele não poderia nunca ser frustrado completamente, mas houve outro que determinou, tanto quanto estivesse em seu poder, que aquela apresentação universal de Jesus Cristo – o “ser-tudo-em-todos” do Senhor Jesus – nunca acontecesse. Houve alguém que desejou ter aquilo para si mesmo – que ele pudesse ser o senhor universal da terra e céu. Esta interferência tem feito uma grande diferença por certo tempo. Ela tem interferido com o homem e o transformado em outro, aquém do que Deus pretendia que ele fosse. Ela tem arruinado a imagem.

No entanto, há redenção através da cruz do Senhor Jesus. Qual é a explicação da cruz? Por um lado, qual é a explicação de toda aquela expiação, aquela obra redentiva do Senhor Jesus ao tratar com o pecado, em tomar o pecado universal sobre Si, e ser feito uma maldição por nós, em nosso lugar?

E ainda, por outro lado, como complemento disto, qual é a explicação daquela cruz sendo operada no crente de forma que o crente se torne unido com Ele na semelhança de Sua morte e enterro como uma experiência espiritual? – toda aquela aplicação do Calvário que é tão dolorosa, tão terrível de passar através: sim, a desintegração do “velho homem”, o cortar fora do “corpo da carne”, aquele conhecimento interior do poder da cruz, tão terrível à carne. Qual é a explicação? Amados, é que Cristo seja tudo, e em todos.

Por que somos quebrados? Para dar lugar ao Senhor Jesus. Por que somos trazidos ao pó pelo Espírito Santo quando Ele opera a morte do Calvário sobre nós? De forma que o Senhor Jesus possa tomar o lugar que nós na carne temos ocupado. Algumas vezes entendemos errado esta aplicação da cruz. O inimigo está sempre em nosso ombro, insinuando e sugerindo a inclemência de Deus em nos esmagar, nos humilhar, nos reduzir a nada, e dizendo que não há fim nisto, tentando assim nos derrubar.

Amados, a cruz foi pretendida somente para fazer o Senhor Jesus tudo em todos, para nós. Devido ao modo como o Senhor tem tratado conosco, o modo pelo qual Ele tem aplicado a cruz, nos plantando naquela morte e enterro, não é verdade que nós O conhecemos de um modo que nunca O conhecêramos antes? Não é por este modo que Ele tem se tornado o que é para nós, cada vez mais e mais amado dos nossos corações? O aumento do Senhor Jesus em nós e para nós é pelo caminho da cruz. Sabemos muito bem que o nosso principal inimigo é o nosso eu, a nossa carne. Esta carne não nos dá descanso, nem paz, nem satisfação; não temos alegria nela. Ela é obsessiva, nos absorve, constantemente se pavoneia atravessando nosso caminho para nos roubar a verdadeira alegria de viver. O que deve ser feito com ela? Bem, na cruz e pela cruz somos libertos de nós mesmos; não apenas de nossos pecados, mas de nós mesmos; e sendo libertos de nós mesmos somos libertos para Cristo, e Cristo se torna muito mais que nós.

É um processo doloroso, mas gera um fim abençoado; e aqueles dentre nós que tenham tido a maior agonia ao longo deste caminho testificariam, eu creio, que o que isto nos trouxe do conhecimento e das riquezas do Senhor Jesus faz todo o sofrimento valer a pena. Assim é a obra do Senhor por nós! E a obra do Senhor em nós, pela cruz, somente é pretendida no pensamento divino para abrir espaço para o Senhor Jesus.

O altar de bronze do tabernáculo, assim como o do templo, era um altar bem grande. Era possível pôr toda a mobília restante do tabernáculo inteiro dentro dele. Sim, o altar tem que ser bem grande; deve haver um grande espaço para Cristo Crucificado. Ele irá preencher todas as coisas e Ele será a plenitude de tudo, e não haverá lugar para nós no final de tudo. Isto o deixa atônito? Certamente não. Assim a cruz, a obra de redenção através daquela cruz, tem como sua explicação simplesmente isto, que Cristo seja tudo, e em todos; que em todas as coisas Ele possa ter a preeminência.

Isto, pois, é a explicação de nossas experiências – o porquê do Senhor tratar conosco como Ele trata; o porquê dos crentes passarem através das experiências que atravessam; o porquê eles passam por coisas que ninguém mais parece chamado a atravessar; o porquê de algumas vezes eles quase invejarem os incrédulos pela vida fácil que tantos deles têm. Isto explica os tratamentos do Senhor com Israel no deserto. Mesmo após sua libertação do cativeiro e tirania do Egito, houve quebrantamento de corações e agonia. Por que esta disciplina? No deserto, eles ainda pensavam no Egito. A obra que o Senhor estava fazendo neles era de forma que Ele pudesse ser tudo neles e para eles. Se Ele cortava seus recursos naturais, era apenas para mostrar quais eram seus recursos celestiais. Se Ele cortava seu poder natural, era para que eles pudessem vir a conhecer o poder dos céus. O que quer que seja que Ele pudesse tirar deles ou os conduzir a, era com vista a tirá-los de si mesmos e com vista a que Ele mesmo pudesse ser tudo em todos.

Esta é a explicação de nossas dificuldades. O Senhor conhece como melhor tratar com cada um de nós, e Ele não usa métodos padronizados. Ele trata com você de um modo e comigo de outro. Ele sabe como nos conduzir a experiências que são bem calculadas para nos trazer à posição aonde o Senhor é tudo e em todos.

4. A explicação do crescimento cristão

O que é crescimento espiritual? O que é maturidade espiritual? O que é caminhar no Senhor? Temo que tenhamos idéias embaralhadas sobre isto. Muitos pensam que maturidade espiritual é um conhecimento mais abrangente da doutrina cristã, uma compreensão mais larga da verdade das Escrituras, uma ampla expansão do conhecimento das coisas de Deus; e muitas destas características são registradas como marcas de crescimento, desenvolvimento, maturidade espiritual. Amados, não é nada disso. A marca distintiva do verdadeiro desenvolvimento e maturidade espiritual é esta: que nós tenhamos crescido bem pouco e que o Senhor Jesus tenha crescido muito mais. A alma madura é aquela que é pequena a seus próprios olhos, mas em cujos olhos o Senhor Jesus é grande. Isto é crescimento. Nós podemos saber muitas coisas, podemos ter uma maravilhosa compreensão da doutrina, do ensino, da verdade, até mesmo das Escrituras, e ainda ser espiritualmente muito pequenos, muito imaturos, muito infantis. (Há muita diferença entre ser infantil e ser semelhante a uma criança). O crescimento espiritual real é somente isto: eu diminuo, Ele cresce. É o Senhor Jesus se tornando mais. Vocês podem testar o crescimento espiritual através disto.

Então, de novo, esta palavra é

5. A explicação de todo o serviço

O que é o serviço cristão de acordo com a mente de Deus? Não é necessariamente termos uma programação cheia de atividades cristãs. Também não é que estejamos sempre ocupados naquilo que denominamos “coisas do Senhor”. Não é a medida e a quantidade de nossa atividade e trabalho, nem o grau de nossa energia e entusiasmo nas coisas do reino de Deus. Não são nossos esquemas, nossos projetos para o Senhor. Amados, o teste de todo serviço é seu motivo. Será que o motivo é, do começo ao fim, que em todas as coisas Ele possa ter a preeminência, que Cristo possa ser tudo em todos?

Vocês conhecem as tentações e a fascinação do serviço cristão; a fascinação de estar engajado, de estar ocupado com muitas coisas; ter sua programação, esquemas, projetos; estar envolvido nestas coisas e sempre presente a elas. Há um perigo aí que tem apanhado multidões dentre os servos do Senhor. O perigo é que isto os leva à projeção, torna a obra deles; é a obra deles, interesses deles, e quanto mais governam e caminham nisto mais satisfeitos ficam.

Não, há uma diferença entre passar o dia no serviço cristão como mero desfrutar da atividade, com a fascinação disto e todas as vantagens e facilidades que isto provê para nós mesmos, e a gratificação disto à nossa carne – há uma grande diferença entre isto e “Cristo, tudo em todos”. Algumas vezes este último é alcançado ao sermos postos fora de ação. Pois então, este é o teste: se estamos ou não completamente satisfeitos de sermos colocados totalmente fora de ação para que tão somente o Senhor possa ser mais glorificado deste modo. Se tão somente Ele puder vir ao que é seu, não importa nada se somos vistos ou ouvidos. Estamos alcançando um lugar, na graça de Deus, aonde ficamos bem contentes em ser largados num canto, sem ser vistos ou notados, se deste modo o Senhor Jesus puder vir para o que é seu mais rápida e completamente.

De algum modo temos sido pegos nisto e pensamos que o Senhor somente pode vir ao que é Seu se nós formos o instrumento. A rivalidade na plataforma e no púlpito; a sensibilidade porque um é posto antes do outro, porque o sermão de um recebe mais atenção que o do outro; os comentários favoráveis feitos todos em uma só direção, etc! Conheço bem tudo isto. Afinal de contas, o que nós estamos buscando? Estamos buscando impressionar nossa audiência pela nossa habilidade ou fazer conhecido nosso Senhor? É uma grande diferença! Algumas vezes o Senhor ganha mais de nossos maus momentos do que pensamos, e pode ser que quando temos bons momentos Ele não tenha obtido o máximo. É por causa disto que há a necessidade de sermos postos de lado, mantidos fracos e humildes, para que Ele possa ter a preeminência.

O desafio do serviço conforme o pensamento de Deus é somente este – por que o estamos fazendo? Queremos estar na obra porque gostamos de estar ocupados? Ou é absolutamente e somente para que, por qualquer meio, Ele possa vir ao que é Seu, para que o alvo de Deus possa ser concretizado? Se Ele puder ser tudo, e em todos, pela nossa morte assim como pela nossa vida, será que chegamos ao ponto onde realmente desejamos que “Cristo seja glorificado em meu corpo, quer pela vida ou pela morte” (Fp 1:20)? Esta é a explicação do serviço do ponto de vista de Deus.

É claro, isto é a explicação de muitas outras coisas. É também...

6. A explicação de todo o Antigo Testamento

Nós não nos demoraremos examinando em detalhes como é isto, mas apenas o indicaremos e passaremos adiante. O que é o Antigo Testamento? Ele está todo resumido em grandes representações de Jesus Cristo. Veja as duas principais, o tabernáculo e o templo. Estas são representações abrangentes do Senhor Jesus tanto em Sua pessoa como em Sua obra e elas ocupam, desta forma, o lugar central na vida do povo escolhido, cuja vida é unida a elas. As duas são uma. Enquanto o povo eleito se mantém num relacionamento correto com aquele objeto central (o tabernáculo ou o templo), enquanto lhe dá seu lugar de honra e reverência e o mantém em seu lugar da mais alta santidade, enquanto eles são verdadeiros ao seu espírito, suas leis e seu testemunho, e embora sejam entre todos os povos da terra os menos capazes naturalmente de cuidar de seus próprios interesses, ainda assim são o povo supremo da terra: não há uma nação ou povo na terra capaz de permanecer diante deles. Eles nunca foram treinados na arte da guerra, não têm uma longa história de armas e estratégia militar, e são em si mesmos um povo indefeso, ainda assim eles tomam ascendência não apenas sobre nações individuais maiores e mais fortes que eles, mas sobre uma combinação de nações. E embora todos se unam contra eles, enquanto verdadeiros àquele objeto central, eles são supremos. Aquele objeto central é uma representação do Senhor Jesus em Sua pessoa e obra.

A interpretação espiritual disto é que quando o Senhor Jesus tem Seu lugar há supremacia; há absoluta supremacia quando Ele em todas as coisas tem a preeminência em, através e por meio de Seu povo. “Cristo é tudo em todos”. Quando isto é verdade em Seu povo não existem forças capazes de lhes resistir. O segredo da absoluta supremacia e soberania é o Senhor Jesus ter Seu lugar nas vidas e nos corações, em todos os afazeres e relacionamentos do Seu próprio povo; então os portões do inferno não poderão prevalecer.

Além disto, é também...

7. A explicação do Novo Testamento

O Novo Testamento traz diminutos grupos, pequenos entre os povos da terra, desprezados, expulsos, dificilmente permitidos a falar sem serem amargamente molestados, e sobre os quais eventualmente vinha a ira e o ódio organizado das nações deste mundo, culminando em que todos os recursos do grande império de ferro foram explorados e postos em operação para destruir a memória deste humilde e desprezado povo.

A história é exatamente esta, que os impérios quebraram, e os poderes mundiais cessaram de existir. Nós rodamos o mundo agora para olhar as relíquias e ruínas destes grandes impérios; mas onde está aquele povo do Caminho do desprezado Nazareno? Uma grande multidão que nenhum homem pode numerar! O céu está cheio deles, e aqui na terra há dezenas de milhares que conhecem e amam o Senhor Jesus, que são deste Caminho. A explicação é que Deus determinou que Seu Filho seja tudo, e em todas as coisas tenha a preeminência.

Tenha um relacionamento vivo com o Filho de Deus, e homens e inferno podem fazer o que quiserem – Deus irá atingir Seu alvo e tal povo será triunfante.
Uma palavra mais. Isto também é...

8. A explicação da Igreja

O que é a igreja? O pensamento de Deus não é o Cristianismo; não é o de ter igrejas como centros organizados do Cristianismo; não é a propagação do ensino e empreendimento cristãos. O pensamento de Deus é o de ter um povo na terra no qual, e no meio do qual, Cristo é tudo em todos. Esta é a igreja. Temos que revisar nossas idéias. No pensamento de Deus a igreja começa e termina com isto – a absoluta supremacia do Senhor Jesus Cristo. E o que Deus está sempre buscando é juntar aqueles de Seu povo que mais completamente concretizarão este pensamento dele, e serão para Ele a satisfação de Seu próprio desejo eterno: o Senhor Jesus em todas as coisas tendo a preeminência e sendo tudo em todos. Ele ignora a grande instituição, a assim chamada “Igreja”, e está com aqueles que em si mesmos são de um humilde e contrito espírito e que tremem diante de Sua palavra, e nos quais o Senhor Jesus é o único objeto de reverência e adoração. Estes satisfazem o coração de Deus. Estes, para Ele, são a resposta à Sua eterna busca.

Vocês percebem que a Palavra de Deus diz isto. Vejam novamente Cl 3:11: “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”. Eles têm se revestido “do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Observem atentamente estas palavras e vocês entenderão que este é o homem corporativo, a Igreja, o Corpo de Cristo, “a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1:23). E ali, naquele homem corporativo, não pode haver grego ou judeu. Note as palavras. Não diz que gregos e judeus se unem em uma abençoada comunhão. Não, não há nacionalidades na igreja; temos nos livrado de todas as nacionalidades, e agora temos um novo homem espiritual, uma nova criação, onde não pode haver grego, judeu, escravo, livre. Todas as distinções terrenas se foram para sempre – é um novo homem. O braço direito não é um judeu e o braço esquerdo um grego!

Não, isto passou. Nesta Igreja há apenas um novo homem – não uma combinação onde anglicanos, metodistas, batistas, congregacionais e todo o resto se juntam e esquecem suas diferenças por um tempo; isto não é a Igreja. Na Igreja estas diferenças não são meramente cobertas por um tempo – elas não existem. Há um Corpo, um Espírito. A Igreja é isto, “Cristo é tudo em todos”. Tenha isto e tem-se a Igreja. Chamar qualquer outra coisa de Igreja e deixar isto de fora é uma contradição. Testem-na através disto.

Se é verdade que a vida cristã conforme o pensamento e a mente de Deus é somente isto, “Cristo, tudo em todos”, então somos eu e você verdadeiros cristãos? Pois temos visto que mediante a cruz nós desaparecemos para dar lugar para o Senhor Jesus. Agora, se professamos ter vindo pelo caminho do Calvário até o Senhor, a implicação é que desaparecemos por intermédio desta cruz, para que Cristo seja tudo em todos.

O que pensar? Queremos nós um pedacinho do mundo? Nós ainda voluntariamente nos apegamos a esta ou aquela coisa fora do Senhor, porque o Senhor Jesus não tem nos satisfeito plenamente e precisamos ter um contrapeso? Um cristão mundano é uma contradição de termos. Ter um pouquinho de algo fora de Cristo é negar o Calvário e permanecer diretamente em oposição ao eterno propósito de Deus referente a Cristo. Você assume esta responsabilidade? Deus determinou isto desde toda a eternidade no referente a Seu Filho. Podemos nós professar pertencer ao Senhor Jesus e ao mesmo tempo ainda não ser verdade que Ele é tudo em todos para nós? Se podemos, há algo errado, há uma negação, uma contradição. Estamos nos opondo ao pensamento e propósito de Deus. É verdade que Ele é tudo em todos? Ele será isto se tomarmos todo o caminho.

Oh! Estas sugestões sutis que estão sempre sendo sussurradas em nossos ouvidos, que se desistirmos disto ou daquilo iremos nos arruinar, e a vida será mais pobre, e seremos reduzidos até que nada tenha restado. É uma mentira! É isto que contrapõe o grande pensamento de Deus sobre nós. O pensamento de Deus sobre nós é que alguém, nada menos que Seu Filho, Jesus Cristo, em Quem toda a plenitude da divindade habita em forma corpórea, seja a nossa plenitude. Toda a plenitude de Deus em Cristo para nós! Você nunca obterá isto ao rejeitá-lo. A vida será muito menos do que precisa ser se você não for até o fim com o Senhor. E o que se obtém em matéria de nossa consagração ao Senhor, nosso inteiro e completo abandono a Ele em nossa vida, nosso deixar completamente tudo que não é do Senhor, isto se obtém no domínio do serviço. Esta carne ama se jactar na obra cristã, e nos diz que se passarmos a ser dependentes do Senhor nós passaremos a ter um tempo de ansiedade. Mas uma vida de dependência de Deus pode ser uma vida de contínuo romance. É ali que fazemos descobertas que são constantes maravilhas.

Você pode estar quase morto num minuto e no seguinte o Senhor lhe dá algo para fazer e você fica muito vivo, dependendo dele para cada respiração sua. Assim você vem a conhecer o Senhor. Mas, depois daquela experiência, você se torna de novo inútil e morto por um tempo, contudo você se lembra de que o Senhor fez algo. Então Ele faz de novo; e a vida se torna um romance. Ninguém pensaria que você estava dependendo do Senhor para sua própria respiração. É algo muito abençoado saber que o Senhor está fazendo isto, quando você não pode fazê-lo de jeito nenhum – é humana e naturalmente impossível, mas o Senhor o está fazendo!

Prossigamos, amados, no assunto da Igreja. Apliquem o teste. Não estou falando com julgamento ou censura, nem tenciono discriminar num sentido errado, mas deixe-me ser fiel – para nós, nossa comunhão deve estar onde o Senhor Jesus é mais honrado. Nossa comunhão deve estar onde Deus tem o que é seu mais plenamente, onde Cristo é tudo em todos. Nós não podemos estar presos por tradições, por coisas que levantam um clamor e assumem uma denominação. Onde o Senhor é mais honrado, aí é onde nossos corações devem estar; onde tudo o mais é feito subserviente a apenas isto: “Cristo, tudo em todos”. Este é o pensamento de Deus sobre a Igreja, e este deve ser o lugar aonde nossos corações gravitam. O lugar onde Deus vai registrar Seu testemunho e trazer o impacto deste testemunho sobre outros será encontrado onde o Senhor Jesus é mais honrado. E vocês perceberão que onde houver pessoas famintas vocês terão oportunidade de ministério se vocês estiverem completamente em acordo com o propósito de Deus referente a Seu Filho.

9. Vivenciando tudo

Lembre-se que tudo relacionado ao cristão é experimental. Tudo em relação ao Senhor Jesus é essencialmente experimental. Não é apenas doutrina. Não é questão de credo. Não é que aceitemos certas declarações de doutrina ou credo, e que somente por isto sejamos trazidos a um relacionamento com o Senhor Jesus. Nós não nos tornamos cristãos por aceitar declarações doutrinárias ou credos ortodoxos, ou fatos sobre o Senhor Jesus. A Igreja não se constitui sobre estes parâmetros, embora a Igreja defenda certos princípios. A experiência tem que ser operada na vida, você deve ser tornar parte dela e ela parte de você. Não é suficiente crer que Cristo morreu na cruz. Isto deve se aplicar aqui em nossas vidas tornando-se uma experiência, uma poderosa e operante força e fator em nosso ser. A igreja não é constituída sobre uma base de declarações doutrinárias. Você não pode juntar pessoas e dizer: “isto parece perfeitamente confiável, constituiremos nossa igreja sobre esta base”. Você não pode fazer isto.

A Igreja é aquela na qual a verdade tem sido operada, na qual ela tem se tornado experimental. Credos não podem nos manter juntos quando o inferno se levanta para nos dividir. Não, o credo mais ultra-fundamentalista não tem conseguido manter as pessoas juntas. A unidade do Espírito é algo trabalhado lá dentro. A menos que seja assim, nada pode resistir contra os espíritos de divisão e cismas que estão por aí. Tudo precisa ser experimental, não apenas doutrinário ou confessional.

Agora, é aqui onde você chega à realidade de Deus. É uma coisa cantar hinos sobre Cristo ser tudo em todos, olhar para isto como algo objetivo e concordar com isto; mas é outra coisa ser trazido experimentalmente ao lugar onde a verdade realmente opera. Há muitos que dirão hoje “sim, isto está certo. Cristo é tudo em todos”, e amanhã de manhã, quando você os toca sobre algum assunto melindroso em que suas preferências estão envolvidas, você percebe que Cristo não é tudo em todos. Temos que chegar a isto pela experiência. Que o Senhor nos dê graça para isto.

O apelo final que faço é que nós todos busquemos novamente a entronização do Senhor Jesus como supremo Senhor em nossos corações, em cada parte de nossa vida, em todos os nossos relacionamentos; que se houver algo que temos segurado, que deixemos ir; se temos tido qualquer reserva, que a quebremos agora; se temos sido menos que completamente comprometidos com Ele, de agora em diante isto não seja mais assim, mas que Ele seja tudo em todos, a partir de agora. Este deve ser nosso entendimento, nosso compromisso com o Senhor. Fará você isto? Peça ao Senhor para quebrar cada amarra que está no caminho de Ele ser tudo em todos. Estamos preparados para isto?

Que o Senhor nos dê graça.
A DEUS toda a Glória!

VOCÊ É BODE OU OVELHA?

E todas as nações serão reunidas diante dEle, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas. - E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Mateus 25. 32 e 33 (veja dos versos 31 a 46) (arc).

O Senhor Jesus, no final do sermão profético, mostra quem estará na vida eterna com Ele e quem sofrerá o castigo eterno. A metáfora usada, foi a do pastor separando os bodes das ovelhas. A Palavra nos mostra o Senhor colocando as ovelhas à sua direita e dizendo, "Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo".

Adam Clarke escreveu acerca das ovelhas e dos bodes: "As ovelhas, que sempre foram consideradas um emblema de suavidade, de simplicidade, de paciência e de utilidade, representam aqui os discípulos genuínos de Cristo. Os bodes, que naturalmente são briguentos, lascivos e excessivamente mal cheirosos, eram considerados como os símbolos de homens violentos, profanos e impuros. Aqui representam todos os que têm vivido e morrido em seus pecados".

Deus, na sua onisciência, sabe perfeitamente qual o comportamento que estamos tendo, se é de ovelha ou de bode. E nós como responderemos a estas perguntas: Sou pacífico ou briguento? Encaro as dificuldades com paciência para superá-las, ou impaciento-me excessivamente? O meu cheiro é de bode ou de ovelha? Que possamos dizer: Eu sou o bom cheiro de Cristo. Eu sou ovelha de Jesus.

PARA REFLETIR: Ando à direita do SENHOR JESUS?






Pr. João da Cruz Parente
Ministério Itinerante
Email: prparente@hotmail.com

A PRINCIPAL NECESSIDADE DO PECADOR.

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Salmos 51:10.

Há certos passos necessários antes que alguém se torne cristão, e o primeiro é que o homem precisa parar e pensar. Afirmo que é impossível ser cristão sem reflexão. Reconheço que há muitas pessoas que acham que um homem é cristão justamente porque ele não pensa e que aqueles que estão sem Cristo têm o monopólio do pensamento. Todavia, a Bíblia toda afirma que um homem não pode tornar-se cristão até que ele pense. E acerca do que ele deve pensar? Deve pensar acerca de si mesmo. Davi havia cometido um pecado terrível, um crime terrível. Ele foi culpado de homicídio, de adultério, e ainda se comportava como se não tivesse feito absolutamente nada. E teve que ser confrontado pelo profeta Natã, que mostrou-lhe o que havia feito e obrigou-o a encarar a si mesmo. Foi então que ele percebeu exatamente o que havia feito. Esse é sempre o primeiro passo. Se você é uma pessoa que não tem se detido e olhado a si mesmo, seja o que for a verdade sobre você, posso lhe dizer que ainda não é um cristão. É impossível ser cristão sem encarar a si mesmo e olhar para a sua própria vida. O mundo se esforça para impedir-nos de fazer isso. Com seus prazeres organizados e todas as suas atrações sugestivas, ele faz de tudo para impedir as pessoas de se deterem, pensarem e encararem-se a si mesmas e suas próprias vidas. Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Efésios 2:3.

Mas aquele que é cristão já ultrapassou tudo isso. Ele tem parado e olhado, tem examinado, reconhecido certas coisas acerca de si mesmo, e feito uma confissão definida. Você encontrará isso no primeiro versículo deste Salmo. Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Salmos 51:1.

Então, o segundo passo é que um homem que se torna cristão é alguém que percebe sua total incapacidade. Ele reconhece sua necessidade de misericórdia e de perdão. É aquele que diz: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões". Ele é alguém que tem visto que não pode livrar-se do sentimento de culpa, não pode encontrar paz e descanso para seu coração e mente como resultado de qualquer coisa que faça. Em desespero ele volta para Deus, o Deus que ele tem ofendido, e diz a si mesmo: "Minha única esperança está em Deus. O único que pode me dar paz é Aquele que mais tenho ofendido". Então ele se lança sobre o amor, compaixão e misericórdia incomparável desse Deus único. Portanto, o ponto ao qual temos chegado é que o homem que não percebe que necessita de perdão não é cristão. Davi reconhecia que era um pecador e admitiu isto: Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos. Salmos 51:4a.

Contudo, observem que Davi não parou aí. Ele foi além disso. E quero enfatizar que todo verdadeiro cristão invariavelmente deve sentir sempre a necessidade de ir além desse ponto. A primeira coisa é que um homem se torna consciente da necessidade do perdão. Tenho certeza que todos nós sabemos algo acerca de uma consciência acusadora e atormentadora, do sentimento que temos errado e que queremos ficar livres daquele sentimento de culpa, a qual nos traz infelicidade. Queremos sentir descanso e paz. Esta é a primeira coisa que o pecador convicto pelo Espírito Santo sempre sente. É por isso que Davi orou: Purifica-me com hissopo, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais alvo que a neve. Salmos 51:7.

Isso é algo que está sempre presente em todo verdadeiro cristão. Ele reconhece sua necessidade de uma nova natureza, ele reconhece a necessidade de um novo nascimento, de regeneração. O verdadeiro cristão é alguém que reconhece que não basta ser perdoado e decidir viver uma vida melhor; ele percebe que precisa ser criado de novo. A não ser que Deus faça alguma coisa no íntimo do seu ser ele está totalmente perdido. Ele reconhece que necessita nascer de novo, ou seja, ser criado novamente. Entretanto, deixem-me dizer de passagem que nada é tão estranho como a maneira que o homem, por natureza, sempre rejeita esta doutrina da regeneração. Às vezes eu penso que não há nada que demonstre tanto a profundidade do pecado no coração humano como essa rejeição da doutrina do novo nascimento. Quando nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo falou sobre isso, sempre foi perseguido. Certas pessoas não gostavam dEle porque mencionava isso. Quando Ele começava a expor a profundidade da iniqüidade no coração humano e falava acerca de um novo nascimento, elas invariavelmente não O compreendiam. Quando Jesus pregava o Evangelho (morte e ressurreição) aos discipulos, a reação deles era simplesmente esta: Eles, porém, nada compreenderam acerca destas coisas; e o sentido destas palavras era-lhes encoberto, de sorte que não percebiam o que ele dizia. Lucas 18:34.

O homem natural, o coração humano natural, não regenerado, rejeita esta grande e maravilhosa doutrina bíblica do novo nascimento e regeneração. E isso é igualmente verdadeiro hoje. As pessoas se assentam e ouvem um discurso ou sermão sobre o que é chamado de paternidade de Deus, ou a fraternidade do homem, e nunca rejeitam isso. Quando elas são exortadas a viver uma vida melhor, nunca fazem absolutamente nenhuma objeção. Elas dizem que isso é perfeitamente correto, e mesmo que sejam repreendidas por não viverem uma vida melhor, elas dizem que isso é perfeitamente verdade, totalmente justo e que poderiam melhorar. Mas se um pregador se levanta perante o homem natural e diz: "Você precisa nascer de novo, você precisa receber uma nova vida de Deus," ele questiona: "Que doutrina estranha é essa?" O homem natural está preparado para admitir que ele não é cem por cento um santo; entretanto se você disser que ele que está absolutamente corrompido, e que não apenas carece ser cem por cento santo, mas se ele não nascer de novo então não pode ter esperança, ele ficará ressentido e perguntará: "O que você está sugerindo?" Ele sentirá que você o está insultando. O homem, como resultado do pecado e da Queda, certamente não perdeu sua capacidade para tirar uma dedução correta das afirmações que são feitas; e essa é precisamente a implicação da doutrina do novo nascimento. Nicodemos era mestre em Israel, no entanto perguntou a Jesus: Então, lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? João 3:9a.

Vocês se lembram do diálogo que se seguiu. Claramente, no pensamento de Nicodemos havia alguma coisa como isto: "Eu O tenho observado e ouvido, e tenho chegado à conclusão que o Senhor tem alguma coisa que eu preciso. Eu sou um mestre em Israel, tenho um bom conhecimento, mas estou bem certo que o Senhor possui algo mais que eu. O que tenho de fazer para me tornar como o Senhor?" Nosso Senhor lhe disse: "Não é uma questão de acrescentar algo ao que você já tem; você precisa nascer de novo, você tem que voltar diretamente ao fundamento; não é adição, e sim, regeneração". Mas nós não gostamos disso, não gostamos por natureza, de uma doutrina que afirma que estamos sem esperança, que somos tão pecaminosos, tão corrompidos, que não podemos ser aperfeiçoados, visto que devemos ser literalmente criados novamente. Rejeitamos a doutrina do novo nascimento porque é a doutrina que nos fala muito claramente, por implicação, que realmente não podemos corrigir a nós mesmos. Necessariamente precisamos nascer de novo. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. João 3:7.

Por que devemos nascer de novo? Eis a questão. O que torna o novo nascimento uma necessidade absoluta se queremos verdadeiramente ser um cristão? A primeira resposta é esta: a infidelidade e a insinceridade da nossa natureza. Davi admitiu isso com estas palavras: "Eis que te comprazes na verdade (ou sinceridade) no íntimo". Esse é o problema. Vocês percebem os passos que Davi deu. Ele examinou a si mesmo, reconheceu seus pecados, as coisas que praticou. Então deu mais um passo e disse: "Há alguma coisa podre dentro de mim, em meu coração, e em certo sentido não posso fazer nada a esse respeito, porque tenho visto que não posso confiar em mim mesmo. Careço de sinceridade nas profundezas da minha verdadeira natureza e ser". Que confissão terrível para um homem fazer acerca de si mesmo! E mais, é algo que todo cristão necessariamente deve fazer. Jeremias colocou isso nestas palavras: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jeremias 17:9.

Você confia em si mesmo? Se confia é porque não conhece a si mesmo. Você ainda não descobriu as contradições, as distorções e a perversão em seu próprio coração? Você não chegou a ver a insinceridade que está bem no centro? Todos nós somos hipócritas, todos nós somos simuladores, todos nós aparentamos ser aquilo que não somos. Estaria eu exagerando ou estaria afirmando a pura verdade? Estaríamos felizes se nossas imaginações e pensamentos secretos fossem passados numa tela para que todos pudessem ver? Nenhum homem é um verdadeiro cristão até que reconheça que conhecimento humano, sabedoria humana e entendimento não são suficientes; até que ele chegue a ver como Pascal, um dos maiores filósofos de todos os tempos, que o supremo empreendimento da razão é conduzir um homem a enxergar os limites da razão e fazê-lo clamar por revelação. Eu preciso de sabedoria, necessito de luz. Necessito de luz sobre o meu próprio coração. Sou um mau terapeuta de mim mesmo, pois reconheço que não sou honesto comigo mesmo. Eu não encaro as coisas corretamente, sempre quero defender a mim mesmo; então não posso tratar a mim mesmo. Necessito de luz sobre mim vinda de fora. Necessito de mais sabedoria com respeito à minha verdadeira condição. Preciso de luz acerca da santidade, como viver uma vida santa. Eu preciso de luz sobre Deus, preciso da sabedoria que não posso prover a mim mesmo. Porque fazes resplandecer a minha lâmpada; o SENHOR, meu Deus, derrama luz nas minhas trevas. Salmos 18:28.

O Filho de Deus desceu à terra e tomou sobre si a natureza humana a fim de que pudesse começar uma nova humanidade, uma nova raça de pessoas para formar um novo reino. E o que Ele faz é isto: àqueles que vêm a Ele e reconhecem que necessitam de uma natureza pura dentro de si mesmos, Ele dá Sua própria natureza. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; Gálatas 2:20a. Eu ficaria muito triste se alguém pensasse que o evangelho diz aos homens: "Sim, Deus é amor, e porque Deus é amor, Ele perdoa você em Jesus Cristo. Muito bem, por causa disso, vira-se uma nova folha e se começa a viver uma nova vida". Isso seria para mim uma negação do evangelho. Não, o evangelho não simplesmente perdoa você e insta com você a voltar e viver uma vida melhor. Ele te dá uma nova vida. Ele propõe fazer-nos filhos de Deus, e nos tornar co-participantes da natureza divina. Sua mensagem é que Deus vem habitar em nós.Você não está entregue a si mesmo, você não está sendo enviado novamente à tarefa de tentar melhorar a si mesmo. Deus dá a você uma nova vida, um novo começo, um novo princípio. Você se torna um novo homem, e se verá num novo mundo, com um novo poder e uma nova esperança. E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. 2 Coríntios 5:17. Amém.






Pr Claudio Morandi
prclaudiomorandi@hotmail.com

A DEUS toda a Glória!

SUBIR AO TOPO OU DESCER DE LÁ?

"O fruto do justo é árvore de vida; e o que ganha almas sábio é" (Provérbios 11:30).

Certo dia, em uma reunião dirigida pelo evangelista Moody, um homem se levantou para contar sua experiência com Deus. "Eu tenho estado por cinco anos no Monte da Transfiguração." "E quantas almas você levou a Cristo no ano passado?" perguntou-lhe Moody, logo a seguir. "Eu não sei," respondeu o homem com surpresa. "Você levou pelo menos um?" insistiu Moody. "Eu não sei se levei ou não," respondeu o homem. "Bem, disse Moody, esse tipo de experiência no alto do monte não tem valor algum. Quando um homem se coloca em posição tão elevada que não consegue descer e salvar os pobres perdidos, alguma coisa está errada."

Qual tem sido o nosso propósito principal na obra de Deus? Qual o alvo de nossa busca maior? Temos nos apresentado a Cristo oferecendo a vida para servi-lo e engrandecer o Seu nome ou almejamos alcançar um lugar cada vez mais alto para que sejamos vistos e reconhecidos como cristãos ativos e consagrados? Sonhamos com uma posição mais alta ou com o lugar que o senhor nos quer colocar, mesmo que seja o mais baixo, humilde e aparentemente sem importância?

Muitas vezes nos empenhamos tanto em mostrar nossa capacidade de atingir metas e vencer desafios que esquecemos de procurar saber se é isso mesmo que Deus quer de nós. Uma grande conquista fora da vontade de Deus pode representar um grande fracasso espiritual. A maior vitória que um cristão pode alcançar é aquela obtida em obediência à vontade do Senhor.

Achamos que somos vencedores quando ultrapassamos obstáculos e atingimos o pico de nossas realizações, mas, talvez, a grande conquista esteja exatamente em fazer o caminho inverso. Afinal, os perdidos quase sempre não estão no ponto mais alto de nossa caminhada.

Deus deseja que sejamos sábios e a maior sabedoria consiste em ganhar almas para Jesus Cristo.





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS toda a Glória.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A IGREJA,NOIVA (1° PARTE)

“Cristo se entregou pela igreja, por amá-la incondicionalmente.”
Vamos abrir as nossas Bíblias na carta de Paulo aos Efésios, cap. 5. Vamos ler alguns versos a partir do 25. Efésios 5:25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, 26 para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, 27 para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito. 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo. 31 Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja.


Ainda outro texto, no livro de Gênesis, Gn 2:21: Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. 22 E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a (ou seguindo a tradução original, edificou-lhe uma mulher) e lha trouxe. 23 E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. 24 Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.


Irmãos, na reunião anterior, nós falamos sobre a segunda metáfora a respeito da igreja. Nós nos propomos a enfocar com os irmãos, cinco delas que sem dúvida são as mais enfáticas usadas por Paulo nas suas epístolas para nos ajudar no nosso entendimento a respeito da igreja. Temos dito aos irmãos que esse assunto Igreja, constitui um dos grandes fundamentos da revelação de Deus. Um dos grandes fundamentos da revelação de Deus é a revelação a respeito da igreja. O Senhor não nos deixou de tal forma que precisássemos estar vasculhando num canto aqui e em outro ali, para encontrarmos alguns difíceis ensinos a respeito da igreja. Não. O ensino da igreja é tão sólido que nós vamos encontrá-lo em todas as epístolas do Novo Testamento. O próprio Senhor Jesus em carne, Ele fez questão de mencionar a centralidade desse assunto no seu próprio coração. Os irmãos se lembram? Mateus 16, o que foi o que o Senhor disse, depois que Pedro foi contemplado com aquela visão do alto da parte do Pai, e confessou quem era o Senhor Jesus: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo, os irmãos lembram na seqüência o que o Senhor falou, o que Ele disse a Pedro? Sobre esta rocha, o alicerce dessa revelação que Ele é o Cristo, o Filho de Deus - sobre esta rocha, Eu edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não hão de prevalecer contra ela. O próprio Senhor foi o primeiro a mencionar a igreja no Novo Testamento em Mateus 16, porque a igreja não é um assunto escondido naquilo ali, nas doutrinas do Novo Testamento, mas é um assunto central. Como eu disse na reunião anterior, da mesma maneira que nós falamos sobre a centralidade de Cristo, nós precisamos falar sobre a centralidade da igreja. Mas assim como o sol e a lua, na sua ordem, não podendo colocar a lua na frente do sol, a igreja na frente de Cristo, para que nós não tenhamos um eclipse, para que nós não tenhamos trevas, mas colocando o sol na frente da lua, para que a lua possa resplandecer a luz do sol. Assim é a igreja com relação a Cristo. Mas a centralidade do assunto da igreja é extremamente importante de ser recuperado nos dias em que vivemos. Por que? Porque muito tem sido falado sobre esse assunto e para de modo geral falando, para vergonha nossa, coisas horríveis, deturpadas, tão distantes da verdade tem sido ditas a respeito da igreja. Em primeiro lugar a própria igreja tem sido assunto de pregação. A própria igreja tem sido pregada como um objeto salvador, como a igreja que salva, a igreja que transforma, a igreja sendo colocada no lugar de Cristo. Nós precisamos recuperar, com urgência, nos dias em que temos vivido, a genuinidade da revelação de Deus, também nesse assunto a Igreja.


Irmãos, nós temos dito então, para retomarmos o assunto, que o Senhor usou, o Espírito Santo usou três homens em especial dado o assunto ser tão abrangente, usou os três que escrevem o maior número de textos no Novo Testamento, exatamente Pedro, Paulo e João, os três mais extensos autores bíblicos, inspirados, movidos, pelo Espírito Santo. Pedro nos ajuda a entender o fundamento sobre o qual a igreja está assentada. Nunca perca isso de vista, aquela linda visão de Atos 10, quando Pedro teve aquele êxtase, e viu aquele grande lençol sendo baixado do céu pelas quatro pontas. Que linda visão sobre o que é a igreja. O que Deus purificou, não consideres comum. Pedro nos ajuda na visão do fundamento da igreja, um povo santificado, purificado, separado, celestial, escolhido no coração de Deus antes da fundação do mundo. Aquele lençol descia à terra, baixado pelas quatro pontas. Paulo vai nos dizer em Efésios, a igreja é Efésios 1:4 assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor. A igreja é um povo que tem natureza celestial, e vai dizer em Filipenses que a nossa pátria, ou a nossa origem, a nossa cidadania, está nos céus. Filipenses 3:20 Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Então essa cidadania celestial da igreja é muito importante. Antes de você ser um cidadão terreno, você é um cidadão celestial, e a sua pátria está nos céus. E você é um representante, um embaixador, de um tipo de vida que tem origem celestial. Você não é guiado por regras exteriores, nem exteriormente falando, da própria bíblia como livro de regulamentos, mas nós somos dirigidos pela vida de Cristo em nós, que confere com as instruções da sua palavra. Mas nós não somos um povo que anda por regulamentos externos, mas um povo que anda pelo princípio de vida celestial, recebido do próprio Senhor. Cristo está em nós. Cristo é a nossa vida, Paulo nos diz em Colossenses. Cristo em nós é a esperança da glória. Cristo, não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Então a vida cristã é esse Cristo vivendo em nós que nos torna então representantes, embaixadores, dessa cidade celestial. Irmão, isso tem um impacto tremendo na nossa vida na medida em que vamos vendo. Nós somos governados por leis celestiais; nós temos um princípio de vida que é celestial; a nossa vida só pode ser nutrida pelo céu, estritamente falando, pela pessoa do Cristo celestial, do Senhor Jesus, morto, ressurrecto e entronizado. Só uma relação com Ele pode nutrir essa nossa vida. Então essa é a origem da nossa vida como igreja, nós somos um povo celestial.


Depois o Senhor usou o apóstolo Paulo, ainda para nos falar sobre esse assunto igreja tão importante, tão central. Ele usou Paulo para falar sobre edificação. Paulo é esse construtor, é esse que fala muito sobre essa superestrutura da igreja. Ele também fala do alicerce que é Cristo. Ninguém pode lançar outro fundamento além do que foi posto o qual é Cristo. (1 Coríntios 3:11). Mas, sobretudo, Paulo nos fala a respeito dessa superestrutura de como a igreja é edificada. Ninguém como Paulo nos dá tantos detalhes. E para resumirmos essa chamada visão de Paulo, visão pela qual, diante do rei Agripa ele fez aquela declaração em Atos 26, nós já lemos, onde ele diz: rei Agripa - dando o seu testemunho quando aprisionado no seu caminhar, na sua vida, no seu ministério, ele disse - Atos 26:19 Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, Ele coloca no singular. Então o apóstolo Paulo nos ajuda com duas figuras de linguagem, duas metáforas, nós separamos cinco, para nos mostrar como a igreja é edificada, o que é que a igreja significa no coração de Deus e em quer forma ela está sendo edificada para Deus. Como a visão da igreja ela é multifacetada, então Paulo usa várias metáforas.


Nós já falamos sobre a metáfora da família, Paulo enfoca essa metáfora muitas vezes de que a igreja é como uma família para o Pai. Linda metáfora. Então ela tem um governo celestial, nosso Pai celestial. Ela tem um relacionamento de amizade, de companheirismo, porque família fala disso. Ela tem, acima de tudo, um partilhar de natureza, porque família fala disso. Nós não somos apenas imitadores de Deus. Ninguém teria condição de fazer isso. Paulo fala em Efésios que nós somos imitadores de Deus, como filhos amados. Você vê a diferença? Você não imita a Deus como um servo apenas, como um empregado de Deus. Você imita a Deus como um filho amado. Um filho imitar o Pai é muito mais fácil, porque ele participa da mesma natureza. Não é como um vizinho imitar o outro. Então essa metáfora da família é muito importante. Você imita Deus porque você nasceu de Deus. Você não pode tentar imitar a Deus por si mesmo, senão você vai ser um religioso e apenas um religioso. Nada mais do que isso. E a religião é do homem, não agrada a Deus. Nós só podemos imitar a Deus como filhos amados. E precisamos nascer de novo, em primeiro lugar. Quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. Não pode entrar no reino de Deus. Quem não nascer da água e do espírito não pode entrar no reino de Deus. O Senhor foi tão claro com Nicodemos, não é? Então a metáfora da família fala em primeiro lugar disso: nós participamos da natureza do Pai. O Pai gerou muitos filhos através de um Filho. O grão de trigo foi semeado na terra, morreu e produziu muito fruto. Você e eu. Para a glória de Deus, participamos da natureza de Deus, somos família. Já exploramos um pouco dessa primeira metáfora que Paulo usa e é óbvio que a figura da família fala de edificação. Uma família é edificada. Família fala de edificação. É claro. A família não é estática. Ela é dinâmica, ela cresce. Então família fala de edificação. Edificação de uma família para Deus. Paulo usa essa metáfora e todas as outras cinco que nós vamos enfocar, todas falam de edificação. Então, e primeira foi família.


Depois examinamos a metáfora corpo. Corpo também fala de edificação. E nós enfocamos Efésios 4, e hoje nós vamos falar sobre o 5. Paulo usa todas essas cinco metáforas em Efésios e também em outras epístolas, mas em Efésios ele faz uso das cinco e isso não acontece em nenhum outro lugar senão em Efésios. Veja que essa carta é singular. Paulo usa todas as cinco metáforas. Então a primeira é família e a segunda é corpo. Efésios 4 ele diz que o corpo é um em primeiro lugar. Ele diz que o corpo é um. Lembra? A unidade é a primeira característica do corpo. Nós não temos muito corpos. Nós não temos irmãos disso, irmãos daquilo, irmãos rotulados de uma forma ou de outra. Irmãos presbiterianos, metodistas. Nós somos irmãos em Cristo. Nós temos uma única confissão. Nós somos batizados em nome de Cristo e em nenhum outro nome. Então aqueles que genuinamente nasceram de novo, eles são irmãos em Cristo, porque participam de uma única natureza: natureza de Cristo e são habitados por um mesmo Espírito. O Espírito de Cristo. Então nós somos irmãos em Cristo e nós queremos então, no que concerne a nós, estarmos livres de qualquer rótulo e queremos amar aos nossos irmãos, verdadeiramente amá-los e servi-los, aqueles que porventura estejam presos a qualquer tipo de rótulo. Amá-los, incluí-los, acolhe-los, serví-los porque nós somos membros de um único corpo. Como isso é importante irmãos, essa segunda metáfora: o corpo. A primeira questão ligada ao corpo, já falei estou só repetindo, é a unidade. O corpo é um. Depois mostramos no capítulo 4 que Paulo passa imediatamente do verso 6 para o 7, de Efésios 4, ou seja, ele passa da unidade para a diversidade. Efésios 4:7 e a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. Cada um fala de diversidade. Paulo sai da unidade e vai para a diversidade. Olhe a beleza disso. Ele está dizendo que assim como o corpo é um, ele tem muitos membros. Ele fala assim também em Coríntios. Mas essa diversidade enriquece o corpo. Nós não estamos aqui tentando fazer fotocópias uns dos outros. Eu não tenho que ser igual a vocês e vocês igual a mim. Vocês tem de desenvolver plenamente a vocação de você em Cristo e aquele talento especial que o Senhor depositou em você, você é responsável e ninguém além de você. E você vai então negociar com ele como diz a parábola dos talentos e vai produzir mais um talento, mais outro talento, mais cinco talentos, e mais quantos forem, por você entregar para a glória do seu Senhor. Essa é a diversidade do corpo e o Senhor concedeu a cada um uma medida da graça segundo o dom de Cristo. Então essa é outra marca dentro da metáfora do corpo que nós já estudamos. O corpo é um sim. Mas o corpo também tem diversidade. Ele tem diversidade de ministério. Coríntios diz que ele tem diversidade de realizações. (1ª Coríntios 12) Diz ainda que tem diversidade de serviços, mas o Espírito é o mesmo e o Senhor é o mesmo. Então veja a beleza da diversidade na unidade e a diversidade enriquece a unidade. Esse é o ensino que nós já vimos e pertence à metáfora do corpo, por isso ele é tão importante. E Paulo não pára na adversidade. Ainda dentro da metáfora do corpo como já vimos, Paulo diz que o corpo além de ser um, além de ter diversidade, o corpo também tem o chamado de Deus para a maturidade. É claro. Nenhuma criança permanece criança. Toda criança se torna adulta. O natural nos ajuda a entender o espiritual. Deus não tem prazer em uma família espiritual de eternas crianças. Paulo diz assim: 1 Coríntios 13:11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino. O quê na sua vida cristã é próprio de menino que você não tem desistido? O corpo é chamado para a maturidade. Desista das coisas de menino. Desista de ficar procurando aquilo que te agrada simplesmente. Caminho por visão, caminho por fé, caminho por compreensão que o Senhor tem te dado, porque o corpo é chamado para a maturidade e esse é o terceiro ensino de Efésios 4. O corpo tem unidade, o corpo tem adversidade e o corpo é chamado para a maturidade. Efésios 4:15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, Efésios 4:13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, Se lembra dessa expressão? Varonilidade. Plenamente varonil, ou adulto, maduro, plena varonilidade, na medida da estatura da plenitude de Cristo. Aí ele diz: 14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Qual que é a doutrina nova agora? Qual que é a unção nova agora? Isso é atitude de menino. Se nós temos uma visão formada, uma visão clara a respeito do propósito de Deus, nós não somos levados para lá e para cá por novas modas, por novos pregadores, por novas unções, por nada dessa confusão que tem havido no meio da igreja. Nós porém, temos uma visão formada do Supremo Propósito de Deus em Cristo. Então corpo é chamado para a maturidade. Unidade, diversidade e maturidade. Essas três questões estão ligadas ao corpo. Agora vamos dar mais um passo hoje. Vamos ver a metáfora da noiva.


Terceira metáfora: Noiva. Depois vamos examinar a metáfora do Templo primeiro, o edifício de Deus. Paulo usa muitas vezes. E por último a metáfora do exército que ele usa em Efésios 6, falando sobre aquela armadura de Deus que nós precisamos, como igreja, nos revestir para ficar firmes quanto à cilada do diabo. Cinco metáforas. A família, o corpo, a noiva, o templo e o exército. Cinco metáforas que nos ajuda na visão de edificação. Todas elas tem a ver com a edificação, todas elas seguem o mesmo foco de Paulo. Edificação. Então vamos examinar hoje um pouquinho da terceira, dentro de Efésios cap. 5. Volte a sua bíblia, por favor, nesse texto. Efésios cap. 5, a partir do verso 25. Texto tão conhecido com relação ao assunto vida conjugal. 25 Maridos, amai vossa mulher. Um assunto tão conhecido. Hoje nós vamos enfocar esse assunto não no que diz respeito à vida conjugal. Mas no que diz respeito ao que em primeiro lugar ele significa. Esse assunto diz respeito em primeiro lugar a Cristo e à igreja. E por inferência, por conseqüência, ao relacionamento conjugal. Nós sabemos disso pelo versículo 32, quando Paulo diz assim: 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja Está falando do casamento, porque no 31 ele falou: deixe o homem pai e mãe. Então ele diz: grande é esse mistério, mas, eu me refiro a Cristo e à igreja. Então na verdade, há duas coisas nesse verso 32. Primeiro é que em primeiro lugar essa metáfora do noivo e da noiva se refere a Cristo e à igreja. Em segundo é que nós temos o privilégio de experimentar a realidade do significado dessa tão linda figura, em realidade espiritual, na nossa vida conjugal. Então quando você vê essa expressão “grande é esse mistério”, você tem que responder de duas formas. A que isso se refere? O 32 diz que “me refiro a Cristo e à igreja”. Mas no contexto dos versos 25 em diante, você vai ver que ele se refere à vida conjugal, com muita clareza. Ele fala dos maridos amar as suas mulheres, para cuidarem delas como cuidam dos seus corpos. Ninguém odeia o seu próprio corpo. Antes o alimenta e dele cuida. Ele vai misturando a metáfora. Cristo e a igreja, marido e mulher. Cristo e a igreja, marido e mulher, porque a vida conjugal tem exatamente essa finalidade. Se a vida conjugal perde essa finalidade, ela perde propósito. O propósito da vida conjugal é refletir, mesmo que palidamente. Irmão, a minha vida conjugal, e a sua, são um pálido reflexo disso. Muito pálido. Assim como a minha vida pessoal é um pálido reflexo a respeito de Cristo. E a vida de minha esposa é um pálido reflexo a respeito da igreja. Isso é verdade com todos os casais. Mas mesmo que pálido reflexo, nós temos a graça, o privilégio de crescermos nessa experiência. Que as nossas vidas possam refletir mais de quem Cristo é, mais do que a igreja é, mais desse relacionamento de amor, mais dessa proteção da cabeça sobre o corpo, mais dessa submissão do corpo para o cabeça, mais desse amor sacrificial que vai até o fim, mais desse cuidado, desse alimento, desse cuidado, como diz esse contexto. É um desafio para nós cônjuges, nosso casamento tem propósito que está muito além do próprio casamento. Se não for visto assim, o casamento é um lugar de solidão a dois. Solidão a dois, se nós não estamos compartilhando esse propósito. Nosso casamento tem o propósito de refletir quem Cristo é.


Eu quero colocar isso só como pano de fundo porque esse não vai ser o nosso assunto hoje nessa noite: vida conjugal. Nós vamos falar de Cristo e da igreja mesmo, porque nós estamos tentando escrutinar um pouquinho dessa metáfora da noiva. Então os irmãos observem em primeiro lugar. Olhe o versículo 25. Vamos devagar aqui. 25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, A palavra “amai” aqui em Efésios é Agapal, ou Ágape. Não Fileo. Mas Ágape. Um amor de entrega total. Um amor de entrega incondicional. Não é um amor que olha para pessoa e diz que: “vou dar, mas espero receber”. Não é um amor de via dupla. É um amor de via única. Ágape. Um amor até o fim, um amor até a morte, um amor como João 13 diz, quando o Senhor chamou os discípulos para a última ceia, e Ele coloca aqueles discípulos para dentro e diz assim: João 13:1 Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Lembra? Amou-os até o fim. Aquele versículo é uma ilustração muito linda do significado dessa expressão de Efésios 5:25. Maridos amai. Amai como? Que tipo de amor? Amai até onde? Amai quando? Tudo isso pode ser respondido com aquela frase de João 13:1. Tendo amado os seus - Cristo é nosso modelo - Ele amou os seus que estavam no mundo até o fim. Então não há fim de paciência. Então não há fim de cuidar. Então não há fim de atenção. Porque em Cristo nós temos toda a provisão para amar até o fim, ou plenamente, completamente. Amai as vossas mulheres como Cristo amou - a palavra Ágape, de novo, duas vezes - a igreja. Agora eu quero enfocar aqui alguns versos com os irmãos. Se estamos examinando a metáfora da noiva, vamos procurar explorar alguma coisa desse texto. Olhe o versículo 25, a prova primeira de que Cristo amou a igreja. Efésios 5:25 Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, Irmãos. Todas as metáforas estão ligadas à edificação e então vamos com calma aqui. Pense com cuidado junto comigo. Qual foi a primeira atitude de Cristo para que a sua igreja fosse edificada? Ele não olhou para a sua igreja e disse assim: Olha, eu estou disposto a fazer uma aliança com vocês. Se vocês forem até aqui, então eu vou até ali. Cristo não fez contrato com a igreja. Isso é um contrato. Ele fez uma Aliança com a igreja. Quando na última ceia ele tomou aquele pão, ele falou: “bebei dele. Porque esta é a aliança que eu firmo convosco. “Eu”. Veja que é uma aliança unilateral. Incondicional. Aquele lagar como diz Isaías, se referindo à cruz, o Senhor pisou sozinho. Você não participou em nada. Não há um contrato entre você e Cristo. Você não andou uma parte do caminho e Ele foi te pegar no meio. Ele foi te buscar onde você estava. Você não se converteu a Cristo. Você foi convertido a Cristo. Você não foi ativo nesta situação. Você foi passivo. No seu coração foi gerado tudo o que era necessário, gerado a vontade, gerado o desejo, gerado a busca, gerado a fé. É isso que a Bíblia ensina. Em primeiro lugar gerado a vida, porque nós estávamos mortos nos nossos delitos e pecados. Então irmãos a salvação é um ato incondicional da soberana graça de Deus, livre, gratuita. Cristo amou a igreja e se entregou. Se nós queremos que a igreja seja edificada no sentido agora prático, no sentido de testemunho, no sentido de expressão local do que Cristo é, a primeira atitude que nós precisamos ter: entrega. Cristo amou a igreja e se entregou. Se você não tiver esse coração, primeiro com aquela parcela menor da igreja que está dentro de sua casa. Se você não tiver, na sua casa, um coração de se entregar, a igreja não pode ser edificada na sua casa. Isso é verdadeiro para marido, para mulher, para filho. Se nós não temos esse mesmo coração no viver do corpo, no nosso viver coletivo, corporativo, a mesma coisa. Se nos entregar não é uma marca nossa, a igreja não pode ser edificada. Nós teremos trezentas pessoas juntas, cada uma cuidando dos seus próprios interesses. Não é verdade? Cristo amou e veja a primeira atitude: e se entregou. Lembra de Paulo, esse apóstolo que enfoca a edificação como eu tenho falado? Lembra o que ele disse aos Coríntios, já citei isso aqui várias vezes. (2 Coríntios 12:15 Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol (ou seja, para edificação) da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?) Isso é ministério cristão. Isso é serviço no corpo de Cristo. Não é tentar de alguma forma angariar alguma coisa dos santos. Nem glória pessoal, nem prestígio, nem sucesso, nem fama, dinheiro, posições, mas eu me gastarei e me deixarei gastar. Esse é ministério. Irmãos, será que os ministros de Deus hoje, tem tido esse tipo de ministério? Será? Cristo amou e se entregou. Essa expressão “se entregou”, ela é muito significativa, no uso que Paulo faz dela. Só para citar um exemplo para os irmãos, em Romanos 4. Só um exemplo, do mesmo uso que Paulo faz agora em Romanos, dessa significativa palavrinha, entregou. No verso 24, ele diz que a justiça, que é Cristo, será imputada a nós que cremos Nele. Não é isso? O contexto aqui é o exemplo de Abraão - isso foi feito com Abraão. Romanos 4:24 mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, No final diz: a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor. Agora olhe o 25. 25 o qual foi entregue (essa palavrinha. Paulo usa várias vezes) por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Paulo usa várias vezes e é muito significativa. Entregue. Fala de uma rendição total. Hebreus diz assim que quando Ele considerou a cruz, não fez caso da vergonha que Ele iria passar. Hebreus diz que Ele olhou para a cruz e não fez caso da vergonha. Que lindo aquele texto irmão. Lá diz que nós devemos correr essa carreira, olhando firmemente olhando para Jesus. Foi isso que Ele fez para edificar a igreja. Não é? Semeando a sua própria vida e ressuscitando dos mortos para conduzir muitos filhos à gloria, como diz Hebreus. E foi isso que Paulo fez também seguindo o exemplo de Cristo, e pela vida de Cristo. Não é apenas imitando Cristo. Ninguém tem condição de imitar Cristo. Paulo viveu através da vida de Cristo. Não vivo eu, disse Paulo, mas Cristo vive sua vida em mim. Então Hebreus diz assim: Hebreus 12:2 olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Qual alegria? Duas alegrias. Na verdade uma que tem duas facetas. Qual é essa alegria? Esse era o desejo eterno do coração do Pai. Uma família de filhos iguais ao seu Filho. Então para que Ele pudesse obter isso Ele tinha que plantar o seu Filho na morte. Se o grão de trigo caindo em terra não morrer, fica só. Mas, se morrer produz muito fruto. Então em primeiro lugar essa alegria que lhe estava proposta, era a satisfação do coração do Pai. Segundo lugar. Essa alegria que lhe estava proposta é obter para si mesmo, Filho, uma noiva. Você vê as metáforas? Em primeiro lugar, uma família de filhos para o Pai. Em segundo lugar, uma noiva para Ele mesmo. Cristo se entregou pela igreja. Ele não morreu por toda a criatura. Ele morreu pela igreja. João 17 Ele diz assim: João 17:9 É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; A morte do Senhor foi muito especial, muito dirigida: àqueles que no coração que no coração eterno de Deus Ele havia escolhido antes da fundação do mundo. Cristo morreu pela igreja.


Irmão, você não acha que isso confere à nossa auto imagem uma condição maravilhosa? Você acha que nós podemos ganhar uma auto imagem equilibrada de uma outra maneira qualquer senão através dessa? Cristo amou você. Ele singularizou você. Ele tirou você do supermercado de mercadoria estragada. Comprou você como um vaso precioso e colocou Seu nome em você. Ele singularizou você. Lembra da visão de Pedro? “Ao que Deus purificou, não consideres comum”. Você e eu éramos comuns. Totalmente comuns, perdidos, entregues, escravizados. Mas Deus nos purificou. Pedro teve dificuldade com aquela visão diante de tanto animal imundo, ele como um bom judeu, tanta imundice, aves, quadrúpedes, répteis, muita imundice. Então Pedro falou. Atos 10:14 Mas Pedro replicou: De modo nenhum, Senhor! Porque jamais comi coisa alguma comum e imunda. Mas o Senhor falou: 15 Segunda vez, a voz lhe falou: Ao que Deus purificou não consideres comum. O Senhor singularizou você, achegou você a Ele mesmo como propriedade particular. E Pedro aprendeu essa lição e lá na epístola ele escreve. 1 Pedro 2:9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; Você vê? Então irmão, o Senhor entregou. Ele não fez contrato com você. Ele não pediu que você andasse um pouquinho, pelo menos desse um sinal de vida para Ele, pelo menos demonstrasse que você queria Ele. O Senhor não fez coação emocional com nenhum de nós. Nenhum tipo de jogo. Ele se entregou por nós na cruz do Calvário. Incondicionalmente. E a sua morte tem valor expiatório para aqueles que pela graça e pela fé o contemplam. Salmos 34:5 Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame. Irmãos, nós somos salvos por essa entrega. Foi assim que o Senhor começou a edificação da sua igreja. Por aí que Ele entrou. Ele não fez propostas, acordos. Ele se entregou. Veja como que essa metáfora tem tudo a ver com a edificação. Como que a igreja pode ser edificada pela entrega de Cristo? Como que a igreja pode ser edificada, na prática agora, pela entrega de todos nós uns aos outros, servindo uns aos outros em amor, exortando uns aos outros cada dia durante o tempo em que se chama hoje, cuidando pelo bem estar das almas uns dos outros, vivendo como corpo e família, nós podemos ser edificados, porque foi isso que Cristo fez incondicionalmente. Você não vai servir quem te agrada. Você não vai servir quem bate com o seu temperamento. Temperamento tem de ficar do lado de fora da vida da igreja. Nós servimos com Cristo através de nós, seja o nosso temperamento qual for. Seja ele introvertido, extrovertido, esquisito, consertado, equilibrado, não importa. Cristo não vai fazer uso de nossos temperamentos, no que eles são por natureza. Cristo vai ser formado em nós, e vai santificar esse temperamento complicado que nós temos, porque não tem nenhum bom temperamento. Todos são pecaminosos. Então nós precisamos deixar de fora essas coisinhas, e aprendermos a estar servindo no corpo de Cristo em entrega, entregando pelos irmãos, amando os irmãos, servindo os irmãos, aprendendo a conviver com as diferenças dos irmãos. Tem pessoas que acham você tão difícil quanto você acha os outros. Não é? Porque essa questão de difícil é totalmente relativa. Você tem um juízo baseado na sua própria estrutura, na sua formação, na sua cultura, na sua personalidade. Não é? Então tem pessoas que acham você muito difícil, assim como você acha os outros. Isso não importa. Cristo se entregou. Os discípulos também não eram fáceis. João não era fácil, Pedro não era fácil. Cristo se entregou por ela, incondicional.


Olhe a segunda expressão. Vou enfocar para os irmãos, me veio aqui na memória, um texto muito significativo sobre isso, e eu não queria passar para o próximo verbo aqui, sem te dar uma ilustração sobre o próprio Senhor sobre esse “a si mesmo se entregou por ela”. Final do verso 25. O que é que será que significa isso? Vamos usar a linguagem de João para nos ajudar um pouquinho mais. Abra a sua Bíblia, por favor, em João 17, o que é chamada a Oração Sacerdotal do Senhor. Veja que lindo irmão, esse versículo 6, por exemplo. Ele se entregou pela igreja. Irmão. Antes do Senhor morrer pela igreja, antes da sua entrega ser completa, absoluta, ali na cruz, uma entrega até a morte, como Paulo diz em Filipenses - (2:8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.) - Ele se entregou pela igreja, desde quando foi endossado pelo Pai para exercer o seu ministério terreno, a partir do batismo no rio Jordão. Este é o meu filho amado, em quem me comprazo. A partir do rio Jordão, o Senhor saiu para exercer o seu ministério, fazendo o quê? Os evangelistas dizem assim: pregando o evangelho do Reino. Arrependei-vos porque está próximo o reino. O próprio Rei que estava pregando o reino. O reino era Ele mesmo. Antes Dele se entregar lá na cruz para os seus discípulos, ele se entregou durante todo os três anos e meio que ele viveu com Ele viveu com eles e eu queria que você notasse um pouquinho disso para que você não ligasse essa palavra “se entregou” apenas à cruz, embora se o Senhor tivesse se entregado aos seus discípulos três anos e meio, mas não fosse à cruz, de nada nos serviria, porque nós precisávamos ser justificados à vista de Deus e para sermos justificados à vista de Deus nada é suficiente, a não ser a morte do Salvador, para que da própria pessoa de Deus, O Filho, o pecado seja julgado. Nós já falamos isso quando compartilhamos o fundamento da Justificação pela Fé. Na pessoa do próprio Deus, o Filho, o pecado tinha que ser julgado. Jesus não era um mártir, um modelo, um exemplo, de como se vive a vida, de como se morre dignamente. Nada disso. Jesus é o Deus Filho que assumiu a natureza humana, semelhante a mim e a você, mas sem pecado e por isso mesmo pode ser sacrifício pelos nossos pecados. E nós pudemos ser adequadamente, justamente, justificados diante de Deus de uma forma que ninguém pode imputar acusação sobre nós, nem anjos, nem homens e nem demônios. Romanos 8:33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Então se o Senhor Jesus não tivesse morrido, de nada adiantaria, mas eu queria que você visse que isso, que culminou com a sua entrega, aconteceu desde que Ele iniciou o seu ministério terreno. Ele guardou os seus discípulos. Ele se entregou por eles dia a dia, irmãos. Eu queria que você visse como Ele ora pouco antes da cruz para resumir tudo o que Ele fez. Vamos dar uma olhada. Em João 17, olhe o versículo 6. João 17:6 Manifestei o teu nome. É o Filho orando ao Pai. Então Ele diz. Manifestei o teu nome – o nome do Pai - aos homens – Todos os homens? Não. Aos homens que me destes do mundo. Tem maneira mais clara de dizer que o Senhor viveu e morreu por um povo especial? Será que há alguma dúvida no seu coração? Que o Senhor Jesus tanto viveu quanto morreu por um povo especial? Aqueles que no coração eterno de Deus, Ele soberanamente quis escolher antes da fundação do mundo como Paulo fala em Efésios, manifestei teu nome aos homens que me destes do mundo. Agora veja aqui. Eram teus. Nós vamos destacar aqui pelo menos duas coisas. Primeiro “eram teus”. tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra.


Primeira verdade importante: a igreja ela é uma dádiva, uma doação, extremamente significativa, porque ela é um presente, uma dádiva de Deus o Pai, para quem? Para Deus, o Filho. Você vê a igreja assim? Você acha que a igreja começou a sua história na terra? No que concerne à nossa experiência, sim. É claro. Nós não vivemos mais de uma vida, não cremos na reencarnação, somos cristãos, então a nossa história com o Senhor começou na terra, mas a história Dele conosco começou nos céus. Eleitos em Cristo antes da fundação do mundo. Então o Senhor está dizendo, aludindo exatamente a isso no verso 6. Eu manifestei o Teu nome aos homens que me destes do mundo. Olhe que povo especial. Eram teus. Quando que eles eram teus? Faça essa pergunta. Jesus está orando ao Pai e dizendo: eram teus. Então faça a pergunta. Quando? Quando que aconteceu esse “eram teus”? Quando será? Quando Jesus começou a chamá-los ali para Pedro: “Vinde a mim e Eu vos farei pescadores de homens”. Chamou Mateus na coletoria, e etc. Não irmãos, não. A Bíblia vai nos ensinar em muitos textos que esse “eram teus”, significa “eterna eleição”. Eleição incondicional. Hoje o povo de Deus em geral, o cristianismo em geral tem gracejado dessa verdade da eleição. Feito piadas dela. “Você crê na eleição? Na predestinação?” Eles tem brincado em torno de verdades santas da palavra de Deus. A Bíblia é tão clara quanto a essas verdades, que Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo, que Ele nos predestinou para Ele, para adoção de filhos. Paulo fala em Efésios, em Coríntios. Que Deus nos escolheu como fracos, pobres, desprezíveis, como loucos do mundo para confundir aqueles que são nobres, sábios, poderosos. Ele escolheu deliberadamente porque Ele tem direito de fazer isso e Ele fez. Então irmão, essa verdade da eleição tem sido motivo de piada no meio de muitos círculos evangélicos, mas ela é uma verdade santa de Deus. Ele fez e Jesus está dizendo: eram teus. Está vendo? Eram teus. Antes deles terem qualquer escolha, antes do Senhor falar para Pedro para largar as redes e vir até mim. Pedro respondeu a este chamado exatamente porque ele era Teu, porque ele era do Pai, eleito em Cristo antes da fundação do mundo. Eram teus. Tu mos confiastes e eles tem guardado a tua palavra. Irmão. Se uma só alma, pela qual Cristo morreu, pudesse ir ao inferno, a morte de Cristo não seria absoluta no seu escopo, na sua abrangência, porque está no inferno uma alma pela qual Cristo morreu. Então você tem que saber que no inferno não haverá uma só alma dos eleitos de Deus, porque Cristo morreu por eles e a sua obra foi absoluta. Se você creu no Senhor Jesus pelo chamado da graça isso prova que você é um eleito de Deus. E por que é que o evangelho tem que ser pregado a toda criatura sem discriminação, até os confins da terra? Porque nós não sabemos onde estão os eleitos de Deus, quem são os eleitos de Deus. Há pessoas que rejeitam o Evangelho até o leito de morte e no leito de morte, recebem Cristo, porque são eleitos de Deus. Então não importa o tempo, não importa a hora. Você deve pregar a tempo e fora de tempo, até a morte do indivíduo, porque você não sabe quem são os eleitos de Deus, mas o fato é que nenhum só dos eleitos de Deus irá se perder na condenação eterna, porque Cristo morreu pela igreja e porque Ele não teve contrato com eleito nenhum, porque a sua morte foi incondicional. Quando você vê o sumo sacerdote entrando no Santo dos Santos, você tem que ver uma figura dupla e não simples. Você tem de ver que o sacerdote levava as doze tribos de Israel naquelas duas pedras, nos seus ombros. Você conhece Levítico? Conhece Hebreus? Ele entrava com duas pedras de Ônix nos seus ombros. Seis nomes em cada pedra, gravados, um para cada tribo e Israel. São doze tribos. Seis nomes de cada lado. Mas também o sumo sacerdote entrava com os doze nomes no peito. Agora irmão. Para que o povo estivesse representado naquela pessoa do sumo sacerdote, bastava uma das pedras. Ou no ombro ou no peito. Por que é que tem que ser no ombro e no peito também? Não é? São os mesmos nomes, as mesmas tribos, as mesmas pessoas. O que é que a Bíblia quer nos ensinar na figura? E eu não estou usando um símbolo para estabelecer doutrina. Isso é um erro. Você não pode estabelecer doutrina através de um símbolo. Você tem que ver a doutrina clara do Novo Testamento e então interpretar o símbolo. Essa é a maneira correta e é isso que eu estou fazendo. Quando você olha João 17, Efésios, Coríntios, o contexto do Novo Testamento, você vai poder interpretar esse símbolo que eu vou interpretar para você agora. Esse símbolo do sumo sacerdote, levando as tribos nos ombros e no peito significa que Jesus Cristo, que é o nosso Sumo Sacerdote - não é isso que Hebreus diz - Ele é o nosso Sumo Sacerdote, que penetrou os céus, está na presença imediata de Deus, Ele o Senhor Jesus, aqueles mesmos pelos quais Ele morreu, Ele deu a sua vida, o seu coração, as tribos no peito, os mesmos pelos quais Ele morreu, são os que ele intercede, que é o tema do livro de Hebreus. Hebreus 7:25 diz assim: que o Senhor Jesus, vive, porque Ele ressuscitou, Ele vive para interceder por nós e a figura é essa. Ele coloca o seu ombro debaixo do nosso, aquelas tribos estavam no seu ombro. Por quem que Ele intercede? Por toda criatura, por todo o mundo? Não. Ele intercede pelos mesmos pelos quais Ele morreu. Os mesmos pelos quais Ele realizou Expiação são aqueles pelos quais Ele realiza Intercessão. Quais são os dois temas chaves do livro de Hebreus? Não são esses? Hebreus é o livro da Expiação, por excelência. É a mensagem chave de Hebreus: Cristo é o nosso grande Expiador, aquele que foi à cruz por nós, aquele que é o verdadeiro Sumo Sacerdote, aquele que entrou no Santo dos Santos. É o tema de Hebreus. E o tema paralelo, Ele é o nosso intercessor. Ele não é o intercessor do mundo. Ele é o intercessor da igreja. Ele vive para interceder por nós, e quando você lê João 17, você vê o Senhor falando no versículo 9 É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; É por eles que Eu rogo, porque é por eles que o Senhor morreu. Aí você diz: “então ele morreu só por onze”, porque Ele vai dizer mais para frente que um dentre eles era filho do diabo: Judas. Então ele morreu só por onze. Não. Porque se você ler o texto todo você vai ver no versículo 20. No 9 Ele diz: 9 É por eles que eu rogo; Eles quem? Os onze. Judas já tinha ido embora aqui. Agora no 20: 20 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; Não rogo somente pelos onze, estes, mas também por quem mais? Por aqueles que vierem a crer. Quem são aqueles que vêem a crer? Os eleitos de Deus. O evangelho é pregado pelos enviados e é recebido pelos chamados. Não esqueça isso: o evangelho é pregado pelos enviados e recebido pelos chamados. Abra no cap. 10 de João, versículo 24. 24 Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? (Olhe o problema dos judeus com Cristo). Se tu és o Cristo, dize-o francamente. Que coisa não é irmãos? O que é que está registrado em João 6? O Senhor fez nada mais nada menos do que multiplicar o pão e servir para cinco mil pessoas. Não é? Ele é o Pão da Vida. O Senhor já tinha feito muitos milagres até esse momento. Aqueles judeus estavam vendo e acompanhando o Senhor. Eles ainda tem a ousadia de falar como no verso 24. Até Quando nos deixará a mente em suspenso? Se tu és o Cristo, dize-o francamente. Que coisa é a incredulidade, não é? Eles não conseguiam ver nada em Cristo, senão quem sabe até agora, primeiro ele era só filho do carpinteiro. Agora quem sabe ele era o milagreiro. O multiplicador de pães. Mas só até aí. Mas ainda não era o Messias. Então eles disseram: dize-o francamente. Agora olhe o verso 25, o que o Senhor respondeu: 25 Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Está vendo? Mas eles não podiam ver irmãos, porque eles tinham um véu no coração deles. Lembra quando Pedro fez aquela confissão, “tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, o Senhor não aplaudiu Pedro, dizendo “Pedro que beleza. Estou tão surpreso. Depois de tanto tempo, como foi que você chegou a essa convicção?”. O Senhor coloca Pedro lá no zero, porque Ele disse: Não foi carne nem sangue quem te revelou. Olha bem o que o Senhor disse. Ele está dizendo: Não foi a tua condição, tua percepção, mas o Meu Pai que está nos céus quem te revelou. Os irmãos estão vendo? 25 Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Olhe agora, vá com calma, vá lendo, deixe o Senhor falar ao teu coração. Você pode ter ainda alguma dúvida com relação à verdade da eleição. Você pode ter algum problema com a verdade da predestinação. Deixe o Espírito te falar. 26 Mas vós não credes. Por que é que eles não creram irmãos? Olhe qual a explicação: Porque não sois das minhas ovelhas. Não tem jeito de ser mais claro. Bode não pode crer. Só ovelha. O Evangelho é pregado pelos enviados e recebido pelos chamados. Irmão, se você tiver algum problema com essa verdade, converse com Deus, porque foi Ele que fez. Foi Ele que desde a eternidade quis escolher alguns no seu coração. Eleitos em Cristo, antes da fundação do mundo. E Cristo se encarnou para morrer por este povo. É por eles que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas pelos que me deste do mundo, porque estes são os teus. Isso foi o que Ele falou em João 17. Mais claro não tem jeito. Então, aqui ele está dizendo para os judeus: 26 Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; Estão vendo? Ele não está dizendo que fez acordo com as ovelhas, que fez um contrato com as ovelhas. Não. Ele está dizendo: Eu dei a minha vida para as ovelhas. É incondicional, é unilateral. Eu lhes dou a vida eterna. Eles jamais perecerão. Você não está pendurado num fio de segurança entre o céu e o inferno. Você foi tornado noiva, porque Ele te amou. Paulo diz assim: Cristo me amou. Ele singularizou você. A Bíblia diz nos Salmos que Ele te chamou pelo nome assim como Ele conhece as estrelas pelo nome. Nenhum astrônomo que jamais viveu conhece todas as estrelas pelo nome, mas o Senhor sim, porque a Bíblia diz que Ele conta as estrelas e as chama pelo seu próprio nome. Muito mais os seus santos que são objeto da sua graça. Se você está aqui hoje, se você nasceu de novo é porque você ouviu a voz do Pastor. Ele te falou. Nenhum outro pastor te chamou a não ser este Pastor Celestial. Não foi o teu marido quem te chamou; não foi a tua esposa quem te chamou. Você ouviu a voz do Pastor. Ele falou seu nome, Ele chamou o seu nome. “Vem, fulano. Vem. Segue-me. Eu me entreguei por você. Eu te procurei, Eu te amei”. Paulo diz: Cristo me amou a Si mesmo se entregou por mim. As minhas ovelhas ouvem a minha voz. Eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna. Eu, Eu, Eu. Quando nós falamos eu, isso é a nossa vergonha. Quando Cristo fala Eu, isso é a sua glória, porque Ele é igual ao Pai. No versículo 30 Ele diz: 30 Eu e o Pai somos um. Ele usa cento e vinte vezes nesse Evangelho a palavra Eu. Ele sua cento e vinte vezes a palavra Pai. Mesmo número de vezes que Ele fala Eu, Ele fala Pai, porque Eu e o Pai somos um. Não é um em propósito apenas não. É um em natureza, em essência. Ele é Deus com Deus. João 10:28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Não foi você quem cavou a sua salvação, não foi você quem conquistou a sua salvação, então você também não pode perdê-la. Uma verdade decorre da outra. Não é? Veja a importância irmãos, de termos uma fé sólida na verdade de Deus. Se foi Ele quem te achou, você está achado. Se foi Ele quem te deu um nome, então você tem um nome diante Dele. Jamais perecerão eternamente e ninguém os arrebatará da minha mão. Eu li tudo isso para chegar no verso 29.


A igreja como noiva de Cristo, ela é então como eu falei uma dádiva do Pai para o Filho. Uma dádiva eterna. Uma dádiva que foi escolhida na eternidade e foi dada ao Filho. Irmão, você acha que o pai dá qualquer coisa para o filho? Você acha? Você acha que o pai dá um monte de lixo para o filho? O Pai deu o que Ele considerou mais precioso: nós. Isso é o que a Bíblia ensina. Nós que, por natureza, no que concerne a nós, éramos filhos da ira, como também os demais, mortos em delitos e pecados e em corrupção, no que concerne a nós. Mas isso aconteceu exatamente para que ficasse provado o grande amor eletivo de Deus. E que Ele não fez isso porque Ele encontrou um bem em nós. Mas Ele fez isso porque Ele quis fazer isso. Ele nos amou, e onde abundou o pecado, superabundou a graça, para que o caráter de Deus ficasse ainda mais evidenciado. Ele não se entregou pelos santos. Ele se entregou pelos pecadores e os tornou santos. Então o versículo 29 agora vai concluir onde eu então intentava. Olhe o que o Senhor Jesus fala sobre esse dom. 9 Aquilo que meu Pai me deu. Você precisa ler esse versículo com cuidado. O que é que é o “aquilo que meu Pai me deu”? O que é que é isso? Esse “aquilo” é pessoal, esse aquilo é um corpo de redimidos. Esse aquilo são as ovelhas, esse aquilo é a igreja, esse aquilo é o mesmo aquilo que Ele ora em João 17. “Eram teus. Tu nos confiastes e eles tem guardado a sua palavra. É por eles que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas pelos que me deste do mundo porque são teus”. E aqui Ele diz: “Aquilo que meu Pai me deu”. É maior do que tudo.

Irmão, a primeira voz que nós precisamos ouvir como noiva é essa. Não tenha dúvida no seu coração. A primeira voz que nós, como noiva, precisamos ouvir é essa. Você precisa ouvir. Não importa a sua condição espiritual. Não importa se você está em lutas, em dificuldades, em aflições, em temores, em dúvidas, confuso. Não importa que tipo de dificuldade você está enfrentando. Essa voz é incondicional. Ela não está dependendo do que você é, pensa, faz ou não faz. Ela depende do que Cristo fez, integralmente por você. Aquilo que o meu Pai me deu é maior do que tudo. Você ouve essa voz diariamente na sua comunhão com o Senhor? Você ouve no seu espírito diariamente: aquilo que o meu Pai me deu é maior do que tudo. Você ouve no seu coração diariamente: filho, eu morri por você, eu te amo. Se você não entende os meus caminhos, fique sem entender. Apenas permanece junto de mim. Você não precisa vislumbrar um passo além. Você precisa apenas estar comigo. Aquilo que o meu Pai me deu é maior do que tudo e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Primeira coisa que nós precisamos ver sobre a igreja, sobre a figura da noiva, é esse relacionamento incondicional. Extraímos esse contexto lá de Efésios 5. Cristo amou a Igreja. Ele amou. Não a igreja amou. Cristo amou, e a Si mesmo Ele se entregou. Primeiro verbo. Depois nós vamos examinar os outros. Ele não só entregou. Ele fez mais coisas. Ele a santificou, a purificou, e Ele vai apresentá-la para Si mesmo, perfeita.


Irmãos, esse capítulo de Efésios, você vai lendo, orando, meditando e você fica sem ar. Você sobe em alturas muito elevadas do que o Espírito Santo quis dizer através de Paulo. Você se sente ali, verdadeiramente privilegiado, porque você faz parte desse povo. Não porque você escolheu, mas porque Ele te escolheu, porque Ele se entregou, porque Ele te santificou, porque você ouviu a sua voz, a voz do Pastor e você passou a segui-lo. Porque ainda hoje você tem aprendido a discernir a sua voz da voz dos estranhos, porque afinal de contas, a voz Dele é a voz do noivo, e noivo só tem um, como diz o livro de Cantares. Uma voz doce, uma voz aprazível, uma voz distinguível entre dez mil, como diz o livro de Cantares. Então seria bobagem nós ficarmos chovendo encima dessa metárora da noiva, noiva, noiva, sem vermos que em primeiro lugar essa metáfora fala de amor. Se família fala do que nós falamos compartilhar de natureza, se corpo fala dessa unidade orgânica, noiva fala de amor. É a primeira verdade relacionada a essa metáfora. Irmão, você foi chamado para vivenciar o amor do Senhor. Ele não fez, quero repetir para você, não fez nenhum tipo de coação por você, Ele não fez nenhum tipo de tratado com você, Ele não fez nenhum tipo de jogo dizendo: Venha, arrume isso na sua vida primeiro, dá conta daquilo primeiro, conserta primeiro esse ou aquele assunto, e depois venha a mim. Os sãos não precisam de médico e sim os doentes. Eu não vim chamar justos ao arrependimento, mas sim pecadores, foi o que o Senhor falou em Lucas. Esse é o nosso Senhor. Ele amou a igreja e a Si mesmo se entregou. Você não vai conseguir segurança em outro lugar a não ser nesse amor e você não vai conseguir alegria em outro lugar a não ser nesse amor. Eu já disse algumas vezes aqui, e eu posso profetizar de olhos abertos. Tudo na sua vida vai acabar, menos Cristo. Saúde vai acabar, os relacionamentos vão acabar, tudo passa, mas Cristo permanecerá relacionando-se com aquela alma pela qual Ele se entregou eternamente no seu leito de dor, de morte, de aflição, de doença, seja o que for, você vai conhecer aquele que te guia pela sombra do vale da sombra da morte: Tu estás comigo. Comigo. Então irmão, em primeiro lugar, nós precisamos capturar dentro dessa metáfora da noiva, o relacionamento de amor. Cristo te amou, Cristo te chamou e agora você pertence a Ele baseado no que Ele fez. Você não tem outra alternativa. Ou você rende o seu coração a esse amor, ou você estará tentando negociar este amor por toda a sua vida de uma forma ou de outra. Só há duas alternativas: ou você se prostra diante Dele e adora diariamente porque Ele amou, porque Ele fez, porque Ele ganhou e ganha mais Senhor! Senhor, eu quero experimentar mais do seu amor, Senhor me limpa pelo teu amor!
Romeu Bornelli.
A DEUS toda a Glória!