VÍDEOS DE:ROMEU BORNELLI,STEPHEN KAUNG, WATCHMAN NEE...

Loading...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A FAZENDA: O SANTO E O PROFANO NA ROÇA.

Assistindo o telejornal na hora do almoço, ao mudar de canal, notei uma cena na Rede Record que me deixou um tanto pasmado! No programa “Hoje em Dia” Regis Danese cantando sua música (Como Zaqueu) com um coral nada santo – a Trupe do reality show “A Fazenda”. Foi muito engraçado ver aqueles artistas usando toda a sua capacidade de hipocrisia pra cantar frases com – “me ensina a ter santidade”. Não sei o porquê daquilo – se era pra agradar o bispo – já que emissora é dele – ou se era pra fazer tipo de boa gente. Alguém pode até conjecturar que isso é uma benção e que Deus está sendo louvado. Entretanto, a verdade é que isso é horrível e serve mais de profanação do sagrado que de louvor ao Deus vivo. Aqueles mesmos artistas são protagonistas de: Revistas Pornográficas, de Filmes Eróticos e de cenas nada ortodoxas em nossa sociedade. Eles não estavam cantando por acreditarem naquilo, mas por acharem a música bonita e nada mais. Como sei? Porque Jesus ensinou como julgar esse tipo de situação: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). O que quero externar aqui é que no Brasil está ocorrendo uma atividade sinistra, onde o santo e profano estão perdendo a referência e se misturando de maneira intrínseca no consciente coletivo das pessoas. “Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação...” (Mt 24.15) Todos sabem que o brasileiro, inclusive na cosmovisão de outros países, é conhecido pelo seu jeitinho – Ou seja, é conhecido pela sua pouca moralidade. O que observamos é hediondo, pois se o senso de moralidade for pervertido não restará muita coisa pra se fazer nesse país. Até na parada GAY músicas do gospel estão sendo cantadas, boates tocam hits do gospel e o inferno e o céu andam de mãos dadas em nossa sociedade. A Igreja é desafiada e os profetas se calam diante desse show de horrores promovidos por lobos transvertidos de ovelhas. Também o que se pode esperar de uma nação onde os políticos são corruptos com altivez? O que se pode esperar de uma igreja em que os clérigos roubam e quando são acusados dizem que estão sendo perseguidos por causa do evangelho? O que se pode esperar do Brasil onde se tem uma comunidade evangélica sem sabor e sem mudança de vida? Acredito que se os servos de Deus, que servem a Deus de verdade, não orarem com fervor por esta nação brasileira, a casa de Davi nunca será estabelecida. Se os profetas de Deus se omitirem nesse momento delicado, o Brasil entrará em uma rota de aniquilamento espiritual que não terá como ser revertida. Por isso, oremos! Autor: Pr João Flávio Martinez. É fundador do CACP, graduado em história e professor de religiões.

A RECEITA DA PROSPERIDADE.

A vida pode ser comparada a uma caminhada de maratona, por isso, o segredo do sucesso é a constância de propósito. Não é possível alcançar a fita de chegada se não houver uma determinação persistente em atingir o objetivo. Todo êxito se apoia na tenacidade. Há um provérbio antigo que sustenta: não é batendo com uma esponja que conseguiremos pregar um prego na parede. Todo sucesso, neste mundo, exige uma dose suficiente de esforço, para chegar ao seu auge, mas necessita de uma dose dobrada de perseverança. As grandes obras são executadas não tanto pela força, mas, principalmente pela perseverança. A prosperidade espiritual começa pela firmeza na meditação da Palavra. Antes de partirmos para os projetos de fé, precisamos conhecer os princípios de Deus que controlam os mecanismos do sucesso. Deus tem suas próprias regras que estabelecem as causas do progresso e promovem o incentivo de todo desenvolvimento. Sem os equipamentos da confiança profunda nos propósitos divinos, fica muito complicado a plena prosperidade. Nos tempos de crise, mais do que nunca, é imperioso o aprofundamento na meditação da Palavra, a fim de atingir às vertentes que suprem todas as nossas reais necessidades. Só quem cava fundo pode alcançar os lençóis abundantes. Se você comer de pé fará má digestão. Sente-se. Se você pensar correndo, fará má reflexão. Sente-se. Quanto mais meditamos na Palavra de Deus, mais condições temos de sentar na cadeira do êxito completo. Quanto maior for a pressão do horário e as exigências do mercado, procure ter mais tempo na presença de Deus, em comunhão com sua Palavra. Aqueles que conhecem os detalhes da intimidade serão aquinhoados com as confissões especiais. O segredo do Senhor é para os que o temem; ele lhes fará saber a sua aliança. Salmo 25:14. Uma vez consciente da importância da meditação na Palavra de Deus, precisamos saber controlar a nossa própria palavra. Pouca gente sabe, de fato, o valor da linguagem no contexto emocional. Muitas vezes o nosso fracasso é conseqüência fatal de nosso discurso capenga. Uma língua descontrolada e pessimista leva com assiduidade o seu dono a situações de aperto. Não é preciso nenhum empurrão quando escorregamos no lodo da saliva. A censura e as reclamações são negócios que podem ser mantidos com muito pouco capital. As lamúrias e murmurações freqüentemente conduzem ao desânimo. Muitos desastres vieram no bafo das palavras derrotistas e da lengalenga vitimada. Nada é tão aberto para o engano como a boca. A falta de um palavreado apropriado constitui numa receita sutil para a frustração. Os tropeços mais sérios com relação ao sucesso, sempre acontecem em razão deste dialeto deformado da choradeira. Por este motivo o Senhor mostrou a Josué a indispensabilidade de falar segundo o jargão dos céus: Não se aparte da tua boca o livro desta lei. O idioma da Bíblia cria um estilo de resultados favoráveis, pois as palavras são o conteúdo da mente. Quando conversamos na língua do reino de Deus com o sotaque celestial somos impregnados de uma atitude confiante e movidos por uma esperança indestrutível. A certeza da esperança é mais que vida. É saúde, força, poder, vigor, atividade, energia, coragem, beleza. Quem fala com a esperança das Escrituras, fala com a certeza da realização. Se a meditação contínua da Palavra de Deus e a expressão consolidada desta linguagem são de importância vital para o sucesso, não podemos, entretanto, olvidar o significado persistente da transpiração. A ampla competência somada ao desempenho responsável resultam sempre em celebração vitoriosa. Alguém já assinalou que o dicionário é o único lugar onde você encontrará sucesso antes de trabalho. Uma vida próspera é uma vida de realizações marcantes, e estas não surgem sem as evidências da capacidade, constância, dedicação e trabalho árduo. E o trabalho deve ser um prazer e não um castigo; um desafio e não uma obrigação; uma bênção e não um aborrecimento. Prosperidade sem trabalho é uma alternativa passageira. Aqueles que foram bafejados por algum incidente da sorte, se não trabalharem com sabedoria, servirão de exemplo aos efeitos da negligência. Se queremos gozar uma vida progressista temos que assumir uma postura executiva. Como ensinava Sócrates: Não é ocioso somente quem não faz nada, mas também quem poderia ser mais bem aproveitado. Na verdade, há muita gente que não progride porque usa desordenadamente o seu tempo. Sub-utilização da agenda é prejuízo irreparável. Desperdiçar tempo é esbanjar oportunidades. Em vez de permitir que um bando de tarefas arruaceiras me cerquem e me pisoteiem até à morte, eu as organizo em um único arquivo e as realizo uma de cada vez, ensinava Don Mallough. Não é bom tentar matar o seu tempo, pois certamente ele porá a última pá de terra em cima de suas expectativas. Por outro lado, há uma grande necessidade de encarar os perigos da prosperidade. As pessoas que alcançaram os graus mais elevados de uma vida bem sucedida, correm muito mais risco de serem escravizadas pelos sentimentos de soberba orgulhosa, do que aquelas que ainda lutam com suas deficiências de organização. Há menos pessoas que sobrevivem ao teste da prosperidade do que às pressões da pobreza. Por isso, é conveniente buscar a vida venturosa sob os auspícios da humildade cristã. Nunca use os privilégios da situação afortunada para propagar a excelência de sua personalidade espiritual. Não faça do êxito uma farda de distinção, nem censure os outros em razão de seus fiascos. Se há um terreno em que a prosperidade é sempre lucrativa é no âmbito do amor, pois a sua abundância em nós, se constitui na melhor expressão de servir aos menos favorecidos, com as riquezas de nossa prosperidade. Com toda certeza, podemos asseverar que só é próspero quem se preocupa com a prosperidade completa dos outros, uma vez que o amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de nossa vontade. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. 3João 2. Somente as almas prósperas investem profundamente na prosperidade dos outros, se alegrando quando estes alcançam o maior degrau nesta escalada. Guardai as palavras desta aliança, e cumpri-as para que prospereis em tudo quanto fizerdes. Deuteronômio 29:9. Autor: Pr Glenio Fonseca Paranaguá. www.assbetel.com.br

ORAÇÃO DE UM PROFETA MENOS.

Esta oração é pronunciada por um homem chamado a ser testemunha ante as nações, e foram estas as palavras que disse ao seu Senhor no dia em que foi ordenado. Depois de os anciãos e ministros terem orado e pousado sobre ele as suas mãos, retirou-se para estar a sós com o seu Salvador, no silêncio, mais além do que os seus irmãos bem intencionados o podiam levar. E disse: Senhor, escutei a tua voz e tive medo. Chamaste-me a uma tarefa solene numa hora grave e perigosa. Em breve abalarás todas as nações, a terra e também o céu, para que fique só aquilo que é inabalável. Senhor, nosso Senhor, aprouve-Te honrar-me chamando-me a ser teu servo. Só aceita esta honra aquele que é chamado a ser teu servo, visto ter de ministrar junto àqueles que são obstinados de coração e duros de ouvido. Eles Te rejeitaram, a Ti, que és o Amo, e não posso esperar que me recebam a mim, que sou o servo. Meu Deus, não vou perder tempo a deplorar a minha fraqueza ou a minha incapacidade para o trabalho. A responsabilidade é tua, não minha, pois disseste: “Conheci-te, ordenei- te, santifiquei-te”, e também: “Irás a todos aqueles a quem Eu te enviar, e falarás tudo aquilo que Eu te ordenar”. Quem sou eu para argumentar contigo ou para pôr em dúvida a tua escolha soberana? A decisão não é minha, mas sim tua. Assim seja, Senhor; cumpra-se a tua vontade e não a minha. Bem sei, Deus dos profetas e dos apóstolos, que, enquanto eu Te honrar, Tu me honrarás a mim. Ajuda-me, portanto, a fazer este voto solene de Te honrar em toda a minha vida e trabalho futuros, quer ganhando quer perdendo, na vida ou na morte, e a manter intacto esse voto enquanto eu viver. É tempo, ó Deus, de agires, pois o inimigo entrou nos teus pastos e as ovelhas são dilaceradas e dispersas. Abundam também falsos pastores que negam o perigo e se riem das ameaças que rodeiam o teu rebanho. As ovelhas são enganadas por estes mercenários e seguem-nos com fidelidade, enquanto o lobo se acerca para matar e destruir. Imploro-Te que me dês olhos bem abertos para descobrir a presença do inimigo; que me dês compreensão para distinguir entre o falso e o verdadeiro amigo. Dá-me visão para ver e coragem para declarar fielmente o que vejo. Torna a minha voz tão parecida com a tua que até as ovelhas doentes a reconheçam e Te sigam. Senhor Jesus, aproximo-me de Ti em busca de preparação espiritual. Pousa a tua mão sobre mim. Unge-me com o óleo do profeta do Novo Testamento. Impede que eu me transforme num religioso e perca assim a minha vocação profética. Salva-me da maldimais deve ser capaz de dizer: A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho Salmos 119: 105 Autor: A.W.Pink www.assbetel.com.br

A DOR ADORMECIDA.

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Marcos 11:25. Já vimos, em outra ocasião, que ninguém, no jogo desta vida, vive sem cotoveladas. Nestes estudos sobre a anistia, já constatamos também que é impossível um convívio normal isento de feridas e contusões. Todos nós, em algum momento de nossa existência, acabamos trombando com alguém ou recebendo alguma trombada que machuca e deixa sequelas graves. Tanto o que bate como o que apanha, de alguma maneira, termina sofrendo certas dores em razão dos esbarrões. As relações, daí para frente, não ficam à vontade. Há sempre uma ponta de desconforto por detrás dos bastidores e uma dor importuna, que pode até ficar adormecida nas entranhas, mas continua irritando os tecidos emocionais. A história da humanidade é uma crônica escrita com as dores agudas da alma, que evoluem lentamente até se tornarem em dores crônicas e difíceis de serem curadas. As pessoas que foram contundidas e não receberam o tratamento gracioso da cruz de Cristo, costumam ficar amarguradas no íntimo, embora a maioria se apresente muito bem na fotografia. Parece que neste texto de Marcos, Jesus está mexendo exatamente nessas feridas crônicas, aparentemente camufladas com a arte do faz de conta. Tudo parece muito bem, contudo a inflamação se dissemina sorrateiramente por baixo dos panos. O contexto deste assunto em pauta começou com a maldição de uma figueira mentirosa. Jesus se aproxima de uma planta em busca de frutos. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Marcos 11:13. Diante desta improdutividade da figueira, Jesus nos surpreende amaldiçoando-a. Este episódio é, no mínimo, muito curioso. Se não era a época certa da frutificação, por que Jesus acabou por condenar aquela planta à morte? Que radicalismo é este, Senhor? Parece um grande absurdo ou total incoerência da parte do Criador do universo. Não há, na verdade, nenhum exagero por aqui. Jesus não foi cruel com a planta. A árvore apenas estava fingindo. No Oriente Médio, a figueira quando tem folhas, necessariamente tem frutos. Se aquela planta tinha folhagem e não tinha frutos é porque havia alguma anomalia entre os seus galhos. Neste caso, a figueira era apenas uma grande farsa no pomar. Ela estava realmente demonstrando algo falso com a sua aparência. Esta figueira infrutífera era uma representação patente do povo de Israel que estava vivendo uma grande mentira sistemática. Ele se identificava como sendo o povo de Deus, mas não dava os frutos divinos em seu modo de vida. Como pode um filho do Deus perdoador não perdoar as pessoas que o magoa, assim como o seu Pai, que sempre perdoa? Quando os discípulos viram que a figueira que Jesus amaldiçoara, havia secado desde a raiz, ficaram perplexos. Então, Jesus inicia um ensino da fé que move montanhas e da oração pela fé, que deve ser tratada concomitantemente com o perdão pessoal, em consequência das raízes da amargura que permanecem no íntimo, ainda que, como uma dor adormecida. Jesus foi enfático: quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa conta alguém, perdoai. O imperativo aqui implica numa categórica ordem aos seus filhos que estiverem orando, bem como, numa subvenção graciosa, garantida pela soberania divina. Deus Pai não daria esta ordem aos seus filhos, sem antes prover generosamente todas as condições necessárias para o perdão. Uma vez feitos filhos de Deus, pela graça, também fomos habilitados pela vida de Cristo para perdoar aos nossos ofensores, como o Pai nos tem perdoado. A questão agora fica assim definida: quem é filho de Deus já foi perdoado por Deus e se tornou, mediante o novo nascimento, num perdoador por natureza. Como filhos de Abba, todos estamos habilitados a perdoar assim como ele nos tem perdoado. Por isso o imperativo: perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Esta ordem é somente para os filhos do Pai celestial. Os pais só devem requerer obediência de seus filhos. Deus não ordenaria aos filhos do Maligno que perdoassem. Este mandamento é apenas para os seus filhos legítimos, que estão capacitados a perdoar com o perdão que Ele mesmo lhes tem doado gratuitamente. (Porém, perdoar não significa convivência forçosa com o ofensor). Ora, se sou filho de Deus, e vivo neste mundo de trombadas, estou sujeito às contusões diárias, mas, também, estou equipado, pela vida de Cristo, que habita em meu ser, a perdoar aos meus agressores, assim como Ele me perdoou; embora, o perdão não me coaja a coexistir com eles. Muitos discípulos de Cristo ainda vivem sob a custódia de alguns sentimentos doloridos do seu passado. Eles já foram perdoados total e cabalmente pela graça, mas continuam cultivando emoções dolorosas nos canteiros subterrâneos de suas almas ressentidas. Creio até que sejam salvos, mas ainda vivem melindrosos e malacafentos, cultuando os seus melindres e bochechando a raiz de amargura como se fosse um xarope para curar a sua dor de cotovelo. O perdão é a única alternativa para a saúde emocional dos salvos. Não existe outra opção para os filhos de Deus, senão perdoar. Foi numa encruzilhada dessas que os discípulos de Jesus quiseram saber até quantas vezes seria admissível perdoar alguém. A cultura rabínica sugeria que até três vezes seria aceitável. Além disso, era falta de vergonha ou “o sangue seria de barata”. Pedro, em seus exageros clássicos, oferece uma cifra elevada de sete vezes. Porém, Jesus nos espanta com um número estratosférico retirado dos anais históricos. O Senhor Jesus nos assegura que devemos perdoar 70 x 7 = 490 vezes. Este produto foi retirado da proposta de um humanista inveterado de nome Lameque, descendente de Caim, depois de ele haver ferido e matado pessoas por agressões insignificantes. (Gênesis 4:23-24) O número sete, apresentado por Pedro, era a cobertura de perdão oferecida por Deus a Caim quando matou o seu irmão Abel. Mas Lameque não aceitou esta proteção e requereu um alvará de soltura bem mais abrangente. Ele queria que o seu pecado fosse perdoado por 490 gerações. Este número é, pois, a resposta de Jesus ao requerimento de Lameque. O que Jesus estava propondo era uma disposição inflexível e permanente em perdoar. A questão aqui não é de álgebra ou aritmética. Jesus não estava dando aula de matemática, mas de saúde psíquica e libertação espiritual. Se você e eu não perdoarmos aos nossos ofensores realmente, nós nos tornaremos prisioneiros perpétuos de um ódio camuflado. A prisão de segurança máxima, impossível de se empreender uma fuga, é aquela construída com as grades invisíveis do ódio. Como dizia o Cardeal parisiense do século XVII, François Fenelon, "quem tem mil amigos, nem sempre os encontra; quem tem um inimigo, encontra-o em toda parte". Este inimigo, com certeza, vive escondido debaixo dos nossos próprios trajes. Para onde você for o inimigo vai junto, mas sem passagem, nem passaporte. Se você for ao restaurante, ele vai com você e come junto, mas só você paga a conta e ele ainda regurgita em seu prato. A dor adormecida no íntimo é uma dor sufocante e atormentadora. Como disse Brennan Manning, citando o seu amigo Robert Rohr, "quem não aprende a transformar a dor, acaba passando adiante", ou seja, a dor e a vergonha que não são tratadas acabam sendo repassadas para a geração seguinte. Isto é: se não perdoarmos de fato, o feto já vem sofrendo em seu íntimo com a nossa amargura adormecida. A questão básica é como tratá-la. Para mim, só há um remédio à vista: a cruz de Cristo Jesus. Para podermos perdoar de verdade precisamos morrer juntamente com Cristo na cruz e recebermos a vida da ressurreição como a única capaz de perdoar completamente. E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Marcos 11:25. Esta é uma ordem de Pai para filho. Como já disse anteriormente, Abba não requer obediência dos filhos do Diabo. Se você não for um filho de Deus, você nada tem a ver com este mandamento. Mas, se for um dos seus filhos tem tudo a ver, e não tem opção: ou perdoa ou perdoa. Este perdão não é quando a outra pessoa tem alguma coisa contra você. Neste caso, o procedimento é o seguinte: Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Mateus 5:23-24. Quando o seu irmão estiver embirrado com você, por alguma coisa que você tenha feito, a alternativa é buscar a reconciliação com ele. Se, contudo, ele não quiser se reconciliar com você, então o entregue ao Senhor e espere o tempo da graça em sua própria vida. Porém, se é você que está magoado com a pessoa que o ofendeu, a ordem do Pai é: perdoa. Neste caso, o perdão envolve a cifra de 490 vezes ao dia, pela mesma falta. Se você e eu não perdoarmos de verdade, por mais grave que seja a ofensa, fica claro que não somos filhos de Deus. Além disso, vamos apodrecendo vagarosamente em nossas entranhas emocionais, nesta vida, aguardando o tempo em que arderemos no tártaro, na vida futura. Isto não é ameaça tola, nem argumento para constranger os covardes. É apenas a constatação dos fatos bíblicos. Quem não perdoa de fato é escravo dos piores sentimentos, o ódio; e vítima do mais severo dos déspotas, o seu próprio ego ferido. Enquanto o perdoador vive de férias no palácio do amor incondicional, o amargurado vegeta na masmorra da murmuração, sorvendo o fel do seu próprio ressentimento e envenenando quem se aproximar do seu quintal de espinhos. Filho querido de Abba, observe! E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Marcos 11:25. Autor: Pr Glenio Fonseca Paranaguá. www.palavradacruz.com.br

domingo, 12 de fevereiro de 2012

AMIGOS DE DEUS INIMIGOS DO MUNDO.

Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Tiago 4:4. Um dos melhores meios de perder amigos e ser rejeitado é andar sempre com Deus. Tire os olhos das coisas deste mundo e de repente você é visto como um religioso fanático! Está a caminho da pior rejeição de sua existência. Talvez quando você era morno, quando parecia ser piedoso, mas sem a vida de Cristo, e quando não era nem excessivamente pecador, nem santo você não constituía problema para ninguém, nem mesmo para o diabo. As coisas eram tranqüilas; você era aceito na igreja e também no mundo. Era apenas um dos muitos “crentes” de coração dividido. Mas houve um dia em que os seus olhos foram abertos e voce pode crer de fato em sua morte e ressurreição com Cristo. Com isso, em vez de seus amigos regozijarem-se ou entenderem, eles pensam que você está ficando maluco! Você é ridicularizado, escarnecido, chamado de fanático. Lembre-se irmão que Jesus nos avisou: Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. João 15:19. Mostre-me um cristão que aprendeu tanto a amar quanto a praticar a verdade, e eu lhe mostrarei alguém que será rejeitado por toda uma igreja morna. Desista do mundo e o mundo desistirá de você. Jesus contava com muitos seguidores, até que a palavra que Ele pregava foi percebida como dura demais e exigente demais. A multidão de adeptos de milagres ouviu as reivindicações que Ele fazia e o abandonou dizendo: “Duro demais! Quem pode recebê-la?” Jesus voltou-se para os doze e perguntou-lhes: “Querem vocês também retirar-se?” Ou, “Minha palavra é dura demais para vocês também?” Pedro respondeu: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; João 6:68b. Não, Pedro e os onze não se retirariam porque a palavra que as pessoas diziam que era dura demais, exigente demais, era a Palavra que eles amavam, ela estava produzindo neles valores eternos. Eles ficariam com a verdade, não importava o preço. Este é o problema que cada cristão enfrenta nestes últimos dias. Desviar-se-á você da verdade que o condena, verdade que aponta seu pecado, verdade que remove, corrige e faz seus ídolos irem pelos ares? Verdade que o chama para tirar os olhos das coisas deste mundo, do eu e do materialismo? Ou você se desviará para a pregação que faz cócegas no ouvido? Ela, sim, é branda, suave, pregação de que tudo vai bem. Será que você permitirá que o Espírito Santo o sonde? Que o exponha? Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. 2 Timóteo 4:3-4. Irmãos a verdade liberta mesmo. Liberta da pregação morta, liberta de pastores mortos, liberta da tradição morta, liberta de doutrinas de demônios. Liberta de companheirismos que rejeitam a verdade porque ela é por demais “desamorosa”, conforme dizem. Os que amam e praticam a verdade desejam vir para a luz, ter exposta cada ação secreta. Jesus disse em João 3:20-21 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus. A verdade autêntica sempre traz à luz tudo o que é oculto. Quando Jesus começou a jorrar luz sobre os pecados ocultos dos judeus religiosos, eles procuraram matá-lo. João 8:37 Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não está em vós. Eles queriam matar a Jesus porque a Palavra de Deus encontrava resistência em seus corações, ou seja, não penetravam neles. Seus corações estavam endurecidos pelo próporio engano do seus corações. Por isso queriam matar a Jesus. Mas aquele que é de Deus tem prazer em ouvir a Palavra. Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. João 8:47. Existem, hoje, infelizmente, multidões de crentes que não amam a Verdade e também não tem prazer de se reunir como igreja do Senhor. São pessoas desobedientes a Verdade revelada. Há um descontentamento no coração do daqueles que ainda não experimentaram uma real regeneração. Estas pessoas comprometidas com o seu modo de pensar estão sendo enganadas de modo horrível. Como os judeus dos dias de Jesus, eles estão convencidos de que vêem. Crêem que são filhos de Deus, e rejeitam ferozmente toda e qualquer palavra que exponha seus segredos e luxúrias mais íntimos. Por certo existe algo em seus corações diferente da Verdade. Será que esses “crentes” tem a mente de Cristo? Vejamos o texto em Filipenses 2:2 Completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Mas como Jesus estava neste mundo, assim estamos nós! Se eles o perseguiram e afrontaram, farão o mesmo com todos os que morrem para si mesmos. Quem afrontou a Cristo? Quem amontoou confusão sobre seu rosto e rejeitou seu nome como imundícia? A multidão de igrejas centradas no homem! Se você tenciona percorrer todo o caminho com Cristo, convém que esteja preparado para suportar as afrontas que Jesus suportou! Pois tenho suportado afrontas por amor de ti, e o rosto se me encobre de vexame. Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos filhos de minha mãe. Salmos 69:7-8. Nós precisamos de rogar a Deus que nos revele Seu Filho e a obra da cruz como uma realidade espirtual em nossas vidas. Pois somente a revelação da cruz de Cristo traz para nós a descoberta do fato que, por meio dela, tudo o que pertence ao mundo está sob setença de morte. Continuamos, ainda, a viver no mundo e a usar as coisas do mundo, mas não podemos construir nada para o futuro com tais coisas, pois a cruz destruiu todas as nossas esperanças que tinhamos deste mundo. A cruz de nosso Senhor Jesus, podemos de fato dizer, arruinou todas as nossas perspectivas no mundo; não há nada pelo que viver aqui. Não há caminho verdadeiro para nos salvar do mundo que não comece por tal revelação. Precisamos apenas escapar do mundo, fugindo dele, para descobrir quanto o amamos e quanto ele nos ama. Podemos fugir para algum lugar onde evitaremos, mas, certamente, ele nos seguirá. É somente quando perdemos todo o nosso interesse pelo mundo, que ele perderá o seu dominio sobre nós. É assim que compreendemos que o mundo está condenado. Saber disso é romper automaticamente com toda a economia de satanás. O mundo jaz no Maligno. Mas o filhos de Deus morreram para o mundo na cruz em Cristo. Temos uma glória neste mundo que é a cruz. Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo. Gálatas 6:14. O nosso grande problema é que muitas vezes ficamos tão acostumados com a mensagem da cruz, tão familiarizados com a cruz que tendemos a buscar “novidades” na nova cruz que tem sido pregada por este mundo a fora. A cruz tem que estar sempre bem fresquinha em nossa mente e em nosso coração, caso conrtrário, podemos aceitar a mensagem da nova cruz. A.W. Tozer trando deste assunto da velha e nova cruz ele disse: “A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia”. Para nós não é diferente. Leiamos 2 Timóteo 2:11 Fiel é esta palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele. Irmãos Deus está edificando sua Igreja para consumação do reino universal de Jesus. Por outro lado, Satanás está edificando o sistema mundano para seu ápice no reino do Anticristo. Quando nos deparamos com a escolha de caminhos, a questão não é: Isto é bom ou mau? É útil ou nocivo? Não; a pergunta deve ser: Isto é do mundo ou de Deus? Uma vez que só há este conflito no universo, portanto não amemos o mundo. Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele. 1 João 2:15. Amém. Autor: Pastor Claudio A Morandi.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O VERDADEIRO ARREPENDIMENTO.

E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Mateus 21:28-30. A palavra “metanóia” aparece 34 vezes no novo Testamento e é normalmente traduzida por arrependimento. A palavra metanóia é formada pela união de duas palavras gregas: a palavra “nóia”, que significa o conjunto de valores, pensamentos, compreensão, entendimento e a preposição grega “meta”, que significa mudança. A palavra traduzida por arrependimento significa mudança, transformação ou troca de conjunto de valores e pensamentos, mudanças da compreensão e entendimento de algo. Arrependimento significa a decisão de mudança total de atitude e de vida, em que a pessoa, por ação divina, é levada a reconhecer o seu pecado e a sentir tristeza por ele, decidindo-se abandoná-lo, baseando sua confiança em Deus, que perdoa. Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte. 2 Coríntios 7:10. Então fica claro para nós que “metanóia” significa arrependimento e arrependimento significa mudança de mente. Diante disso precisamos fazer uma pergunta e tentar responde-la: o que nos conduz ao arrependimento? É somente quando recebemos um chamado eficaz. Mas isso não basta. Precisamos analisá-lo ainda mais. Então a pergunta é: o que produz arrependimento em nós? A Bíblia nos dá a resposta dizendo que é a bendita graça. Arrependimento é um dom de Deus que conduz a uma atividade por parte de homens e mulheres. Vamos entender isto lendo em Zacarias 12:10b. Derramarei o espírito da graça e de súplicas; olharão para aquele a quem traspassaram; pranteá-lo-ão como quem pranteia por um unigênito e chorarão por ele como se chora amargamente pelo primogênito. Irmãos sem a graça e a súplica não é possível que haja arrependimento. Vamos dar uma olhada agora no novo Testamento. O apóstolo Pedro diz em Atos 5:30-31 O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados. Vocês já descobriram na Palavra que Cristo tanto dá completo arrependimento quanto concede o perdão de pecados? Vamos ler mais um texto em Atos 11:18 E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida. Esta foi a reação do povo que ouvira a história de Pedro concernente à conversão de Cornélio. Ficaram maravilhados por ter o Espírito Santo descido sobre os gentios precisamente como fizera com os judeus no dia de Pentecoste. Descobrimos que o arrependimento é o dom da graça, é dom de Deus. Se Deus não der o arrependimento ninguém poderá se arrepender. Vamos notar como o arrependimento vem. De modo que o arrependimento é um dom da graça, levando-nos a ação. E a forma que Deus faz isso é através do ensino, da pregação e da Palavra. A Bíblia está saturada dessa ideia. O Evangelho é pregado, a Palavra é proclamada, chamando os homens e as mulheres ao arrependimento. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam. Atos 17:30. É a apresentação da verdade que produz esta condição de arrependimento. O apóstolo Paulo mais uma vez, ao trazer à lembrança dos tessalonicenses o que havia sucedido a eles, diz-lhes que o Evangelho que lhes havia pregado “não foi a eles somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo e em plena convicção”. E qual foi o efeito? Vamos ler o efeito produzido neste verso: pois eles mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro. 1 Tessalonicenses 1:9. Observaram como o Evangelho produziu arrependimento? Em nossos dias estamos vendo e com muita freqüência, pessoas estão sendo pressionadas a fazer decisões sem o devido conhecimento do que o arrependimento realmente significa. Não temos tomado o conceito bíblico de arrependimento em sua altura e profundidade, em seu comprimento e largura. Irmãos o que está envolvido num homem ou numa mulher no tocante ao arrependimento é aquilo que fica comprometido. E a resposta, naturalmente, é: a pessoa toda. Ou o arrependimento inclui toda a pessoa, ou ela não é de forma alguma arrependida. E a declaração clássica disso se encontra em Romanos 6:17 Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. No arrependimento a vontade tem de ser envolvida. A vontade entra em operação e nos faz retroceder do que era errado para o que é certo. Por exemplo, a comissão de Paulo, delegada a ele por nosso Senhor na estrada de Damasco, o ordenou a ir e ensinar os gentios “a que se convertam das trevas à luz”. Arrependimento envolve ação, pois ação é uma parte essencial. Isso nos faz pensar em João Batista. As pessoas vieram a Ele. No entanto, João dizia às pessoas que vinham até ele que eles tinham de fazer alguma coisa e não somente ouvir a sua mensagem. Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. Lucas 3:8. É por isso que disse que arrependimento envolve a pessoa toda, aliás, o arrependimento não só inclui a pessoa toda, ele inclui toda perspectiva dessa pessoa, tudo o que é de valor e de interesse nesta vida e neste mundo. Nós precisamos considerar ao que leva precisamente o arrependimento na experiência. Como posso saber que já me arrependi? Antes de tudo, ele envolve uma mudança em nossa visão e em nossos pensamentos concernentes a Deus. Somente quando nos arrependemos é que realmente percebemos a santidade e a grandeza de Deus. É necessário termos em mente que por natureza, nossa visão de Deus é inteiramente errônea: Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Romanos 8:7. Mas há alguns que alegam crer em Deus, tem um Deus de seu próprio feitio e de suas próprias imaginações, alguma projeção de si próprios e de suas próprias idéias. Essas pessoas dizem: “Creio em Deus”, mas não possuem qualquer concepção de Deus. Sua visão de Deus é errônea; é falsa e necessitam de uma mudança radical. Radical porque a bíblia é radical. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. Atos 4:12. Deus é Amor, Justo, Santo e misericordioso, e Ele não inocenta ao culpado. Deus se revelou em Cristo e cumpriu tudo no Seu Filho. Agora só resta vermos esse tão grande amor e tomarmos posse daquilo que nos foi concedido gratuitamente. Na cruz fomos crucificados com Cristo e por isso Ele é a nossa vida. Na cruz do Calvário, a justiça é plenamente satisfeita e o amor flui; ao mesmo tempo, porém, o amor de Deus, nos cristãos, é um amor santo; a alegria dos cristãos é uma alegria santa. Tudo precisa ser santo. De modo que isso é algo dos novos pensamentos e do novo conceito que as pessoas que já se arrependeram têm acerca de Deus. Hoje quando contemplamos o Seu amor derramado na Cruz, podemos dizer ao Senhor que o amamos. Salmos 18:1 Eu te amo, ó SENHOR, força minha. Quando enxergamos este amor que Deus tem por nós, certamente o nosso arrependimento é mais profundo. Precisamos rogar ao Pai que nos de um coração completamente agradecido. Um coração que sempre possa perceber o Seu grande amor. Um coração que sempre esteja fixado em Teu sangue tão graciosamente derramado por cada um de nós. Meus irmãos, o verdadeiro arrependimento acontece quando temos a visão espiritual para reconhecermos que é a Sua bondade é que nos conduz ao arrependimento. Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Romanos 2:4. Amém. Deus te abençoe em Cristo Jesus. Autor: Pastor, Claudio A Morandi.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A ESPERANÇA.

I Pedro 1.3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Irmãos(as), vemos neste texto, que Pedro está dizendo, inspirado pelo Espírito Santo de DEUS, primeira narrativa (Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo). Deus e o Senhor Jesus Cristo é Bendito, no dicionário, a palavra Bendito se traduz desta forma ( louvado, abençoado, feliz). Na tradução, o nosso PAI e exatamente isto, e nos somos a mesma coisa como ELE é. Segunda narrativa, que segundo a sua grande misericórdia nos regenerou para uma viva esperança. Deus Pai e Grande em misericórdia, se não o fosse, ELE já desde o inicio da era, teria acabado com a raça humana, quando Adão desobedeceu a sua ordem, que era tão simples de executa La, mas como nos, seres humanos gostamos de dar ouvidos a opiniões diversificadas, gostamos de buscar a resposta para tal problema nos ímpios, nos filhos de satanás e não em DEUS, daí quando a coisa não da certo, ficamos colocando a culpa em DEUS, e dizemos a ELE: o Senhor não me ouviu, eu estava com um baita problemão para resolver está semana, que pedi para o Senhor solucionar, dar uma luz para mim, em tão problema, e o Senhor nem me ajudou, o que é isso, eu não sou teu filho? Porque fizeste isto comigo? Irmão, o maior problema nosso, somos nos mesmo, não fazemos como o SENHOR deixou bem claro em sua PALAVRA que diz: Vinde a MIM, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de MIM, porque SOU manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma; porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. Mateus 11.28,29e30. Conta uma história que um homem estava andando em uma estrada com um saco nas costas, a caminho para a sua casa, passou por ele um homem com uma charrete, e parou e deu carona para tal homem, e o condutor da charrete disse ao homem, olha o Senhor pode colocar o seu saco ai atrás, pode ficar tranqüilo, por andar muito com este saco nas costas e creio que o senhor deva estar cansado; e andando mais adiante o condutor diz novamente ao homem, eu disse para o senhor, pode colocar o saco ai atrás, mas o tal homem, não largou a sua bagagem ate chegar ao seu destino. Irmãos e irmãs, assim acontece consoco também varias vezes de nossa vida aqui (passageira na terra), estamos levando o saco da religiosidade, dos problemas, das ansiedades, da casa nova, do carro novo, da gestação de minha esposa, do novo emprego etc, etc. Enquanto o SENHOR diz no versículo acima que lemos: “ei, venham a MIM, que EU farei vocês se descansarem, vocês estão muito carregados de muitas coisas, venham e de GRAÇA, EU vos aliviarei, deixa EU levar este fardo para você; mas nos somos cabeças duras, dizemos, não, eu sou capaz, eu não preciso da ajuda de ninguém; Há, tudo bem. Onde está a esperança, neste fato? Em lugar nenhum; voltemos para o versículo de Pedro que diz n a parte (b): nos regenerou para uma viva esperança pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Eis o ponto de partida, Jesus Cristo nos regenerou; toda pregação de qualquer pregador, se não estiver centralizada na regeneração do homem, de negar a si mesmo, de anular a Cruz de Cristo, o SENHOR diz que seja anátema(maldito); Jesus Cristo disse bem claramente ao Senhor Nicodemos: Em verdade me verdade te digo: que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. João3.3 Eis a nossa esperança, a regeneração na Pessoa Bendita do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, preciosa esperança, preciosa regeneração em Cristo Jesus. O Senhor Jesus Cristo foi bem categórico em sua ordenança ou melhor de seu trabalho aqui na terra, foi três anos de ministério de Jesus Cristo, mas estes três anos foram feitos conforme a vontade de seu PAI, nosso PAI. Ele diz em João 12.32: E Eu, quando for levantado da terra, atrairei a todos a mim mesmo. 2° fomos crucificados com Cristo: Galatas 2.20. 3°fomos mortos em seu corpo na cruz: Romanos7.4 4°fomos ressuscitados junto com Cristo:Efésios 2.6. 5°e agora somos filhos de Deus:Colossenses3.4. Está e a ração da nossa esperança, não vemos, mas pela fé vemos, até parece paradoxal, mas e tudo pela fé em Cristo Jesus Nosso Bendito Salvador, a Ele toda a Honra e Glória, que ELE cresça e eu diminua: João 3.30. Amém. Marcos Antonio Biazoli.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O MINISTÉRIO DO REINO DOS CÉUS.

Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. Mateus 13:10-11. No capítulo treze de Mateus encontram-se sete parábolas narradas pelo nosso Senhor Jesus. Parábola é uma narração alegórica que evoca elementos do cotidiano para ilustrar verdades espirituais. Mistério é tudo aquilo que a sabedoria humana é incapaz de compreender ou explicar o “mistério” que permaneceu oculto ao longo dos anos, foi revelado aos “pequeninos”: Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Mateus 11:25. O mistério que esteve oculto, e que agora, nos foi revelado é: A boa nova do evangelho: Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações, ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém! Romanos 16:25-27. A revelação deste “mistério” é inicialmente indicada por João Batista, quando disse: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Mateus 3:2. Em seguida, o nosso Senhor confirma esse fato: Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. Mateus 4:17. O Reino dos céus está aqui! O Reino dos céus chegou! Esse foi o mistério que esteve guardado ao longo das eras, o Reino dos céus desceu até nós e está entre nós e, o Reino dos céus é Deus entre os homens: e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Mateus 1:23. O Reino dos céus está ativo entre os homens. Deus-homem está, de fato, aqui - o Deus que desce para buscar e salvar os perdidos. Deus-Homem, entre os homens, esse o grande mistério da piedade: Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória. 1 Timóteo 3:16. Deus entre os homens é uma estupenda notícia; é Deus dentro do homem! Como explicar isso? Esse fato é um mistério que não pode ser entendido pela racionalidade dos sábios e instruídos, mas somente pela fé. Por isso o pai o revelou aos pequeninos. E, o que é fé? Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Hebreus 11:1. A primeira bem-aventurança anunciada no sermão do monte pelo nosso Senhor Jesus é: Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Mateus 5:3. Quem são os humildes de espírito? São os pequeninos. E quem são estes pequeninos? Os mendigos. E, quem são os mendigos? São todos aqueles que podem dizer: Miserável homem que sou! E, quem são estes miseráveis? São todos aqueles que descobriram que nada podem fazer por si mesmos. Veem-se falidos interiormente, sem forças, sedentos por Deus e, que sabem que não há outra fonte para mitigar a sua sede, a não ser o próprio Deus: Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. João 4:14. Por isso, Deus, em Sua graça, enviou Seu Filho entre os homens, para que estes ao recebê-Lo se tornassem Seus Filhos. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1:11-13. Observe que a decisão de sermos feitos Seus filhos é de Deus. “Não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” Como não há nenhuma participação do homem, o que ele deve fazer? Ouça o profeta: Veio sobre mim a mão do Senhor; ele me levou pelo Espírito do Senhor e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos, e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos. Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes. Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis. Ezequiel 37:1-5. Essa é uma visão triste de um “mundo” sem Deus: são simplesmente “ossos secos”, isto é, sem vida. Alguém fez a seguinte analogia: O planeta terra como um grande caixão e a tampa deste caixão é este céu azul, Jesus desce, abre a tampa, e diz: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? João 11:25-26. Eis o mistério que a mente caída não pode explicar - o Deus-Homem - Aquele que habitou entre os homens, Cristo Jesus, agora, vivendo em nós: o mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos seus santos; aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória. Colossenses 1:26-27. Se houve uma manifestação de grande alegria pela presença de Emanuel entre nós, como explicar essa alegria em vê-Lo dentro de nós! O Reino dos céus está dentro de vós ou dentro em vós: Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós. Lucas 17:20-21. Quais são as características do Reino de Deus? Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Romanos 14:17. Será que já nos demos conta de que a própria vida do céu habita em nosso interior, aqui e agora? Isto equivale a dizer que, em qualquer lugar que estivermos é céu na terra porque, Cristo em nós, é céu na terra. É imperativo entendermos que, para Deus não há nada além de Cristo. O que Deus deu aos homens foi o Seu Filho. Esperamos ter pelo menos um raio de luz brilhando em nós, nos levando a concluir que o Senhor é Tudo. O mistério do reino dos céus já nos foi revelado - Cristo vivendo em nós. Como ter certeza da Sua presença em meu interior? Porque está escrito: Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim. Gálatas 2:19-20. Portanto, não há nada mais, além disto: o nosso eu pecaminoso foi crucificado. Deus nos substituiu. Ele tirou a nossa vida pecaminosa, e colocou em seu lugar o próprio Cristo. Esse é o mistério que nos foi revelado: Cristo habitando em nós. Este é o mistério do Reino dos céus. Agora, nos perguntamos, por que Reino? Observe: O Rei que vive em nós, já o identificamos: É Cristo. Também entendemos que um Reino é constituído de súditos e, quem são os súditos? Todos os filhos de Deus, aqueles que foram comprados pelo sangue do Cordeiro. Então, por que Reino? Reino significa domínio, e isto significa que estamos sob o comando de um Rei. O que significa ser súditos de um reino onde o Rei é Jesus? Nenhuma resposta poderá expressar plenamente o que significa ser governado por um Rei que é extremamente amoroso. Toda a atmosfera desse reino é de paz e amor. O amor Dele é terno, sábio e forte. “Oh mistério dos mistérios, Calvário, negro Calvário! Os sofrimentos de Cristo e... as glórias que os seguiram” são “coisas que os anjos anelam perscrutar”, no entanto, criaturas caídas desprezam e rejeitam o Cordeiro, o objeto de toda a adoração do Céu. Somente na eternidade, purificados e livres das restrições do corpo de barro, é que os redimidos dentre os homens serão capazes de entender o pleno significado da Sua Cruz de Vergonha, e cantar com a mais profunda adoração: “Digno és tu... pois foste imolado.” (Jessie Penn Lewis). O mistério do Reino dos céus nos foi revelado – Cristo vivendo em nós. Nossa nova vida deriva inteiramente de Cristo. A nova vida é governada pela vontade de Cristo, ela busca os alvos de Cristo, ela respira o Espírito de Cristo. “Para mim o viver é Cristo”. Amém! Autor: Pastor Humberto Xavier Rodrigues - Pastor da 1 Igreja Batista em Londrina PR.

COMISSIONADOS.

Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; instruindo-os a observar todas as coisas que vos tenho mandado. Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo. Mateus 28:19-20 Este texto é geralmente conhecido pelo nome de “a grande comissão”. Mas, qual é o sentido do termo comissão? Sejam quais forem os muitos conceitos que a missiologia (estudo sobre a missão cristã) traz sobre a palavra comissão, há um princípio que jamais poderá e deverá ser esquecido: toda missão cristã não pode ser outra coisa senão o reflexo da ação de Deus em e através do Seu povo adquirido! Quem são os comissionados? Comissionados são as pessoas conquistadas pelo amor do Pai presente na obra do Seu Filho e revelada pelo Seu Espírito! São pessoas chamadas para viver, proclamar e ensinar em nome Daquele que as chamou para partilhar da Sua glória. É por esta razão que na igreja de Cristo não existem voluntários predispostos a “tapar brechas” ou “cargos eclesiásticos” mas, chamados a exercer e suportar as cargas de ministérios que foram dados e capacitados pelo Pai. Através do texto bíblico em questão, podemos constatar que os comissionados são toda a Sua igreja e em todas as épocas! A missão destes comissionados consiste em glorificar a Deus, vivenciando, proclamando e ensinando sobre a revelação da Pessoa e Obra de Deus em Cristo e capacitados pela ação do Seu Espírito! Logo, na comissão dada pelo Pai Celestial não há nada que possamos fazer por nós mesmos! Nossa nova vida (regeneração) e comissão (ministérios) são somente e inteiramente o reflexo da ação de Deus em Cristo! Mergulhando neste texto bíblico podemos observar que o verso 19 traz uma forma verbal que sinaliza um tipo de ação inequívoca e certeira que deveria ser praticada pelos discípulos de Cristo. É um modo verbal definido pela realidade de um fato crido e praticado. Expressa a maneira como o “ide” deveria ser praticado: eles deveriam “indo sempre”. É um sentido imperativo (uma ordem) para se praticar uma ação de modo dinâmico e jamais estático. Aqui o ide de Jesus é uma ação que não transmite a ideia de término ou cessação de atividade. Fazer discípulos a maneira de Deus em Cristo deve ser encarado como atividade constante da igreja cristã e sem se preocupar com a limitação de tempos na cronologia da história humana. O pronunciamento de Jesus é direcionado àquelas pessoas que praticariam ação do “ide” durante toda a trajetória terrena da igreja de Cristo. A conjunção portanto nos dá uma ideia de continuidade daquilo que Jesus havia falado com o ensinamento que virá a seguir. Aqui, a palavra portanto tem a função de ligar enfaticamente a ordem inicial do ide a outra ação subsequente, dando-lhe a conotação de continuidade dos propósitos de Deus na e para a vida de Seus discípulos. O verbo fazei discípulos também pode ser traduzido como “façam com que sejam Meus discípulos”. Na verdade os discípulos são feitos pala ação Divina e o mandado é dado aos discípulos no sentido de serem os pregadores e ensinadores de um discipulado que só O Senhor pode fazer! Só Deus faz discípulos em Cristo e pela ação do Seu Espírito. Neste caso a função da Sua igreja é “sair a campo” com esta comissão. Também é importante ressaltar que nos primórdios do cristianismo não havia “classes de discipulado” por tempo determinado e com direito a certificados de conclusão. Existiam discípulos e discípulas sendo “moldados” à imagem do Filho de Deus! Muitas vezes importamos modelos criados pela pedagogia humana e os incorporamos às atividades da igreja de Cristo sem muito critério bíblico. É imprescindível que examinemos a essência, a sequência e a maneira de Deus fazer Seus discípulos, para que não façamos nada que não seja orientado pela Sua palavra revelada. O discipulado é uma atividade que também envolve o treinamento de pessoas por tempo “indeterminado”. Discipular é um imperativo ou uma ordem a ser cumprida por toda a “era da evangelização” sem que haja a preocupação com a sua cessação por parte da igreja. Ninguém faz de ninguém um discípulo de Cristo. Também ninguém nasce discípulo. Discípulos são feitos exclusivamente pela ação do Pai! O discipulado de Cristo é um trabalho que enfatiza a extensão grandiosa e sem fronteiras desta ação de Deus em alcançar e moldar pessoas de todas as nações e povos do mundo. Por isso, é impossível à igreja medir ou determinar o número de pessoas a serem alcançadas pelo evangelho e os limites geográficos da sua comissão. Fica evidente que neste texto bíblico não existe a ideia de que O Pai faça alguma distinção entre pessoas de qualquer nação organizada ou grupo étnico isolado da suposta “civilização humana”. O verbo batizando-os, também pode ser traduzido como batizando esses seguidores. Isto dá uma ideia muito interessante sobre a ordem das coisas. O batismo seria uma ordenança para tornar pública a experiência de uma pessoa já conquistada pelo Espírito Santo! Ou seja, o batismo seria ministrado somente aos que já eram discípulos de Cristo! O batismo era uma cerimônia celebrada e repetida cada vez que novos discípulos eram ganhos para Cristo. É como se fosse um ato de obediência para com aqueles que já haviam respondido positivamente ao “ide” e ao “fazei discípulos”. Batizando-os é um verbo particípio presente ativo, denota uma ação de natureza contínua, devendo ser praticada sempre e em obediência à comissão dada pelo Mestre. O jogo de palavras em o nome traz-nos uma ideia que salienta a instrumentalidade do “nome” ou da pessoa de Jesus como o fundamento e agente do ato batismal mencionado acima. Todas estas ações anteriores (ide, fazei discípulos e batizando-os) seriam legitimadas pela participação da Trindade Santa: em o nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. O batismo bíblico é uma ação da Trindade! A sequência formada pela preposição, pelos artigos e substantivos que identificam a Trindade enfatiza claramente de quem vem a autoridade de quem comissiona a igreja para ir, fazer discípulos e batizá-los. É importante deixar claro que a primeira palavra desta sequência, a preposição em, dá-nos um sentido de “inclusão” numa nova realidade. Tal batismo simbolizaria externamente uma realidade espiritual interna de inclusão da pessoa discipulada e batizada na obra de Deus em Cristo e pela ação do Espírito. Inclusão legitimada com a participação ativa de toda a Trindade. O verso 20 começa com o verbo instruindo-os que possui também uma força “imperativa” em relação aos seus futuros seguidores, ou seja, trata-se de outra ordem ou mandado expresso e enfático da parte de Jesus. A ordem agora é que os Seus discípulos sejam encarregados da continuidade do projeto evangelístico de Deus: instruir pessoas vivas para Deus que irão viver a nova vida que receberam. É gente viva ensinando pessoas vivas a viverem a vida de Cristo! É uma “classe de gente que tem a vida do Filho”. Esta é a instrução bíblica relacionada somente aos viventes seguidores, aptos a receber o ensino sobre o evangelho de Cristo. A ação deveria ser contínua por causa do modo particípio e do tempo presente. Também, fica claro que a ação de ensinar deveria ser da responsabilidade dos que já fossem discípulos de Cristo. Aqui temos também a ideia da obediência como forma de resposta da parte da turma de novos discípulos de Cristo. Estes novos discípulos deveriam refletir uma postura de contrapartida ativa àquilo que lhes fora ensinado sobre as verdades concernentes ao evangelho. É uma questão de compartilhar do evangelho através da vida de Cristo gerada nestes novos discípulos. Instruindo-os a observar significa que a verdadeira vida só se transmite através da Vida de Cristo. Observar não tem o sentido de mera transmissão de conceitos sobre Deus. A expressão pode ser traduzida como instruindo-os a conservar ou manter aquilo querendo ressaltar a vida que já lhes foi implantada: a vida de Cristo!O tempo presente e a voz ativa aplicada definem que a ação de discipular pessoas deveria ser uma prática constante da parte dos discípulos. A palavra toda ou todos significa que o ensino do evangelho deveria ser observado em todas as suas implicações da vida humana. O ensino de Cristo deveria invadir todas as dimensões da vida de Seus discípulos. A expressão que é uma forma enfática de se falar de todas as coisas que deveriam ser ensinadas, em outras palavras, os ensinos de Jesus deveria ser transmitidos em sua “integralidade”. A revelação bíblica sobre o evangelho de Cristo não aceita as fragmentações teológicas que somos capazes de produzir. O verbo eu ordenei ou tenho ordenado nos dá a ideia de uma ação sem tempo definido para acabar, ou melhor, de uma prática ininterrupta até segunda ordem, de forma certeira e de uma maneira que implicaria em benefício aos Seus discípulos. Ou seja, é como se Jesus estivesse dizendo assim: “Eu ordeno que vocês certamente transmitam o Meu ensino, por tempo indeterminado, como forma de benefício para vocês mesmos”. E, por fim, o verbo eu estarei sempre convosco ou estou sempre vocês menciona uma ação inerrante, certeira, constante e ativa que tão logo estará sendo praticada por Jesus Cristo. Estou ou estarei, são as possibilidades de se traduzir para a nossa língua uma realidade (ação) constante da parte do nosso Mestre. As palavras todos os dias já nos trazem uma dimensão temporal até o cumprimento previsto pelo Pai e uma ênfase na segurança em relação à presença de Cristo em Seus discípulos. A última palavra desta série merece uma atenção especial pelo fato de ser um elemento determinante, indicando um tempo futuro e indefinido, sendo traduzida por até e que tem a função de fechar o pronunciamento de Jesus como últimas instruções aos Seus discípulos. Ressalta que a soberania sobre o “tempo” pertence em última instância a Deus. Podemos traduzir este jogo de palavras assim: o fim dos tempos ou até que os tempos sejam completados. Por aquilo que esse conjunto de palavras representa, temos a nítida ideia de que o tempo de Deus está além da sequência e da medição da cronologia humana. O tempo de Deus é um tempo sem tempo. É a eternidade invadindo a finitude da história humana. Mais do que as dimensões de tempo, de espaço e de matéria, Jesus se apresenta “a garantia da presença de sua Pessoa e Obra” naqueles que foram conquistados pelo Seu amor e são reproduzidos através da Sua vida! Amém! Autor: Pastor Mauricio Mantovani - Pastor da 1 Igreja Batista de Londrina PR.

DO LUGAR RASO PARA AS PROFUNDEZAS.

Enquanto você lê este livro, pode sentir que simplesmente não é uma daquelas pessoas capazes de uma profunda experiência com Jesus Cristo. A maioria dos cristãos não percebe que é chamada para uma relação mais profunda, interior, com o seu Senhor. Mas todos nós fomos chamados às profundezas de Cristo, tão certo como fomos chamados para a salvação. Que quero dizer quando falo desta profunda e interior relação com Cristo Jesus? De fato, é algo muito simples. É apenas voltar-se e render seu coração ao Senhor. É a expressão de amor por Ele, dentro do seu coração. Você há de estar lembrado de que Paulo nos encoraja a “orar sem cessar’ (1 Ts 5.17). O Senhor também nos convida a “vigiar e orar” (Mc 13.33, 37). É claro, por estes dois versículos, bem como por muitos outros, que todos nós vivemos desta espécie de experiência, esta oração, assim como vivemos pelo amor. Certa vez, o Senhor disse: “Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres” (Ap 3.18). Querido leitor, há ouro disponível para você. Este ouro é muito mais facilmente obtido do que você jamais poderia imaginar. Esta à sua disposição. O propósito deste livro é lançar você nesta exploração e nesta descoberta. Faço-lhe um convite: se você tem sede, venha às águas vivas. Não gaste seu precioso tempo cavando poços que não têm águas (Jo 7.37; Jr 2.13). Se você está faminto e nada pode achar para satisfazer a sua fome, então venha. Venha e ficará satisfeito. Você que é pobre, venha! Você que está aflito, venha! Você que está abatido com seu fardo de miséria e de dor, venha! Você será confortado! Você que está enfermo e precisa de um médico, venha! Não hesite por causa das suas enfermidades. Venha ao seu Senhor e mostre-Lhe todas as suas doenças, e elas serão curadas! Querido filho de Deus, seu Pai tem Seus braços de amor, largamente, abertos para você. Atire-se em Seus braços. Você que tem andado errante e desgarrado como uma ovelha, volte-se ao seu Pastor. Vocês que andam em pecado, venham ao seu Salvador. Dirijo-me, especialmente, àqueles que são muito simples e incultos, mesmo a você que não pode ler e escrever. Você pode pensar que é a pessoa mais incapaz para esta experiência permanente de Cristo, para esta oração de simplicidade. Você pode pensar de si mesmo como o mais distante de uma profunda experiência com o Senhor; mas, de fato, o Senhor tem escolhido especialmente você! Você é o mais ajustado para conhecê-Lo bem. Que ninguém se sinta deixado de fora. Jesus Cristo chama a todos. Oh, suponho que há um grupo que é deixado de fora! Não venha, se você não tem um coração. Veja: antes de vir, há uma coisa que você precisa fazer. Primeiro, precisa dar seu coração ao Senhor. “Mas não sei como dar meu coração ao Senhor!” Bem, neste livrinho você aprenderá o que significa dar seu coração ao Senhor, e como fazer esta dádiva a Ele. Deixe-me perguntar-lhe, então: você deseja conhecer o Senhor de uma maneira profunda? Deus fez que tal experiência, tal caminhar, seja possível para você. Fez com que isso fosse possível, através da graça que tem dado a todos os Seus filhos remidos. Ele o fez por meio de Seu Santo Espírito. Como, então, você irá ao Senhor para conhecê-Lo de um modo profundo? A oração é a chave. Mas tenho em mente certo tipo de oração. É um tipo de oração que é muito simples e, contudo, assegura a chave para a perfeição e para a bondade – coisas que são achadas somente em Deus mesmo. O tipo de oração que tenho em mente libertará você da escravidão de todo o pecado. É uma oração que o libertará para cada virtude da piedade. Você vê: o único caminho para ser perfeito e andar na presença de Deus. O único modo pelo qual você pode viver na Sua presença, em comunhão ininterrupta, é por meio da oração, mas um tipo muito especial de oração. É uma oração que o leva à presença de Deus e o conserva aí por todo o tempo; é uma oração que pode ser experimentada sob qualquer condição, em qualquer lugar, a qualquer tempo. Há mesmo tal tipo de oração? Existe realmente tal experiência com Cristo? Sim, há tal oração! É uma oração que não interfere nas atividades exteriores de sua rotina diária, que pode ser praticada por reis, sacerdotes, soldados, operários, crianças, mulheres e também pelos enfermos. Permita-me apressar-me em dizer que esta espécie de oração a que me refiro não é uma oração que vem da mente. É uma oração que começa no coração. Não vem do seu entendimento ou de seus pensamentos. Oração oferecida ao Senhor, que sai da sua mente, simplesmente não será adequada. Por quê? Porque sua mente é muito limitada. A mente pode dar atenção a somente uma coisa de cada vez. A oração que brota do coração não é interrompida pelo pensamento! Vou tão longe, a ponto de dizer que nada pode interromper a oração! É a oração da simplicidade. Oh, sim, há uma coisa que a pode interromper. Desejos egoístas podem fazer com que esta oração cesse. Mas, mesmo assim, há encorajamento, pois uma vez que você começa a se alegrar no seu Senhor e a provar a doçura de Seu amor, verá que mesmo seus desejos egoístas não terão qualquer poder. Você verá que é impossível ter prazer em qualquer outra coisa, exceto Nele! Compreendo que alguns de vocês podem sentir que são muito vagarosos, que têm uma compreensão pobre e que são pouco espirituais. Caro leitor, nada há neste universo que seja mais fácil de obter do que o gozo de Cristo Jesus! Seu Senhor é mais presente a você do que você mesmo! Mais ainda, Seu desejo de dar-Se a você é maior do que seu desejo de assegurar-se Dele. Como, então, você começa? Precisa somente de uma coisa. Precisa somente saber como procurá-Lo. Quando achar o modo de buscá-Lo, descobrirá que este caminho para Deus é mais natural e mais fácil do que aspirar o ar. Por esta oração de simplicidade, este experimentar de Cristo, profundamente, você poderá viver pelo próprio Deus, com menor dificuldade e com menos interrupção do que viver pelo ar que respira. Se isto é verdade, então pergunto: não será pecado não orar? Sim, seria um pecado. Mas uma vez que você tenha aprendido como buscar Jesus Cristo e como assegurar-se Dele, você O achará tão facilmente que não mais negligenciará esta relação com seu Senhor. Vamos adiante, portanto, e aprendamos esse modo simples de orar. Extraído do Livro Experimentando as Profundezas de Jesus Cristo Através da Oração ( Livro disponível no Filho Varão). Autora: Madame Guyon

O NOVO NASCIMENTO.

O NOVO NASCIMENTO O novo nascimento é o primeiro estágio da vida cristã. Como disse Jesus, é necessário um pecador ser regenerado ou nascido de novo para ver e entrar no Reino de Deus: “Disse Jesus: Se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. Se alguém não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” João 3.3, 5. Nascer de novo não é batismo nas águas, ou sair por milagre de algum perigo de morte, mas ser feito por Deus uma nova criatura em Cristo Jesus: " Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão é coisa alguma, mas sim o ser uma nova criatura" Gálatas 6.15. Tudo começa pelo nascimento, assim também a vida espiritual começa pelo novo nascimento. Todo homem nasce numa geração corrupta e perversa e não há como melhorar essa raça, só criando novamente: " Ninguém cose remendo de pano novo em vestido velho; do contrário o remendo novo tira parte do velho, e torna-se maior a rotura" Marcos 2.21.. O novo nascimento também não é uma obra que o homem pode produzir. Como no nascimento natural nada fizemos para nascer, mas foi uma vontade de nossos pais, no novo nascimento não podemos fazer nada, pois ela foi uma obra exclusiva da vontade soberana de Deus: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da decisão humana (versão internacional), mas da vontade de Deus" João 1.13. "Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas" Tiago 1.18. Muitos esperam que Deus faça neles esse novo nascimento, mas o novo nascimento não é algo que Deus irá fazer agora, Ele já realizou esta obra em Cristo. O novo nascimento é realizado pelo Espírito e pela Palavra de Deus mediante a fé na obra realizada por Cristo na cruz. Ninguém pode nascer, sem primeiro morrer: “Insensato! o que tu semeias não nasce, se primeiro não morrer” I Coríntios 15.36. Na Sua morte morremos juntamente com Ele e na Sua ressurreição, Deus nos fez nascer de novo para uma viva esperança: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos (fez nascer de novo) regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” I Pedro 1.3. Vamos ver verso a verso o que Jesus fala do novo nascimento na passagem de João 3 do verso 3 ao verso 15 a Nicodemus: “Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto? Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que temos visto; e não aceitais o nosso testemunho! Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem. E como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna”. Devemos entender que Jesus quando fala a Nicodemus, Ele fala antes de sua morte e ressurreição, por isso, a Nicodemus ele lhe fala de algo que ainda iria acontecer, mas a nós, Deus nos revela algo consumado. Jesus no verso 14 não nos deixa duvidas quando diz aonde iria realizar o nosso novo nascimento, quando ele fosse levantado da terra: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer” João 12.32-33. Jesus no verso 3 estava não cobrando de nós algo que fosse necessário nós fazermos, mas de algo que Ele iria realizar. Quando Ele diz: “Se alguém não nascer de novo”, não está dizendo que isto é uma obra humana, algo que o homem deva fazer para ver o Reino de Deus, mas uma obra que se Ele não realiza-se, ninguém poderia ver o Reino de Deus: “Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.” João 12.24. Jesus sabia que se Ele não morresse, ficaria só, mas se morresse, muitos iriam nascer dEle. Ele era só, o Filho unigênito. Na sua morte o Filho unigênito morreu, Deus ficou sem nenhum filho por três dias, mas na ressurreição de Jesus, Deus declarou Jesus filho de Deus em poder (Romanos 1.4), e o gerou de novo como o Filho primogênito, agora não só, mas com muitos irmãos (Romanos 8.30-31). Jesus tinha que se entregar para ser sacrificado para levar muitos filhos à glória: “Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e por meio de quem tudo existe, em trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelos sofrimentos o autor da salvação deles” Hebreus 2.10. No verso 4 de João 3, Nicodemus não podia entender esse nascimento espiritual, tanto é assim que ele só via uma possibilidade, voltar ao ventre materno e nascer de novo, mas Jesus lhe disse no verso 6, que se seu nascimento fosse novamente na carne, não mudaria nada, ele continuaria sendo carne, ele continuaria trazendo a imagem do que é terreno, mas o que nasce do Espírito é espiritual, uma nova criatura, nascido não da carne, mas do alto, de Deus, de um mundo celestial, à imagem do celestial: “Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial” I Coríntios 15.45-49. Não é possível nascer primeiro espiritual, mas sim natural, depois espiritual, e assim foi. Nascemos primeiramente em Adão e trouxemos a sua natureza, mas morremos no último Adão, Cristo. Agora nascemos de novo no espiritual e trazemos neste novo nascimento a sua vida, a sua natureza divina. No verso 8 Jesus ensina que o novo nascimento na sua morte e ressurreição iria se consumar, mas o nascimento da Palavra e do Espírito não pode ser explicado, não pode ser ensinado, não há métodos para se chegar a ele, porque é um mistério de Deus. O novo nascimento é o mistério inexplicável de Cristo em nós, e que nos traz por Ele, uma esperança da glória (Colossenses 1.26-27): “Disse também: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente a terra, e dormisse e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse, sem ele saber como” Marcos 4.26-27. Quem abre a madre de nossa mãe, a Jerusalém que é de cima, e que gera filhos da promessa é Deus. Ele é o único que pode fazer nascer (Isaías 66.9, Gálatas 4.25). Esse nascimento do Espírito é para os herdeiros da promessa, os filhos de Deus: “Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus; mas os filhos da promessa são contados como descendência” Romanos 9.8. “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Portanto já não és mais servo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro por Deus” Gálatas 4.6-7. Podemos saber do nosso novo nascimento em Cristo, mas a letra mata é o Espírito que vivifica (II Coríntios 3.6. Se não houver o nascimento pela Palavra e pelo Espírito ninguém pode entrar no Reino de Deus. O Reino de Deus é Cristo em nós. Cristo em nós é a nova vida. O novo nascimento nos faz ver o Reino de Deus que é a própria pessoa de Jesus Cristo em nós: “Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós” Lucas 17.20-21. É somente através dEle que podemos entrar no seu Reino. Este Reino como pudemos ver em Lucas 17.21, não é um lugar, mas o próprio Jesus, e quem está em Cristo é uma nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se faz novo (II Cor 5.17). O novo nascimento é realizado em nós como Jesus explica, pela água que é o símbolo da Palavra, e pelo Espírito que é o agente do novo nascimento. Tudo foi criado pela Palavra de Deus (Hebreus 11.3), também o novo nascido é gerado pela Palavra de Deus: "tendo renascido não de semente corruptível (sêmen do homem), mas de incorruptível (sêmen de Deus), pela Palavra de Deus, que é viva e que permanece para sempre" I Pedro 1.23. “Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas” Tiago 1.18. Uma vez lançada a Palavra de Deus, ela é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, penetra até a divisão de alma e de espírito, sendo apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração (Hebreus 4.12). É aqui que o Espírito entra agindo sobre a Palavra de Deus, efetuando o que apraz a Deus, e efetuando cheiro de morte para morte, ou cheiro de vida para vida (II Cor 2.16) e para essas coisas ninguém é idôneo. Isto confirma o que disse Jesus em João 6.63: "O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita (não há nada no homem carnal que possa ser usado no seu novo nascimento, nem mesmo a sua vontade, pois a sua vontade está ligada a sua natureza perversa); as palavras que eu vos tenho dito são Espírito e são vida". No verso 9 Nicodemus, um homem instruído na lei, que sempre ouviu em sua religião que o homem tem que fazer alguma coisa para ser salvo, perguntou novamente o que ele poderia fazer para nascer de novo. Então Jesus lhe ensina sobre o novo nascimento nos versos 14 e 15, por uma passagem que ele conhecia muito bem, o de Números 21.4-9, sobre as serpentes abrasadoras. O povo naquela ocasião murmurou contra Deus e Ele enviou serpentes abrasadoras que morderam o povo e foram envenenados. O povo se arrependeu e pediu a Moisés que intercedesse por eles. Moisés foi e orou a Deus, e Ele mandou fazer uma serpente de bronze e coloca-la numa haste para que todo aquele que olhasse para a serpente de bronze vivesse. Moisés fez a serpente e levantou-a numa haste e todo aquele que olhou para a serpente viveu. Jesus estava comparando ele com a serpente de bronze. Ele seria levantado da terra e Ele foi colocado por Deus naquela cruz para que todo aquele que olhar para Ele viva. O povo judeu tinha o veneno da serpente neles, e o homem também: “quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” I João 3.8, mas Deus proveu para eles uma serpente de bronze levantada numa haste, e para nós Deus proveu o Seu Filho Jesus levantado-o da terra naquela cruz. Em Cristo crucificado vemos a nossa morte, a morte do pecador, e tragada foi a morte na vitória porque Jesus ressuscitou. Ele ficou livre dos aguilhões da morte e nos libertou também. Nascemos de novo pela sua ressurreição para a vida eterna. O novo nascimento se dá em três fases como diz Deus: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o mostrei; e deus estranho não houve entre vós; portanto vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor” Isaías 43.11-12. A primeira fase do novo nascimento foi quando Deus anunciou esta salvação, tanto é assim, que os fiéis que creram antes da vinda de Jesus, criam no seu novo nascimento na promessa de Deus em Cristo: “Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” Hebreus 11.13. Deus tinha anunciado essa salvação. Jesus era a promessa de Deus aos homens e esta promessa se fez carne: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai” João 1.14. A segunda fase se deu na vinda de Jesus, pois Deus disse: “Eu salvei”. Ele realizou essa salvação, esse novo nascimento erguendo Jesus da terra naquela cruz. Jesus nos atraiu a si nos fazendo morrer com Ele e Deus nos fez nascer de novo para uma viva esperança pela ressurreição de Jesus dentre os mortos (I Pedro 1.3). A terceira fase é: “eu os fiz ouvir”. Deus agora nos gera de novo pela água e pelo Espírito como disse Jesus em João 3.5. Hoje, como Deus nos diz, é o dia da salvação: “E nós, cooperando com ele, também vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão; porque diz: No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” II Coríntios 6.1-2. Hoje Ele nos faz ouvir a Sua Palavra, a água purificadora e nos vivifica pelo seu Espírito: “Mas quando apareceu a bondade de Deus, nosso Salvador e o seu amor para com os homens, não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo, que ele derramou abundantemente sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador” Tito 3.4-6. “Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis” Ezequiel 36.25-27. Deus anunciou esta salvação, Ele realizou-a e agora Ele nos faz ouvir que nascemos de novo em Jesus Cristo pela Sua Palavra: “Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas” Tiago 1.17. “tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece” I Pedro 1.23. “Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo” Romanos 10.17, e quem vivifica esta Palavra é o Espírito: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” João 6.63. Uma vez que Deus faz ouvir a sua salvação, Ele a torna vida em nós pelo seu Espírito: “O céu e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti de que te pus diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz, e te apegando a ele; pois ele é a tua vida... Porque esta palavra não vos é vã, mas é a vossa vida” Deuteronômio 30.19-20; 32.47. A Palavra sem o Espírito mata, mas o ministério do Espírito pela Palavra é a regeneração de pecadores: “o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica... Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, como não será de maior glória o ministério do espírito?” II Coríntios 3.6-8. “Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” João 1.12-13. Deus compara a pregação sem a vivificação do Espírito como um vale de ossos secos em Ezequiel 37. "Veio sobre mim a mão do Senhor; e ele me levou no Espírito do Senhor, e me pôs no meio do vale que estava cheio de ossos; e me fez andar ao redor deles. E eis que eram muito numerosos sobre a face do vale; e eis que estavam sequíssimos. Ele me perguntou: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Respondi: Senhor Deus, tu o sabes. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor. Assim diz o Senhor Deus a estes ossos: Eis que vou fazer entrar em vós o espírito da vida, e vivereis. E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vos estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis. Então sabereis que eu sou o Senhor. Profetizei, pois, como se me deu ordem. Ora enquanto eu profetizava, houve um ruído; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito. Então ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei, pois, como ele me ordenara; então o espírito entrou neles e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo” Ezequiel 37.1-10. O novo nascimento é uma mudança radical, realizada pelo Espírito de Deus no interior de um pecador, retirando o homem velho, a natureza pecaminosa, o coração de pedra, e gerando Cristo em seu interior, com uma natureza divina, santa, e irrepreensível. Todas estas promessas estão na Palavra de Deus, e é por elas e pelo Espírito que nos tornamos co-participante desta natureza divina em Cristo Jesus: "pelas quais Ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, que pela concupiscência há no mundo" II Pedro 1.3. O nascimento do Espírito nos livra da escravidão do pecado, para a glória dos filhos de Deus em santidade: “Aquele que é nascido de Deus não peca; porque a divina semente permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus” I João 3.9. Tudo o que se conhece de novo nascimento e que exclui uma vida de santidade pela Pessoa de Cristo no interior do homem é falso. Um exemplo: Se novo nascimento fosse batismo nas águas, Jesus não precisava vir a este mundo e sofrer a pena do pecador, pois, era só batizar as pessoas de todo mundo nas águas e elas seriam salvas. Novo nascimento é o Espírito gerando em nós a divina semente, a Palavra viva, Cristo: “Pois eu pela lei morri para a lei, a fim de viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” Gálatas 2.19-20. Temos encontrado muitas pessoas enganadas com seu novo nascimento, achando que participar de uma igreja, ser batizada, ter algum cargo é o suficiente. Alguns até conhecem a letra da Palavra da cruz, mas como Jesus disse, é necessário nascer da água e do Espírito. Novo nascimento não é concordância com a doutrina, mas uma experiência real com a Pessoa de Jesus: "não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim" Gálatas 2.20. Novo nascimento é a mudança de uma vida escrava do pecado, de imagem e semelhança maligna, para uma vida espiritual e santa, isenta do domínio e do amor ao pecado, e que produz frutos pacíficos de justiça, operados pelo amor de Deus e à santidade procedentes da verdade por Jesus Cristo, executado pelo Espírito de Deus. Sem a presença de Cristo, ninguém é nascido do Espírito: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” Romanos 8.9. “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” II Coríntios 13.5. “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” I João 5.11-12. Novo nascimento é uma obra totalmente de Deus. O homem não tem participação nesse novo nascimento. Deus é quem anunciou, Ele é quem salvou e é Ele quem nos faz ouvir, fora dEle não há salvação: “O ouvido que ouve, e o olho que vê, o Senhor os fez a ambos” Provérbios 20.12. “Fui achado pelos que não me buscavam, manifestei-me aos que por mim não perguntavam” Romanos 10.20. A palavra "transformar" de II Coríntios 3.18, vem do verbo grego "METAMORFÓS". "META" significa mudança, e "MORFÓS" forma interior ou de moral. O verbo está no indicativo e na voz passiva, isto é, o homem não pode efetuar esta mudança, pois, esta mudança, não se refere a uma mudança de estética, mas de conteúdo e de moral. Em suma, se alguém verdadeiramente nasceu de novo, este novo nascimento se deu pela santificação do Espírito e fé na verdade: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” II Coríntios 3.18. “Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade” II Tessalonicenses 2.13. Como vimos, o novo nascimento é uma obra de Deus executada pela Sua Palavra e pelo Seu Espírito: "Ora, Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos, mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé" Romanos 16.25-26, e aqueles que crêem nela, embora tenham sidos servos do pecado por toda a vida, obedecem de coração à forma de doutrina a que são entregues (Romanos 6.17). A regeneração não vem pelo conhecimento da doutrina do novo nascimento, e nem é algo que leva tempo para acontecer. Hoje é o dia como Deus disse. O exemplo disso é a serpente levantada no deserto. Todo aquele que olhava para a serpente ficava curado imediatamente, em Jesus Cristo é assim também. Todo aquele que olhar para Ele verá o seu novo nascimento consumado: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” Isaías 45.22. O que Deus nos faz conhecer em primeiro lugar, é que não há novo nascimento sem morte, e não pode haver morte sem a Pessoa de Jesus. A maior dificuldade que temos encontrado nas pessoas, é que elas olham para o seu novo nascimento agora. Esperam e até oram que Deus os façam nascer de novo, sendo que ele já aconteceu a quase 2.000 anos atrás, até mesmo antes da fundação do mundo pela promessa de Deus. Já morremos e ressuscitamos em Jesus Cristo. A obra não irá acontecer, ela já aconteceu, está no passado, e é assim que a Palavra de Deus nos apresenta: "sabendo isto, que o nosso homem velho foi com Ele crucificado, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de que não servíssemos ao pecado como escravos" Romanos 6.6. "Assim também vós meus irmãos, fostes mortos para à lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressurgiu dentre os mortos a fim de que demos frutos para Deus" Romanos 7.4. "porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus" Colossenses 3.3. "Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte?" Romanos 6.3. Esta morte já se deu quando Jesus morreu naquela cruz. Deus não tem obra nenhuma para fazer em nós, tudo o que Ele nos deu está em Cristo, está consumado. É maravilhoso que este Deus misericordioso já tenha feito esta obra por nós. É pela graça que somos salvos, por meio da fé, e isto não vem de nós, é dom de Deus; não vem de obras humanas para que ninguém se glorie (Efésios 2.8-9). Jesus disse: "Tudo está consumado" (João 19.30). Sabe o que isto significa, que não há mais nada a ser feito, tudo está feito, tudo está pronto, é só crer. Até mesmo a fé nos é dada por Deus, devemos apenas fazer como aquele pai do menino epiléptico: "Creio! Ajuda a minha incredulidade" Marcos 9.24. Quem nEle crer não será confundido (Romanos 10.11). Agora esta Palavra de Deus vez nos lavar de toda a nossa iniqüidade, e o Espírito vem nos gerar em uma nova criatura, a imagem de Jesus, com a Sua presença em nós: “Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” Romanos 8.26-30. “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” II Coríntios 5.17. A nova criatura é feitura de Jesus, criado em Cristo Jesus para as boas obras, e não mais a feitura de Adão: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas” Efésios 2.10. A característica principal de uma nova criatura, daquele que nasceu da água e do Espírito é a libertação do pecado. Quem continua no pecado, nunca viu nem conheceu Jesus Cristo (I João 3.6). O novo nascimento restitui ao homem a glória de Deus perdida com o pecado: “Porque Deus, que disse: Das trevas brilhará a luz, é quem brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte” II Coríntios 4.6-7. O novo nascimento é a entrada para a vida espiritual e no Reino de Deus. Ele é o início de tudo. Sem este novo nascimento ninguém pode ver o Reino de Deus e sem o nascimento no Espírito não pode entrar nesse Reino. Ele é o primeiro estágio da vida cristã, depois vem o crescimento. Lembremos da parábola da semente em Marcos 4.26-29. Primeiro foi o plantio da semente, da Palavra, depois o nascimento, depois o crescimento e por ultimo o fruto cheio de grãos, porque sem nascer ninguém pode crescer. A entrada no Reino Celestial de Jesus, como vimos anteriormente, não pode ser alcançada por força humana, mas somente pelo poder de Deus, bem como o crescimento espiritual. O novo nascimento é um ato e o crescimento é um processo de Deus até o seu complemento: "Até que todos cheguemos a unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo" Efésios 4.13. “tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus” Filipenses 1.6. “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, e ele também o fará” I Tessalonicenses 5.23-24. Autor: Irmão Edward Burke Junior