quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A PARÁBOLA DO SEMEADOR.

A PARÁBOLA DO SEMEADOR





"Um semeador saiu a semear...

E os que estão junto do caminho...".

Lucas 8.5 e 12.



Encontramos em nossa caminhada cristã vários tipos de pessoas: Algumas que nasceram de novo e estão correndo com perseverança a carreira que está proposta. Há outras que estão no início desta caminhada, são criancinhas em Cristo. Encontraremos também aquelas que estão aprendendo, mas ainda não chegaram ao pleno conhecimento da verdade. Também há aquelas que não entendem nada do que é dito na Palavra; a sua atividade é apenas religiosa, vive uma vida de hipocrisia. Estes são pecadores que se escondem atrás de uma capa de religião para se justificarem diante de Deus.

Nossa função não é julgar ninguém, mesmo porque não somos melhores do que eles, mas aprender de Jesus sobre a parábola do semeador (Lembrando que uma parábola não é uma estória, mas uma verdade mostrada por um exemplo): "quando semeava, caiu alguma junto do caminho, e foi pisada, e as aves do céu a comeram; e outra caiu sobre pedra e, nascida, secou-se, pois que não tinha umidade; e outra caiu entre espinhos e crescendo com ela os espinhos, a sufocaram; e outra caiu em boa terra, e, nascida, produziu fruto, a cento por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça" Lucas 8.5-8.

Hoje vamos atentar para a semente que caiu na beira caminho. Jesus quando os discípulos lhe pediram para explicar essa parábola, Ele disse: "Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; e os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo" Lucas 8.11-12.

A Palavra é a semente de Deus para quem semeia e pão para quem come: "Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" Isaías 55.10-11.

A que caiu na beira do caminho, são aquelas que não acharam terra fofa, mas dura. A beira do caminho é onde a terra é pisoteada pelos seus transeuntes. Esta terra é comparado àqueles onde a Palavra de Deus cai num coração duro, num coração cheio de incredulidade: "Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto" Hebreus 3.7-8.

Como disse Jesus, ainda que sejam solos duros, a Palavra é colocada nos seus corações; porque a Palavra de Deus é viva e eficaz (Hebreus 4.12). Como vimos anteriormente, em nossas meditações do dia 15 e 22 de novembro, a Palavra de Deus para ser implantada nos nossos corações, não depende da nossa compreensão ou aceitação. A princípio ela nos traz conhecimento, depois fé. Mas estes não crêem, e então vem o diabo e tira do coração a Palavra: "Eles, porém, não quiseram escutar, e deram-me o ombro rebelde, e ensurdeceram os seus ouvidos, para que não ouvissem. Sim, fizeram os seus corações como pedra de diamante, para que não ouvissem a lei, nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito..." Zacarias 7.11-12.

Aqui mais uma vez Deus nos prova pela Sua Palavra que não é livre-arbítrio; não passa pela mente humana, nem pela vontade do homem. A Palavra de Deus é implantada no coração do homem, mas como é duro o seu coração, vem o diabo e tira a Palavra do coração, para que não lhe resplandeça a luz do evangelho: "Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" II Coríntios 4.3-4.

Com este coração de pedra que o homem nasce não é possível crer na Palavra de Deus, é necessário que este coração seja trocado por Deus: "E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis" Ezequiel 36.26-27. "E dar-lhes-ei coração para que me conheçam, porque eu sou o SENHOR; e ser-me-ão por povo, e eu lhes serei por Deus; porque se converterão a mim de todo o seu coração" Jeremias 24.7.

Enquanto essa mudança de coração não for feita por Deus, a Palavra sempre encontrará um coração duro, e o diabo sempre estará lá para removê-la do seu coração. A nossa função, como um bom semeador, é somente lançar a semente: "Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão igualmente boas" Eclesiastes 11.6; e esperar que Deus, pelo seu Espírito, o faça nascer de novo, para que ele possa ver e entrar no Seu Reino: "Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus... Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus" João 3.3 e 5.

Trocar esse coração e fazer nascer é obra de Deus, não depende da capacidade do homem, nem da sua vontade: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus" João 1.12-13. "Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir..." Isaías 43.11-12. Amém.





"E os que estão sobre pedra...".

Lucas 8.5 e 13.



Acima Jesus nos ensina sobre aqueles que a Palavra cai à beira do caminho, isto é, a Palavra é colocada em seus corações, mas porque é um coração duro, incrédulo; logo vem o diabo e tira do coração a Palavra. Como podemos notar em todos eles a Palavra é a mesma, os solos é que são diferentes. Nesse, a Palavra caiu sobre pedra: "E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam" Lucas 8.13.

Como disse Jesus, estes são os que ouvem a Palavra, e a recebem com alegria. A sua fé é temporária, mas quando vem a provação, apostatam. A vida cristã não é uma vida de aparências, mas de fé e perseverança: "E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer. E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo" Mateus 13.12-13. As que caíram sobre pedra, são aqueles que receberam a fé que vem pelo ouvir da Palavra de Deus (Romanos 10.17), mas Cristo ainda não se tornou vida neles: "Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" II Coríntios 13.5.

A Palavra de Deus é uma lâmpada que ilumina aqueles que estão em trevas: "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho" Salmos 119.105; mas a necessidade é que Cristo brilhe em nossos corações: "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo" II Coríntios 4.6. "E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações" II Pedro 1.19.

Enquanto Cristo não for a vida de qualquer pessoa, ele pode apostatar; mesmo que tenha experimentado muitas coisas de Deus: "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério" Hebreus 6.4-6.

Como nos ensina Deus em Sua Palavra, não há mais volta para aqueles em que a semente cai sobre pedra. Como Esaú, eles até podem chorar querendo a benção, mas não encontram lugar de arrependimento; estes não podem ser renovados para o arrependimento: "E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou" Hebreus 12.16-17.

Esse não é o caso daqueles que caem em pecado, se desviam e depois vem para a sua igreja buscando reconciliação. Nesse caso as denominações recebem de volta, mas Deus nunca o recebeu. Ele somente se desvia do convívio com a igreja em que freqüenta, porque o homem nasce em pecado, e é desviado de Deus desde a madre: "Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras" Salmos 58.3; se não houver um nascimento do Espírito, será como uma porca que foi lavada pelo batismo e volta para o lamaçal. Volta suja, tornam a lavá-la e volta a sujar-se novamente: "Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama" II Pedro 2.20-22.

O estado desses em que a semente caiu sobre pedra, fica pior do que o primeiro. Era melhor nunca terem conhecido a verdade. Para esses não há mais volta, só uma expectação horrível de juízo: "Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários" Hebreus 10.26-27. Para o que se desvia da igreja em que freqüenta, pode haver um verdadeiro arrependimento para com Deus, mas para os que a semente caíram sobre pedra não.

Portanto, a exortação de Deus para todos os que têm ouvido a Sua Palavra é: "Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram;... Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim" Hebreus 2.1-3, 3.12-14.

"Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma" Hebreus 10.39. Amém.



"A parte que caiu entre os espinhos...".

Lucas 8.5 e 14.



Vimos anteriormente Jesus nos ensinando sobre aqueles em que A Palavra caiu entre pedras. Esses são os que a recebem com alegria, mas é de pouca duração; logo apostatam da fé. Experimentam várias coisas de Deus, tiveram uma candeia alumiando em lugar escuro, mas nunca chegaram ao pleno conhecimento da verdade, no conhecimento de Cristo; a estrela da alva não surgiu em seus corações.

Nessa passagem, Jesus nos ensina sobre aqueles em que a Palavra caiu entre espinhos: "E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição" Lucas 8.14. Há uma outra versão que diz que os frutos não chegam a amadurecer.

Dois tipos de solos não chegam ao conhecimento da Pessoa de Cristo e os outros dois sim. A que caiu entre os espinhos e a que caiu em terra fértil, que veremos em seguida, foram regenerados, chegam a dar fruto; mas a que caiu entre espinhos, os seus frutos não chegam a amadurecer; não servem para Deus, não glorificam a Deus: "Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos" João 15.8.

Deus planta a boa semente, na esperança de colher bons frutos: "Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de participar do fruto" I Coríntios 9.10, mas como disse Jesus, ela é sufocada com os cuidados, riquezas e deleites da vida. A pessoa crê com o coração, permanece na Sua Palavra, e vai o seu caminho como um cristão, mas o cuidado e o prazer pelas coisas do mundo sufocam a Palavra e não deixa que esse cristão dê um fruto perfeito, maduro: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" I João 2.15-17.

Muitos dão como desculpas nos seus muitos afazeres e cuidados com as coisas dessa vida, que tem de cuidar com diligência daquilo que Deus lhes deu, como uma mordomia, mas não é isso. Os cuidados dessa vida não podem sufocar a Palavra que é viva em nós. Eles não podem ser impedimentos para a vida cristã, e sim de edificação. Quando nos são dadas como mordomia, não sufocam a Palavra, mas dá muito fruto. Jesus aqui nos ensina que a que caiu entre espinhos, que são esses cuidados e deleites, sufocam a Palavra. Esses cristãos não dão fruto com perfeição.

A vida cristã é para alegria mútua, tanto de Deus que semeia a boa Palavra, como daquele que dá bom fruto: "E, dizendo-o a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós; foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós. Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores? Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores? Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano" Juízes 9.7-15.

A vida cristã, como já vimos anteriormente, é comparada a uma plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado (Isaías 61.3 e Salmos 1.3). Jesus nos ensina que o Pai é o viticultor, Jesus a videira e nós os ramos. Ele cuida para que a sua videira dê muito fruto. Fomos escolhidos por Jesus para dar muito fruto, e não podemos deixar que o mundo, os seus cuidados e os seus deleites nos desviem do propósito de Deus: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda" João 15.1-2 e 16.

Para os cristãos, a amizade do mundo é inimizade contra Deus (Tiago 4.4), mas não podemos esquecer que a sedução das riquezas e os deleites da vida também não o deixam dar fruto com perfeição. Fomos criados para a Sua Glória: "A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz" Isaías 43.7, e para publicar o seu louvor e não para envolvermos e nos deleitarmos com as coisas dessa vida: "Esse povo que formei para mim, para que publicasse o meu louvor" Isaías 43.21.

Amar a Deus de todo o nosso coração, de todo a nossa alma e de todo o nosso pensamento é o primeiro e grande mandamento. Amar o próximo como a si mesmo é o segundo e semelhante a este (Mateus 22.37-39). Amar não é buscar o nosso próprio interesse, mas o do outro. Amar a Deus é viver para Ele, buscar o seu interesse e não o nosso; publicar o seu louvor, glorificá-Lo, e dar fruto com perfeição: "Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus" Romanos 7.4. Amém.





"E a que caiu em boa terra...".

Lucas 8.5 e 15.



Como vimos anteriormente, Jesus nos ensinando os três tipos de solos em que a Palavra de Deus caiu. No primeiro a Palavra foi colocada no coração, mas vem o diabo e a arrebata para que não creiam. No segundo, a Palavra caiu entre pedras. Esses recebem a Palavra com alegria, mas são de pouca duração, não perseveram na vida cristã. O terceiro caiu entre espinhos. Esses são os que se envolvem com os cuidados, deleites e riquezas dessa vida e não dão fruto com perfeição.

Os seus frutos não chegam a amadurecer, ficam ociosos e infrutíferos no conhecimento de Cristo: "E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe" II Pedro 1.5-9. Só enxergam o que está perto; só atentam para as coisas temporais, as coisas que são visíveis: "Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" II Coríntios 4.18.

Jesus agora nos fala por último, de um solo fértil, de uma boa terra que recebe a Palavra e dá fruto com perseverança: "E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança" Lucas 8.15. Esses são os cristãos que recebem a Palavra com um coração novo; um coração honesto e bom. Esses são aqueles que guardam a Palavra de Deus em seus corações para não pecar contra Deus: "Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos, escreve-os na tábua do teu coração" Provérbios 7.1-3.

Esse é a vida que Deus escolheu e nos deu para vivermos diante dEle, a vida de Seu Filho. Essa não é a vida de um cristão especial, ou excepcional, mas de um cristão normal; mas muito raros nesses dias. Como já vimos anteriormente, o mundo hoje vive em alta velocidade, exalta a precocidade. O amadurecimento é feito em estufa, cada um busca o que é propriamente seu e não o que é de Cristo (Filipenses 2.21); mas isto não se conforma com o Reino de Deus: "Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse" Isaías 28.16. "Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia" II Pedro 3.8.

No Reino de Deus, tudo tem o seu tempo próprio, e esse tempo é determinado por Deus: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou" Eclesiastes 3.1-2.

No livro de Marcos, capítulo 4, do verso 4 a 29, Jesus conta a parábola do semeador. Nos versos 16 e 17, ele ensina que a que caiu entre pedras, são aqueles que são apressados, são fora do tempo de Deus: "E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem; mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam".

Logo em seguida, nos versos 26 a 29, Ele nos ensina ao que verdadeiramente se assemelha o Reino de Deus: "E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa".

A Palavra que cai num coração honesto e bom, o coração de um cristão normal, ela dá fruto com perseverança. O fruto não é nosso, mas de Cristo: "Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança" Gálatas 5.22; mas para isso, é necessário que cresçamos em tudo, naquele que é a cabeça Cristo, com um aumento concedido por Deus, e não no tempo desse mundo: "Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus" Colossenses 2.18-19.

Como disse Jesus, é necessário primeiro nascer de novo: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" João 3.3, depois crescer na graça e no conhecimento de Cristo: "Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo" II Pedro 3.18; se encher do Espírito: "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito" Efésios 5.18; depois perseverar nEle, e o fruto se tornará uma conseqüência natural: "Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" João 15.4-5.

Todo o trabalho é de Deus, de Seu Filho Jesus, e do Espírito Santo. Eles têm lançado a sua semente, regado e trabalhado, para que se regozijem no tempo da colheita: "E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem" João 4.36. Toda vara nEle que não dá fruto será cortada e lançada no fogo (João 15.6). "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" I Coríntios 10.31.

"Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada. Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores, e coisas que acompanham a salvação, ainda que assim falamos. Porque Deus não é injusto para se esquecer da vossa obra, e do trabalho do amor que para com o seu nome mostrastes, enquanto servistes aos santos; e ainda servis. Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo cuidado até ao fim, para completa certeza da esperança; para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas" Hebreus 6.7-12. Amém.





Edward Burke Junior
A DEUS TODA A GLÓRIA E HONRA!

"POR PREÇO FOSTES COMPRADOS,NÃO VOS FAÇAIS ESCRAVOS DE HOMENS"(1CO 7:23)

Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
AMADOS IRMÃOS, ESTAS PALAVRAS ABAIXO FORAM EXTRAIDAS DO SITE CHARIS.

QUE O SENHOR POSSA USA-LÁS PARA SUA GLÓRIA, PARA NOSSA EDIFICAÇÃO E PARA VERGONHA E DERROTA DE SATANÁS. AMÉM

"...nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação".
II Pedro 1.20.

Todo ensino que não vem do Espírito Santo é uma interpretação das Escrituras. Somente o Espírito Santo, que é o Parácleto, o Ensinador, pode nos fazer conhecer as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus.

Quando alguém ensina, ele também não pode emitir sua opinião sobre o assunto, mas dizer o que aprendeu do Espírito:

"Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais" (I Coríntios 2.12-13.)

O único que tem autoridade da parte de Deus de nos ensinar todas as coisas é o Espírito de Deus.
Somos fiéis quando ensinamos o que ouvimos do Espírito, tendo o cuidado para não ir além dele, para não sermos achados mentirosos:

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" João 14.26.

"O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo" I João 1.3.

São muitos os que usam das Escrituras para interpretá-la; entre eles estão os:

Legalistas: Os legalistas usam das Escrituras para impor às pessoas a lei de Deus. Todo ensino é com base na lei:
"Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o rito de Moisés, não podeis salvar-vos"
(Atos 15:1)

Moralistas: Os moralistas usam das Escrituras para ensinar exemplos de vida. Os moralistas não são legalistas, mas todo ensino é dirigido à moral e aos costumes. Estes são os adeptos da filosofia:

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo"
(Colossenses 2:8)

Individualistas: Os individualistas ensinam que a Bíblia é para ser interpretada individualmente.
Não é para ser ensinada, cada um tem que fazer a sua interpretação pessoal, mas esta não é a verdadeira sabedoria:

"Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria. O tolo não tem prazer na sabedoria, mas só em que se manifeste aquilo que agrada o seu coração"
(Provérbios 18:1-2)

Modernistas: Os modernistas ensinam que as Escrituras não podem ser interpretada no sentido literal, mas que deve ser examinada à luz da ciência:

"Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência, a qual, professando-a alguns, se desviaram da fé..."
(I Timóteo 6:20-21)

Proselitistas: Os proselitistas usam as Escrituras para estabelecer a principal doutrina da sua denominação.
Todo ensino está baseado na interpretação que se faz em conformidade com aquela doutrina. Exemplos: Ensino do sábado, do nome de Deus, da forma de reuniões, de batismos e etc...:

"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós"
(Mateus 23:15)

Literalistas: Os literalistas ensinam que as Escrituras devem ser seguidas exatamente como está escrita, ponto por ponto.
Esses não ensinam somente as leis, ou a moral, mas que se deve fazer tudo como está escrito, inclusive rituais, festas e etc...:

"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo" (Colossenses 2:16-17)

São muitas as formas de interpretação das Escrituras, mas todos os que são filhos [MADUROS: do grego ruiós] de Deus, são guiados pelo Espírito de Deus, e não por homens ou doutrinas.

Portanto, devemos atentar com mais diligência para as coisas que temos ouvido e aprendido do Espírito Santo, tais como:

"Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da ESCRAVIDÃO."
(Gálatas 5:1)

"Por preço fostes comprados; não vos façais ESCRAVOS DE HOMENS."
(I Co 7:23)

"E a UNÇÃO que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis"
(I João 2:27)


O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO, VIGIEMOS, PARA NÃO CAIRMOS NOS ERROS DO PASSADO.

EM CRISTO JESUS!!!
A DEUS TODA A HONRA E GLÓRIA!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

REFEXÃO DO DIA:QUESTÃO 7.

"Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo" (1 coríntios 11:1).

Uma das histórias mais fascinantes escritas em anos recentes é intitulada "Questão 7." Conta a experiência de um pregador, seu filho e uma escolha que ele foi forçado a fazer. O jovem era um pianista realizado. O governo opressor de seu país queria realizar uma propaganda. Ele foi convidado para uma apresentação em uma reunião. O pai disse ao filho que não gostaria que ele participasse aconselhando-o a não tocar naquele dia. O governo enviou ao jovem um questionário que ele começou a preencher. No dia da reunião o pianista compareceu. Antes de subir ao palco para a apresentação, o jovem ouviu o locutor falando ao microfone:Nós somos benevolentes para com a igreja. Nosso próximo participante é prova disso." O jovem lembrou-se do quadro pregado na parede de sua casa que dizia: "Sê fiel até a morte e te darei a coroa da vida." Ele não podia continuar. Quebrou um vidro e cortou a sua mão ficando, assim, impedido de tocar. Logo a seguir ele fugiu, atravessando a fronteira oeste da Alemanha. Quando o pai soube de sua fuga, foi até o quarto do filho. Sobre sua escrivaninha estava o questionário social que recebera para preencher. A questão número sete perguntava: "Que pessoa tem sido a maior influência de sua vida?" Em letras maiúsculas estava escrita a resposta: "Meu pai."

Qual o valor e importância de nossa vida para nossos filhos, pais, parentes e amigos? Como as nossas atitudes têm sido vistas por aqueles que nos conhecem? Temos sido capazes de influenciar positivamente as pessoas com quem lidamos diariamente ou nosso procedimento serve apenas de escândalo e desagrado aos que estão mais próximos?

Como filhos de Deus devemos cuidar para que a nossa boca tenha sempre uma palavra abençoadora, que nossos pés deixem sempre marcas de amor e as nossas mãos sejam instrumentos usados para erguer os desanimados e jamais fazê-los cair ainda mais. A nossa vida precisa transmitir o brilho do Senhor e iluminar aqueles que estão envoltos em trevas e destruição.

Se seus amigos tivessem que preencher aquele mesmo formulário, poderiam lembrar de você na "questão 7?".
Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS toda a Glória!

sábado, 6 de dezembro de 2008

REFLEXÃO DO DIA:VALORIZE O QUE VOCÊ TEM.

"a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem" (Mateus 25:15).

Um violinista, bastante elogiado em seus concertos, tinha um irmão que era pedreiro. Certo dia, uma mulher disse extasiada ao pedreiro: "Deve ser maravilhoso ter um violinista tão famoso na família." A seguir, não querendo insultar o pedreiro, ela continuou: "Claro que nós não temos o mesmo talento, e até em uma família, alguns têm mais talentos que os outros." O pedreiro respondeu à mulher: "Eu sei muito bem disso! Meu irmão violinista não entende nada sobre colocar tijolos. Se ele não fosse capaz de conseguir dinheiro tocando seu violino, não poderia contratar um sujeito competente como eu para construir uma casa. Se fosse necessário ele construir a casa para morar, estaria arruinado."

Se desejamos construir uma casa, não precisamos de um violinista. Se pretendemos contratar uma orquestra, não necessitamos de um pedreiro. Não há dois de nós exatamente iguais. Não temos todos os mesmos dons e habilidades. Somos responsáveis por exercitar os dons que possuímos e não aqueles que gostaríamos de possuir. E quando temos de tomar decisões sobre nossa própria vida e sobre qual direção tomar, devemos enfocar nossas forças e não nossas fraquezas. Precisamos conhecer a nós mesmos. Temos de saber o que fazemos bem e nos empenhar nisso com todas as forças. Nossa determinação e esforço realçará nossas virtudes e ocultará as nossas debilidades.

Cada um de nós tem seu próprio valor. Não podemos medi-lo comparando-o com os demais. Deus nos deu talentos e cabe a nós desenvolvê-los com todo amor e prazer. Deus não deseja que façamos mais do que Ele espera de nós e nos tornamos uma grande bênção quando cumprimos a nossa parte no cenário da vontade do Senhor.

Deixamos, muitas vezes, a felicidade escapar simplesmente porque estamos empenhados em nos parecer com uma outra pessoa. Enganamo-nos. A verdadeira alegria e satisfação não se encontra nas conquistas de sonhos distantes e sim daqueles que estão ao nosso alcance.

Louve a Deus pelo talento que Ele lhe deu. Use-o como se fosse o maior de todos os talentos. E tenha certeza de que verdadeiramente é o maior. Fazendo isso, você encontrará a plenitude da felicidade para sua vida.





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS toda a Glória!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PORTANTO...

PORTANTO...
Por:Pr Humberto Xavier Rodrigues
01/12/2008

Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes,e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Romanos 5:2.


"Portanto", conjunção conclusiva que contém a conclusão de um raciocínio ou exposição de motivos anterior; pois, logo, por conseguinte, conseqüentemente, etc. As duas palavras gregas para "portanto" são "oun e ará". Ao lermos cuidadosamente a carta de Paulo aos crentes de Roma, encontraremos os três mais importantes "portantos". O primeiro está relacionado à nossa justificação: Tendo sido, portanto, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. Romanos 5:1. Considerando o significado da nossa conjunção, fica evidente que a nossa justificação está fundamentada na ressurreição, visto que o assunto abordado anteriormente é sobre a ressurreição. O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. Romanos 4:25.

A morte e a ressurreição de Cristo são inseparáveis porque formam um único ato redentor; uma não tem sentido sem a outra, de modo que sempre que uma é mencionada, a outra está implícita. Também, a nossa atenção é dirigida para a ação de Deus Pai em entregar Seu Filho para fazer expiação por nossos pecados e em ressucitá-Lo para nossa justificação. Nós somos assim ensinados a atribuir toda a glória de nossa salvação a Deus, que planejou, providenciou e executou essa grande obra de redenção. O apóstolo Paulo diz que Cristo foi ressuscitado para nossa justificação, porque a justiça pela qual somos justificados está intimamente e permanentemente ligada ao Cristo vivo, através da graça que nos foi concedida. Mas seria igualmente legítimo dizer que Ele morreu para nossa justificação, pois Sua morte redentora foi a base de nossa reconciliação com Deus. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Romanos 5:9-10.

"Portanto", diz o apóstolo, " temos paz com Deus" . Isto significa que a ira de Deus não mais nos ameaça, porque fomos aceitos em Cristo. É também pela mediação de Cristo que tivemos nossa "entrada" pela fé nessa graça justificadora, na qual passamos a ficar firmes. Tendo sido uma vez introduzidos nesse estado de graça e favor, é nosso privilégio imutável desfrutar de plena comunhão com Deus. E esta paz subjetiva com Deus foi adquirida tão-somente pelo sangue de Cristo, fruto de Sua mediação. Na justificação o nascido de novo é introduzido na presença de Deus, como se nunca tivesse cometido pecados. A justificação é um ato, seguido de um processo, processo este que chamamos de santificação.

O segundo "portanto": Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Romanos 8:1. Do capítulo 3 ao capítulo 6, encontramos a doutrina da nossa justificação. A partir deste capítulo, o assunto é santificação. Novamente encontramos a presença da conjunção "portanto", e isto nos leva a ver o assunto abordado anteriormente. Depois de falar da luta do regenerado com a lei, o apóstolo Paulo passa a falar da nossa libertação de uma vez por todas do senhorio da "lei". Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus. Romanos 7:4.

A graça age na nossa justificação, e continua agindo na nossa santificação. Santificação sem justificação é hipocrisia. Podemos ilustrar estes dois fatos na experiência do filho pródigo. O fato de retornar para o seu pai e ser beijado significou a sua conversão, a sua aceitação e perdão. Podemos dizer que neste momento ele foi justificado. E ao tirar os farrapos e vestir novas roupas, deu-se o início da sua santificação. Não podemos perder de vista que a santificação é um processo longo, gradativo. Scofield define a santificação como: A obra de Deus no crente pelo Espírito Santo e pela Palavra, transformando-o progressivamente na imagem de Cristo. A santificação é o processo espiritual pelo qual a imagem de Cristo é manifestada nos que foram justificados. A justificação e a santificação procedem da misericordiosa vontade de Deus, porém são realidades diferentes. A justificação é um ato único e definitivo pelo qual Deus, por Sua graça, imputa no injusto a justiça de Cristo. A santificação é um processo contínuo pelo qual Deus, por Sua misericórdia, muda o nosso fútil procedimento. Na justificação, Deus nos livra da condenação futura; na santificação, Ele nos livra do poder do pecado que nos assedia. Os fariseus, muito zelosos, criaram regras e mandamentos de santificação, que o nosso Senhor Jesus chamou de "mandamentos dos homens". Eram eficientes para limpar o exterior do copo, mas se esqueciam do interior; os rostos eram santos quando jejuavam, e o olhar tornava-se imponente ao toque das trombetas. Ser honesto nos negócios e na vida moral, dar os dízimos, cuidar da vida religiosa, são aspectos positivos de uma existência, mas perdem a essência se não partirem de dentro pra fora. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia. Mateus 23:26-27.

Sem a justificação, o que se pode alcançar é somente aparência de santidade. Os judaizantes queriam impor aos nascidos de novo muitas obrigações religiosas na nova vida: " não proves, não toques, não manuseies". O apóstolo Paulo diz que tais preceitos tem, na verdade, certa aparência: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. Colossenses 2:21-23. Muito ponderado e significativo foi o que disse João Wesley sobre santificação: A religião não consiste de negações, nem de moralidade exterior, nem de opiniões ortodoxas; é a criação de uma nova natureza em nós.

A santificação começa pelo coração. É uma obra divina, sobrenatural, conforme a expressão de Spurgeon: A verdadeira religião é sobrenatural no seu começo, sobrenatural na sua continuação e sobrenatural na sua conclusão. É obra de Deus do começo ao fim. O que a lei não pode fazer e os esforços dos homens realizarem, a graça faz. Observamos um fenômeno interessante: as folhas murchas e amareladas nas árvores, que os vendavais não conseguem derrubar, caem com naturalidade. Depois a abundante seiva começa a vitalizar a árvore.

O terceiro "portanto": Rogo-vos, portanto, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. Romanos 12:1. Do capítulo 3 ao capítulo 12,encontramos o que Deus fez por nós em Cristo. Do capítulo 12 ao capítulo 16, temos o nosso viver prático como cristãos. E este viver está intimamente ligado à nossa entrega total ao Senhor, porque dependemos completamente do Senhor. Não se vive a vida cristã sem a vida cristã para viver. O novo nascimento é o começo da caminhada cristã. Pela porta, dá-se o início de uma longa caminhada.

O que é consagração? Consagração é um ato voluntário daquele que foi salvo pela graça, para ser trabalhado por Deus. O crescimento de um regenerado está profundamente ligado a este ato de entrega. O holocausto exemplifica perfeitamente este ato. O ofertante entregava a oferta para o sacerdote, e este, por sua vez, matava o animal e o colocava sobre o altar. E CHAMOU o SENHOR a Moisés, e falou com ele da tenda da congregação, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando algum de vós oferecer oferta ao SENHOR, oferecerá a sua oferta de gado, isto é, de rebanho ou de gado miúdo. Se a sua oferta for holocausto de gado, oferecerá macho sem defeito; à porta da tenda da congregação a oferecerá, de sua própria vontade, perante o SENHOR. E porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação. Depois degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação. Então esfolará o holocausto, e o partirá nos seus pedaços. E os filhos de Arão, o sacerdote, porão fogo sobre o altar, pondo em ordem a lenha sobre o fogo. Também os filhos de Arão, os sacerdotes, porão em ordem os pedaços, a cabeça e o redenho sobre a lenha que está no fogo em cima do altar; Porém a sua fressura e as suas pernas lavar-se-ão com água; e o sacerdote tudo isso queimará sobre o altar; holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao SENHOR. Levítico 1:1-9.

Há uma riqueza de detalhes nesta oferta. O holocausto representa Cristo oferecendo-se a Si mesmo para o cumprimento perfeito da vontade de Deus. "O macho sem defeito" era uma figura do Senhor Jesus sem pecado. "Porá a sua mão sobre a cabeça do holocausto" tipifica nossa identificação na morte e ressurreição.
A DEUS toda a Glória!

REPENTINA DESTRUIÇÃO.

Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. I Tessalonicenses 5:1-3.

Quero deixar uma coisa bem clara nesta manhã para que ninguém fique temeroso com relação aos acontecimentos dos útlimos dias. Os juízos de Deus atacam repentinamente, mas não sem aviso. Deus prometeu que nada faria, incluindo fazer justiça, sem contar aos seus profetas o que viria. Vamos ler esta verdade em Amós 3:7: Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.

Temos de estar sempre atentos à voz da trombeta. Trombeta significa a voz de advertência. Noé fez soar a última trombeta à sociedade condenada, no segundo mês, no décimo sétimo dia. Deus é tão minucioso que indica até o dia! Por cento e vinte anos a trombeta esteve nos lábios de Noé, advertindo, apelando. Então, na noite do décimo sexto dia, no segundo mês, Deus fechou o patriarca e sua família na arca, fazendo-o saber que hoje à noite soa a última trombeta! Amanhã, a Mãe Terra terá justiça!" No ano seiscentos da vida de Noé, aos dezessete dias do segundo mês, nesse dia romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as comportas dos céus se abriram, Gênesis 7:11.

E não é de admirar que o dia de juízo virá quando a sociedade ficar obcecada com a prosperidade e a segurança. A destruição repentina estará prestes a irromper no dia que a mente dos homens estiver concentrada nas riquezas. Loucura pelo dinheiro! Ganância! Acumular! Entesourar! Jesus advertiu-nos de que será um tempo quando o coração dos homens desmaiarem de medo, observando as coisas terríveis que acontece sobre a terra. Os homens buscam ansiosos alguma coisa certa, alguma coisa segura. O texto não diz que será um tempo de paz e segurança, apenas que eles dirão; "Paz e segurança." Será sobre isso que todos conversarão. Os assuntos versarão sobre dinheiro, coisas, investimentos, como encontrar um lugar seguro para seus bens! Mas vejamos o que diz a Palavra de Deus em Lucas 12:20-21: Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Nunca na história do mundo os homens se tornaram tão impelidos por uma busca ao dinheiro. Prosperidade é o sonho mundial! O mercado de ações tornou-se um gigantesco cassino. Milhões de pessoas jogam na loteria, na esperança de enriquecer-se da noite para o dia. Por que tal obsessão para fazer-se próspero? Por que todos sabem que a tormenta se aproxima! O mundo inteiro aguarda com ansiedade aquele dia quando a desintegração financeira atacar. Estão tentando assegurar-se contra aquele tempo horrível, esperando superar a tempestade. A obsessão da prosperidade tem corrompido até mesmo a igreja. Como Paulo ficaria triste se soubesse que chegaria um dia quando os ministros do evangelho tornariam a aliança de Cristo numa aliança de dinheiro! A igreja outrora levantava-se perante o mundo como um testemunho contra a ganância e o materialismo, contra o amor às coisas, contra o amor do indivíduo a si mesmo, contra o acúmulo de riquezas e a cobiça. Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; 1 Timóteo 6:17.

A repentina destruição pode significar mais do que um holocausto da bomba atômica. Por um só acontecimento repentino, uma só catástrofe, o sonho do mundo pode tornar-se um horrível pesadelo. Coramos de vergonha ao ouvir que um pregador gastou fortunas de dinheiro com carros fantásticos, jóias, casas luxuosas, vinhos caros! hoje o nome de Jesus tornou-se alvo de piadas e sátira. Jesus tornou-se a canção dos ébrios! Basta você ficar apenas alguns minutos diante da televisão que você verá em algum noticiário, onde o mundo inteiro é informado de que o grande pregador contra o pecado foi apanhado em flagrante pecado de prostituição! Em meio a tudo isso, estas terríveis palavras do apóstolo Pedro soam verdadeiras: Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? 1 Pedro 4:17.

Amada igreja juízos de Deus em sua casa são tão repentinos e amedrontadores, que os ouvidos dos homens tinem quando ouvem falar deles! Quando Deus julgou a casa de Eli, ele disse: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que a ouvir lhe tinirão ambos os ouvidos. Porque já lhe disse que julgarei a sua casa para sempre, pela iniqüidade que ele bem conhecia, porque seus filhos se fizeram execráveis, e ele os não repreendeu. 1 Samuel 3:11 e 13. Quando Deus julgou a Israel e a casa de Manasses por corrupção, ele disse: Eis que hei de trazer tais males sobre Jerusalém e Judá, que todo o que os ouvir, lhe tinirão ambos os ouvidos. 2 Reis 21:12.

Tinir os ouvidos em hebraico significava: "vibrar os ouvidos e fazê-los ficar vermelhos de vergonha." Até o ímpio terá ouvidos ruborizados! Se Deus vibrar os ouvidos desta nação pelo que eles vêem e ouvem de seus juízos sobre a igreja, que tipo de juízos repentinos e temíveis cairão sobre esta sociedade? Os veículos noticiosos desta nação têm-se deleitado em fazer comédia dos cristãos. Têm feito a nação descrer de toda pregação de santidade, convertendo todos os ministros em charlatães e vigaristas! As salas de bares estão infestadas de zombadores. Eles erguem seus drinques para brindar, rindo-se: "A todos os pregadores do fogo do inferno!" Contudo, seria melhor que obtivessem um resultado mais alto, porque tudo isso vai mudar da noite para o dia! Deus tinirá os ouvidos do mundo agora porque a sociedade é a próxima, nossos governos são os próximos e nossas instituições financeiras são as próximas! A palavra destruição, conforme empregada aqui, refere-se a ruína, morte! Ruína e morte repentina! O juízo na casa de Deus é Deus disparando um tiro de advertência sobre a proa do navio do estado. Em breve ele exigirá um golpe certeiro! Os homens não vão querer ouvir e tentarão tapar os ouvidos. As notícias serão inacreditáveis! Chocantes! Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos, 2 Pedro 2:12.

Jesus disse que devemos regozijar-nos quando estas coisas acontecerem, porque significa que nossa redenção está próxima. Mas quem são esses que podem regozijar-se à beira de tanta destruição? Deus está chamando o seu povo para vigiar e ser sóbrio, visto que o dia da destruição se aproxima. Uma vez que cremos em nossa morte e ressurreição com Cristo, somos filhos da luz e agora o que nos cabe é vigiarmos e sermos sóbrios. Porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 1 Tessalonicenses 5:5-6.

O que ele está dizendo é: "Aquilo que é para este mundo uma trágica noite de trevas e destruição, é o raiar de um novo dia para todos que vigiam e são sóbrios. Este dia de trevas e de juízo abrasador nada tem a ver conosco!" Tão certo como não somos deste mundo, não estamos destinados para trevas e destruição, pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:9.

Quando as dores de parto aumentam, isso significa algo glorioso para a noiva de Cristo! É sua contagem regressiva para a destruição; é nossa contagem regressiva para a glória! É o encontro deles com a ira; é nosso encontro com a ressurreição! Eles chorarão e rangerão os dentes; nós nos regozijaremos e daremos brados de alegria! Portanto, Estejamos atentos! Talvez neste exato momento você esteja bebendo o vinho diabólico da destruição, o vinho de quem anda sempre ocupado com as coisas do mundo enão tem tempo para Deus. A Bíblia avisa que Satanás tentará enganar, se possível fosse, até os eleitos. Muitas vezes me tenho perguntado como seria isso possível. Não é por adultério, imoralidade, orgulho, maus hábitos, mas por deixar que algo bom, algo que vale a pena, domine o coração, ou seja, pelo uso do que é legítimo ao ponto de induzir ao erro o coração e consumir todo o nosso tempo. Portanto estejamos sempre vigiando, porque Pedro nos diz que: Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, 2 Pedro 3:10,11 e 14.

Quão maravilhoso é saber que não temos necessidade de temer os pavorosos dias de ira e indignação que estão logo adiante. Vivos ou mortos, somos do Senhor. A repentina destruição com certeza virá sobre os perversos; mas a glória repentina aguarda os vencedores. Este não é tempo de estar flertando com algum pecado oculto. Não é tempo de estar ociosos durante horas em frente à TV, desperdiçando preciosos momentos que deviam ser passadas em oração e devoção. A trombeta de Deus está soando alto e claro. Não temos desculpas, e em breve seremos sobressaltados pelas velozes e nefastas explosões de terror, desastres e tribulações pelo mundo todo. Os que conhecem o Senhor e andam na sua justiça não terão medo. Eles estarão nas linhas de frente do campo de batalha espiritual, e vencendo todos os principados e forças das trevas pela oração intercessora. Faríamos bem em crer nisso e ter nossos corações preparados. AS MUDANÇAS ESTÃO CHEGANDO - MUDANÇAS INCRÍVEIS. Repentinas e nocivas! Mas também, num abrir e fechar de olhos, aqueles que foram crucificados com Cristo, que são os autênticos filhos de Deus serão transformados de mortais para imortais. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. 1 Coríntios 15:52. Amém.
Pr Claudio Morandi
prclaudiomorandi@hotmail.com
A DEUS toda a Glória!

CRISTO:A OBEDIÊNCIA DO PECADOR.

Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos. Romanos 5:19.

Estas palavras nos revelam o que recebemos graças à obra de Cristo. Da mesma forma como o fato de estarmos em Adão nos torna pecadores, por estarmos em Cristo somos feitos justos. Essas palavras também nos revelam exatamente o que é em Cristo que nos torna justos. Assim como a desobediência de Adão nos deu a natureza de pecador, a obediência de Cristo nos faz justos. Nós devemos tudo à obediência de Cristo. Entre todos os tesouros da nossa herança em Cristo, este é um dos mais ricos. Quantas pessoas nunca o estudaram, a tal ponto de amá-lo e se deleitar nele, e assim obter dele a bênção completa! Ao estudarmos o papel da obediência de Cristo na sua obra para nos salvar, veremos nela a verdadeira raiz da nossa redenção e saberemos dar-lhe o devido lugar no nosso coração e na nossa vida. A única coisa que Deus pediu a Adão no paraíso foi obediência. A única coisa através da qual uma criatura pode glorificar a Deus ou gozar do seu favor e sua bênção é a obediência. A única causa do poder que o pecado conseguiu no mundo e da ruína que ele desencadeou; é a desobediência. Toda a maldição do pecado que recai sobre nós é devido à desobediência a nós imputada. Todo o poder do pecado que opera em nós nada mais é que isto: que ao recebermos a natureza de Adão, herdamos também a sua desobediência e, conseqüentemente, nascemos já como "filhos da desobediência". Efésios 2:2. Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência.

É evidente que a única obra para a qual seria necessário que Cristo viesse era, precisamente, remover essa desobediência. A desobediência é a raiz de todo pecado e miséria. O primeiro objetivo da sua obra salvadora foi cortar de vez a raiz do mal e restaurar o homem para o seu destino original: uma vida em obediência ao seu Deus. Mas como o nosso Senhor Jesus Cristo fez isso? Em primeiro lugar, ele o fez vindo como o segundo Adão para desfazer o que o primeiro tinha feito. O pecado nos fez acreditar que era uma humilhação sempre ter que buscar e fazer a vontade de Deus. Cristo veio para nos mostrar a nobreza, a bênção, o caráter celestial da obediência. E o que nos deixa assombrados é que o próprio Cristo aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Hebreus 5:8. Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu.

Quando Deus nos deu o manto de criatura para usar, não sabíamos que sua beleza, sua pureza imaculada, era a obediência a Deus. Cristo veio e vestiu aquele manto para nos mostrar como usá-lo e como, através dele, podíamos entrar na presença e glória de Deus. Cristo veio para vencer e, assim, carregar para longe nossa desobediência, substituindo-a com sua própria obediência sobre nós e em nós. O poder da obediência de Cristo seria tão universal, tão poderoso e tão profundamente arraigado quanto à desobediência de Adão? Podemos afirmar com base nas Escrituras que sim, e muito mais ainda! O objetivo da vida de obediência de Cristo era triplo:

(1) Como um exemplo, para mostrar-nos o que é a verdadeira obediência;
(2) Como nossa garantia, satisfazendo pela sua obediência toda a exigência da justiça divina por nós;
(3) Como nossa Cabeça, para preparar uma natureza nova e obediente a ser comunicada para nós, ou seja, a nossa obediência mora dentro de nós que é Cristo. E levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo, 2 Coríntios 10:5b.

Cada pessoa que quiser compreender plenamente o que é obediência deve considerar bem o seguinte: é a obediência de Cristo que é o segredo da justiça e da salvação que encontro nele. A obediência é a verdadeira essência dessa justiça: obediência é salvação. Em primeiro lugar, precisamos aceitar, confiar e regozijar-nos na obediência de Cristo para cobrir, engolir e aniquilar terminantemente toda nossa desobediência. Essa precisa ser a base inabalável, invariável, jamais esquecida, da nossa aceitação por Deus. E, depois, a obediência dele torna-se o poder de vida da nova natureza em mim, assim como a desobediência de Adão era o poder que me governava até então. A minha sujeição à obediência é a única maneira que posso manter a minha relação com Deus e com a justiça. A obediência de Cristo à justiça é o único começo de vida para mim; minha obediência à justiça é sua única continuação. Há somente uma lei para a cabeça e para os membros. Tão certamente como a desobediência e a morte foram à lei para Adão e sua semente, a obediência e a vida o são para Cristo e sua descendência. Nós que fomos incluídos em Cristo em sua morte e ressurreição temos toda a suficiência para sermos obedientes em tudo. 2 Coríntios 2:9. E foi por isso também que vos escrevi, para ter prova de que, em tudo, sois obedientes.

O único vínculo, a única marca de semelhança, entre Adão e a sua semente é a desobediência. O único elo de ligação entre Cristo e sua semente, a única marca de semelhança, é a obediência. Em Cristo, essa obediência era um princípio de vida. A obediência para ele não era um ato individual de obediência de vez em quando, nem mesmo uma série de atos, mas o espírito de toda sua vida. Ele veio ao mundo com um único propósito. Ele vivia somente para fazer a vontade de Deus. O poder supremo, a força mestre de toda sua vida, era a obediência. Vamos ler em João 6:38. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou. Ele deseja produzir o mesmo em nós. Foi isso que prometeu quando disse: Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe. Mateus 12:50. O vínculo dentro de uma família é a vida comum compartilhada por todos e uma semelhança familiar. O elo entre Cristo e nós é que ele e nós juntos fazemos a vontade de Deus. Em Cristo, essa obediência era uma alegria, pois vemos isso claramente em Salmos 40:8. Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei.

Nossa comida é refrigério e revigoramento. O homem saudável come seu pão com alegria. Mas comida é mais do que prazer, é uma necessidade vital. Da mesma forma, fazer a vontade de Deus era a comida da qual Cristo sentia fome e sem a qual ele não podia viver. Era a única coisa que satisfazia sua fome, que o refrescava, o fortalecia e o tornava feliz. Foi o Jesus quem disse em João 4:34. Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.

Em Cristo, essa obediência levava a uma espera pela vontade de Deus. Deus não revelou toda a sua vontade a Cristo de uma só vez e, sim, dia a dia, de acordo com as circunstâncias da ocasião. Na sua vida de obediência, havia crescimento e progresso; a lição mais difícil veio por último. Cada ato de obediência o preparava para a nova descoberta do próximo comando de Deus. É quando a obediência se torna a paixão da nossa vida que nossos ouvidos serão abertos pelo Espírito de Deus para aguardar os seus ensinamentos, e não nos contentaremos com nada menos que uma orientação divina para nos conduzir à vontade de Deus para nós. Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos. Salmos 40:6a.

Em Cristo, essa obediência foi até a morte. Quando ele disse: "Eu não vim para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou", ele estava pronto para ir às últimas conseqüências para negar a sua própria vontade e fazer a vontade do Pai. Ele não estava brincando. "Em nada a minha vontade; a todo custo a vontade de Deus". Esta é a obediência para a qual ele nos convida e nos capacita. Essa entrega de coração à obediência em tudo é a única verdadeira obediência, a única força capaz de nos levar à vitória. Quem dera que os cristãos compreendessem que nada menos do que isso é o que traz alegria e força para a alma! Em Cristo, essa obediência nascia da mais profunda humildade. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Filipenses 2:5,6 e 8.

Ao homem que está disposto a se esvaziar por completo, a se tornar e a viver como servo, "um servo obediente", a se humilhar profundamente diante de Deus e dos homens, é para este homem que a obediência de Jesus descortinará toda sua beleza celestial e seu poder constrangedor. Pode ser que haja em nós uma vontade muito forte que secretamente confia em si mesmo e que falha nos seus esforços para obedecer. É quando caímos cada vez mais baixo diante de Deus em humildade, em mansidão, em paciência, em total resignação à sua vontade, dispostos a nos curvar em absoluta incapacidade e dependência dele, que nos será revelado que a única obrigação e bênção de uma nova criatura é obedecer a este glorioso Deus! Veja onde está o prazer de Deus em cada um de seus filhos que passaram pela cruz: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. 1 Samuel 15:22.

Em Cristo, essa obediência provinha da fé e em total dependência da força de Deus. Lembram do que Jesus disse: "Eu não faço nada por mim mesmo." "O Pai que está em mim é quem faz as obras". A resposta à entrega sem reservas do Filho à vontade do Pai foi a concessão ininterrupta e irrestrita pelo Pai de todo o seu poder para operar nele. Assim também será conosco. Se aprendermos que a proporção em que desistirmos da nossa própria vontade será sempre a mesma medida da concessão do seu poder a nós, veremos que uma rendição à obediência total nada mais é que uma fé completa de que Deus haverá de operar tudo em nós. Vamos fixar a nossa atenção em Cristo, examinando-o como servo obediente e confiando nele como nunca antes. Seja este o Cristo que recebemos e amamos, e com quem procuramos nos parecer. Como a sua justiça é a nossa esperança, deixemos que a sua obediência seja nosso único desejo. Que nossa fé nele, com sinceridade e confiança no poder sobrenatural de Deus operando em nós, receba Cristo, o obediente, verdadeiramente como nossa vida, aquele que habita em nós. Pois como disse François Fenelon: Paz e consolo não podem ser encontrados em lugar algum senão na simples obediência. Eu e você não somos obedientes, mas quando ganhamos a experiência com o Senhor Jesus Cristo, O obediente vem habitar dentro de cada um de nós e nos tornando suficientes para a obediência. Em nós não há nada que nos permita afirmar que somos capazes de fazer esse trabalho, pois a nossa capacidade vem de Deus. 2 Coríntios 3:5 (LH). Amém.






Pr Claudio Morandi
prclaudiomorandi@hotmail.com

A DEUS toda a Glória!

REFLEXÃO DO DIA:FAÇA DE MIM O QUE DESEJAR.

"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor" (Salmos 122:1).

Eu sou sua igreja. Faça de mim o que você desejar. Eu deverei refletir você tão claramente quanto um espelho. Se minha aparência exterior é agradável e convidativa, é porque você me faz assim. Se em meu interior a atmosfera espiritual é aprazível e também séria; reverente e também amigável; cheia de adoração e também sincera; simpática e também forte; divina e também expressa humanamente; é somente a manifestação do espírito daqueles que constituem minha comunidade. Mas se você me acha um pouco fria e enfadonha, imploro-lhe que não me condene, porque eu mostro apenas o tipo de vida que recebo de você. Eu não tenho nenhum tipo de vida ou espírito separado de você. De uma coisa você pode ter certeza: eu respondo instantaneamente a todo desejo expresso por você, pois, sou a imagem refletida de sua alma. Faça de mim o que desejar.

Que análise fazemos de nossa igreja? Como sentimos sua oração, seu louvor, sua comunhão e o seu trabalho evangelístico? Tem ela enchido nosso coração de gozo e alegria? Temos sentido ali a presença do Senhor Jesus? Temos sentido sua falta quando, por um motivo qualquer, não podemos estar em suas reuniões? Quando isso acontece, podemos nos regozijar porque o Senhor habita, verdadeiramente, em nossas vidas.

Você tem achado sua igreja dispersa, sem atrativos, chata e desagradável? Costuma arrumar desculpas para não participar das reuniões? Tem escolhido sempre outros programas mais interessantes do que os cultos durante toda a semana? Coloque sua vida no altar de Deus e peça-lhe que transforme o seu coração porque o que você sente nada mais é do que o reflexo de sua vida espiritual sem alicerces.

A nossa igreja é cheia do poder quando nós nos colocamos ali de forma a ser bênção. É cheia de amor quando abdicamos da mesquinhez dos nossos interesses pessoais. É alegre e viva quando esquecemos dos problemas que lá fora ficam e derramamos nossa alma na presença de nosso Salvador.

Sua igreja é você. Faça dela um oásis de felicidade.





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS toda a Glória!

sábado, 29 de novembro de 2008

REFLEXÃO DO DIA:OFERECENDO O QUE DESEJAMOS RECEBER.

Oferecendo O Que Desejamos Receber

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós" (Mateus 6:14).

Helena e Renato eram irmãos. Eles viviam brigando um com o outro e seu pai estava muito triste com a disputa entre eles. Helena, em lágrimas, vai até o pai e diz: "Papai, eu sinto muito por estar causando tanta infelicidade para você. Me desculpe, por favor. Mas, enquanto seu pai a abraçava, ela, com o rosto colado às suas costas, fazia careta para o Renato que estava atrás dele. O pai deseja perdoá-la, mas não pode até que ela se entenda com o irmão. "Você precisa se entender com o Renato primeiro", diz sabiamente o pai. "Se você se entender com o Renato, avise-me, para que eu possa amar a ele e a você também".

Até que ponto temos procurado agir com as pessoas da forma que gostaríamos que elas agissem conosco? Temos o costume de reparar nos erros do nosso próximo, na falta de comunhão, de amor e solidariedade, sem perceber que fazemos a mesma coisa?

Queremos que as pessoas nos valorizem, nos ajudem nas horas de dificuldades, nos momentos de maiores aflições. Mas quando estamos bem, temos estendido a mão para abençoar? Temos emprestado o ombro para um amigo chorar? Temos repartido o que temos, mesmo que seja pouco?

Quando estamos mal espiritualmente nós procuramos o Senhor e pedimos Sua ajuda. Falamos de nossa tristeza, das lutas que estamos enfrentando, das horas que nos sentimos sozinhos e desamparados, e Ele nos abraça, nos consola, limpa nossas lágrimas e nos cobre com Seu carinho. Pedimos perdão pelas nossas falhas e Ele nos revela seu amor acompanhado do perdão que tanto almejamos.

E quando alguém vem a nós com o mesmo propósito? Nós também oferecemos nosso perdão? Esquecemos as desavenças e restabelecemos uma relação de amor e amizade? Passamos a conviver como se as disputas do passado não mais existissem?

Aja com seu próximo como deseja que Deus aja com você. Você viverá muito melhor.





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br
A DEUS TODA A GLÓRIA!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

REFLEXÃO DO DIA - O RECITAL DA VIDA.

O Recital Da Vida

"ele me ensinava, e me dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus mandamentos, e vive" (Provérbios 4:4).

Um jovem estudava violino com um mestre mundialmente famoso. Finalmente chegou o dia em que ele apresentou seu primeiro recital. A cada música apresentada, o público se manifestava com calorosos aplausos, mas ele não se mostrava satisfeito. Mesmo após o último número, quando a platéia aplaudiu com euforia, o talentoso violinista continuava dirigindo seu olhar para um homem velho sentado junto a uma sacada. Por fim aquele homem de cabelos grisalhos sorriu e sacudiu a cabeça em aprovação. Imediatamente o jovem relaxou e irradiou toda a sua felicidade. O homem na sacada era seu professor. O aplauso da multidão nada significou para ele até que ganhou a aprovação de seu mestre.

De que adianta agradar ao mundo e não agradar a Deus? De que serve a notoriedade entre os homens se não temos a aprovação do Senhor? Que nos aproveitará os aplausos da multidão se não contamos com os aplausos do nosso Mestre?

A Palavra de Deus nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus. Quando estamos colocados na presença do Senhor Jesus e a nossa vida glorifica o Seu nome, tudo o que fizermos será bem sucedido e em todas as nossas atitudes receberemos aplausos. E esse justo reconhecimento deve-se ao fato de termos o Senhor em nossos corações e a tudo que Ele realiza em nós e através de nós.

Nos recitais da vida poderemos colocar em prática tudo o que aprendemos aos pés do nosso Mestre. Ele nos fará brilhar, nos dará vitórias em todos os empreendimentos, alegrará sobremaneira o nosso coração e estará sempre perto de nós, para sorrir e sacudir a cabeça mostrando aprovação. Será isso o que importará para nós e o que motivará toda a nossa existência.

Você está pronto a apresentar o seu recital de louvor e engrandecimento do nome de Jesus?





Referência: Paulo Roberto Barbosa, Email: tprobert@terra.com.br

A DEUS toda a Glória!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

CRISTO - TUDO EM TODOS.

por T. Austin-Sparks.
Cl 1:18 = “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia”.
Cl 3:11 = “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”.

Muito tem sido feito nos últimos dias para trazer as grandes magnitudes do universo à compreensão do homem e mulher comuns. Isto significa que muitas pessoas estão interessadas na explicação do universo e, sem dúvida alguma, do curso desta Terra e da criação e história do homem; mas cremos ter a resposta final e positiva para esta investigação. Para nós há somente uma definida e conclusiva explicação do universo, e esta explicação é uma Pessoa – o Senhor Jesus Cristo, com tudo que é eternamente relacionado a Ele. Não importa quanto leiamos e estudemos, nunca teremos a explicação do universo, no todo ou em parte, até que venhamos a enxergar o lugar do Senhor Jesus no eterno propósito de Deus. As simples contudo abrangentes palavras “Cristo é tudo em todos” resumem toda a matéria desde a eternidade, através de todos os estágios de tempo, até a eternidade.

Primeiramente, então, vemos que “Cristo é tudo em todos” significa:

1. A explicação da própria criação

Esta carta aos colossenses faz esta mesma declaração em outras palavras. Ela nos diz que “pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (1:16-17). Esta é uma declaração abrangente, e claramente mostra que Cristo sendo tudo em todos é a explicação de toda a criação. Por que foram todas as coisas criadas? Por que Deus por meio dele trouxe o universo à existência? Por que este grande sistema universal existe e se mantém? Qual é a explicação do mundo? A resposta é para que Cristo possa ser tudo e em todos.

A intenção no coração de Deus ao ter trazido este universo à existência era que, ao final, toda a criação pudesse apresentar a glória e a supremacia de Seu Filho, Jesus Cristo. E este específico pequeno fragmento “e nele tudo subsiste” diz muito claramente que, se não fosse o Senhor Jesus Cristo, o universo inteiro se desintegraria, desmembrar-se-ia; ele estaria sem seu fator unificador; ele cessaria de ter uma razão para ser mantido como uma completa e concreta unidade. Seu subsistir, sua falha em se desintegrar e acabar é por causa disto: Deus tem determinado que o Senhor Jesus será o centro – o centro governante – deste universo inteiro, e Ele, o Filho de Deus, é a explicação da criação. Se não fosse por Ele, nunca teria havido uma criação. Tire-o fora e a criação perde seu propósito e seu objeto, e não precisa mais ir adiante. “Cristo é tudo, e em todos” era o pensamento – o pensamento dominante – na mente de Deus durante a criação do universo.

Isto pode deixá-los indiferentes em certa medida e não levá-los muito longe, mas eu arrisco pensar que o que irei dizer irá levá-los um pouco mais adiante e aquecerá seus corações. Pois a perspectiva é esta, que quando Deus tiver as coisas como na eternidade passada determinou tê-las – e Ele irá tê-las assim – cada átomo deste universo inteiro irá mostrar a glória de Jesus Cristo. Vocês não serão capazes de olhar para algo ou alguém sem ver Cristo glorificado. Uma abençoada perspectiva!

É algo feliz quando, como um grupo de filhos do Senhor, nós podemos estar juntos por horas a fio ou mesmo dias a fio; quando nós estamos ocupados com o Senhor como nosso único interesse comum e todos estão enlevados nele. Quando temos um tempo como este e voltamos ao mundo, que atmosfera diferente encontramos! Como nos sentimos frios! É algo agradável encontrar o Senhor em seus filhos e estar enclausurado com Ele desta forma; contudo mesmo isto é apenas em parte. Todavia o eterno dia está chegando quando não haverá o voltar para o mundo em uma manhã de segunda-feira depois de um dia nos átrios do Senhor; quando estaremos tocando ninguém mais além do Senhor, e o universo inteiro estará cheio dele – “Cristo, tudo em todos”! Este é o alvo de Deus. Isto é o que Ele tem determinado; tudo mostrando o Senhor Jesus; tudo para Ele.

Agora vemos uns nos outros muitas outras coisas que não o Senhor Jesus; o dia está chegando quando vocês nada verão exceto o Senhor Jesus em mim, e eu nada verei exceto o Senhor Jesus em vocês; nós seremos “conformados à imagem do Seu Filho”: Sua glória moral brilhará e será mostrada; Cristo será “tudo em todos”. Deus o determinou, e o que Deus determinou, Ele terá. Esta, então, é a explicação da criação, que Cristo seja tudo, e em todos, e sobre tudo tenha a preeminência.

Em Romanos, o apóstolo Paulo tem uma declaração muito notável dentro deste contexto: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (8:19-22).

Notem o que isto realmente diz e implica. A criação está imbuída por uma expectativa ardente. Esta expectativa é com gemidos tais como em árduo trabalho, uma expectativa de esperança – não da dissolução do universo, sobre o quê certos cientistas tanto falam. Contudo, a esperança e os gemidos até o momento estão deliberadamente colocados sob um reinado de vaidade – feitos para ser tudo em vão – até um tempo e alvo fixados. Este clímax é em duas partes: uma, a revelação dos filhos de Deus; a outra – ligada com aquela – o livramento da criação de estar sujeita à corrupção.

Tudo isto é levado de volta à eternidade passada e unido com o Senhor Jesus como Filho: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (8:29).

Na passagem anterior há uma declaração definida e uma clara implicação. A declaração é que a criação estava sujeita à vaidade, e seu estado é o cativeiro da corrupção. Claramente, a implicação é que houve um tempo definido quando, por causa de sua corrupção, a criação inteira foi levada a uma condição na qual é forçada a gemer e se esforçar em direção a um alvo que não pode ser alcançado. É em conexão com isto que surge espaço para toda a gama e a natureza da interferência satânica na criação, a qual objetiva a desafiar o propósito divino final na criação e a frustrá-lo ao trazer corrupção. Tão universal foi esta corrupção que uma sentença de vaidade foi pronunciada sobre “toda a criação”. O efeito disto foi, e é, que a criação nunca pode atingir o objetivo de sua existência, salvo no campo da santidade e semelhança divina.
Aqui também se encaixa toda a gama da “redenção que está em Cristo Jesus”; a obra universal que Ele consumou por meio de Sua cruz destruindo a obra do diabo e, potencialmente, o próprio diabo; com todo o poder destruidor do pecado e destruidor da corrupção advindos de Sua natureza e vida sem pecado, a eficácia de Seu incorruptível sangue, e a provisão de justificação e santificação para todos os que crêem, estes por regeneração se tornando uma nova criatura em Cristo Jesus (2Co 5:17).

Apenas por este meio a criação pode ser liberta. Quando estes filhos de Deus forem manifestos – seu número completo – e todos que têm recusado esta salvação forem rejeitados do domínio de Deus, então a criação será liberta e sua intenção original será atingida, Cristo sendo tudo, e em todos.

2. A explicação do homem

Depois, em seguida, como uma parte central da criação, temos o homem. Qual é a explicação do homem? Qual é a explicação de Adão como o primeiro homem? Há uma pequena passagem da Escritura que responde a isto: “... Adão, o qual prefigurava aquele que havia de vir” (Rm 5:14), que é Cristo. Uma figura daquele que havia de vir; esta é a explicação do homem. Deus planejou que cada homem ingresso neste mundo seja conformado à imagem de Seu Filho, Jesus Cristo. Multidões perderão isto, mas haverá multidões tais que nenhum homem poderá enumerar, de cada tribo, raça, nação e língua, que alcançarão isto. Que alto chamado! Que concepção diferente do homem esta é daquela que é popularmente aceita, e que tremenda coisa a ser perdida! E ainda assim, há muitos que dizem reclamando que se tivessem podido escolher, nunca teriam vindo a este mundo. Tem havido aqueles que, numa hora de eclipse, maldizem o dia em que viram a luz. Ah! Mas algo deu errado aí; isto não é como o Senhor planejou que fosse. E não importa quantos dias depressivos tenhamos: quando nos perguntarmos depois de tudo se realmente vale a pena, retornemos em nosso íntimo ao pensamento de Deus. É nosso tremendo privilégio, a mais alta honra que podia ser conferida a nós do ponto de vista divino, que tenhamos nascido.

Nem sempre nos sentimos ou falamos deste jeito, mas constantemente somos compelidos a nos voltarmos ao ponto de vista de Deus sobre isto e a nos lembrarmos que Seu propósito é o de ter um universo povoado com tais que sejam conformados à imagem de Seu Filho, Jesus Cristo, um povo que é uma manifestação universal do Cristo glorificado com a glória do Pai. Este é um privilégio, uma honra, algo para o qual vale a pena ter nascido! Esta é a explicação do homem.

Podemos apenas tocar levemente muitos destes assuntos, e caminhar adiante.

3. A explicação da redenção

Além disso, esta palavra “Cristo é tudo em todos” é a explicação da redenção. As coisas, é claro, deram errado: o propósito de Deus sofreu interferência. Ele não poderia nunca ser frustrado completamente, mas houve outro que determinou, tanto quanto estivesse em seu poder, que aquela apresentação universal de Jesus Cristo – o “ser-tudo-em-todos” do Senhor Jesus – nunca acontecesse. Houve alguém que desejou ter aquilo para si mesmo – que ele pudesse ser o senhor universal da terra e céu. Esta interferência tem feito uma grande diferença por certo tempo. Ela tem interferido com o homem e o transformado em outro, aquém do que Deus pretendia que ele fosse. Ela tem arruinado a imagem.

No entanto, há redenção através da cruz do Senhor Jesus. Qual é a explicação da cruz? Por um lado, qual é a explicação de toda aquela expiação, aquela obra redentiva do Senhor Jesus ao tratar com o pecado, em tomar o pecado universal sobre Si, e ser feito uma maldição por nós, em nosso lugar?

E ainda, por outro lado, como complemento disto, qual é a explicação daquela cruz sendo operada no crente de forma que o crente se torne unido com Ele na semelhança de Sua morte e enterro como uma experiência espiritual? – toda aquela aplicação do Calvário que é tão dolorosa, tão terrível de passar através: sim, a desintegração do “velho homem”, o cortar fora do “corpo da carne”, aquele conhecimento interior do poder da cruz, tão terrível à carne. Qual é a explicação? Amados, é que Cristo seja tudo, e em todos.

Por que somos quebrados? Para dar lugar ao Senhor Jesus. Por que somos trazidos ao pó pelo Espírito Santo quando Ele opera a morte do Calvário sobre nós? De forma que o Senhor Jesus possa tomar o lugar que nós na carne temos ocupado. Algumas vezes entendemos errado esta aplicação da cruz. O inimigo está sempre em nosso ombro, insinuando e sugerindo a inclemência de Deus em nos esmagar, nos humilhar, nos reduzir a nada, e dizendo que não há fim nisto, tentando assim nos derrubar.

Amados, a cruz foi pretendida somente para fazer o Senhor Jesus tudo em todos, para nós. Devido ao modo como o Senhor tem tratado conosco, o modo pelo qual Ele tem aplicado a cruz, nos plantando naquela morte e enterro, não é verdade que nós O conhecemos de um modo que nunca O conhecêramos antes? Não é por este modo que Ele tem se tornado o que é para nós, cada vez mais e mais amado dos nossos corações? O aumento do Senhor Jesus em nós e para nós é pelo caminho da cruz. Sabemos muito bem que o nosso principal inimigo é o nosso eu, a nossa carne. Esta carne não nos dá descanso, nem paz, nem satisfação; não temos alegria nela. Ela é obsessiva, nos absorve, constantemente se pavoneia atravessando nosso caminho para nos roubar a verdadeira alegria de viver. O que deve ser feito com ela? Bem, na cruz e pela cruz somos libertos de nós mesmos; não apenas de nossos pecados, mas de nós mesmos; e sendo libertos de nós mesmos somos libertos para Cristo, e Cristo se torna muito mais que nós.

É um processo doloroso, mas gera um fim abençoado; e aqueles dentre nós que tenham tido a maior agonia ao longo deste caminho testificariam, eu creio, que o que isto nos trouxe do conhecimento e das riquezas do Senhor Jesus faz todo o sofrimento valer a pena. Assim é a obra do Senhor por nós! E a obra do Senhor em nós, pela cruz, somente é pretendida no pensamento divino para abrir espaço para o Senhor Jesus.

O altar de bronze do tabernáculo, assim como o do templo, era um altar bem grande. Era possível pôr toda a mobília restante do tabernáculo inteiro dentro dele. Sim, o altar tem que ser bem grande; deve haver um grande espaço para Cristo Crucificado. Ele irá preencher todas as coisas e Ele será a plenitude de tudo, e não haverá lugar para nós no final de tudo. Isto o deixa atônito? Certamente não. Assim a cruz, a obra de redenção através daquela cruz, tem como sua explicação simplesmente isto, que Cristo seja tudo, e em todos; que em todas as coisas Ele possa ter a preeminência.

Isto, pois, é a explicação de nossas experiências – o porquê do Senhor tratar conosco como Ele trata; o porquê dos crentes passarem através das experiências que atravessam; o porquê eles passam por coisas que ninguém mais parece chamado a atravessar; o porquê de algumas vezes eles quase invejarem os incrédulos pela vida fácil que tantos deles têm. Isto explica os tratamentos do Senhor com Israel no deserto. Mesmo após sua libertação do cativeiro e tirania do Egito, houve quebrantamento de corações e agonia. Por que esta disciplina? No deserto, eles ainda pensavam no Egito. A obra que o Senhor estava fazendo neles era de forma que Ele pudesse ser tudo neles e para eles. Se Ele cortava seus recursos naturais, era apenas para mostrar quais eram seus recursos celestiais. Se Ele cortava seu poder natural, era para que eles pudessem vir a conhecer o poder dos céus. O que quer que seja que Ele pudesse tirar deles ou os conduzir a, era com vista a tirá-los de si mesmos e com vista a que Ele mesmo pudesse ser tudo em todos.

Esta é a explicação de nossas dificuldades. O Senhor conhece como melhor tratar com cada um de nós, e Ele não usa métodos padronizados. Ele trata com você de um modo e comigo de outro. Ele sabe como nos conduzir a experiências que são bem calculadas para nos trazer à posição aonde o Senhor é tudo e em todos.

4. A explicação do crescimento cristão

O que é crescimento espiritual? O que é maturidade espiritual? O que é caminhar no Senhor? Temo que tenhamos idéias embaralhadas sobre isto. Muitos pensam que maturidade espiritual é um conhecimento mais abrangente da doutrina cristã, uma compreensão mais larga da verdade das Escrituras, uma ampla expansão do conhecimento das coisas de Deus; e muitas destas características são registradas como marcas de crescimento, desenvolvimento, maturidade espiritual. Amados, não é nada disso. A marca distintiva do verdadeiro desenvolvimento e maturidade espiritual é esta: que nós tenhamos crescido bem pouco e que o Senhor Jesus tenha crescido muito mais. A alma madura é aquela que é pequena a seus próprios olhos, mas em cujos olhos o Senhor Jesus é grande. Isto é crescimento. Nós podemos saber muitas coisas, podemos ter uma maravilhosa compreensão da doutrina, do ensino, da verdade, até mesmo das Escrituras, e ainda ser espiritualmente muito pequenos, muito imaturos, muito infantis. (Há muita diferença entre ser infantil e ser semelhante a uma criança). O crescimento espiritual real é somente isto: eu diminuo, Ele cresce. É o Senhor Jesus se tornando mais. Vocês podem testar o crescimento espiritual através disto.

Então, de novo, esta palavra é

5. A explicação de todo o serviço

O que é o serviço cristão de acordo com a mente de Deus? Não é necessariamente termos uma programação cheia de atividades cristãs. Também não é que estejamos sempre ocupados naquilo que denominamos “coisas do Senhor”. Não é a medida e a quantidade de nossa atividade e trabalho, nem o grau de nossa energia e entusiasmo nas coisas do reino de Deus. Não são nossos esquemas, nossos projetos para o Senhor. Amados, o teste de todo serviço é seu motivo. Será que o motivo é, do começo ao fim, que em todas as coisas Ele possa ter a preeminência, que Cristo possa ser tudo em todos?

Vocês conhecem as tentações e a fascinação do serviço cristão; a fascinação de estar engajado, de estar ocupado com muitas coisas; ter sua programação, esquemas, projetos; estar envolvido nestas coisas e sempre presente a elas. Há um perigo aí que tem apanhado multidões dentre os servos do Senhor. O perigo é que isto os leva à projeção, torna a obra deles; é a obra deles, interesses deles, e quanto mais governam e caminham nisto mais satisfeitos ficam.

Não, há uma diferença entre passar o dia no serviço cristão como mero desfrutar da atividade, com a fascinação disto e todas as vantagens e facilidades que isto provê para nós mesmos, e a gratificação disto à nossa carne – há uma grande diferença entre isto e “Cristo, tudo em todos”. Algumas vezes este último é alcançado ao sermos postos fora de ação. Pois então, este é o teste: se estamos ou não completamente satisfeitos de sermos colocados totalmente fora de ação para que tão somente o Senhor possa ser mais glorificado deste modo. Se tão somente Ele puder vir ao que é seu, não importa nada se somos vistos ou ouvidos. Estamos alcançando um lugar, na graça de Deus, aonde ficamos bem contentes em ser largados num canto, sem ser vistos ou notados, se deste modo o Senhor Jesus puder vir para o que é seu mais rápida e completamente.

De algum modo temos sido pegos nisto e pensamos que o Senhor somente pode vir ao que é Seu se nós formos o instrumento. A rivalidade na plataforma e no púlpito; a sensibilidade porque um é posto antes do outro, porque o sermão de um recebe mais atenção que o do outro; os comentários favoráveis feitos todos em uma só direção, etc! Conheço bem tudo isto. Afinal de contas, o que nós estamos buscando? Estamos buscando impressionar nossa audiência pela nossa habilidade ou fazer conhecido nosso Senhor? É uma grande diferença! Algumas vezes o Senhor ganha mais de nossos maus momentos do que pensamos, e pode ser que quando temos bons momentos Ele não tenha obtido o máximo. É por causa disto que há a necessidade de sermos postos de lado, mantidos fracos e humildes, para que Ele possa ter a preeminência.

O desafio do serviço conforme o pensamento de Deus é somente este – por que o estamos fazendo? Queremos estar na obra porque gostamos de estar ocupados? Ou é absolutamente e somente para que, por qualquer meio, Ele possa vir ao que é Seu, para que o alvo de Deus possa ser concretizado? Se Ele puder ser tudo, e em todos, pela nossa morte assim como pela nossa vida, será que chegamos ao ponto onde realmente desejamos que “Cristo seja glorificado em meu corpo, quer pela vida ou pela morte” (Fp 1:20)? Esta é a explicação do serviço do ponto de vista de Deus.

É claro, isto é a explicação de muitas outras coisas. É também...

6. A explicação de todo o Antigo Testamento

Nós não nos demoraremos examinando em detalhes como é isto, mas apenas o indicaremos e passaremos adiante. O que é o Antigo Testamento? Ele está todo resumido em grandes representações de Jesus Cristo. Veja as duas principais, o tabernáculo e o templo. Estas são representações abrangentes do Senhor Jesus tanto em Sua pessoa como em Sua obra e elas ocupam, desta forma, o lugar central na vida do povo escolhido, cuja vida é unida a elas. As duas são uma. Enquanto o povo eleito se mantém num relacionamento correto com aquele objeto central (o tabernáculo ou o templo), enquanto lhe dá seu lugar de honra e reverência e o mantém em seu lugar da mais alta santidade, enquanto eles são verdadeiros ao seu espírito, suas leis e seu testemunho, e embora sejam entre todos os povos da terra os menos capazes naturalmente de cuidar de seus próprios interesses, ainda assim são o povo supremo da terra: não há uma nação ou povo na terra capaz de permanecer diante deles. Eles nunca foram treinados na arte da guerra, não têm uma longa história de armas e estratégia militar, e são em si mesmos um povo indefeso, ainda assim eles tomam ascendência não apenas sobre nações individuais maiores e mais fortes que eles, mas sobre uma combinação de nações. E embora todos se unam contra eles, enquanto verdadeiros àquele objeto central, eles são supremos. Aquele objeto central é uma representação do Senhor Jesus em Sua pessoa e obra.

A interpretação espiritual disto é que quando o Senhor Jesus tem Seu lugar há supremacia; há absoluta supremacia quando Ele em todas as coisas tem a preeminência em, através e por meio de Seu povo. “Cristo é tudo em todos”. Quando isto é verdade em Seu povo não existem forças capazes de lhes resistir. O segredo da absoluta supremacia e soberania é o Senhor Jesus ter Seu lugar nas vidas e nos corações, em todos os afazeres e relacionamentos do Seu próprio povo; então os portões do inferno não poderão prevalecer.

Além disto, é também...

7. A explicação do Novo Testamento

O Novo Testamento traz diminutos grupos, pequenos entre os povos da terra, desprezados, expulsos, dificilmente permitidos a falar sem serem amargamente molestados, e sobre os quais eventualmente vinha a ira e o ódio organizado das nações deste mundo, culminando em que todos os recursos do grande império de ferro foram explorados e postos em operação para destruir a memória deste humilde e desprezado povo.

A história é exatamente esta, que os impérios quebraram, e os poderes mundiais cessaram de existir. Nós rodamos o mundo agora para olhar as relíquias e ruínas destes grandes impérios; mas onde está aquele povo do Caminho do desprezado Nazareno? Uma grande multidão que nenhum homem pode numerar! O céu está cheio deles, e aqui na terra há dezenas de milhares que conhecem e amam o Senhor Jesus, que são deste Caminho. A explicação é que Deus determinou que Seu Filho seja tudo, e em todas as coisas tenha a preeminência.

Tenha um relacionamento vivo com o Filho de Deus, e homens e inferno podem fazer o que quiserem – Deus irá atingir Seu alvo e tal povo será triunfante.
Uma palavra mais. Isto também é...

8. A explicação da Igreja

O que é a igreja? O pensamento de Deus não é o Cristianismo; não é o de ter igrejas como centros organizados do Cristianismo; não é a propagação do ensino e empreendimento cristãos. O pensamento de Deus é o de ter um povo na terra no qual, e no meio do qual, Cristo é tudo em todos. Esta é a igreja. Temos que revisar nossas idéias. No pensamento de Deus a igreja começa e termina com isto – a absoluta supremacia do Senhor Jesus Cristo. E o que Deus está sempre buscando é juntar aqueles de Seu povo que mais completamente concretizarão este pensamento dele, e serão para Ele a satisfação de Seu próprio desejo eterno: o Senhor Jesus em todas as coisas tendo a preeminência e sendo tudo em todos. Ele ignora a grande instituição, a assim chamada “Igreja”, e está com aqueles que em si mesmos são de um humilde e contrito espírito e que tremem diante de Sua palavra, e nos quais o Senhor Jesus é o único objeto de reverência e adoração. Estes satisfazem o coração de Deus. Estes, para Ele, são a resposta à Sua eterna busca.

Vocês percebem que a Palavra de Deus diz isto. Vejam novamente Cl 3:11: “no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos”. Eles têm se revestido “do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou”. Observem atentamente estas palavras e vocês entenderão que este é o homem corporativo, a Igreja, o Corpo de Cristo, “a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (Ef 1:23). E ali, naquele homem corporativo, não pode haver grego ou judeu. Note as palavras. Não diz que gregos e judeus se unem em uma abençoada comunhão. Não, não há nacionalidades na igreja; temos nos livrado de todas as nacionalidades, e agora temos um novo homem espiritual, uma nova criação, onde não pode haver grego, judeu, escravo, livre. Todas as distinções terrenas se foram para sempre – é um novo homem. O braço direito não é um judeu e o braço esquerdo um grego!

Não, isto passou. Nesta Igreja há apenas um novo homem – não uma combinação onde anglicanos, metodistas, batistas, congregacionais e todo o resto se juntam e esquecem suas diferenças por um tempo; isto não é a Igreja. Na Igreja estas diferenças não são meramente cobertas por um tempo – elas não existem. Há um Corpo, um Espírito. A Igreja é isto, “Cristo é tudo em todos”. Tenha isto e tem-se a Igreja. Chamar qualquer outra coisa de Igreja e deixar isto de fora é uma contradição. Testem-na através disto.

Se é verdade que a vida cristã conforme o pensamento e a mente de Deus é somente isto, “Cristo, tudo em todos”, então somos eu e você verdadeiros cristãos? Pois temos visto que mediante a cruz nós desaparecemos para dar lugar para o Senhor Jesus. Agora, se professamos ter vindo pelo caminho do Calvário até o Senhor, a implicação é que desaparecemos por intermédio desta cruz, para que Cristo seja tudo em todos.

O que pensar? Queremos nós um pedacinho do mundo? Nós ainda voluntariamente nos apegamos a esta ou aquela coisa fora do Senhor, porque o Senhor Jesus não tem nos satisfeito plenamente e precisamos ter um contrapeso? Um cristão mundano é uma contradição de termos. Ter um pouquinho de algo fora de Cristo é negar o Calvário e permanecer diretamente em oposição ao eterno propósito de Deus referente a Cristo. Você assume esta responsabilidade? Deus determinou isto desde toda a eternidade no referente a Seu Filho. Podemos nós professar pertencer ao Senhor Jesus e ao mesmo tempo ainda não ser verdade que Ele é tudo em todos para nós? Se podemos, há algo errado, há uma negação, uma contradição. Estamos nos opondo ao pensamento e propósito de Deus. É verdade que Ele é tudo em todos? Ele será isto se tomarmos todo o caminho.

Oh! Estas sugestões sutis que estão sempre sendo sussurradas em nossos ouvidos, que se desistirmos disto ou daquilo iremos nos arruinar, e a vida será mais pobre, e seremos reduzidos até que nada tenha restado. É uma mentira! É isto que contrapõe o grande pensamento de Deus sobre nós. O pensamento de Deus sobre nós é que alguém, nada menos que Seu Filho, Jesus Cristo, em Quem toda a plenitude da divindade habita em forma corpórea, seja a nossa plenitude. Toda a plenitude de Deus em Cristo para nós! Você nunca obterá isto ao rejeitá-lo. A vida será muito menos do que precisa ser se você não for até o fim com o Senhor. E o que se obtém em matéria de nossa consagração ao Senhor, nosso inteiro e completo abandono a Ele em nossa vida, nosso deixar completamente tudo que não é do Senhor, isto se obtém no domínio do serviço. Esta carne ama se jactar na obra cristã, e nos diz que se passarmos a ser dependentes do Senhor nós passaremos a ter um tempo de ansiedade. Mas uma vida de dependência de Deus pode ser uma vida de contínuo romance. É ali que fazemos descobertas que são constantes maravilhas.

Você pode estar quase morto num minuto e no seguinte o Senhor lhe dá algo para fazer e você fica muito vivo, dependendo dele para cada respiração sua. Assim você vem a conhecer o Senhor. Mas, depois daquela experiência, você se torna de novo inútil e morto por um tempo, contudo você se lembra de que o Senhor fez algo. Então Ele faz de novo; e a vida se torna um romance. Ninguém pensaria que você estava dependendo do Senhor para sua própria respiração. É algo muito abençoado saber que o Senhor está fazendo isto, quando você não pode fazê-lo de jeito nenhum – é humana e naturalmente impossível, mas o Senhor o está fazendo!

Prossigamos, amados, no assunto da Igreja. Apliquem o teste. Não estou falando com julgamento ou censura, nem tenciono discriminar num sentido errado, mas deixe-me ser fiel – para nós, nossa comunhão deve estar onde o Senhor Jesus é mais honrado. Nossa comunhão deve estar onde Deus tem o que é seu mais plenamente, onde Cristo é tudo em todos. Nós não podemos estar presos por tradições, por coisas que levantam um clamor e assumem uma denominação. Onde o Senhor é mais honrado, aí é onde nossos corações devem estar; onde tudo o mais é feito subserviente a apenas isto: “Cristo, tudo em todos”. Este é o pensamento de Deus sobre a Igreja, e este deve ser o lugar aonde nossos corações gravitam. O lugar onde Deus vai registrar Seu testemunho e trazer o impacto deste testemunho sobre outros será encontrado onde o Senhor Jesus é mais honrado. E vocês perceberão que onde houver pessoas famintas vocês terão oportunidade de ministério se vocês estiverem completamente em acordo com o propósito de Deus referente a Seu Filho.

9. Vivenciando tudo

Lembre-se que tudo relacionado ao cristão é experimental. Tudo em relação ao Senhor Jesus é essencialmente experimental. Não é apenas doutrina. Não é questão de credo. Não é que aceitemos certas declarações de doutrina ou credo, e que somente por isto sejamos trazidos a um relacionamento com o Senhor Jesus. Nós não nos tornamos cristãos por aceitar declarações doutrinárias ou credos ortodoxos, ou fatos sobre o Senhor Jesus. A Igreja não se constitui sobre estes parâmetros, embora a Igreja defenda certos princípios. A experiência tem que ser operada na vida, você deve ser tornar parte dela e ela parte de você. Não é suficiente crer que Cristo morreu na cruz. Isto deve se aplicar aqui em nossas vidas tornando-se uma experiência, uma poderosa e operante força e fator em nosso ser. A igreja não é constituída sobre uma base de declarações doutrinárias. Você não pode juntar pessoas e dizer: “isto parece perfeitamente confiável, constituiremos nossa igreja sobre esta base”. Você não pode fazer isto.

A Igreja é aquela na qual a verdade tem sido operada, na qual ela tem se tornado experimental. Credos não podem nos manter juntos quando o inferno se levanta para nos dividir. Não, o credo mais ultra-fundamentalista não tem conseguido manter as pessoas juntas. A unidade do Espírito é algo trabalhado lá dentro. A menos que seja assim, nada pode resistir contra os espíritos de divisão e cismas que estão por aí. Tudo precisa ser experimental, não apenas doutrinário ou confessional.

Agora, é aqui onde você chega à realidade de Deus. É uma coisa cantar hinos sobre Cristo ser tudo em todos, olhar para isto como algo objetivo e concordar com isto; mas é outra coisa ser trazido experimentalmente ao lugar onde a verdade realmente opera. Há muitos que dirão hoje “sim, isto está certo. Cristo é tudo em todos”, e amanhã de manhã, quando você os toca sobre algum assunto melindroso em que suas preferências estão envolvidas, você percebe que Cristo não é tudo em todos. Temos que chegar a isto pela experiência. Que o Senhor nos dê graça para isto.

O apelo final que faço é que nós todos busquemos novamente a entronização do Senhor Jesus como supremo Senhor em nossos corações, em cada parte de nossa vida, em todos os nossos relacionamentos; que se houver algo que temos segurado, que deixemos ir; se temos tido qualquer reserva, que a quebremos agora; se temos sido menos que completamente comprometidos com Ele, de agora em diante isto não seja mais assim, mas que Ele seja tudo em todos, a partir de agora. Este deve ser nosso entendimento, nosso compromisso com o Senhor. Fará você isto? Peça ao Senhor para quebrar cada amarra que está no caminho de Ele ser tudo em todos. Estamos preparados para isto?

Que o Senhor nos dê graça.
A DEUS toda a Glória!